Continuum


Escrita porPams
Revisada por Lelen


26 • I got a boy

Hotel Village, Chicago

  — Foi estranho sua irmã ter saído antes de nós da festa dos Dominos ontem. — comentou %Mia% ao se manter na sacada do quarto do hotel olhando o sol nascer. — Me deixou intrigada, já que Dimitri e o namorado dela ficou.
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  — Marido. — corrigiu %Demeter% ao aparecer na porta, mantendo a tranquilidade no olhar. — Dimitri me contou que a troca de alianças foi há duas semanas.
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  — Sério? Uau, nunca imaginei sua irmã se casando antes de você. — ela riu de suas palavras.
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  — Podia ser a gente, mas você não colabora. — brincou ele, com um olhar bobo e cruzando os braços, se fazendo de chateado. — Estou feliz por ela, é meio louca a história dos dois, mas o que importa é que agora estão juntos.
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  — Sim. — %Mia% mergulhou em segundos em suas memórias. — Lembra da conversa que tivemos sobre Annia ter a possibilidade de ser a herdeira Tenebrae?
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  — Sim, o que tem?
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  — Conseguiu alguma informação com o Dimitri? — indagou %Mia% curiosa.
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  — Ele me garantiu que Annia não é a herdeira, acho que ele sabe alguma coisa sobre a família verdadeira dela, mas não quer nos contar por causa da nossa mãe. — respondeu ele, um pouco pensativo no assunto.
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  — Sua mãe é bem controladora — constatou %Mia% sem esforço, virando seu corpo em direção à rua, olhando o horizonte novamente — Estou surpresa por ela não se importar com nós dois juntos.
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  — Você é a herdeira Sollary, por isso ela não se importa. — argumentou ele com toda certeza em suas palavras. — Mas mesmo que não fosse, não a deixaria nos atrapalhar.
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  Não desta vez. Pensou ele, consigo se lembrando de todas as intromissões passadas de sua mãe.
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  — Agora fiquei curiosa para saber se teve outras namoradas antes de mim e como elas sobreviveram à Allison Baker. — Sollary estava mesmo curiosa para saber sobre o passado dele.
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  Principalmente pelas inúmeras histórias de sua mãe e o obsessivo controle sobre os filhos.
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  — Hum… — %Demeter% sorriu de canto e deu alguns passos até ela, então abraçando-a por trás, beijou de leve seu pescoço, fazendo cócegas nela. — Está com ciúmes?
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  — É curiosidade, um é totalmente diferente do outro. — corrigiu ela com firmeza.
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  — Curiosidade? — ele riu de leve.
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  — Claro, afinal, você sabe do meu passado com o %Sebastian%, nada mais justo que eu saiba sobre seu passado amoroso também. — argumentou ela, demonstrando estar com a razão.
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   %Mia% remexeu seu corpo, virando para ele com um olhar sério.
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  — Acaso tem algo muito grave a esconder? — indagou ela.
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  — Claro que não, minha vida é uma carta aberta a você. — ele sorriu de canto para ela, a aproximando mais dele. — Pergunte o que quiser.
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  — Ok… Quantas namoradas já teve na vida? — iniciou com algo bem básico em sua concepção.
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  — Defina namoro. — brincou ele, levando um tapa no ombro dela.
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  — É sério, %Demeter%, pare com gracinhas. — ela o repreendeu.
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  — Não tive muitos relacionamentos sérios, se é isso que quer saber, mas já houve um tempo de libertinagem na minha vida. — ele tentou ser o mais honesto possível. — Próxima pergunta.
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  — E quanto tempo durou seus míseros relacionamentos sério? — continuou ela, ainda mais curiosa.
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  — Até a dona Allison Baker descobrir. — ele riu. — Uns quatro ou seis meses, no máximo.
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  — Só isso? — ela se mostrou embasbacada com a revelação.
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  — Era difícil manter algo escondido da minha mãe. — explicou ele, mantendo o olhar sereno para ela. — Próxima pergunta.
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  — Já amou alguém antes? — a voz de %Mia% saiu um pouco trêmula.
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  — Não como eu amo você. — respondeu ele, com segurança em sua afirmação, se inclinando mais para beijá-la.
