Continuum


Escrita porPams
Revisada por Lelen


39 • Natal Passado

Tempo estimado de leitura: 15 minutos

Inverno, anos atrás…
- Norte da Noruega

  Bem ao longe do centro comercial da cidade de Lavik, em uma casa nas montanhas contemplada pela aurora boreal que se formava no céu. Esta era a época do ano que não havia a presença do sol, seis meses de noite e agora com a presença da neve. Aquela modesta morada com sua estrutura toda em madeira de lei e muito bem iluminada decorrente da estação em que se encontrava, pertencia a Godric Tenebrae, o primogênito e atual chefe da família.
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  Quartos aconchegantes, sala de estar espaçosa com a presença de uma bela lareira revestida de mármore carrara. Por mais que houvesse a rusticidade da presença da madeira, seu estilo puxava para o neoclássico misturado ao moderno, finalizando com um sistema de aquecimento no piso para os dias mais frios do ano. Todo conforto que ele poderia oferecer através de sua fortuna, a mulher da sua vida a qual estava sendo ameaçada, ocultamente.
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  — Agradeço por ter vindo, meu amigo. — Disse Godric ao abrir a porta e receber o chefe dos Sollary na porta.
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  — Jamais deixaria de atender a um chamado de um amigo. — Retribuiu Gregory o cumprimento do amigo com um abraço de reconforto. — E trouxe reforços.
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  — O Dominos? — Godric se espantou ao ver o carro da pessoa que ele menos esperava estacionando mais à frente.
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  — Precisamos de aliados e sabemos que os Dominos possuem um compromisso com a palavra deles. — Reforçou Gregori.
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  — Ele está certo. — Donna Fletcher surgiu mais adentro da casa, descendo os últimos degraus da escada para o andar dos quartos. — Agora que descobrimos que seu irmão mantém contato com os Draconis e infiltrou uma em sua própria casa, precisamos de famílias que o apoiem como o chefe dos Tenebrae, e os Dominos são fundadores também.
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  — Um peso a mais. — Concordou Gregory.
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  A sliter moveu seu olhar para a porta, observando a aproximação do convidado inesperado. Godric respirou fundo e assentiu, seus amigos estavam corretos e não havia argumentos para contestar. Seu irmão, Lionel, ambicionando o comando da família e a fortuna particular do irmão, apenas se deixou seduzir se envolvendo em acordos com a sociedade Draconis.
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  — Isador, agradeço por vir. — Disse Godric, mantendo um tom de humildade na voz. — Não somos amigos. Para ser honesto, nossas famílias sempre foram de opiniões contrárias, então…
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  O homem não possuía palavras para expressar-se.
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  — Acredite, nada me deixa mais irritado que uma traição do mesmo sangue. — Confessou o Dominos, mantendo a seriedade e imponência no olhar. — Não importa se somos próximos ou não, as ações de seu irmão devem ser paralisadas pelo bem da Continuum.
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  — Serei sincero, agora não me importo mais com a Continuum, eu só quero protegê-las com minha vida se for necessário. — A sinceridade exalava em sua voz, Godric voltou seu olhar para Donna, pois a mesma sabia de quem mencionava.
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  A filosofia da geração dos Fundadores era simples: A vida é um mar de rosas, somos nós que a transformamos em espinhos. Pode parecer simples, mas nas gerações futuras, o ideal de amizade contínua foi se afastando e dando lugar a ambição pelo poder ou rivalidades causadas pelo coração. Lionel tinha seus motivos pessoais para causar o caos na Continuum, seus alvos eram o próprio irmão pelo desejo de controle da família, e também Isador Dominos, o homem que conquistou a mulher que ele amava.
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  Entretanto, mesmo diante das circunstâncias apresentadas, aquela casa das montanhas não seria somente um local para selar alianças e acordos. O Natal estava se aproximando e mais convidados se encaminharam para o refúgio do Tenebrae. Os quartos preparados, o sistema de segurança ativado e a ceia sendo preparada por Emily Sollary, a esposa de Gregory, na companhia de Donna Fletcher. Gustav Sollary, o obstetra caçula da sua família, chegou na véspera do Natal acompanhado de Irina Baker. A cientista e bioquímica, por mais que tivesse seu orgulho ferido por amar tanto Godric e ter sido rejeitada na juventude pelo mesmo, ali estava ela deixando que a amizade a conduzisse, para ajudá-lo no que fosse preciso.
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  — Adeline?! — disse Irina ao dar dois toques na porta do quarto principal, onde seu alvo de proteção se encontrava.
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  — Bom dia, Irina. — Ela ergueu um pouco mais seu corpo, se mantendo sentada na cama. — Ver você aqui é inesperado, mas ao mesmo tempo reconfortante.
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  — Bem, nunca se nega ajuda a um amigo. — Revelou ela.
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  A cientista adentrou um pouco mais e fechou a porta, observou de relance a sutil decoração do quarto, bem ao gosto simples da mulher a sua frente. Adeline Ross, Irina Baker e Godric Tenebrae poderiam ser considerados um clássico triângulo amoroso da Continuum, entretanto, existe uma quarta pessoa nessa complexa história: Hilary Tenebrae, a esposa dele.
