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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Paixão e Crueldade

Escrita porZsadist Xcor
Revisada/Editada por Natashia Kitamura

Capítulo 19

  Paris, 1832

  O Duque estava hipnotizado pela cantora em sua frente. Ali descobriu que sua vida não seria a mesma caso ela aceitasse a proposta de se conhecerem – devido ao súbito ímpeto de decifrar a personalidade da artista.
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  Sebastian demorou semanas para concordar em ir ao Moulin Rouge com seus amigos, Akil e Raph, dois Lordes com quem cresceu, estudou e formou forte laço de amizade – tão forte que a dupla não o julgava pelas preferências sexuais, o apoiava nas saídas para cabarés da região em busca de homens para se deitar e Akil se tornou seu advogado particular para tratar de assuntos referentes somente a ele.
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  A cantora de ópera era belíssima. A pele alva combinava com os cabelos loiros caindo em cascata pelas costas em ondas suaves. Os olhos castanhos e a carnuda boca delineada se destacavam sedutoramente e a maquiagem realçava a beleza – e escondia o seu segredo. A franja lisa ia até quase os cílios volumosos lhe dando ar de ingenuidade. O vestido vermelho delineava o tronco e as alças finas para a época deixavam os ombros à mostra. Luvas negras iam até o cotovelo em tecido veludo o qual o moreno adoraria retirar – não necessariamente para fins sexuais.
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  Sebastian não gostava de ópera, mas, depois daquela madrugada, estaria na primeira fileira a cada apresentação para admirá-la.
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  Quando os olhares se cruzaram por ínfimos instantes, notou como os dela repousaram em seu rosto por mais tempo que o usual em reação que, talvez, poderia ser considerada timidez na hipótese de não estarem num conhecido cabaré onde ela era a cortesã mais desejada de Paris.
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  Não imaginava que, de fato, Satine se sentiu tímida por notar como era admirada com afeto ao invés de desejo pela primeira vez desde quando concordou em se apresentar para movimentar mais dinheiro para o estabelecimento.
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  Em seu quarto, começou a ser importunada pelos amigos.
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  Depois de cantar se retirava para os aposentos. Como era impedida por Zidler e Joseph, os donos do lugar onde as mais diversas libertinagens aconteciam por homens de família da alta sociedade, de receber clientes, pelo menos quando se apresentava no período noturno, se trancava no cômodo ao invés de transitar pelos corredores e lidar com o assédio masculino.
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  E como se não tivesse propostas suficientes...
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  - Amiga, eu juro, ele ainda não foi embora.
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  Marie invadiu o quarto pequeno sem cerimônias.
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  - Como assim? – sentada na cadeira onde costumava se arrumar pelo espelho em sua frente, parou de descer o zíper na lateral do vestido e se virou para ela – Ele está há quanto tempo lá?
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  - Exatamente cinco horas e contando. – respondeu Simon entrando junto a Dean.
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  O quarteto era composto pelos dois músicos de maquiagem leve nos olhos, a cantora e a outra cortesã. Como o Moulin Rouge estava fechando, puderam sair de seus postos e ir conversar sobre o assunto peculiar.
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  A ruiva trabalhava tanto como prostituta no cabaré quanto costureira dos figurinos usados pelas atuantes do baixo meretrício. Logo, se trajava de acordo para atrair a atenção do sexo oposto – calçado de salto, meia-calça preta e curto vestido decotado tomara que caia o qual evidenciava os volumosos seios.
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  Os outros usavam os típicos trajes masculinos da época caso não fosse o brilho extra do tecido para combinar com o ambiente festeiro e boêmio, além de estarem com os braços à mostra e o tecido das vestes estar colado nos troncos ou com alguns botões abertos.
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  - Não vi nenhum homem aguardar tanto tempo para se deitar com uma prostituta, não. – comentou Dean se acomodando na cama de bruços – E já disse umas dez vezes que só iria embora depois de conversar contigo.
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  - Isso tudo em tranquilidade e educação admiráveis, diga-se de passagem. – Marie retirava os sapatos suspirando em alívio.
