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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Paixão e Crueldade

Escrita porZsadist Xcor
Revisada/Editada por Natashia Kitamura

Capítulo 37

  A relação foi oculta de todos.
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  Em público, eram amigos de infância. Sozinhos agiam como o casal que eram, onde não se desgrudavam.
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  A noite era linda, iluminada pela Lua Cheia e as estrelas.
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  - Eu não sou um homem igual aos que você conhece. – deitados na grama, explicou muito de seu mundo para o peão, quem o ouvia atentamente – Sou gay.
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  - O que isso significa? – afagava as ondas ruivas do rapaz sobre si cujo rosto se acomodou em seu peitoral.
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  - Significa que eu não me atraio por mulheres. Não quero ter isso que estamos tendo com elas. – mordiscou a língua para não revelar o nome da pessoa quem ele queria.
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  - E... – engoliu em seco pelo nervosismo – Tem mais além do que estamos fazendo?
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  Damon trilhou um caminho de fogo usando os lábios e a ponta da língua até alcançar o lóbulo da orelha. Como na praça descobriu aquele ser um ponto erógeno intenso, soube exatamente como estimulá-lo. Adorou ouvir os gemidos, ser apertado e como, sob si, o amigo se remexia.
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  Sebastian soltava grunhidos baixinhos sem controle das cordas vocais. Graças às vivências proporcionadas pelo mais novo entendeu o motivo de nunca ter sentido o prazer tão ansiado pelos peões quando iam em algum prostíbulo. Sabia como excitá-las e lhes deixar sem fôlego antes de penetrá-las, mas não deixava a experiência mais gostosa para si. Era mecânico, sem a devida vontade de sua parte.
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  Com Damon começava a descobrir que o prazer poderia ir bem além daquele usufruído até então. Era visceral, impetuoso. Não havia espaço para neutralidade ou torcer para terminar logo. Pelo contrário. Queria mais.
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  - Quando estiver pronto, eu posso te mostrar. – sussurrou antes de se aconchegar nele.
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  Não imaginava do moreno o pedir para lhe mostrar dias depois.
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  Combinaram de se encontrar no mesmo lugar às dez da noite do sábado, quando todos estivessem dormindo. Sebastian mal continha a ansiedade sobre o que poderia acontecer. Passou o dia inteiro torcendo para anoitecer logo.
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  O destino agia a favor do casal. Por morar, agora, apenas com os pais, já que os demais irmãos haviam se casado, Diara preparou suco de maracujá para o jantar. Logo, o sono foi pesado, impedindo dela e do marido de acordarem durante a madrugada.
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   Meggie foi acompanhar o esposo numa viagem para a cidade vizinha para resolverem questões sobre a venda de cabeças de gado. A presença dela não era necessária, mas insistia em acompanhar Paul para resolver assuntos da fazenda. O filho mais velho estaria em casa dormindo em seu quarto. A única quem sabia era Bianca, quem trancou o quarto do irmão caçula por precaução. Lhe entregou as cópias das chaves da mansão antes do rapaz se embrenhar na noite.
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  A ansiedade de Sebastian era palpável quando se beijaram deitados na grande toalha estendida no chão. Finalmente podia pôr em ações os sentimentos guardados, então, apesar de tranquilas, as carícias eram febris, esquentando os corpos assim que se beijaram com o ruivo por cima.
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  - Certeza que quer isso, querido? – murmurou ofegante em seu ouvido.
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  - Quero, bebê. – o abraçou – Só... Vai devagar. – pediu num fio de voz.
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  Ergueu o tronco o observando de cima. O segurava pelo rosto moreno para avaliar atentamente se havia alguma dúvida. Os olhos transmitiam divergentes emoções: receio pelo desconhecido, ansiedade pelo que poderiam fazer juntos a seguir, carinho destinado somente para quando estavam sozinhos, desejo pela descoberta do significado genuíno de prazer, e talvez até... Seria precipitado cogitar nele começar a se apaixonar pela sua figura. Não, Damon não pensaria nisso. Não agora.
