Continuum


Escrita porPams
Revisada por Lelen


47 • Restart

  Na vida sempre passamos por momentos bons e ruins, há aqueles que desejamos eternizar e outros que se transformam em traumas que desejamos esquecer. No momento em que a voz do traidor Tenebrae soou, todo o corpo da bailarina gelou de imediato, fazendo seu coração disparar de medo assim que a ligação caiu. As lembranças de quando foi sequestrada tomaram sua mente elevando ainda mais seu nível de preocupação com a amiga.
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  — Annia, o que faremos? — Sussurrou %Jenie%, sentindo as mãos trêmulas.
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  — Eu vou fazer minhas ligações e você, avise a sua avó agora mesmo, a primeira a ter notícias liga para a outra. — Disse a Baker, quase em tom de ordem.
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   %Jenie% assentiu de imediato e desligando a ligação, saiu do quarto às pressas descendo as escadas em direção ao escritório de sua avó. Donna estando em seu escritório no porão da casa, mantinha a atenção nos preparativos do jantar dos herdeiros, repassando todos os pontos de segurança do local escolhido e analisando a lista dos sliters que trabalhariam naquela noite. Carl acompanhado de outra sliter, seguia prontamente anotando cada detalhe e dando argumentando as decisões que achava pertinente, mostrando soluções melhores para a chefe.
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  — Vovó... — %Jenie% adentrou o espaço repentinamente os deixando confusos, e lembrando-se das formalidades, corrigiu sua fala — Senhora Fletcher...
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  — O que houve para entrar assim? — perguntou Donna, estranhando o olhar amedrontado da neta.
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  — Levaram a %Nalla%. — respondeu %Jenie%, segurando as lágrimas que estava se formando no canto dos olhos.
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  — Como assim levaram a %Nalla%? — indagou a matriarca, tentando entender a notícia.
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  — Estávamos conversando com ela no telefone e ela disse que estava sendo seguida, e o Andrei apareceu na ligação. — %Jenie% tentou explicar de uma forma clara, porém sem sucesso, pois o desespero já se mostrava em sua fala — O Andrei levou a %Nalla%.
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  — Quem era a terceira pessoa conversando com vocês? — Donna tentou manter a calma diante da situação e do estado da neta.
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  — A Annia. — respondeu a bailarina.
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  — Muito bem. — ela respirando fundo, pois se houvesse mais algum detalhe na história conseguiria extrair da Baker com mais precisão, então voltando a atenção para Carl — Ligue para Finn* e peça para entrar no sistema de câmeras das vias de Chicago, precisamos descobrir qual rua ela foi vista pela última vez e rastrear para onde a levaram, ligue também para Fulhan, a família de %Nalla% precisa ter em máxima segurança...
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  Na medida que Donna seguia com as orientações aos dois sliters, ela pegou o celular para informar aos Dominos o ocorrido, entretanto %Jenie% achando-se esquecida na sala, de imediato chamou a atenção da avó.
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  — E o que eu faço para ajudar? — perguntou ela, em aflição interna.
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  — Você nada, a partir de agora eu resolvo isso. — respondeu a matriarca Fletcher num tom sério, áspero e frio.
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  — Mas vovó... Senhora Fletcher, a %Nalla% é minha amiga, eu quero ajudar. — questionou %Jenie%.
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  — Ajudar em quê? Você nem mesmo consegue derrubar seu treinador propositalmente... Não pode nem ser considerada uma sliter com todos esses machucados pelo corpo... — por mais que doesse em Donna jogar a realidade na cara de sua neta, era necessário.
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  Afinal, %Jenie% poderia mais atrapalhar que ajudar.
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  — Mas... — ela tentou argumentar sem sucesso.
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  — Mas nada... Preocupe-se com seu treinamento e em pagar a aposta na qual se envolveu sem ao menos ter consciência do que estava fazendo. — agora a Fletcher elevou a voz de forma mais dura.
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  — Como a senhora sabe? — perguntou %Jenie%, surpresa.
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  — Eu sempre sei o que acontece no meu acampamento, agora pode se retirar. — Donna não se importou se iria ou não ferir os sentimentos da neta, pois a mesma precisava se tornar mais forte para lidar com esse tipo de situação.
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  Voltando à gravidade dos acontecimentos, Donna Fletcher discou no celular o número de %Sebastian% Dominos. Por mais que a noite fosse de festa de felicidade, a vida de %Nalla% era importante o bastante para não deixar seu sequestro em oculto do homem que certamente moveria céus e terra para encontrá-la. Enquanto isso, %Jenie% em choque com a reação da avó, se retirou do escritório sentindo-se uma inútil pela realidade de não poder salvar a amiga como um dia foi salva por ela.
