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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Paixão e Crueldade

Escrita porZsadist Xcor
Revisada/Editada por Natashia Kitamura

Capítulo 20

  Michael trabalhava no teatro onde Damon costumava ser chamado para se apresentar durante o dia como ator.
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  Ao contrário das vidas anteriores, Kassandra conseguiu assumir a sua personalidade masculina – e pagou o preço para isso.
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  Fugiu de casa para não se casar com o homem quem a família a havia prometido desde a menarca. Inúmeras foram as tentativas de evitar o casório – e todas as falhas.
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  Independentemente da repulsa pela figura cuja idade avançada poderia ser confundida com o seu avô ou das incessantes recusas acerca do noivo, o patriarca não cancelava o acordo. Afinal, para ele, as filhas deveriam obedecer aos pais cegamente – e Kassandra era o total oposto de obediência devido ao temperamento feito para o embate.
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  Logo, se aproximando da data do casamento, não teve outra escolha além de juntar seus principais pertences longe das vistas dos responsáveis quando eles precisavam ir para algum lugar. Por sair de madrugada apenas carregando algumas peças de roupas, as economias e comida na mala organizada às pressas com o essencial, não descobriram o seu paradeiro e já havia chegado em outra cidade quando se deram conta do seu sumiço aos quinze anos de idade.
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  Perambulou passando por diversas dificuldades até chegar num teatro perto do Moulin Rouge durante a manhã de terça-feira. Aproveitando a intensa movimentação dos preparativos para a peça mais tarde, se esgueirou até escutar que precisavam de mão de obra para atuarem na recepção, nos bastidores para a elaboração e montagem dos cenários.
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  De imediato foi empregado. Atuava nos bastidores e, por detrás das cortinas, costumava ver o público – desde a elite até aqueles que economizaram ao longo dos anos e escolheram os melhores trajes para assistirem a peça.
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  O mundo artístico não ao hostilizava. Permitia usar o cabelo loiro bem curto em corte masculino e roupas igualmente masculinas sem nenhum acessório feminino porque, naquela época, a arte era sinônimo de boemia e os profissionais não eram verdadeiramente reconhecidos pelos seus talentos. Viviam marginalizados. Nos palcos serviam para atuar, cantar, dançar e distrair as famílias da alta sociedade. Os profissionais carregavam má fama – e isso não mudaria tão rápido.
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  Assim como Satine era respeitada por todos no Moulin Rouge por ser considerada como um membro importante para o funcionamento do prostíbulo e não era hostilizada porque o ambiente devasso permitia a sua figura intrigante e misteriosa, o comportamento dos trabalhadores no teatro não era diferente para com Kassandra, quem se apresentou como Michael desde o primeiro momento – nome escolhido quando passou a se vestir com trajes masculinos.
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  - Escute, não me importo se é homem ou mulher. – assegurou o dono do estabelecimento ao contratá-lo – Desde que saiba trabalhar e me traga soluções ao invés de problemas, está contratada. Ou contratado. Não sei. Como prefere que eu me refira a sua pessoa?
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  Assim, anos depois, de tarde, entrou no camarim de Damon, quem terminava de se arrumar, faltando quarenta minutos para a abertura das cortinas.
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  - A casa está cheia. – comentou se jogando na cadeira ao lado do ruivo – E eu morto.
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  - Imagino. Te vi carregando caixas e mais caixas pelo palco. Fiquei cansado só de te ver. – ajeitando o colarinho da camisa branca, estendeu um copo de água fresca pela metade – Toma.
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  - Agradecido. – tomou sedento.
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  - Será que vai se aproximar da morena misteriosa hoje? – provocou o loiro em meio sorriso.
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  - Você cismou com isso, menino! – bem-humorado, molhou um pouco de água na mão e respingou nele.
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  - Se cismei é sinal de que estou certo, sim! – ralhou convicto.
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  - Só porque gosto de olhar para ela não significa que eu esteja interessado.
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  - Só porque a morena misteriosa presta atenção em você quando se posiciona na coxia ao invés no teatro significa que ela esteja, no mínimo, querendo conhecê-lo.
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  E era verdade. Diversas vezes Damon a flagrou com a cabeça direcionada para onde Michael estava ao invés de prestar atenção na peça teatral.
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  - Acho que não. – mordiscou o canto do polegar na tentativa de esconder seus sentimentos e se encolheu para apoiar os pés no estofado da cadeira – Ela é rica e provavelmente casada. Eu sou pobre e... Bem, capaz dela não gostar de alguém como eu. Quem gostaria? – a frase soou melancólica em baixo murmúrio grave.
