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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Paixão e Crueldade

Escrita porZsadist Xcor
Revisada/Editada por Natashia Kitamura

Capítulo 22

  No dia seguinte, Sebastian estava reunido aos amigos, Akil e Ralph, em um chá da tarde promovido pela irmã na sala dela.
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  - Bom, mudando de assunto porque esse tema está tedioso, permitam-me a ousadia. – Bia terminava de mordiscar o biscoito – Quando finalmente vão me contar a história sobre a beldade misteriosa?
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  A careta de suplício do irmão foi cômica – afinal, era para ser um segredo entre o trio.
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  Já deveria ter compreendido há muito tempo que Bia era habilidosa em desvendar mistérios.
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  - Beldade misteriosa? – Akil pendeu a cabeça para o lado em confusão.
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  - O homem quem se veste de mulher e canta no Moulin Rouge.
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  Graças a frase proferida pela mulher Akil se engasgou com o chá se esforçando em repousar a xícara na mesa de cabeceira em frente sem derramar o líquido, Ralph arregalou os olhos e ao terceiro restou suspirar pesadamente.
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  Bia se tornou uma adulta formosa, era respeitada pela sociedade e alguns sentiam-se intimidados pelos seus comentários mais ácidos – e o laço com o irmão mais velho era forte. Entretanto, não se cansava de se assombrar pelo linguajar direto, pelo nível de sinceridade incomum para as mulheres da época e pela personalidade pouco convencional comparada a das recatadas damas da sociedade – ou, pelo menos, era assim que elas buscavam aparentar.
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  - Devo admitir, se o Sebastian não me avisasse, eu jamais suspeitaria. – comentou – É lindíssima. Ou lindíssimo? Como eu falo?
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  - Como você sabe disso, menina?! – Akil, o advogado particular da família e amigo dos demais, estava atordoado de tão espantado.
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  - Digamos que tenho métodos peculiares e pouco convencionais para atingir meus objetivos.
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  - Ela se disfarçou de homem, sabe-se lá Deus como, e entrou no cabaré atrás de mim. – contou Sebastian em tom crítico – Foi suborno, né? Não me convenceu como um cavalheiro por debaixo daquela calça.
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  - E eu lá tinha outra escolha? Só é uma pena mulheres não poderem se divertir como os homens. O lazer de vocês é infinitamente mais interessante comparado aos chás da tarde. Então. Quero respostas.
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  - Aproveitando a deixa... – Ralph cruzou as pernas – Será verdadeiro ao responder algumas perguntas?
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  - Desde que cada um me faça uma única pergunta, sim. – autorizou o moreno – Que Deus me proteja.
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  - Há quanto tempo está se encontrando com ela? – começou a irmã em visível interesse.
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  - Alguns meses. Me encantei quando a vi pela primeira vez.
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  - Para soar menos explícito devido à presença feminina aqui. – gesticulou em direção a Bia, quem rolou os olhos em ironia – Está apaixonado ou o interesse é simplesmente carnal?
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  - Esse é o problema. – encarando o punho fechado, ergueu um dedo para cada frase – Eu sei que não deveria. Eu sei que é impossível pelas mais diversas oposições. Eu sei que sou casado. Eu sei que tenho filhos. Mas estou apaixonado.
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  - Devo concordar com tudo, exceto um dos detalhes citados. – ponderou Ralph se recostando no estofado – Seu casamento é de fachada. Você e sua esposa não se gostam.
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  - Tenho responsabilidades para com ela. – rebateu – Não posso estar por inteiro com quem amo por causa do meu casamento.
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  - Se casaram por pressão social. – Ralph avaliava – Não se amam. É claro. Mas sabe como ser um marido exemplar. Só é incapaz de amá-la e desejá-la por motivos óbvios.
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  - Sim. – completou a morena – Graças a sociedade, nós, mulheres, nos conformamos com o casamento para não ficarmos desamparadas. Todo mundo precisa de um teto acima da cabeça, ora! A respeitando, lhe dando dignidade e a devida atenção, já é o suficiente para cumprir os seus deveres como marido.
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  Para os moldes sociais, a esposa jamais encontraria um marido tão valoroso quanto aquele – e agradecia sempre pelo matrimônio quando alguma esposa desaparecia por alguns dias em estranho acidente doméstico.
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  Sebastian nunca a agredia, nunca gritava, nunca a submetia às suas vontades pela ascendência de gênero da época e nunca a hostilizava – comportamento um tanto quanto raro em meio aos outros cavalheiros.
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  - Não sei... – coçou a nuca em preocupação – Eu queria ser fiel a ela. De verdade. Entretanto, isso significa renunciar a mim. Quando eu saía para apenas me deitar com outros homens não havia problema.
