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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Paixão e Crueldade

Escrita porZsadist Xcor
Revisada/Editada por Natashia Kitamura

Capítulo 18

  Rio de Janeiro, 2024

  Não é difícil termos um parâmetro sobre nossas vidas passadas.
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  É uma questão de observação sobre nossas tendências, identificações e repulsas.
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  O que te atrai? O que lhe gera saudade? Quais características para além da personalidade você sempre apresentou? Quais convicções carregou desde criança? Alguma época histórica lhe traz ojeriza ou acalento? Algum povo em específico lhe gera identificação sem compreender o motivo? Quais atividades você apresenta facilidade ou lhe desperta paixão?
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  Com Damon Smith não foi diferente.
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  Tinha pleno e absoluto orgulho de sua identidade como homem gay. Pintava de preto as suas pequenas unhas, usava maquiagem leve, não se envergonhava dos seus trejeitos mais femininos – e nunca passou pela mente ocultá-los –, vestia os shorts deixando as pernas depiladas a laser de fora e, graças ao comportamento machista dos homens, agradecia em ser o contrário do padrão de masculinidade estabelecida pela sociedade.
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  A ideia de se mascarar em prol de agradar outras pessoas lhe embrulhava o estômago. Não nasceu para carregar o peso insuportável de manter uma máscara fingindo ser heterossexual. A ideia era incabível para si – afinal, inconscientemente se lembrava do árduo esforço de dissimular cada mísera ação e gesto para se camuflar.
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  Por sorte, a família não era conservadora. Seus pais eram liberais e não trataram da sexualidade do menino como conduta imprópria ou amoral. Pelo contrário.
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  Desde a tenra idade apresentava sinais sobre quem era e a sua veia artística. Usava perucas e calçava os saltos da mãe para cantar e dançar – conhecia todas as coreografias dos sambas e axés dos anos 90 e início dos anos 2000 e ganhou várias competições em festas de aniversário de quem sambava ou dançava mais.
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  Não foi surpresa para ninguém quando se interessou pelo teatro e se firmou na carreira artística.
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  Nos últimos três anos a peça onde se apresentava se tornou famosa graças ao casal homossexual encenado entre ele e um amigo. Os teatros lotavam e, por vezes, precisaram abrir sessões extras para dar vasão ao público.
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  Aos vinte e seis anos trabalhava como ator em peças de teatro, principalmente musicais.
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  Graças ao apoio familiar lhe foi permitido se mudar para a região mais movimentada do Rio de Janeiro para aproveitar as oportunidades de trabalho. Por ser bastante comunicativo e gostar de contato humano, costumava sair na companhia dos amigos para os mais aleatórios eventos e festas onde era sociável e descontraído.
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  Foi passar as férias de julho na Região dos Lagos na companhia da prima.
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  Foram juntos a praia, conversaram, riram e flertaram com vários turistas.
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  Arrumando a mala para ir embora após o almoço, descobriu ao acaso como algumas tábuas do assoalho de madeira estavam soltas no quarto onde dormiu por tropeçar numa fora do lugar. A encaixaria caso uma caixa antiga não lhe chamasse a atenção.
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  Franzindo o cenho, a retirou dali mesmerizado pelo empoeirado objeto de mogno. A pesada antiguidade era bonita pelos adornos comuns da época quando foi entalhada. Não compreendeu como lhe trouxe tamanho abalo e nem como o coração disparou ao segurá-la.
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  Impactado, paralisou por instantes a observando com atenção.
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  Era capaz de jurar...
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  - Então você a encontrou, é?
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  A voz feminina o assustou. Sentado no chão, sobressaltou por escutar a prima e ergueu a cabeça de súbito.
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  A peculiar mulher na casa dos trinta acompanhava cada movimento alheio apoiada na entrada do quarto pela porta escancarada. Em estranho sorriso compreensivo, indicou a cama em um movimento de pulso para ficarem mais confortáveis.
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  Se acomodaram frente a frente de pernas cruzadas, a caixa ocupando o espaço entre eles.
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  - Abre. – o encorajou.
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  O queixo caiu ao obedecê-la.
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  Escondia lindas joias de valor inestimável – tanto emocional quanto financeiro. Qualquer pessoa em seu lugar pensaria na fortuna que conseguiria por meio delas. Damon, não. Embora não entendesse, diversas impressões o tomaram – felicidade, saudade, paixão, amor – junto as cenas de uma série de sonhos onde, ao longo da vida, um rosto desconhecido em particular se apresentava com certa frequência – e o coração se apertava em saudade inenarrável.
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  Desde a infância reminiscências de vidas anteriores de manifestavam por meio dos sonhos. Paisagens onde nunca esteve, línguas jamais aprendidas, vozes nunca escutadas e toques jamais sentidos eram vivenciados novamente pela ligação espiritual com quem ainda não havia conhecido naquela vida – até então.
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  Os sentimentos experimentados ali nada mais era que o fruto das recordações se revelando em forma de conteúdo emocional.
