28 • Noivos?
Sollary Hospital, Seattle
E lá estava %Mia% admirando o inusitado anel de noivado em seu dedo. Ainda não conseguia entender como Baker havia conseguido lhe convencer a aceitar o pedido tão prontamente. Talvez pelo beijo intenso, ou por se imaginar chegando do hospital todos os dias e ter aquele homem à sua espera. Sollary mais do que nunca se via em êxtase total, que em alguns momentos do dia causava estranheza em si mesma.
Em seu segundo ano como residente, os estudos para se especializar em cardio começaram a ficar ainda mais intensos. Após semanas longe de seu amado hospital cuidando da parte administrativa de sua herança, agora ela poderia focar no que realmente gostava: cirurgias.
— E a corrida para a auxiliar a chefia da residência? — perguntou Hill, chamando sua atenção.
— Hum? — %Mia% olhou para a amiga que trocava de roupa, pois tinha terminado seu plantão.
— Eu nem vou me dar ao trabalho de concorrer, com certeza o cargo já é da herdeira. — disse Kimberly de forma ríspida e amarga.
— Nepotismo complica, né. — brincou Matt, rindo de leve.
— Como se a %Mia% precisasse mesmo usar o sobrenome para se destacar, todos sabemos que ela se dedica dobrado nesse hospital. — Hill a defendeu.
— Não se preocupe, amiga. — %Mia% manteve a voz baixa e olhou para Kimberly. — Eu não tenho ambição de ser assistente da Lins e nem tempo para me preocupar com isso.
— Claro, o hospital já é seu, para quê vai querer ser auxiliar, se pode virar chefe da cirurgia quando quiser. — retrucou Louis.
— Saiba que minha família tem princípios hierárquicos que vocês nem conseguiriam alcançar a exigência para se estabelecer neles. — %Mia% se mostrou indiferente ao ataque dos residentes. — Antes de vocês sonharem em fazer faculdade de medicina, eu já assistia as cirurgias do meu pai desde os seis anos de idade; antes de pensarem em fazer residência no Sollary Hospital, eu já passava plantões ao lado do meu pai aos dez anos, lendo todos os livros da biblioteca do terceiro andar; com certeza eu entrei mais dentro de uma sala de cirurgia que vocês três juntos e a doutora Lins também… Então, da próxima vez que ousarem pensar que meu sobrenome me dá favoritismos, lembrem-se quem é meu pai e que a família Sollary respira esse hospital desde o berço.
Ela pegou sua bolsa e saiu do vestiário, sendo seguida por Hill.
— Uau, amiga você arrasou. — disse Hill, empolgada.
— Sempre que esse tipo de coisa acontece, eu transbordo de raiva. — confessou %Mia% tentando manter a calma.
— Se eles soubessem como é sua vida, não falariam isso, menos ainda quem é seu pai. — comentou a amiga. — Se você não fosse tão apaixonada pela cirurgia, seria complicado.
%Mia% a olhou. Então continuaram seguindo em direção a saída do prédio.
— É sério, que pai dá para filha um livro de neurocirurgia no aniversário de doze anos? — Hill fez uma careta engraçada, arrancando risos dela.
— Ele me deu um estetoscópio de brinquedo quando eu tinha sete. — comentou %Mia%, rindo mais um pouco. — E assisti a uma cirurgia pela primeira vez no dia seguinte do meu aniversário de seis anos.
— E sua mãe deixou? — perguntou Hill, assustada com a revelação.
— Era a cirurgia dela, meu pai estava ao meu lado. — contou %Mia%. — Foi o pior dia da minha vida, mas foi o decisivo para que eu escolhesse a medicina.
— Eu lamento, amiga. — Hill a olhou com solidariedade.
— Está tudo bem, eu fico feliz por essa parte da minha vida, posso até ter passado a maior parte da minha infância pelos corredores do Sollary Hospital, mas tem um lado bom. — confessou a residente.
— Qual? — Hill ficou curiosa.
