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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Paixão e Crueldade

Escrita porZsadist Xcor
Revisada/Editada por Natashia Kitamura

Capítulo 34

  No dia seguinte acordaram atrasados para irem à cachoeira pela manhã junto aos demais graças às atividades das horas anteriores.
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  Não teceram comentários sobre como desfrutaram da última noite em virtude de não ser o lugar nem o momento para dialogarem com a devida privacidade que o acontecimento necessitava. Então, além de as expressões demonstrarem como foram impactados pela mudança na atmosfera, se tocavam inconscientemente com mais frequência na tentativa de prolongarem as impressões daquele clima gostoso entre eles.
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  Precisaram se arrumar rápido – e, como Damon estava em dúvida sobre duas peças, perguntou para Sebastian, que havia acabado de sair do banheiro vestindo uma bermuda jeans.
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  – Vermelho ou roxo? Escolhe.
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  – Eu gosto de roxo. – secava os cabelos com a toalha felpuda para não molhar o chão – A cor fica bonita em você. – lhe lançou um olhar amoroso.
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  Mais tarde descobriria o motivo para o sorriso malicioso do ruivo pela resposta.
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  Após o desjejum, foram na companhia de um guia para a cachoeira, onde passaram as horas seguintes.
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  O dia foi ótimo. A temperatura da água era excelente, o Sol não estava muito quente e a paisagem era belíssima.
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  Ao chegarem, assim como os outros, Damon retirou a regata branca e o short preto, o qual delineava as pernas torneadas – e foi quando o moreno compreendeu o motivo para o sorrisinho enquanto ainda estavam no quarto.
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  Damon não usava nada além da calcinha de um biquíni roxo de tecido brilhante em contraste com a firme pele alva. As alças de cortininha foram ajustadas para modelarem o quadril com perfeição e, propositalmente, ajeitou o fio dental para deixar a protuberante bunda empinada e lisa à mostra – e é claro que crispou os lábios por notar como o queixo do mais velho despencou, o admirando sem nem piscar.
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  O ator demorou para retirar a própria bermuda jeans pelo volume perceptível escondido nela – e nunca agradeceu tanto por a peça escolhida ser larga, então não marcava o grande e grosso pau intumescido.
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  Parado numa pedra metros à frente, o ruivo molhava os pés para entrar na água e se juntar aos amigos.
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  – Por que não vem para cá? – o fitava sobre o ombro – Já vi fotos suas em cachoeiras, então não há empecilhos para não nos acompanhar.
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  – Daqui a pouco.
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  Por razões de força maior, graças à incapacidade de controlar a reação do membro ao ver Damon em trajes mínimos pela primeira vez, principalmente a bunda, a qual adoraria tomar nas mãos, separá-las e...
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  O gemido foi em virtude de o sexo pulsar entre as pernas e dos caminhos para onde a mente o levava – a noite anterior, como era macia a textura da pele alheia e como adoraria...
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  Talvez, se sentasse na pedra áspera, tivesse condições corporais para o sangue voltar a circular de novo pelo desconforto dela.
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  – Vou bater umas fotos aqui e gravar umas coisas. – apanhou o celular no bolso dianteiro.
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  – Anda logo, amigo! – Akil o pressionava, passando por si em sunga azul – Tira logo essa bermuda e vem para cá.
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  – Estou com frio, Akil! – disse entre dentes.
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  – Está frio, não. – assimilando a situação no ar, Ralph se juntou para provocá-lo.
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  – Está, sim. – insistiu, os fuzilando com o olhar.
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  Antes de Damon abrir a boca para contestá-lo, Bia surgiu em seu biquíni verde, posicionada entre os amigos do irmão:
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  – Deve estar frio, sim, gente. Afinal, por qual outro motivo meu irmãozinho insistiria em ficar longe da água depois de Damon aparecer com essa calcinha fio dental e ficar quase pelado na frente dele?
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  A careta o entregou o suficiente para fazê-los rir.
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  Demorou exatos dez minutos para se controlar antes de se despir e ficar só com a sunga preta.
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  A tarde foi esplendorosa. Riram, se divertiram e bateram diversas fotos.
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  Duas horas mais tarde, os convidados do casal dialogavam posicionados em uma alta pedra, de onde tinham visão mais plena da paisagem. A ruiva passava bronzeador, a morena colocava os óculos escuros e os outros interagiam entre si.
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  – Para tirarmos o elefante da sala, começo eu. – Bia cruzou as pernas, os fitando num semicírculo – Levante a mão quem não engole essa história boba de jogo de marketing.
