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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Paixão e Crueldade

Escrita porZsadist Xcor
Revisada/Editada por Natashia Kitamura

Capítulo 44

  Por sorte, quinta-feira foi o último dia de gravação de Patrick.
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  Os rumores sobre o estado deplorável ao sair dali eram inúmeros.
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  Alguns apontaram sério desentendimento entre o trio por um grupo composto por cinco atores do elenco principal entrar no camarim interrompendo a cena entre Sebastian e Damon. Notando a marca no pescoço do ruivo, os ferimentos de Patrick, que se levantava com dificuldade, e o punho do moreno com lesões superficiais, não foi difícil especularem sobre a situação.
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  – Não, gente. Nada disso. – a característica de Damon de protegê-lo era evidente desde o século XVII – Quando entramos no camarim o encontramos daquele jeito. Íamos sair para buscar ajuda, mas eles entraram. Foi tudo.
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  – Exato. – confirmou Sebastian, o abraçando por trás em agradecimento sutil pela mentira – Isso daqui é alergia. – mostrou ligeiramente as costas da mão direita – Não é de hoje que, quando fico estressado, começo a me coçar todo.
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  – No ano passado ele também ficou assim, mas foi no final das gravações. – prosseguiu Damon – Lembro de como foi da outra vez. Eu ajudava a esconder a coloração e as marcas com maquiagem. Estou de prova.
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  Ambos se surpreenderam com como foi fácil mentirem para se protegerem e se preservarem – capacidade aprimorada ao longo das encarnações motivada pelo senso de sobrevivência para permanecerem juntos sem retaliações.
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  Quando a notícia chegou a Michael, fez questão de se deslocar para ver com os próprios olhos o resultado de sua vingança – e não poderia se satisfazer mais por vê-lo deitado no longo sofá recebendo os primeiros socorros.
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  O roqueiro passou os sete dias seguintes em bom humor admirável.
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  No dia seguinte, Damon estava naquele mesmo camarim aguardando ser chamado para a última cena com Sebastian para encerrar as filmagens da segunda temporada.
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  Logo após o almoço, analisava o texto de como finalizaria a cena da história dos personagens – e, sem imaginar, iniciaria, de fato, a relação com Sebastian naquela vida.
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  De tão compenetrado, não ouviu a porta ser aberta.
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  Só notou que não estava sozinho por entreouvir o sofá afundar ao lado.
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  – Bebê. – cuidadoso, Sebastian deslizou os dedos pelo pescoço alvo cuja maquiagem escondia a marca do dia anterior – Está doendo? – o toque era tênue, então o outro quase não sentia.
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  Deitou a cabeça no ombro largo aproveitando como se encaixava no local. Se posicionando de lado para ficar mais confortável, passou o braço pela barriga.
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  – Eu estou bem. – achava adorável a preocupação – O filho da puta me enforcou. Não quebrou o meu pescoço.
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  Durante a resposta, Sebastian tomou a mão dele na sua, a observando em gesto carinhoso. Com a palma sobre a sua, mirava atento em cada centímetro, passando o polegar na pele em afável afago íntimo.
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  – Ele não estaria vivo se fosse o caso. – a frase saiu tão suave que nem se assemelhou a uma ameaça – Meu pequeno... – atravessando o braço no espaço entre o acolchoado e o tronco alheio, o aconchegou a si, aumentando o caloroso contato corporal – Me responde uma coisa?
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  De olhos fechados, o rapaz esvaía toda a tensão naquele corpo familiar para si pelos inúmeros enlaces amorosos através dos séculos. Respirou fundo para absorver o amadeirado perfume característico do mais velho.
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  – Prossiga.
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  – Há quanto tempo o Patrick vinha te hostilizando?
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  Foi impossível não perceber como a musculatura enrijeceu pelo questionamento inesperado.
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  – Hum... – gemeu a contragosto, enterrando a face no peitoral e frisando o cenho – Não quero conversar sobre isso agora, amor. É tão bom ficar assim contigo. – a voz saiu abafada.
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  Sem querer pressioná-lo e à procura de respostas, roçou os lábios nas ondas ruivas.
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  – Falamos sobre isso ainda hoje, mais tarde, então?
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  – Tudo bem. Ensaia a cena comigo? O poema é longo e preciso recitá-lo sem hesitação e nem dúvidas.
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  Como se os últimos acontecimentos e o momento em si não fossem suficientemente intensos, ao estudar o último texto três dias antes, o coração errou as batidas.
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  O conteúdo o desnudou porque revelaria para Sebastian, através de uma cena, os sentimentos nutridos desde quando era senhor de fazendas e emoções guardadas naquela encarnação sem a devida oportunidade de expressá-los por não estarem juntos – ainda – apesar da armação sobre o namoro deles para alavancar a carreira do ator.
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  Para entrarem em contato com a sensibilidade da cena, se acomodaram de acordo com como os personagens estariam – Damon no sofá de frente a onde Sebastian estava igualmente acomodado, mas, no caso dele, numa cama onde, naquele momento, não havia outra opção além do sofá na outra extremidade.
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Aquele lugar, o ar.
Primeiro, fiquei sabendo que gostava de Diadorim – de amor mesmo, mal encoberto em amizade.
Foi de repente que aquilo se esclareceu: falei comigo.
Não tive assombro, não achei ruim, não me reprovei – na hora.
Melhor alembro

O nome de Diadorim, que eu tinha falado, permaneceu em mim.
Me abracei com ele.
Mel se sente é todo lambente
– “Diadorim, meu amor...”
Como é que eu podia dizer aquilo?
E como é que o amor desponta?

Coração cresce de todo lado.
Coração vige feito riacho colominhando por entre serras e varjas, matas e campinas
Coração mistura amores
Tudo cabe

E eu – como é que posso explicar ao senhor o poder de amor que eu criei?
Minha vida que o diga.
Diadorim tomou conta de mim.

De repente eu estava gostando dele num descomum
Gostando ainda mais do que antes
Com meu coração nos pés,
E dele o tempo todo eu tinha gostado
Amor que amei – daí então acreditei.

Um Diadorim só para mim.
