Continuum


Escrita porPams
Revisada por Lelen


40 • Donna Fletcher

Tempo estimado de leitura: 24 minutos

Dias Atuais… Primavera de 2018
- Algum lugar do Texas

  O sol da primavera estava radiante no céu quando %Jenie% Fletcher desembarcou no aeroporto particular da Continuum, escoltada por Nissah Petrov, a agente alpha da Darko. De forma surpreendente, aqueles dias na companhia da agente, a amizade entre ambas havia crescido e se aprofundado, com ambas trocando histórias do seu passado pós adoção.
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  — Estou impressionada com essas histórias sobre seu pai, e mais ainda por saber que ele trabalhava para o Andrei Tenebrae. — comentou %Jenie% ao entrar no carro de aluguel.
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  — Para ser honesta, ele não trabalhava diretamente para o Andrei, e sim para Vladimir Smirnov, um homem que mantinha negócios com ele. — explicou melhor ela, entrando no banco do motorista — Foi assim que o Tenebrae chegou até mim, e tentou me eliminar.
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  — Vou ser sincera, estou até o pescoço envolvida na Continuum e ainda não entendo tudo o que está acontecendo. — comentou %Jenie%, dando um suspiro fraco e depois brincou de leve — A única coisa que sei é que querem me matar.
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  Nissah riu junto, mantendo o olhar na estrada.
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  — Eu também sei pouca coisa dessa história maluca. — confessou a agente — Apenas o básico que Nikolai me contou.
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  — Compartilha com as amigas, porque a única coisa que %Joseph% me disse é: quanto menos souber, melhor. — reclamou %Jenie%, praticamente imitando a voz dele e cruzando os braços — Como se isso me deixasse mesmo ameaçada.
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  Nissah não se conteve em cair na gargalhada. A agente que havia deixado a frieza e a raiva entrar em seu coração após quase morte, encontrou na garota ao lado a leveza que perdera na vida. E quem diria que as garotas do orfanato Miral se tornariam grandes amigas no futuro?
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  — Eu sei que tudo começou com uma guerra oculta entre a Continuum e a Draconis na época em que nossa sociedade foi fundada pelos cinco amigos. — iniciou ela a história — Todos os negócios da Continuum são lícitos e dentro das leis, ao contrário da Draconis, que é composta por famílias da máfia. Se me lembro bem, tem a japonesa liderada pelos Yamazaki, a italiana pelos Castellato, portuguesa pelos Laurento, norueguesa pelos Ahlberg.
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  — Quatro famílias? Não são 5? — questionou %Jenie%, estranhando a contagem.
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  — Para quem não sabe de nada, está bem informada. — brincou Nissah, segurando o riso, ao girar o volante para seguir pela estrada lateral em direção ao destino traçado.
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  — Digamos que eu tenha encontrado alguns livros na biblioteca da Darko. — ela brincou de volta com um sorriso sapeca.
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  — Eu sabia que você não estava somente lendo romances ali. — comentou Nissah rindo baixo, ao trocar de marcha — Mas sim, há uma quinta família que foi extinta, dizem que foi totalmente dizimada pelo chefe da família Ahlberg, uma guerra interna que quase destruiu toda a sociedade.
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  — Que loucura. — sussurrou %Jenie%.
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  — Isso não te lembra nada? — Nissah olhou para o seu reflexo pelo retrovisor dianteiro — O mesmo aconteceu com os Dominos quando foram atacados, o que difere é que alguns sobreviveram, e na Continuum levamos muito à sério a palavra amizade.
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  — Tenho percebido isso. — comentou %Jenie% — Mas você sabe quem é essa família extinta?
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  — Não. Os próprios Draconis não costumam pronunciar o nome, e não sabemos quem são, mas… Só sei que era uma família britânica. — completou ela, pensativa nas informações que Nikolai havia lhe repassado.
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  — E você sabe como a guerra da Continuum começou? — perguntou curiosa.
