Continuum


Escrita porPams
Revisada por Lelen


34 • Valentine's Day - Pt. 2

Instalações Darko, Rússia

  Em um ponto escondido de Ergaki, uma cordilheira nas montanhas Sayan Ocidentais ao sul da Sibéria, na Rússia, estava a maior instalação Darko existente. Matriz e mais completo centro de treinamento da agência. Lá estavam %Jenie% Fletcher e %Joseph% Bellorum, descendo pelo elevador até o subsolo, onde se concentravam as instalações. Como tudo era novidade para a bailarina, seu olhar impressionado e curioso estava atento a cada detalhe do lugar.
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  — Impressionada? — perguntou %Joseph%.
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  — Você não imagina o quanto. — assentiu ela, rindo de leve. — Quando me contou sobre a Darko, eu juro que imaginei esse lugar de uma forma totalmente diferente do que é, e não tinha nada de subsolo no meio.
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  — Essa região é bem fria nessa época, consegue sentir que aqui dentro está numa temperatura agradável? — comentou ele.
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  — Sim. — ela continuou o acompanhando, enquanto seguiam pelo corredor dos dormitórios.
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  — Foi projetada para nos transmitir conforto, segurança, estabilidade e não ser encontrada pelo inimigo. — brincou ele com a última parte.
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  — Hum… Virou KGB agora. — ela riu, brincando de volta.
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  — A Darko presta serviços para muitos países e pessoas específicas em particular, o que nos deixa obter informações valiosas que podem ser desejadas por outras agências. — explicou ele.
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  — A Darko pertence a Continuum? — indagou ela, tentando entender melhor.
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  — Não, prestamos serviços a Continuum, mas a Darko é uma agência criada pela minha família em conjunto com a família Baker. — respondeu ele com mais clareza.
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  — A família do %Demeter%. — concluiu ela.
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  — Sim.
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   %Jenie% soltou um suspiro fraco.
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  — Soube que ele está noivo da Sollary; tenho saudades dele, nos tornamos bons amigos. — comentou ela, num sentimento de nostalgia ao se lembrar de suas risadas com o amigo.
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  — Imagino que sinta falta de Seattle. — comentou ele, ao parar em frente a um quarto.
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  — Sim, por mais que lá tenha sido minha válvula de escape das pressões da minha mãe, eu aprendi a gostar da minha vida pacata de professora da dança. — assentiu sem dúvidas do que sentia — Agradeço por dizer a elas que estou bem.
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  — Confesso que me impressionou a forma em que sua mãe me atendeu ao telefone. — %Joseph% digitou uma senha na fechadura eletrônica e abriu a porta. — Aqui está seu quarto, podemos configurar uma nova senha se quiser.
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  — Ah não, pode ser esta que digitou, parece ser fácil de lembrar. — disse ela, entrando após ele.
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  O quarto ao mesmo tempo que era simples, transmitia aconchego e segurança. %Jenie% se afastou do rapaz e adentrou um pouco mais observando cada detalhe, desde os móveis em sua maioria de metal, até as roupas que estavam no armário próximo a cama. Não eram dela, mas notou que tinham o seu tamanho. Logo mais adiante, na mesa de cabeceira, um porta-retratos lhe chamou a atenção, uma foto de anos atrás do seu grupo de amigos em uma viagem que fizeram a Malibu. %Joseph% também estava naquela imagem, visivelmente com o olhar para ela.
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  — Eu me lembro desse dia. — comentou ela, mantendo o olhar na imagem. — Me lembro dessa viagem…
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  — Se eu pudesse, teria feito tudo diferente depois… — ele deu alguns passos se aproximando. — Foi a melhor época da minha vida.
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   %Jenie% o olhou e pode perceber traços de amargura e tristeza no olhar de Bellorum. Deixando o porta-retratos no lugar, manteve sua atenção nele.
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  — Este quarto era seu? — perguntou.
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  — Sim. — ele confirmou, apenas pedi que colocassem algumas roupas para você aqui.
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  — Depois que terminou comigo, você veio morar aqui? — continuou ela.
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  — Sim. — mais uma vez assentiu. — Quer mesmo falar do passado, %Jenie%?
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  — Acho que não. — ela riu de leve. — Por quanto tempo vou ficar aqui?
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  — Annia aconselhou por duas semanas, até conseguirmos marcar a reunião dos herdeiros. — respondeu ele. — Eu farei isso pessoalmente, como o futuro diretor da Darko.