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  - Agora sente culpa porque a infidelidade está se estendendo para o campo amoroso. – completou a irmã o observando.
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  - Exato. – concordou a fitando pesaroso. Se inclinou apoiando os cotovelos nas coxas – Carrego culpa porque nunca estou totalmente presente ao lado dela desde quando conheci Damon. Torço sempre para as horas passarem mais rápido afim de me encontrar com ele de noite.
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  - E ele? Te ama também? – Akil se surpreendia em como o amigo se abria para o trio.
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  - Acho que sim. Pelo menos parece.
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  - E por que você não tem certeza? – a mulher se curvou na direção dele.
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  - Ele não admite. Temos uma ótima interação, a conversa é magnífica, o corpo corresponde ao meu, mas... Falta alguma coisa, entendem? – gesticulava angustiado.
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  - Considerando o ambiente onde mora, o que provavelmente viveu ali até hoje e o fato de certamente não ter família, não me surpreende. Na verdade, acho prudente a postura mais arredia. – refletiu Bia – Creio que seja o senso de preservação de Damon falando mais alto. Dormiram juntos?
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  - Não. Não aconteceu nada além de nos beijarmos e nos abraçarmos. Estou deixando a decisão a cargo dele.
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  - Continue assim. – assegurou a irmã – Não o pressione, independentemente do quanto o deseje ou de como note que é o correspondido. Escute a única voz feminina daqui. O Damon sofreu bastante na vida. Disso não restam dúvidas. Ninguém chega a um bordel por felicidade. Isso é o suficiente para sujar de vez a imagem de quem trabalha lá. O mais importante é mostrar que o ama e que você não é só mais um quem usará do corpo dele.
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  - E quanto tempo vai demorar pro Damon falar que me ama?
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  - Não será agora. Provavelmente quando ele se sentir completamente seguro contigo e vê-lo como uma pessoa de confiança. Se continuar por esse caminho, esse momento vai chegar. – avisou o advogado – Até lá, paciência.
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  Sebastian foi bem paciente para desvendar os segredos de Damon Smith.
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  Como costumava ir aos teatros sem a companhia da esposa por ela não apreciar as manifestações artísticas como ele, se deparou com o rapaz exercendo seu ofício como ator. Se encantou pelo talento e, a despeito da presença da filha de quatro anos, a menina ficou igualmente radiante – no caso dela, por motivos incompreensíveis para si.
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  - Qual o nome dele, papai?
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  - Ele é engraçado.
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  - Posso falar com ele depois?
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  - Ele é pequenininho igual a mim.
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  Os comentários bondosos, elogios espontâneos e interpelações foram elaborados baixinhos pela menina sempre que o ruivo entrava no palco.
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  Ao final da peça passeou com Grace o restante da tarde a levando para se divertir e brincar em diversões simples.
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  Antes de ir para casa, foi a patisserie de sua preferência, padaria francesa especializada em doces e bolos.
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  Ao contrário do esperado, como se previsse a chegada de uma figura em trajes mais pobres, a pequena, no colo do pai, logo dirigiu a atenção para a porta do estabelecimento. O rostinho rechonchudo se iluminou por ver Damon entrando para comprar qualquer coisa de doce de leite – seu sabor preferido.
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  Em êxtase, se debateu no colo pedindo para descer. Assim que tocou os pés no chão, correu em direção ao ruivo se desvencilhando dos fregueses facilmente pela baixa estatura – ao contrário do genitor, quem de imediato foi atrás dela.
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  Passou quinze dias economizando para cometer a arte de gastar um valor alto para alguém de sua classe social em uma única sobremesa depois de sete meses, período em que a desfrutou pela última vez.
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  Gemeu a contragosto porque ainda faltava para conseguir efetuar a compra – e talvez não conseguisse se surgisse alguma emergência, assim como nas circunstâncias anteriores.
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  - Oi.
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  Parou de analisar os preços dos produtos e se virou ao escutar a voz infantil.
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  Defrontou-se com adorável criança em trajes típicos para a idade. Sorria mostrando todos os dentes, os olhos brilhando em reconhecimento do pai com quem não pôde conviver na vida passada pela morte em terrível tragédia oriunda da emboscada.
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  Pela encarnação ser recente, crianças apresentam a capacidade de terem maior contato com o mundo espiritual. É comum vê-las conversando sozinhas, rindo ou dando tchau para o vazio. Os mais antigos diziam que eram os anjos enviados do Paraíso para as protegerem – e não estavam totalmente errados, visto que, certamente, interagem com algum protetor ou guia espiritual, invisível para a capacidade visual de quem não detém a habilidade da vidência.
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  Nesse caso em particular, reconheceu nele a alma de quem seria o seu pai caso Damon Smith não tivesse sido morto a tiros enquanto fugia com Sebastian, Dean e Bia para a região Norte onde não havia escravidão.