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  - O que vocês acham? Não quero me envolver em problemas. – indecisa, mordiscou o lábio inferior.
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  - Olha, se me for permitido falar... – afetado como era, Dean gesticulava sem se envergonhar dos agitados trejeitos femininos – Acho que deve, sim. Não é que eu esteja morrendo de curiosidade por mais uma fofoca pecaminosa. Longe de mim. – a ironia fez todos rirem – Mas para pelo menos sanar a curiosidade. Está há horas demais aguardando apenas por prazer, sendo que qualquer uma daqui poderia satisfazê-lo.
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  - E nem é questão de valor, não. – contou Marie para o assombro dos amigos – Quando comentei sobre a minha disponibilidade, disse que não se importava porque a vontade era de te conhecer e não pagar pela sua companhia. E isso implicava a sua vontade genuína de querer recebê-lo não como um cliente, mas como uma boa companhia pelo tempo estipulado por você sem nenhuma atividade de cunho amoroso. Até eu poderia resolver isso se fosse o caso.
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  O queixo caiu pela frase deixando Satine reflexiva.
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  Quando começou a cantar se tornou símbolo sexual dos frequentadores. Permeava a mente deles no imaginário desejoso onde era uma inalcançável misteriosa devassa, a imaginando como figura enigmática e, por não ser permitido eles sucumbirem às suas vontades, consequentemente pensavam sobre como o caloroso corpo era – principalmente a cintura, os seios e as áreas privadas.
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  Não a enxergavam como ser humano. Era a personificação de suas fantasias mais voluptuosas.
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  - Acham seguro a conversa acontecer em particular? – intrigada pelo relato da amiga, murmurou insegura.
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  - Está com a adaga que entreguei na sua primeira noite aqui após o incidente? – Simon a fitou seriamente.
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  - Sim. A coloco sempre em toda apresentação e não fico sem ela.
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  - Ótimo. Podemos esperar do lado de fora. Qualquer problema entramos aqui desde que não estejam trancados. Seria desastroso para o nosso bolso arrombarmos a porta para salvá-la. Tudo bem o chamarmos agora, então? – Marie colocou a mão na maçaneta com o tronco direcionado para a amiga.
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  - Sim.
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  - Ótimo. – Dean se pôs de pé. Enquanto os outros saíam, tratou de se dirigir para a loira em típico ar orgulhoso, sua característica mais marcante – Estava magnífica hoje, querida. – repousou o indicador sob o queixo em gesto carinhoso – E se ele me contradisser ou insultá-la, serei o responsável por quebrar alguns dentes do infeliz.
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  O sorriso trocado foi cúmplice antes de Dean beijar em irmandade os cabelos claros antes de acompanhar os outros.
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  Quando lhe foi permitida a entrada nos aposentos da cantora pouco faltava para o amanhecer.
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  - Devo admitir. A sua recusa até agora de ir embora me deixou bastante intrigada. – avaliava a própria imagem feminina pelo reflexo do espelho onde costumava se maquiar sentada em frente à mesa atenta a qualquer movimento movimentação do desconhecido e aguçando a audição – Por favor, não tranque a porta.
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  - Eu não ia. – retirou a típica cartola usada pelos cavalheiros – Não quero amedrontá-la.
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  - Para uma pessoa como eu precisaria de muito mais para me assustar. – comentou se erguendo e, ao se virar, reprimiu a surpresa.
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  Não imaginava ser o mesmo homem quem a admirou durante a apresentação.
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  - Não duvido. Nenhuma figura artística deveria se submeter a algumas situações por salário.
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  Os olhares eram distintos – o da loira era perspicaz e curioso e do moreno gentil e respeitoso.
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  - Deixe-me apresentar. Sou Sebastian, Duque Malonga.
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  - Olá. Satine. – cruzou os braços em aceno discreto de cabeça – O que quer comigo? Nunca o vi no Moulin Rouge antes.
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  - Digamos que meus gostos são atípicos dos da maioria. Respondendo a sua pergunta, eu gostaria de conhecê-la.
