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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Paixão e Crueldade

Escrita porZsadist Xcor
Revisada/Editada por Natashia Kitamura

Capítulo 40

  Da mesma forma como Patrick infernizou a vida de Damon até a semana anterior, agora era a hora de sofrer as penitências de suas ações através da figura de uma menina de cinco anos quem não gostava dele e o seguia para onde fosse acatando ao pedido da Cigana.
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  Os pertences de Patrick desapareciam – chaves, cadeado e os mais diversos objetos – e passava mal a ponto de parar na emergência e nenhum remédio surtir efeito para amenizar as dores nos pés e nos joelhos, automaticamente atrasando as gravações e tornando o ambiente mais agradável para Damon nos bastidores.
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  Claro, ninguém veria as invisíveis bolinhas de gude colocadas nele enquanto dormia pela criança resultando nas intensas dores.
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  A porta da casa passou três noites destrancada por não encontrar as chaves, correu de ataques de cachorros na rua recebendo a mordida de um deles, documentos importantes como identidade sumiram e apresentava dificuldade para dormir porque a menina reproduzia sons dos passos para o homem escutar e o acordava fazendo cócegas nos pés doloridos ou cantarolando baixinho no ouvido sentada na barriga dele, quem paralisou pelo acontecimento inexplicável.
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  Como se não fosse o suficiente, várias vezes quando o sono o levava, a voz infantil ressoava nos ouvidos e recebia puxões no cabelo:
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  - Vou te deixar dormir, não, tio.
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  Farto, cansado, com olheiras e mal-humorado, saiu do apartamento onde morava para visitar antiga conhecida.
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  Por fim, como os esforços em afastar o casal não atingiam o objetivo, marcou de ir à casa de Augusta, mulher de meia idade quem trabalhava com diversos trabalhos espirituais.
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  Apesar do medo pela deletéria energia densa emanada pela casa devido às práticas da idosa, a menina o acompanhou agarrada ao ursinho branco de pelúcia.
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  Ao passar pelo portão, uma figura masculina com aspecto de curiosidade pela menor destoar dos outros componentes dali se aproximou por logo detectar a energia discrepante a do ambiente desde quando estavam na calçada.
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  - Esse ambiente não é próprio para você, pequena.
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  O homem aparentando precoce envelhecimento caminhou ao lado dela, usando das suas habilidades em magnetismo – capacidade de manipular energias – para reforçar os esforços alheios em se manter escondida da visão dos demais.
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  - Eu vim ajudar numa coisa. – caso não demonstrasse preocupação consigo, certamente o ignoraria.
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  - No quê?
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  - Ele está incomodando dois tios. – apontou para o loiro metros à frente atravessando o quintal – Não quero que isso continue, não.
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  - Não te tiro a razão. É cansativo ficar preso ao passado ou em busca de vingança. Digo por experiência.
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  Lhe olhou com atenção e captou como o outro estava exausto graças a fisionomia e a postura corporal.
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  - Quer sair disso, tio?
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  - Há bastante tempo.
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  - E por que não sai?
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  - Meus superiores não deixam. Já fiz muita besteira quando estava vivo. Imagina depois de morto. Prejudiquei gente e meus chefes sabem. Se não fosse suficiente minha filha está encarnada e a vida dela não é alegre. Tento ajudá-la daqui como posso. Não há garantias de que alguém vá cuidar dela se eu me afastar.
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  - Conheço um tio quem pode ajudar vocês dois. Tudo bem se eu falar de vocês para ele?
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  - Tudo, sim.
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  O estado espiritual da casa era deplorável.
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  Como a dona atuava com diversos trabalhos espirituais voltados para a maldade e a interferência no livre arbítrio da pessoa, pontos os quais jamais se deve interferir, isso se refletia no lugar.
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  Ela prometia o mundo para quem a procurava. Realizava adoçamentos, amarrações, separações e trabalhos voltados para destruição. De fato, muitos eram bem-sucedidos. Ela só não contava os efeitos negativos.
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  Quando se amarra uma pessoa a si, automaticamente você se amarra ao outro e os caminhos amorosos se fecham para outras oportunidades. Quando a pessoa volta, não é por livre e espontânea vontade, mas sim por atuação de espíritos inferiores que o levam até a consulente – e não é sempre que a magia funciona, visto que todos carregam guardiões protetores e precisa haver brecha para a atuação daquela energia surtir efeito. Automaticamente, vários malefícios podem atuar em cima do casal, inclusive por causa da obsessão da vítima.