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  O toque dos seus lábios fez o coração de %Mia% acelerar. Não que a Sollary estivesse insegura, afinal, todas as declarações de %Demeter% para ela até o momento foram mais do que claras e verdadeiras. Entretanto, foi desconfortável para ela ver alguns olhares femininos direcionados para %Demeter% na festa dos Dominos. Algo que lhe atiçou a curiosidade em saber sobre seu passado amoroso. Claro que um homem tão bonito e atraente como ele, certamente teve algumas mulheres em sua vida e %Mia% queria saber sobre isso. Mesmo que não admitisse aquela pontinha de ciúmes escondida.
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  Estar nos braços de %Demeter% era como a calmaria antes da tempestade. Se estar apaixonada por ele era uma novidade em que dia após dia aprendia a lidar, o fato dele ter sido seu paciente era o ponto chave de tudo. A cada toque de %Mia% no corpo dele, suas memórias dentro da ambulância trazendo-o de volta à vida eram revividas. Talvez aquela noite realmente tivesse ligado suas vidas de uma forma surpreendente levando-os ao momento presente.
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  O paciente obstinado havia conquistado seu coração, mesmo com todos os afastamentos impostos por ela. E se render aos seus beijos tem sido ainda mais constante. O amor de %Demeter% em certos momentos lhe constrangia e despertava o desejo por mais. E agora, certamente não seria necessário tanta insistência de Baker para que ambos avançassem ainda mais naquela relação. %Mia% já não conseguia imaginar-se longe dele.
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  — Eu te amo, %Mia% Sollary. — sussurrou ele, em seu ouvido, deixando-a ainda mais estremecida.
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  — Idem. — sussurrou ela, de volta.
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   %Mia% sentiu seu coração pulsar mais forte, assim que ele a puxou para dentro do quarto. As horas se passaram com Baker impedindo-a carinhosamente e com malícias, de deixá-lo de forma tão apressada para voltar a sua rotina como a herdeira Sollary. Após um banho revigorante, %Mia% colocou roupas mais quentes, pois o inverno mesmo no final ainda permanecia com ventos frios. Ao se espreguiçar, %Mia% pegou seu celular, a vida continuava fora daquelas quatro paredes.
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  — Vai mesmo me deixar? — disse %Demeter%, com um olhar de cachorro sem dono ao sair do banheiro enrolado na toalha.
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   %Mia% soltou uma gargalhada um pouco debochada e maldosa.
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  — Eu tenho compromisso com meu hospital e você tem compromisso com sua oficina. — explicou ela, ao pegar seu estetoscópio e jogar dentro da bolsa. — Te vejo em Seattle?
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  — Quando vai voltar? — ele cruzou os braços.
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  — Ainda não sei, mas pretendo voltar o mais rápido possível. — respondeu ela, ao ajeitar sua bolsa no ombro. — Não me olhe como se já estivesse com saudades.
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  — Mas eu já estou. — ele sorriu com malícia e deu alguns passos até ela, segurando em sua bolsa. — Já estou com muita saudade.
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  Antes mesmo que ela pudesse dizer algo, %Demeter% a beijou com doçura e intensidade. O que deixou %Mia% um tanto quanto sem fôlego e desnorteada. Um pouco pensativa também em imaginar como seria tê-lo acordando todas as manhãs ao seu lado. Ela sorriu com um olhar carinhoso para ele após o beijo e se afastou seguindo até a porta.
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  — Me ligue quando chegar. — pediu ela.
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  — Vou te ligar de duas em duas horas. — brincou ele, arrancando uma risada baixa dela.
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  Ela saiu fechando a porta do quarto, seguindo para seu destino. O Chicago Sollary Hospital. %Demeter% voltaria para casa, afinal, era hora de ver seu sonho em forma de oficina mecânica ganhar vida. E já tinha todos os detalhes finais acertados com seus fornecedores. Enquanto isso, %Mia% tinha outra missão dada diretamente por seu pai. Após se reiterar de toda situação financeira catastrófica em que seu primo deixou o hospital de New Orleans, agora podia respirar aliviada por saber que Mayah jamais a deixaria na mão. O comprometimento de sua prima com o segundo maior hospital da família era real.