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  - Me perdoe, mas eu não me vendo para os clientes. Meu trabalho é iludi-los em cima do palco. Os serviços não se estendem para outras áreas e nem terminarão na minha cama.
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  - Não comentei nada sobre dinheiro ou se vender para mim. – Satine achou o sorriso dele indulgente, como se não gostasse da ideia dela se vendendo como meio de sobrevivência – Somente quero conhecê-la.
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  O Duque pensou há quanto tempo estaria naquela vida. Independentemente de quanto tempo tenha se passado, certamente estava acostumada a ser desejada ao invés de zelada ou tratada como ser humano capaz de sentir as mais diversas emoções.
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  - Temo não termos nada para conversarmos. Não sou quem você pensa...
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  - É justamente por esse fato que teremos assuntos em comum para tratar. – a interrompeu sem se alterar em expressão compreensiva.
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  Dialogava em tom que deixava claro como não era uma ameaça para ela – afinal, tinha a consciência de como o destino não lhe havia sido fácil, justo ou sequer misericordioso para atuar num ambiente como aquele. Não iria intimidá-la ou subjugá-la as suas vontades.
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  - Desde o momento que te vi no palco soube que por debaixo dessa montagem há um homem. – prosseguiu – Do contrário, eu não teria me encantado por você.
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  Inconscientemente arregalou as pálpebras, transmitindo o assombro de forma discreta pelas palavras proferidas. Agradeceu pela maquiagem. Do contrário, a palidez denunciaria o misto de espanto e desespero – como se as gotículas de suor e o tremor no lábio inferior não bastassem.
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  Quando começou a cantar no Moulin Rouge, lhe era permitido atender aos clientes – e eles eram inúmeros.
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  Infelizmente, a grande maioria não reagia bem ao descobrir sobre a sua sexualidade. Na décima vez em que tentaram agredi-la, Zidler a proibiu de atuar como cortesã – inclusive porque precisou das outras meninas interferirem pelos gritos vindos do quarto.
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  Foi hostilizada, maltratada e humilhada o suficiente naquele período. Logo, esperava pelo mesmo tratamento perante a revelação do seu segredo.
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  - Você... Você não se importa... Por... Por eu ser...
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  O choque foi tanto que foi impossível não demonstrar fragilidade. Encolheu os ombros e pestanejou afastando as lágrimas. Gaguejava em um fio de voz quase inaudível.
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  A repentina mudança nela lhe despertou a sensação de protegê-la – e não pôde ignorar o débil tremor nas mãos femininas.
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  - Homem? Não.
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  - E nem por me apresentar aqui...
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  - Vestida como mulher? Menos ainda.
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  Buscou qualquer sinal de mentira ou manipulação da parte masculina sem encontrar nada além de franqueza – e foi por esse motivo que o autorizaria entrar em seu quarto depois de todas as apresentações.
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  A despeito da profissão, Satine era uma pessoa doce. Atravessou por inúmeros problemas e desafios ao longo da existência pela vulnerabilidade social. Não havia ninguém com quem contar, não tinha familiares a quem recorrer e nem um amante lhe garantir estabilidade financeira ou retirá-la do cabaré. Logo, não havia muitos motivos para se alegrar – até aquela noite em particular.
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  Pela sua meiguice, os conflitos e ataques lhe abalaram profundamente. Para se proteger, fechou o coração para qualquer interesse amoroso afim de não sofrer como no passado com a rejeição e o abandono.
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  Sebastian acompanhou a mudança gradativa dela. Da mulher altiva e orgulhosa, se transformou em alguém delicada e frágil – e isso lhe tocou no âmago almejando zelar pela cantora.
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  Chocada, desvio do olhar e por estar perdida em seus pensamentos, não viu a aproximação. Apenas sentiu o delicado indicador sob o queixo exercer pressão mínima para encará-lo.
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  - Qual o problema, pequena?
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  O murmúrio foi cheio de intimidade – não a dos furtuitos encontros noturnos dos homens casados no Moulin Rouge com as cortesãs, mas sim aquela em que há preocupação pelo bem-estar alheio e que gera conexão entre duas pessoas sem nenhum interesse egoísta ou malicioso.