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  Era uma ótima forma de angariar dinheiro, inclusive porque diversos trabalhos nesse teor precisavam ser reforçados ao longo do tempo.
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  Em consequência, a propriedade era deletéria. Insetos se rastejavam, espíritos perambulavam e o ambiente imundo refletia na matéria por deixar tudo com aspecto sujo.
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  Caso usasse as habilidades para o bem – ajudar a abrir caminhos das pessoas, a encontrar emprego, a potencializar o emponderamento e cura de doenças – não causaria nenhum malefício – e Augusta angariaria amigos ao invés de comparsas.
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  Acompanharam Patrick e a mulher ambiciosa até uma sala pequena.
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  - Resuma porque não tenho muito tempo. – abriu a gaveta da mesa apanhando um deck de Tarot.
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  - Quero contratar os seus serviços de novo.
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  Ambos se sentaram nas respectivas cadeiras frente a frente com a mesa redonda os separando.
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  - Quero amarrar o Sebastian a mim e destruir uma pessoa. – prosseguiu.
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  - Já sabe como funciona. Basta me passar os dados.
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  Apanhou no bolso a folha branca com os nomes completos e as datas de nascimento.
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  Nem foi necessário abrir o Tarot para confirmar como estavam as energias das vítimas e analisar como funcionaria a atuação dos trabalhos sobre as vítimas.
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  As informações foram sussurradas em questão de minutos pelos espíritos enquanto analisava os nomes escritos no papel sobre a mesa.
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  - Deixa eu te falar para depois não achar que eu não avisei. – começou acendendo o cigarro e dando uma tragada se recostando na cadeira – Esse quem você gosta não sente mais nada por você. Feitiço não faz nascer sentimento, não. Além disso, não faço ideia de quem sejam, mas é mais fácil você morrer antes de atingir eles porque tem gente os protegendo. Posso fazer o trabalho que for que não vai fazer nem cosquinha.
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  - Não custa tentar. Só me falar o valor que passo agora no cartão.
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  - Depois não diga que não avisei.
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  Apesar de Patrick lhe causar problemas emocionais, na sexta-feira o rapaz nada se assimilava a como estava na semana anterior porque seria a estreia de seu novo show onde cantaria as músicas do primeiro álbum – conquista resultante da forma correta de usar as redes sociais e aproveitar as oportunidades.
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  Naquele período trabalhava em suas músicas no período noturno e ia virado para as gravações onde aproveitava os intervalos para dormir um pouco.
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  Estava alegre, de bom humor, comunicativo e rindo – principalmente na companhia de Sebastian, inclusive porque seria a primeira aparição pública dele em seu show como um casal no jogo de marketing combinado há meses.
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  Terminou de gravar às cinco da tarde, então correu para se arrumar. Encontrou o camarim vazio, apanhou a pequena mala cinza ao lado do sofá e foi ao banheiro.
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  Sebastian entrou no mesmo camarim minutos depois. A camisa de mangas do personagem colava em seu corpo e tudo o que mais precisava era a pressão da água gelada sobre a pele para se lavar. Não suportando a sensação de suor, retirou as roupas de uma vez atrás de uma arara com figurinos a qual arrastara estrategicamente em sua frente para não ser visto pelado.
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  Era para ter batido na porta.
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  No interior, o ruivo se apoiara com uma mão na porta cuja abertura se dava para o lado de dentro ao invés do de fora. Inclinado, começava a vestir a boxer preta, aliviado pela sensação do pós-banho.
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  Sebastian entrou sem cerimônia, então teve o vislumbre de Damon curvado já pronto para passar o outro pé na boxer antes de erguê-la. Pelo susto, acabou desequilibrando pela falta repentina da porta. Num gritinho, tropeçou nela indo em cheio de encontro ao piso. Só não caiu porque Sebastian o pegou pelos braços em típico gesto protetor. Soltou um silvo porque esqueceu da existência de um degrau para entrar no banheiro, então acabou pisando em falso de costas. Sentindo o corpo moreno se movendo, Damon, aos tropeços, acabou sendo levado junto ainda meio curvado, xingando alto de tão atordoado. Sebastian bateu na arara. Por ainda não ter a devida estabilidade, atravessou as diversas peças e caiu, indo direto ao chão de costas, ambos gritando pela queda eminente.