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  A opinião foi unânime, e todos ergueram as mãos enquanto os observavam batendo fotos e gravando conteúdos sozinhos na margem.
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  – Confesso ter minhas ressalvas. – Dean comentou, terminando de passar o protetor solar no nariz, e se apoiou nos cotovelos.
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  – Quais? – Marie indagou.
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  – Como nós dois já conversamos sobre o assunto, eu respondo. – Simon prosseguiu – O diabo do seu irmão nunca toma iniciativa. Até a gente está ficando frustrado com essa brincadeira.
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  – Eu suspeito que ele teve uma relação bem escrota com o último ex, mas teima em não se abrir comigo. – elucidou a morena, inconformada – Isso certamente o afetou porque nunca deu dúvidas para ninguém sobre suas intenções. Se é transa de uma noite, é transa de uma noite. Se é ficante, é ficante. Se é interesse amoroso, é interesse amoroso. Nunca foi de deixar as coisas subentendidas.
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  – Ele ainda tem contato com esse ex? – Marie indagou curiosa.
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  – Não só ele. Todos nós estamos tendo contato com o infeliz. – contou Akil, mexendo nas tranças em tom sombrio.
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  – E quem é? – Simon coçava o maxilar.
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  – A praga do Patrick. – Ralph apontou para o loiro com o queixo.
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  – Que Patrick? – o trio de amigos questionou em uníssono.
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  – Aquele arrombado ali. – ao contrário do outro, Bia não foi discreta em apontá-lo com o dedo – Escutem, eu conheço o meu irmão e garanto que há sentimento da parte dele. Vocês conhecem o Damon e, pelo que pude entender, acreditam que há sentimento recíproco.
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  – Ainda tenho minhas dúvidas. – Simon insistiu em resmungo irônico – Não engulo essa história do Sebastian demorar tanto para admitir que gosta do ruivinho.
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  – Isso eu resolvo. – o sorriso de Bia era diabólico – Meu irmão é ciumento e possessivo quando gosta de alguém. Veremos como vai se comportar se algum cara der em cima de quem ele se interessa.
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  Os próximos momentos quase enlouqueceram Sebastian.
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  O combinado com Bia foi Dean interagir com o ruivo naturalmente.
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  Como sempre, a dupla costumava ser carinhosa por reencarnarem juntos através dos séculos e construírem forte laço em consequência, então abraços, implicâncias e toques afáveis – e isso tirou o juízo de Sebastian, cuja face se transformou em incontestável carranca enciumada – eram comuns nas interações.
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  Apesar de saber do parentesco sanguíneo, se incomodou por vê-los dançando juntos, abraçados, uma música escolhida por Marie pelo celular de Ralph.
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  A dupla não se importava em sensualizar, resvalando as mãos pelos corpos alheios em meio a rebolados sem o menor teor sexual – embora executados bem até demais na opinião do ator.
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  Chegou ao seu limite quando o rapaz inclinou o tronco, colocando as mãos nos joelhos, e passou a esfregar a bunda no quadril do primo de acordo com o ritmo da música.
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  Incapaz de esconder a irritação, se aproximou deles, detestando como Dean o abraçava por trás com os braços circulando o peitoral em olhar avaliador.
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  – Vai se juntar à gente, é? – abraçado ao primo pelas costas, Dean indagou em olhar malicioso.
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  – Não. – sério, segurou com gentileza os pulsos do primo do ruivo e os afastou do abdômen alheio – É o Damon quem vai se juntar a mim agora. – em gesto possessivo espalmou a mão na lombar do rapaz e o puxou, exercendo força tênue para si até colarem os troncos.
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  Não notou como os primos de Damon, os outros dois amigos e Bia acompanhavam a cena em ar vitorioso. Também não identificou a ironia desenhada nos lábios de Dean em sorrisinho misterioso enquanto se encaminhava para se reunir ao grupo.
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  Os globos irradiando seriedade suavizaram no encontro da fisionomia angelical estranhamente irritadiça.
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  – Sabe, não havia necessidade disso. – o mais novo envolveu a nuca com os braços, enterrando os dedos nos cachinhos – Só estava dançando com o meu primo. Não cometi nenhum pecado.
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  – Eu sei, mas não gosto de te ver dançando assim com algum outro cara. – segurou o pequeno queixo entre o indicador e o polegar, o fitando com profundidade – Se for para dançar, dança comigo. O quero só para mim. – o pedido era carinhoso ao invés de imperativo.