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  Não compreendeu como o coração se encheu de forte emoção inexplicável ao vê-la ao ponto de respirar fundo para conter o choro.
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  - Colo, papai. – estendeu as minúsculas mãos para cima.
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  Incapaz de negar o meigo pedido pelas impressões inesperadas, a segurou nos braços e a ergueu, sorrindo por ser chamado daquela maneira.
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  - Mas eu não sou seu pai, bebê. – cuidadoso, tirou um cílio solto do canto dos olhos dela para não incomodá-la – Você é muito lindinha, sabia?
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  A risada aqueceu o âmago do ruivo, principalmente quando o abraçou deitando o rostinho no ombro.
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  - Saudade, papai. – começou a brincar com os dedinhos mexendo na orelha do rapaz, ato reproduzido somente com o moreno quando estava sonolenta.
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  Antes de retorquir, Sebastian os alcançou.
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  - Desculpe o incômodo, mas a minha filha... – perplexo, parou na frente do amante achando a cena adorável – Meu pequeno.
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  Decifrou o apelido graças a leitura labial pela voz rouca não sair propositalmente.
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  Apesar da interrupção, Grace continuou na mesma posição de olhos fechados completamente relaxada.
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  - Oi. Ela é sua filha?
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  - É. Acabou escapulindo de mim. Crianças sabem ser ágeis.
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  Conversavam como se tivessem acabado de se conhecer para não levantar suspeitas porque a alta sociedade em peso frequentava a padaria. Todavia, as faíscas carregadas de amorosidade nos globos não mentiam – e a espiritualidade se encarregava em manter os fregueses distraídos sem se atentarem ao diálogo.
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  - É muito linda. Parece contigo.
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  - Sempre me dizem isso. – dando um discreto sorriso, se demorou dois segundos à mais avaliando o rosto de traços mais delicados antes de se dirigir a filha – Grace? Vem para cá, vem.
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  Em biquinho de contrariedade, voltou para o colo do pai sem quebrar o contato visual com o mais novo.
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  - Interessado em alguma coisa daqui? – inquiriu o Duque.
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  - Doce de leite. Não vou conseguir comprar. Está caro para mim. – enrugou o queixo decepcionado. Consequentemente, formou um biquinho similar ao de Grace.
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  Pelo salário precário, era raro desfrutar dos doces da patisserie porque atendia ao público de maior poder aquisitivo. Nas raras oportunidades onde foi capaz de alcançar o objetivo, dividiu com Dean, Simon e Marie.
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  - Eu resolvo isso. Me espera lá fora. Saio daqui rapidinho.
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  Como não estava acostumado a ninguém cuidar de si além do trio, não notou a mensagem subliminar. Afinal, quem gostaria de se aliar ao ator de teatro quem morava no cabaré mais conhecido da região e se apresentava de noite transvestido de mulher? A possibilidade sequer existia – pelo menos antes de conhecer o Duque.
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  Portanto, foi aguardá-lo na calçada achando adorável a imagem de como Grace lhe sorria.
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  Pensou que, se existisse a possibilidade de ser pai, gostaria de exercer a paternidade a tendo como filha.
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  Demorou cinco minutos para Sebastian sair da padaria – em um braço segurando a filha e na outra mão carregando algumas embalagens.
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  - Tome. – estendeu para Damon – Considere como agradecimento por encontrá-la e como um gesto de quem gosta de você.
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  - Obrigado. – apanhou percebendo como a embalagem estava pesada.
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  Quando chegasse no Moulin Rouge, descobriria que além da sobremesa para si, havia outras também para os amigos.
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  - Dá tchau para ele. – pediu fitando a filha carinhosamente – Já estamos indo.
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  - Tchau. – se virou para Sebastian – Ele é bonito, não é, papai?
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  Enquanto a face de Damon se tornou rubra, o Duque o admirava em íris afetuosas.
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  - É sim. – respondeu em voz aveludada – Muito. Nos vemos mais tarde, certo? – murmurou.
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  - Estarei te esperando.
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  Os observou se afastarem – a menina lhe dando tchau com a destra até perdê-lo de vista.
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  Depois daquele dia, todos os sábados aparecia com um quitute de doce de leite pro rapaz.
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  Demorou dois anos para, finalmente, Damon aceitar e assimilar o quanto Sebastian o amava – e não foi por falta de esforços do amante.
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  Foram necessários exatos quatro eventos cruciais para a realidade considerada até então impossível alcançá-lo a nível da cognição devido aos traumas desde quando chegou ao bordel – ou melhor, foi entregue naquele ambiente.
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  Outra pessoa ia para o Moulin Rouge interessado em um determinado Duque Malonga.