— Eu e meu pai nos tornamos muito próximos. — respondeu.
O olhar de %Mia% se voltou para rua, assim que passaram pela porta, e logo avistou Baker encostado em sua moto a esperando. A residente se despediu da amiga e seguiu até o agora noivo.
— Boa noite, doutora. — disse ele, com um sorriso de canto.
— Boa noite, mecânico. — brincou ela, ao lhe dar um selinho rápido. — O que o traz aqui? Não disse que ficaria conferindo as coisas da oficina até mais tarde?
— O carregamento atrasou e só vai chegar em Seattle amanhã pela manhã. — explicou ele, envolvendo-a em seus braços. — Eu liguei para Annia e contei sobre o casamento.
— Ela não está em Manhattan agora, mas disse que assim que voltar, quer ter a honra de oferecer nosso jantar de noivado. — contou ele, com cautela.
— %Demeter%, você me prometeu que seria algo discreto. — reforçou %Mia%.
— E será, te dou minha palavra, não vou deixar que Annia se empolgue com isso. — ele piscou de leve e sorriu.
— Vou confiar em você, sabe que odeio ser o centro das atenções. — reforçou.
— Você será a noiva, assim fica difícil. — brincou ele.
— Baker. — ela deixou seu tom mais sério.
— Eu te amo. — ele sorriu e se inclinando um pouco, a beijou com ternura.
%Mia% retribuiu o beijo de imediato, sentindo o coração acelerar um pouco mais. Ela montou na garupa em seguida e ambos seguiram para o prédio onde moravam. Nesta noite, %Mia% preferiu entrar em seu apartamento e aproveitar ao máximo seus momentos como solteira. Ela sabia que após colocar a aliança na mão esquerda, não seria mais apenas uma Sollary, mas carregaria um segundo sobrenome importante na Continuum.
E isso a deixava assustada e cautelosa.
Na manhã seguinte, o casal de vizinhos saborearam um café da manhã juntos no Starbucks da cidade. Enquanto %Mia% voltou para casa, a fim de descansar após um plantão intenso, %Demeter% seguiu para a sua oficina em construção. Ele esperou por algum tempo até que finalmente os fornecedores aparecem com a entrega agendada para o dia anterior.
— Mais uma vez, me desculpe senhor Baker. — disse o homem, observando ele conferir todas as caixas entregues. — Infelizmente teve um acidente na rodovia e acabou atrapalhando nosso cronograma.
— Fique tranquilo, Jonson, eu sei que imprevistos acontecem. — %Demeter% assinou o recibo e olhou para o homem. — O que importa é que tudo está aqui e eu vou poder abrir minha oficina.
— Foi um prazer, senhor Baker, aguardo por mais encomendas. — disse o homem.
— Pode ter certeza que farei. — assegurou ele.
Assim que Jonson retornou ao caminhão e partiu, %Demeter% olhou para seus funcionários recém contratados. A maioria dos jovens em sua faixa de idade entre 20 e 25, que ele foi conhecendo pelas diversas cidades do país em suas escapadas, no tempo em que a mãe ainda não aceitava as decisões do filho para a própria vida. Isso lhe garantiu conhecer homens apaixonados por carros, que desejavam passar a vida de forma despreocupada e o mais perto possível de um automóvel turbinado. Dos quatro contratados por ele, apenas um era mais velho e mais experiente na área. James, ficaria claro na supervisão dos outros mecânicos.
— Quero todas as caixas de peças no estoque e a galeria organizada. — ordenou ele aos funcionários. — Vamos abrir oficialmente amanhã de manhã.
— Mas já? — perguntou James.
— Sim, já esperamos tempo demais e tempo é dinheiro. — explicou Baker, confiante no que dizia.
— Bem, vocês ouviram o chefe, vamos arrumar toda essa bagunça. — disse o novo supervisor, com um olhar animado.