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  Seguindo até a parte de cima, %Jenie% saiu pela porta e começou a correr em direção a floresta que circundava o lugar, sem direção e em total tristeza e frustração. Semanas haviam se passado com ela ali e não tinha chegado ao seu objetivo inicial de se tornar forte e independente. Internamente ela concordava com a avó, seus machucados pelo corpo apenas lhe mostravam quão fraca ela era.
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  Pelo menos era o que pensava.
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  — O que eu estou fazendo aqui? — sussurrou ela, para si mesma ao parar próximo ao pequeno lago que tinha na parte oeste da floresta.
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  Tudo ficou silencioso por um momento. O olhar de %Jenie% manteve-se no céu que parecia parcialmente nublado, não era comum naquela época do ano, porém os rumores de chuvas rápidas circulavam entre os aprendizes, tanto que não demorou para que uma brisa fria passasse por seu corpo.
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  — Então é assim que você lida com as crises? Fugindo? — a voz de Matthew soou por detrás de uma das árvores, calma e serena.
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  — O que faz aqui? — %Jenie% enxugou as lágrimas discretamente e olhou para a direção dele, que começou a dar alguns passos até ela — Por que veio atrás de mim?
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  — Você não me respondeu. — ele parou em sua frente, mantendo as mãos nos bolsos e controlando o olhar debochado.
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  — Me deixa em paz. — disse ela, se virando para afastar.
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  — Então é assim? — ele a segurou pelo braço de maneira firme, parando-a — Vai desistir?
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  — Eu te odeio. — ela se soltou bruscamente e no impulso da raiva, começou a bater nele enquanto as lágrimas voltavam a descer pelo seu rosto — Odeio a Continuum, odeio o Andrei, odeio esse acampamento, odeio todo mundo…
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  Matthew permaneceu parado, apenas permitindo que %Jenie% extravasasse sua raiva dando pequenos socos em seu tórax. Era de se esperar que em algum momento toda a pressão e frustração que estava sentindo desde quando foi sequestrada iria de fato ser externada em algum momento, e aquele era bem propício, no meio do nada com a única pessoa que lhe entendia perfeitamente apesar da bailarina achar que não. E quanto mais ela o batia, mais ela desabafava.
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  — Eu... — %Jenie% enfim parou por um momento, ao sentir-se cansada.
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  A raiva foi tanta que nem mesmo pulso enfaixado foi capaz de desviar sua atenção, e a própria dor foi abafada.
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  — Acabou? — perguntou ele, num tom sarcástico — É somente isso que tem guardado aí dentro? Andrei levou sua amiga semanas depois de quase te matar... E você age assim? Como uma garota mimada que só sabe chorar...
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   %Jenie% fechou seus punhos novamente e partindo para socá-lo na cara, foi paralisada por um movimento de imobilização de Matthew. Ela se remexeu para se soltar sem sucesso, enquanto ele a deslocava para a parte mais escura da vegetação. Em um piscar de olhos Matthew girou seu corpo a prensando em uma árvore, mantendo o corpo de ambos próximos o suficiente para sentirem a respiração um do outro.
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  — Quanto mais você ficar assim, mais seu inimigo terá poder sobre você. — disse ele, percebendo os sentimentos dela.
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  — Me solta. — pediu tentando controlar sua voz, internamente seu corpo trêmulo apenas queria renunciar a tudo — Por favor.
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  — Não se pede por favor para o inimigo, não vou deixá-la desistir. — continuou ele, mantendo a seriedade na voz e suavizando o olhar — Você é mais capaz do que imagina, bailarina.
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  — Não, você não sabe quem eu sou, ou melhor, você já me definiu, sou uma mimada que passou a vida sendo protegida... Nem a minha avó acredita que sou capaz de me tornar uma sliter. — disse ela, com a voz falha e mais lágrimas escorrendo — Não importa se a punição for a morte, eu não quero mais.
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   %Jenie% apenas desistiu de se soltar dele, deixando seu corpo relaxado para que ele a mantivesse de pé.
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  — Engano seu, é por acreditar em você que sua avó me pediu para treiná-la. — Matthew foi se inclinando para mais perto, deixando seus rostos bem próximos.
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  Com leveza, ele soltou os braços dela, porém continuou a apoiando para que seu corpo mantivesse erguido. %Jenie% apenas fechou os olhos, sentindo toda a sua força temporariamente se esgotar pelo turbilhão de emoções que viveu em um curto espaço de tempo. Aos poucos, sua respiração ofegante foi se acalmando até ficar sincronizada com a de seu treinador, era intrigante para ela a habilidade que Matthew tinha de elevá-la aos dois extremos, raiva e calmaria, em um piscar de olhos. A forma em que a apoiava fisicamente, seu toque suave e firme que lhe transmitia segurança e força, inegável o fato dele ser totalmente diferente do que ela imaginou em um tipo ideal de homem para sua vida, e era exatamente por isso que sua influência sobre ela era mais surpreendente.
