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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Paixão e Crueldade

Escrita porZsadist Xcor
Revisada/Editada por Natashia Kitamura

Capítulo 42

  Quando Sebastian conheceu Patrick, estava consolidado na carreira de ator e as peças nas quais dirigia ou atuava eram bem-vindas nos teatros.
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  Infelizmente, os caminhos bloquearam graças à interferência do loiro. Contratava os serviços de Augusta para alcançar os mais diversos objetivos – desde ser escalado para novos trabalhos como ator sem mérito próprio e sem exercer o mínimo de esforço até amarrar a pessoa por quem se interessava.
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  Como despertou a antiga obsessão por reencontrá-lo na última tentativa proporcionada pela espiritualidade através dos clamores da mãe em regiões mais evoluídas para se tornar um homem melhor, recorreu às habilidades da outra por notar como as investidas sutis não avançavam pelo desinteresse alheio por ele – e não era apenas desinteresse, visto que, por causa do registro espiritual, detectava sinais claros de como Patrick não havia mudado de verdade.
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  Satisfeito, o resultado surtiu bons resultados ao longo do tempo em que moraram juntos.
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  Não é sempre que trabalhos espirituais negativos atuam sobre a vítima. Para isso, há uma série de fatores – dentre eles os pontos fracos da vítima, a conduta dela, as brechas inconscientes para a magia penetrar, a proteção espiritual...
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  No caso do moreno, a sua fraqueza era o fato de não ser tão bem resolvido com a sexualidade assim como aparentava.
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  A mãe, Diara, diversas vezes precisou deixá-lo na infância sob os cuidados de Luciana, namorada de um dos irmãos de Diara, para poder trabalhar sem preocupações num tempo quando, no Brasil, não poderia jamais perder a oportunidade de emprego pelas dificuldades financeiras aliadas ao fato de ser imigrante.
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  A brasileira era uma mulher extremamente preconceituosa.
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  De imediato notou como ele era mais afável e bondoso em comparação aos outros meninos de sua idade.
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  Certa tarde, aos seis anos, brincava de boneca com as filhas dela – filhas do homem quem acusou falsamente de estupro para evitar ser malvista pela comunidade religiosa da igreja no momento em que a barriga começou a crescer e denunciava a gravidez das gêmeas.
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  O flagrou brincando de casinha com as meninas no quarto delas. Para puni-lo, as deixou brincando de bola no quintal para espancá-lo dentro de casa com a porta trancada. Usou uma grande colher de pau, proferindo diversos insultos e usando da Bíblia para justificar os atos hediondos.
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  Como se não fosse suficiente, conversava com ele no particular várias vezes sobre a importância de lutar contra a sua identidade – como se a conduta dela fosse a correta ao ser violenta ao invés de acolhedora.
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  “Acha, mesmo, que os seus pais vão te aceitar? Isso jamais vai acontecer.”
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  “Já é preto, feio e pobre. Vai, mesmo, se arriscar sendo uma aberração? Ninguém vai te querer, não, hein. Depois vai ficar sozinho perambulando pelas ruas como mendigo e ninguém vai entender por que Deus está te castigando.”
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  “Ninguém é feliz indo contra os mandamentos de Deus. Ele, sim, é o único salvador, ao contrário dos demônios africanos citados pela sua mãe.”
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  “Se esforce para Deus salvar a sua alma. Ele ama o pecador, mas detesta o pecado.”
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  Assim foram os anos em que foi necessário à namorada católica do tio cuidar dele para a mãe poder trabalhar – além dela visivelmente ter o disparate de mudar o tratamento das filhas em relação a Sebastian, lhe dando resto de comida para comer, não socorrê-lo caso se machucasse ou não buscar, pelo menos, agradá-lo ou limpar as feridas oriundas das quedas das quais, algumas vezes, foi ela a responsável por colocar o pé na frente ou empurrá-lo durante uma surra.
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  Em consequência, a autoestima era baixa desde a infância. Passou a não gostar de si graças àquele período. Achava que havia algo profano consigo e buscou meios para afastar os pensamentos voltados para os meninos pelas frases de Luciana permearem a mente.
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  Por fim, só quando alcançou a independência e foi morar em outro lugar se deu ao luxo de explorar a sexualidade. Mergulhou em estudos, conviveu com os seus em virtude da profissão e ampliou a visão sobre a comunidade LGBTQIANP+ até chegar à conclusão de que não havia nada de errado consigo.