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  Satisfeito pela certeza, desabotoou a sua camiseta botão por botão sem quebrar o contato visual. A deslizou pelos braços até deixá-la escorregar no chão. Sebastian se arriscou em traçar cada linha do peitoral com as palmas, adorando o contato com o corpo do mais novo. Resvalou os dedos pelas costas até alcançarem a bunda, onde apertou o lugar que sempre admirava discretamente quando o rapaz vestia calças mais apertadas. Como não esperava pela ação, o ruivo acabou arfando pelo pau pulsar, apertado dentro daquelas roupas.
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  O imitou desabotoando a própria camisa, revelando os músculos oriundos do labor pela primeira vez para seu pequeno. Se sentou a tirando por completo sem deixar de fitá-lo para, em seguida, beijá-lo como antes.
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  Damon não poderia ter sido mais atencioso.
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  Respeitou o pedido do homem, quem, deitado sob si, descobria as façanhas do amor em sua maneira mais legítima.
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  Era acariciado em pura devoção. Os beijos molhados espalhados pelo corpanzil lhe geravam arrepios e contrações musculares. O silêncio da natureza apenas intensificava as sensações por ouvirem em sua plenitude os sons produzidos.
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  Respirava pesadamente sempre que a pequena mão quase o tocava onde mais desejava, chegando a roçar algumas vezes. Quando enfim alcançou o objetivo, arfou pela sensação irradiada. Fechou os olhos no instante em que foi posto na boca, sem conter os gemidos. Foi explorado em sua totalidade. Na cabeça Damon se concentrou em deslizar a língua em círculos. O tronco foi chupado num enlouquecedor vai e vem cuja pressão foi certeira. O saco era acariciado pelas mãos ou pela língua macia, deslizando facilmente graças à saliva.
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  A demora em fazê-lo gozar deixou a testa úmida de suor, se contorcendo e mordendo o lábio para não gemer tão alto. Precisavam da escuridão ao seu favor para continuarem se amando livremente, então não poderiam correr riscos de serem flagrados por alguém que fosse atraído pelos sons.
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  Quando gozou tampou a boca com o braço para abafar o grito.
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  Minutos depois se desvencilhou dos lábios desenhados quando foram de encontro aos seus. O outro franziu o cenho, o coração errando a batida. Por instantes sentiu pavor por Sebastian se arrepender, o rejeitar ou sequer...
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  - Me ensina, pequeno. – ofegante, o mirava segurando o rosto com as destras – Eu quero que você sinta o mesmo que eu.
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  A feição relaxou perante as palavras. Num doce sorriso, trocou de lugar com o peão.
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  Sebastian o beijou urgente, mas... Como o faria usufruir de sensações tão boas se nunca... Nunca com um homem.
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  Notando a tensão repentina, separou os lábios. Ambos de olhos fechados, respiravam rápido enquanto as testas se encostavam e o afeto entre eles potencializava até as menores ações como aquela aquecendo os respectivos corações.
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  Aguardou as respirações normalizarem fazendo cafuné no couro cabeludo para interpelar:
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  - Está tudo bem?
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  - Bebê, eu... Não sei como...
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  Compreendendo o motivo da insegurança, esfregou os narizes num beijinho esquimó.
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  - O que quer fazer comigo, meu amor?
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  Foi assim como Sebastian finalmente descobriu seus sentimentos por Damon. Quando foi chamado de amor pela primeira vez. Foi impossível não o beijar devido a constatação.
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  - Te beijar por inteiro, amor. – murmurou contra os lábios e de pálpebras baixas – Dar prazer.
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  - Então faça isso. – agarrou a mão ao lado das ondas macias. A entrelaçou na sua, repousando onde o coração batia.
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  - Me ensina como.
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  Mais tarde, quando Sebastian lhe falasse pela primeira vez “eu te amo” no meio de uma chuva torrencial morando na casa nova, a mais distante da baia dos peões, comentaria como achou o gesto atencioso tão gentil de sua parte.
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  - Observe minhas reações. Se vou arfar, me contorcer, gemer... Meu corpo se comunica com o seu mesmo se eu não falar nada. Siga os seus instintos.
