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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Paixão e Crueldade

Escrita porZsadist Xcor
Revisada/Editada por Natashia Kitamura

Capítulo 32

  Na semana anterior ao começo das gravações, o elenco e a produção foram convidados para desfrutar de um dia de passeio no Hotel Fazenda, em Teresópolis.
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  Cada pessoa poderia chamar até três convidados, então Sebastian levou Akil, Ralph e Bia, e Damon, os primos – Marie, Simon e Dean, que aproveitou a oportunidade de a data coincidir com os dias em que não precisaria se apresentar na peça.
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  O lugar era esplendoroso.
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  Na área externa havia um enorme jardim florido com farto gramado e belas árvores. Ao longo dele, bancos brancos e mesas foram dispostos para o melhor conforto dos hóspedes. Havia um espaço chamado Fazendinha, onde podia-se ter contato com diversos animais bem cuidados e alimentados – desde porcos e cabras a pavões e coelhos.
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  Também havia área para piscina, academia, área kids, quadra, campo de futebol e de vôlei, trilhas, massagem, extenso lago com peixes, passeio de cavalo e passeio de charrete. As refeições eram inclusas no pacote, saborosas e abundantes, com direito a sobremesa – desde as três refeições principais até os lanches no intervalo entre elas.
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  Iriam embora apenas no dia seguinte, então, para manterem as máscaras sem levantarem suspeitas, aceitaram dividir o mesmo quarto com uma cama de casal – e foram exímios em não demonstrarem nervosismo porque dormiriam juntos num ambiente exalando romance e singelo senso de nostalgia por a mobília rústica ser similar à da fazenda de Damon Smith, quando cresceu em terras sulistas no século XVII.
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  Optaram por irem conhecer o quarto antes de acompanharem os demais no café da manhã, por chegarem lá às oito da manhã.
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  – Você sempre leva duas malas em viagem? – sentado na cama, Sebastian indagou, humorado, por vê-lo posicionar a mala cinza de rodinhas e outra de mão no canto ao lado do armário de madeira.
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  Assim como todos os móveis, a mobília dos aposentos era de mogno.
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  – Prefiro estar preparado. – foi analisar a própria imagem na espelheira em frente à cama – Em uma há roupas de frio e, na outra, roupas de calor. Gosto de ter opções para qualquer mudança no tempo. – lhe lançou um beijo pelo espelho, ajeitando as ondas macias em ação inconsciente para estar bem apresentável para o mais velho.
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  – Menino precavido. – se curvou, apoiando os cotovelos nas coxas – Pelo menos poderia ter me deixado te ajudar a subir com a de mão.
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  – Não. Não acho justo, não. – apanhou o gloss de brilho discreto no bolso do short jeans – A sua mala já era meio pesada. Não queria incomodar. Mas, se quiser, não me importo se demonstrar o mesmo interesse de carregá-la quando voltarmos. Está pesada.
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  – Imagina. – soltou um risinho anasalado ao vê-lo passar o gloss, deixando os lábios naturalmente rosados ainda mais convidativos com o brilho adicional – Deixa eu te perguntar. Tudo bem para você dormirmos na mesma cama?
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  Não soou como se fossem somente dois amigos sem interesse amoroso nem sexual um pelo outro. Existia algo de diferente, quase como se torcesse para desfrutar daquele momento íntimo com Damon – íntimo porque havia palpável atmosfera afetiva os cercando. Considerando a característica se acentuar pelo ambiente semelhante ao escritório do ruivo séculos atrás, o primeiro lugar a lhes abrigar e proporcionar momentos de descoberta e paixão das almas gêmeas, afloraram-lhes os sentimentos em virtude do registro espiritual de se isolarem em espaços como aquele para se amarem com liberdade.
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  – Ah, sim. – a voz saía falhada, dando vestígios do nervosismo enquanto fechava o gloss sem encará-lo – Não é nada de demais. Quero dizer, somos só dois amigos. Amigos podem dormir na mesma cama sem problema, né? Principalmente porque é para não levantarmos suspeitas sobre a nossa armação acerca do relacionamento. É claro, estamos mentindo, mas é por uma boa causa. E você já está colhendo os bons frutos disso.
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  Como Damon manteve os globos voltados para o chão durante o discurso, visivelmente em conflito interno porque os sentimentos pelo moreno não diminuíam e o cenário do jogo de marketing em benefício do ator começava a incomodá-lo por motivos óbvios, não detectou como a sombra de ofensa perpassou o semblante de Sebastian quando mencionou a dissimulação, nem como o outro levantou de rompante e caminhou em sua direção.
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  Apesar de não acompanhar a movimentação, não se sobressaltou perante o abraço. Conhecia o toque do moreno, então não havia resistência de sua parte, nem dúvidas ou desconforto diante da proximidade habitual.
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  Colou o abdômen coberto pela regata vermelha nas costas do ruivo, envolvendo a fina cintura à mostra graças ao cropped verde florescente. Encaixou a face no vão entre o pescoço e o ombro, ambos agora admirando a bela imagem através do espelho.
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  Se harmonizavam tanto que o queixo do mais novo caiu ligeiramente, com peculiar calor irradiando por debaixo da pele.
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  – Tem certeza de que é só armação, bebê? Não há nada acontecendo entre nós dois?
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  O sussurro rouco o fez suspirar, e os batimentos cardíacos dispararam.
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  O sinal de que Sebastian estava igualmente envolvido pelo momento foi o coração em disparada entreouvido por Damon em virtude de os corpos estarem colados – e o mais velho não pareceu se importar de o corpo entregá-lo.
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  – Me diz você. – rebateu, pousando a mão na lateral da fisionomia morena em doce afago – Há alguma coisa acontecendo entre nós dois?
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  Bastava responder que sim, mas as circunstâncias não eram favoráveis.
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  O retorno de Patrick colaborou para uma série de sentimentos conflitantes emergirem e ele voltar a sentir com frequência o amargo sabor da falta de amor-próprio, da baixa autoestima e da falta de confiança em si próprio, o que resultava na carreira não decolar por questões emocionais acerca do não merecimento – embora ainda não percebesse.
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  Logo, ambos se frustraram pela incapacidade de assumir seus sentimentos exclusivamente por o ator se enxergar desinteressante para qualquer pretendente.
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  E isso o machucava constantemente.
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