Tudo tem seus mistérios
Eu não sabia
Mas, com minha mente, eu abraçava com meu corpo aquele Diadorim – que não era de verdade.
Não era?

Diadorim deixou de ser nome e virou sentimento meu
Aquilo me transformava
Me fazia crescer dum modo que doía e prazia.
Àquela hora, se eu pudesse morrer, não me importava
Eu direi ao senhor o que nem tanto é sabido:
Sempre que se começa a ter amor a alguém o amor pega e cresce
É porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja – e vai na ideia
Querendo e ajudando;
Mas, quando é destino dado
Maior que o miúdo, a gente ama inteiriço, fatal
Carecendo de querer,
Amor desses, cresce primeiro; brota é depois

Tudo turbulindo.
Esperei o que vinha dele.

De um aceso de mim eu sabia:
O que compunha minha opinião era que eu, às loucas, gostasse de Diadorim
No fim de tanta exaltação meu amor inchou, de empapar todas as folhagens
E eu ambicionando de pegar em Diadorim
De carregar Diadorim nos meus braços
Beijar, as muitas demais vezes, sempre

;Abracei Diadorim, como as asas de todos os pássaros
Diadorim é minha neblina
Amor é a gente querendo achar o que é da gente

  E Damon havia reencontrado quem era dele.
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  Por essa razão recitou com tamanha emoção, incapaz de não se sensibilizar e sem forças para lutar contra as lágrimas as quais surgiram contra a sua vontade – embora não se importasse por elas inundarem os globos, os deixando mais brilhantes e embaçando a imagem do moreno em sua frente, quem estava igualmente sensibilizado graças ao registro espiritual em, inconscientemente, detectar como as palavras do poema descreviam com perfeição os sentimentos pelo rapaz nas encarnações anteriores.
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  Um se via pelos olhares do outro, embebecidos pelo amor ainda não externalizado. A comunicação verbal não era relevante naquele momento em específico. Foram tomados pela áurea familiar que os assolava há tantos anos, desde quando Sebastian trabalhava naquela fazenda como escravo onde, graças a si, o ruivo se descobriu como homem gay numa época quando isso sequer era reconhecido pela sociedade e teve o prazer de descobrir na cama como era gostosa e intensa a união com a pessoa do mesmo sexo por quem se apaixonou perdidamente – um se transformando na alma gêmea do outro.
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  Era impossível esconderem as emoções. Ambos estavam comovidos, se reconhecendo em cada verso declamado com enorme paixão.
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  Inábil em se manter longe de Sebastian, se aproximando do final, se levantou sem quebrar o contato visual. Caminhou devagar em direção ao outro, quem acompanhou cada movimento hipnotizado com o tronco curvado e os braços apoiados nas coxas.
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  Prevendo as próximas ações em virtude de conhecer o comportamento de Damon após tantos reencontros, impulsionou o tronco para trás e abriu espaço para ele se acomodar sentado em seu colo.
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  Incapazes de manterem as mãos longe por precisarem do contato físico, deslizavam as palmas nos corpos alheios – o moreno as coxas desnudas e a cintura e o ruivo o rosto, a clavícula e o pescoço em meigas carícias – se fitando em adoração recíproca.
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  As lágrimas mútuas rolavam, a voz de Damon embargada sem parar de recitar o poema.
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  Detectavam amor nas írises alheias, o coração se encharcando da certeza de que, daquela vez, teriam total sucesso para ficarem juntos sem tantas interferências externas pela sociedade se tornar mais maleável e por Patrick seguir por um caminho distinto do casal.
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  Detectaram nos globos um amor antigo que transcendeu o tempo, quebrou as normas sociais e lutou arduamente até, enfim, poderem desfrutar juntos da chance de se amarem em liberdade num contexto onde homens gays poderiam amar os seus, pessoas trans podiam, sim, existir dentro dos respectivos gêneros os quais se identificavam e mulheres eram capazes de escolher quem amar e seus respectivos destinos graças aos direitos conquistados através de sangrenta luta objetivando serem reconhecidas como seres humanos desvinculados dos homens e que sentiam, pensavam e gozavam – características até então ignoradas no passado, quando eram subjugadas pela religiosidade, pela preservação dos bons costumes e do modelo mais rígido de família.
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  A palma macia direita descansou na nuca e a outra no ombro enquanto, devagar, os desenhados lábios rosados e fartos deslizavam pela bochecha para murmurar em voz rouca as duas últimas frases como se trocasse íntima e profunda confidência.
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  - Diadorim é minha neblina. Amor é a gente querendo achar o que é da gente.
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  Num rompante Sebastian virou a cabeça para tomar os lábios de Damon nos seus em beijo quente, profundo – completamente entregue pela primeira vez naquela encarnação.
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  Tão cedo como o beijo começou, foi rompido por ouvirem a porta sendo aberta. Deitou a cabeça no ombro largo para esconder a fragilidade do invasor da mesma forma como Sebastian enterrou a própria no pescoço alvo onde adoraria sentir o sabor novamente.
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  - Estão chamando vocês para gravar.
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  - A gente já vai, Cíntia. – respondeu o moreno em ofegante voz rouca.
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  Só quando escutaram a porta ser batida se afastaram o suficiente para se fitarem após vistoriarem discretamente, verificando se continuavam sozinhos.
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  - Vem para casa comigo quando a gente encerrar as filmagens bebê. Por favor.
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  Em discreto sorrisinho, Damon resvalou o indicador pela pele alheia contornando as sobrancelhas, o desenho dos lábios grossos, o queixo e finalizou dando uma batidinha delicada na ponta do nariz – marca característica deles.
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  - Como negar um pedido desse, quando está implorando por mim?
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  Ansiavam para as gravações finalizarem – e os corpos demonstravam isso através do tamborilar dos dedos, acompanharem o avançar das horas pelos relógios e pelos pensamentos sobre como seria quando chegassem ao apartamento.
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  Pensamentos esses que faziam as roupas se apertarem entre as pernas pelo súbito volume extra.
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  Ao serem liberados às quatro da tarde, se encaminharam para os camarins escondendo a ansiedade durante a conversa com os outros atores, tomando banho nos banheiros em preparação para as próximas horas. Se desculparam pela impossibilidade de não comparecerem na confraternização antes de saírem carregando as respectivas mochilas com os pertences nas costas.