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  — Devo considerar que sua agência tem alguma influência na Continuum? — ela começou a refletir um pouco.
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  — Como uma família de militares, somos responsáveis por manter o cumprimento das leis da Continuum. — explicou ele.
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  — A Continuum tem leis? — por essa %Jenie% não esperava.
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  — Claro, não somos uma sociedade sem regras, e são elas que não deixaram uma guerra estourar ainda. — %Joseph% suspirou fraco. — Vou deixá-la descansar um pouco, aquela porta é o seu banheiro privado, tem toalhas limpas nos armário.
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  — Obrigada. — ela sorriu de leve.
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  — Está com fome? — perguntou ele.
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  — Bem… Depois de algumas horas de voo, acho que sim. — ela riu.
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  — Assim que descansar, venha até o refeitório. — disse ele.
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   %Jenie% assentiu e permaneceu o observando se afastar. A bailarina tinha muita coisa para aprender sobre a Continuum e tudo que rodeava esse universo. Mas uma coisa de cada vez, afinal, a Darko era sua nova descoberta e ela queria explorar aquele lugar ao máximo que conseguiria. Após um banho quente e colocar um conjunto de moletom que encontrou no armário, %Jenie% se deitou na cama, permanecendo com o corpo reclinado por um tempo.
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  Estar ali, mais próxima de %Joseph%, era como voltar ao passado. Inegável que seu coração quebrado por %Simon%, estava lutando para não confundir as coisas. %Joseph% agora era um amigo do qual poderia se apoiar, mas o olhar ainda apaixonado dele para ela a deixava desnorteada.
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  — Preciso manter a minha mente em ordem. — sussurrou ela para si mesma. — %Jenie%, pare de pensar besteiras… %Simon% é quem você ama, não é?
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  Ela fechou os olhos e suspirou fraco. Inevitavelmente o término com o Dominos veio em sua memória, assim como o dia em que o Bellorum a deixou. Dois relacionamentos quebrados por causa da Continuum, duas vezes que seu coração chorou com um rompimento. A dor era a mesma e conhecida, apenas a intensidade que havia ficado maior.
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  Erguendo seu corpo a bailarina levantou da cama para ir ao refeitório, assim que abriu a porta, foi surpreendida com a figura de uma mulher com uma bandeja de lanche nas mãos. %Jenie% não reconheceu aquele rosto, mas claramente o olhar da mulher era familiar para ela.
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  — %Jenie% Fletcher — disse a desconhecida.
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  — Sim, e você? — perguntou.
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  — Nissah Petrov. — se apresentou com o olhar confiante. — Posso entrar? Lhe trouxe seu jantar.
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  — Claro. — %Jenie% sorriu e abriu mais a porta.
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  Nissah entrou e se aproximou da mesa de refeições colocando a bandeja em cima. A mulher por já ser familiarizada com o lugar, não se importou em observar o quarto em que a bailarina havia sido instalada. Para a agente da Darko, ver novamente uma criança do orfanato Miral era relembrar aquele tempo com clareza.
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  — Eu ouvi um pouco sobre a sua história, Nissah. — %Jenie% se pronunciou após fechar a porta e se aproximar da mesa e se sentar na cadeira, convidando-a para fazer o mesmo.
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  — Também me falaram sobre a sua. — a agente se sentou de frente para ela, olhando-a com curiosidade. — Só tem meses que fui salva por um agente da Darko, não conheço muito sobre a Continuum, mas minha vida correu risco por causa desse mundo… Por eu ter sido uma órfã do Miral.
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  — Posso lhe dizer o mesmo. — concordou %Jenie%, mantendo o olhar nela. — Este não era o seu nome, não é?
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  — Não, antes de ser resgatada da morte, eu era conhecida como Natasha Ivanov. — respondeu Nissah, se lembrando vagamente do seu antigo rosto. — O homem que me adotou prestava serviços para a máfia russa, de alguma forma isso me deixou exposta e Andrei Tenebrae soube do meu passado, de onde fui adotada.
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  Somente Petrov sabia o quanto tinha sofrido na noite em que fora deixada quase sem vida na floresta Chernyayevsky na cidade de Perm, ao leste da parte europeia da Rússia. Sua recuperação lenta e dolorosa, foi acompanhada de perto pela médica/cientista Irina Baker, que fez o seu melhor para reconstruir o rosto deformado da garota, assim como parte do seu corpo quebrado de tanto ser espancada. Nissah Petrov não era mais uma pessoa comum, partes de metal e tecnologia compunham seu corpo agora, o que ajudava em sua função como agente alpha da Darko.