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  - Há uma lenda na nossa família, talvez esquecida pelas gerações mais recentes. – começou Zuri fitando a fisionomia chocada carinhosamente – Há vários anos linda cantora se apresentava nos teatros da região. Era encantadora pela descrição. Quebrando as regras sociais, se apaixonou por um homem rico. Ela carregava um segredo capaz de afastar alguns homens de si, exceto o poderoso Duque. Apesar de casado e com filhos, não amava a esposa, mas sim a artista. Por se tornar sua amante, viveram uma paixão proibida não somente pela diferença financeira ou pelo casamento dele. Portanto, para não a deixar desamparada caso algo acontecesse contra si, era comum no final das apresentações subir para o seu quarto e lhe entregar uma joia de presente.
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  - Não precisa se submeter a prostituição nunca mais, minha pequena. Eu cuidarei de você. Sempre.
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  Um brilho incomum perpassou as írises pelo flash repentino – estava num quarto acompanhado de um belo moreno alto. Ele trajava trajes a rigor comuns para a época. Ela escolheu belo vestido vinho de tecido veludo de manga canoa deixando os ombros nus a mostra escandalosamente.
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  Em frente ao espelho, posicionado atrás de si colocava o colar de diamantes ao redor do pescoço da cantora cujos cabelos loiros caíam em ondas até o meio das costas.
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  A memória foi tão intensa que sentiu a valiosa peça na derme. Sem notar, levou os dedos para a região a tocando no exato lugar onde a joia repousou tantas vezes.
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  - Ela não era quem aparentava ser... – murmurou introspectivo sem fixar o olhar – Era um segredo.
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  - Se lembrou, priminho?
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  A frase o sobressaltou novamente, o levando a se perguntar se o registro sensorial foi ilusório.
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  Limpou a garganta para soar compreensível.
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  - E o que aconteceu com os amantes? – pestanejou para afastar as lágrimas.
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  - Não gozaram de muita sorte. O Duque morreu em contexto suspeito. O motivo não foi desvendado. Em contrapartida, a cantora guardou os presentes sem nunca os vender porque eram a prova daquele lindo amor entre eles. Dizem que, um dia, ela viria buscá-los. E esse momento chegou, não é?
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  Zuri não era uma mulher comum.
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  Em virtude da sensibilidade mediúnica, era capaz de compreender há quantos séculos reencarnava junto àquele grupo. Em consequência, e também para corrigir os erros do passado longínquo onde foi escrava de Kassandra e auxiliou para aqueles assassinatos acontecerem, entregou as joias cheias de diamantes, safiras, rubis, esmeraldas e ouro para o verdadeiro dono.
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  Ao contrário do primo, se recordava daquela vida em particular em virtude de sonhos e flashes onde reconhecia quem era cada componente – e sabia da importância delas na vida de Damon e Sebastian.
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  - O quê? – mirou Zuri em perplexidade pela insinuação dele se apossar daquelas joias – Não, não. Eu não...
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  - Fique com elas. – repousou a palma no braço do rapaz – Se quer uma dica, as use em ocasiões especiais para dar sorte. Quem sabe não coloque um moço particularmente interessante em seus caminhos?
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  Por serem os únicos da família interessados em assuntos sobre a espiritualidade, Zuri abria cartas de Tarot e Baralho Cigano de forma caridosa para quem precisasse de um direcionamento ou esclarecimento. Apesar de nunca estudar sobre os decks e os baralhos, desvendava o significado dos jogos – e talvez até demorava, mas as previsões tendiam a acontecer independentemente de quanto tempo se passasse.
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  Foi assim que descobriram há cinco anos que o rapaz tinha uma alma-gêmea e que, no momento propício, se reencontrariam.
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  Como o seu personagem se tornou popular e por profissionais assistirem à peça curiosos pelos elogios, não se surpreendeu quando a proposta de enviar um vídeo para a nova série de grande plataforma de streaming chegou por meio da sua equipe. A gravou na correria e, dias mais tarde, após receber a notícia positiva pelo telefone, Damon apenas não comemorou aos berros porque não queria correr o risco de prejudicar sua voz para a apresentação daquela noite.
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  Não atuaria na companhia do costumeiro par quem era seu amigo porque o outro passaria uma temporada fora do país naquele período – e a ansiedade quase o fez perder as unhas de tanto roê-las.
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  Então, era de se esperar que mal foi capaz de dormir na noite anterior de ir para o estúdio.
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  No primeiro encontro com os atores, todos ali se conheciam antes. Foi o único quem chegou pela primeira vez no ambiente, já que tivera um compromisso o qual não poderia faltar no dia estipulado para o elenco começar a interagir. Estava mais tímido e introspectivo por dividir o mesmo espaço junto a inúmeros profissionais consagrados.
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  Dentre os presentes, um em particular chamou sua atenção.
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  Respondia uma mensagem da prima antes de guardar o celular quando ergueu a cabeça. Se deparou com o desconhecido de um metro e oitenta atravessando a porta. Tudo ao redor sumiu por alguns instantes, a atenção focada nele. O acompanhou com o olhar por motivos distintos.