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  — Bom dia, dr. Dawson. — disse ela, ao cumprimentar o médico cirurgião chefe do hospital de Chicago.
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  — Bom dia, senhorita Sollary, é um prazer conhecê-la, seu pai me falou muito sobre você. — disse ele, ao apertar a mão dela, mantendo-se sério.
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  — Agradeço por me receber esta manhã, meu pai já deve ter falado sobre minhas visitas aos hospitais da família. — iniciou ela, olhando com discrição os funcionários próximos que mantinham o olhar curioso para eles. — Soube que meu primo Derek também se infiltrou nas contas do hospital de Chicago, desviando uma quantia significativa.
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  — Infelizmente sim, é verdade. — confirmou ele, estendendo sua mão para que seguissem pelo corredor. — Vamos até minha sala, que lhe mostrarei todos os registros.
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  Ela assentiu e seguiu o homem que se mostrou solícito com todas as suas indagações. Assim que se sentaram no escritório do dr. Dawson, ele pegou a pasta de registros e entregou a ela. Assim que %Mia% pegou a pasta e abriu, começou a folhear, observando as inúmeras informações contidas no documento.
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  — Como o dr. Derek era o responsável geral por todo o abastecimento de medicamentos vindos das Indústrias Baker, dificultava meu acesso às notas fiscais originais, ele só enviava relatórios falsos com os valores alterados. — explicou o doutor, sobre a diferença dos preços dos medicamentos com os valores finais repassados para os laboratórios que estavam no comando de Davis.
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  — Ainda não consigo entender como meu primo pode trair nossa família assim. — %Mia% sentiu o gosto amargo da decepção, fechando a pasta, olhou para o homem à sua frente. — Mas isso é passado e o que importa agora é conseguir reerguer todos os hospitais afetados com esse esquema de corrupção, não fomos os únicos afetados, as Indústrias Baker também tiveram prejuízos com todos os desvios de fórmulas e medicamentos.
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  — Eu soube disso. — concordou ele.
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  — Agora é trabalhar para que nosso hospital volte a ser uma referência para a cidade de Chicago e espero que o senhor nos ajude com isso. — pediu ela, mantendo a postura de uma herdeira que sabe cuidar dos negócios da família. — Quanto à sua dúvida sobre algum membro vir para o hospital, amanhã meu primo Rafaelli Sollary estará aqui para assumir como chefe da neurocirurgia, não o deixaremos carregar esse fardo sozinho.
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  — Agradeço a confiança. — assentiu ele, sentindo um certo alívio por %Mia% acreditar em suas palavras sinceras.
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  Para o dr. Dawson, o Chicago Sollary Hospital representava mais do que somente um lugar em que fez sua carreira, representava toda a sua vida. Conhecido como um médico da cirurgia geral que sempre se desafiava em seus casos cirúrgicos. Nada convencional e, na maioria das vezes, sempre inserindo novas práticas para ensinar seus residentes.
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  — Dr. Dawson? — sua assistente deu dois toques na porta antes de abrir.
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  — Pode entrar, Ingrid. — disse ele.
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  — Perdoe-me atrapalhar, mas o senhor tem uma cirurgia de apendicectomia em vinte minutos. — a mulher o lembrou de seu compromisso.
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  — Obrigado por me lembrar, prepare a sala de cirurgia. — ordenou ele.
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  — Sim senhor. — a assistente se retirou de imediato.
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  O dr. Dawson voltou seu olhar para %Mia%, com pensamentos fervilhando dentro de si.
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  — Já que está aqui, a senhorita aceita me acompanhar em uma cirurgia geral? — perguntou ele.
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  — Bem, confesso que cardio é meu ponto fraco, mas dada as circunstâncias de estar semanas longe de uma sala de cirurgia… Aceito o desafio. — respondeu ela, abrindo um largo sorriso.
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  — Muito bem, vamos nos preparar então. — ele se levantou da cadeira e se moveu até a porta. — Estou curioso para ver a herdeira Sollary em ação.