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  Como já estava acostumado, Damon se sentou no banco da frente sem hesitar.
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  No trajeto não conversaram.
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  O silêncio palpável não era denso, mas funcionava como promessa e prelúdio dos acontecimentos a seguir – principalmente por entrelaçarem os dedos ou Sebastian descansar a digital na coxa firme a centímetros de tocar a bainha do short extremamente curto.
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  Nunca desejaram tanto chegar no destino como naquele dia.
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  Ao finalmente chegarem ao apartamento de Sebastian no último andar do prédio por meio do elevador, posicionado atrás de Damon e com o peitoral colado no mais novo, destrancava a maçaneta com uma destra envolvendo a cintura fina de maneira possessiva e mordiscando a nuca alheia.
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  It’s All Coming Back to Me Now – Celine Dion
  O moreno não despendeu tempo se preocupando em trancar a porta ao entrarem na sala.
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  O pressionou contra a madeira da porta tomando, ávido, a boca de Damon contra a sua em reinvindicação – e o rapaz adorou a mensagem subliminar, a compreendendo sem esforços e enlaçando os braços no pescoço largo – ambos se livrando dos calçados sem se desconectarem.
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  A intensidade não era somente tesão acumulado. Havia mais. Havia muito mais – amor, paixão, desejo, cumplicidade, cuidado, possessividade, carinho e idolatria. Cada componente seria expresso por meio de palavras, atos, comportamentos e atitudes ao longo daquela encarnação pelo mais velho, quem lhe mostraria a fidelidade, o afeto, a volúpia e o amor pelo ruivo durante os longos anos de relacionamento onde constituiriam admirável família graças a harmonia dos componentes.
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  O rapaz se agarrava nele já com certa falta de ar pelas palmas ásperas percorrerem o corpo, adorando a sensação de Sebastian tocá-lo por inteiro intensificando a excitação e aumentando a pressão dentro do short.
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  Abandonando os lábios carnudos, dirigiu os próprios para o pescoço alvo onde não perdeu tempo e passou a lamber sobre a pele fina no ponto exato onde lhe tirava arfadas e deliciosos arrepios.
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  Inferno, como foi capaz de privá-los de experimentarem tamanho prazer por temer as consequências de se usufruir da companhia do ruivo graças ao relacionamento abusivo com Patrick? Nunca um corpo foi pressionado contra o seu de maneira tão ardente e nenhum corpo pareceu pertencer a si daquela forma pelo natural encaixe perfeito.
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  A saudade transbordava do coração de ambos, potencializada pelos gemidos, grunhidos e em como se agarravam um ao outro sem pudores.
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  Deveria ser crime alguém reagir de forma tão deliciosa e de emitir sons e gemidos igualmente avassaladores para os seus ouvidos.
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  - Me leva pro seu quarto. – o pedido soou manhoso e entrecortado em expressão de puro deleite.
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  Sem hesitar, se curvou e o puxou pela parte detrás dos joelhos. Soltando um gritinho pela repentina ação inesperada, as pernas desnudas quase por completo graças ao minúsculo jeans circularam a cintura ansioso para se livrarem das roupas e não haver obstáculos para as ereções se chocarem.
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  Aprovando num ronronar como foi segurado pela bunda com os dedos apertando a região, esfregou ligeiramente os quadris ao ser levado para o quarto. No trajeto deu mordidinhas nos ombros desnudos pela regata branca antes de ser deitado na cama.
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  Por sua vez, quebrando as expectativas, Sebastian se acomodou sobre ele cujas pernas foram separadas para abrigá-lo melhor.
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  Enterrando a cabeça no vão entre o pescoço e o ombro, passou longos minutos distribuindo carinhos afáveis e doces aguardando os corações desacelerarem.
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  Queria desfrutar do primeiro momento de significativa intimidade entre eles.
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  A vontade não era baseada somente no tesão acumulado desde quando se conheceram na preparação do elenco, mas também nos sentimentos não verbalizados. O amaria em todo o esplendor da palavra – e demoraria longas e maravilhosas horas até se darem por satisfeitos e exaustos.
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  - Está tudo bem, amor? – ofegante, o ruivo o abraçava contra si estranhando a súbita mudança de comportamento.
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  Será que o moreno hesitava em...
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  - Está sim, bebê. – murmurou em voz carregada de ar com a carne úmida da ponta da língua roçando no lóbulo frágil, adorando ver os arrepios e como se se remexia em resposta – Eu só quero ficar assim contigo antes. Aproveitar a nossa primeira noite juntos. Não imagina há quanto tempo quero isso contigo.
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  Não demorou nem dez segundos para escutar o soluço.
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  Levantando a cabeça, se deparou com a imagem do rapaz chorando iluminada pelo alaranjado pôr do sol.
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  Palavras eram desnecessárias por transmitirem pelos olhares as mensagens facilmente captadas naquele encontro maravilhoso dos corpos onde distinguiam através dos toques, dos carinhos, do zelo e dos olhares todas as declarações acerca dos sentimentos.
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  Rolando na cama de casal o posicionou sobre si com os joelhos ao lado dos quadris largos. Se sentou o levando consigo em abraço acolhedor, onde o rapaz derramou as lágrimas aninhado nele com a testa repousada no ombro.
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  - Qual o problema, bebê? – enterrou as falanges nas ondas ruivas iniciando agradável cafuné.
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  - Há muito tempo quero isso contigo. – revelou em voz embargada encolhendo os ombros.
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  Se separou e encostou a testa na dele lhe transmitindo segurança. Com os polegares secava o pranto em movimentos delicados, atento na vulnerabilidade alheia emitida em cada poro.
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  - Está tudo bem, amor. – dizia o mais velho em voz baixa – Estou aqui contigo. Isso não vai mudar.
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  De fato, não mudaria.
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  Demorou alguns minutos para o rapaz se acalmar através dos mais diversos carinhos atenciosos e dos olhares trocados repletos de emoção verbalizada.