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  Entretanto, o medo girava em não ser aceito pela família, principalmente pela mãe – e foi aí que o trabalho espiritual atuou.
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  Por não querer preocupar os pais, aceitou de imediato a oferta de Patrick de morarem juntos quando parou de ser chamado para peças e o monólogo não era aceito pelos teatros – apenas não imaginava as circunstâncias.
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  O outro vinha de família de políticos, então não foi difícil subornar os responsáveis pelos teatros em troca de não aceitarem as peças de Sebastian.
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  E foi assim que se viu incapaz de pagar o aluguel, incapaz de se sustentar e recorreu a Patrick para ajudá-lo financeiramente, quem o abrigou sem hesitar – decisão essa que lhe custou a sua saúde mental.
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  Logo, aproveitando a sexta-feira de feriado, estava num churrasco na casa de Diara junto aos familiares.
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  Observava os primos levarem seus respectivos pares românticos para curtirem o momento de lazer. A cada minuto se sentia cada vez mais sufocado e incomodado por esconder a identidade de homem gay. Ao contrário dos outros eventos em família se sentia excluído. Não saberia dizer desde quando a sensação era presente ou se sempre esteve ali e somente agora tomava a devida proporção.
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  - Não. O foco do Sebastian sempre foi o trabalho. – comentava Luciana ao seu lado conversando com as amigas da igreja – Nunca foi namoradeiro. Sua maior preocupação foi o bem-estar dos pais, assim como todo bom filho deve priorizar.
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  - Acredita que não, tia? – se surpreendeu pela frase sair dos seus lábios.
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  As três mulheres o encararam de imediato.
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  - Como assim, querido? – a tia retorquiu confusa.
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  - Não é que eu não seja namoradeiro. Só nunca pude apresentar meus namorados para vocês porque esperavam eu aparecer com uma mulher, mas seria impossível por eu ser gay. Não é um jogo de marketing como comentei. Gosto é de homem, mesmo. – se assumiu despretensioso bebericando a cerveja.
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  - Tá, porra, que você se assumiu! – a irmã, quem até então soltava frases ácidas a cada comentário feito pelo trio sobre Sebastian, se assombrou – Vou até colocar os brigadeiros do Arthur na geladeira porque a pancadaria vai acontecer é agora. – correu para guardar os doces preparados pelo primo na cozinha.
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  Houve reações distintas durante a exclamação de Bia: a amiga mais velha cuspiu o refrigerante na cara da sobrinha de quatro anos quem começou a chorar, a outra congelou pelo choque e a tia se agarrou ao crucifixo pendurado no pescoço.
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  - Como é?! – seu primo de vinte anos se aproximou – Está se assumindo, priminho?! Ai, my God. Que babado é esse?! – puxou uma cadeira para se acomodar – Vou até sentar aqui porque quero ver isso de camarote! Tenho lugar de fala, inclusive! – sentou cruzando as pernas em sorriso radiante.
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  - E sabem o que é pior? Fui praticamente casado com uma pessoa por anos, vivi uma vida infeliz ao lado dele porque tinha medo de voltar a viver me escondendo. E por causa do posicionamento de merda de vocês, fiquei ao ponto de perder o homem por quem me apaixonei porque jamais permitiria que o destratassem dessa maneira de merda como sei que vão me tratar a partir de agora. – se referindo aos outros parentes evangélicos presentes no encontro familiar os quais começavam a prestar atenção no diálogo estarrecidos, soltou uma risada histérica colocando a latinha na bancada – É sério, não imaginam o alívio que sinto por me assumir. Eu deveria ter feito isso quando saí da casa dos meus pais para morar sozinho pela primeira vez ao invés de gastar dinheiro em motéis baratos para transar enquanto estive por aqui. – o orgulho e a leveza pela revelação lhe deixaram perplexo – Nossa, como foi fácil contar.
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  O pandemônio começou aí.
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  - Eu te criei tão bem para você me dar um desgosto como esse? – era consolada por Rita, amiga da tia, quem também a impedia de agredi-lo a contendo – Você nunca foi assim! Onde eu errei, meu Deus?!
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  - Está maluca de falar com ele assim, sua escrota? – Bia se posicionou na frente do irmão a peitando.