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  Além de fazê-la esquecer os outros dois homens que arrasaram seu coração e com facilidade tomar seus pensamentos, agora indiretamente estava se tornando um motivo inesperado para ela prosseguir com seu objetivo de se tornar sliter.
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  — O que você está fazendo? — sussurrou ela, tentando entender por que seu corpo seguia espontaneamente ao comando dele.
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  — Estou apenas te ajudando a achar seu ponto de equilíbrio. — sussurrou ele, de volta ao impulsioná-la a se afastar da árvore e conduzi-la para o centro do lugar — Mantenha seus olhos fechados.
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  — O que vai fazer comigo? — indagou ela, mais uma vez, insegura com o que poderia vir a seguir.
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  — Vou mostrá-la o caminho... — Matthew manteve a voz suave, enquanto retirava o lenço amarrado em seu punho, então a vendou com precisão.
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  — Collins?! — disse ela, estranhando.
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  — Respire fundo e tente sentir o ambiente em sua volta. — disse ele, em seu tom habitual de ordem.
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  A parte doce e compreensiva do treinador cruel estava dando lugar ao seu lado impotente e rígido. %Jenie% assentiu fazendo o que ordenou, não entendendo de início o propósito daquilo. Em instantes o silêncio pairou sobre o lugar, o que aos poucos foi permitindo a bailarina perceber os detalhes que aconteciam ao seu redor, percebendo que Matthew a rodeava.
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  Vendada e com a atenção total nos movimentos dele, %Jenie% em um movimento involuntário e espontâneo deu meio giro e abaixou rapidamente quando sentiu a aproximação de algo vindo em sua direção. No susto, ela se levantou em seguida e socou o ar, para sua surpresa sua mão passou de raspão pelo rosto de Matthew quase o acertando de fato.
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  — Matthew?! — disse ela, estática com o que tinha acontecido.
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  — Mantenha a calma e o equilíbrio... — sussurrou ele, em seu ouvido novamente — Acompanhe os movimentos do seu inimigo, como se estivesse dançando com ele.
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  Mais uma vez ele investiu em um ataque contra ela, desta vez mais concentrada, %Jenie% se defendeu conseguindo manter a estabilidade do seu corpo, não sendo derrubada no processo. Ela sorriu com espontaneidade ao perceber que tinha o bloqueado com sucesso, o que a fez perder o foco e se distrair, nesta fração de momento Matthew aproveitou para derrubá-la com um chute certeiro no estômago. A bailarina ao sentir o impacto juntamente com a dor, sofreu uma breve falta de oxigênio decorrente do golpe, então puxou o máximo de ar para seus pulmões tentando assim voltar a estabilidade.
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  — Mantenha o foco... — disse ele ao segurar em sua mão e puxá-la para se levantar — Se inimigo não te dará descanso...
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  Assim que %Jenie% ergueu seu corpo, Collins lhe transferiu outro golpe a derrubando. A bailarina respirou fundo, pensando na melhor forma se bloquear e voltar ao equilíbrio inicial, então erguendo novamente seu corpo percebeu a investida dele contra e girando seu corpo com precisão colocou toda a força em sua perna direita a lançando contra ele, assim que conseguiu finalizar seu movimento o derrubando como planejou, ela posicionou seu corpo como se estivesse terminado de fazer um movimento de ballet.
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  — O nome disso é fouettés... — disse ela, ao levantar o lenço dos olhos para encará-lo, enquanto recuperava o fôlego — Um movimento importante do ballet.
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  Ele sorriu de canto discretamente, então manteve a seriedade no olhar. Logo sentiu um gosto estranho, o ataque da bailarina havia provocado um pequeno corte interno em sua boca.
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  — Eu não mandei retirar a venda... — Collins manteve o tom firme, levantando-se novamente — Vamos de novo.
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  Ao ataque inicial de Matthew, a bailarina continuou a se defender e contra-atacar. %Jenie% não sabia ao certo o que estava fazendo, mas muitos de seus golpes começaram a tomar forma a partir dos movimentos de ballet e outras danças que conhecia, principalmente o hip-hop. Se aquele era o tal estilo de luta que ele havia lhe dito, ela ainda não compreendia ao certo, mas finalmente estava achando mais fácil encontrar formas de não sair tão machucada como das outras vezes. Claro que Collins não estava usando sua força em cem por cento contra ela, o que facilitava, entretanto, quanto mais %Jenie% conseguisse dominar seu próprio corpo e movimentos, mais ela desenvolveria suas habilidades de combate corpo a corpo.
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  — Eu venci desta vez?! — perguntou ela, ao parar para tomar fôlego após uma sequência de golpes que tinha bloqueado.
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  — Não, mas parabéns pelo progresso. — disse ele, ao se aproximar dela e esticar a mão direita para retirar sua venda.
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   %Jenie% no reflexo se defendeu e tentou atacá-lo, porém Matthew foi mais rápido e a imobilizou, prendendo-a contra seu corpo.