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  Primeiro, sentiu uma vontade absurda de se aproximar e descobrir quem era.
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  Segundo, porque tivera inúmeros sonhos com aquele rosto no decorrer da sua vida em contextos e até épocas diferentes.
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  Ao longo dos anos não compreendeu o motivo de, ocasionalmente, ser tomado por uma saudade estranha. Era como se faltasse algo ou alguém em sua vida. Não era um sentimento racional por nunca ter passado por uma perda significativa. Entretanto, ela estava presente. Paralelamente, descobriu a relevância de evitar alguns temas para manter-se bem. Quando esbarrava em temas como escravidão ou qualquer coisa que remetesse à vida no interior e fazendas, era o suficiente para ser tomado por uma intensa tristeza – aparentemente sem motivo.
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  Qual seria o nome do desconhecido? Era hétero? E a sua idade?
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  Gostou de vê-lo cumprimentando um por um demonstrando o quão atencioso era.
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  - Vejo que a sua gentileza seguiu intacta por aqui, amigo.
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  Fez uma careta pela pontada inesperada de dor de cabeça ao se lembrar de um sonho onde falava isso para um peão de fazenda. Engoliu em seco porque a frase despertou em si a antiga saudade.
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  Começou um exercício comum de teatro para quebrar um pouco o gelo por haver diversos profissionais novos naquela produção. Após trocar rápidas conversas com vários atores durante o processo, pela sua atenção estar ainda voltada para o desconhecido, não se surpreendeu quando uma voz grave soou atrás de si.
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  - Me contaram que o ator quem interpretará o meu par romântico é um ruivinho com a metade da minha altura. Suponho que seja você.
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  Ao se virar o rosto se iluminou.
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  - Sou Sebastian. – um lampejo de interesse perpassou o semblante do mais velho por um ínfimo instante – Acho que vamos passar um bom tempo juntos.
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  Ao contrário do esperado, Sebastian não tomava nenhuma ação para se aproximar.
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  Em consequência dos traumas experimentados no decorrer dos séculos o impedindo de se relacionar plenamente com o amado, surgiu um bloqueio nele de manter contato como gostaria. Caso desse vazão aos verdadeiros desejos, seria carinhoso, atencioso e o tocaria ao invés de fugir do caloroso toque alheio quando estavam em público. Buscava ocupar a mente com os textos e com a construção do personagem – e mesmo nesses momentos, de vez em quando se recriminava por demonstrar as emoções genuínas em contextos os quais deixavam o outro intrigado.
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  No decorrer do início das gravações, como várias cenas eram na companhia de Sebastian, Damon escondeu como podia seus sentimentos. E, caso não fossem algumas interações pontuais as quais evidenciavam a reciprocidade da afeição, jamais acreditaria que o outro nutria reprimida ternura por si.
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  Eram ocasiões sutis. O pegou demorando-se alguns instantes extras sem necessidade o segurando pela cintura ao evitá-lo de cair quando tropeçou, era o lampejo admirado pelo som da alta gargalhada do ruivo, era o brilho de admiração ao observá-lo em cena por detrás das câmeras, o conforto em se sentarem lado a lado com as pernas ou os braços se tocando sem se afastar em singulares oportunidades sozinhos no camarim e alguns atos carinhosos como colocar sempre um doce de leite extra para lhe entregar como sobremesa no horário de almoço depois de comentar sobre ser o seu sabor favorito.
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  Mesmo quando não estavam juntos no mesmo grupo de pessoas, se ocupassem o mesmo espaço, se posicionava de maneira a manter Damon em seu campo de visão para, assim, admirá-lo sem gerar suspeitas. Acabou desenvolvendo essa habilidade com naturalidade. Afinal, ninguém poderia perceber – e sempre estavam cercados dos mais diversos profissionais.
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  Raramente ficavam à sós.
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  No passado já tivera suas paixonites por colegas de palco. Entretanto, era, em sua maioria, passageiro. Costumava passar ou com a convivência ou com a distância no final do trabalho. Eram meras situações casuais, onde apenas fantasiava com um cenário cercado de declarações quando era mais novo.
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  Com Damon não foi assim.
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  O fascínio apenas aumentou no decorrer dos dias.
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  Primeiro tentou manter certa distância sem conversarem tanto. Porém, como frequentemente se chamavam para ensaiar o texto e dialogarem acerca das maneiras mais precisas para a química deles em cena se evidenciar, inclusive por desejarem entregar o melhor desempenho possível por ser a estreia deles numa série de um streaming daquela proporção tão prestigiado, acabaram se aproximando.
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  Quem hesitava era Sebastian.
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  Era tomado por inexplicável medo de algo ruim lhes acontecer ou o mais novo sofrer por sua causa de algum jeito. Demorou para aceitar a aproximação tímida. O sorriso iluminado, o rosto expressivo, a espontaneidade e o bom-humor o contagiaram até se pegar passando quase os dias inteiros na companhia dele
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  Na noite anterior a festa de estreia da série, Sebastian foi tomado por denso sono ao chegar em casa sem imaginar o reencontro o qual aconteceria no plano astral ao se desligar do corpo.