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  - Exemplo perfeito de como a burrice cega a pessoa. – Arthur, o primo mais novo, comentou rindo – Eu sempre soube, titia.
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  - Sempre fui gay. Ou esqueceu de quando me espancou por me encontrar brincando de boneca na infância? – gritou para ser escutado.
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  - Como é?! – a morena se virou para ele – Essa puta fez o que contigo?!
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  - Exatamente. Me espancou quando era criança. Não perdi aquele dente por causa do soco dela.
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  - Ah, sua puta desgraçada. Se for mulher vai admitir essa merda! – enraivecida, gesticulava.
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  - Isso é mentira dele! É o Diabo falando através dele!
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  - Ah, tá! – ralhou Bia – Tudo é ação do Diabo para vocês! Nem o tinhoso em pessoa iria querer gente tão chata quanto vocês no inferno!
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  - Estou falando que o priminho dava sinais. – era visível o quanto Arthur se divertia com a discussão acalorada – A mim nunca enganou. Vai, primo! Abra o seu coração! Estou adorando o quebra pau. – comemorava animado.
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  - Não fala assim, menino! – a irmã deu um tapa na nuca de Arthur – Não vê o que a tia Lú está passando?
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  - Ué, só porque o Sebastian gosta de comer um cu ou dar o cu ele tem que arder no fogo do inferno ao lado de Hitler? Vá para porra! – massageava a área atingida.
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  - Gosto dos dois, Arthur! – berrou o moreno segurando a irmã para impedi-la de agredir a mais velha – Fica quieta, caralho!
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  - O cacete! – se esgoelava tentando alcançar a mais velha – A Pepa Pig te maltrata na infância e não vou fazer nada?! Meu cu! Me larga!
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  Foi impossível não rir por ela pronunciar o apelido que eles deram para tia quando conheceram o desenho porque achavam a personagem parecida com Luciana pela inclinação em usar roupas rosas.
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  - Nada como um cara flex... – suspirou com ar sonhador, como se fosse tomado por diversas lembranças boas – Você faz a alegria de muitos, meu nobre. – acenou em aprovação.
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  - Como assim?! – a irmã o encarou assombrada.
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  - Meu bem, para onde você acha que eu fui no dia show de Madonna? Copacabana, cacete! Eu lá iria para balada hétero procurar mulher?! Se eu nasci de cesárea não foi sem motivo. Nunca bati tanto leque na minha vida! Pense numa noite memorável, maninha.
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  Diara, quem estava na cozinha em conversa amistosa com o marido e a irmã, se encaminhou de imediato com os demais em seu encalço.
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  Irada por ver Luciana apontar o dedo em riste na cara do filho acuado contra a parede, quem impedia de Bia agredir a tia, berrando frases preconceituosas e quase o batendo, retirou a lace sem se importar em danificá-la ou se era desconfortável a força exercida e a entregou pro esposo.
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  - Segura me cabelo.
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  Embora conhecesse o temperamento da irmã do, agora, marido, jamais imaginou da mulher ter tamanha força física.
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  Movida pelo ódio, Diara a afastou a puxando pelos cabelos e desferindo inúmeros tapas e chutes.
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  - Está maluca, sua filha da puta?! – berrava batendo nela ensandecida – Quem você pensa que é para gritar com o meu filho, vaca ruim arrombada de merda!?
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  Aquilo virou uma verdadeira guerra campal. Alguns procuravam defender Luciana – exceto o marido, quem mordiscava ao longe um espero de coração observando a cena e orgulhoso pela irmã. Outros tomaram as dores de Sebastian e partiram para cima de quem ousava resmungar palavras doentias ou frases proferidas por pastores acerca da comunidade LGBTQIAPN+.
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  Bia, por sua vez, se voltou contra as duas amigas da tia.
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  Tentaram tirá-la das mãos de Diara usando o nome de Deus e suas crenças para atacar Sebastian.
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  - Só por cima do meu cadáver, suas pragas ruins!
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  Quando tudo tivesse resolvido e os agregados tivessem ido embora, Diara seria indagada sobre como tinha tanta força para bater em alguém se era magra e baixinha e como Bia conseguiu agarrar uma das amigas da tia pelos cabelos enquanto pulava nas costas do outro primo quem tentava agredir Sebastian por ser homofóbico.
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  - O ódio faz a gente tirar força do cú, maninho. – beijaria o rosto do irmão bastante satisfeita por encontrar mechas de cores diferentes pelo chão enquanto varria após a confusão.