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  Ele riu de leve e %Mia% se empolgou um pouco. Se havia um lugar em que ela se sentia em paz e totalmente à vontade, era numa sala cirúrgica, com um bisturi na mão. Seu amor pela medicina ia além de apenas um legado de família. Seu coração pulsava em salvar vidas.
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  O que deveria ser uma cirurgia simples, por complicações, levou mais do que esperado e, três horas depois, finalmente o paciente foi encaminhado ao pós-operatório. Para %Mia%, estar em plena adrenalina naquelas horas lhe deixou em êxtase por um longo tempo, tanto que pediu ao dr. Dawson a permissão para participar do plantão daquela noite. Mesmo que não houvesse emergências, estar ali mantinha sua adrenalina em alta. E certo que a dedicada residente não deixaria de aproveitar o momento.
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  — Você cortou o cabelo? — uma voz conhecida soou atrás de %Mia%.
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  Seu olhar para o quadro cirúrgico era fixo e com um brilho escondido no canto. Logo que a pessoa se colocou ao seu lado, ela voltou seu rosto para ele e sorriu. Já tinha um certo tempo que não via aquela rosto amigável. Rafaelli Sollary era o que chamamos de ovelha desgarrada. Mesmo seguindo o ofício da família, se rebelou em sua época de residência e especialização, alistando-se para servir às forças armadas como oficial médico. Agora que conseguiu sentir um pouco da vida dos Bellorum com uma breve e parcial carreira militar, estava de volta para ajudar a família nos tempos de crise e guerras internas.
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  — Rafaelli — %Mia% abriu um largo sorriso — Não deveria chegar agora, disse que seu voo chegaria à tarde.
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  — Bem, não reclame, estou aqui e é o que importa. — ele sorriu de canto.
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  — Quem disse que estou reclamando? — ela deu um tapa em seu braço e o abraçou no impulso, sendo retribuído. — Estava com saudade! Você não deu notícias no natal e em nenhuma época do ano para ser honesta.
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  Ela se afastou dele, olhando-o séria.
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  — Por que nos deixou sem notícias? — ela colocou a mão na cintura, meio desapontada com ele.
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  — Se eu dissesse onde estava, com certeza minha mãe pediria favores para algum Bellorum me expulsar da minha base. — brincou ele, rindo. — O que o nosso primo fez de errado dessa vez?
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  — Não ficou sabendo de tudo? — %Mia% o olhou intrigada.
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  — Tio Gregori só disse o necessário na ligação, e eu estava nas fronteiras da Síria. — respondeu ele. — Foi grave, não foi?
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  — Muito. — ela soltou um suspiro cansado. — Derek passou dos limites aceitáveis, e pior, estamos em uma guerra interna e silenciosa na Continuum.
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  — O quê? — Rafaelli não imaginava que as coisas pudessem ser tão graves assim, ainda mais por saber os motivos iniciais da criação daquela sociedade. — Como assim, a Continuum sempre foi uma família.
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  — Toda família tem problemas e pessoas gananciosas. — %Mia% jogou a realidade sem se importar com as palavras escolhidas para expressar o que acontecia.
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  — Acho que teremos muitas coisas para conversar, mas antes… — ele apontou para o jaleco em seu corpo. — O que está fazendo vestida assim? Achei que sua vinda para Chicago seria inteiramente administrativa.
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  — Você sabe que é complicado me manter tanto tempo longe de uma sala de cirurgia. — explicou ela, com um sorriso bobo no rosto. — Não resisti a tentação de ficar no plantão.
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  — E pelo menos foi proveitoso? — perguntou ele.
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  — Claro, sempre é. — respondeu ela. — Infelizmente, houve um acidente na estrada próxima, de madrugada, e alguns dos feridos vieram para o nosso hospital.
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  — E a senhorita auxiliou em alguma que envolvia a neuro? — perguntou ele.
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  — Agora estou inclinada a cardio. — corrigiu ela.
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  — Ah, traidora, vai mesmo me abandonar? — ele fez um olhar ressentido para ela, mas orgulhoso por sua escolha.
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  — Bem, já temos um neuro em nossa geração e a Mayah é do trauma, só me restava geral ou cardio, e Cristina Yang me fez apaixonar por ter um coração em minhas mãos. — explicou ela, com os olhos brilhando.