James, no auge dos seus 35 anos, tinha uma filha adolescente e a criava sozinho desde quando a mãe faleceu em um acidente de carro. Havia feito amizade com %Demeter% de forma inesperada, quando o mesmo perdeu uma aposta para um gangue de motoqueiros e James teve que lhe salvar a vida, para não morrer de tanto apanhar. Agora, ali estava ele com a proposta de ser supervisor da oficina do amigo e poder começar de novo em uma nova cidade com sua filha adolescente.
As horas se passaram e no final da tarde, %Mia% resolveu fazer uma visita ao Baker em seu local de trabalho. A residente se espantou ao ver os jovens funcionários todos descamisados, carregando caixas, limpando os vidros das janelas, esfregando o chão e organizando o lugar. Não somente eles, como também o próprio dono da oficina. Ela se manteve parada no grande portão, de braços cruzados, olhando eles trabalhando. Quando James notou sua presença:
— Chefe? — James chamou o amigo e apontou para o portão.
Logo todos pararam o que estavam fazendo e olhou para a direção indicada.
— Podem continuar. — disse Baker despreocupado, seguindo em direção a noiva.
Ela manteve o rosto sério com o olhar fixo nele.
— Que surpresa você aqui. — comentou ele. — Algum problema?
— Vários, a começar pela sua camisa, perdeu ela na vinda pra cá? — disse ela.
— Hum… — ele segurou o riso.
— Vai ser assim todos os dias? Vocês trabalhando sem camisa… Que tipo de público pretende atingir? Senhoras casadas que desgostam dos maridos, ou solteiras à procura de uma noite de aventura? — ela manteve aquele tom áspero.
— Está com ciúmes, Sollary? — Baker abriu um sorriso provocativo.
— Eu? Imagina, entrar em uma oficina onde tem cinco homens de macacão aberto e amarrado na cintura, com o abdômen a mostra, trabalhando com tanta despreocupação. — ela deixou a ironia escapar.
O que fez %Demeter% soltar uma gargalhada.
— Sabe que não tem nada a ver, não é? — disse ele.
— Claro que não, se eu vier aqui todos os dias conferir o serviço dos seus funcionários, não vai ter nada a ver não é? — retrucou ela.
— Claro que não… — ele se aproximou dela, e segurando em sua cintura, a puxou para mais perto dele. — Porque no final da noite, o único que você vai desejar tocar será eu… E a única com direito para isso, é você.
Ele a beijou com intensidade e não se importando com a presença dos seus funcionários. Eles tentaram ser o mais discretos possíveis, mas algumas risadas soaram pelo lugar.
— Que tal eu terminar por hoje e te fazer aquele espaguete para apaziguar seu coração? — sugeriu ele.
— Hum… É a única coisa que você sabe fazer. — ela riu de leve.
— Olha só, ela não está mais brava. — %Demeter% sorriu de canto. — Então, me conta, como foi ser agarrada por um homem de macacão?
— Ok, eu confesso, você fica atraente vestido assim e está sendo difícil controlar meus pensamentos maliciosos. — admitiu ela.
— Aposto que o banco de trás do meu carro está envolvido nesses pensamentos. — ele riu.
— %Demeter%! — ela bateu no braço dele, se fazendo a ofendida.
Porém, Baker estava certo e %Mia% tinha vergonha de admitir seus devaneios momentâneos. Ele deixou James encarregando do restante e de fechar a oficina. O galpão que ele tinha comprado para seu empreendimento ficava bem próximo ao porto numa localização privilegiada para os negócios. Foram alguns minutos de moto até o prédio e, finalmente, adentraram no apartamento de Baker, onde ele foi caminhando para o quarto, a fim de trocar de roupa.
Ao retornar para a cozinha, %Mia%, que estava com o avental na mão, entregou ao chefe gastronômico da noite. Ele deu um selinho nela ao pegar o avental de sua mão e se dirigiu para a parte da cozinha. Ela ficou sentada na banqueta olhando se locomover pelo pequeno espaço entre a pia e o fogão. Às vezes Baker olhava meio pedido para a panela, como se estivesse meio perdido.
— Precisa de ajuda? — perguntou ela.
