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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Paixão e Crueldade

Escrita porZsadist Xcor
Revisada/Editada por Natashia Kitamura

Capítulo 28

  Sebastian se sentiu o mais tolo dos homens desde o relato de Damon, inclusive por acreditar nas palavras da artista na época quando ela ainda desconfiava dele, não se conheciam e era arredia com o visitante casual.
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  Deveria ter cogitado sobre os motivos do porquê de o rapaz continuar trabalhando e morando no baixo meretrício.
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  Quando Satine lhe contou sobre a recusa de não atender aos frequentadores do Moulin Rouge, acreditou sem levantar questionamentos – e se criticava pelo episódio de ingenuidade.
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  Na realidade, apesar da situação contraditória, não procurou se aprofundar no assunto pelo encantamento surpreendente desde quando a viu cantando pela primeira vez. Não havia espaço para qualquer outro pensamento quando estavam juntos – e essa era a outra explicação para a sua ignorância. Por visitá-la e não ver nenhuma concorrência pela atenção dela ou escutar rumores sobre outros homens os quais subiam para o quarto, pensou ser o único na vida dela – de fato, era o único quem se interessava pela essência dela ao invés de focar a atração nos encantos físicos.
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  O ruivo, por sua vez, não era contemplado com tal indulgência, precisando receber os clientes contra a sua vontade e permiti-los de se satisfazerem consigo – e Sebastian passou os três meses seguintes organizando os trâmites necessários para mudar a dura realidade do homem por quem se apaixonou perdidamente.
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  - Eu não consigo me acostumar com essa vida. – desabafou certa madrugada.
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  Agora descobriu o agente causador da recusa de aceitá-lo na cama algumas vezes – a culpa de trabalhar horas anteriores aos encontros noturnos. Às vezes, mesmo tomando o devido cuidado, terminava dolorido pela recusa corporal em ceder para o comprador do seu produto.
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  Infelizmente, a resistência deixava a experiência mais dolorosa que o normal e recorria a pomada indicada por Dean para atenuar o desconforto.
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  Deitado ao lado de Sebastian ambos sem roupas, enterrou a face no peitoral moreno em busca de aconchego para, inconscientemente, atenuar a culpa e a vergonha de estar na companhia do homem quem amava e Sebastian sabendo como fazia para sobreviver ali.
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  Para Damon era vergonhoso lidar com o fato de Sebastian ter conhecimento sobre o seu passado e sobre como se prostituía.
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  O mais velho se acomodou com as costas no colchão o trazendo contigo. Abriu as pernas com as intimidades satisfeitas se encontrando.
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  - Me surpreenderia se isso não acontecesse. – massageava o couro cabeludo devagar descansando a outra palma na bunda do ruivo – Você é doce demais para um ambiente como esse.
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  - De qualquer forma, preciso me conformar com a minha realidade, por mais que eu a deteste. – a voz saiu abafada.
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  Damon retesou os músculos, acentuando como as palavras eram francas com o gesto.
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  - Acha que não vou tirá-lo daqui? – murmurou disfarçando a pontada de irritação com o tom neutro.
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  - Perdi a capacidade de acreditar nas palavras das pessoas ou de sonhar com dias melhores quando atendi o primeiro cliente.
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  Conquanto continuasse os afagos, o mais novo não viu como a expressão endureceu pela descrença – e não imaginava como, finalmente, Sebastian o tiraria da marginalidade e da prostituição.
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  Como prometido, não deixaria Satine e nem Damon desamparados. Cada semana surgia com uma joia diferente para a cantora. Eram anéis, colares, brincos, pulseiras, broches para colocar nas roupas... Eram lindas, valiosas, brilhantes e cheias de pedras preciosas – desde esmeraldas até as confeccionadas única e exclusivamente por ouro ou diamantes.
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  Certa noite, com o mais novo parado nu de frente ao espelho, Damon comentava depois de receber mais um colar de safiras.
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  - Amor, você está gastando uma fortuna comigo. – analisava a própria imagem tocando as bordas da peça no pescoço – São lindíssimos os presentes, mas não gosto da sensação de extorqui-lo, mesmo que indiretamente.
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  - Bebê, você não está tirando o meu dinheiro.
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  Pelo reflexo, viu o moreno sentado na cama com o fino lençol escondendo a nudez. O fitava em admiração com os globos brilhantes e os lábios ligeiramente inchados pelos momentos recentes onde foram tomados pela paixão. Estendeu o braço em sua direção, o gesto silencioso em pedido para se aproximar.
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  O Duque jamais se cansaria da aparência de Damon durante os enlaces amorosos e os momentos seguintes – os carnudos lábios mais rosados e volumosos que o normal, a face rosada, as discretas marcas rubras espalhadas pelo corpo e as írises dilatadas.
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  Era adorável.