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  — Poder, inveja e ganância, as três palavras que resume o início, além de um ser chamado Lionel Tenebrae. — Nissah finalmente estacionou o carro em frente a um portão de aço — Mas o restante, acho melhor você saber pela pessoa que mais conhece essa história.
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  — Quem? — ela olhou o portão e depois a amiga, confusa.
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  — Sua avó. — Nissah voltou o olhar para ela — Donna Fletcher.
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   %Jenie% voltou o olhar para o portão, finalmente estava no lugar dos segredos: a Academia Fletcher. Ela respirou fundo antes de descer do carro. Nissah havia prometido levá-la até lá, porém não poderia permanecer por ter outro compromisso em sua agenda de responsabilidades como agente alpha. Assim que %Jenie% ajeitou a mochila nas costas e tocou o interfone se identificando, sua avó na sala de segurança arregalou os olhos, ao vê-la pelo monitor. Donna jamais imaginou sua neta chegando naquele lugar.
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  — Senhorita Fletcher. — disse o sliter que a atendeu no portão, o olhar do rapaz se mostrou admirado ao conhecer a famosa neta de sua chefe — Seja bem vinda à academia, por favor, siga-me.
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  — Obrigada. — %Jenie% assentiu com um sorriso delicado e adentrou os portões.
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  Mais um longo suspiro. Assim que seus olhos se depararam com o lugar que parecia a mistura de um centro de treinamento militar com uma fazenda normal do interior do Texas. Após passarem pelo caminho de terra demarcado com fileiras de seixos brancos, %Jenie% foi observando os muitos arbustos e canteiros de flores, sabendo bem que sua avó amava paisagismo, não havia se espantado. Na lateral leste do lugar havia os dormitórios dos sliters, a oeste o galpão de treinamento, bem ao centro a casa principal onde a matriarca Fletcher morava e estabeleceu seu centro de comando e informações.
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  — %Jenie% — disse ela, assim que a neta se colocou diante dela — O que faz aqui? Deveria estar na Rússia.
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  — Então a senhora sabia onde eu estava. — observou a garota.
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  — Não entendo a sua surpresa. — Donna sorriu de leve — Você já sabe quem eu sou na Continuum, minha querida.
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  — A senhora é a mulher que guarda os segredos. — seu tom foi de confirmação.
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  Donna soltou uma gargalhada boba e logo puxou sua neta para lhe dar um abraço forte e carinhoso. %Jenie% retribuiu sentindo seu coração apertar, a última vez que a viu foi no natal e após isso muitas coisas aconteceram até sua chegada ali. Em instantes, as emoções da bailarina foram sendo demonstradas através das lágrimas que escorriam pelo rosto.
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  — %Jenie%, por que está chorando? — ela continuou abraçando-a para confortá-la.
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  — Eu passei por tanta coisa, mas agora com a senhora, me sinto tão segura. — confessou ela — Por que não me contou, vovó?
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  — Sobre a Continuum? — Donna se afastou um pouco e a olhou, então secou sua lágrima com o dedo indicador.
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  — Sim, e sobre a possibilidade de eu ser a herdeira Tenebrae. — sussurrou ela — Eu sou, vovó?
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  Donna respirou fundo, mantendo o olhar mais preocupado para sua neta. Ela sabia a resposta, entretanto não podia contar a história por completo para ela.
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  — Querida, venha e descanse um pouco, a viagem foi longa e tenho certeza que também deve estar com fome. — ela pegou em sua mão — Vou lhe mostrar o quanto que poderá ficar.
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  — Vovó?! — %Jenie% insistiu ao perceber a rápida mudança de assunto — Por que não posso saber?
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  — Porque este segredo não é meu. — explicou ela, ao conduzi-la para dentro da casa — A Continuum foi construída na base da amizade, mas foram os acordos e as promessas que a manteve de pé.