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  O casamento de Godric e Hilary havia sido por conveniência e pelos negócios, bem no início da administração da família Sollary na Continuum. Sua mulher, filha de um diplomata importante e filiada aos Draconis, não poupou esforços para convencê-lo que a união matrimonial de ambos selaria a paz entre as sociedades. Afinal, ele era o único chefe de uma família fundadora que estava solteiro na época do acordo. Mas o que Godric não contava com o tal casamento por contrato, é que se apaixonaria pela sobrinha de sua empregada, após a mesma passar o verão com a tia.
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  E foi ao descobrir este romance proibido que a fúria de Hilary fora despertada, apresentando todos os benefícios da sociedade que pertencia ao ambicioso Lionel Tenebrae.
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  — Como está? Não acreditei quando Godric me contou a história toda. — Irina deu mais alguns passos e puxou uma cadeira próxima para se sentar de frente para ela. — Mais ainda pelo fato de estar com a cabeça a prêmio.
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  — Bem, eu não deveria ter me deixado levar pelo charme dele. — Adeline riu baixo, lembrando-se da primeira rosa que ganhara do Tenebrae. — Eu sabia que ele era casado, sabia de tudo sobre a Continuum e o acordo de paz com a Draconis, eu sou apenas a sobrinha da empregada e mesmo sabendo de todos os riscos… Deixei meu coração me conduzir.
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  — Às vezes o nosso coração nos trai e não podemos fazer nada. — Comentou Irina.
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  Seu coração havia lhe traído ao se manter apaixonado pelo amigo de infância. Ela sabia muito bem que jamais conseguiria o tipo de afeto que desejava dele, pois o mesmo já havia deixado claro que haveria somente amizade entre eles.
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  — Sim, mas as consequências existem e minha tia perdeu a vida por minha causa. — Adeline segurou suas emoções, ainda estava abalada pelos eventos anteriores ocorridos e a levou a ser mantida escondida naquela casa ao norte da cidade de Lavik. — E para completar, minha cabeça está a prêmio.
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  — É, não há como negar que a situação está bem delicada. — Constatou Irina. — Mas vamos ajudá-los a te manter em segurança.
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  — Baker… Em algum momento eles irão nos encontrar, eu sinto isso, não me importo com o que pode acontecer comigo, mas… — ela sentiu as lágrimas rolarem no canto dos olhos. — Há um ser inocente crescendo aqui dentro, preciso protegê-la.
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  — Quando descobriu a gravidez? — A cientista focou seu olhar na barriga dela, que já estava crescida.
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  — Quando demitiram a minha tia, saímos de Londres para ficar em Lisboa; Godric tentou nos manter seguras e juramos não nos encontrar mais. — Adeline voltou o olhar para a janela, observando os flocos de neve caindo do lado de fora. — Foi quando eu comecei a ter mal-estar continuamente, até fazer os exames por uma suspeita dela.
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  — Como está indo a gestação? — perguntou ao se inclinar um pouco mais e tocar na barriga da outra.
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  — Bem, eu acho. — Ela soltou um suspiro cansado. — O doutor Gustav tem vindo com frequência me visitar, tenho me sentido cansada com facilidade e descobrimos que minha gravidez por ser de risco devido a tantas emoções vividas.
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  — Pelo tamanho da sua barriga, deve estar quase no final da gestação. — Comentou ela.
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  — Ah, não, estou no sétimo mês ainda. — Revelou. — Ainda falta bastante tempo.
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  — Hilary sabe que está grávida? — Irina reforçou a seriedade de sua voz.
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  — Eu não sei, espero que não, mas se eu morrer, não me importa, só quero que o bebê sobreviva. — Ela voltou o olhar para a outra mulher. — Poderia me prometer que o protegerá, caso eu não consiga? Por favor, meu ajude a protegê-lo.
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  Baker respirou fundo. Ela sabia o quão perigoso era o pedido dela, e mais ainda que sua consciência não a deixaria negar ajuda.
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  — Não se preocupe, eu irei ajudá-la no que for necessário. — Assegurou.
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  Ambas ficaram se olhando por alguns instantes em silêncio, até que dois toques soaram na porta.
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  — Atrapalho? — Era Godric abrindo a porta.
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  — Não. — Irina se levantou da cadeira e o olhou.
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  — Segundo Emily, a ceia está servida. — Anunciou ele.
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  — Bem, então eu descerei na frente. — Irina se afastou, caminhando em direção a porta.
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  Como sempre, ela segurou seu coração acelerado e manteve a postura de amiga habitual. Assim que Irina se retirou, Godric se aproximou de Adeline e a ajudou a se levantar.
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  — Tem certeza que quer participar? Não iremos apenas jantar, mas será uma reunião bastante estressante, não quero que fique cansada. — Perguntou, mantendo-a apoiada a ele.