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  Pegou a destra estendida e se acomodou na beirada da cama enquanto o outro se recostava na cabeceira.
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  - Você não está tirando o meu dinheiro. – com a outra palma o segurou pela lateral do pescoço – É minha maneira de protegê-lo.
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  - Como assim? – pestanejou sem compreender a mensagem.
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  Se ajeitaram na posição preferida deles – Damon acomodado no colo alheio.
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  - Eu me senti um imbecil por agir de maneira tão maldosa contigo. – começou em voz baixa transparecendo o arrependimento na expressão.
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  - Não havia como saber. Eu não comentava nada pelo medo de se afastar de mim.
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  - Mesmo assim. – descansou as digitais nas coxas torneadas – Não vou me perdoar tão cedo, porém não significa que não possa reparar o dano. – resvalou a ponta dos dedos esquerdos até alcançar a joia, reproduzindo o toque realizado por Damon instantes anteriores – Me nego a deixá-lo desamparado, então estou lhe presenteando. Essas joias são a sua salvaguarda particular para qualquer tipo de contratempo. Terá em sua posse uma pequena fortuna. Isso vai te ajudar ao longo dos anos.
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  O sorrisinho do mais novo não era feliz.
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  - Só acreditarei nisso no dia que eu não tiver nenhuma ligação com esse lugar.
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  Desde a descoberta de Sebastian sobre a sua história, demoraria exatos três meses para o desejo se realizar – e nem imaginava como o mais velho já se encarregava dos trâmites necessários para ele sair de lá.
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  Bia o acompanhava sempre que o irmão saía para aferir as casas – a pedido dele após a insistência dela.
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  - Para essas coisas a opinião feminina é primordial. – comentava petulante colocando a luva rendada antes de atravessarem a porta – Nem sempre homens pensam em determinados detalhes.
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  Assim, avaliavam cada casa disponível para compra – previamente o Duque pediu para o advogado particular pesquisar lugares disponíveis para venda em perímetro longe do cabaré. Na quinta visita, ao abrirem todas as portas e todas as janelas, se agradaram com a fresca corrente de ar – o último detalhe para ornar com as pontuações do amante semanas atrás.
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  Foram os responsáveis por deixá-la muito bem apresentável. Trocaram os móveis antigos para mais modernos, compraram cortinas, mobiliaram e desfizeram daquilo que não servia ou não tinha utilidade. Devido ao trabalho extra, a mulher pagou um valor acima do combinado com os empregados os quais mandou para efetuarem a limpeza – além dos dias de folga como bonificação dos serviços prestados.
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  Antes de Sebastian levar Damon para lá, combinou com os amigos dele a surpresa.
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  O trio aproveitou o trabalho do amigo no teatro e correu para fazer as malas dele – e o Duque comprou outra mala de última hora para caber todos os pertences, inclusive a caixa onde guardava as joias.
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  Graças a peça apresentada por Damon terminar no período da tarde, o levou para o novo endereço sem o ruivo sequer imaginar que jamais retornaria ao Moulin Rouge.
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  A curiosidade o atiçou devido ao ar misterioso de Sebastian e a insistência quase infantil de não comentar para onde iam.
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  - Para onde estamos indo? Conta, vai. É maldade me deixar morrendo de curiosidade assim, sabia? – ralhava se divertindo com as reações espontâneas e alegres do moreno, quem ria pelos comentários carregados de humor.
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  Apesar de resistirem à vontade de darem as mãos por estarem em público, as roçavam de vez em quando pela proximidade enquanto caminhavam lado a lado em clima leve.
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  Como a região era menos abastada, não corriam riscos de serem vistos juntos por alguém da alta sociedade – então não disfarçavam como já se conheciam.
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  Sebastian se esforçava para não o abraçar ou beijá-lo ali, mesmo – à luz do dia, na rua e com pessoas ao redor.
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  Achava cativante o sorriso teimoso nos lábios de Damon em consequência de como o moreno demonstrava tanto contentamento por lhe proporcionar uma mudança tão significativa na vida.
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  - É uma surpresa, meu pequeno. – por instantes ínfimos envolveu as pontas dos dedos alheios nos seus em gesto afetivo – Já estamos chegando.
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  Em questão de cinco minutos chegaram a uma residência onde, externamente, ninguém imaginaria como era acolhedora, confortável e rica no interior – o contrário das outras casas da região.
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  O queixo de Damon caiu ao entrarem. O lugar aparentava o misto exato de conforto, serenidade e riqueza – além de parecer hospitaleiro para quem quer se abrigasse ali.
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  Os cômodos eram bem distribuídos e não eram muito grandes. Os móveis lustrosos foram bem alocados pelo espaço aproveitando cada área. Havia tapetes, cortinas claras, paredes igualmente de tons pastéis cuja combinação com as cortinas harmonizava o ambiente, sofás macios e lustres. Havia uma mesinha na sala com um buquê de rosas amarelas em jarro branco de água além de poltronas para receber convidados caso fossem convidados.