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  Atravessava a planície em noite de céu limpo e estrelado a passos apressados. Ansiava se reunir com quem não tinha uma conversa verdadeira há bastante tempo. Desejava estar em sua presença, escutá-lo, sentir o cheiro dele, a maciez da pele... O cansaço pela caminhada de longos minutos não incomodava. Pior era estar tão longe do homem por quem se apaixonara muito antes de, hoje, ser um ator contratado por famosa plataforma de streaming.
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  Ao avistar a baixinha figura de costas para si perdido em pensamentos ao encarar o horizonte sem se concentrar num ponto fixo, apressou os passos até correr para alcançá-lo o mais rápido possível.
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  O abraçou devagar para não o assustar. Um sorriso delicado surgiu apenas por poder acariciá-lo novamente.
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  - Saudade de você, meu pequeno. – ofegante, deu um beijo meigo na têmpora.
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  Percebeu que havia algo de errado em meros dez segundos porque não foi correspondido como tantas vezes no passado. Damon permaneceu imóvel. Estático. Não mexera um músculo enquanto Sebastian acariciava seus braços desnudos com os polegares no abraço saudoso. Em movimento delicado esfregou a ponta do nariz na lateral da bochecha sentindo o cheiro característico. Espalhou beijinhos onde podia alcançar até sussurrar com os lábios roçando em sua pele.
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  - O que foi? Qual o problema, amor?
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  Os olhos de Damon estavam marejados quando se virou sem aviso. De braços cruzados, tentava se proteger demonstrando vulnerabilidade – vulnerabilidade essa acentuada pelos ombros encolhidos. Ficaram a centímetros de distância pelo outro cambalear para trás pela energia densa emanada do rapaz.
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  - Por que está me tratando desse jeito, Sebastian?
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  Gemeu pelo mau sinal. Quando era chamado pelo nome, era porque irritara o ruivo. Bastante. Do contrário, o chamaria como sempre quando estavam sozinhos: amor, querido ou meu amor.
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  - Qual jeito?
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  - Você está longe mim. – ergueu os ombros – Não me ama mais? É isso? – franziu o cenho transparecendo o medo em cada poro – É isso? Devo considerar que não me corresponde mais? Se for, por favor, fala logo. Eu aguento.
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  - Que é isso, amor? – se recebesse um tapa na cara, estaria menos ofendido – Eu sempre te amei. Nunca dei motivos para duvidar de mim. – ignorou se Damon queria ou não seu toque ao enlaçar sua cintura fina.
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  - Pois está dando. Não me deixa me aproximar de você e mal me toca. – soluçou ainda na mesma posição – Nem conversamos mais. Não sei como está a sua vida, se está feliz, se está...
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  A risada amarga o interrompeu.
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  - Eu estou longe de você, Damon. Como vou estar realmente feliz sem a sua presença? – sem as amarras do esquecimento e sabendo da paixão compartilhada, era impossível não ser verdadeiro.
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  - Como eu vou saber se não me fala? Antes, mesmo quando eu era dono de fazenda, aceitava a nossa proximidade. Agora, não. Não sei o que pensar. Temos mais uma chance onde podemos, finalmente, estarmos juntos como sempre desejamos e você não aproveita. Por que, Sebastian? Por quê? – havia raiva e tristeza em cada palavra.
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  Ver o sofrimento do amado era pior do que a sua própria aflição. Detestava quando os lindos olhos perdiam o brilho ou quando seus sorrisos diminuíam de frequência. Não suportava quando as lágrimas se acumulavam até derramarem e principalmente: odiava ser o responsável por causar sentimentos tão doloridos nele.
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  Damon era alegre, divertido, encantador. Mesmo em circunstâncias onde o período histórico, a localidade e a configuração da sociedade não contribuíam em nada para ficarem juntos, remaram contra a maré. Em seu escritório da fazenda Smith ou no seu quarto separado do da esposa, se dava ao luxo de retirar a máscara social e ser como realmente era com Sebastian – sensível, doce, divertido e gentil. Compartilhavam histórias, sonhos, risos, beijos, gemidos e descobertas sem as amarras sociais.
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  Foi Sebastian o responsável por ensiná-lo, graças ao lugar de onde veio, que não havia nada de errado ou pecaminoso em um homem se apaixonar ou se deitar com outro. Foi quando, bêbado, Damon experimentou pela primeira vez como um beijo poderia ser bom quando beijava quem desejasse ou amasse. Foi Sebastian quem lhe ensinou a dar e receber amor e prazer de um homem. Havia força para acordarem por anos juntos na mesma cama, escondidos do demais e recebendo o auxílio de Bianca, a governanta quem criou do ruivo desde a morte da mãe na infância e, em outra encarnação, veio como sua irmã.