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  Patrick, assíduo frequentador do lugar onde conseguia se deitar com algum homem o pagando, tentou por diversas vezes se aproximar de Sebastian. Puxava assunto, encontrava mecanismos para se manter por perto, demonstrava suas intenções graças a frases dúbias... As ferramentas eram inúmeras – e todas infrutíferas.
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  Devido às últimas experiências nas encarnações anteriores, Sebastian não carregava boa impressão do Visconde cuja face era carregada de algo similar a malícia, como se não fosse confiável e fosse capaz de cometer atrocidades por simples egoísmo ou vingança. Não se sentia à vontade, se afastava e buscava se desvencilhar dele, como se fosse uma doença ou fungo indesejável cuja insistência de manter-se na companhia de Sebastian sugava a energia do moreno – e em âmbito energético era o que fazia porque era comum o outro apresentar cansaço nesses momentos da proximidade indesejável.
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  Infelizmente, por observá-lo, Patrick suspeitava que havia um motivo oculto para ele visitar o prostíbulo – e não ignorou o brilho no olhar dele quando Satine subia ao palco.
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  Novamente a apresentação foi ótima.
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  Em justo vestido negro brilhante cuja fenda deixava a perna direita quase completamente à mostra, foi para o quarto aguardar o seu Duque.
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  Agora, era incapaz de esconder a alegria. Sempre o recebia com grande sorriso. O abraçava ou o puxava para beijá-lo quando não era ele quem tomava a iniciativa – ocasiões raras, pois o outro também gostava das demonstrações ternas de Satine para consigo. Mais ninguém entrava em seu quarto após sair do palco, então, ao ouvir o ranger da porta denunciando a chegada de alguém, não se assustou.
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  - Oi, amor! Você veio rá...
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  Engasgou-se ao se virar, o semblante exultante desaparecendo em menos de um segundo.
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  Não era Sebastian ali.
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  - Quem é você? – engoliu em seco, agradecendo pela lâmina escondida discretamente no peitoral.
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  - Patrick. É um prazer conhecê-la. Sua voz é lindíssima. – estendeu a mão para cumprimentá-la.
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  - Agradeço o elogio, mas você não tem permissão para estar aqui. – o ignorou sem transparecer o medo na voz firme.
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  - Pensei que fosse uma prostituta comum. – recolheu a destra desaprovando a atitude dela formando vincos nasais – Acho curioso como a vejo somente em cima dos palcos e desaparece em seguida.
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  Durante a fala caminhou em sua direção em movimentos vagarosos, a analisando compenetrado para tirar as próprias conclusões, pensando se estava deixando escapar alguma informação relevante sobre a outra.
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  Ao contrário de quando estava junto de Sebastian, se sentiu pequena e vulnerável, como se estivesse de frente a um predador – e a expressão dele não era distinta.
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  Satine ergueu a cabeça para não quebrar o contato visual pois o homem era maior comparado a si em todas as proporções. Não poderia aparentar fraqueza. Do contrário, usaria isso a seu favor de modo a subjugá-la – e ela já passou por situações assim, então sabia como se comportar. Até a respiração buscou controlar em fisionomia impassível.
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  - Por que ele se interessa tanto por você, hein? – deslizou o indicador pelo maxilar marcado em toque desconfortável.
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  - Não há ninguém interessado em mim. – mexeu a cabeça em movimento mínimo para quebrar o contato invasivo – Agora, se me der licença, agradeceria se fosse embora.
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  As digitais envolveram o pescoço em ação abrupta para obrigá-la a não se distanciar.
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  - Mentirosa. Eu vejo como ele te olha e em como não vai pro quarto de qualquer outra cortesã daqui. – resvalou o polegar pela derme até posicioná-lo embaixo do queixo, exercendo força para erguê-lo – Conte o seu segredo para atraí-lo.
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  - Não encoste em mim. – o pegando desprevenido, o empurrou pelo peitoral para longe.
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  Ignorando o pedido, a agarrou pelo pescoço novamente, dessa vez lhe causando um pouco de dificuldade para respirar de maneira proposital pela força extra depositada no aperto, e a empurrou para trás em expressão animalesca, a obrigando recuar enquanto avançava até encurralá-la contra a parede, onde parou com um baque surdo.
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  - Já viu onde estamos, querida? – falava perto demais, o hálito quente colidindo contra a epiderme – Você não passa de uma prostituta barata.
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  Para o terror dela, a palma repousou no joelho pela fenda do vestido, subindo perigosamente pelo interior da coxa.
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  - Desde que eu te pague, você deve me servir. – a apertou na região, perto demais de descobrir o seu sexo – E dinheiro eu tenho para pagar o tempo que quiser passar comigo.
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  - Já falei para não me tocar. – rugiu entre dentes antes de reunir suas forças e, usando o peso corporal a seu favor, o empurrar para longe.