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  Hesitante, decidiu explorar cada centímetro do corpo. Mordiscou o pescoço e a orelha, o fazendo se agarrar nele em lamúrias deliciosas. Descobriu a sensibilidade nos mamilos rosados pelas reações e pelos arranhões.
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  - Mais suave. – o direcionou, sinalizando para relaxar mais a língua ao deslizar pelo mamilo rijo – Assim. – puxou os cachinhos em aprovação.
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  Não poderia ter tido mais satisfação quando os jatos quentes atingiram sua boca enquanto o rapaz tremia. Entretanto, quando atingiu despretensiosamente o períneo, o viu separar as pernas lhe dando total acesso. O encarou apenas para confirmar suas suspeitas.
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  - Continua. – implorou soltando o ar.
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  O peão demorou bastante tempo na região. Avançou um pouco até chegar num ponto escondido, onde Damon também adorava ser acariciado. Circulou a área, assim como introduziu a ponta da língua nele, recebendo arranhões os ombros e pedidos para não parar.
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  Longos minutos se passaram assim até se acomodar no colo do peão, quem também estava sentado. Apanhou o óleo de coco o qual levou num recipiente de vidro, o espalhando no pau de Sebastian com o conta gotas. Vagarosamente, sem desviarem o olhar e com as testas encostadas, deslizou até atingir a base. Manteve a boca entreaberta no processo, truque essencial para facilitar a penetração. Antes de se movimentar, voltou a beijá-lo.
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  A imagem era digna de pinturas. Em meio a paisagem da planície, durante a noite iluminada apenas pela Lua, o casal de amava pela primeira vez. Desfrutava do prazer em lamúrias intensas em encaixe magnífico. Damon rebolava nele, de vez em quando jogando a cabeça para trás. Os dois estavam entregues, atentos às reações um do outro. Quando não se abraçavam deitando a cabeça no ombro alheio, se beijavam ou se observavam em perfeita sintonia.
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  Podiam ver o quão próximos estavam do orgasmo. O quadril perdia o ritmo certo das estocadas, as prolongando ao máximo. O queixo do ruivo caíra formando um O perfeito e o peão tremia.
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  Gozaram se beijando para os gritos não quebrarem o silêncio.
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  Aquela não seria a última vez que gozariam no decorrer das horas seguintes.
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  Apenas retornariam para suas casas minutos antes de começar a amanhecer. Saciados, cansados e principalmente: apaixonados.
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  Depois daquela noite seria comum se encontrarem ali por cerca de três anos semanalmente.
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  A dupla sabia disfarçar sobre a evolução do relacionamento perante as pessoas. Eram discretos, mantinham a amizade e não se arriscavam a trocar carinhos. Os afagos estavam destinados para a noite, na planície responsável por ser o refúgio deles. Ali viveram lindos momentos de trocas afetivas, sorrisos bobos e carinhos delicados sem a palavra amor ser mencionada.
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  Geralmente Sebastian chegava antes de Damon porque o rapaz precisava aguardar a família dormir. Fugia atravessando os cômodos usando a escuridão ao seu favor. Carregava sempre o óleo de coco por precaução por ambos terem a libido alta.
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  A comunicação dos corpos era admirável. Em sutis investidas sentiam o sangue abrasar, ansiosos para darem vazão aos impulsos íntimos. Por se conhecerem há anos e estreitarem os laços noite após noite por causa dos encontros na surdina, passaram a se conhecer para além do toque físico. Nem sempre era obrigatório verbalizarem se estavam bem. O tom de voz, o olhar ou algumas características eram respostas suficientes. Passaram a decifrar os estados de espírito em função da convivência. E, ao notarem que o outro estava frágil emocionalmente, caso não quisesse conversar sobre o assunto, era amado com devoção sem espaço para nada além de dedicar seus esforços para ajudá-lo, pelo menos, a esquecer o problema.
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  Não era incomum ouvir a Alessandra, a cozinheira, reclamar do desaparecimento do óleo. Como o mistério não era solucionado, aceitou sem tecer mais comentários além de queixas murmuradas para si.