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  Eram audaciosos, cheios de coragem.
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  De nada serviu. Apenas lhes trouxe a desgraça por meio de violência pela interferência do contexto histórico – inclusive a interferência de Patrick, quem sempre criou artimanhas para afastar o casal e mais de uma vez resultou numa tragédia onde nenhum dos três saiu ileso.
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  - Amor, me escuta. – embalou a face avermelhada com as palmas ásperas o encarando com profunda intimidade desenvolvida ao longo das reencarnações – Eu te amo. Muito. Apenas não quero passar por tudo aquilo de novo. Só de imaginar o que poderia acontecer dessa vez depois de tantas tentativas de continuarmos juntos... – se interrompeu balançando a cabeça e mordendo o lábio inferior, sentindo um calafrio desconfortável pelas recordações carregadas de traumas – Eu me recuso a ser a razão da sua ruína. – confessou com a voz trêmula, se esforçando para as palavras saírem audíveis.
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  - Você nunca arruinou nada. – agarrou a gola da camisa branca – Nosso amor não é um erro. Foi você quem me ensinou isso, lembra? Não se culpe pelos crimes de ódio de outras pessoas.
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  - Eu te quero vivo, Damon. – afirmou encostando a testa na dele em súplica – Isso é o suficiente para mim.
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  O ruivo o segurou pela nuca e avançou num beijo sôfrego o qual tirou o ar dos pulmões de ambos. Se abraçavam, pressionavam os corpos um contra o outro e apenas afastavam os lábios para beijarem os rostos cujas lágrimas desciam torrenciais. Logo as bocas foram tomadas pelo sabor salgado delas. Apesar do pranto, não cessaram os beijos intensos e desesperados.
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  Davam vazão a uma paixão de séculos. Amor, paixão, desejo, alegria, tristeza, medo, fé, esperança... Tudo se esvaia ali, onde reproduziam grunhidos e murmúrios como “eu te amo”, “volta para mim” e “não me abandone” incessantes. As informações sensoriais estavam em sua máxima potência. Mal existia a consciência de onde um começava e o outro terminava, totalmente alheios ao redor e absorvidos pelos sentimentos.
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  Quem encerrou o beijo foi Sebastian, o desacelerando até ser finalizado num selinho demorado. O abraçou sentindo os corações baterem acelerados.
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  - Não é o suficiente para mim, assim como sei que não é suficiente para você. – o mais novo murmurou ofegante – Não se afasta mais de mim, meu amor. Por favor.
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  - Não vou. Prometo. Me perdoa, bebê. Eu te amo.
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  A festa de estreia da série foi ótima.
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  Como foi permitido, levou os primos – Marie, Simon e Dean.
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  Além de suas respectivas profissões na carreira artística, o trio trabalhava como sua equipe, já que, para além da carreira como ator, investia na carreira musical. Lançou músicas, clips e cada um deles atuava em diferentes áreas – Marie styling e criações coreográficas, Dean também era ator e ficou com os ensaios fotográficos e direção dos clips e Simon trabalhava como seu DJ nos shows cada vez mais frequentes e marketing. Além de, é claro, Marie e Dean serem bailarinos com quem dividia os palcos.
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  Damon trajava um look feito por Marie numa pegada despojada com coturno preto de salto, short de tecido leve e blusa transparente. Dançava, se divertia e ria com os amigos e com Sebastian, quem se tornou seu parceiro constante naquelas horas. Era uma ótima companhia e tinham uma curiosa interação por estarem tão à vontade na presença um do outro desde quando trocaram as primeiras palavras.
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  Os abraços, toques físicos regulares e a surpreendente aproximação física não passaram despercebida pelo trio – inclusive porque, apesar da natural amabilidade, Damon não era de aceitar contato com qualquer pessoa.
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  Por fim, foi sozinho pro lado de fora rapidamente para atender uma ligação da mãe, Meggie, apenas para elogiá-lo pelo desempenho na aparição do primeiro episódio. Antes de retornar, ouviu seu nome ser pronunciado por um trio de mulheres da produção. De costas para si, não o viram.
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  - Ah, gente. Parem de rir. – a loira as repreendeu – O menino não tem culpa.
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  - Qual é, Renata? O garoto fica quase como um cachorrinho atrás do Sebastian.
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  - Será que o Damon não percebe que o Sebastian o está usando para angariar mais seguidores? É nítido. Só o chama para gravar storys ou pedir para ensinar a mexer no Instagram. – a mais nova do trio deu um trago no cigarro.
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  - Espero que note logo porque é patético um menino tão talentoso se prestar a isso.
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  Não ficou por mais tempo. Adentrou no recinto em silêncio sem elas sequer imaginarem de ele ouvir as palavras.
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  A conversa arruinou sua noite. Por minutos ficou calado sem interagir com mais ninguém enquanto refletia se era melhor ir embora dali por causa da informação. A despeito de conhecê-lo superficialmente, a insinuação de Sebastian apenas se aproximar para atingir um objetivo individual lhe incomodou mais do que deveria. Não era para atingi-lo tanto, entretanto... Bem, também não era para se encantar de imediato assim que o homem adentrou na sala onde o conheceu antes mesmo de sequer saber o nome. Simplesmente aconteceu – e não poderia mudar isso.