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  Estava em desvantagem pela diferença de altura, mas não desarmada.
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  A resistência pareceu instigá-lo mais a submetê-la para si – e isso embrulhou o estômago da artista.
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  - Nunca me deparei com uma cortesã que não quisesse trabalhar. Pena que serei eu a lhe ensinar bons modos quando um cliente em potencial te procura.
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  Avançou nela agressivo, porém Satine foi ágil. Apanhou a pequena adaga e cortou o braço antes de alcançá-la. Irado, lhe esbofeteou a bochecha abrindo um pequeno corte com a unha na área perto da orelha. O golpe foi duro ao ponto de virar a cabeça para o lado. A pele ficaria avermelhada e dolorida por vários minutos.
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  Apanhou a destra com a adaga apertando o pulso, lhe obrigando a deixar a lâmina cair no chão.
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  Aproveitando o valioso instante de distração, a imobilizou em abraço duro posicionando as falanges nas costas do tecido.
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  O coração era acelerado, a respiração descompassada. Se debateu sem êxito pela desvantagem de diferença de altura e força gritando por ajuda. Como o miserável quem era, a calou com beijo repugnante – e foi assim que decidiu deixá-la destruída e cheia de escoriações para Sebastian rejeitá-la quando a visse.
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  A empurrou para o chão, subindo nela para evitar de se levantar e prendê-la. Tampou a boca carnuda com a mão, as írises escuras o fitando em terror inábil em tirá-lo de cima de si.
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  - Vamos ver se, agora, ele vai querer alguma coisa contigo. – mordeu o pescoço sem se importar se a marcaria com a arcada dentária.
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  Segurou o corpete do vestido o puxando para lados opostos.
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  Por escutar o som dos primeiros centímetros da peça se rasgando, gritou tentando impedi-lo:
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  - Para! Me Solta!
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  De fato, o homem parou – não porque atendia ao pedido dela.
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  O cano frio de uma arma foi posicionado na nuca – e, como reconhecia a sensação, parou instantaneamente.
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  - Se você não a soltar se considere um homem morto.
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  A frase foi proferida com tamanha frieza por Sebastian que até Satine se arrepiou.
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  Patrick o obedeceu largando-a. Se abraçou para manter o vestido no lugar, se apoiando no assoalho para se pôr de pé.
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  Com ódio, pressionou a arma inda mais.
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  - Não pense que isso ficará impune. Depois me acerto contigo. Agora tenho assuntos mais importantes para resolver. – lançou um olhar sugestivo a loira – Vai embora.
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  Só quando Patrick se retirou com o cano da pistola ainda na nuca até chegar na porta, foi até Satine. A puxou contra si a envolvendo em abraço protetor – o total oposto do experimentado pelo Visconde.
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  - Bebê, você está bem? Está tudo bem? Ele te machucou?
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  A voz era oposta à usada pelo agressor. Havia zelo, afeto e preocupação. Não era como se ela fosse marginalizada ou uma prostituta sem uma história antes de chegar ao prostíbulo. Era tratada como ser humano – e aquele abraço a tranquilizava tanto, lhe transmitia tanta certeza, amparo e aconchego...
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  Não havia mais nenhum outro lugar onde almejasse estar naquele momento após ser vítima de mais um episódio traumático. Precisava dos braços de Sebastian ao seu redor, lhe mostrando como era digna de cuidado e afeto – em especial nas atuais circunstâncias dolorosas.
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  A artista tremia de medo, impactada pela violência sofrida.
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  Como passava por momentos maravilhosos na companhia de Sebastian havia se esquecido de como, devido ao lugar onde trabalhava, era alvo propício de sofrer situações como aquela pela posição marginalizada onde ocupava na sociedade por morar num cabaré, se apresentar nele transvestida, o ofício de ator no teatro e ser um homem gay – não que os ataques fossem justos, merecidos ou corretos.
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  - Ele me bateu. – choramingou se agarrando nas vestes – E me mordeu.
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  - Aonde?
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  Se afastou o suficiente para mirá-lo erguendo a cabeça. Se esforçava para as lágrimas não transbordarem, o nó na garganta se intensificando.
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  - No rosto e no pescoço. – a voz embargada falhava em abalo do acontecimento.
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  Apoiou o polegar debilmente sob o queixo, observando e detectando as lesões.
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  - Amor, se arrume para descansar. Tem remédios para as feridas?
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  Incapaz de pronunciar uma única sílaba sequer sem chorar, restou assentir.
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  - Apanhe eles para mim. Vou cuidar de você.
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  Levou ao todo vinte e cinco minutos para se desmontar, se banhar, se vestir e encontrar os medicamentos.
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  Durante o processo, o Duque, não obstante de continuar no ambiente, se manteve de costas a ouvindo transitar pelo cômodo perdido em pensamentos sobre seus próximos passos para protegê-la enquanto observava o céu para lhe dar privacidade – e Patrick se arrependeria amargamente pelo comportamento violento.