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  — Calma, eu só ia tirar isso... — ele retirou a venda de seus olhos, e riu baixo.
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  — Me desculpa, reflexos involuntários. — sussurrou ela, ainda receosa, quando ele a soltou.
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  Matthew respirou fundo e colocou as mãos nos bolsos da calça, olhando-a com serenidade.
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  — Quem é você e o que fez com o Collins? — perguntou ela, desconfiada.
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  — Do que está falando? — ele deu uma risada rápida.
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  — Você me parabenizou. — explicou ela.
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  — Hum... — ele manteve o sorriso debochado — Retiro o que eu disse então.
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  Assim que %Jenie% tentou retrucar, ele se impulsionou para sair. As horas haviam passado tão rápido e a atenção de ambos no treino estava tão intensa que nem mesmo viram o tempo passar, faltava menos de uma hora para o sol nascer e %Jenie% havia até esquecido do caos do qual havia fugido.
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  — Temos que voltar e você tem uma aposta para pagar. — avisou ele, seguindo para o caminho em direção ao acampamento.
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  — Como você sabe disso? — perguntou ela, na inocência.
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  — Sou o seu treinador, é meu dever saber tudo o que faz. — explicou ele, de forma enigmática.
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  — Esse lugar tem câmera? — continuou ela, o seguindo — Não é possível que todos estejam sabendo sobre isso.
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  — Até as árvores têm ouvidos aqui. — brincou ele — Você é uma Fletcher, acostume-se e tenha cuidado...
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  Ele parou e a olhou sério.
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  — Nunca uma outra pessoa foi tão observada nesse lugar quanto você. — até suas expressões estavam mais frias — As pessoas podem saber o que faz, mas não pode ser pega fazendo ou terá punições, então não deixe que te vejam.
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  — Como assim? — %Jenie% ainda não tinha entendido a maldade por detrás das apostas que rolavam entre os aprendizes, e menos ainda o conselho de Matthew.
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  — Eu vou seguir na frente, você pode me acompanhar ou aproveitar o momento para invadir um bar e roubar uma medalha. — sugeriu ele, indiretamente — Afinal, estávamos em um treino noturno, então, há uma razão para não estar em seu quarto dormindo.
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  De certa forma %Jenie% sabia que a razão e a lógica estavam a favor dele. Por mais que a preocupação com a amiga tivesse retornado, não tinha outra coisa a se fazer a não ser seguir o fluxo e continuar os treinos para se tornar tão forte, quanto as outras duas órfãs que conheceu quando criança.
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  Afinal, seria mais imprudente ainda de sua parte ir atrás de Andrei despreparada, do que encarar um bar cheio de motoqueiros mal-encarados para roubar uma medalha. %Jenie% permaneceu parada avaliando a situação e pensando em como ela poderia fazer aqui sem ser pega e envolver Meg junto, já que sua loucura em interferir nos assuntos da nova amiga fez a tal aposta criar proporções maiores do que deveria. Poucos passos a frente Matthew parou ao perceber que ela havia ficado para trás, e num sorriso de canto confiante, a orientou subjetivamente.
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  — Ah, acho que estou ouvindo o barulho de motos a oeste daqui. — disse ele, elevando sua voz — Talvez estejamos próximos ao Sweet Home.
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   %Jenie% de imediato entendeu o recado e voltando-se para oeste, começou a correr em direção ao barulho dos carros na rodovia, era um trecho bem movimentado por causa do famigerado bar de motoqueiros. Quanto mais se aproximava, mais o barulho da civilização ficava nítido a sua audição, avistando as luzes da fachada do lugar mais à frente. A estrutura do lugar o aspecto de antigo e para uma construção que no passado serviu de base para o corpo de bombeiros, sua arquitetura transmitia um charme rústico pelas paredes de tijolinho, alinhada à modernidade da decoração.
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  — Sweet Home. — leu ela, ao voltar seu olhar para o letreiro em neon vermelho acesso — O que eu estou fazendo?!
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  Ela ficou alguns minutos parada do outro lado da rodovia, observando a movimentação do lado e o fluxo de pessoas que saíam e entravam. Na teoria, a bailarina deveria fazer aquilo na companhia de sua nova amiga, porém na prática seria desperdício de tempo e oportunidade retornar ao acampamento para enfim tentar as duas saírem de lá sem serem vistas. Então só lhe restava encarar o desafio sozinha e rezar para sair viva e não ser vista.
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  — Bem, não há outra opção para mim. — sussurrou ela, para si — Se não consigo encarar um bando de motoqueiros, como vou encarar o Andrei?
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  A mente da bailarina precisava se manter focada, porém suas preocupações com a amiga dividiam sua atenção naquele momento. Dando o primeiro passo, ela atravessou as duas pistas e se aproximou de um motoqueiro que estacionava sua Scrambler 74.