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  — E a senhora fez alguma promessa? — perguntou %Jenie% ao segui-la pela casa até chegar no corredor dos quartos.
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  — Sim, fiz muitas promessas e uma delas foi de deixá-la longe da Continuum e em segurança. — respondeu Donna, parando em frente a uma porta e abrindo para que ambas entrassem.
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  — Isso quer dizer que...? — %Jenie% insistiu na indagação tirando suas próprias conclusões.
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  — Quer dizer que está segura aqui. — Donna observou sua neta entrar no quarto e olhar em volta toda a ambientação do lugar.
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  — Vovó, soube que chegou alguém da família… — a voz de Yasmin soou corredor até que a mesma apareceu da porta — %Jenie%.
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  — Minie! — a bailarina abriu um largo sorriso ao vê-la.
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  As irmãs se abraçaram de imediato sob o olhar carinhoso da avó para elas. Era raro os momentos em que Yasmin visitava a academia, e naquele momento estava a negócios, pois a família Tenebrae havia requisitado mais sliters para protegê-los.
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  — O que faz aqui na casa da vovó? — perguntou Yasmin ainda surpresa pela presença da irmã.
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  — Então… — %Jenie% olhou para a avó.
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  — Sua irmã estará mais segura aqui. — confirmou Donna.
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  — Ah, o lance da herdeira. — Yasmin pegou a referência e se afastou um pouco da irmã — Bem, eu tenho que ir, não posso demorar vovó.
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  — Mas já? Nem conversamos e colocamos as novidades em dia. — reclamou Jennie.
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  — Eu também acho que você poderia ficar mais um dia aqui. — concordou Donna ao olhar a neta — Fique aí com sua irmã, vou preparar algo para vocês comerem.
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  Elas assentiram e ficaram em silêncio por um instante, até que %Jenie% iniciou sua chuva de perguntas.
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  — E você Minie? O que está fazendo aqui? E como virou assistente de um Tenebrae? Sabia que o pai dele quer me ver morta? — %Jenie% encostou na parede olhando-a curiosa.
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  — Calma, %Jenie%, Lionel não quer te matar, não que eu saiba. — disse Yasmin — Mas Andrei, esse sim é a pessoa mais perigosa que existe.
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  — Você o conheceu de perto? — perguntou %Jenie%, caminhando até a cama para se sentar.
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  — Trocamos palavras algumas vezes, bem no início do meu estágio no escritório de Carlise, mas nunca me aproximei muito de ninguém daquela família. — contou ela, lembrando-se da primeira vez que o vira em uma festa de campanha em que seu chefe apoiava a candidatura de um senador americano.
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  — Eu o vi quando fui sequestrada. — %Jenie% voltou o olhar para a janela relatando o ocorrido — Ele queria atrair a Annia e a %Nalla%.
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  — A sliter dos Dominos. — sussurrou Yasmin pensativa — Eu a vi algumas vezes e da última não gostei muito.
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  — Por quê? A %Nalla% é maravilhosa, gosto muito dela e queria ser tão forte quanto. — confessou %Jenie%.
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  — Ela me dá medo. — retrucou Yasmin.
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  — Te entendo, ela tem um olhar intimidador, assim como a Annia. — %Jenie% soltou um suspiro — Foi tão legal rever minhas amigas e saber mais sobre o que aconteceu com elas nesse tempo… Minie você não vai acreditar, mas a Annia Baker se casou com o Cedric, aquele Cedric que foi meu amigo desde o fundamental.
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  — O Cedric que eu achava que fosse se casar com você de tanto que viviam grudados? — Yasmin ficou boquiaberta.
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  — Sim, ele conheceu ela bem antes de mim, quando eram menores. — explicou %Jenie% se entusiasmando — E não, Cedric sempre foi como um irmão para mim, nunca a gente se viu assim como um casal.
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  A bailarina soltou uma gargalhada boba.
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  — E enquanto isso, você namorada o Bellorum escondido. — concluiu a irmã.