— Não, eu estou bem, fique tranquila. — assegurou ele. — Não vou colocar fogo no apartamento.
Brincou, dando algumas gargalhadas.
— Bem, espero que tenha seguro. — ela riu também.
— Você realmente não leva fé em mim. — ele soltou um suspiro fraco. — Isso me magoa.
— Que isso, Baker, eu sou confiante até demais, estou aqui te observando cozinhar e nem estou com o celular na mão, caso tenha que ligar para a emergência. — explicou ela, segurando o riso.
— Quanta consideração. — disse ele.
— E por falar em celular, alguma notícia da %Jenie%? — perguntou ela.
— Ainda não, %Simon% ficou de me ligar. — respondeu ele, com a atenção no preparo do molho à bolonhesa.
— É muito louco essa história do desaparecimento dela. — comentou %Mia%. — Será que está relacionado aos boatos?
— Na minha opinião, deveria tirar essa história a limpo o mais rápido possível, assim, se não for ela, pelo menos não vai mais estar em perigo. — %Demeter% tinha sua opinião formada sobre o assunto, e a incerteza o preocupava ainda mais pela amiga.
— Você fala isso por causa do Lionel Tenebrae? — supôs ela.
— Não, você lembra do encontro que tivemos com Carlise? — ele voltou o olhar para ela.
— Ele contou sobre a traição de Andrei Tenebrae, é ele quem me preocupa. — disse %Demeter%.
— Bem, sendo um ou o outro, tenho certeza que %Jenie% voltará a ficar segura, ela é neta de Donna Fletcher e tem um Dominos e um Bellorum aos seus pés. — comentou %Mia%. — O que não vai faltar é proteção.
— É louca, essa história dela com o %Joseph% Bellorum, nunca imaginei que a %Jenie% já tivesse se envolvido com alguém da Continuum antes. — comentou ele.
— Para ser honesta, eu nem me lembrava que os Bellorum já haviam morado na cidade de Cliron. — disse %Mia%, ao voltar seu olhar para o anel em seu dedo.
Um silêncio pairou pela cozinha.
— O que está confabulando agora? — perguntou ele ao desligar a trempe e olhá-la novamente. — Algo te incomoda?
— Não, apenas pensando em como a vida é imprevisível. — respondeu ela, erguendo a mão direita com o anel de noivado. — Eu nunca imaginei que chegaria a esse nível com alguém da Continuum.
— Bem, desconte o fato de eu não fazer o papel de herdeiro Baker, que tudo fica razoável. — brincou ele.
— Seu bobo. — ela sorriu de leve.
Era divertido para ambos estarem um na companhia do outro. Além de apaixonados, o casal também seguia construindo uma amizade sólida e especial.
--
Dominos House, Chicago
Desde a festa da Dominos Company que %Sebastian% se manteve pensativo nas palavras de Miller. Imaginar que além da história do casamento e duas filhas, ela pudesse ter continuações desse segredo, lhe causava mais inquietação. No escritório da adega de sua casa, ele se mantinha quase a maior parte do tempo trabalhando em formato
home office. Se deslocar para o edifício da empresa havia se tornado um pouco monótono sem a presença de sua ex sliter.
— %Sebastian%. — %Simon% apareceu da porta.
— Entra. — disse ele assentiu ao irmão. — Alguma notícia que possa acalmar seu coração?
— Ainda não, mas a %Nalla% me prometeu que entraria em contato até o final da semana. — respondeu o caçula.
— Não acredito que foi confiar isso a ela. — ele soltou um suspiro cansado.
— Nós dois sabemos que se tem uma pessoa que conseguiria isso, é ela. — garantiu %Simon%, certo de suas palavras. — Você ainda não me contou o que aconteceu com vocês dois.
%Sebastian% revirou os olhos. Odiava quando o irmão entrava em tal assunto. %Simon% adentrou mais e se sentou na cadeira em frente ao irmão. Para não dar espaço ao silêncio, o mais novo insistiu no assunto:
— Não acha que desabafar vai ser melhor para você? Jogar essa raiva pra fora. — %Simon% manteve o olhar preocupado ao irmão.
