Continuum


Escrita porPams
Revisada por Lelen


31 • A residente e o mecânico

Oficina Baker, Seattle

  Dizem que sorte no amor é um sinal de azar nos negócios. Mas essa não era a realidade de %Demeter%. Com a inauguração de sua oficina, um sonho estava sendo realizado em sua vida. E de bônus, algo que ele jamais imaginou viver quando projetou sua meta de mecânico amador, um romance com a Sollary.
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  — Parabéns, Baker. — %Mia% se aproximou de com um sorriso no rosto, deixando seu olhar mais suave.
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   %Demeter% percebeu uma ponta de orgulho vindo dela. A residente que a dois anos atrás o achava o homem mais irresponsável do mundo, agora estava a um passo do altar com ele. Ela voltou seu olhar para uma peça de motor na bancada em sua frente.
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  — Pensei que não viria. — comentou ele ao segurar sua mão e entrelaçar seus dedos.
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  — As coisas estavam tranquilas no hospital. — explicou ela, voltando o olhar para a mão de ambos unidas. — Me parece que sua inauguração foi um sucesso.
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  — Não teve champanhe, algo que Annia criticaria, mas estava animada. — ele riu de leve. — Nosso público feminino gostou.
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  O olhar de %Mia% ficou mais sério, o que o fez rir de imediato.
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  — Já disse, nada de ciúmes. — brincou ele, dando um selinho de surpresa nela.
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  — E você, nada de macacão aberto. — avisou ela, fechando um pouco mais o zíper do macacão dele. — Esse corpo tem uma dona que não compartilha com ninguém.
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  — Sou todo seu. — assegurou ele rindo mais um pouco. — Ah, minha irmã me ligou dizendo que vai voltar esse final de semana, quer dar um jantar de noivado em nossa casa.
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  — Annia… — %Mia% suspirou fraco. — Ela me mandou uma mensagem de voz, estava tão empolgada que fiquei com medo.
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  — Imagino. — ele tocou na cintura da residente, a puxando para mais perto.
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  — Sua irmã sabe que tradicionalmente é a família da noiva que cuida dos preparativos? — indagou %Mia%.
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  — Provavelmente, mas receio que isso não seja um impedimento para ela. — %Demeter% riu.
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  — Eu não sei o que é pior, Annia ou minha tia Joseline. — ela fechou os olhos e respirou fundo para não entrar em surto precoce.
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   %Demeter% aproveitou a deixa e a beijou com doçura e intensidade. %Mia% retribuiu de leve, sentindo seu coração acelerado. Em segundos, um barulho soou do lado de fora do escritório dele, no galpão, o que a fez se afastar no susto e com certa vergonha.
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  — Seus funcionários. — disse ela.
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  — Não se preocupe, eles não vão nos incomodar. — ele sorriu de forma maliciosa. — O que acha da gente…
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  — Ir para casa? — ela o interrompeu, segurando o riso. — Eu pra minha e você pra sua, adorei a ideia.
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  — Eu ia sugerir estrearmos essa sala. — ele sorriu de canto, e ela soltou uma gargalhada se afastando dele.
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  — Vamos logo, estou cansada. — ela pegou sua bolsa e ajeitou no ombro.
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  — Assim? Pelo menos me diga que não está insegura por causa dessa aliança. — ele segurou em sua cintura, parando-a de frente para ele. — Eu te conheço, você está um pouco distante esses dias.
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  — Impressão sua. — ela desviou o olhar dele.
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  — %Mia% Sollary. — %Demeter% insistiu.
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  — Tudo vai continuar como está após o casamento? — perguntou ela.
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  — Tirando o fato de dormir todos os dias na mesma cama que você, tenho certeza que será melhor. — assegurou ele, aproximando-a mais. — O que te incomoda?
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  — Os homens costumam perder o interesse quando conseguem o que quer. — alegou ela, a raiz da sua insegurança.
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  — Acredite, vou estar eternamente interessado em fazê-la se apaixonar por mim todos os dias após nosso casamento. — ele se aproximou mais para sussurrar em seu ouvido. — Eu te amo, %Mia% Sollary.
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  Ele a beijou novamente com mais intensidade. Porém, antes que as coisas pudessem ficar mais quente entre ambos, o celular de %Mia% tocou. Era seu pai confirmando o jantar de apresentação do noivo para ele. A residente riu da cara de tristeza que Baker fez e, se dirigindo para a porta, continuou a falar com o pai.