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  Durante quase cinco minutos Akin, pai de Sebastian, somente observou a situação. Era gritaria, choro, tentativa de agressão por parte dos cônjuges evangélicos ou católicos, comemoração e comentários carregados de humor por parte do sobrinho.
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  Era um homem quieto, tranquilo e, diferente dos agregados, não era preconceituoso pelo assunto não ser considerado como errado ou tabu em sua cultura africana. Ao notar como os ânimos não se acalmavam por um tamanco voar por cima das cabeça e Arthur jogar seu chinelo na direção de onde o calçado fora arremessado, levantou-se tranquilamente de sua cadeira de balanço sem esboçar reação.
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  Foi para o armário em seu quarto. Abriu a última gaveta onde escondia uma pistola. Verificou se estava carregada e retornou para o quintal. Apontou para o céu e a disparou. Graças ao som, se calaram assustados abaixando.
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  - Me mata, não! Não saí do interior para virar camiseta de saudade! – Arthur pediu se escondendo atrás do ator.
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  - Terá uma vida bem longa por mim, sobrinho. – o tranquilizou – Agora que tenho a atenção de vocês, espero que me ouçam. – avisou abaixando o braço – Sebastian é meu filho. Essa é a casa dele. Enquanto eu e minha esposa vivermos e até após a nossa morte, tem a nossa permissão de vir para cá. Será bem recebido e bem tratado por todos, independente dos agregados serem um bando de homofóbicos desgraçados. Pedro, o seu filho rouba desde os sete anos. Rita, seu marido te trai desde o namoro. Tereza, seu filho mais novo é estelionatário porque a avó materna o ensinou a aplicar golpes. Luciana, há fortes rumores de que colocou um inocente na cadeia e torra o dinheiro do marido em jogos de azar. Tamires, seu marido foi chamado na escola porque o seu menino pratica bullying. Genilson, você desce o cacete na sua mãe de quase oitenta anos. Minha cara... – finalizou encarando Jandira – Preciso mencionar o seu marido policial quem tem mulher a cada esquina e duas famílias além da sua, sendo que nem a mulher oficial é? Pois é. Praticamente todos aqui têm teto de vidro e o errado é o Sebastian por gostar de homem? Ajeitem primeiro as suas vidas antes de o julgarem. Do contrário... Bem, não terei o menor remorso de usar essa criança aqui. – balançou a arma ao lado da cabeça – A Lucille me ajudou a resolver alguns assuntos no passado. Dessa vez não seria diferente.
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  Lágrimas desciam dos olhos do moreno, quem o alcançou para abraçá-lo.
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  - Obrigado, pai. Obrigado. – se separou e beijou a mão do idoso profundamente emocionado.
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  - Não precisa me agradecer por te amar e te aceitar, meu filho. – a imagem do pai sorrindo jamais sairia de sua mente enquanto Diara o alcançava retirando fartos tufos do cabelo de Luciana dos dedos para abraçá-lo por trás – Eu não poderia sentir mais orgulho seu.
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  - É o Damon a pessoa que ama, né? Sempre desconfiei. Você não olha para mais ninguém daquele jeito. – a mãe lhe beijou na bochecha – Tem a minha benção. O traga para o conhecermos.
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  Secando os olhos se virou para receber o acolhedor abraço da mãe.
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  - Eu e seu pai sempre soubemos, meu filho. – o apertou contra si satisfeita por ele se assumir – Só esperávamos quando iria se sentir pronto para contar.
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  Aliviado por notar como o ambiente poderia aceitá-lo, Arthur disse:
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  - Finalmente não preciso mais usar essas roupas horrorosas. O segundo viado da família sou euzinha aqui, carai! Homem quem nunca deu o cu não sabe viver a melhor parte da vida!
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  A gritaria não durou sequer cinco segundos. O segundo disparo ecoou calando as vozes.
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  - O que falei sobre meu filho, se aplica ao Arthur. – Akin avisou em expressão serena.
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  A partir daquele momento, a família estava dividida – e a escolha de participarem ou não dos eventos estaria com os agregados.
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  O primeiro bloqueio para assumir um relacionamento com Damon já havia sido solucionado – e o ruivo não poderia ser mais bem recepcionado quando fosse chamado para o almoço de família sem a presença dos religiosos.
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