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  — Prefiro não comentar sobre o ocorrido. — %Jenie% fez um olhar sério, mantendo a serenidade.
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  — Ah, por falar nisso, o que tem acontecido com você? O que realmente a trouxe aqui? — perguntou Yasmin curiosa — A última vez você estava com o Dominos e depois soube que estava na Darko da Rússia.
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  — A história é longa e por hora, estou solteira. — contou ela, tentando não se abalar mais uma vez por lembrar do ocorrido.
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  — Uau, nem %Joseph% e nem %Simon%? — boquiaberta ela estava.
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  — Agora eu só quero me sentir capaz de proteger a mim mesma. — confessou %Jenie% sem medo — Estou cansada dessa história de herdeira e me sentir indefesa.
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  — E veio ao lugar mais difícil para isso? — ela não conseguia entender as intenções da irmã.
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  — Sim, vim porque quero me tornar mais forte. — afirmou %Jenie% — E o único lugar capaz de me ajudar é aqui, quero ser tão imponente quanto minhas amigas e não precisar de ninguém para me salvar.
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  Yasmin compreendeu as palavras da irmã e com um sorriso reconfortante, deu alguns passos até ela e a abraçou. %Jenie% retribuiu o abraço, sabia que podia contar com o apoio da irmã. Elas passaram mais algum tempo conversando sobre os romances de Yasmin com o primogênito Tenebrae, as novidades sobre tia Beth querer expandir seu hostel em Seattle e montar uma filial em Chicago e outra em Los Angeles. E por fim, saber sobre o relacionamento de sua mãe adotiva Marie com o John Bellorum, o pai de %Joseph%.
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  — Eu juro que ainda estou em choque com a notícia da mamãe com o Bellorum. — %Jenie% tentava absorver a ideia dessa união.
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  — Pois é, eu também, principalmente com o fato dela ter proibido a todo custo sua aproximação com %Joseph%, mas é claro que agora sabemos o motivo. — comentou Yasmin.
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  Mesmo que na época do ensino médio da irmã, a mais velha estava em seu momento universitário bem longe, as mensagens que trocavam a deixava a parte de tudo o que acontecia. Ambas sempre ficaram inquietas com a forma em que o chefe Bellorum acatava todos os pedidos de Marie, pedidos esses que pareciam mais ordens ao ver das garotas.
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  — Mas agora não importa, nossa mãe não manda mais na minha vida e não vou deixá-la se intrometer mais. — as palavras de %Jenie% continham firmeza e segurança.
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  — Que orgulho da minha irmãzinha. — Yasmin sorriu de leve — Você tem amadurecido bem, %Jenie%.
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  — É, a vida tem feito isso, e de uma forma bem perigosa. — brincou.
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  — Onde estão minhas netas? — a voz de Donna surgiu vinda da cozinha, assim como o cheiro de torta de maçã tirada do forno e chocolate quente feito na hora.
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  — Vovó! Estamos sentindo o cheiro — disse Yasmin ao segui até lá com a irmã.
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  — Sim, e parece estar muito gostoso. — concordou %Jenie%, ao entrar na cozinha e já seguir para se sentar na banqueta — Esse cheiro me lembra do primeiro natal que passei com vocês depois de ser adotada, a senhora me levou uma bandeja de café da manhã no quarto e tinha chocolate quente porque o dia estava mais frio que o normal e um pedaço de torta de maçã.
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  Ela suspirou saudosamente ao lembrar-se.
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  — A vovó sempre gostou de nos fazer essas surpresas. — contou Yasmin ao se sentar na banqueta ao lado da irmã — Também sinto saudade dos tempos de criança, não tínhamos muita preocupação.
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  — Nós crianças não. — %Jenie% voltou o olhar para a avó — Já nossa avó...
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  — Eu sempre me preocupei com a segurança de vocês. — confessou ela, cortando duas fatias da torta para servi-las — Agora, que tal deixarem essa nostalgia e saborear essa torta?