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  - Amor.
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  Se virou em virtude da voz trêmula de Damon, quem se sentou na cama de pernas cruzadas com alguns remédios em sua posse.
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  Estava abatido, as marcas dos traumas dos últimos anos se fazendo presente em cada poro.
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  - A mordida está muito feia? Não tive coragem de ver.
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  Molhando um tecido limpo com o líquido de um frasco negro após ler o rótulo, se acomodou em frente a ele.
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  - Talvez fique meio marcado. – contou baixinho – Com sorte consiga disfarçar passando maquiagem.
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  - Vamos torcer para...
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  Soltou um gemido doloroso se distanciando por Sebastian encostar o remédio delicadamente na região avermelhada.
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  - Desculpa, bebê. – desencostou o tecido para aguardá-lo a se recuperar.
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  - Tudo bem.
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  - Posso continuar?
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  - Pode.
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  Por alguns segundos Sebastian se ocupou de tratar da ferida em silêncio, sendo o mais cuidadoso possível para o processo não ser agonizante.
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  - Isso é inédito para mim. – comentou Damon num sussurro aflitivo.
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  - Isso o quê?
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  - Um homem se prontificar a curar minhas feridas.
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  A frase soou dúbia, como se também se referisse às feridas emocionais – e a impressão não passou despercebida pelo Duque.
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  - Agora não há por que se preocupar. – passava devagar a pomada para acelerar a cicatrização – Você tem a quem recorrer em qualquer intempérie na sua vida.
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  O olhar recebido foi tão profundo e carregado de significados e promessas verdadeiras que o rapaz encolheu os ombros ligeiramente.
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  - E o seu homem não vai se negar a socorrê-lo, meu pequeno. – assegurou tocando a ponta do nariz com o indicador antes de guardar os utensílios na mesa de cabeceira ao lado da cama.
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  A dinâmica dos dois era harmônica, então não precisaram se comunicar para se ajeitarem no colchão – Damon se arrastou para frente, lhe abrindo espaço para se acomodar de pernas abertas atrás de si com as costas na cabeceira.
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  De automático o rapaz se recostou nele, os braços musculosos do Duque o enlaçando afavelmente.
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  - Quer conversar? – beijou as ondas macias, os dedos acariciando o tronco em gesto tênue.
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  Negou em movimento discreto. O olhar era perdido, sem focar em algum ponto específico. A cabeça pendia para o lado, concentrado na percepção de acolhimento e abrigo proporcionado naturalmente pelo mais velho graças ao amor nutrido pelo ruivo expresso em palavras meigas e contato físico constante onde existia apenas afeto e cumplicidade.
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  Estar assim, abraçado a Sebastian, lhe trazia a sensação de casa – um lugar seguro para retornar pela certeza de sempre ser bem recebido, aceito, respeitado, compreendido e acarinhado. E jamais se esqueceria daquilo.
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  O moreno respirou fundo e soltou o ar pela boca. Aproximou os lábios do lóbulo para murmurar em voz rouca:
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  - Você guarda suas dores sozinho para si há tempo demais, não é?
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  O tom usado não era de crítica ou aborrecimento. Pelo contrário. Deixava claro como compreendia a escolha de se fechar para o mundo e sofrer calado. Aquela vida não era fácil. Estava a mercê de inúmeras situações violentas ou humilhantes – e se ele parou naquele lugar, sinalizava como não havia ninguém para pedir socorro.
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  A frase o quebrou. Foi a gota d’água para a emoção transbordar, as lágrimas descendo torrenciais pelas bochechas. Inconscientemente se agarrava ao Duque, implorando em pensamento para não ser abandonado e que tudo o que viveram ali não tenha sido terrível mentira – uma criação mental cuja romantização da troca entre eles serviria para atenuar a carga negativa dos últimos anos como meio de sobrevivência.
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  - Chora, meu amor. – beijava os locais onde alcançava, o apertando contra si com infinita gentileza – Desabafa. Coloca isso tudo para fora. Você estará sempre em segurança comigo. Só desabafa.
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  E Damon desabafou. Chorou audivelmente por longos minutos banhando pela certeza de como o Duque jamais o prejudicaria.
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  Calado, carregou muita dor por tempo demais. Sofreu sozinho por tempo demais.
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  Demorou para a amizade com Marie, Simon e Dean se consolidar. Era desconfiado, incapaz de trocar meia dúzia de palavras com as pessoas no Moulin Rouge. Logo, não teve ajuda ou apoio no primeiro ano quando os homens saíam de seu quarto. Praticamente nenhum se importava com o prazer de Damon ou de Satine. Quando não sofria agressões ao descobrirem seu sexo por debaixo das roupas femininas, as relações costumavam ser rápidas e, às vezes, brutas.