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  Inferno, por que o mais velho tinha a capacidade de lhe deixar com borboletas no estômago mesmo num contexto em que lhe despertou raiva naquela circunstância, quando Damon não cometeu nenhum erro e o outro resolveu marcar território sem motivo nenhum, visto que não tinham um relacionamento de verdade?
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  – Então me faça seu primeiro, querido. Antes disso, não ouse exigir absolutamente nada de mim.
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  Se retirou por alguns minutos para pensar sobre a postura de Sebastian sob o pretexto de mexer no celular devidamente protegido numa capinha própria para evitar entrar água nele.
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  Sentado numa pedra atrás da barulhenta queda-d'água, permaneceu por vários minutos absorto nos pensamentos até alguém invadir o espaço.
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  – Por que está isolado aqui? – o moreno se acomodou ao lado dele, que estava com os joelhos contra o peito, abraçando as pernas em fisionomia compenetrada.
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  – Porque a sua ceninha de ciúme foi desnecessária, assim como foi desnecessário buscar por mim quando fui encontrar com o Gustavo em Copacabana. – o fitou contrariado. O corpo estava molhado, então os cílios, os olhos escuros e a boca rosada se destacavam na pele clara – Não consigo te entender. Às vezes até parece que... – a sussurrada voz morreu com as palavras presas na garganta.
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  Foi incapaz de prosseguir por levantar a hipótese do amor romântico graças ao comportamento do outro para si.
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  Teimava em agir como seu namorado desde o início das gravações da série. A proximidade física, a busca frequente pelos toques, o zelo, a energia ao redor quando estavam juntos e a atenção eram excessivos e intensos demais para classificarem o laço entre eles como pura amizade. Não era. Nunca foi.
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  E a situação dava os primeiros indícios de incomodar Damon, o levando a buscar respostas para o motivo daquilo – e, como sempre, quando não se conversa sobre o assunto em questão, tirava conclusões precipitadas.
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  Compreendê-lo era impossível. A falta de diálogo começava a pesar e experimentava as consequências disso.
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  Será, mesmo, que Sebastian gostava de si tanto quanto Damon já nutria sentimentos desde o ano anterior? E do que adiantaria se a resposta fosse sim e não revelasse nada a respeito ou não tomasse alguma atitude significativa?
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  De nada serviria aguardá-lo se o próprio não estava disposto a ser verdadeiro e admitir como o amava.
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  – Considerando que isso daqui é uma armação, teoricamente não há problemas em me envolver com outras pessoas, né? – o rapaz escolheu ir por outra vertente para não se pôr em posição de vulnerabilidade emocional – Até porque não há absolutamente nada acontecendo entre a gente.
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  – Só por cima do meu cadáver, e pretendo continuar vivo por um bom tempo, inclusive para me assegurar de que não vou vê-lo desfilando para cima e para baixo com outro, não. Me recuso a colocar tudo a perder contigo. – nem Sebastian compreendeu a frase final porque nada mais era do que a manifestação inconsciente do seu registro espiritual.
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  Colocar o quê a perder além de momentos tênues, os quais não passavam de suposições?
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  Começando a se exasperar, se sentou no colo largo e o empurrou para o chão sem se importar com o baque surdo reproduzido pelas costas ao atingirem o chão. Agarrou os pulsos posicionados ao lado da cabeça para se assegurar de que cada palavra pronunciada seria ouvida com os rostos a centímetros de distância.
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  – Só porque isso é um jogo de marketing não me impede de me relacionar com outras pessoas. – rugiu impaciente.
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  Em expressão enfurecida pela hipótese insuportável de digerir, Sebastian se desvencilhou das digitais em movimento ágil, o puxou para si com uma mão, o mantendo preso no vão entre o pescoço e o ombro com o agarre dos dedos na nuca, e se sentou, o levando consigo automaticamente.
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  Mesmo irritado com o homem que amava, era protetor e zeloso, então nunca fazia nada capaz de feri-lo ou machucá-lo – e isso se evidenciaria nos anos seguintes.
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  Se assegurando de que Damon não fugiria, o prendeu em forte abraço, novamente com os rostos extremamente próximos.
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  – Só porque combinamos o jogo de marketing a meu favor para alavancar a minha carreira não significa que eu não planeje engatar um relacionamento contigo nem que eu não esteja interessado em você desde quando o vi pela primeira vez.