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  — Não ficarei, querido. — Ela sorriu de leve para o homem. — Mas eu quero participar, é o futuro do nosso bebê que estará em questão.
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  — Tudo bem. — Ele sorriu de volta para a mulher e se moveu para a porta. — Mas se sentir qualquer coisa…
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  — Godric, o doutor está aqui, vai ficar tudo bem. — Reforçou Adeline.
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  — Ando preocupado além do normal com tudo. — Confessou ele. — Só quero deixá-la em segurança.
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  — Eu já estou ao seu lado. — ela o beijou de leve e depois o fez voltar a caminhar.
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  No andar de baixo, todos já se acomodavam à mesa para a ceia. Mesmo com a situação atual preocupante, o clima natalino não poderia ser ignorado. Assim que Adeline desceu as escadas apoiada em Tenebrae, seu olhar avistou a árvore de Natal montada pela Sollary.
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  — Ah, que lindo! — disse ela, em seu tom baixo.
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  — Que bom que gostou. — Emily se aproximou dela com entusiasmo e a abraçou. — E estou feliz por estar bem. Quando eu cheguei, Godric me disse que estava descansando, e como a casa estava com um ar tão triste, resolvi montar essa árvore para vocês.
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  — Sim. — Assentiu. — Obrigada por tudo, tenho passado a maior parte do dia na cama, Donna Fletcher tem me ajudado muito.
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  — Sua tia foi uma grande amiga minha, sabe disso. — Disse Donna ao se aproximar de ambas.
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  — Vamos, querida. — Disse Godric.
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  Ela assentiu e se sentou na cadeira ao lado da dele. Todos acomodados, Godric fez um discurso inicial de agradecimento pela presença de todos e a disponibilidade que tinham em ajudá-lo. O assunto deu início com a fala de Irina sobre sua situação familiar.
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  — Todos sabem que minha família está sob o comando da minha irmã e Allison já anunciou que se manterá neutra neste assunto, temos alguns negócios com famílias Draconis. — Revelou Baker. — Por isso minha ajuda será o mais oculto possível, assim ninguém suspeitará de mim e poderei agir com mais liberdade.
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  — Obrigado, Irina. — Disse Godric.
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  — Agora o principal é manter Adeline em segurança, até que o bebê nasça. — Pronunciou Donna, ao começar a servi-los com a ceia. — Com um herdeiro envolvido, os Bellorum se prontificaram a intervir nas ações de Lionel.
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  Diante deles estava uma mesa farta com os preparos de Fletcher e Sollary. Ambas se divertiram muito na cozinha, enquanto preparavam a ceia com empolgação e altos risos.
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  — Precisamos resolver isso sem quebrar o acordo de paz com a Draconis. — Observou Godric. — Temos nossos confrontos indiretos com eles há anos, precisamos nos precaver, não quero que uma ação minha prejudique as outras famílias.
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  — Sabemos que os negócios deles são todos ilegais, não há chance da Draconis nos derrubar economicamente, há? — perguntou Gustav.
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  — Nossa preocupação agora não é com dinheiro, irmão. — Gregory chamando sua atenção. — Mas sim com a segurança de um herdeiro que está a caminho.
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  — Eu conversei com John, ele afirmou se manter neutro inicialmente. — Isador se pronunciou. — Sabemos que os Bellorum somente intervêm quando há possibilidade de prejudicar a Continuum, nossa sociedade tem leis e regras a serem mantidas…
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  — O que significa que uma briga interna de família não é da jurisdição deles. — Concluiu Donna com precisão. — A menos que possa envolver as outras.
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  — Já envolveu. — Emily elevou um pouco sua voz. — Querendo ou não, o fato de Hilary ter influências na Draconis já é algo a se considerar.
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  — Não se preocupem com a Hilary, ela é problema meu e somente meu. — Disse Godric.
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  — O que está pensando em fazer, querido? — Adeline o olhou temerosa do que ele poderia fazer ou causar à esposa.
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  — Não se preocupe comigo, Adel, vai ficar tudo bem. — Assegurou ele, com um olhar apaixonado.
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  — Mas agora temos um herdeiro a caminho. — Irina voltou a se pronunciar. — Ou herdeira… Vocês já sabem o sexo?
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  — Ainda não, deixamos para saber quando nascer. — Respondeu Adeline.
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  Todos desejaram felicitações mais uma vez pela gravidez. Este seria um Natal recheado de alianças inesperadas como a de Isador e Godric, amizades surpreendentes como a de Emily com Adeline e promessas entre as famílias que jamais poderiam ser quebradas.
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Creo en ti y en este amor
Que me ha vuelto indestructible
Que detuvo mi caída libre.
- Creo en Ti / Reik

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