Continuum


Escrita porPams
Revisada por Lelen


6 • Pesquisa de Campo

Tempo estimado de leitura: 23 minutos

– Algum lugar de Seattle

  Segunda pela manhã, %Jenie% acordou pontualmente e sem demoras seguiu para a livraria. Fox, o dono, era extremamente criterioso com relação a pontualidade de seus funcionários. Ela deixou a bolsa em seu armário no vestiário dos funcionários e guardou o celular no bolso da calça. Assim que iniciou seu expediente, não demorou muito até que alguns turistas da cidade adentraram o lugar. Como Princia já atendia uma cliente perto da sessão de autobiografia, %Jenie% se locomoveu até o turista e se apresentou.
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  — Boa dia, posso ajudá-los? — disse ela abrindo um sorriso simples, porém natural.
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  — Fomos indicados a esta livraria, nos disseram que tinham uma sessão especial sobre as famílias de uma tal sociedade chamada Continuum — disse uma garota que aparentava ter sua idade.
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  — Sim, temos alguns exemplares de edição limitada, porém somente o dono da livraria pode autorizar a venda — explicou %Jenie% — mediante a apresentação dos documentos de sua família.
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  — Uau, foi como a mamãe disse, não é qualquer um que pode saber sobre eles — respondeu a outra menina que usava óculos.
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  — Posso perguntar o porquê estão interessados nas famílias da Continuum? — perguntou %Jenie% curiosa. Aquela situação era a primeira que lhe acontecia em dois anos trabalhando na livraria.
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  — Bem… — O rapaz de olhos azuis olhou para os lados, olhando se ninguém os observava. — Nossa família fez o pedido para se aliar a eles, estamos curiosos para saber quem são.
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  %Jenie% não os culpava, pois também possuía uma enorme curiosidade. A jovem lhes entregou o cartão de visitas do senhor Fox e agradeceu pela visita.
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  As horas foram passando, após o almoço %Jenie% permaneceu sozinha na livraria, pois Princia tinha uma consulta no dentista naquele dia, aproveitando que o dia nublado mantinha o fluxo nas ruas parado e sem possíveis clientes. Para passar mais rápido o tempo, ela senta na banqueta atrás do balcão de atendimento e pega seu livro do momento, A Seleção, para continuar a leitura iniciada no domingo à noite.
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  — Vamos ver quais surpresas você me reserva, Maxon — sussurrou ela ao abrir o livro.
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  Sua leitura permaneceu silenciosa e atenta. Foi um piscar de olhos que ela olhou para a frente e lá estava ele, %Simon%:
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  — Você? — disse ela sussurrando novamente. — Como… Como entrou aqui?
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  — Pela porta. — Ele riu dela, não entendia a pergunta.
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  — Eu não ouvi o barulho da porta — explicou %Jenie%.
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  — Ah. — Ele finalmente entendeu a indagação dela. — Bem, acho que estava bastante concentrada em sua leitura.
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  — Veio comprar algum livro em especial?
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  — Talvez. — Ele sorriu de canto mantendo seu olhar fixo nela, analisando suas expressões.
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  — Tem algum em especial que deseja?
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  — Quais livros de gastronomia me indicaria?
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  — Gastronomia? — Por essa ela não esperava.
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  — Por que a surpresa?
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  — Não…. — Ela quase gaguejou. — Não é nada. Venha, vou lhe mostrar alguns que possa te interessar.
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  Ele a seguiu pelas gôndolas de livros, até que chegaram na sessão desejada. %Jenie%, como uma vendedora experiente, mostrou os melhores títulos que pudessem interessar ele. Forçando-se agir da forma mais profissional possível, mesmo com o olhar intenso de %Simon% para ela.
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  — E é isso, agradeço pela preferência, senhor, espero que possa aproveitar bem seus livros novos — disse ela assim que lhe devolveu seu cartão de crédito.
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  — Eu que agradeço por ter sido atendido por você. — Ele sorriu de canto.
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  %Jenie% voltou seu olhar para a tela do computador e digitou algumas coisas.
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  — Para! — ela disse ficando com vergonha, ou olhá-lo novamente.
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  — O que eu fiz?
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  — Você fica aí me olhando, estou ficando nervosa — explicou ela.
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  — Se quiser, eu posso fazer outra coisa além de olhar. — Ele sorriu de forma maliciosa.
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  — O quê? — %Jenie% se encolheu sentindo o coração acelerar.
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  %Simon% tinha mesmo um ar de sedução que a deixava desnorteada.
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  — Me referia a ler o livro. — Ele segurou o riso.
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   %Simon% sabia que sua forma subjetiva e enigmática de a tratar poderia deixar %Jenie% envolvida por ele. E se divertia muito com a ideia de criar uma inicial amizade com alguém tão distante do seu mundo cheio de intrigas e vinganças que a Continuum trazia. Estar perto de %Jenie% o fazia se sentir uma pessoa comum, e isso o deixava ainda mais fascinado por ela. O clima estava formado e %Simon% tomou impulso para iniciar sua investida, entretanto, a entrada de %Demeter% na livraria foi como um balde de gelo nos planos do Dominos.
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  — %Jenie% — disse %Demeter% virando seu olhar para %Simon%, mantendo a face séria. Ele não gostava da presença de um Dominos em Seattle, menos ainda que ele se aproximasse das pessoas que ele gostava.