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  Nem sequer notaram quando as meigas carícias se tornaram lascivas e cheias de paixão, transformando o momento outrora emotivo em algo apaixonado, desejoso e amoroso – a melhor combinação em tais circunstâncias onde o casal finalmente poderia se unir sem restrições ou impedimentos na encarnação atual.
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  O beijo que se iniciou em delicados selinhos no amplexo tomou outra conotação mais poderosa onde as línguas macias se massageavam em fusão potente.
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  Damon deslizou as digitais até entrarem na barra da regata, sentindo a firme carne do abdômen. A ergueu a retirando dele, quem levantou os braços para se livrar da peça. Em seguida o ruivo tirou a própria blusa, podendo desfrutarem do contato direto de pele com pele.
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  Voltando para os lábios rosados, Sebastian o agarrou na bunda o puxando para si. O rapaz soltou um gemido doloroso pela ereção ser pressionada ainda mais no espaço apertado, ansioso para liberá-la.
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  Descendo os dedos pela coluna alva, trilhou um caminho de toque tênue notando as ligeiras reações prazerosas – cenho franzido discretamente, maxilar relaxada e suspiro prolongado. Um sorrisinho desenhou na fisionomia do moreno pela satisfação interna por deixá-lo naquele estado. Alcançou o jeans, onde, o fitando ofegante, abriu o botão e desceu o zíper.
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  Sem cerimônia, resvalou a destra em direção ao pau escondido dentro do tecido, o segurando por cima do short – e o sorriso se ampliou mordendo o lábio inferior pela expressão intensificada de júbilo pela surpresa súbita do rapaz perante a ousadia do outro.
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  Não demoraria para Sebastian descobrir que o arranhar e cravar as unhas em si eram sinais corporais de Damon do quão excitado estava – e era o caso.
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  Como prova, despertaria no dia seguinte com pequenas marcas em formato de meia-lua nos ombros, nas costas, no pescoço e nos braços.
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  - Está na hora de se livrar disso, não é, meu pequeno?
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  A imagem dele assentindo fez o próprio pau pulsar dentro da bermuda de algodão graças a fisionomia manhosa.
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  O deitou novamente na cama, quem repousou a cabeça nos travesseiros brancos. Se apoiando com os braços no colchão, analisou cada traço da feição angelical em silêncio aprazível objetivando, inconscientemente, gravar a imagem na memória.
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  A luz alaranjada do início do pôr do sol acentuava o tom dos cabelos e deixava a pele reluzente.
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  - Lindo. – disse baixinho.
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  O sorriso tímido iluminou a face graças ao elogio – ação comum quando recebesse elogios de Sebastian, assim como a pele esquentar deixando a epiderme rubra.
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  Retribuindo o sorriso encantador, explorou por vários minutos os pontos erógenos do cantor no cair da noite.
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  Se concentrou nas vagarosas carícias usando da língua para estimulá-lo. Iniciou o processo na orelha, onde lambeu e chupou o minúsculo lóbulo por minutos intermináveis, o deixando à mercê de suas vontades e enlouquecido de volúpia se contorcendo sob si e sussurrando palavras desconexas ou de incentivo.
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  Ao mais novo restava somente se mexer o segurando e esfregar o jeans aberto na busca de alívio daquele aperto doloroso.
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  Por notar como o rapaz tampava a boca com a mão direita, a afastou gentilmente a descansando no travesseiro ao lado da cabeça e entrelaçou os dedos nos dele.
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  - Eu quero te ouvir, bebê. – para assegurá-lo, deu uma mordidinha tentadora na carne frágil lhe obrigando a se agarrar ainda mais ao moreno em tremor discreto – Me mostra como está gostoso.
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  Naquela noite o rapaz acataria todos os pedidos – e aquele não seria diferente.
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  Pelo apartamento ecoaria a melhor música até então escutada por Sebastian naquela vida – as lamúrias de Damon junto ao impacto produzido do abdômen se chocando com a bunda empinada em estocadas profundas.
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  Ao ruivo nada mais restou além de permitir os sons serem reproduzidos sem bloqueios ou empecilhos para silenciá-los ou abafá-los. Posicionou a cabeça para o lado lhe dando livre acesso a pele fina do delicado pescoço para se deliciarem como tanto desejavam. O apertava erguendo o peitoral ou enterrando as falanges nos cachinhos crespos em pedido silencioso para continuar circulando e mordiscando o endurecido mamilo rosado. Quando foi incapaz de continuar o tocando pelo ator descer os afagos pelo tronco, passou a se agarrar aos travesseiros e as cobertas em arfadas carregadas de ar.
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  - Amor... – sibilou em agonia por notar como, ao invés de livrá-lo da peça de vez, simplesmente castigava o interior das coxas torneadas.
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  - O que você quer, bebê?
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  Ao se fitarem, ambos os globos estavam escurecidos pela volúpia – e adorou vê-lo com a respiração pesada e a carne avermelhada em trilha explícita dos lugares onde percorreu para se deliciar.
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  - Pede para mim. – prosseguiu em tom rouco com os lábios roçando no interior da coxa torneada – Farei tudo o que me pedir essa noite. Basta pedir.
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  - Eu quero gozar na sua boca.
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  Lhe lançando um olhar obscuro em promessa velada, deixou úmidos beijinhos no baixo ventre. No último, inspirou profundamente o cheiro da carne crua soltando o ar quente pela boca em contato com a pele sensível.
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  Retirou o short junto a boxer preta, o desnudando por completo – e, Deus, a visão plena do rapaz lhe despertava amor dando vazão ao sentimento e o pau entumecido implorando por atenção o fez salivar.
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  O tomou na boca sem cerimônia, ambos soltando grunhidos de satisfação.
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  Qual era a possibilidade de apreciar tanto as reações de alguém assim como se deliciava com as de Damon? Jamais descobriria a resposta para o enigma.
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  De propósito, foi insuportavelmente lento.
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  Primeiro se concentrou na cabeça. A envolveu com os lábios úmidos, sugando de leve enquanto o segurava na base o acariciando com o polegar. Depois desenhou círculos perfeitos na região lhe arrancando arquejos maravilhosos. Por fim, passou a descer, mas nunca completamente. Aumentava os centímetros do membro grosso no interior da boca a cada movimento, retornando até envolver a glande novamente nos lábios para descer mais até alcançar a base.