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  — Eu lamento pelo que aconteceu com você. — disse %Jenie%, num tom mais baixo. — Parece que todas nós do orfanato Miral viramos alvo dele.
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  — A herdeira Tenebrae é o seu alvo, nosso erro foi estar no lugar errado na época errada. — Nissah via aquela situação como uma espécie de azar, porém sua sede de vingança não a deixava baixar a guarda.
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  — Quem da Darko te resgatou? — perguntou %Jenie% curiosa.
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  — Capitão Nikolai Bellorum. — respondeu ela.
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  — Acho que me lembro vagamente desse nome. — afirmou %Jenie%, vasculhando sua memória. — Ele é primo do %Joseph%?
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  — Sim. — assentiu Nissah, olhando curiosa para a garota. — Não vai comer?
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  — Ah sim, é que são tantas informações e histórias, que ficou ainda mais impressionada. — %Jenie% riu ao se levantar e ir até o banheiro para lavar as mãos.
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  Ao voltar, desfrutou um pouco mais da companhia de Nissah em saboreou o lanche preparado para ela. Ver novamente outra criança do orfanato Miral tinha deixado a bailarina empolgada de alguma forma. Triste por ter a confirmação vinda de Nissah que as outras duas crianças tinha sido eliminadas por Andrei, mas feliz por que a agente havia tido uma segunda chance de vida.
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  — Eu acho que me lembro de você, de tê-la visto em Seattle no ano passado. — comentou %Jenie%.
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  — Sim, eu estive na cidade com Nikolai, conseguimos um informante que poderia nos levar a Andrei, mas… Ocorreram alguns contratempos.
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  Contratempos chamado fúria Petrov.
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  — Ahh... Entendo. — %Jenie% voltou o olhar para o copo de suco em sua frente. — Nissah, eu vou passar alguns dias aqui na Darko, posso te pedir uma coisa?
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  — Se estiver ao meu alcance. — a agente a olhou.
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  — Você treinaria comigo? — pediu ela. — Recentemente aprendi algumas técnicas de defesa pessoal e preciso praticar.
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  — Claro, acho que não teria nenhum problema. — Nissah se manteve com o rosto sereno, havia se simpatizado com a ingênua garota em sua frente.
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--

  Uma noite de sono agradável e logo pela manhã ao acordar, %Jenie% se deparou com um olhar amigo de %Joseph% para ela. Sentiu-se estranhamente bem por aquela surpresa e com um sorriso suave no rosto, se espreguiçou um pouco.
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  — Bom dia, flor do dia. — disse ele, se mantendo encostado na porta de braços cruzados.
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  — A que se deve a honra de ser acordada pelo diretor da Darko? — brincou ela.
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  — Ainda não sou o diretor. — corrigiu ele. — Sou um agente em treinamento.
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  — Você é o herdeiro. — argumentou a bailarina.
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  — Que tal um café? — disse ele, mudando o assunto.
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  — Preciso de cinco minutos para trocar de roupa. — ela se levantou da cama, e colocou a mão na cintura, esperando-o se retirar.
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  — Hum… — %Joseph% não se conteve em olhá-la de cima para baixo, focando um pouco em suas pernas.
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  Um tanto sugestivo para ele, que controlou os pensamentos maliciosos e abriu a porta saindo em seguida. %Jenie% riu de leve, pois a cena a fez lembrar de um ensaio com seu grupo de dança da escola, que %Joseph% acabou acompanhando. No final, resultou na escapada de ambos para a biblioteca, para beijos secretos em meio aos livros.
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  — Estou pronta. — disse ela, vestindo outro conjunto de moletom agora preto.
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  — O que deseja para o café? — perguntou ele.
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  — Posso escolher? — ela ficou surpresa. — Achei que aqui fosse daqueles lugares em que a refeição é pré definida e balanceada.
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  — Digamos que para você, eu abro uma exceção. — brincou ele.
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  — E ainda diz que é só um agente em treinamento. — ela riu baixo. — Daqui a pouco vou achar que estamos em um acampamento de férias.
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   %Joseph% riu juntamente com ela e pegando sua mão, a conduziu pelo lugar. Foi um breve tour mostrando as partes mais importantes das instalações. Até que chegamos a cozinha e o masterchef Bellorum, colocou um avental para preparar o café da manhã. %Jenie% estava mesmo admirada com todas as novidades sobre a vida dele, após alguns anos sem notícias.