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  — %Demeter%. — %Jenie% sorriu para o amigo. — Infelizmente seu livro encomendado ainda não chegou.
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  — Vocês recebem encomendas de livros? — %Simon% voltou seu olhar para a moça.
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  — Sim, recebemos, mas dependendo do título, demora um pouco, os especiais que possuem edições limitadas só mediante pedido direto ao senhor Fox, o dono da livraria — respondeu %Jenie% prontamente.
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  — Estou curioso para saber quais títulos especiais que precisam disso tudo — comentou %Simon%.
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  — Títulos publicados pela Continuum — respondeu %Demeter% ao se aproximar deles, num tom firme. — Que pena, estava tão curioso para ler sobre Os segredos da família Dominos. — Continuou revelando o título do livro que encomendara.
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  %Simon% segurou o riso, mas manteve um sorriso de deboche, sabendo que aquilo era uma provocação. %Jenie% observou ambos, sem entender o motivo da aspereza na voz do amigo.
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  — Se quer saber sobre minha família, posso lhe contar. — %Simon% virou o olhar para ele, demonstrando segurança. — Não temos nada a esconder.
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  — Tem certeza? — confrontou %Demeter%.
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  — Agradeço pelos livros, %Jenie%. — %Simon% sorriu de leve para a garota e se retirou.
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  Lá no fundo ele sabia que não podia arrumar confusão com %Demeter% Baker. Não por si mesmo, mas para proteger as ações de seu irmão. No mais, o Dominos sabia que para o Baker agir daquela forma, só tinha uma razão: %Mia% Sollary.
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  — O que aquele cara veio fazer aqui? — perguntou %Demeter% a amiga.
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  — O mesmo que você, comprar livros — respondeu %Jenie% de forma inocente, mas intrigada por dentro.
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  — Hum… Tem certeza que minha reserva não chegou?
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  — Tenho, Baker apressado. — Ela riu da careta que ele fez. — E você? Como está indo no estúdio de fotografia?
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  — Melhor do que imaginava. — Ele sorriu e piscou para a amiga. — Sinto que encontrei minha vocação.
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  — Tirando fotos ao vento — brincou ela.
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  — Ei, pare de ser estraga prazeres, bons fotógrafos ganham bem, sabia? E não me importo em ser rico, tenho o suficiente para me manter, já está bom.
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  — Fala o herdeiro de uma família Continuum. — %Jenie% cruzou os braços. — Sério? Esse discurso não cola comigo, e certamente não vai colar com a %Mia%.
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  — %Mia%... só de pensar nela já tenho dores de cabeça — comentou Baker.
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  — Até ontem você era apaixonado por ela — retrucou a moça não entendendo as palavras do amigo.
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  — Ainda sou, mas não vou me arrastar atrás dela, vou viver a minha vida agora — explicou.
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  — Mudança de estratégia?
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  — Qual é a coisa que uma mulher mais odeia nesse mundo? — perguntou %Demeter%.
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  — Não sei, homem irresponsável? — brincou %Jenie% rindo do amigo.
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  — Ser ignorada — afirmou o rapaz.
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  — Hum… %Mia% Sollary não gosta de ser ignorada?
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  — Descobri o ponto fraco dela. — Ele sorriu de canto. — E vou trabalhar isso a meu favor.
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  — Que maldoso. — %Jenie% riu. — Mas espero que dê certo, e se não der… Tenho vários telefones de alunas da Escola de Artes que me pediram para te entregar.
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  %Demeter% deu uma piscada de leve para ela e se despediu saindo da livraria. Seguindo mais adiante, ele viu %Simon% perto de um carro. Baker poderia deixar passar, mas a genética de sua família era afrontosa.
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  — Dominos! — gritou seguindo até o rapaz.
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  — Baker. — %Simon% deixou sua cara de deboche transparecer. — Resolveu aprender sobre minha família direto da fonte?
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  — Serei direto com você. — %Demeter% não deu importância a provocação alheia. — O que você quer com a %Mia%?
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  — Está com ciúmes? — %Simon% cruzou os braços e escorou o corpo no carro. — Que interessante.
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  — Não, não estou com ciúmes. Eu conheço a %Mia% e sei que ela consegue se defender muito bem, principalmente da sua família, sei que não pode machucá-la — respondeu confiante no que dizia. — Mas %Jenie% é como uma irmã mais nova para mim, então se você fizer algum mal a ela, se prepare, não me importo que seja um Dominos, eu sou um Baker e não tenho medo de entrar numa briga.
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  — Bom saber, Baker, porque nós Dominos sempre iniciamos uma briga com a certeza da vitória.
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  — Não é o que a história diz — retrucou %Demeter% com seriedade.
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  — Então é por isso que quer aquele livro? — %Simon% manteve seu olhar desafiador.
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  — Está avisado. — %Demeter% finalizou e se virou para sair de lá.
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  Desde o início, Baker e Dominos tinham suas rivalidades subjetivas, contudo, mantinham a cordialidade que sustentava a Continuum como uma sociedade próspera a todas as famílias fundadoras. Porém, %Demeter% não ligava para isso, e nem se importava em confrontar %Simon% para proteger a amiga de alguém que considerava perigoso.
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– Dominos House, Chicago