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  Damon quase perdeu o controle das articulações.
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  O moreno o chupava com afinco, exercendo a pressão correta para enlouquecê-lo em velocidade torturante de gradativa. O rapaz acompanhou algumas vezes os movimentos, se obrigando a manter as pálpebras abertas. Não suportando muito tempo daquele jeito, voltava a fechar as pálpebras, se concentrando no prazer proporcionado.
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  Soltou um fraco muxoxo quando o homem o abandonou por míseros segundos para se redirecionar para o escroto, lambendo cada zona delicadamente em idas e voltas enlouquecedoras com a língua.
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  O ar lhe faltou quando, a seguir, o sentiu descer pelo períneo até alcançar a convidativa entrada. A castigou com a carne úmida de diversas formas, dentre elas enfiando a ponta da língua de vez em quando – ação repetida devido aos gritinhos prazerosos.
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  Por notá-lo molhado pela saliva, umedeceu ainda mais o dedo anelar o introduzindo devagar até encontrar a próstata – e foi quando não lhe deu sequer a chance de se recuperar para respirar.
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  Enquanto o massageava, voltou a tomá-lo na boca para chupá-lo mais rápido e com torturante afinco. Aproveitava a saliva para introduzi-la nele, o mantendo sempre lubrificado na introdução anelar. Ao contrário da investida passada, agora, além de mover a cabeça indo e vindo, simultaneamente deslizava a língua em círculos perfeitos na glande rosada, a sentindo se chocar contra o começo do tecido deslizante da garganta.
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  O rapaz gozou em forte grito, trêmulo e agarrado no travesseiro em expressão de genuína lasciva.
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  Depois de senti-lo se derramar na garganta e tomar até a última gota, se pôs de pé no chão para retirar a bermuda posicionado bem em frente a cama.
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  Durante o processo lento de propósito para o ruivo enxergá-lo ao começo do cair da noite iluminado pela tênue luz, Damon abriu os olhos para acompanhar a movimentação – e a boca salivou por ver o tamanho, a grossura e as veias saltadas de Sebastian, também necessitado de atenção.
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  Mesmo se recuperando, não negaria lhe proporcionar o alívio almejado.
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  - Vem aqui, amor. – solicitou num fio de voz.
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  Estendendo a pequena mão para o lado, o homem o alcançou enquanto Damon se sentava na cama com as pernas abertas e os pés no piso frio.
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  Ao parar na frente do mais novo sem quebrar o contato visual, sentiu as palmas macias o tocarem na parte posterior das coxas para subirem até agarrar a bunda farta. O impulsionou de leve para si, o aproximando o suficiente para sugá-lo – e gemeu pela sua textura, aroma e sabor característicos de Sebastian.
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  Música Mariage d’Amour – Paul de Seeneville Jacob’s Piano
  Nunca mais voltariam a provar de outra pessoa naquela vida. Ao longo dos anos se bastariam para se satisfazerem enquanto se amavam ardentemente em trocas capazes de fazê-los gritar e urrar do prazer visceral, na familiar magnético áureo enlouquecedor em virtude da harmonia do casal de recíprocos sentimentos genuínos cujas proporções eram as mesmas.
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   Agora, a luz solar havia desaparecido. No lugar, a iluminação fraca da Lua clareou o ambiente – a mesma luz das encarnações iniciais, onde ela era a única testemunha dos enlaces amorosos e lhes proporcionava os escondidos encontros no quarto do antigo dono de fazendas nas terras das colônias britânicas localizadas no Sul, quando eram aristocratas em seus escritórios e aposentos particulares, no quarto de Damon no Moulin Rouge e na casa que o Duque Malonga lhe comprou para tirá-lo do meretrício e da marginalização e, por último, no campo da fazenda da família Smith no século XX.
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  Ofegante, Sebastian, com as falanges enterradas nas ondas macias e soltando arfadas genuínas com o queixo trêmulo observando tudo, se derramou em jatos quentes quando o rapaz o fitou com os globos brilhantes e as írises dilatadas.
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  Lhe deu as costas proporcionando a visão total da bunda para ir ao armário e retornar com o lubrificante, o colocando na mesa de cabeceira ao lado antes de se deitar novamente sobre o rapaz.
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  Distribuíram beijos e carícias íntimas, inicialmente sem o ar de sedução ao redor. Aos poucos o aspecto dos afagos se transformou, se tornando num emaranhado de braços e pernas percorrendo um o corpo do outro, degustando dos sabores e das reações alheias em virtude dos carinhos mais ousados.
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  Já nos seus limites, com Damon implorando em sussurros ardentes motivado pela sensação irradiada dos membros friccionarem, apanhou o tubo e, se ajoelhando em sua frente, derramou o conteúdo em si o espalhando por toda a extensão. Aplicou também um pouco nele, quem estava devidamente relaxado e ansioso para ser preenchido já com os joelhos separados lhe dando total acesso.
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  Se posicionando sobre Damon, começou a invasão em seu interior apertado. Quebrando a resistência inicial, deslizou até preenchê-lo por completo mantendo o contato visual.
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  Sebastian optou em impiedosa investida – saía devagar e retornava com um pouco mais de força em movimentos fluídos.
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  - Amor... – Damon gemia o abraçando a si, quem encaixou a testa no espaço convidativo – Seu pau é tão quente... – soltou um gritinho pela profundidade da estocada em especial graças ao elogio – É tão gostoso.
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  Os quadris se movimentavam no mesmo ritmo sem acelerar distribuindo beijos no rapaz onde era capaz de alcançar – o rosto, o pescoço, a clavícula e as orelhas.
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  Se perderam nas sensações que poderiam proporcionar um ao outro, amplamente conectados através da união corporal, da energia emanada, dos sentimentos mútuos, das lamúrias e dos olhares apaixonados.
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  A palma de Sebastian sustentava a cabeça de Damon enquanto a do outro atravessava as costas até alcançar a nuca. Incapaz de se manter parado, se remexia sob o mais velho em mínimos movimentos vagarosos das articulações em resposta positiva pelo prazer desfrutado enquanto se fitavam com fervor por segundos intensos antes de se beijarem em doce união soltando lamúrias abafadas pelo beijo.