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  Há quase seis anos morava ali, então se endureceu emocionalmente para dar conta dos acontecimentos traumáticos. Deixou de acreditar no amor quando Vito foi embora – e estava redescobrindo como era ser digno de respeito e de receber amor desde o primeiro encontro com Sebastian. Não lhe restou outra alternativa além de buscar se adequar ao prostíbulo.
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  Para seu infortúnio, era doce demais, indulgente demais para aquele ambiente. Tentava se desvincular do passado alegre para se moldar a nova moradia – e não obtinha sucesso pela incapacidade de deixar de amar os pais e esquecer todo o conteúdo ensinado por eles.
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  A personalidade destoava do esperado de quem trabalha e mora no prostíbulo – e essa era a origem da angústia.
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  Viveu sem acreditar no amor romântico desde a chegada ali. Afinal, foi enganado por quem amou, o culpando pelos seus infortúnios – e, de fato, Vito era o culpado pela sua desgraça. Todavia, o cenário miserável passou a ter cores mais alegres e momentos banhados de felicidade graças a um insistente Duque Malonga – as coisas mudaram gradativamente ao longo das interações durante as visitas – o que lhe aterrorizava.
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  Perdeu a noção do tempo devido ao pranto cuja descarga emocional era tão intensa que mal conseguia falar.
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  Quando notou os soluços diminuírem de frequência, o moreno secou a face delicadamente.
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  - Melhor?
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  - Vou ficar.
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  Aguardou soar o mais audível possível, então começou:
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  - Não é a primeira vez que isso acontece comigo.
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  Concentrado na palma direita, brincava com ela apreciando o contraste e em como o Duque permitiu a ação.
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  Beijou a nuca o incentivando a prosseguir.
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  - Já passei por várias situações em que as meninas daqui precisaram invadir o meu quarto por causa dos meus gritos de socorro. Não é sempre que homens gostam de descobrir que Satine não é exatamente uma mulher. Já... – engasgou afetado pelas recordações – Já fui machucado nos mais diversos âmbitos da palavra. Até que... – mordeu o lábio inferior ponderando se seria sábio se abrir daquela maneira – Até que uma pessoa quem gosto muito chegou. – decidiu deixar a mensagem nas entrelinhas – Estou sozinho no mundo. Não estou acostumado a ser cuidado por ninguém.
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  - Agora tem alguém a quem recorrer, meu amor. Vou protegê-lo sempre, independente do que aconteça. Te adoro demais para não o socorrer.
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  Movido pela emoção, a catarse, as palavras macias e o contato com Sebastian, se virou para ele se acomodando no colo alheio em fisionomia emotiva. O beijou ávido, buscando a veracidade das frases através das carícias e daquela união importante.
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  Sebastian depreendeu algo diferente naquele beijo totalmente distinto dos anteriores. Havia súplica ali, uma reinvindicação do Duque para si. Enterrou as falanges nos cabelos crespos os puxando de leve – ação essa reconhecida no seu registro espiritual por se conhecerem desde o século XVII.
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  Por compreender que acabou de passar por um episódio traumático, Sebastian diminuiu a velocidade do beijo. O rapaz o seguiu automaticamente. Exploravam o interior das bocas massageando as línguas, o prazer aumentando devagar. Soltavam gemidos guturais, os corpos reagindo às investidas. Deslizavam as palmas pelas costas um do outro, desejosos em sentirem a textura por debaixo das vestes.
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  Por fim, em busca de ar – Sebastian descobriu que circular a língua na dele lhe causava diversas reações positivas, então repetiu a ação algumas vezes – deitou a cabeça no ombro largo. Ofegante, resvalou os lábios pelo pescoço moreno vendo como se arrepiava graças a trilha de fogo traçada até alcançar o lóbulo, onde murmurou com a voz carregada de ar.
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  - Me ajuda a esquecer.
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  - Como?
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  - Faz amor comigo, meu amor. Por favor.
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  As horas seguintes foram sublimes para ambos.
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  Sebastian se atentou somente em Damon devido ao nível de fragilidade e vulnerabilidade apresentados, esquecendo do seu próprio prazer. O deixou à beira do abismo que separa a razão da irracionalidade por se demorar tanto nos lugares mais sensíveis. As lamúrias agudas se tornaram a sua canção mais bela, o rapaz a sua musa particular para amar, desejar e fazer gozar vezes suficiente para mais novo perder a conta.
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  O explorou por muito tempo, atento a como o corpo se comunicava consigo por meio de arfadas, gemidos agudos, entrecortados ou prolongados e arrepios.
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  Não houve uma única área sem sentir seus toques ou seus beijos.