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  Atenta aos seus movimentos, um breve silêncio se instalou na cozinha.
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  — Confesso que te ver assim me deixa ainda mais impressionada. — disse %Jenie%, se sentando na baqueta e debruçando sobre a bancada, enquanto o observava.
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  — Não entendo o porquê? — ele riu, mantendo a atenção nas panquecas que preparava. — Eu sempre cozinhei e você sabe disso.
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  — Que eu me lembre, você só sabia fazer espaguete com almôndegas. — alegou ela em sua defesa. — Desde quando sabe fazer panquecas? E um jantar completo? Isso é realmente novidade para mim.
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  — Minha avó sempre dizia que conquistou meu avô pelo estômago. — ele desligou a trempe e colocou o prato de panquecas em sua frente. — Então eu pensei, será que consigo reconquistá-la assim também?
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  O olhar de %Joseph% ficou mais intenso para ela, o que a fez sentir seu corpo arrepiar. %Jenie% não sabia como reagir a isso, e ao tentar fazer algo quase se desequilibrou da banqueta.
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  — Não pensei muito no que eu falei. — disse ele, de forma mais descontraída. — Leve como uma brincadeira, eu apenas passei um bom tempo como agente disfarçado em uma cozinha de restaurante.
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   %Joseph% puxou outra banqueta e se sentou de frente para ela.
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  — Bom apetite. — disse ele.
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  A bailarina continuou em silêncio, com um leve sorriso começou a comer. O sabor da panqueca estava tão gostoso que a levou até um natal em que sua avó Donna passou com ela e a família na cidade de Cliron. Aquele foi um ano feliz e motivador em que %Jenie% tinha finalmente se decidido pelo curso de dança para seu futuro acadêmico. Logo o olhar dela notou que a atenção de %Joseph% estava em sua direção.
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  — O que foi? — perguntou ela.
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  — Você está pensativa… Seu olhos brilharam um pouco. — comentou ele.
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  — Tive um pensamento feliz… — explicou ela. — E suas panquecas conseguiram superar as da tia Beth.
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  — Sério? — ele ficou embasbacado. — Por essa eu não esperava.
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  — Só não conte isso a ela, senão, serei deserdada. — brincou.
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  Ambos riram.
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  — Que pensamento teve? — perguntou ele.
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  — Do natal que me decidi pelo curso de dança. — contou.
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  — Foi nosso último natal juntos. — comentou ele, soou com frustração.
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  — Foi um dos melhores da minha vida. — ela sorriu de leve. — Obrigado pelo café da manhã, tem um gosto de nostalgia, mas me deixa feliz.
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   %Joseph% sorriu de canto e voltou a olhar para seu prato. Após o café, ambos conversaram mais um pouco, até que ele precisou se ausentar por algumas horas. Pouco antes do final da tarde, %Jenie% se cansou dos livros da biblioteca e resolveu caminhar um pouco pelo lugar. Foi quando achou a sala de treinamentos, que justo naquele momento estava ocupada. Ela considerou algo positivo, pois pode observar um pouco os agentes que estavam lá. Um deles era Nissah e o outro o tal capitão Nikolai Bellorum.
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  — Incrível. — sussurrou a bailarina ao ver a mulher se movendo de forma habilidosa, enquanto desviava dos golpes do capitão.
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  Quanto mais %Jenie% descobria como as crianças que um dia estiveram com ela no orfanato Miral, cresceram e se tornaram fortes mulheres, mais ela desejava ser como elas. Proteger a si mesma e mostrar a todos que não era tão indefesa quanto achavam.
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  — Quer treinar um pouco? — perguntou Nissah ao vê-la observando.
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  — Ah não, acho melhor não. — disse %Jenie% um pouco assustada pela abordagem dela.
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  — Te espero lá em cima. — disse Nikolai para sua agente, seguindo para a saída. — Bem-vinda a Darko, senhorita Fletcher.
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  — Obrigada, capitão Bellorum. — disse ela, mantendo a formalidade proposta.
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  Ambos continuaram em silêncio até o homem desaparecer em seu campo de visão.
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  — Eu adoraria ficar e treinar com você mas… Tenho um trabalho para executar. — disse Nissah ao se aproximar das prateleiras de instrumentos. — Mas posso te sugerir começar pelo básico.
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  — Básico? — %Jenie% adentrou mais o lugar, se aproximando dela.
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  — Sim. — Nissah pegou um par de luvas de boxe e entregou a ela — A melhor forma de aumentar sua força e resistência é com isso.
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  — Sério? — %Jenie% pegou as luvas com receio.