  Tarde de terça-feira, %Sebastian% aguardava sua prima Bella para uma conversa informal em seu escritório. Sentado em sua cadeira, com os braços apoiados na mesa de trabalho e ela de pé em sua frente, sob a presença de %Nalla%, que observava tudo que acontecia:
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  — Me chamou, imperador? — brincou Bella ao entrar de forma sinuosa e lenta, seu caminhar se igualava a de modelos de manequim.
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  — Sim. — %Sebastian% a olhou sem dar muita importância para a brincadeira e tomou o último gole do vinho que %Nalla% lhe servira. — Tenho uma missão para você.
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  — Missão? — Bella sentou se sofá o olhando, tentando imaginar o que poderia ser. — A quem devo seduzir desta vez? — brincou novamente.
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  — Ninguém. — Ele sorriu de forma enigmática. — Acho que se lembra da noite em que fomos atacados.
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  — E quem se esqueceria daquele terror, pelo menos nos beneficiou de algum modo, não é? — disse olhando a sua volta. — Nossa família nunca foi tão lucrativa em outras gestões.
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  — Seus comentários são sempre plausíveis.
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  — Mas o que tem a ver minha missão com o ataque que sofremos?
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  — Pesquisa de campo. — %Sebastian% se levantou da cadeira e andou até a janela. — Todos temos inimigos e nossos inimigos também devem ter outros além de nós.
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  — Planeja algo para o futuro? — A mulher cruzou as pernas o olhando maliciosamente. — Uma visita, talvez.
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  %Sebastian% a olhou respondendo com um sorriso espontâneo e se levantando, pegou um pacote cor de mostarda e esticou para ela:
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  — O que é? — perguntou Bella se levantando e pegando o pacote.
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  — Tudo que precisa para sua pesquisa de campo — respondeu ele. — Seu contato é Benjamin Bellorum, ele vai te ajudar em sua viagem.
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  — Benjamin Bellorum — sussurrou ela.
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  — Não me decepcione, Bella. — Reforçou ele a importância da missão. — Você parte em dois dias e seja discreta quanto ao meu pedido.
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  — Não se preocupe, imperador. — Ela deu uma risada rápida. — O que eu não faço por você, priminho.
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  Bella saiu do escritório, seguindo diretamente para seu quarto. Precisava se preparar para sua viagem e traçar suas rotas iniciais. Apesar de muito curiosa para conhecer o tal Benjamin Bellorum, se sentia ainda mais intrigada em pesquisar mais sobre os Tenebrae. A família que seu primo tanto queria destruir. A mulher colocou o pacote que recebera do primo dentro da Louis Vuitton que tanto usava. Ao sentar na cama, respirou fundo pensando no que faria primeiro. Foi neste momento que Mary, a bondosa esposa de seu irmão Nigel, entrou em seu quarto em busca de um conselho.
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  — Bella, que malas são essas? — comentou Mary assim que viu duas malas nos pés da cama da amiga. — Vai viajar?
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  — Pesquisa de campo, não tenho um destino certo. E para falar a verdade, estou com um pressentimento de que vou me divertir muito. — Bella sorriu e se levantou parando em frente. — Você não pode nem sonhar em dizer para alguém, mas foi a pedido de %Sebastian%.
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  — Tinha que ser. — Mary suspirou fraco. — Você vai quando?
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  — Em dois dias, e desta vez terei até um acompanhante. — Bella piscou de leve com certa malícia no rosto.
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  — Tenha muito cuidado nessa viagem, não posso ficar sem minha melhor amiga. — Mary fez cara de choro.
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  — Sua boba. — Bella colocou a mão na barriga de Mary. — E quando vai fazer o exame?
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  — Era sobre isso que queria conversar. — Mary lançou um olhar cansado e se sentou na cama ao seu lado. — Já fizemos tantas tentativas que falharam, estou com medo de ficar frustrada novamente.
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  — Mary, não perca a esperança. — Bella a olhou sério. — Faça o teste, depois vou querer saber do resultado.
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  — Tudo bem. — Mary sorriu de forma delicada.
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  — E já adianto que serei a madrinha.
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  Ambas riram e Mary ajudou Bella a separar roupas e ajeitar tudo escolhido nas duas malas.
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  %Sebastian% continuou em seu escritório, moveu-se até a janela se colocando ao lado de sua sliter leal. Mantendo o olhar do lado de fora, porém atento a ela:
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  — Inimigo do meu inimigo é meu amigo — sussurrou ela de forma coerente sobre a próxima jogada dele.
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  — Bispo na E4 — comentou ele dando um sorriso presunçoso, como se toda a sua estratégia se referisse a um jogo de xadrez.
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  Se Bella era o bispo, %Simon% a torre e %Sebastian% o rei, nos sentimentos mais profundos dele, %Nalla% era sua rainha, a peça mais importante daquele jogo.
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  — Senhor — %Nalla% se pronunciou.
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  — Diga. — %Sebastian% a olhou como se estivesse despertando de um pensamento profundo. — Alguma preocupação?
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  — Agora que resolveu a missão da senhorita Bella, o que faremos com os carregamentos roubados no México? Nosso cliente enviou um e-mail se dizendo decepcionado com a confiabilidade de nossa subsidiária de transportes.
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  — Mais essa dor de cabeça. — %Sebastian% fechou seus punhos respirando fundo.
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  A cada dia um novo problema. A cada passo que dava para destronar os Tenebrae, mais um problema de boicote e retaliação surgia contra sua família.
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  — Posso resolver este assunto, senhor — %Nalla% disse de forma firme demonstrando segurança.
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  — Você ficará aqui, ao meu lado. — Ele voltou seu rosto para ela, que o olhava atentamente. — Não posso deixá-la longe de mim, não agora.
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  — Sei que sou sua consciência, mas %Sebastian% Dominos não precisa de mim para se sentir seguro, é o único que pode me vencer, lembra? — ela argumentou.
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  — Não digo por minha segurança. — Seu olhar deixou escapar uma ponta de carinho.
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  Toda vez que %Sebastian% colocava-se bem próximo de sua segurança, seu corpo ficava em estado de alerta. O que mais desejava era conseguir uma rendição por parte dela.
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– Algum lugar de Seattle