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  Apesar de não mencionarem nada sobre os seus sentimentos, eram capazes de sentir o amor entre eles. Durante o dia, vez ou outra Damon recebia presentes do peão, geralmente doces de sua preferência. Eram sempre entregues por Bianca junto a um bilhete, os quais sempre guardava.
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  Para o meu pequeno.
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  Fazia questão de pôr perto quando o outro recebia os presentes porque adorava o sorriso enorme aberto pelo rapaz, principalmente quando buscava pelo seu olhar. Se estivessem sozinhos, lhe lançava um beijo antes de se afastar. Do contrário, uma piscadela.
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  Damon também tinha gestos afetuosos.
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  Como Sebastian gostava muito de música e não tinha condições financeiras para arcar com os discos, sempre colocava músicas em sua vitrola para tocar em suas visitas. Se participasse de alguma refeição com a família Smith, costumavam sentar lado a lado para entrelaçarem as mãos ou se tocarem nas pernas. Não eram toques voluptuosos. Eram afagos meigos pela sensação de pele com pele ser tão agradável devido ao amor mútuo o qual era necessário esconder das pessoas.
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  No quarto ano Sebastian conseguiria sair da casa dos pais. Se mudaria para a residência de um peão quem morrera de tuberculose. Por não ter família, a casa ia se tornar abandonada. Não fora para lá necessariamente por querer, mas sim porque poderia ter maior privacidade com Damon e terem mais conforto.
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  Não era sempre que podiam se encontrar na planície, em especial no período de inverno ou quando chovia. Incontáveis vezes precisaram se abrigar debaixo de uma árvore até a chuva passar ou correrem até se abrigarem em suas casas. Quando acontecia, amanheciam resfriados. Bianca dava escondida para o homem os remédios prescritos para o irmão pelo médico, então não demorava tanto para se recuperar.
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  Quando Sebastian lhe contou numa determinada tarde ensolarada sobre a mudança, já que organizara seu lar como desejava, controlou-se para não pular no colo onde o acolhera tantas vezes.
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  Em consequência, o rapaz iria para lá sem aviso prévio. Estavam o inverno quase inteiro sem ficarem juntos, então sentia saudade demais, assim como acontecia naqueles períodos quando ficavam mais distantes. Só não esperava que, no caminho, fosse cair uma chuva torrencial.
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  Em questão de segundos ficou ensopado, escorregando no caminho e tremulo de frio.
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  Ao avistar a casa, foi puxado pelos braços por duas figuras masculinas até estarem os três escondidos atrás do tronco. Seus gritos eram abafados pelo som da chuva e dos trovões.
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  - Calma, menino! – Ralph sussurrou em seu ouvido.
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  - Somos nós. – Akil o continha num forte abraço.
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  - Por que...
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  Não foi necessário completar a pergunta. Um grupo de homens corriam apressados reclamando do mau tempo. Se não fosse pela dupla, seria pego em flagrante.
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  - Obrigado.
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  Aguardaram eles passarem para irem seguros até a casa. Mal adentraram na varanda e foi jogado contra o chão por Akil, quem lhe tampou a boca. Sabia como o rapaz era escandaloso, então logo imaginou o berro agudo o qual entregaria a sua localização.
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  - Akil! Viu o Sebastian por aí?
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  Apesar da amizade, não confiavam em Patrick o suficiente. Ralph não gostou de como o outro vasculhou o lugar com o olhar. Parecia buscar por alguém além do amigo.
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  - Vi nada. Entrei aqui só para me abrigar.
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  - Ah, posso esperar por...
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  O ruivo arregalou a pálpebra amedrontado. Qual explicação poderia usar se fosse descoberto?
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  - Vai esperar sentado, passando frio e molhado até a alma porque só vai voltar amanhã. Foi na cidade comprar remédios para mãe. – amaldiçoou retornar para a chuva, se perguntando por que era tão amigo de Sebastian ao ponto de proteger o homem quem ele certamente amava – Mais fácil vir amanhã pela tarde. Sem dúvida está abrigado na casa da irmã de dona Diara. Anda, vamos embora. Não quero pegar um resfriado.