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  Naquela postura parecia indefeso, principalmente graças ao olhar voltado para o colo.
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  Como não se encaixava nos moldes sociais daquilo considerado como a conduta correta entre homens e mulheres, se privava de viver um romance para se proteger e evitar problemas.
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  E sentia falta de ter alguém ao seu lado – ou melhor, uma mulher por não se atrair por homens.
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  - Mike. – murmurou indo até o amigo em solidariedade para consolá-lo se agachando para ficar na altura do rapaz – Não fica assim.
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  - Sejamos sinceros, Damon. Ninguém vai me querer assim. Pela minha voz reconhecem que não tenho um pau entre as pernas. Além disso, só estou realmente seguro aqui dentro do teatro. Não é sem motivo que o dono me deixou trabalhando nos bastidores para não ter contato com o público. Não se arriscaria ao ponto de afastar os fregueses só pela minha presença. – desabafou pesaroso e gesticulando em movimentos amplos – Ou melhor, existência.
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  - Às vezes a vida pode nos surpreender positivamente.
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  Se não fosse pelo suspiro e pelo ar sonhador do profissional, Michael não levantaria suspeitas.
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  - Você está tendo algum pretendente, por acaso?
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  Crispou os lábios para não rir.
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  - Longa história. Estamos atrasados. Vamos! – avisou em voz aguda tropeçando nas sílabas por falar rápido.
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  Ignorando o questionamento, o puxou para acompanhá-lo até o lado de fora em meio a risinhos mútuos.
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  Quando entrou em cena, não esperava se deparar com Sebastian na plateia junto a esposa e os três filhos pequenos.
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  Ao notar que não foi reconhecido, não soube decidir se o sentimento despertado foi de alívio ou de frustração – até porque, em sua realidade, jamais seria capaz de realizar seu maior sonho.
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  No final da peça, Celie se demorou propositalmente com a sua dama de companhia – afinal, devido a posição social não poderia sair sozinha, em especial nas atuais circunstâncias.
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  - Senhora, tenho medo de sermos descobertas. – em vestes mais simples, Zuri a avisou ao pé do ouvido quando as amigas da mulher foram embora.
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  Agora, não era mais uma escrava. Trabalhava de forma remunerada na casa da família de Celie.
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  Ajudava seus pais e enviava as economias para oferecer mais conforto para a mãe idosa, quem Zuri visitava aos finais de semana com a permissão dos patrões.
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  - Não seremos. – abriu a bolsinha retirando o papel dobrado – Lembra da fisionomia do rapaz, certo?
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  - Impossível de esquecer. Os traços eram mais delicados e não tirava os olhos de você.
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  Zuri nunca a viu sorrir para o Anthony de maneira tão meiga.
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  Ao contrário de outrora, Anthony não era a mesma figura desprezível do século XVII. Aprendeu a duras penas que mulheres, assim como qualquer outro ser humano, não deveriam ser submetidas a crueldades. Essa característica violenta voltada para o sexo oposto desapareceu e repudiava qualquer tipo de violência contra moças ou quem não poderia se defender.
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  - Um homem incapaz de respeitar uma mulher e tratá-la com dignidade, não passa de um animal. – costumava falar sem se importar com a opinião alheia.
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  - Só entregarei esse bilhete – Zuri o apanhou em tom animado – se me comprar uma boa porção de balas. Adoro doces.
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  Pela primeira vez desde a encarnação onde foi escrava poderia desfrutar de coisas simples como provar sobremesas, dormir um pouco mais ou ser bem tratada – e esse era o motivo de carregar um ar jovial e alegre constantemente, quase como se fosse uma criança conhecendo o mundo.
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  - Me subornando? – fingiu ultragem.
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  - Apenas garantindo a minha parte no acordo. – respondeu cruzando os braços e erguendo uma sobrancelha.
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  - Justo. – deu de ombros e com riso fácil empolgada pelos planos funcionarem – A aguardo lá fora comprando alguns doces.
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  - Feito.
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  Foram em direções opostas.
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  Zuri se esgueirou entre os trabalhadores observando o rosto de cada um e esticando o pescoço até encontrar quem precisava.
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  - Moço.
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  Pelo ombro de Michael ser segurado, se virou.
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  - Sim? – secou a testa suada com as costas do antebraço.