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  Os sons dos impactos preenchiam o apartamento junto aos gemidos incessantes de ambos – um agudo e manhoso e outro grave e rouco.
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  Ao repousar o braço sobre o travesseiro, o mais velho resvalou a pele sensível até entrelaçar os dedos nos dele, inábil em não registrar todas as mais diversas sensações emocionais e sensoriais daquele momento tão importante para eles. Mordiscava, beijava, sugava e lambia as zonas erógenas, adorando quando as digitais alheias alcançavam a sua bunda e a apertava em possessividade.
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  Em contrapartida, o outro se via igualmente impossibilitado de manter as mãos longe. Percorria a pele morena com as destras – o arranhando, cravando as unhas ou simplesmente o afagando nos longos minutos, potencializando as sensações dele graças ao gesto onde demonstrava o afeto recíproco e a luxúria do momento marcante.
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  Damon notou quando o alívio de Sebastian se aproximava – o queixo tremia, as estocadas tornaram-se pausadas e perdia o ritmo de vez em quando, acelerando sem nem perceber.
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  - Eu sei que está perto, meu amor. – o avisou com a testa dele encostada na sua enquanto embalava a lateral do rosto marcado com as mãos pelas expressões de deleite – Eu também estou. – sentindo o prelúdio os espasmos, os músculos retesaram quando lhe beijou a ponta do nariz encolhendo os ombros em ar de vulnerabilidade mútuo – Goza dentro de mim. – sem conseguir se conter mais, cravou as unhas nas costas largas soltando agudo gemido entrecortado – Por favor, amor. Por favor.
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  Gozaram juntos em fusão urgente onde não distinguiam onde um começava e o outro terminava tamanha a intensidade – e os respectivos gritos sinalizavam o arroubo dos orgasmos violentos.
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  Perderam a noção de tempo e de quantas vezes gozaram nas horas seguintes dentro do quarto.
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  Experimentaram um prazer jamais vivido naquela vida por estarem na presença da respectiva alma gêmea. Davam prosseguimento com a benção da espiritualidade e dos céus ao amor interrompido através dos séculos graças a interferência de terceiros e do pensamento tradicional marcado pelo patriarcado que ditava, junto com a religiosidade, os papéis masculinos e femininos e as suas determinadas funções na sociedade ignorando o apelo e os clamores das almas que habitavam os corpos encarnados.
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  Por quebrarem as normas, por vezes foram vítimas de crimes, assim como Celie e Michael. Agora, no século XXI, o quarteto tinha todas as possibilidades de ser feliz ao lado de quem eram apaixonados – e não haveria restrições para seguirem seus caminhos da maneira como os casais achavam mais adequados.
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  Sebastian e Damon se perderam na sensibilidade emocional do encontro e nas sensações pujantes. Se beijavam, se abraçavam, se tocavam e gozavam ao longo das intermináveis horas – fosse por meio das penetrações, das masturbações ou dos orais.
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  Ao contrário do que geralmente permitia quando dividia a cama no passado, devido a percepção que seu corpo pertencia a Damon tanto quanto o corpo de Damon pertencia ao seu, não hesitou em deixá-lo acessar todos os locais escondidos e pouco explorados. Particularmente apreciou bastante quando realizaram o 69, de modo que, por cima, a entrada foi explorada por Damon como o mais novo bem queria – e não poderia ter apreciado mais, retribuindo a carícia o chupando até o orgasmo atingi-lo de novo.
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  Se comunicavam através da linguagem corporal e das expressões faciais. A iluminação fraca da Lua, por marcar a história deles, trazia certa nostalgia incompreensível para ambos junto com o ar romântico e misterioso proporcionado por ela. Inconscientemente, lhes remetia aos enlaces mais significativos deles através dos séculos – as primeiras noites na fazenda sulista, quando Damon disse que o amava pela primeira vez na noite chuvosa do século XVII, o reencontro após anos distantes sem contato pelo casamento de Sebastian onde se amaram escondidos no escritório do moreno, a primeira vez que lhe permitiu dividir a cama no Moulin Rouge depois de mostrar quem era o homem por debaixo da montagem da cantora do cabaré, quando se encontravam no campo e no quarto de Sebastian na última encarnação....
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  Eram vivências intensas e relevantes demais para não entrarem em contato nas horas seguintes, potencializando ainda mais os arroubos aprazíveis.
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  Pelo nível de tranquilidade, confiança e cuidado, Damon facilmente mergulhou em Sebastian deitado de bruços com o próprio corpo sobre o do mais velho para penetrá-lo.
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  Ao contrário de quando era ativo, embora adorasse a visão da bunda sendo preenchida pelo pau, sua alma ansiava pelo quente e firme contato corporal, o levando a se deitar sobre ele durante as penetrações ardentes massageando o ponto escondido no interior do moreno.
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  Sebastian nunca havia experimentado se colocar em posição de tamanha vulnerabilidade. Estava acostumado sempre a ser ativo quando transava com alguém – e a realidade passou a mudar naquela noite com Damon. O cuidado, o amor, a paixão... Era tudo tão pujante que foi impossível não o desejar dentro de si, ser preenchido pelo único homem com quem trocaria íntimas carícias no decorrer da vida.
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  Damon lhe mostrou como era prazeroso ser invadido com ardor, ter o corpo pressionado sob o dele e deixá-lo no total controle das investidas enquanto simplesmente se deliciava por confiar plenamente nele na certeza de que o rapaz o amaria na totalidade da palavra.
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  Com o travesseiro no embaixo de si, gemia pelas investidas lentas de Damon, quem foi avisado sobre a inexperiência em ser passivo – e passou incontáveis minutos o preparando das mais diversas formas para a introdução ser a mais confortável possível.
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  Enlouquecido de prazer, gritou na última penetração profunda em orgasmo poderoso com o rapaz trêmulo lhe abraçando e lambendo o pescoço.
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  Deslizando para fora dele, o ruivo se deitou na cama exausto e suado.