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  Como desapareceram, Akil engatinho rente a parede. Espiou para averiguar se estavam sozinhos.
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  - Desculpa por isso. – ajudou Damon a levantar.
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  - Tudo bem, mas... Por que está me ajudando?
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  - Olha, eu poderia inventar uma desculpa esfarrapada qualquer, mas contarei a verdade. Sei que vocês estão juntos.
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  Se Lúcifer se personificasse em sua frente não causaria tanto desespero nele. O rapaz empalideceu sentindo uma náusea repentina graças ao pavor.
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  - Não, não. Está tudo bem. Eu e o Akil também não gostamos de mulheres. Não se preocupe. – tratou de assegurar porque não queria correr o risco de o rapaz desmaiar.
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  - Por favor, não conta. Po... Por favor. – implorava com as gordas lágrimas se formando.
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  - Calma, menino. A gente não falou e nem vai falar nada. Só te contei porque você faz muito bem pro Sebastian. Está mais feliz desde a sua chegada na fazenda. Agora, vem. Entra, se não é capaz dele brigar comigo por sete dias inteiros por te deixar até agora na varanda ao invés de te abrigar.
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  Demorou quinze minutos para o peão aparecer sob um guarda-chuva preto.
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  - Akil? Que faz aqui? – subiu o degrau da varanda.
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  - Finalmente! – tremia de frio sentado no chão com as costas a parede – Já era hora. – se pôs de pé abraçando o próprio corpo na tentativa de se aquecer – Estou protegendo um invasor. Está na sua casa.
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  - Como? – abaixou o guarda-chuva o colocando no chão.
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  - É uma espécie rara de gato cujo pelo ruivo se destaca em qualquer lugar. Se eu fosse você não o deixava esperando porque o bichinho deve estar cheio de frio. Á propósito... – apanhou o objeto para se proteger – Vou levar isso daqui. É o mínimo que mereço agora. Tchau.
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  Saiu sem dar maiores explicações.
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  Como não iria demorar, Sebastian não trancou a porta. Ao entrar, não esperou ver Damon sentado na cadeira de madeira onde costumava se acomodaria futuramente para tomar as refeições.
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  - Pequeno! – correu até ele quem ainda estava bem molhado. O puxou para seus braços com gentileza – Por que não pegou uma roupa para esquentar?
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  - Não queria ser invasivo. – sussurrou.
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  - Bebê, eu conheço o seu corpo tão bem quanto você conhece o meu. Eu não iria reclamar ou me zangar. Anda. Vai tomar um banho quente. – beijou a bochecha.
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  Minutos mais tarde estavam sentados na cama devidamente agasalhados. Sebastian encostara as costas na cabeceira, separando as pernas para o mais novo acomodar recostado no peitoral definido. O abraçou distribuindo afagos gentis.
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  Cobriu Damon com um moletom puído que ficou grande demais nele. Por sua vez, escolheu uma calça de algodão larga. Tudo o que se ouvia eram os relâmpagos, os trovões e a chuva ainda abundantes.
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  - Qual o problema, meu pequeno?
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  Damon estava quieto demais. Introspectivo. Silencioso. O rapaz não era assim nem na infância.
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  - O Akil e o Ralph sabem da gente.
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  - Não me surpreendo. São amigos meus bem próximos. – roçou os lábios nas ondas úmidas – Está com medo disso?
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  Assentiu trazendo os joelhos para si.
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  - Por quê?
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  Não obteve resposta. Em nervosismo, o rapaz passou a mordiscar a unha do polegar encarando o armário em frente.
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  Apanhou a mão na sua, entrelaçando os dedos antes de depositar um beijo casto nela.
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  - Já passamos da fase de guardarmos segredos um do outro, não acha? – murmurou acolhedor.
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  Precisou de alguns segundos antes de começar a contar os detalhes trágicos de um episódio que adoraria esquecer.
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  - Quando eu estava fora, passei por um problema porque descobriram que eu... – engoliu em seco fechando os olhos contundente.