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  Os primos buscaram contatá-lo por notarem o quão cabisbaixo estava.
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  - Sério, gente. Está tudo bem. – gritou para ser ouvido sentado na cadeira em frente ao balcão do barman – Não quero falar sobre isso agora. Depois conversamos, tudo bem?
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  Amava a cumplicidade construída desde a infância, mas detestava como eles eram capazes de decifrá-lo sem grandes obstáculos. Isso ligado ao fato de ser bastante expressivo, dificultava os esforços de esconder ou camuflar seu verdadeiro estado de espírito em momentos de fragilidade emocional.
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  Como sabiam que não se abriria pela tendência a demorar para desabafar, simplesmente lhe fizeram companhia na tentativa de distraí-lo.
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  Notando o desaparecimento do rapaz, Sebastian segurou o braço de Marie ao passar por ele a caminho do banheiro.
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  - Cadê o Damon?
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  - Lá. – apontou para a figura encolhida de costas para eles conversando com os outros dois – Para sanar a sua dúvida, está cansado. Né nada de demais.
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  Ao avistá-lo, logo percebeu a mudança da postura nele. Preocupado por não gostar de vê-lo tristonho, não hesitou em se aproximar.
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  - Dean. – gritou para o homem bebericando a caipirinha – Deixa eu falar com ele sozinho.
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  Por detectar bondade nas expressões do mais velho, deu uma desculpa qualquer para afastar Simon do primo o carregando consigo.
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  Se colocando ao seu lado com o corpo direcionado para o alvo, gritou.
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  - Vem para pista comigo. A galera está perguntando por você.
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  Controlou a vontade de rolar os olhos.
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  A galera estava perguntando por ele. Não Sebastian. Havia uma forte diferença. É claro, o colega não contaria que ele, acima de todos, era quem desejava desfrutar mais da companhia do rapaz.
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  - Vou ficar por aqui. A bebida está batendo agora. Prefiro me recuperar. – mentiu sem encará-lo franzindo o cenho e contraindo os cantos da boca.
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  - Quer companhia?
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  - Não. Pode ir.
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  O moreno o encarou em silêncio por mais alguns instantes. Abriu a boca para repetir a indagação, mas no último segundo, desistiu.
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  Ao dar o terceiro passo para longe do rapaz, o destino deles foi selado nessa encarnação promissora para o casal.
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  - Espera!
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  Em ato impulsivo, esticou o braço e agarrou a destra áspera.
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  Sebastian sempre se surpreendia em como o toque de Damon lhe trazia acalento – e não revelaria tão facilmente como gostou da imagem das mãos unidas.
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  - Sebastian... – aflito se era sábio levantar o assunto, mordiscou o lábio desviando o olhar algumas vezes – Você não está me usando para conseguir visibilidade e nem seguidores nas redes sociais, né?
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  A frase o congelou.
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  De fato, inúmeras vezes lhe pediu ajuda para mexer no Instagram, gravar conteúdo ou postar fotos com o mais novo. Como era discreto sobre sua vida pessoal, não tinha o costume de publicar nada nos storys sobre si. Entretanto, não era o motivo principal do comportamento.
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  O interesse repentino pela tecnologia era nada além de pretexto para estar na companhia dele – e como o ruivo era atencioso e sabia como manusear a plataforma, aproveitava a desculpa da sua ignorância para permanecer alguns instantes extras ao seu lado.
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  - Não. Quem foi o imbecil quem te disse isso?
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  O analisou por longos segundos atentamente em busca de qualquer mero sinal de mentira nas feições seguras.
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  Não encontrou nada.
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  - Ninguém importante. – replicou mais para si.
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  O doce sorriso lançado fez o moreno suspirar.
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  Demonstrando melhor ânimo, beijou rapidamente o braço musculoso se encaminhando para saída.
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  - Para onde vai? – o acompanhou com o olhar incomodado pelo distanciamento repentino.
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  - Para casa. Estou meio cansado. Pelas minhas contas aquela dupla ali não tira os olhos de você. Faça a festa valer a pena e chama algum gatinho para dançar.
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  O deixando confuso pela sua retirada abrupta, se dirigiu para o lado de fora rapidamente. No caminho enviou uma mensagem para os primos avisando que estava indo embora. Chegando na calçada, chamou o Uber na rua de iluminação precária às duas e meia da manhã.
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  - Hey, gatinho.
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  O coração disparou por reconhecer o calor da palma pousada no ombro. Os globos brilharam ao se deparar com o semblante tranquilo em expressão geralmente usada para se dirigir ao rapaz quando se virou.
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  - Vem dançar comigo.
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  Tímido, soltou o risinho ansioso e voltou a atenção para a notificação onde mostrava que o motorista estava há três minutos de distância.