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  - O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?! – o cantor berrou sentindo a boxer em seu tornozelo.
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  - EU VIM TOMAR BANHO, CACETE! – ofegou pela dor na cabeça a massageando com uma careta.
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  - Por que não bateu para saber se estava vazio?!
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  Antes de responder, ouviram alguém mexendo na porta do camarim. De imediato percebeu que Damon estava pelado sobre si, então, em um segundo, os rolou para não verem o rapaz daquele jeito. Mais tarde, quando fosse questionado, revelaria que o ato foi instintivo para protegê-lo. Só não esperava dos corpos se reconhecerem e reagirem perante ao toque, principalmente porque os membros roçaram no processo.
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  - Ai, não. – o mais novo gemeu escondendo o rosto nas mãos por sentir o volume mútuo repentino quando duas figuras invadiram o local.
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  - Está tudo bem? – Akil entrou por último mexendo no celular distraído e batendo a porta em seguida – A gente ouviu uma barulheira do...
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  Akil e Ralph pararam estarrecidos pela cena. Afinal, não esperavam se deparar com os dois pelados enroscados no chão, onde o amigo estava de bunda para fora. Era uma imagem a qual não sairia da mente deles para a infelicidade do quarteto.
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  Os quatro paralisaram por cinco segundos até o de tranças quebrar o silêncio:
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  - Gente, tem uma moita do lado de fora do estúdio. Se estiverem ruim de grana para pagar um motel, ninguém passa por lá, não. É só uma dica.
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  Graças ao comentário Sebastian se arrependeu por tê-los indicado para participarem na figuração de uma cena em particular.
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  - Tudo bem que você não é santo, amigo, mas eu não esperava ver vocês transando assim, não. – o careca se divertia demais.
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  - Não é nada disso que vocês estão pensando, não. – Damon protestou afastando as mãos, mostrando a face rosada.
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  Mexeu o quadril por estar de mal jeito, mas Sebastian o pressionou numa súplica contida na troca de olhares para não continuar se movendo na tentativa de as ereções desaparecerem – como se fosse funcionar por estarem pelados.
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  - Ah, é? Qual foi a história, então? – Akil prendia o riso.
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  - É longa, mas não é nada de demais! – vociferou o mais velho – Faz o favor de passar a toalha para cá?
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  - Na moral? A gente tem tempo. – Akil permaneceu parado no lugar enquanto o outro foi buscar algo para cobri-los.
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  - Eu estava tomando banho e o Sebastian abriu a porra da porta sem perguntar se estava ocupado. – lhe lançou um olhar acusatório – Eu desequilibrei, ele me agarrou e fomos direto ao chão.
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  - Foi sem querer. – gemeu descansando a testa no ombro de Damon.
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  - Gemer assim não está me ajudando, não. – sussurrou no ouvido dando tapinhas nos cachos.
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  O careca estendeu uma toalha branca. O mais novo a apanhou apesar do estado dos dois não ser favorável por motivos óbvios.
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  - É... Meninos. – envergonhado, o cantor os fitou – Podem se virar rapidinho?
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  - Qual o problema? – Ralph franziu o cenho pendendo a cabeça pro lado – Só tem homem aqui e...
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  A informação completa foi processada pelo cérebro de ambos simultaneamente. Arregalaram as pálpebras soltando estrondosas gargalhadas.
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  - Isso só melhora. – Akil aplaudia.
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  - Você me paga por essa, Sebastian. – zangado, dava soquinhos de leve nos ombros largos.
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  Mordendo o lábio inferior, posicionou a boca na orelha para confidenciar baixinho:
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  - Como se não estivesse curtindo estar comigo assim.
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  Riu por receber um olhar fulminante. Beijou a bochecha perfumada pelo odor do sabonete.
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  - Vocês formam um casal realmente bonito até de se ver, então, caso tenham esquecido desse mísero detalhe, ainda estamos por aqui. – o careca avisou bem-humorado com uma pontada de ironia.