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  As lembranças ainda o assombravam, mesmo após passados mais de quatro anos.
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  - Não carregue esse fardo sozinho. Divide comigo.
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  Se não sentisse tamanha segurança, intimidade e confiança nele jamais revelaria o episódio traumático.
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  - Me abraça forte. Por favor.
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  O enlace lhe trouxe a coragem para transformar as memórias traumáticas em palavras.
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  - Está seguro comigo para se abrir. – reforçou murmurando com a voz grave espalhando beijinhos na bochecha.
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  - Uma vez ia sozinho para casa dos meus tios. Tinha acabado de transar com um cara. Saíamos na época, mas não fomos tão cuidadosos para nos escondermos. No caminho me encurralaram num beco onde me humilharam e espancaram. Me chamaram de aberração, monstro... – a visão ficou turva pelas lágrimas – Eram familiares dele. – o nó na garganta deixou o tom trêmulo, incerto – Haviam descoberto sobre nós. Me encontraram quase morto. Acordei dias depois na minha cama com uma perna quebrada, o rosto inchado e um corte na cabeça por causa da garrafada que me deram.
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  As palavras partiram o coração de Sebastian. Com o tempo descobriu que o sofrimento de Damon era também o seu de tão envolvidos emocionalmente. Não suportava vê-lo machucado e não poder fazer nada para atenuar a dor o agoniava.
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  O rapaz chorou por vários minutos. Nos braços do amante, era consolado com gestos carinhosos e frases como “você não é nenhuma aberração”, “está tudo bem”, “estou aqui”, “eu te adoro”, “eu vou te proteger”, “você é perfeito para mim”. Embalou o mais novo em si objetivando lhe trazer todo o conforto possível perante o trauma. Nunca iria deixá-lo sozinho naquele estado e nem hesitaria em socorrê-lo.
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  - Por isso tenho tanto medo de sermos descobertos. – fungava se recuperando do pranto. A face era avermelhada, carregada de angústia – Tenho medo do que possa acontecer. Estou sozinho nessa desde que me descobri como gay e me recuso a te trazer problemas.
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  Aquilo foi demais para suportar. Damon não estava sozinho. Damon não merecia passar por tamanha violência. Damon era a única pessoa quem o peão realmente...
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  Chegara a hora propícia de colocar em palavras seus sentimentos por terem a verdadeira dimensão do vínculo entre eles. Estavam acostumados com gestos. Palavras ainda não – até aquele momento.
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  - Vem, olha para mim.
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  Se acomodou no colo, os joelhos apoiados no colchão. Recebeu um beijo na bochecha antes de ser segurado pelas laterais do rosto. Sebastian o encarava com tamanha ternura que se perguntou se, um dia, outras pessoas tinham o privilégio de serem fitadas daquela maneira. Havia tanto...
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  - Não está sozinho, amor. Nunca esteve sozinho. Você sempre teve a mim, mesmo quando eu não sabia como era amar de verdade.
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  Pestanejou achando que sua imaginação alcançara um novo patamar ainda mais elevado. Notou que havia algo de diferente no discurso por nunca terem se chamado de amor e seus derivados com exceção de quando transavam. No máximo usavam seus apelidos costumeiros – embora, com o tempo, o significado se aprofundasse. A palavra transmitia intimidade demais, calor demais e entrega demais. Não saberia se Damon se dispusera aquilo, principalmente porque se fechava em copas ao invés de se abrir emocionalmente.
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  - Querido... – balbuciou franzindo o cenho.
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  - Não vou deixar nada de ruim acontecer contigo. Eu te amo, Damon.
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  Não poderia estar mais emocionado com a declaração.
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  Nunca levantou o assunto, mas sempre desejou se casar ou, no mínimo, morar com o homem quem amasse. Na juventude costumava fantasiar isso com o amigo de infância com quem construíra forte vínculo apesar da falta de contato de anos. Seria a pessoa ideal para realizar seu maior sonho caso fosse possível. Portanto, como era, no mínimo, improvável de sair do âmbito do imaginário para se concretizar, se conformou com o seu destino solitário – embora seu coração implorasse para viver um amor.