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  — É tudo que eu precisava. — %Jenie% pegou o prato da mão dela e já deu a primeira garfada — Hum… Exatamente como eu lembrava.
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  Yasmin riu da cara dela e começou a comer a sua fatia. Por um lado, a matriarca Fletcher estava feliz de ter sua neta por perto, por outro lado, estava temerosa do que %Jenie% poderia descobrir estando ali em sua academia.
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  Dois dias depois da partida de Yasmin, %Jenie% se manteve silenciosa e observadora quanto ao treinamento dos sliter presentes. Ao pôr do sol de uma sexta-feira refrescante, da janela de seu quarto, ela ouviu barulhos vindos do galpão. Sua curiosidade a impulsionou a sair do quarto e seguir até lá, ao terminar de passar pelo corredor, ela avistou a porta do porão entreaberta. Era uma oportunidade para descobrir o motivo para que aquela única porta permanecesse trancada. Descendo as escadas lentamente, quase segurando a respiração para não fazer barulho, aos poucos conseguiu ouvir sua avó atender o telefone, deixando-o no viva voz.
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  — Castelatto?! — disse Donna, surpresa pela ligação — Não sabia que a Interpol deixava seus hóspedes fazerem ligações a qualquer momento.
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  — Bom dia, para você também, Donna Fletcher. — disse a voz feminina do outro lado da ligação — Estou surpresa por não saber que agora, estou sob a jurisdição da Darko, e não da Interpol.
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  — %Joseph% está por aí?! — perguntou a matriarca.
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  — Oi Donna. — a voz de %Joseph% surgiu.
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   %Jenie% arregalou os olhos, se abaixando um pouco para esconder atrás de um móvel, queria entender a ligação e quem era a tal Castelatto.
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  — O que faz com o inimigo? — perguntou Donna — Seu pai não te criou para isso.
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  — Vou me sentir ofendido agora, Donna, achei que ainda gostasse de mim. — Vincent entrou na conversa, deixando um tom chateado na voz.
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  — Ah, Vincent, agora que agora estou entendendo. — contatou Donna o motivo da ligação — Inimigo do meu inimigo…
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  — É meu amigo. — completou Castelatto, tinha um tom de imponência na voz — Xeque-mate.
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  — Por que estão me ligando? — Donna sentou na cadeira, mantendo o olhar na tela do computador.
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  — Precisamos organizar um jantar com todos os herdeiros, da Continuum e dos Draconis. — respondeu %Joseph% — Andrei está com os dias contados, no que depender de nós.
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  — Espera, então é mesmo verdade que ele traiu a Draconis? — perguntou Donna, surpresa.
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  — Sim, por isso faremos um novo acordo com eles. — respondeu Vincent.
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  — Em breve, a Draconis não vai mais existir e em seu lugar, teremos uma nova sociedade totalmente legalizada, então… Acho que podemos ter alguns acordos benéficos para ambos. — concluiu Castelatto.
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  — Devo presumir que sua família é a atual no comando então? — observou Donna.
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  — Sim, e eu falo por todos. — assentiu a mulher.
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  — Muito bem, digam-me o plano de vocês então. — continuou a Fletcher.
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  Escondida, %Jenie% deu um passo para trás e se afastou. Ela poderia ter permanecido lá, mas sua mente estava tão confusa com as lembranças de seu sequestro que se viu desnorteada demais para continuar ali. Seus pés a conduziram para fora da casa e quando se deu conta já estava na porta do galpão. Assim que a bailarina despertou de seu devaneio, ela se deparou com uma competição de luta acontecendo ali.
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  — Ah, senhorita Fletcher. — o mesmo sliter que a recepcionou no dia de sua chegada se aproximou dela — Deseja alguma coisa?
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  — O que está acontecendo aqui? — perguntou curiosa, mantendo longe os pensamentos que a perturbavam.