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  — E uma dica: eu sempre penso no meu maior inimigo quando começo a socar os sacos de areia. — sugeriu Nissah. — Ajuda a me manter motivada.
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   %Jenie% assentiu e agradeceu pela ajuda. Assim que a agente se retirou, ela colocou as luvas e se colocou em frente a um dos sacos de areia que tinha pendurado por uma correndo ao teto.
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  — Um inimigo… — ela respirou fundo. — Andrei Tenebrae.
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  O primeiro soco saiu e ela sentiu o impacto de sua mão seguido de dor. Não estava acostumada com aquilo, mas queria fazê-lo parte de sua vida agora. Mais um tempo ali até que se sentiu cansada, a bailarina parou por um momento e apenas ficou encarando o saco de areia. Retomando seu fôlego.
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  — Você está tentando esgotar suas energias ou treinar? — a voz de %Joseph% soou atrás dela, deixando-a imóvel.
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  — Oi… — ela se virou para ele e sorriu com singeleza. — Desde de quando está me observando?
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  — Não tem muito tempo, mas… Foi divertido, te ouvir xingar o Andrei. — ele riu.
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  — A Nissah me disse que pensar em nosso inimigo quando estamos fazendo isso ajuda a motivar. — explicou ela.
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  — Boa motivação. — ele deu mais alguns passos até chegar nela. — Posso participar?
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   %Jenie% assentiu o observando. Logo %Joseph% se colocou atrás dela, tocando em seus braços e a posicionando da forma correta.
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  — Quando estamos em combate, temos que ter estabilidade e equilíbrio, deixando seu corpo assim, você consegue manter sua força e atacar. — continuou ele, falando mais próximo ao ouvi dela.
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  Fletcher que até o momento estava atenta a ele, assentiu voltando seu rosto para frente.
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  — Ataque. — disse ele.
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  Logo a bailarina fez o primeiro movimento socando o saco de areia. %Joseph% se afastou um pouco dando espaço a ela e ficando de frente para a garota, segurou o objeto para dar mais precisão a ela. Aos poucos %Jenie% foi se sentindo mais relaxada e descontraída, até que finalmente se cansou por completa e afastou-se do saco de areia.
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  — Agora estou cansada. — afirmou ela.
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  — Consigo perceber isso. — ele sorriu e se aproximou dela. — Como foi o seu dia? Me desculpe por tê-la deixado sozinha.
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  — Ah, fique tranquilo, eu descobri um sofá bem confortável na biblioteca e acabei tendo uma tarde de leitura. — contou ela, com um suspiro fraco.
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  — Tenho te proporcionado alguns momentos de nostalgia com o passado? — indagou ele.
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  — Um pouco. — ela manteve o olhar baixo, relutante em encará-lo.
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  Internamente %Jenie% estava se sentindo mais confortável pela aproximação de %Joseph%, o que a deixava assustada consigo mesma. E o fato de saber que ele ainda tinha sentimentos por ela, deixava tudo ainda mais confuso em sua mente.
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  — Mas estou feliz por isso. — sua voz ficou mais baixa.
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  — %Jenie% … — %Joseph% tocou em seu rosto, fazendo-a olhá-lo.
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  — Sim? — a bailarina se sentiu ansiosa naquele momento, com o corpo trêmulo e a respiração descoordenada.
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  Ele deu um passo para mais perto. %Joseph% estava mesmo se segurando, não queria forçar nada e sabia que ela ainda tinha sentimentos por seu amigo. Mas tê-la ali diante dele, na situação em que se encontravam, o deixava ainda mais instável. Em uma impulso involuntário, %Jenie% fechou seus olhos, fazendo-o se lembrar de quando namoravam. Era um convite para o próximo passo ser dele.
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  Com o coração acelerado e ignorando todos os prós e contras, %Joseph% se inclinou um pouco mais e permitiu que seus lábios tocassem os dela. Algo que desejava fazer a tanto tempo, estava acontecendo. Sentia a suavidade vindo dela e sua doçura, era como um momento de rendição para o Bellorum. O corpo de %Jenie% sentiu um breve arrepio assim que ele tocou em sua cintura a puxando para mais perto. Ela não sabia o motivo de ter fechado os olhos e talvez quisesse ter aquele momento para entender o que realmente ainda sentia por ele.
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  O fato é que ambos precisavam definir de uma vez por todas o que sentiam. Se esta história teria uma vírgula ou um ponto final.
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  — Me desculpe… — sussurrou ele, mantendo seus rostos próximos.