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  Se perdeu na bondade expressa na fisionomia do moreno. Apesar dos traços mais marcantes e másculos comparados aos seus como a rente barba negra, as linhas estavam relaxadas sem nenhuma tensão. E a avaliava com tamanha atenção e afeto...
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  Não se lembrou de quando foi a última vez que foi fitada assim por um homem – como se fosse um ser humano digno e merecedora de afeto.
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  - É que... – engoliu em seco – Nunca fui tratada com dignidade, respeito e gentileza depois de descobrirem meu segredo.
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  E era verdade. Mesmo os raros os quais se deitavam com ela, a enxergavam como um pedaço de carne para se lambuzar a bel-prazer – e ela detestava aquilo.
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  - Sinal de que eles não sabem admirar o real significado de beleza. Você não acha?
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  Sebastian nunca viu um sorriso tão adorável e nem um toque tão afável como quando ela segurou de leve em seu pulso em agradecimento pelas palavras – e considerou os gestos como sinalizações de que aceitaria a sua aproximação.
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  - Posso vir visitá-la mais vezes, pequena?
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  Por sua vez, adorou o apelido carinhoso após discreto murmúrio em concordância com a proposta.
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  - Posso procurá-la amanhã para conversarmos, então?
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  Assentiu em gesto tímido.
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  Para se despedir, tocou a ponta do nariz por um milésimo de segundo. Não iria invadir o espaço pessoal dela e nem mostrar desejo. Não era o objetivo.
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  Assim que Sebastian saiu, os amigos entraram no quarto fechando a porta. A encontraram retirando as luvas com um sorriso querendo se desenhar nos lábios teimosamente.
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  - E aí? O que ele queria? – indagou Marie se sentando na cama de pernas cruzadas.
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  Para eles não verem o semblante alegre, se virou de costas abrindo o zíper pela lateral do vestido.
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  - Me conhecer.
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  Se desmontando, Damon deslizou a peça pelo corpo e retirou a peruca para ir se banhar.
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  Era sempre aguardado com a porta destrancada.
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  Os encontros iniciais eram rápidos por escolha dela.
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  Era arisca. Analisava cada mísero movimento o decifrando assustadoramente bem pelo simples fato de não existir dissimulação. Sebastian contou sobre seu casamento arranjado, o quanto amava a filha, Grace, e em como nunca encontrou dificuldades em esconder sua sexualidade devido ao apoio dos amigos e irem aos bordéis para encontros furtivos – os quais chegaram ao fim quando a viu nos palcos pela primeira vez.
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  Demorou meses para aceitar a aproximação. Passou por momentos difíceis demais onde aprendeu arduamente a ser cautelosa objetivando sua integridade física. Detectava com facilidade a alteração na expressão ou na voz das pessoas para se prevenir de ataques físicos. Por consequência, procurava se posicionar perto da porta para qualquer intercorrência ter acesso a uma rota de fuga.
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  Compreendeu como o interesse de Sebastian nela não tinha segundas intenções pelo respeito ao seu espaço pessoal. Não a tocava e mantinha-se sempre em certa distância segura para Satine – geralmente sentado no sofá ao canto onde a observava ou transitar pelo quarto ou acomodada na cama ou na cadeira.
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  O moreno nunca ia para o colchão.
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  Certa noite em particular, retirando as luvas de cetim que iam até o pulso, o questionou o olhando através do espelho sentada na cadeira onde se maquiava.
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  - Por que está sempre tão longe de mim?
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  - Curiosa, é? – curvou o tronco apoiando os braços nas coxas apreciando o questionamento.
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  A observava com desvelo pela pergunta inesperada a qual fugia completamente do assunto tratado.
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  - Eu sou um ser humano curioso por natureza. É mais forte que eu. – riu com uma pontada de acabrunhamento.
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  Refletiu sobre como as situações vividas eram distintas – já se encontrou diversas vezes com homens e não sentiu timidez ou vergonha nas ocasiões, ao contrário daquela trivial conversa.