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  Sem poder prever os movimentos de Sebastian, o aparelho telefônico foi rapidamente retirado da desta. Imediatamente cancelou a corrida em ligeira ação. Mesmo sob protestos, o guardou no bolso dianteiro da calça.
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  - Volta lá para dentro comigo. – lentamente deslizou os dedos até encontrar os do mais novo o puxando para si. Repousou as palmas na cintura fina reprimindo a vontade se colocá-las por debaixo do tecido transparente – Garanto que vai se divertir comigo.
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  Enrugando o queixo em expressão adorável de timidez encostou por instantes a testa no peitoral assentindo – e Sebastian nunca cansaria daquela expressão ao longo dos anos.
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  Retornaram de mãos dadas. Como a grande maioria dos convidados estava alterado pelo álcool ou por ingerir alguma droga, dificilmente notariam os dedos entrelaçados.
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  O levou para a parte mais escura destinada para quem quisesse maior privacidade por já ouvi-lo dizer em outras ocasiões a preferência em manter a vida pessoal privada – ponto em comum com o moreno.
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  Por sorte estava mais vazia. Não pretendia fazer uma cena em que os exporia. Adotou uma postura amigável, assim como vinha se comportando. Em contrapartida, não era ingênuo. Ambos haviam bebido e existia a inegável áurea de certa ligação para não dizer romantismo quando estavam juntos. Não se arriscaria a ficarem na parte principal cercada de pessoas e iluminação forte para serem distinguidos.
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  Como a luz quase não passava pelo ambiente, tudo se tornou mais intenso. Se guiavam na dança pelos toques físicos. Por estarem ligeiramente alcoolizados, a exploração era um pouco ousada. Se abraçavam perto demais onde deslizavam as digitais pelas costas, braços, nuca ou rosto um do outro como maneira eficaz de reconhecimento dos traços e das formas corporais, os lábios quase se roçando sedutoramente faltando centímetros para o ósculo acontecer – e se atinavam sobre isso pelo hálito quente contra as peles.
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  Os frustrando, no último segundo Sebastian mudava a direção e passava a ponta do nariz na mandíbula marcada ou enterrava a cabeça no ombro mordiscando a carne enquanto o pressionava contra si. Por sua vez, nessas ocasiões o rapaz cravava as unhas em arfadas ouvidas somente pelo moreno.
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  Damon não se importou em, às vezes, se pôr de costas colando o quadril no outro para rebolar – e adorou sentir o volume na calça. Para provocá-lo, se encaixou perfeitamente na região aproveitando a finura do tecido do short. Pôs as mãos nos joelhos e, curvado, se moveu por toda a extensão – desde a base até a glande – lhe proporcionando massagem enlouquecedora e dando a dimensão de como seria caso surgisse a oportunidade de terminarem aquela noite na cama.
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  Se antes estava encantado pelo ruivo, agora o fascínio não passaria.
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  Sebastian adorava a ousadia, a textura da epiderme macia, como se arrepiava nas investidas sutis e no magnetismo envolvente. Adorou o beijinho deixado em seu pulso por embalar a face com as mãos e como facilmente os corpos se comunicavam sem trocarem palavras. Adorou quando enterrou os dedos nos cachinhos e os puxou gentilmente irradiando uma onda de prazer nele.
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  Possessivo e excitado, alcançou a garganta para puxá-lo o prendendo contra si com uma mão ao redor do pescoço sem exercer pressão e a outra no abdômen perto do baixo ventre.
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  Apesar da sensação de fragilidade aparente, sabia que estava seguro com Sebastian. Sabia que Sebastian nada faria de ruim contra si, então, a ação, ao invés de assustá-lo como aconteceria na hipótese de ser outro ser humano ali, serviu para excitá-lo. Não compreendia de onde surgiu tal certeza se trabalhavam juntos há poucos meses. É impossível uma pessoa conhecer a outra em tão pouco tempo para se assegurar. Todavia, não seria convencido do contrário – e a postura do mais velho durante o relacionamento ao longo dos anos reforçaria a convicção.
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  - Só continua se for terminar o serviço. – adorou senti-lo tremer por passar a língua no lóbulo – Está tirando o pouco juízo que me resta – já teria dado vasão ao desejo se visse a expressão de deleite nele.
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  Se livrando dos braços musculosos, se virou de frente para o mais velho. Enlaçou o largo pescoço como se conhecesse o caminho correto pela diferença de altura – não foi um empecilho para isso e nem a escuridão quase total onde avistavam somente as silhuetas o atrapalhou. Enterrando as falanges nos cachinhos, deslizou os lábios traçando um caminho quente até alcançar a orelha.
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  - Eu sei que está atraído por mim. Seu corpo é incapaz de mentir, então... Preciso, mesmo, pedir para me beijar, meu querido?
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  Não deveria ter ingerido álcool.
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  Não deveria ter sido chamado de “meu” por Damon.
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  O rapaz não deveria soar tão manhoso.