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  — Que má influência… — brincou ele, mantendo o tom frustrado. — Se eu soubesse que esse seriado iria de fazer mudar de ideia, não teria deixado Mayah te indicar ele.
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  — Deixa de ser chato, Grey 's Anatomy até que é legal, tirando a parte que o elenco morre. — ela riu.
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  — A série onde os pacientes vivem e os médicos morrem. — ele riu junto.
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  — Nem me fale, meu coração está ferido depois da última temporada. — concordou ela.
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  — Que tal um café? Assim, podemos conversar mais. — sugeriu ele.
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  — Não é uma má ideia. — ela concordou indicando o caminho.
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  Assim que chegaram no refeitório do hospital. Alguns olhares se voltaram para eles. Não por %Mia%, mas pela presença charmosa de seu primo ao seu lado. O que arrancou alguns suspiros das residentes e enfermeiras do lugar.
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  — Não me vá arrumar encrenca aqui. — %Mia% já se adiantou em chamar sua atenção, indo para a máquina de café.
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  — Fique tranquila, se tem uma coisa que o serviço militar me ensinou, é não brincar com os sentimentos de ninguém. — assegurou ele, acompanhando-a.
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  — E tem alguma história por trás disso? — ela o olhou curiosa.
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  — Não sei se devo lhe contar minhas experiências militares. — brincou ele, pegando seu café. — A não ser que…
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  — A não ser que...? — insistiu ela.
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  — Que você me conte desde quando está namorando um Baker… O que aconteceu com o Dominos? — seu olhar ficou confuso para ela.
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  — Você realmente está atrasado nas novidades da família.
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  — Desculpa, eu estive fora por um longo tempo. — ele sorriu de canto.
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  — O que vai me fazer ficar mais alguns dias para colocar todos os assuntos em dia com você. — ela se aproximou de uma cadeira e arrastou para sentar.
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  — Então, vamos do início… — ele se sentou também. — Quando rolou o término com o %Sebastian%?
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  — Quando eu percebi que não somos compatíveis como homem e mulher, apenas como amigos. — respondeu ela, segurando o riso do primo.
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  — Interessante, e isso significa que o Baker é compatível. — constatou ele.
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  — Bem, o %Demeter% é… Uma caixinha de segredos que estou me divertindo ao descobrir cada um.
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  Ela tampou o rosto com as mãos, cheia de vergonha. Ainda que Mayah fosse sua melhor amiga, %Mia% se sentia ainda mais aberta a conversas com Rafaelli. Talvez por senti-lo como um irmão mais velho que sempre quis ter, se abrir com o descolado da família era divertido e espontâneo.
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  — Fico feliz em vê-la assim. — disse ele, ao dar o primeiro gole em seu café. — Seus olhos brilharam ao dizer o nome dele.
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  — Eu salvei a vida dele dentro de uma ambulância a caminho do hospital, eu não aceitei ver seu coração parar. — revelou ela, voltado a cena em sua mente. — É assustador saber que esse coração bate por mim agora.
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  — Seu paciente se apaixonou por você, que clichê. — comentou ele, em tom de brincadeira.
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  — E agora somos vizinhos. — completou ela.
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  — Você realmente precisa parar de ver filmes de comédia romântica banhado em clichês. — ele riu da careta que ela fez.
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  — Pare de me criticar, falou a pessoa que se tornou oficial médico para conquistar uma garota. — ela cruzou os braços, com o olhar sério para ele.
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  — Não foi para conquistar uma garota, eu apenas fiz uma aposta com ela e ganhei. — ele se espreguiçou. — Um Sollary nunca perde uma aposta.
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  — Sei. — ela soltou uma risada baixa.
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  Passar o restante do dia na companhia de seu primo preferido foi um gatilho para %Mia% relembrar bons momentos de sua adolescência. E até mesmo os períodos de provas na universidade em que Rafaelli passava noites estudando com ela, veio em sua memória. Se havia um médico que ela admirava, era ele. Bonito, inteligente, sagaz, bem-humorado e charmoso, palavras fáceis que descreviam o Sollary mais cobiçado da família.
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  — Não acredito que estou de volta. — sussurrou ela, assim que desembarcou no aeroporto da Continuum em Seattle.