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  Era a hora de improvisar.
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  — Boa noite. — disse o homem, sendo retribuído com um sorriso — Está perdida?
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  — Parcialmente, posso dizer que sim. — ela disfarçou um pouco o nervosismo interno — Estava com uma amiga e o seu namorado fazendo trilha, mas eles acabaram esquecendo de mim e mudando os planos…
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  — Entendo, a cidade não fica muito longe daqui se quiser podemos beber um pouco e depois eu te levo. — ofereceu ele.
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  — Não sei… — ela olhou para a porta de entrada do bar — Ali diz, somente entrada de convidados.
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  — Você é minha convidada. — o homem piscou de leve para ela e desceu de sua moto, guardando as chaves do bolso traseiro — Então?!
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  — Eu estava mesmo com sede. — assentiu ela, em surtos internos.
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  Ele sorriu de canto e seguiu na frente sendo acompanhado por ela. %Jenie% observou bem os detalhes dos grafismos nas paredes, notando também os olhares dos outros homens e mulheres que estavam por todo o salão. No fundo sonoro, o jukebox contemplava o ambiente com o som de We Will Rock You do Queen, um grupo de homens que rodeava a mesa sinuca começou a discutir de repente, rindo segundos depois do tropeço de um deles ao dar sua tacada. Mais adiante nos fundos ficava o bar, com a cobiçada medalha em destaque pendurada em cima da prateleira dos whiskys mais caros.
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  — Estou ferrada. — sussurrou ela, engolindo seco ao olhar a medalha.
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  — O quê?! — seu cartão de acesso a olhou — Disse alguma coisa?
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  — Aqui está bem cheio, é sempre assim? — disse ela, como se repetisse uma pergunta.
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  — Não todos os dias. — ele riu e se aproximou do balcão — James, me vê duas bebidas, estou acompanhado hoje.
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  — Olha só. — o homem grisalho pareceu impressionado — Muito bem acompanhado, devo dizer.
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  — Devo levar isso como um elogio? — brincou ela, tentando descontrair.
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  — Claro senhorita. — James riu — É a primeira vez que Paul traz alguém com ele, e devo dizer que estou impressionado.
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  — Pare de falar e nos sirva logo. — pediu o homem, que finalmente ela descobriu o nome.
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  — O especial da noite? — perguntou James.
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  — Claro. — Paul voltou o olhar malicioso para %Jenie%, que logo percebeu.
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  Ela precisava planejar algo em seu improviso, ou terminaria a noite de uma forma desastrosa e mais delicada ainda. “O que a %Nalla% faria em meu lugar?” ou “O que a Annia faria?” A bailarina tentava vencer esses pensamentos, afinal era ela quem estava ali, era o seu momento de provar para si mesma que conseguia ser mais forte e capaz de se livrar de qualquer situação perigosa.
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  — É visível que esta é sua primeira vez aqui, não é? — perguntou Paul, tentando puxar assunto.
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  — Sim, como disse, era para estar fazendo trilha agora, mas parece que minhas férias em grupo foram frustradas. — respondeu ela, percebendo a aproximação dele.
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  Em sua mente, se imaginou o derrubando no chão com um soco ou chute por mais de dez formas diferentes.
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  — Sorte a minha, agora podemos animar a noite um do outro. — disse ele, sugestivamente.
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  Não que aquele motoqueiro em si fosse estranho, pelo contrário, para a surpresa de %Jenie%, Paul era um homem até bonito e interessante, mas é claro que para ela isso não significava nada. Seu objetivo era entrar discretamente e roubar a medalha, mas o processo para o seu sucesso ainda não tinha sido definido.
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  — Você não me disse seu nome. — perguntou ele, assim que foram servidos por James da bebida especial.
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  — Nem você, soube por ele. — disse ela, de imediato.
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  — Verdade. — ele riu, esticando a mão em cumprimento — Sou o Paul.
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  — Joseline. — ela abriu um largo sorriso, retribuindo o aperto de mão — Obrigada por me convidar.
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   %Jenie% se lembrava vagamente de uma amiga da faculdade com esse nome, o que a ajudou a não pensar muito em inventar um para dar a ele. Neste pouco tempo em que ela foi jogada em todo o universo da Continuum, ela havia aprendido algumas coisas com as amigas que reencontrou e as novas que conheceu. Uma delas é que em momentos de improviso, nunca diga seu nome verdadeiro.
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  — Tem sido um prazer sua companhia, Joseline. — Paul encostou de leve sua mão na cintura dela, trazendo-a um pouco para mais perto, pretendendo lhe beijar.
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  Porém, %Jenie% o barrou no caminho com sua mão, mantendo a distância entre eles.
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  — Onde é o banheiro? — perguntou ela, disfarçando.
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  — Ali. — ele apontou para um corredor escuro.