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  - É sério, amor? – respirava profundamente, a face transmitindo o misto de emoções turbulentas – Não está brincando comigo, não?
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  - É sério. Eu te amo. – o puxou para um beijo sôfrego – Te amo. – repetiu várias vezes até alcançar o pescoço, onde deslizou a língua no ponto exato o qual provocaria reações nele – Te amo há muito tempo. Eu só não sabia disso ainda.
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  Se afastou o agarrando pelos cabelos para voltar unir-se aos seus lábios deliciosos. Massageou a língua na sua, os corpos esquentando em consequência do que viria a seguir. Sebastian retirou o moletom dele o deitando na cama. Descia as carícias pelo abdômen, mas parou por um momento ao ouvir a frase proferida a qual soou como música.
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  - Eu sempre te amei, meu amor. Sempre.
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  Sorriu o encarando. Afagou os dedos no rosto alheio antes de prosseguir, se atentando ao interior das coxas o preparando para alcançar o alvo.
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  Graças ao tempo terrível, não se preocuparam em abafar os sons produzidos. Eram um emaranhado de braços e pernas entrelaçados os quais não deixavam de se tocar em meio às declarações. O frio do exterior não atrapalhava os dois calorosos e completamente concentrados um no outro.
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  - Promete que não vai me deixar? – suplicava Sebastian ofegante, a boca rente ao lóbulo da orelha branca – Promete que vai continuar comigo, bebê?
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  - Prometo, meu amor. – arfava de olhos fechados enlaçando as pernas na cintura durante as penetrações fluídas.
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  Por longos minutos Damon se contorceu gemendo sob si.
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  - Não sabe como eu precisava te ouvir falando que me ama, querido. – falou enquanto, deitados lado a lado, o masturbava devagar.
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  Adorava ver como a expressão do peão se intensificava a medida da aproximação do orgasmo. As írises escurecidas pelo desejo focavam nele. Passara o braço na lateral do tronco para agarrar os fios ruivos onde massageava o couro cabeludo.
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  Ao atingir o ápice, puxou o mais novo para si impetuoso e soltou um urro gutural.
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  - O meu corpo é seu da mesma forma como o seu corpo é meu. – sussurrava ávido contra o peitoral moreno enxergando como a pele se arrepiou – Adoro te dar prazer, te ouvir sussurrar o meu nome... Te amo demais.
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  Os corpos suados experimentavam se entregarem conscientes do amor recíproco, verbalizando seus verdadeiros sentimentos sem restrições.
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  Ofegante, Sebastian pediu pro rapaz, quem se deitara sobre si para beijá-lo há minutos, não sem antes lamber os jatos do gozo os quais melaram a barriga:
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  - Pequeno, eu queria você dentro de mim hoje. – deslizou o polegar nos rosados lábios inchados – Você faz uma carinha tão linda. Quero saber como é. Quero provar tudo contigo essa noite, bebê. Tudo. – soou seguro, aliviado pela confissão de um desejo reprimido há bastante tempo.
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  Damon não poupou tempo em prepará-lo.
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  Sebastian expressou sua vontade de descobrir como eram as sensações tão gostosas as quais proporcionava ao rapaz. Jamais havia se permitido até então por medo do desconhecido e pela concepção errônea da maneira adequada de um homem se comportar na cama propagada pela sociedade. Entretanto, foi inteiramente respeitado, acolhido e amado – esse último expresso por gestos ou ações nos últimos anos ao invés de palavras até então. Logo, estava pronto para experenciar aquilo com quem amava.
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  Deitado de bruços, gemeu por intermináveis minutos deliciosos. Não cogitou de a área escondida ser a responsável pelo prazer poderoso caso fosse estimulada. Arfava, se contorcia, gemia, agarrava o travesseiro e proferia o nome do amante incontáveis vezes. Estava entregue, soltando alguns gritos abafados pelo travesseiro quando Damon fazia movimentos inesperados, como introduzir a ponta da língua no seu interior ou, com o auxílio do óleo de côco guardado na mesa de cabeceira, massagear a próstata. Finalizou usando do lubrificante em excesso para deslizar o mais facilmente possível sem gerar dor por ser a primeira vez quando seria penetrado. Cuidara ao máximo dele e, agora, chegara a hora.