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  - Tome. – estendeu o bilhete – Uma pessoa pediu para lhe entregar.
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  - O que seria? – desconfiado, apanhou o papel franzindo o cenho.
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  - Não sei o conteúdo.
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  Observando bem a face da mulher a identificou.
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  - Você vem com aquela morena, né? Cabelos lisos. Costumam se sentar ali na ponta e...
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  Se obrigou a calar para não entrar em mais detalhes.
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  - Sabia que prestava atenção nela. – o comentário era compreensivo em conjunto ao olhar gentil – Leia. Será do seu interesse. Como se chama, à propósito?
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  Michael apenas a contou por que, ao contrário dos demais, não havia julgamentos, repulsa ou crítica pela voz feminina a qual denunciava seu sexo – e em momento nenhum se referiu a ele por pronome feminino e nem transmitiu zombaria ou qualquer tipo de comportamento ou fala que demonstrasse ojeriza para consigo.
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  Correu para os aposentos objetivando ter privacidade e ler o conteúdo dobrado com cautela.
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  Chegaram aos meus ouvidos que você anda me observando com afeição durante as apresentações. Acho o seu gesto adorável. Caso seja de sua vontade, não hesite em se aproximar de mim na próxima vez que eu vier. Não me importa se somos de classes sociais diferentes. Eu enxergo pessoas. Não dinheiro ou qualquer outra característica – e a pessoa quem me enxerga sempre me desperta curiosidade.
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  Satine se montava no início da noite junto aos amigos.
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  - Como está sendo os encontros com o seu pretendente? – Dean passava lápis nos olhos aproveitando a brecha no pequeno espelho da cantora.
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  - Ele não é pretendente. – ajeitava a peruca loira alisando as mechas com as mãos.
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  - Então é cliente? – soltou Marie se vestindo de costas para a porta.
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  - Não.
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  - Amigo? – chutou Simon colocando as meias sentado na cama.
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  - Também não sei dizer. – ajeitava a franja.
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  - Que diabo esse homem é, então? – Marie subia o curtíssimo vestido preto o qual delineava o tronco.
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  - Uma pessoa. – replicou a cantora retocando a maquiagem por achar o batom vermelho fraco para o vestido prata.
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  - Com potencial para te bancar? Certamente deve estar apaixonado por você, belezura. – Dean lhe lançou um afetado beijinho pelo espelho – Depois desse tempo todo nunca o vi pagando ninguém para se deitar, não. E olha que sei das fofocas daqui.
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  - Ele não sente nada por mim. – ralhou – O Sebastian é rico e casado. Eu sou um ator, cantora e moro num bordel. Nas horas vagas me vendo para conseguir uns trocados. Impossível termos alguma coisa. – não gostou de se sentir incomodada pela dura realidade.
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  - Isso não impede de nenhum sentimento crescer. – Simon assegurou abotoando o vestido de Marie nas costas.
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  - Satine, escuta. – a mulher se virou para encarar a artista durante o discurso – Eu trabalho vendendo ilusões para os homens e me deitando com eles em troca de dinheiro. Nenhum me olhou como Sebastian te olha. Menos ainda entra no meu quarto para simplesmente conversarmos sem acontecer nenhuma interação. Isso não é normal na vida em que levamos, querida.
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  - Gente... Não. Me recuso a acreditar nisso. – começou a denunciar a irritação pelo tom ríspido.
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  - Se recusa a acreditar que pode ser amada? – Simon era bem direto quando precisava.
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  - Me recuso a acreditar que alguém possa me amar nas atuais condições. – alterada, se voltou para o trio cujo olhar foi recíproco e o silêncio inesperado – Sejamos sinceros. Moro num bordel, sou pobre, não tenho família e a única pessoa com quem posso contar sou eu. Já sofri o bastante ao longo dos anos para me iludir facilmente só por meros encontros casuais com quem certamente vai querer dormir comigo mais cedo ou mais tarde e desaparecer quando alcançar o objetivo. Isso sempre acontece. – completou amargurada – Não sinto nada por ele e isso não vai mudar. E mesmo se eu me apaixonar, é lógico que não serei correspondida. Não sou boba ao ponto para acreditar no contrário. Olhem para mim, por Deus! Quem vai querer ter um romance comigo? – detestava estar tão abalada, em luta árdua contra as lágrimas para não borrar a maquiagem.
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  - Não está se iludindo. Capaz de estar se apaixonando sem nem perceber. – comentou Dean quebrando a distância para dar um beijinho carinhoso na bochecha dela.