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  A tensão era palpável e o silêncio entre eles depois da revelação de Sebastian serviu para potencializá-la. Os peitorais subiam e desciam, as respirações colidindo nas peles. Estavam perto demais, isolados demais, emocionados demais pelo diálogo e encantados demais com as respectivas belezas para não se excitarem naquele ambiente altamente relevante para a história das almas gêmeas.
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  Ambos tiveram um déjà-vu, como se a ida à cachoeira não tivesse sido inédita.
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  Na memória de Damon surgiu a cena de quando estiveram naquele cenário no dia seguinte a, finalmente, confessar como amava Sebastian após intensa noite de amor quando eram escravos e dono de fazenda nas terras sulistas.
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  Em Sebastian a memória refletiu em forma de emoção, dissipando a irritação e a transformando em paz – a mesma experimentada depois de falar para o ruivo que o amava enquanto se abraçavam na cachoeira onde Damon costumava ir no século XVII.
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  O mais velho deslizou a palma direita até encontrar a assombrada face angelical.
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  – Você é só meu, Damon, da mesma forma como eu sei que sou só seu. – proferiu em sussurro rouco, o fitando com profundo afeto e um toque de possessividade – E isso não vai mudar enquanto eu viver.
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  Novamente eles se beijaram – ou melhor, o ruivo voou nele em reivindicação desesperada.
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  Damon relaxou em seu lugar preferido – o colo do moreno com os braços musculosos o abraçando – por senti-lo se entregar ao momento e, finalmente, permitir que as emoções se sobrepusessem à recusa tola de continuar naquele jogo onde se afastava emocionalmente do ruivo quando, na verdade, ambos estavam sedentos e famintos um pelo outro há bastante tempo.
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  O beijo foi ávido, potente e carregado de promessas ainda não verbalizadas.
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  Exploravam o interior das respectivas bocas lentamente, provando e degustando cada sensação pujante com as línguas macias se massageando e acariciando onde alcançassem.
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  Por fim, o moreno resvalou os lábios em quente caminho pelo maxilar marcado até o pescoço, onde lambeu, se privando da vontade de mordiscar ou chupar a área para as pessoas não descobrirem sobre as atividades de ambos pelas marcas avermelhadas que saltariam na derme alva.
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  Assim como descobriria, o menor buscava pelo contato corporal mediante os enlaces, então a testa se encaixou no ombro largo e cravava as unhas nas costas largas em virtude do prazer. Grunhia baixinho, as marcas de expressão se intensificando por causa das deliciosas sensações proporcionadas por Sebastian, que parecia conhecê-lo o suficiente para saber como instigá-lo e provocá-lo sem ser preciso perguntar onde, com qual intensidade ou como preferia.
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  Os membros friccionavam, já duros dentro das peças íntimas, em busca de alívio – principalmente Damon, que movimentava os quadris ansioso.
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  O queria há tanto tempo...
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  No gemido seguinte detectado pelo moreno havia um toque de desconforto – e o justo biquíni estava apertado demais, pressionando o sexo dolorosamente.
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  Voltou para os lábios, onde deixou um prolongado selinho. Pôs o inchado lábio inferior entre os dentes e puxou de leve, adorando ouvir a lamúria entrecortada.
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  – Está desconfortável, bebê? – o encarando em genuíno desejo, arrastou a digital pelo interior da coxa sobre a sua até o polegar encontrar o membro duro escondido pelo tecido.
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  Simplesmente assentiu em gemido manhoso, projetando o quadril para a direção da carícia tênue.
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  – Você cuidou de mim ontem. – enfiou as falanges na calcinha, a impulsionando para o lado. Libertou o membro da desconfortável pressão, o rapaz soltando discreto arfar em alívio – Eu posso cuidar de você agora. – o envolveu na mão, se deliciando com as reações de Damon, que arquejou, franzindo o cenho e o queixo caindo levemente, a boca formando um sedento O – Me deixe retribuir o favor, meu pequeno.
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  Iniciou moroso o vai e vem, se atentando a como a beleza do rapaz se acentuava em momentos de intimidade. Enrubescia, as pupilas dilatavam e as íris escureciam em luxúria.
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  Nunca esteve na presença de alguém mais belo.
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  – Amor... – encostou a testa na do moreno em respiração pesada – Mais rápido.
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  – Assim?
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  Acelerou um pouco mais, apenas o suficiente para o rapaz se aninhar vulnerável no largo ombro.
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  O mais novo respirava com dificuldade. A palma áspera de Sebastian era altamente habilidosa, o manuseando em maestria. Além disso, usava a língua para estimulá-lo no delicado lóbulo e na lateral do pescoço em úmidas carícias, vendo como se remexia e arfava em aprovação.