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  - Levantem logo. – o outro pediu.
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  - Não vão vê-lo pelado. – vociferou o moreno – Podem fazer o favor de se virar, por favor?
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  - Ciumento. Para de ser tão ciumento. – cantarolou Akil enquanto Ralph o acompanhava batendo as mãos no ritmo da música, ambos se virando.
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  Se levantaram rapidamente desengonçados. O rapaz enrolou a toalha na cintura. Não se importou em ficar de frente para Sebastian ao posicionar o tecido em si, lhe proporcionando a plena visão do pau duro de relance. O fitou ladino por ver o membro moreno pulsar de desejo.
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  - Já está vestido? – indagou de Ralph cruzando os braços.
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  - Está. – Sebastian pigarreou para se recompor.
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  Quando fizeram a menção de se virarem, Damon exclamou:
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  - Pera aí! Ele ainda...
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  - Ah, gente, pelo amor de Deus. – Akil reclamou quando já haviam mudado de posição – Até parece que nunca vimos o Sebastian pelado. A gente só...
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  Se calou por acompanhar a mudança facial do ruivo. Antes estava envergonhado pela situação constrangedora. Agora? Parecia prestes a voar neles a qualquer momento graças a frase. Sem sucesso em conter a raiva, alternava os olhares fulminantes entre de Ralph, Akil e Sebastian – o último tampando o pau com as mãos – em pura ira.
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  - Não, não é nada disso! – o careca gesticulava – A gente deu banho nele po...
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  - QUÊ?! – inflou as narinas o fitando.
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  - O Sebastian estava bêbado. – disparou o outro em completo nervosismo – Misturou todos os tipos de bebida que você possa imaginar. O troço foi tão legal que vomitou em mim duas vezes debaixo do chuveiro.
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  - Sortudo. Pelo menos não foi na porra da sua cara. – reclamou pela lembrança – Nunca mais comi cachorro-quente por causa dessa brincadeira.
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  De fato, o cenário não era nem um pouco atraente – e foi por essa constatação que acalmou.
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  O corpo de Damon relaxou.
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  - Ah, então tudo bem. – apanhou a boxer do tornozelo – Depois dessa confusão, vou precisar jogar uma água de novo.
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  Ao adentrar no banheiro, de propósito, de costas para o trio, retirou a toalha com uma destra e com a outra puxou a maçaneta. Escondeu o tronco atrás dela, segurando a risada ao ver a expressão embasbacada de Sebastian, quem nem se mexeu quando a toalha jogada pelo mais novo para se cobrir atingiu a face.
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  Continuou estático, de queixo caído e sedento em descobrir o sabor característico e o aspecto da entrada do rapaz.
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  O início da carreira musical foi graças ao conteúdo do mundo drag.
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  Se encantava com o processo de montagem, as roupas, o empoderamento e o orgulho que as figuras delas traziam para a comunidade LGBOQIAPN+.
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  Curiosamente, os personagens interpretados por Damon usavam perucas e diferentes tipos de acessórios femininos, então o encanto pelos adereços cresceu com o passar do tempo. Se aprimorou em passar maquiagens e criou um canal nas redes sociais onde aparecia cantando com o codinome Satine.
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  Marie foi a responsável por trabalhar no estilo da artista, quem ganhou cada vez mais seguidores os quais a indicavam para shows nas casas noturnas.
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  Ascendeu gradativamente com enorme esforço em conjunto com a equipe composta pelos primos mais próximos até, finalmente, lançar o primeiro álbum.
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   Por demorar duas horas para se montar, agilizou o processo durante uma live com os fãs onde Sebastian também interagia.
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  A roupa usada por Satine era toda preta em virtude do clipe principal do álbum ser voltado para o mundo BDSM.
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  O corpete delineava o tronco com quatro fechos pratas na parte da frente ao longo do material. A curta saia de látex era solta e rodada, então revelava a bunda tampada parcialmente pela calcinha rendada – por enquanto. As luvas rendadas da mesma cor que iam até o pulso deixavam os dedos à mostra para evidenciar as longas unhas vermelhas. Botas de couro de cano baixo finalizavam o look junto a gargantilha de pedras safira encrustadas, joia a qual a cantora recebeu de presente na época do Moulin Rouge – embora não se recordasse.