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  Rapidamente, Sollary estranhou a ausência de uma certa pessoa que prometeu a resgatar assim que chegasse à cidade. Logo ela retirou o celular da bolsa e fez sua ligação.
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  — Sem sinal? O que você está aprontando, Baker? — sussurrou ela, sem entender nada.
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  Seguindo com suas malas até o portão principal, entrou no primeiro táxi vago que avistou e seguiu para seu novo endereço. Chegar em casa era tudo que ela queria, após sua turnê por quatro hospitais da família. Além de New Orleans e Chicago, %Mia% ainda precisou visitar o Sollary Hospital de Manhattan e São Francisco. Seu corpo cansado por sua mente ter sido bombardeada com notícias ruins e rápidas tomadas de decisões, ela somente ambicionava um banho quente e longas horas de sono em sua cama.
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  — Lar doce lar. — disse ela, ao deixar suas malas no canto da porta e jogar a bolsa no sofá.
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  Se espreguiçando até o quarto, paralisou a ver um bilhete pregado na porta.
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  — Espero que tenha feito uma boa viagem. — sussurrou ela ao ler o bilhete.
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  Um sorriso bobo apareceu no canto do seu rosto, então virando no verso continuou a ler.
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  — Que tal um banho quente e vir jantar comigo, farei minha especialidade somente para você. — ela soltou uma gargalhada. — Como se soubesse cozinhar, Baker.
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   %Mia% se despiu de suas roupas e pegando a toalha foi ao banheiro. Seguindo o conselho de seu namorado, um banho quente foi essencial para lhe tirar o cansaço e relaxar o corpo. Após terminar, colocou um conjunto de moletom e seguiu para o apartamento ao lado. Sua curiosidade em saber se Baker não tinha colocado fogo no lugar era grande. E sim, a destemida residente não colocava nenhuma credibilidade nele quando o assunto era cozinhar.
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  — Devo chamar os bombeiros? — brincou ela, assim que entrou no apartamento e o viu de avental no espaço da cozinha.
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   %Mia% percebeu que ele também estava sem a sua camisa.
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  — Por enquanto, está tudo sob controle. — respondeu ele, ao se afastar do fogão e ir até ela.
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  Foi um rápido beijo de boas-vindas até que ela o empurrou e apontou para o fogão. Ele assentiu com um sorriso e piscou para ela, voltando ao seu posto inicial.
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  — O cheiro está bom. — comentou ela ao reparar na organização do lugar e notar algumas velas acesas em pontos estratégicos.
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  Sim, todo o ambiente transmitia um romantismo suave e encantador. O que despertou mais indagações na mente da residente. Então, ela voltou novamente o olhar para ele, que ao desligar a trempe e se afastar do fogão, colocou-se em frente a bancada para cortar o tomate para a salada. Em um piscar de olhos, ele soltou um murmúrio e pegou o pano de prato para enrolar na mão.
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  — O que aconteceu? Você se cortou? — o olhar de %Mia% ficou preocupado.
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  — Está tudo bem, não foi nada.
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  — %Demeter%, eu sou médica. — insistiu ela.
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  — Não foi profundo, tem uma caixa de primeiros socorros no banheiro. — disse ele.
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  Ela assentiu e foi buscar. Assim que %Mia% encontrou a caixa dentro do armário, se virou para sair do banheiro. Com o olhar no objeto, o abriu para ver se tinha tudo necessário dentro, então seu corpo paralisou. Havia somente um anel de noivado dentro, o que deixou sua mente em surto e seu coração acelerado.
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  — Você não se cortou, não é? — constatou ela.
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  — Não. — respondeu ele.
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  — %Demeter% …
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  — %Mia% Sollary, aceita se casar comigo? — perguntou ele, direto e preciso.
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  O olhar dela se levantou até chegar nos olhos dele. Mesmo com o susto e a surpresa, apenas uma resposta pulsava forte dentro dela: Eu te amo.
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Eu tenho um garoto bonito,
Eu tenho um garoto amável,
Eu tenho um garoto incrível,
Eu devo ter me apaixonado de verdade por ele.

- I GOT A BOY / Girls' Generation

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