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  Por notar a derme úmida, Sebastian se levantou em direção ao ar-condicionado justamente quando o outro se impulsionava para se arrastar em sua direção objetivando descansar nos braços musculosos.
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  O fato do homem se afastar abruptamente o levou a crer que o encontro havia encerrado ali e o coração se encheu de decepção e tristeza.
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  Em profundo abalo, engoliu em seco e se virou para o lado oposto de onde Sebastian se direcionou em busca das roupas lhe dando as costas e sentado na cama com os pés no chão, ignorando como o descanso era necessário para o organismo se recuperar das recentes atividades.
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  Já com a blusa o cobrindo, primeiro entreouviu o colchão atrás de si se afundar para depois braços o envolverem em abraço por trás, com o moreno posicionado com o tronco colado em suas costas.
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  - O que está fazendo? – a voz rouca saiu arrastada com os lábios contra os cabelos estranhando a atitude do rapaz.
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  - Ah, a gente já transou. – foi impossível disfarçar o embargo no tom pestanejando em busca de uma desculpa plausível – Se eu demorar pode ficar um clima estranho se você não me quiser aqui. Não quero ser invasivo.
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  O manteve preso a si para impedi-lo de sair do lugar em abraço firme e caloroso, mas sem apertá-lo ao ponto de não se desvencilhar caso almejasse.
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  Sempre se dariam a escolha de permanecer – e sempre permaneceriam um ao lado do outro em virtude do saudável amor recíproco, jamais sequer cogitando em irem embora.
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  - Bebê, não o chamei só para transarmos. Te chamei porque aprecio a sua companhia tanto quanto sei que aprecia a minha. Tira isso e volta para cama comigo.
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  Em sorriso de alívio, o rapaz retirou a blusa e se aconchegou no peitoral dele repousando a digital no abdômen deslizando as falanges na região em afagos mínimos.
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   Graças ao som e a mudança gradativa da temperatura notou que Sebastian se distanciou naquele momento para ligar o ar-condicionado.
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  Passaram alguns minutos em silêncio agradável, desfrutando dos resultados dos enlaces das últimas horas e compreendendo como jamais desejariam o corpo de outras pessoas.
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  Agora, se recuperando juntos em perfeita comunhão, se sentiam em total plenitude por dividirem a cama pela primeira vez no século XXI. A certeza de que já eram um do outro se fez presente, lhes banhando de segurança afetiva – embora o diálogo fosse imprescindível para esclarecerem assuntos inacabados.
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  - Está acordado, bebê?
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  - Estou. – colocou a perna entre as dele, agradecido pelo vento refrescar a pele – Só estou quietinho porque estou aproveitando ficar agarradinho assim contigo. É tão bom.
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  - Menino fofo. – beijou as ondas úmidas de suor em sorriso doce – É que... – segurou a mão débil na sua depositando outro beijo afável no pulso – Agora que as gravações terminaram e a minha carreira já alavancou, teoricamente não precisamos continuar com o marketing. Vai querer continuar tendo contato comigo?
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  O puxou o deitando sobre si por detectar como os músculos se retesaram em tensão perante a inquisição.
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  - Se for algo que você também quiser. – para se preservar, achou mais prudente deixar a resposta em aberto dando de ombros.
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  - Eu sei que você quer. – enterrando as falanges nos cabelos ruivos, iniciou relaxante cafuné deslizando a outra digital até repousá-la na bunda empinada onde deixou diversos tapas ao longo das horas anteriores.
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  - Não sabia que era tão convencido. – o comentário soou humorado em meio ao risinho nasalado enquanto erguia a cabeça o suficiente para fitá-lo.
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  A luz precária do luar que entrava da janela e os banhava providenciava a iluminação necessária para verem os rostos.
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  - Nunca me enganou, pequeno. – resvalava o indicador pela face meiga cujos olhos brilhavam graças a tudo o que viveram ali – Eu sei dos seus sentimentos por mim. Você não fica vermelho com o elogio de mais ninguém além do meu. Não é tão carinhoso com as pessoas como é comigo e nem fica com esse olhinho todo brilhante com mais ninguém além de mim quando me vê. Além disso, não hesita em desenvolver todo e qualquer tipo de contato comigo só para estar na minha companhia.
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  Durante o discurso notou como o rapaz se assombrava com as percepções compartilhadas de maneira tão direta, afetuosa e sem rodeios.
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  De fato, nunca foi muito bom em esconder os sentimentos, mas nunca imaginou de ser tão explícito assim.
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  - Eu sempre soube que me ama, bebê. – afirmou embalando a face assustada entre as palmas – E nem adianta negar porque te amo desde o momento em que te conheci. E o que mais quero é que a gente deixe de fingir pro público que temos um relacionamento para vivermos um namoro de verdade. Estou farto desse jogo de marketing. A gente se ama, então qual seria o empecilho para não estarmos juntos de verdade? Fica comigo. Quem eu quero comigo é você. Mais ninguém.
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  A frase banhou Damon em misto de serenidade por marcar o início da relação e ansiedade sobre como seria o futuro deles, afastando as dúvidas acerca de Sebastian e aberto em vivenciar os anos seguintes na companhia do moreno, morando juntos e um sendo marido do outro – é claro, ainda não imaginava até qual patamar o relacionamento atingiria e adoraria ser chamado de marido quando chegasse ali com os seus pertences no processo de mudança.
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  Ao longo dos anos, descobririam como não poderiam ter pares melhores ao lado.
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  Em fisionomia iluminada, Damon o beijou, Sebastian compartilhando o mesmo sorriso desenhado nos delineados lábios inchados.
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  Como já o havia lhe assegurado sobre seus sentimentos, colocou as digitais na lombar acariciando a região com os polegares.
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  - Por que não comentou que o Patrick te hostilizava? Ninguém chega do nada e enforca alguém. Há todo um histórico de violência até chegar esse ponto.
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  E Sebastian sabia disso por ter vivenciado um relacionamento abusivo com o ex que jamais veria novamente.
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  - Vocês tinham uma história.
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  - Uma história de merda, embora eu só tenha tido a dimensão disso há pouco tempo.
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  - Mesmo assim. O filho da puta o conhecia há anos, morou contigo... Eu cheguei agora. Como iria competir com isso?