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  A lace escolhida era loira. Caía em cascatas onduladas pelas costas e a franja lisa lhe dava o peculiar ar de ingenuidade.
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  Assim como o combinado, vários artistas do elenco e profissionais como o diretor e câmeras estava na área VIP para acompanhar o show – dentre eles estavam Michael e Celie, agora, finalmente juntos e aproveitando cada segundo da encarnação onde poderiam ter sucesso na relação afetiva.
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  Apenas não esperava que Patrick estar lá – e não disfarçava o desprezo pela artista com ar de deboche.
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  Ou melhor, descobriu quando estava no camarim junto a equipe enquanto o primo começava o processo de esquenta como DJ.
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  - Ah, então o filho da puta veio? É isso? – irritada, os encarava pelo reflexo do espelho onde avaliava a imagem.
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  - E o cara passa uma vibe esquisita... – a prima abaixava o corpete para aumentar o decote do figurino – Gostei dele quando o vi, não.
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  - Nem eu. – Dean passava a maquiagem em frente ao mesmo espelho usado por Satine para se maquiar – E quero saber até agora como o boy foi capaz de ter alguma coisa com o escroto.
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  Assim como a artista, ambos vestiam roupas com temática de BDSM – inclusive, ao final, teria uma cena com Dean usando somente uma máscara preta de látex, coturno e um short colado para esconder a nudez.
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  Quinze segundos completos se passaram em total silêncio. A cantora pensava com o olhar fixado num ponto sem exatamente enxergá-lo. Repousou as mãos na cintura refletindo. A expressão era assassina, provocando um calafrio na dupla.
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  - Quer saber? Vou sair por cima dessa. – se virou para eles obstinada – Cansei de ser pisada. Ele vai me pagar. Ah, se vai. – jogou os cabelos para trás – Chama o Sebastian. Preciso de vocês aqui em menos de cinco minutos.
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  O show foi um sucesso. Era sensual, atrevida, carismática e magnética, capaz de ter todos os olhos voltados para si naturalmente.
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  Como era observada por um par de olhos os quais desdenhavam de si, não hesitou em se autoafirmar no palco rebatendo às provocações silenciosas do oponente. O loiro esnobava dela a encarando em deboche, parecendo até tedioso como se a performance fosse amadora.
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  A apresentação fora ótima, exceto para o expectador quem era tomado pela fúria por Satine esfregar em sua cara que era, sim, desejada, aclamada e reverenciada pelo fiel público. Assistia paralisado a cena, trêmulo e se corroendo de ciúme quando o ex se juntou a ela.
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  No palco usou dos seus sentimentos mais viscerais na performance da nova música. Em determinado momento entrou com um dos bailarinos simulando petplay do BDSM.
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  Por providenciar previamente elementos usados no lançamento do novo clip, caminhava com Sebastian o segurando na corrente presa pela coleira prata no pescoço. Engatinhava sob os comandos da drag, quem o mandou deitar-se de costas com um gesto combinado antes da performance. Despudorada, posicionou os pés ao lado da cabeça e desceu rebolando com os joelhos separados revelando a calcinha preta. O sexo quase roçou na boca aberta cuja língua estava do lado de fora. Por fim, insatisfeita, levantou-se dançando. Se deslocou em direção à cintura do moreno, onde repetiu o movimento – dessa vez simulando uma transa no palco com os joelhos no chão, alternando entre ficar de quatro se apoiando no peitoral desnudo ou simplesmente rebolar sentada no colo do homem cujo pau latejava escondido pelo curto e justo short de látex. Jogou os cabelos para trás gemendo no microfone como se estivesse prestes a gozar – e muito satisfeita em ver a cara de ódio de Patrick.
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  Para fechar com chave de ouro, lhe jogou um beijinho agarrando os cabelos de Sebastian enquanto o pescoço era mordiscado sem pudores sem esconder como era prazeroso.
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  Saiu do palco por um momento para deixar uma convidada cantar. Infelizmente, teria de caminhar em direção a Patrick, quem se posicionou na coxia para acompanhar o show. Caso desviasse do rumo demonstraria fraqueza – e isso estava fora de cogitação.