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  Não houve um momento que a mente pensou em qualquer outra coisa além Damon Smith.
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  A devoção era explicitada em cada gesto, cada carícia e cada beijo. Quando se encaravam se deliciava por vê-lo usufruir de tudo que lhe poderia oferecer, tanto emocional quanto fisicamente. Não havia barreiras. Alcançou a alma naquele quarto, transformando a intimidade no momento mais belo e significativo na vida do ruivo de maneira deliciosamente lenta e em pujança torturante.
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  O preparou pelo óleo de coco guardado na gaveta da mesa de cabeceira – não sem antes obrigá-lo a se agarrar aos travesseiros enquanto lambia e acarinhava o ponto escondido por longos minutos.
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  Posicionado com as pernas alvas nos ombros largos, Sebastian deslizou gradativamente em sua entrada sem quebrar o contato visual. As faces estavam a meros centímetros de distância, então acompanhou a transformação na fisionomia enquanto o preenchia.
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  Se perderam nas sensações, incapazes de distinguir o limite dos corpos – de onde um começava e o outro terminava.
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  Eram um só, a junção de duas almas apaixonadas e desejosas uma da outra.
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  Sebastian deslizava como se tivessem todo o tempo do mundo. Saía lentamente e retornava com certa impetuosidade, lhe arrancando gemidos agudos. Por vezes o beijava nos lábios, na ponta do nariz, na testa, na bochecha ou no queixo. Massageava o lóbulo com a língua habilidosa, adorando como era arranhado ou apertado em consequência.
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  Não era algo meramente carnal. Havia mais, muito mais oferecido pelo Duque através da atenção, do carinho e do respeito em cada toque e em cada gesto carregado de...
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  - Você não está mais sozinho. – murmurava com os lábios roçando na orelha – Agora tem a mim. Eu sou seu, Damon. Só seu.
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  As palavras o atingiam profundamente a cada estocada deliciosa, tornando a experiência ainda mais poderosa e emocionante, intensificando a experiência e deixando a carne mais sensível às investidas impetuosas.
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  Quem gozou primeiro foi Sebastian com a cabeça enterrada no vão entre o pescoço e o ombro do rapaz e as unhas cravadas nas costas. Entretanto, não parou. O sentia agitado sob si, o abdômen contraindo pelo alívio se aproximar.
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  Se afastou o suficiente para fitá-lo – e nunca antes tinha se deparado com visão mais bonita e atraente. Damon estava entregue com a face rubra, sem o controle das articulações, a testa franzida junto ao cenho, os vincos nasais formados, os ombros encolhidos e a boca entreaberta em puro deleite.
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  - Vem comigo, bebê. – ofegante, encostou a testa na dele – Você fica tão lindo assim. Eu te adoro tanto, meu amor... Tanto. – se declarava embriagado de prazer e amor.
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  Foi questão de segundos para os músculos de Damon contraírem, se encolher trêmulo, as unhas se afundarem nas costas do moreno e gozar audivelmente perdido no olhar apaixonado de Sebastian.
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  Pela primeira vez foi realmente amado naquele quarto – e o registro estava gravado em cada poro.
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  A experiência foi poderosa, então mal conseguiu se mover nos minutos seguintes. Quem tratou de limpá-lo dos vestígios das atividades recentes foi Sebastian com igual cautela. Damon o observava no processo com exaustão, imensamente satisfeito e inegavelmente...
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  Não. Não pensaria nisso – não enquanto não tivesse plena certeza dos sentimentos do Duque.
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  Quando se deitou ao lado do mais novo para dormir após trancar a porta, se arrastou até se aninhar nele com a cabeça deitada no peitoral desnudo.
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  - Está tudo bem, bebê? – deslizava a palma pelas costas nuas.
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  - Maravilhosamente. – soltou um risinho – Só estou cansado.
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  - Descansa. – deu um último beijo nos cabelos ruivos – Boa noite.
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  Apesar de fechar os olhos, não planejada dormir. Se obrigou a continuar acordado por tempo suficiente para achar que Sebastian havia adormecido.
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  Se deslocou para cima, preferindo o travesseiro para admirar a relaxada face morena cuja respiração era profunda.
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  Só agora, com o outro inconsciente, tinha coragem para revelar baixinho:
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  - Acho que gosto de você muito mais do que eu deveria. Te adoro, meu amor.
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  Ao se virar ficando de costas para ele na tentativa inconsciente de não se apegar mais ao evitar o contato corporal, pensou da mudança de posição dele ser em virtude de sentir a cama mexer e que o braço circulou a cintura e o puxou para si pois estava acostumado com a aproximação.
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  Ao contrário do imaginado por Damon, Sebastian sorriu porque sempre demorava a dormir.
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  Estava satisfeito pela declaração, o coração acarinhado pelas palavras meigas.
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