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  - O escroto me manipulou para eu aceitar morar com ele. É diferente. Só ontem descobri isso também. Subornava e ameaçava os teatros para recusar meus trabalhos e me impedir de apresentar as minhas peças, então eu ficava desempregado e passava pela pior crise financeira da minha vida por tempo demais.
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  - Que filho da puta de merda!
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  - Pois é. Juntando isso com a maneira como o vi te enforcando... Impossível não dar uma surra. Quer me sacanear? Sacaneia, mas não mexe contigo, não. Me importo demais contigo para não revidar. Amor, não me deixe de lado quando algo assim acontecer, não. Me conta.
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  - Tudo bem. Por que demorou tanto para dizer que me ama?
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  - Porque eu tinha dois assuntos para resolver antes de te assumir e lhe entregar tudo o que merece.
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  - Quais exatamente?
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  - Parte da minha família é religiosa, então dá para imaginar o posicionamento sobre gays e relacionamento homossexual. Não queria que fosse destratado por eles. Em resumo, literalmente saí do armário num churrasco de família na casa dos meus pais. Até hoje me pergunto como a minha irmã teve a proeza de subir nas costas de um parente nosso para bater nele enquanto agarrava uma outra pelos cabelos que berrava comigo.
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  - A cara dela. – comentou rindo pela imagem mental.
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  - Por fim, acabou que metade dos meus familiares ficaram tranquilos e me aceitaram. A outra parte... Bem, é a outra parte. O outro assunto era sobre Patrick. Talvez eu precise de terapia. O estrago dele na minha vida foi foda e deixou sequelas. – resvalou os braços pelas costas estreitas o apertando em abraço acolhedor – Me desculpe por te fazer esperar. Você não merecia aguardar por ninguém.
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  - Desde que eu seja o único homem na sua vida eu perdoo.
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  - Você é o único homem na minha vida desde quando o conheci.
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  Com as palavras atingindo o coração pela certeza de que não se separariam, deixou vários selinhos carinhosos nos lábios do mais velho.
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  - Só fico agoniado porque você poderia ter me beijado ao longo desse período e acabei perdendo essa oportunidade. Sério, seu beijo é ótimo.
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  - Na verdade a gente já se beijou, sim. – o avisou se recordando do acontecimento com expressão nostálgica.
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  - E quando foi isso? – a voz saiu esganiçada em ultraje por não se recordar.
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  - Na festa de estreia da série. Você estava bêbado e eu também um pouco alterado por causa da bebida. A gente acabou se beijando bastante ali. Por fim, o levei pro seu apartamento. Achei mais seguro assim para não correr nenhum perigo pela bebedeira.
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  - Agora entendi como acordei no dia seguinte de pijama. Geralmente apago e acordo com a mesma roupa que usei na noite anterior.
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  - Pois é. Eu...
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  Se interrompeu pelo som do estômago de Damon.
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  - Está com fome, né? – indagou rindo.
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  Escondendo a face entre o ombro e o pescoço envergonhado, assentiu rindo também.
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  - Vem. – deu um tapinha na bunda – Vamos pedir alguma coisa pelo iFood.
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  Se levantaram e Sebastian não demorou para encontrar o celular no bolso dianteiro da bermuda no chão.
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  - Pequeno... – franziu o cenho com o brilho da tela iluminando as feições.
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  - Hum? – o rapaz terminava de vestir a boxer indo na direção dele.
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  - A gente chegou aqui que horas, mais ou menos?
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  - Não era tarde, não. Mais ou menos no pôr do Sol. Por quê?
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  - Já é quase uma da manhã.
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  - Mentira?! – a aguda voz era esganiçada pela informação.
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  - Pior que não. – virou o aparelho onde mostrava a hora.
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  O som da gargalhada de Damon soou como música para os ouvidos e jamais se cansaria dela.
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  Quando fossem dormir na madrugada após tomarem banho juntos, trocariam as roupas de cama por novas graças aos inúmeros vestígios das últimas atividades incessantes e lascivas.
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  Assim como o rapaz, vestiu somente a boxer e optaram por pedirem petiscos – iscas de frango e batata frita.
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  Aguardaram o lanche chegar na sala assistindo a um filme sentados no sofá-cama – Sebastian acomodado com as pernas abertas para acoplar Damon no espaço, ambos incapazes de se manterem longe sem o contato corporal.
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  Na espera se mantiveram abraçados, se beijando ou distribuindo carinhos enquanto teciam comentários sobre a história de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, o mais novo contando a diferença do livro e explicando alguns acontecimentos em aberto na narrativa.
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  Colocou as outras roupas para descer quando o interfone tocou avisando sobre a chegada do lanche, trazendo a larga bacia cheia de petiscos nas mãos.
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  - Benza a Deus que o troço vem farto. – comentou o ruivo em largo sorriso enquanto Sebastian deixava a bacia no sofá.
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  - Eu falei que vinha era coisa.
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  Foram juntos na cozinha, onde apanharam ketchup, copos, garfos e uma garrafa de Coca-Cola pela metade.
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  - O que está fazendo, amor? – sentado no sofá, o mais novo indagou em bom-humor por vê-lo se despir novamente.
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  - Ué, só tem a gente aqui. – deixou as peças dobradas na outra extremidade do móvel – E depois de literalmente passarmos cerca de umas cinco horas transando, certamente não temos o menor problema com nudez.
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  Parado desnudo na frente de Damon, o aguardou retirar a boxer erguendo a sobrancelha em desafio e leve ar presunçoso.
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  O analisou de cima abaixo em admiração pela beleza do ator.
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  - Se já é lindo vestido, pelado é uma tentação.
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  Retirou a própria peça íntima se levantando para jogá-la junto às vestes de Sebastian e indo abraçá-lo.
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  - Satisfeito agora? – murmurou dando uma batidinha com o indicador no nariz alheio antes de enlaçar o pescoço com os braços.
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  - Não imagina o quanto, bebê. – repetiu o gesto afetuoso cuja origem se deu no século XVII.
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  Aquela seria a primeira de inúmeras noites onde dormiriam juntos e se amariam livremente dentro do relacionamento duradouro deles.
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