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  Os passos decididos mostravam que quem deveria se desviar era Patrick, não ela. Como isso não aconteceu, deu um esbarrão bastante violento sem parar de avançar. Apesar da considerável diferença de altura, quem virou o corpo no outro sentido foi o rival.
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  - Pede licença, não? – reclamou rude.
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  - Não se está no meu caminho. – gritou sobre o ombro.
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  Mais tarde, sem a menor paciência para pensar nas consequências dos seus atos, atendeu ao pedido incessante do público. Os fãs sabiam da presença de Sebastian, então chamavam por ele também.
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  Não souberam se o sorriso alegre foi devido ao alívio de se afastar de Patrick quem insistia em estar ao seu lado ou se consequência de estar novamente perto da drag. Fizeram algumas brincadeiras e comentários maliciosos. Satine adorou ver como o outro era tomado pelo ódio cada vez mais – inclusive agora porque o ator relaxava, completamente à vontade perante a artista.
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  - Bebê, eu vou ficar sem a sua pegada hoje? – indagou no microfone dela.
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  A pergunta de Sebastian levantou gritos da plateia e despertou ainda mais o ciúme alheio.
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  - Ai, amor... – tímida, escondeu o rosto no peitoral vislumbrando a postura tensa de Patrick.
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  Foi impossível não ficar exultante pelo incômodo visível nele.
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  Sofreu desmerecimento demais para não gostar de vê-lo em tal estado.
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  Foi abraçada pela cintura em meio ao coro de “beija”.
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  - Está bem. Um beijinho porque sou uma menina recatada. – atiçou o público com uma proposital expressão carregada de inocência, quase como se fosse uma menina travessa.
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  - Mentira dela, gente. Né, não. – a frase humorada de Sebastian fez todos rirem.
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  Parou na frente dele com as mãos cruzadas nas costas a um passo de distância. Inclinou levemente o corpo e o moreno lhe deu um selinho demorado. Circulou a fina cintura até espalmar a mão na lombar, quase tocando a bunda. A puxou para si colando os corpos. Quando se separaram ouviam pedidos em uníssono para um beijo de verdade acontecer.
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  Movida pelos pedidos, a realização de organizar um show daquela proporção, os artistas com quem dividiu o palco, a raiva pela presença indesejável do rival e a maneira como Sebastian a encarava completamente encantado, além do ciúme despertado nele na performance de BDSM simulando pet-play, levou o microfone rente aos lábios.
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  - Acatando ao pedido da nação...
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  Como estava de frente para Patrick, o encarou até encaixar os lábios nos de Sebastian, o beijando com vontade por vários segundos. As línguas se massageavam ao ponto de soltarem graves grunhidos os quais não seriam ouvidos por mais ninguém.
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  Satine não era inocente, nem ingênua. Sabia que era transmitido no telão e vários fãs gravavam pelo celular ou usavam de plataformas como o Instagram em suas respectivas páginas cuja transmissão também acontecia. Para não restar dúvidas do beijo não ser técnico, fez questão de abrir um pouco mais a boca para mostrar as carnes macias se encontrando.
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  O beijo foi longo, voluptuoso, cheio de carícias e abraços, chegando a puxar os cachinhos, adorando ouvir o grunhido de prazer emitido pelo outro. Se separou acariciando o canto do lábio inferior com o polegar fitando o loiro. Sorriu e deu sua piscadela mais safada antes de dar mais um selinho em Sebastian.
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  Numa fração de segundo viu Patrick avançar dois passos preparado para agredi-la. Como o segurança estava em seu encalço a pedido de Marie desde quando soube da chegada dele a casa de show, foi contido e conduzido para a rua em meio a protestos.
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  - Prima. Traz um batom para eu retocar a maquiagem. – gargalhava fazendo a solicitação – Depois daqui está proibido de ir para qualquer outro lugar além do meu apartamento, viu?
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  A mulher surgiu correndo trazendo uma bolsinha de onde retirou o batom e lenços umedecidos.
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  - Que loucura foi essa, viado?! – murmurou na orelha da drag.
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  - Já fui sacaneada o suficiente por aquele pau no cu para deixar barato. – murmurou entre dentes sem mover os lábios retocando a maquiagem.
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  Demorou menos de um minuto para se ajeitarem.
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  - Quero ser como você quando crescer. – deu um beijinho na bochecha da cantora antes de retornar.
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