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  - Eu queria saber a sua opinião sobre essa casa. – trancando a porta, Sebastian se achegou nele, quem observava cada centímetro – Investi nela, mas não sei se preciso fazer alguma alteração como a cor das paredes ou trocar as cortinas.
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  - Mexe em nada, não. – da sala via a cozinha sentindo o frescor da corrente de ar vinda da janela – Está linda.
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  - Vem comigo ver os quartos. – entrelaçou os pequenos dedos nos seus o guiando para o segundo andar.
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  Havia dois quartos no andar superior – o principal e o destinado para as visitas cujo tamanho era menor sem perder o conforto e a sensação de boa hospedagem.
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  No principal a grande cama de casal era macia. Havia uma porta que dava acesso para a sacada onde, futuramente, Damon admiraria o céu pensando no amado. No interior as cortinas eram grossas o suficiente para evitar do ambiente ser bisbilhotado quando precisasse de privacidade – e Sebastian não tardaria de fechá-las prontamente antes de retirar as roupas dele. As malas foram guardadas no armário de mogno e o rapaz o organizaria no período noturno em poucas horas.
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  Amoroso, o Duque o abraçou por trás encaixando o corpo no dele lhe transmitindo a combinação perfeita de acolhimento e calor.
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  - Também gostou daqui, meu pequeno? – sussurrou beijando a têmpora.
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  - Bastante. Facilmente nos imagino ali. – em sorriso meigo, apontou para a cama movimentando o queixo em movimento mínimo.
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  Suspirou pela beleza da criação mental recebendo um beijo demorado na bochecha.
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  Pela posição confortável graças a proximidade afetuosa, o moreno se manteve assim, com a bochecha encostada na dele.
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  - Só não entendo o motivo de perguntar a minha opinião se o investimento é seu.
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  Entrementes ao discurso, resvalava de olhos fechados o nariz pela pele alva desfrutando daquela atmosfera entre eles.
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  - De fato, o investimento é meu, sim, mas... – dirigiu os lábios para a orelha, onde sussurrou como se compartilhasse um segredo – Quem vai morar aqui será você.
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  O coração errou as batidas, o estômago esfriou e agradeceu o abraço por não confiar totalmente na capacidade das pernas o sustentarem.
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  Pálido, Damon se virou para o moreno em puro assombro. Em contraste, a fisionomia do outro era serena e o olhar terno.
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  - O quê? – a voz saiu trêmula se colocando de frente para o amante, quem deslizou as digitais até encaixá-las na cintura por debaixo das vestes.
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  - Essa casa é sua. A preparei especialmente para você. Cada cômodo foi pensado para atender os seus gostos e as suas necessidades, desde a corrente de ar fresca até as flores amarelas para trazer alegria para cá.
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  - Como... Como você sabia? – soluçava atordoado com o nó na garganta.
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  - Quando me contou sobre o seu passado, indaguei já de caso pensado sobre como seria a sua casa dos sonhos. Me baseei naquelas informações e não parei de buscar por um lugar que atendesse as características e às suas necessidades. – ilustrou usando o indicador para passar delicadamente pelos traços faciais devagar, desde as sobrancelhas até o maxilar marcado.
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  - Não está brincando comigo, não? É verdade? Por favor, não mente para mim e nem brinca comigo. – mal foi capaz soar compreensível pela forte emoção, as lágrimas embaçando a vista – Essa casa é mesmo minha?
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  - É. – com o polegar áspero, secou as lágrimas derramadas o fitando em adoração apaixonada – A partir de hoje, nunca mais precisa voltar pro Moulin Rouge.
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  - Mas... – pestanejou confuso, cada vez mais impactado pela surpresa – Mas e as minhas coisas? A dívida? Eu não posso...
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  - Já está resolvido. – o interrompeu com gentileza embalando a face, sentindo como o rapaz se agarrava às suas vestes – Seus amigos trouxeram seus pertences para cá e ontem paguei o valor restante da dívida assim que saí do seu antigo quarto. Eu prometi nunca te deixar desamparado, meu amor. Estou apenas cumprindo a minha promessa.
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  Por longos minutos o som predominante no quarto era do pranto de Damon, quem ora abraçava o Duque, ora beijava onde fosse capaz de alcançar.
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  Mais calmo, enxugava com o pulso a derme molhada.
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  - Você realmente me ama, não é? – a pergunta retórica continha agradecimento por detrás dela.
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  - É o que tento te mostrar desde o primeiro momento em que te vi.
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  Sem uma alternativa, deu um abraço apertado em seu Duque.
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  - Eu te amo, meu amor. – murmurou com a voz carregada de ar – Há muito tempo. Te amo. Te amo muito.
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  - Eu sei. Eu sempre soube, bebê.
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