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  - De jeito nenhum. – discordou veementemente – Me recuso a nutrir sentimentos por ele ou qualquer outro homem.
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  - Ah, é? – agachando para ficarem na mesma altura, o músico apoiou o queixo no ombro alheio e secou a teimosa lágrima solitária da face da cantora – Então por que o permite desfrutar da sua companhia sem cobrar nenhum centavo?
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  Decidiu reforçar o rímel nos cílios porque não havia argumentação de sua parte.
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  Como nas outras vezes, assim que terminou a apresentação de Satine subiu para os aposentos dela.
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  A encontrou mais introspectiva, imersa em seus pensamentos.
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  - Qual o problema, pequena?
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  Foi impossível não se recordar das interações de Sebastian com a filha no teatro porque, no fundo, sonhava em se casar e criar os próprios rebentos ao lado do marido. Infelizmente, era impossível dois homens se casarem ou sequer aparecerem juntos ao público. Como não havia uma alternativa, se conformou há muito tempo em não realizá-lo – não significava que doesse menos a conformação.
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  Adoraria morar numa casa aconchegante e acolhedora. O Moulin Rouge não era necessariamente o lugar adequado para morar. Era bastante movimentado, não havia privacidade, por mais discreta que fosse a tendência era as pessoas saberem ou descobrirem seus segredos caso não tomasse cuidado e era comum ouvir os gemidos por detrás das portas ou pelos corredores – isso quando não se esgueirava tentando passar despercebida entre as pessoas em encontros lascivos escondidas em cantos escuros.
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  Seria feliz num lar agradável, arejado e mais silencioso onde as crianças fossem livres para correr e brincar. Damon estaria seguro e seria considerado comum beijar seu marido quando chegassem em casa. A união seria aceita pela sociedade e abençoada pela religião. Não haveria empecilhos para a felicidade.
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  É claro, em seu mundo ideal. A realidade era o total oposto.
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  Ao se recolher, deixou a porta destrancada porque sabia da visita dentro de alguns minutos. Caso não almejasse recebê-lo, a trancaria sem aviso prévio – e a escolha seria respeitada pelo moreno.
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  Em ar reflexivo, retirou os calçados se acomodando na cama. Puxou a pequena almofada para si a abraçando recostada na cabeceira – e assim Sebastian a encontraria.
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  - Nada de demais. – respondeu baixinho com nó na garganta.
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  - Hey. – se curvou em direção a ela preocupado com a mudança de comportamento – Pode conversar comigo.
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  Demorou quase sessenta segundos o fitando em busca de qualquer tipo de artimanha para seduzi-la caso prosseguisse. Realmente acreditou na possibilidade de encontrar qualquer vestígio de dissimulação ou volúpia nele, mas... Não havia nada além da genuína apreensão sobre o bem-estar dela. Por fim, aparentando certa vulnerabilidade pela incapacidade de esconder o abalo emocional, estendeu a mão na direção do Duque.
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  - Vem para cá, então.
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  Retirou o calçado para se acomodar ao lado dela com as costas repousadas na cabeceira e as pernas esticadas paralelamente em sua frente. Direcionou o corpo para Sebastian afastando o vestido para lhe dar espaço e deixando os pés à mostra. Encolheu as pernas com os joelhos voltados para o peito.
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  Satine achou adorável o cuidado dele de não se posicionar de maneira a encostar nela. Havia um espaço entre eles o qual foi quebrado por ela por deitar a cabeça no ombro largo.
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  - Vai me contar o motivo de estar mais calada hoje, pequena?
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  Ousou buscar pela destra alva repousada sobre os joelhos. Inicialmente tocou a derme com a ponta dos dedos. Como não se afastou, tomou a boa receptividade como incentivo para prosseguir.
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  - Digamos que... – acompanhou a mínima movimentação carinhosa dele com as írises – Percebi como alguns sonhos são impossíveis.
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  Por que Sebastian parecia tão delicado naquele gesto sutil de afago? Se quisesse, nas atuais circunstâncias era somente investir lascivamente a beijando nos pontos erógenos. Então... Por que fazia tanta questão de usufruir de sua companhia se sequer a tocava e mantinha distância física? Em nenhum momento a observou com malícia ou desejo. Havia um misto de emoções como curiosidade, amorosidade, bondade, amizade e até a centelha de algo como...
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  Não, não ousaria conjecturar essas coisas.
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  E por que... Por que Satine se sentia segura com Sebastian?