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  Posicionou o corpo febril de lado, se encaixando atrás dele. Escorregou o braço o alojando no espaço entre o colchão e o pescoço para poder abraçá-lo. Queria aumentar o contato corporal ao máximo na busca de transmitir amorosidade, companheirismo, acolhimento e confiança. Cada toque expressava o amor compartilhado entre eles.
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  Mordiscava a nuca, outro ponto erógeno. Quanto mais estimulado fosse, melhor. Grunhia em resposta.
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  - Boca entreaberta, amor. Isso. – aprovou vendo o queixo cair sutilmente – Agora relaxa. E confia em mim.
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  Se enterrou nele devagar, respeitando os limites corporais. Ao menor sinal de desconforto, parava para a resistência inicial ser mais tranquila em virtude de beijar e lamber os lugares ao seu alcance onde sabia que o prazer seria irradiado. Já em seu interior, parou para se familiarizar com o preenchimento que se deu sem maiores dificuldades pela paciência e atenção de Damon – além de deixá-lo com o nível de excitação extremamente alto ao prepará-lo por minutos a fio.
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  Os movimentos começaram sem precisão e vagarosos para o peão se acostumar àquela invasão. No começo Sebastian se remexeu em surpresa pelo impacto da glande na próstata. Depois passou a arfar sem emitir som. Em seguida, soltava o ar vocalizando baixinho até, por fim, gemer. A partir daí as investidas se tornaram mais ardentes para o ponto escondido ser massageado. Usou o braço livre para abraçá-lo também, soltando gemidos agudos.
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  - Isso é gostoso, meu pequeno. – apanhou a mão dele a trazendo sob o queixo – Tão gostoso...
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  - Eu sei, querido. – estocou mais fundo cravando as unhas na carne – Só me deixa te amar.
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  O corpo em sua frente respondeu aos estímulos, movido pelo instinto. O quadril rebolava ou ia de encontro ao seu involuntariamente. Vez ou outra o fitava com o olhar ardente onde não era necessário pedir por um beijo pelo ruivo ser capaz de decifrá-lo. Damon não deixava de espalhar beijos nele, em especial o pescoço, a nuca e a orelha por serem pontos de grande sensibilidade. Deslizou a palma até alcançar o pau entumecido para iniciar a masturbação.
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  Com a face relaxada, encontrou os olhos expressivos. Durante as penetrações, ficaram assim por instantes, apenas se admirando. Eram duas almas saudosas desfrutando de um amor antigo o qual não pôde ser vivido em sua totalidade em nenhuma encarnação anterior. Agora, tinham a oportunidade de estarem juntos novamente – e a forte ligação desde o período da infância era sinal suficiente de que se conheciam há alguns séculos.
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  - Lindo. – deslizou a palma até embalar a face morena nela – Adoro a sua carinha quando está assim, completamente entregue a mim. – acariciou a bochecha com o polegar – Você é tão lindo, meu amor.
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  - E seu. Só seu.
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  - Meu. – degustou a palavra, gostando de como ela soou.
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  O beijou novamente, dessa vez apreciando vagarosamente a textura dos lábios macios contra os seus.
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  Estavam em seus limites. Ofegavam, suavam. Os rostos eram puro deleite do quanto aproveitavam o momento de amor que, agora, não iriam mais esconder um do outro. Iriam vivê-lo. Não hesitariam em dizer “eu te amo” quando estivessem abraçados. Nos bilhetes Sebastian escreveria “para o meu amor” e Damon iria preferir colocar músicas românticas nas visitas do peão – em inglês por ninguém além dele e da irmã estudarem o idioma.
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  Sebastian caiu exausto sobre Damon quase uma hora mais tarde. Exaustos e de olhos fechados, se acariciavam até dormir. Murmuraram palavras cheias de afeto na noite mais significativa de suas vidas. Ali, juntos, estavam em casa.
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