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  Conseguiam sentir a respiração um do outro. Ele não estava arrependido pelo beijo, mas de alguma forma se sentia culpado.
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  — Não precisa se desculpar, eu permiti. — disse ela, não entendendo sua reação.
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  — Você está confusa neste momento, %Jenie% … Pelo término do seu namoro com o %Simon% e, não quero me aproveitar disso para ter você de volta. — o argumento de %Joseph% era válido, deixando-a pensativa e admirada.
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  — Eu… — ela tentou dizer algo, mas lhe faltaram as palavras.
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  — Que tal aproveitarmos o restante do dia mantendo a nostalgia. — sugeriu ele, mudando o rumo do assunto. — Já olhou a data de hoje?
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  — Hum… Já e não quero falar sobre isso. — ela cruzou os braços, não queria se deixar ficar triste.
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  — Não pode ignorar o dia dos namorados. — brincou ele.
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  — Você acabou de me beijar e quer ignorar isso. — retrucou ela, com um olhar debochada.
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  — Não misture as coisas. — ele sorriu de canto.
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   %Joseph% jamais iria ignorar aquele momento, apenas não queria se aproveitar do momento de sensibilidade em que %Jenie% vivia.
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  — Amigos também celebram o dia dos namorados. — ele segurou a mão dela e a puxou para saírem da sala de treinamento.
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  — Não sabia disso. — ela riu de leve, se deixando ser guiada.
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  — Não que eu esteja te propondo uma amizade colorida… O que de fato é tentador. — ele a olhou com certa intensidade.
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  Fazendo o coração dela acelerar.
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  — Seu bobo. — %Jenie% desviou o olhar, respirando fundo e rindo mais.
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  Alguns minutos se passaram com a parada de ambos em seus quartos para tomarem um banho quente e trocar de roupa. %Joseph% deu dois toques na porta do quarto dela, e a levou até a biblioteca. Havia uma porta discreta bem ao fundo do lugar que dava para uma sala multimídia. Ambos se despojaram em um sofá retrátil confortável e convidativo. Visivelmente %Joseph% havia pensado bastante naquela sugestão, já que o lugar parecia preparado para recebê-los com uma mesa de guloseimas ao lado e um extenso cobertor para envolvê-los.
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  — Não foi uma ideia improvisada, não é? — perguntou %Jenie%, se aconchegando nas almofadas.
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  — Não. — ele sorriu de leve, se colocando ao seu lado no sofá. — Passei a noite planejando isso, achei que seria legal fazermos nossa sessão cinema como nos velhos tempos.
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  — Que inspirador… — ela sorriu um pouco.
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  — Mas nada de romance que te faça chorar. — protestou ele.
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  — Não comece com suas condições. — reclamou ela. — E não pretendo ver romances hoje, que tal uma maratona de Harry Potter?
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  — Melhor sugestão não há. — ele voltou o olhar para a imensa tela em sua frente. — Vamos de maratona HP.
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   %Jenie% sentiu seu coração leve e feliz. Apesar das turbulências dos últimos dias e da tristeza de um coração partido, ali aninhada propositalmente nos braços de %Joseph%, a bailarina se sentia em paz e segurança. Jamais imaginaria algo assim acontecendo, entretanto ali estavam os dois se divertindo em um dia que não se aplicava ao relacionamento que tinham atualmente.
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  — Obrigado. — sussurrou ela.
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  — Pelo quê? — perguntou ele.
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  — Por ainda assim, querer ser meu amigo. — explicou ela, se aninhando mais a ele. — Você é muito importante para mim… Não consigo imaginar o quanto pode ser difícil para você estar aqui comigo, mas…
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   %Joseph% se mexeu um pouco e a olhou. Ele sabia que poderia sair machucado dessa história, mas queria demonstrar a ela que estaria sempre ao seu lado. Com sua mente em branco se esquecendo dos problemas que existiam do lado de fora daquela sala, ele foi se aproximando dela mais e mais…
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   %Jenie% sentiu seu coração se aquecer com o toque dos lábios dele.
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  Era certo que estava fazendo? E quanto aos seus sentimentos por %Simon%?
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  Ela não sabia, mais precisava descobrir se realmente %Joseph% era apenas um bom amigo em sua vida.
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Mesmo se parecer que você está prestes a cair de um penhasco,
Eu definitivamente não vou soltar a sua mão,
Indestrutível...
Porque eu vou proteger você até o fim.

- Indestructible / Girl's Generation

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