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  O que a deixou insegura. Respirando fundo, %Jenie% seguiu na direção indicada e passou pelo corredor escuro até chegar em uma escada de acesso ao porão no subsolo, onde eram os banheiros e as salas vip. Com o coração acelerado e se locomovendo lentamente pelas escadas, ela passou por várias portas das quais algumas conseguiu ouvir barulhos vindos do lado de dentro. Logo um casal saiu de uma das portas, estavam visivelmente embriagados e em risos.
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  — Precisamos marcar de novo. — disse o homem, num tom moderado.
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  — Assim que meu marido viajar novamente. — respondeu a mulher, sem cerimônias.
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   %Jenie% olhou de relance para eles, notando no pescoço do homem um naipe de espadas tatuado, fazendo-a se lembrar que já havia visto uma tatuagem assim antes em Collins, em seu pulso direito. Se aquele bar era de motoqueiros gangsters e se aquela tatuagem era um símbolo, como seu instrutor poderia ser de uma gangue se ele era um sliter, vindo de um orfanato?
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  — Não pense muito, ou então não terá coragem para ir até o final. — a voz de Matthew a assustou, ao despertar sua atenção do casal que já desaparecia do seu campo de visão.
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  — Collins. — sussurrou ela, sentindo o coração acelerar no susto — O que faz aqui?
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  — O que acha?! — ele deu alguns passos para saiu da sombra, assim ela pode vê-lo com mais nitidez.
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  Ela o ignorou e se moveu para sair.
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  — %Jenie%. — ele segurou em seu braço, parando-a — Como pretende roubar a medalha?
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  — Não te interessa. — disse ela.
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  — Me deixe te ajudar. — insistiu ele — As pessoas daqui, conseguem ser piores que a Continuum, não possuem princípios.
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  — E desde quando os Tenebrae possuem princípios? — argumentou ela, com fundamentos se soltando dele — Não existe nada pior do que o Andrei…
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  — Fletcher. — insistiu ele.
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  — Não. — ela o olhou seriamente — Eu devo fazer isso sozinha e nem era para você estar aqui, se for pego ajudando sua aprendiz poderá ser punido.
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  — Olha só quem encontrou o livro de regras. — disse ele, impressionado.
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  — Estou falando sério. — %Jenie% forçou um olhar confiante.
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  — Eu também. — ele se manteve sério, porém com o olhar sereno para ela — Você sabe que não vai conseguir sozinha, precisa de alguma coisa ou alguém para distraí-los.
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  — Não. — ela retrucou, o encarando — Eu já entendi que não sou a %Nalla%, ok? Só me deixa pensar o que eu vou fazer, e fica fora disso.
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  Ela deu o primeiro passo para se afastar.
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  — Não se trata de ser ou não a %Nalla%. — ele segurou em sua mão agora, chamando-a à realidade — Existem coisas que até mesmo sua amiga não consegue fazer sozinha.
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  Logo a voz de Andrei invadiu a mente de %Jenie%, fazendo-a sentir um frio na espinha. %Jenie% não queria concordar, mas não sabia o que fazer e nem como iria distrair Paul que a aguardava com pensamentos de uma noite de aventuras estranhas. Ao perceber barulhos vindos da escada, Collins a puxou para uma das portas e entrou com ela. O ambiente vip em questão pertencia a ele, sua decoração clássica minimalista tinha toques escandinavos, principalmente na paleta de cores de adornos. A iluminação quente deixava mais aconchegante e com a sensação de estar mesmo na sala de estar de uma casa. Surpreendente para ela a se comparar com a estética do salão e da fachada.
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  — Como pretende distrair o Paul e roubar a medalha? — perguntou Collins, soltando sua mão.
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  — E o que você tem a ver com isso? — ela bufou, chateada pela interferência dele, adentrando mais o quarto e — Como conhece ele?
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  — Faz diferença se eu contar? Não quer minha ajuda. — retrucou ele, rindo de canto.
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  — Você é um gangster? — perguntou ela, tentando juntar as peças daquele quebra-cabeças.
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  — Meu pai era. — respondeu ele, num tom ríspido — Mas não vem ao caso, vai lá roubar sua medalha, me avise quando terminar.
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  — Tudo bem, eu deixo você me ajudar, se me contar sobre seu pai. — assentiu ela.
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  — Está tentando fazer um acordo comigo? — ele riu — Vai ter que fazer melhor.
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  — Foi você quem se ofereceu. — retrucou ela — Como você entrou aqui? Sabe que um sliter não pode ter nenhuma outra ocupação, não é?
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  — Vai contar para sua avó? — ele encostou na parede e cruzou os braços.
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  — Você é um gangster, não é? — indagou ela.
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  — E se eu for?! — ele sorriu de canto, meio prepotente — Foque na sua medalha.
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  — Prometa que vai me contar? — insistiu ela.
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  — %Jenie% … — ele se afastou da parede e abriu a porta — Sua medalha.