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  — Estamos no nosso competição de luta mensal. — respondeu ele, num tom animado — Fazemos isso para medir o nível de força e habilidade dos sliters e detectar suas fraquezas para que melhorem.
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  — Interessante, posso assistir? — pediu ela.
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  — Claro, senhorita.
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  — Ah, por favor, me chame de %Jenie%. — disse ela, sorrindo de leve — E você? Como se chama?
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  — Carl. — respondeu ele.
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  Aquele momento de distração seria uma forma, meio louca, de fugir da realidade. E era o que %Jenie% precisava para paralisar seus pensamentos sobre tudo que envolvia a Continuum, mesmo que os sliters e todo o universo da academia pertencessem a ele.
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  — Uau. — sussurrou ela, após assistir a segunda luta, em que uma jovem sliter conseguiu derrotar um veterano bem mais robusto e forte que ela.
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  — Está impressionada, querida? — logo sua avó apareceu ao seu lado.
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  — Sim, vovó. — ela olhou para a mulher, que mantinha os olhos fixos no ringue — Me fez lembrar a %Nalla%.
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  — A Miller é e sempre será a melhor sliter que já existiu aqui. — confessou a avó sem nenhuma entonação de favoritismo.
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  — Imagino que sim. — concordou ela, voltando o olhar para os dois lutadores que subiram para lutar.
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  — Não vai me perguntar sobre a ligação? Eu sei que estava escondida atrás do móvel escutando. — comentou Donna, mantendo o olhar para frente, com rosto suave.
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  — Se eu perguntar, vai me responder? — indagou %Jenie%.
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  — Talvez. — brincou ela, sorrindo de canto.
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  — Talvez? — %Jenie% a olhou.
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  — Você acha que está mesmo pronta para entrar na Continuum e assumir todos os perigos que isso trás? Está preparada para se defender sozinha quando for necessário? — Donna voltou seu olhar sério para ela — Há muitos segredos que você não consegue imaginar, sua mente está pronta para saber de toda a história?
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  — É por isso que estou aqui, vovó. — disse %Jenie% com firmeza — Quero ser mais forte que o meu inimigo.
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  — Isso me deixa orgulhosa. — disse a avó, controlando suas emoções, mas com um brilho no olhar.
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  Com sua família Donna era a avó carinhosa e animada, que contava histórias e cozinhava para a família, entretanto ali na academia, ela era a imponente chefe que não se deixava abalar pelas dificuldades. Era o ponto de força para seus sliter.
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  — Se estiver disposta a aprender com sua avó. — continuou a matriarca — Ficarei orgulhosa em lhe transformar em minha herdeira.
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  — O que isso quer dizer, vovó? — perguntou ela, ficando meio confusa.
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  — Quer dizer que se você quiser, posso te treinar para ficar em meu lugar como a próxima chefe da Academia e da família Fletcher. — explicou ela, deixando mais claro suas intenções.
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  É claro que a matriarca sabia que não viveria para sempre e precisava de alguém para substituí-la no legado da família, e nada melhor que a neta mais ousada e determinada para isso. Afinal, suas filhas Marie e Beth juraram não se envolverem com essa parte da vida de sua mãe, seus outros netos, como Yasmin e Junior, não tinham o perfil que ela ambicionava para uma boa líder. Restava Philip, o hacker da família que não tinha nenhuma aptidão para combate corpo a corpo.
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  Sim.
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   %Jenie% era a melhor escolha para Donna Fletcher.
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  E por dentro, o coração da bailarina estava pulsando forte para finalmente conhecer o lado Continuum de sua avó.
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Se você não pode voar, então corra
Hoje nós vamos sobreviver
Se você não pode correr, então ande
Hoje nós vamos sobreviver
Se você não pode andar, então rasteje
Mesmo se você tiver que rastejar, dê um jeito (dê um jeito)
Preparar, apontar, fogo

- Not Today / BTS

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