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  Damon não deveria pedir para ser beijado.
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  Foi impossível não acatar o pedido de vontade recíproca.
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  Se beijaram por longos minutos em exploração íntima cujas línguas se massageavam lentamente irradiando prazer decodificado pelas reações corporais – arrepios, gemidos, arfadas e contrações musculares.
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  Perderam a noção do tempo envolvidos nas sensações pujantes as quais irradiavam em cada célula e transcendiam o âmbito físico. Era um reencontro de almas-gêmeas que não puderam usufruir plenamente da felicidade completa no passado pelas mais diversas questões da época, da configuração social e dos moldes religiosos impostos. Muito sofrimento foi vivido pelos impedimentos. Muito foi deixado de viver pelos contextos e pelas figuras que os cercava.
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  Logo, ao se beijarem, havia enorme emoção e expectativa inconsciente graças aos avanços da mentalidade da sociedade. Como era mais flexível, permitia que casais fora do modelo estipulado como o correto se unissem – não sem árdua luta para se viabilizarem, suas identidades reconhecidas como seres humanos e garantirem seus direitos.
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  Pela primeira vez não haveria impedimentos para caminharem juntos – e nem imaginavam que tinham o apoio da espiritualidade e de uma pequena quem ansiava por retornar como filha deles naquela encarnação em particular.
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  Às quatro e meia da manhã dava carona para Damon sentado no banco do passageiro ao seu lado em meio a risinhos, dedos entrelaçados e beijos nas costas das mãos.
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  O levou para o apartamento onde o rapaz morava trocando carícias. Pelo corredor estar vazio, não se importou em abraçá-lo por trás e mordiscar o pescoço convidativo.
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  Por que eles se encaixavam tão bem e se moviam em surpreendente harmonia? O questionamento não seria respondido.
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  Damon acendeu a luz e entrou na sala naquela posição confortável e estranhamente familiar. No interior, Sebastian bateu a porta.
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  - Vai transar comigo, é? – se virou repousando as palmas no peitoral e encostando a testa na região.
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  Durante a conversa a voz saiu embolada pela bebedeira.
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  - Queria. Vou mentir, não. – o abraço era acolhedor e o beijo nas ondas macias carinhoso.
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  - Por que não?
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  A face rubra pelo álcool pareceu birrenta e até melancólica em virtude da recusa ao erguer a cabeça para encará-lo.
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  O moreno achou a expressão simplesmente adorável, principalmente por causa do biquinho rosado.
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  - Porque, meu pequeno. – o apelido saiu com naturalidade o fitando amoroso. Um braço contornava a fina cintura e a outra palma embalou o rosto angelical – Se transarmos, quero que você lembre de absolutamente tudo. Não o quero alcoolizado. O quero consciente para se lembrar do quão gostoso foi para nunca mais cogitar transar com outra pessoa além de mim.
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  - Hum... – gemeu se enterrando no peitoral em movimento similar ao de felinos – Não deveria me dizer essas coisas se não pretende terminar a noite no meu quarto.
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  Riu porque a excitação de ambos era inegável e o pau de Damon pulsou dentro do short.
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  - Por que subiu comigo, então?
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  - Porque não vou correr o risco de você se machucar. Está embriagado e morando sozinho. Não gosto dessa combinação se não estiver em plena capacidade de tomar decisões ou transitar pelos lugares sem se ferir.
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  - Querido, sabe há quanto tempo chego bêbado em casa? Tenho ninguém para cuidar de mim por aqui, não.
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  - Não é mais o caso.
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  Apesar da leve embriaguez, notou a sinceridade na frase, novamente o encarando em silêncio por alguns instantes para digerir a mensagem.
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  - Vem.
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  Sebastian fez jus a sua promessa – e continuaria assim quando o assunto era Damon. Durante o banho do rapaz encontrou alguns remédios e os colocou na mesa de cabeceira ao lado da cama junto ao copo de água e preparou café.
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  Quando o rapaz saiu vestindo apenas um short puído de um pijama preto expondo as pernas torneadas pelo tecido ficar bem rente a bunda, o guiou pelo quarto o impedindo de cair duas vezes no trajeto por tropeçar nos próprios pés até ele se deitar no colchão. A mão coçava para sentir a carne protuberante e redonda.
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  Enquanto Damon se acomodava, Sebastian ligou o ar-condicionado em virtude do calor. Em seguida, se ajoelhou ao lado da cama para acariciar os cabelos para ver o seu rosto.
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  - Confortável, pequeno? – resvalou as costas das falanges pela bochecha ternamente.
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  - Sim. Só falta você para dormir comigo.
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  - É o que mais quero desde quando nos conhecemos. Se a oportunidade surgir, não hesitarei em levá-lo pro meu apartamento.
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  - Promete?
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  - Prometo. Boa noite, bebê. – lhe deu um selinho afetuoso para sair.
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  Dentro do carro estacionado em frente ao prédio, fechou os olhos com as mãos no volante e a cabeça tombada para trás.
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  - Estou muito fodido.
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