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  — O que eu faço? — perguntou ela, meio insegura.
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  — Permita que ele te beije, e deixe o resto comigo. — respondeu ele, já formulando um plano na cabeça — Ao menor sinal de oportunidade, roube a medalha.
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  Ela assentiu e saiu primeiro do quarto. Não era bem um plano, mas o elemento de distração seria garantido por ele. Assim que ela retornou ao salão, como Collins previu, aconteceu, em um movimento preciso o motoqueiro a beijou com malícia mantendo seus corpos mais próximos. Seguindo o plano, %Jenie% retribuiu o beijo contando os minutos para a intervenção do seu instrutor, num piscar de olhos ela sentiu uma mão puxar Paul pela jaqueta e lhe socar a cara, o derrubando no chão.
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  — Como se atreve a tocar na mulher alheia. — um homem bêbado, gritou para ele, deixando %Jenie% ainda mais em choque.
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  Não era quem ela esperava.
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  — E quem disse que é sua?! — Paul limpou com o manga da jaqueta o sangue que escorreu no canto da boca, sentindo o gosto dele — Vou ensiná-lo a não interferir na noite dos outros, seu bêbado.
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  Paul voltou o olhar para o braço do homem, vendo a tatuagem de uma rosa referente a sua gangue, o reconhecendo e entendendo bem sobre quem ele se referia.
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  — Phill. — sussurrou Paul — Acredite, ela me ofereceu uma das melhores noites da minha vida.
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  E retribuiu o soco, o derrubou sobre outro cara de outra gangue que se prontificou a tomar satisfações com eles. Assim, o caos se instaurou no lugar com a troca de socos e mais brigas entre os que estavam lá, incluindo as mulheres presentes. O velho James saiu de trás do balcão para apartar uma das brigas e segurar um dos clientes que estava com um canivete. Do outro lado, duas mulheres enfrentavam com os tacos de sinuca quase quebrando o lugar junto.
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  O que deveria ser uma simples distração improvisada, acabou se tornando o caos perfeito para %Jenie%. Voltando sua atenção para o balcão, subiu nele passando para o outro lado, então esticando a mão, pegou a medalha e se abaixou rapidamente para se esconder. Com o coração acelerado, a bailarina colocou o objeto no pescoço e engatinhou até a porta de acesso para a cozinha.
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  — A medalha. — ela ouviu a voz de James gritando, pouco antes de passar pela porta e se deparar com alguns funcionários lá dentro.
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  Quatro homens com facas afiadas nas mãos e os olhos fixos na medalha em seu pescoço.
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  — Vai lá, derrube eles. — misteriosamente, Matthew apareceu ao seu lado.
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  De relance no fechar da porta, ela pode visualizar que a guerra entre gangues no salão estava longe de acabar, e que James se aproximava para pegar o que era seu de volta.
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  — Você não vai me ajudar? — perguntou ela, controlando seu desespero interno.
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  — A aposta é sua. — brincou ele, colocando as mãos nos bolsos e esperando pelos movimentos dela.
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  Ela respirou fundo e colocando a medalha para dentro da roupa, olhou para o lado e com a mão esquerda pegou a primeira panela que encontrou para usar de arma. Os quatro homens foram em sua direção erguendo a mão com a faca, ela se desviou do primeiro o empurrando em cima da bancada. O segundo lançou a faca contra ela, que se defendeu com a panela e o chutando entre as pernas, o homem gemeu de dor e %Jenie% bateu com o objeto em sua cabeça, o desmaiando. O terceiro foi atacá-la, porém recebeu um soco do primeiro que vinha ao mesmo tempo para revidar, pois ela tinha se abaixando em defesa.
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  O quarto entrou com mais sucesso ao jogar uma das panelas em sua direção, fazendo-a cair. A panela escorregou das mãos da bailarina, que logo sentiu o quarto homem se aproximar e puxá-las pelas pernas, lançando-a na torre quente. O impacto fez o corpo de %Jenie% latejar de dor, assim como seu pulso direito que se mantinha enfaixado até o momento.
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  — Não vai mesmo me ajudar? — disse ela, em dificuldades quando o quarto tentou estrangulá-la com as próprias mãos.
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  Matthew suspirou fraco e jogou um rolo de macarrão para ela.
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  — Se concentre em controlar seu corpo. — seu tom foi de ordem, como nos treinos.
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   %Jenie% no ápice do seu desespero, fechou os olhos e buscando o rolo com suas mãos, ao encontrá-lo bateu forte na cabeça do homem, o derrubando. O terceiro homem avançou novamente contra ela, que rolando no chão, passou por debaixo da bancada e se levantou do outro lado. Ela manteve os olhos fechados para sentir o ambiente ao seu redor e perceber previamente os movimentos do seu inimigo, como de fato conseguiu com reação imediata de se defender do soco dele, lançando sua perna para derrubá-lo, repetindo o movimento de ballet como no treino de horas atrás.