  Quarta à noite na Escola de Artes, %Jenie% se despedia de sua turma de debutantes que na qual ensinava-lhes valsa. Assim que todas saíram, a jovem bailarina conferiu as horas no celular. Está cedo para voltar para o hostel! Pensou consigo. Voltando seu olhar para o violão que uma das alunas esqueceu, retirou o objeto da capa e sentando no não, começou a dedilhar um pouco.
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  — Você toca bem — comentou %Simon% ao aparecer da porta. — Onde aprendeu?
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  — %Simon%. — %Jenie% parou de dedilhar e o olhou. — Você por aqui.
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  — Pois é, fiquei curioso para saber como são suas aulas noturnas — respondeu ele entrando e se aproximando dela. — Não me respondeu.
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  — O quê?
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  — Onde aprendeu a tocar violão?
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  — Com um amigo de infância, eu o ensinava a dançar e ele me ensinava a tocar — respondeu ela.
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  — Parece mais filme de romance adolescente, não acha? — comentou ele segurando o riso indo se sentar ao seu lado no chão.
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  — Você me pegou, é a sinopse de um filme — brincou ela, fazendo-o rir. — Eu sempre gostei de música, porém a dança me atrai mais. Mas não me impediu de aprender a tocar algo. Por quê?
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  — Nada, foi bonito vê-la tocar.
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  — Está aqui há quanto tempo me observando?
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  — Tempo suficiente. — Ele voltou a fazer o olhar intenso que deixava %Jenie% desnorteada.
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  — Você sabe dançar? — perguntou ela desviando o olhar dele e colocando o violão no chão encostado na parede.
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  — Eu? Dançar? — Ele riu baixo.
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  — Sim, dançar. — Ela se levantou e estendeu a mão para ele. — Então?
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  — Não tenho as suas habilidades. — Ele segurou em sua mão e se levantou.
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  — Eu te guio — disse ela com firmeza.
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  — Mas sem música? — questionou ele.
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  — Não seja por isso. — Ela pegou o celular e conecta o fone de ouvido, colocando um plug na orelha e dando outro para ele.
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  Após escolher a música e dar o play, %Jenie% colocou uma das mãos dele em sua cintura e segurando na outra começou a dançar suavemente com ele. Após alguns movimentos ele tropeçou em sua própria perna, fazendo ambos cair. E ali estava ela em cima dele e seus olhos encontrados. %Simon% não se conteve em aproveitar o clima criado propositalmente e erguendo seu corpo, a beijou com suavidade e doçura. %Jenie% retribuiu o beijo de imediato, sentindo as mãos dele envolver sua cintura, a jovem deixou sua mente livre de pensamentos negativos sobre ele ser de uma família da Continuum. Ela apenas desejava se aproximar e conhecer mais %Simon%.
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  — Acho melhor levantarmos — sussurrou ela após o beijo.
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  — Tem certeza? — perguntou ele com um tom de malícia.
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  — Sim. — Ela deu uma risada e se levantou. — Devo imaginar que sua queda foi proposital? Senhor Dominos?
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  — Isso é ruim? Senhorita Fletcher? — A resposta de %Jenie% veio com um sorriso espontâneo, que foi preenchido por outro beijo ainda mais intenso de %Simon%.
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– Bogotá, Colômbia