— Eu já estou bem, irmão. — disse %Sebastian%. — Por que voltar nesse assunto?
— Porque eu vi como ficou na festa quando viu ela. — respondeu. — Existe um misto de amor e ódio dentro de você, entretanto, tenho certeza que sua maior vontade era de tomá-la em seus braços e não a deixar ir.
%Sebastian% se inclinou um pouco na cadeira e olhou para o teto. Não queria admitir as palavras do irmão, mas era exatamente o que ele queria fazer. Ver %Nalla% novamente depois de semanas afastados havia causado um alvoroço interno, deixando seus sentimentos ainda mais confusos diante daquela crise entre os dois.
— Desde quando você sabe sobre relacionamentos? — perguntou %Sebastian%. — Virou terapeuta de casais agora?
— Só quero entender o que rola entre vocês. — insistiu %Simon%. — Irmão, me conta, você e a %Nalla% tinham alguma coisa? Ela recusou ter algo com você… O que aconteceu?
— Ela é casada com um homem chamado Fisher e tem 2 filhos. — finalmente %Sebastian% disse em voz alta aquilo que lhe atormentava. — A minha sliter mentiu pra mim.
— Bem, talvez ela não tenha dito para proteger eles. — %Simon% tentou procurar alguma justificativa para o fato.
— %Simon%, você é meu irmão querido, por favor, não tente defendê-la. — %Sebastian% respirou fundo. — E não vamos mais falar sobre o assunto.
— Tudo bem. — assentiu ele, para o irmão.
Em segundos o celular de %Simon% tocou em seu bolso. Era uma ligação de %Joseph%.
— Quem é? — perguntou seu irmão mais velho.
— O Bellorum. — respondeu mantendo o olhar no visor do celular. — Que estranho ele me ligar.
— Atenda. — instigou %Sebastian%.
%Simon% se afastou um pouco e atendeu a ligação.
— Bellorum? — disse o Dominos caçula.
—
A %Jenie% está comigo. — a voz de %Joseph% soou com a notícia que o estremeceu por dentro.
— Como? — perguntou intrigado.
—
%Nalla% me cobrou um favor. — o Bellorum riu baixo. —
Nossa bailarina está bem. — Onde estão? — %Simon% sentiu certa ansiedade dentro de si.
—
Vou te enviar o endereço. —
Recuso agradecimento, %Jenie% também é importante para mim. — disse %Joseph%.
Assim que %Joseph% encerrou a ligação, o olhar de Dominos encontrou o de seu irmão mais velho, que o observava com atenção.
— A %Nalla% encontrou ela. — anunciou %Simon%.
— E suponho que vá atrás da sua bailarina. — disse %Sebastian%.
— Vou deixá-la em segurança novamente. — ele se dirigiu até a porta. — Voltarei para Seattle depois.
— Fique tranquilo, seu irmão já está sóbrio. — brincou %Sebastian%, sobre seu estado emocional.
Brincadeiras à parte, somente %Sebastian% sabia o que realmente estava sentindo. Contudo, não iria mais incomodar seu irmão com suas preocupações, ele tinha negócios para comandar e uma vingança para continuar. %Simon% havia dado o seu melhor para apoiar o irmão, o que custou deixar %Jenie% sozinha e em sua cabeça desprotegida.
Entretanto, quando algo precisa acontecer, não importa o que faça, vai acontecer. Há males que vem para o bem e, neste caso, a turbulência causada na vida de %Jenie% serviu para que ela encontrasse novamente suas amigas de orfanato.
Algo surpreendente para elas.
Meu dia está cheio de você depois de conhecer você
Vendo você ou sentindo sua falta
Meus pensamentos são muito para você, eu não sei o que fazer
O que eu vou fazer comigo mesmo?
Você tem que algo que eu preciso.
- Seeing You Or Missing You / Lunafly