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  Na manhã seguinte, %Mia% seguiu cedo para o hospital. Haveria inspeção de rotina da vigilância sanitária. Ela, como herdeira, foi convidada pelo seu tio e diretor para acompanhar todo o processo. Como sempre, a parte burocrática era o que lhe tirava toda a alegria da sua residência.
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  — Eu não aguentava mais. — disse ela ao se jogar em uma maca que estava vaga na enfermaria.
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  — O que aconteceu? — Hill a olhou confusa, enquanto tentava não derrubar os prontuários em sua mão.
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  — Inspeção de rotina. — explicou a Sollary, fechando os olhos. — Parecia não ter fim as perguntas daquele senhor, mais um indicativo que essa coisa de ser a chefe não é pra mim.
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  — Você é a herdeira, uma hora terá que mandar. — Hill estava certa.
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  — Troco tudo isso por seis horas fazendo uma cirurgia cardiovascular. — admitiu ela.
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  Hill soltou uma gargalhada.
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  — Bem filha do seu pai, amante do bisturi. — ela olhou para os prontuários em sua mão. — Estou curiosa para saber como será depois que se casar.
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  — Nem me fale sobre isso. — %Mia% ergueu seu corpo. — Quase tive um pesadelo depois que anunciei para minha família.
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  — Como reagiram? — perguntou Hill, colocando os prontuários aos pés da maca.
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  — Alguns surpresos, outros desacreditando e meu pai um misto de choque e euforia. — explicou a residente. — %Demeter% é um Baker, então eu acho que foi um ponto positivo.
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  — Imagino. — a amiga riu.
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  — Onde está indo com tudo isso? — %Mia% apontou para as pastas.
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  — Estou levando ao nono andar. — respondeu.
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  — Por que está levando ao administrativo? — %Mia% ficou intrigada.
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  — A partir de agora todos os prontuários serão encaminhados para conferência e arquivamento do setor administrativo, após a alta hospitalar do paciente. — explicou Hill.
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  — Quem deu o anúncio? — %Mia% não sabia nada sobre aquilo.
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  E o tio também não lhe informou naquela manhã.
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  — Nossa residente chefe nos disse no plantão de madrugada. — contou.
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  — Eu te ajudo então. — %Mia% se levantou da maca. — Parece pesado.
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  — Só um pouquinho. — ela Hill. — Seria legal se modernizassem tudo e os prontuários fossem em tablets, quem nem no Chicago Med.
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  — Adoraria, mas meu tio não confia em tecnologia, ele diz que algo que pode ser tão facilmente manipulado e hackeado pelo homem, não é confiável para a saúde humana. — contou %Mia% ao ajudar a amiga em sua tarefa. — E os papéis sempre terão o seu valor.
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  — Documentos também podem ser alterados. — Hill segui pelo corredor sendo acompanhada por ela.
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  — Fique à vontade para argumentar com ele. — %Mia% riu.
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  Logo à noite, no restaurante Constance, %Mia% e %Demeter% se encontraram com o atual chefe da família Sollary. O olhar de Gregori para o casal transmitia uma confiança discreta ao Baker, que finalmente teve a oportunidade de conhecê-lo. Sentada ao seu lado, %Mia% se ajeitou na cadeira, deixando seu rosto mais suave, mesmo com o olhar curioso para o pai.
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  — Boa noite, senhor Sollary. — disse %Demeter%, em cumprimento ao sogro. — Prazer em conhecê-lo.
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  — O prazer é meu. — Gregori apertou a mão do rapaz, voltando o olhar para a residente. — Confesso que estava curioso para conhecer o homem que conquistou minha filha, ainda mais sendo de uma família fundadora da Continuum.
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  — Acredite, não foi fácil. — disse %Demeter%, olhando-a também. — Passei dois anos lutando até que ela me deu uma oportunidade.
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  — Imagino, %Mia% é como a mãe dela, difícil de conquistar a confiança, mas depois que conquista... — Gregori sorriu de forma saudosa, como se lembrasse da falecida esposa.
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  — Vocês estão me deixando envergonhada. — reclamou ela, mantendo-se séria.