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  — Consegui! — disse ela, sorrindo animada, quando teve seu corpo puxado por Collins que pegou em sua mão e a tirou de lá.
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  — Temos que sair daqui. — alertou ele, antes que ela pudesse questionar.
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   %Jenie% apenas assentiu, deixando-se ser guiada por ele. Uma corrida da saída dos fundos até o início do perímetro do acampamento no bosque, foi o suficiente para deixar a bailarina sem choque e com a adrenalina ao nível máximo.
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  — Então. — Matthew soltou sua mão assim que pararam.
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  — Obrigada. — disse ela, retomando o fôlego.
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  — Este é o nosso segredo. — disse ele, mantendo o olhar sério.
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  — Não vamos voltar juntos?! — indagou ela, percebendo que ele ficaria ali.
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  — Sabe que não. — respondeu ele — Não seja vista e vá direto para seu quarto.
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  Ela assentiu. Ao dar o primeiro passo para seguir na frente, ela hesitou um pouco e voltou a olhá-lo.
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  — Por que me ajudou? — perguntou ela.
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  — É minha aprendiz. — respondeu vagamente.
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  — Não é resposta. — insistiu ela — Acaso a %Nalla% te pediu algum favor?
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  Suas palavras tinham fundamento.
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  — Esqueça a %Nalla%, o mundo não gira em torno dela. — ele riu e se virou de costas para ela.
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  — O que é então?! — %Jenie% ficou um pouco curiosa.
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  — Eu prometi a sua avó que seria a melhor desta geração, só estou tentando cumprir. — explicou ele, direto.
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  — Posso te pedir um último favor, então? — ela também se manteve séria.
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  — Diga. — ele se virou e permaneceu atento a ela.
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  — Treine a Meg. — pediu ela.
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  — O quê? — ele riu de imediato — Você quer acabar com a minha reputação?
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  — Foi você mesmo que disse que nada mancharia o seu legado. — insistiu ela — Quem melhor que você para treinar as duas piores aprendizes que esse lugar já teve?
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  — Quem disse que você é a pior? — Matthew cruzou os braços, esperando seus argumentos.
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  — Basta ir na enfermaria todos os dias ao pôr-do-sol e teremos a certeza, ninguém nunca se machucará tanto quanto eu aqui. — expôs ela, a realidade — Por favor, eu prometo que se treinar ela, eu venço o torneio.
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  — Está prometendo demais para alguém que se acha a pior. — soou com sarcasmo.
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  — Há seis horas eu achava impossível roubar aquela medalha, e aqui estamos. — argumentou ela, apontando para o objeto escondido por sua roupa — Não sou de tudo um caso perdido.
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  — Com ou sem aposta… — ele deu alguns passos até ela, parando a milímetros de distância em sua frente — Você vai vencer esse torneio.
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  — Como pode ter certeza? — retrucou.
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  — Eu acredito em você. — disse ele, ao segurar em seu pulso direito se certificando o estado dele — Mas se está me pedindo para ajudar sua amiga.
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  Seu toque cuidadoso e suave a estremeceu por dentro, lhe deixando surpresa e assustada. Como podia ser tão mercenário e tão charmoso ao mesmo tempo?
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  — Eu estou bem. — disse ela, soltando seu pulso e dando um passo para trás.
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   %Jenie% ainda não entendia bem as palavras de Matthew: Mesmo que você fosse uma mulher atraente, jamais aconteceria algo entre nós, sentimentos são proibidos para pessoas como eu. Principalmente a parte dela não ser atraente. Não que ela estivesse preocupada com isso, afinal não desejava se envolver emocionalmente com mais ninguém, por causa dos seus passados mal resolvidos.
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  — Então, boa noite… — disse ele, com um sorriso disfarçado — Ou melhor, bom dia.
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  — Matthew?! — ela queria uma resposta concreta.
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  — Espero as duas após o café no lugar de sempre. — ordenou ele, dando sua resposta final.
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  Ela assentiu com um sorriso e se afastou, seguindo na frente.
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  Avistando o acampamento, ela se abaixou escondendo entre os carros que estavam próximos à entrada. Esperando até a troca de turno aos primeiros raios de sol, ela correu até a porta da cozinha da casa grande e entrou. Para sua sorte, não tinha sinal de sua avó ou Carl, então seguiu diretamente para seu quarto.
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  Com toda a turbulência nas últimas vinte e quatro horas, sem notícias da amiga e o desafio de vencer o torneio pela frente, ao menos havia algo positivo em tudo isso. Aquela medalha não significava apenas o pagamento de uma aposta e em ter mais respeito entre os aprendizes…
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  Significava um recomeço para a bailarina como a sliter herdeira.
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Todos os perdedores no mundo
Chegará um dia em que perderemos
Mas não é hoje
Hoje, nós lutamos!

- Not Today / BTS

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