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  De olhos fechados, se agarrava ao outro sem timidez nem pudores, com os ombros encolhidos.
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  – Por favor... – suplicou contra o ouvido pelo ritmo ainda não ser o adequado.
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  Atendendo ao pedido, aumentou a velocidade, atingindo o ritmo correto para o outro, que soltou um gemido especialmente agudo e estremeceu ligeiramente por ser pego desprevenido.
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  – Baixinho, meu pequeno. – sussurrou em voz carregada de ar, usando o braço esquerdo para mantê-lo no lugar – Baixinho, só para eu ouvir.
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  Estavam escondidos demais para os outros profissionais e convidados os encontrarem ou escutá-los graças à queda-d'água – e novamente a cachoeira cumpria a função de protegê-los.
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  Sebastian detectou quando o orgasmo se aproximou – pequenos espasmos o assolaram, os músculos retesaram, os gemidos eram entrecortados e se agarrava mais ainda nele.
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  – Amor... Por favor. – indefeso, enterrou a face no ombro – Por favor, não para. – o baixo-ventre se contraía e o coração batia forte contra o peito.
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  – Só relaxa, meu amor. – mordiscou a clavícula, lhe causando arrepios, sorrindo em satisfação por entreouvir o coração dele pelos peitorais estarem pressionados e por deixá-lo naquele maravilhoso estado – Relaxa e goza para mim. – incentivou em cúmplice voz tranquila.
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  Bastaram mais três investidas para o rapaz se derramar nele em deliciosos tremores, os jatos quentes atingindo o abdômen alheio.
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  Sebastian o aguardou se recuperar, distribuindo beijinhos ternos pela bochecha e o ajeitou, escondendo a nudez.
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  Em suspiro delicioso, se afastou com o corpo totalmente relaxado – e foi impossível Sebastian não o beijar perante a doce expressão de deleite.
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  Para usufruírem de mais alguns instantes juntos, se deitou na pedra, o levando consigo, que se aconchegou no peitoral sentindo as palmas ásperas repousarem nas costas e as carícias tímidas dos dedos.
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  – Eu vou resolver duas coisas primeiro antes de assumir um relacionamento contigo. – ofegante, o mais velho revelou – Me recuso a deixar isso entre a gente morrer. Gosto demais de você para ignorá-lo.
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  Durante a estadia do grupo na cachoeira, Patrick se dedicou a se aproximar de Sebastian, mas foi impedido em cada tentativa pelos mais aleatórios motivos – desde alguém o puxar para conversar até três passarinhos seguidos acharem o cabelo loiro o local propício para defecarem.
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  Jamais imaginou que as interferências aconteciam graças a uma menina de vestido amarelo, que utilizava as ferramentas ao seu alcance para interrompê-lo.
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  Quando a equipe havia se retirado, a pequena brincava junto a outras crianças na parte rasa da água cristalina da cachoeira. Elementais característicos da região, seres ligados à natureza nas suas diversas formas, eram vistos percorrendo a área através da água, do solo ou do ar – alguns, inclusive, se divertindo junto às crianças.
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  Quando a menina viu a Cigana em seu campo de visão, saiu correndo na direção dela.
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  – Oi, tia! Você chegou! – parou sorridente na frente dela, esticando os bracinhos curtos para cima.
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  – Oi, meu bem! – retribuindo o sorriso, acatou ao pedido silencioso, a pegando no colo – Escuta, preciso que me faça um favor. – ajeitou a saia do vestido em cuidado maternal.
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  – O que é? – os olhos brilharam em curiosidade.
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  – Queria que você vigiasse bem de perto o Patrick, aquele loiro que esteve aqui mais cedo, e me passe tudo sobre ele.
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  – É aquele que não queria os tios juntos? O tio grandão e o tio pequenininho. – usou as mãos para gesticular a diferença de tamanho.
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  – Esse mesmo.
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  – Está bem, mas esse tio aí não é bom, não. Afastou eles quando chegou aqui. – apontou para a água, se referindo aos elementais – Saíram correndo quando esse tio chato chegou. Só voltaram ainda há pouco porque ele foi embora.
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  – Não me surpreende. A energia dele está longe de ser boa. Vou te levar até o Patrick agora. Vai lá. – a colocou no chão devagar até os pés descalços atingirem o solo – Se despede deles para eu te levar até o perna de calça. Depois me conte tudo o que viu e percebeu.
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  – Tudo bem.
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