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  — Só estamos sendo sinceros, querida. — seu pai a olhou com carinho, então se voltou para Baker. — Serei sincero, não sou muito dessa ideia de casal moderno, então estou me perguntando se você vai fazer o pedido para mim também.
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   %Mia% soltou uma gargalhada modesta e olhou para %Demeter%, que pareceu ser pego de surpresa.
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  — Bem, como um cavalheiro, tenho muito respeito pelas tradições e… — o mecânico começou a se pronunciar.
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  — Pai, por favor… Vai me deixar ainda mais vergonhosa. — disse %Mia%, interrompendo seu noivo.
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  — Querida. — seu pai a olhou um pouco frustrado. — Você é minha filha única, tenho sonhado com este momento há anos.
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  — Para mim é um privilégio fazer isso. — alegou %Demeter%, voltando a atenção para o sogro. — Senhor Gregori Sollary, me concede a honra de me casar com sua filha?
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   %Mia% se segurou na cadeira, sentindo o coração acelerado com o olhar fofo e apaixonado de seu noivo. Sentimentos novos que vivia graças a persistência de %Demeter% que em nenhum momento desistiu de conquistar seu coração. Imaginar que viveria uma cena assim em sua vida era quase surreal, mas ali estava ela.
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  — Contanto que faça minha filha feliz e seja sempre fiel a ela, tem toda a minha benção, Baker. — Gregori sorriu ao olhar a filha.
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  Após a pronúncia do chefe Sollary, finalmente eles fizeram o pedido ao garçom. Ao longo das conversas pelo jantar, Gregori demonstrou ainda mais sua curiosidade pela forma em que o casal se conheceu. Saber que sua filha havia salvado da vida do Baker lhe fez se sentir orgulhoso por ela, e ainda mais satisfeito em relatar a história a Allison Baker futuramente. O que mais lhe impressionou, foi saber que %Demeter% não se interessa pelos assuntos das Indústrias Baker, deixando toda a direção nas mãos de sua irmã mais velha.
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  A volta pra casa foi em risos de %Demeter%, comentando sobre os olhares admirados do pai dela. Era realmente inusitado ver alguém abrindo mão de sua herança para seguir um sonho simples de ser mecânico e ter uma oficina. Mas quem poderia julgar um sonho, já que %Mia% havia passado a maior parte da sua vida no Sollary Hospital ansiosa para finalmente exercer a profissão como residente. Assim que chegaram em frente a porta de seus apartamentos, ele segurou em sua mão, a puxando para mais perto.
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  — Não queria dormir sozinho hoje. — disse ele, com um olhar chateado.
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  — Sabe que preciso estudar, tem uma cirurgia complicada amanhã. — explicou ela. — Te vejo no almoço se tudo der certo?
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  — Sempre. — assentiu ele.
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   %Mia% lhe deu um selinho rápido e afastou-se abrindo a sua porta.
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  — Boa noite, Baker. — ela o olhou.
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  — Boa noite, Sollary. — ele sorriu de canto.
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  Os dias passaram e finalmente o momento que %Mia% mais temia chegou. A família Sollary se reuniu em um jantar de noivado promovido por Annia, na casa da família Baker em Manhattan. Até mesmo a matriarca Allison compareceu sendo acompanhada por sua irmã Irina, a tia excêntrica.
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  — Tio Gustav que iria se divertir com esse evento. — brincou Mayah ao rir do olhar vergonhoso da prima.
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  — Annia Baker sabe mesmo promover uma recepção. — elogiou Rafaelli. — Sua cunhada é muito bonita.
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  — Ela é casada. — disse %Mia% de imediato. — Com aquele cavalheiro de terno vermelho bordo.
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  — Hummmm… Muito bem casada. — comentou Mayah.
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  — E super possessiva. — %Demeter% apareceu de repente, abraçando %Mia% por trás e beijando de leve seu pescoço. — Se eu contasse o que minha irmã fez para ficar com Cedric, não acreditariam.
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  — Da Annia eu não duvido de mais nada. — comentou %Mia%. — Ela é amiga da %Nalla% e da %Jenie%.
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  — Quem são essas? — perguntou Rafaelli curioso.
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  — É sério que está perguntando isso? — Mayah o olhou admirada.