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  - Caso eu me aproxime como eu realmente queira, posso lhe despertar pensamentos ruins sobre mim ou crer que o meu desejo é iludi-la ou me aproveitar da sua doçura. Não farei absolutamente nada que venha lhe causar de desconforto.
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  Focada em ajeitar as madeixas no espelho, as alisava despretensiosamente refletindo sobre a réplica.
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  - E se eu não quiser a sua aproximação física? – estava preparada para a reação negativa e a linguagem corporal demonstrava isso.
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  - Então ela jamais acontecerá, pequena.
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  O murmúrio franco junto ao apelido carinhoso usado somente para se referir a cantora lhe incentivou a esconder o vestígio de sorriso passando mais batom.
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  Não tecia comentários sobre o quanto o âmago aquecia ao ouvi-lo se referindo a ela assim.
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  - Esperava uma reação negativa da minha parte?
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  O olhar lançado era intenso ao ponto de se sentir desnuda emocionalmente, como se ele tivesse a capacidade de decifrar suas mais profundas e ocultas impressões.
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  - Não necessariamente. Homens não gostam de serem confrontados por figuras femininas ou que suas vontades não sejam acatadas.
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  - Comigo não precisa se preocupar. Sempre esteve segura na minha presença e isso não mudará.
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  Por que Sebastian precisava soar tão verdadeiro?
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  Como o coração aqueceu pelas palavras, o mirou se demorando nos gentis globos escuros a quase um metro de distância.
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  Como não havia mais anda a dizer, se levantou sem quebrar o contato visual.
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  - Já vou. Não a incomodarei mais.
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  O vislumbre de algo como frustração perpassou o semblante feminino. Simultaneamente o queixo caiu e pareceu por um segundo querer convencê-lo a ficar por mais tempo ou a entrar mais vezes em seu quarto.
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  - Não a incomodarei mais por essa noite. – esclareceu em sorriso placito – Amanhã estarei de volta caso deseje a minha companhia.
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  - Tudo bem.
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  - Descanse, pequena. Boa noite.
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  Ao passar por ela, prendeu a respiração momentaneamente porque a macia mão segurou a sua por instantes valorosos o impedindo de prosseguir.
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  - Não vai mais se despedir? – a voz saiu trêmula, incerta se era prudente insinuar que a companhia do Duque era agradável.
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  Embora buscasse ser avessa a demonstrações se gostava da atenção e das visitas, torcia cada vez mais para elas acontecerem. Por fim, quando subia ao palco o buscava entre o público masculino – e o encontrava sempre na primeira fileira vislumbrado por Satine acompanhando os movimentos completamente alheio a qualquer coisa ao redor.
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  Não dormiria se criticando pela impulsividade.
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  Sebastian crispou os lábios alegre em como Satine, sem dúvida, se importava de alguma maneira consigo. Do contrário, não iria parecer tensa, como se seu segredo fosse desvendado.
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  Se virando em direção a ela, entrelaçou devagar os dedos nos menores sem uni-los completamente em toque tênue – e adorou por ela não se recolher o evitando. Se aproximou lentamente para, assim, fitando os olhos castanhos em olhar hesitante e frágil, tocar a ponta do nariz arrebitado com a ponta do indicador – gesto característico deles desde o século XVII.
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  De imediato foram envolvidos em áurea acolhedora onde nenhum dos dois almejava se afastar. Se perderam nos olhares e nas impressões sensoriais das falanges unidas em enlace delicado. O silêncio intensificava o significativo momento.
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  Por detectar sensibilidade nas írises da cantora, Sebastian deslizou as costas do indicador pela bochecha maquiada até alcançar o maxilar marcado, o parando na covinha delicada do queixo.
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  - Descanse, minha linda. – murmurou com as pálpebras baixas, torcendo para ela se sentir como ele – Estava magnífica essa noite.
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  Nas horas seguintes estariam deitados de maneiras distintas, porém idênticas – Sebastian de costas para a esposa na cama e Damon no colchão de solteiro, ambos segurando os dedos onde ainda eram capazes de sentir as sensações das horas anteriores.
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