  Naquela mesma noite…

  No Centro de Treinamento Sliter intitulado Dragonis’, ao sul da capital Colombiana, em um dos numerosos quartos instalados no subsolo, sentado em sua cama estava %Joseph% Bellorum, o caçula da família de sorriso nebuloso que parece estar sempre escondendo algo. Sua atenção estava no jornal CNews, lendo uma matéria sobre a aquisição das fazendas no Texas pela família Dominos.
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  O homem fitou o olhar na foto de %Sebastian% e %Simon%. Já havia alguns anos que não os via pessoalmente. Sua família, por ser aliada, mantinha contato frequente com eles. Seu pai foi um grande amigo do pai de %Sebastian%. O que levava ele e seu irmão Vincent a ser próximo dos irmãos Dominos. Sua leitura permanecia silenciosa quando bateram na porta:
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  — Entre — consentiu ele.
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  A pessoa do outro lado girou a maçaneta calmamente e abriu a porta, mantendo somente uma fresta:
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  — O chefe mandou arrumar as coisas — disse uma voz feminina. — Seus sonhos se tornaram reais, você foi transferido para Seattle.
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  Um sorriso emblemático apareceu no rosto do rapaz. Só havia uma pessoa em Seattle que o interessava: %Jenie% Fletcher.
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A minha mãe me diz todos os dias
Para ter cuidado com os homens
Porque o amor é como brincar com fogo
Minha mãe pode estar certa
Porque quando vejo você, meu coração fica quente
Porque ao invés de medo, minha atração fica maior?

– Playing With Fire / Blackpink

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