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  — Me desculpe, querida prima, se eu passei algum tempo fora de sintonia. — o tom suave de ironia soou dele. — Minha vida não gira em torno do noticiário da Continuum.
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  O que fez Mayah reagir com ela careta para ele.
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  — %Jenie% e %Nalla% são duas amigas que ela fez no orfanato em que foi adotada. — explicou %Mia%. — Orfanato Miral, não é?
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  Ela se moveu de leve e olhou para o noivo.
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  — Sim. — assentiu %Demeter%.
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  — Orfanato Miral, tipo aquele da lenda da herdeira Tenebrae? — perguntou Mayah.
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  — O próprio. — respondeu %Demeter%.
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  — Nossa essa lenda urbana ainda respira na Continuum? — Rafaelli riu. — Me lembro do meu pai falando sobre isso quando eu era criança.
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  — Como o tio Gustav sabia sobre isso, se o assunto só explodiu agora? — %Mia% o olhou intrigada.
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  — Foi o meu pai quem fez o parto da herdeira. Sua especialização era obstetrícia, não se lembra? — respondeu Rafaelli certo de suas palavras. — Ele vivia falando que foi uma dívida que pagou para o Godric Tenebrae e, com a ajuda do Isador Dominos, conseguiu salvar a vida delas.
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  — Delas? — %Demeter% ficou confuso.
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  — Sim, da mãe e da filha. — esclareceu o Sollary militar. — Estou em choque que seja mesmo real a existência dela. Para mim sempre foi uma história maluca que meu pai contava pra eu e o Victor nos sentirmos orgulhosos dele.
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  — Verdade seja dita, o tio Gustav não estava muito bem da cabeça nos últimos anos por causa do Alzheimer. — comentou Mayah. — Mas não duvido que seja real essa história.
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  — Rafaelli, você por acaso teria algum documento do seu pai daquela época? — perguntou %Demeter%.
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  — Eu não, mas o Victor ficou com todas as anotações e o diário do nosso pai. — respondeu ele. — Acho que posso pedir a ele. Você acha que tenha algo do caso lá?
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  — Pode ser que tenha. — %Mia% olhou para seu noivo — No que está pensando?
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  — Dependendo das anotações do seu tio, podemos saber quem é a herdeira sem precisar de um exame. — explicou %Demeter%. — Eu já sei que não é a Annia, mas temos outras três opções.
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  — Eu não acredito que seja a %Nalla%, ela é uma sliter. — %Mia% tinha suas dúvidas quanto aos fatos apresentados. — Mas a %Jenie% … Ela é uma Fletcher. Donna é a sua avó e única viva que sabe quem é a herdeira.
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  — Uma bela forma de deixar a herdeira protegida é deixando-a o mais próximo possível. — completou %Demeter% pensativo. — Eu também acredito que seja a %Jenie%, mas precisamos ter certeza disso.
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  Tudo ficou um pouco silencioso entre o grupo de jovens das famílias.
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  — Vamos mudar de assunto e comentar o olhar do tio Gregori enquanto conversa com a mãe do noivo. — comentou Rafaelli, fazendo todos voltarem os olhares para eles.
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  — Sendo sincera, estou mais preocupada com aquelas duas ali. — disse %Mia%, voltando o olhar para sua cunhada que conversava de forma empolgada com sua tia. — Tenho medo do que elas são capazes, tia Joseline não sabe a hora de parar.
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   %Demeter% riu baixo.
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  — E você ainda ri. — %Mia% se mostrou indignada. — Eu jamais imaginaria que sua irmã tivesse esse lado, ela se tornou um monstro.
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  — Dizem que o casamento muda as pessoas. — %Demeter% brincou e levou um tapa da noiva. — Ai.
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  — Ai de você se mudar. — avisou ela.
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  — Para melhor, minha querida. — ele lhe roubou um beijo, fazendo os primos dela rirem de ambos.
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  Este era um marco na Continuum; duas famílias fundadoras sendo ligadas não apenas pelos negócios em comum, mas também por dois herdeiros apaixonados.
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  O que deixava a lealdade entre ambas ainda mais forte.
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Épocas quentes, quando você abriu meus olhos
Toda a minha vida, eu só preciso de você
E eu preciso reconhecer,
Que mesmo se você disser que não me quer ou me fizer sofrer
Você vai ser a única pessoa pra mim.

- Hot times / SM The Ballad

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