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  Nem notou como relaxou sem desviar o olhar das carícias, ambos envoltos na bolha particular e familiar construída num período quando eles sequer tinham a capacidade de recordar.
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  - Se refere a qual sonho? – reprimiu a vontade de acariciar o rosto, então manteve a atenção nos dedos.
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  - Ter uma família. – soou melancólica sem fitá-lo – Alguém que esteja ao meu lado sem hesitação. – a face se transformava vagarosamente, a máscara da artista forte e ousada desaparecendo em metamorfose lenta a medida em que expunha sua fragilidade – Você tem sua esposa e filhos.
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  Como se o fato a incomodasse, a cantora entrelaçou os dedos definitivamente nos dele em busca de apoio emocional.
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  - Sou casado por pressão social com uma pessoa quem não me gera interesse. É exigido de um homem em minha posição uma esposa. Adoraria criar meus filhos na companhia de quem amo, bebê.
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  Se o encarasse detectaria como as palavras eram genuínas. Entretanto, temerosa em expor seus sentimentos, manteve os globos nas digitais.
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  - Você tem seus filhos. Eu não tenho ninguém.
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  - Eu tenho os meus filhos e você o homem capaz de amá-la se você permitir.
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  Cansada das dores carregadas desde quando chegou ao cabaré, deitou a cabeça por alguns instantes no ombro largo. Durante aquele tempo aceitou ser cuidada, o sutil carinho aquecendo o coração e lhe trazendo um conforto há muito tempo esquecido.
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  Não era obrigada lhe dar atenção – e a maneira como o Duque continuou calado lhe proporcionando espaço para decidir se prosseguia a comunicação ou queria apenas apoio para o delicado momento a assegurava disso. Apenas se calou desfrutando das homeopáticas doses de amor as quais Sebastian poderia lhe oferecer naquela ocasião sem assustá-la – resvalava a ponta do nariz na testa, espalhava ternos beijinhos onde era capaz de alcançar e acariciava a pele com o polegar em gestos morosos.
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  Longos minutos se passaram naquele harmonioso contexto até puxar o ar se ajeitando para fazer contato visual sem se afastar do moreno.
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  - Para pessoas como nós nada vem completo, né? – o sorriso era magoado.
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  - Não significa que não possamos aproveitar bons momentos junto de quem gostamos de verdade, minha pequena.
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  Pestanejou suspirando pelo apelido sendo classificada como do Duque pela primeira vez naquela vida, inconscientemente registrado na memória espiritual dela.
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  Por que Sebastian a fitava com tamanho afeto? Por que a tratava com tanta decência se não pretendia dormir com Satine? E por que... Por que lhe despertava tanta saudade quando não estavam juntos desde a insistência do Duque em conhecê-la? E por que, mesmo após o corpo ser usado vezes demais pelos homens, apresentava certa timidez na presença dele?
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  Deus, Sebastian estava tão perto... E ela carecia de alguém que lhe mostrasse que tinha verdadeiro valor...
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  - Por que construiu essa muralha ao seu redor, bebê? – murmurou em voz grave.
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  - Foi necessário para a minha sobrevivência. – encolheu os ombros ligeiramente.
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  Não existia mais nada ao redor deles. Satine não trabalhava no Moulin Rouge durante a noite e Damon não atuava em teatro no período diurno. Não havia diferença de classe social. Não havia prostituição ou a família do Duque. Eram apenas duas pessoas acessando as emoções uma da outra, em belo encontro de almas-gêmeas que se buscaram até se unirem novamente.
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  Sem conter a vontade, repousou a outra palma na lateral do rosto moreno. O acompanhou soltar o ar por completo de olhos fechados e tombar a cabeça para desfrutar do toque acolhedor.
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  - Me deixe ultrapassá-la. – suplicou erguendo as pálpebras – Me permita estar contigo aqui. – meigo, repousou a esquerda no peito dela sentindo as batidas do coração.
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  - Mereça.
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  Como os hálitos colidiam, estavam absurdamente próximos e sensibilizados, não descobririam nunca quem se moveu na direção de quem para provar os macios lábios em beijo afetuoso.
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  Naquela noite em particular se amaram somente se beijando, se acariciando sem intenções lascivas e se abraçando porque a cantora ainda não estava completamente certa sobre as inclinações do Duque em relação a si.
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  Satine passou as horas seguintes no seu lugar favorito desde o século XVII quando se encontraram em circunstâncias conflituosas – os braços de Sebastian.
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