Continuum


Escrita porPams
Revisada por Lelen


3 • Família

Tempo estimado de leitura: 26 minutos

– Algum lugar de Seattle

  Baker já tinha sacado com pouco tempo os pontos fracos de %Mia%, porém não os usava para conquistá-la. Entretanto, se havia uma coisa que ele amava fazer era irritar a garota com seu jeito despojado de ser. Quanto mais %Demeter% acelerava a moto, mais %Mia% se agarrava nele, e essa era sua intenção maliciosa desde o início. Era triste ter que se contentar com esses pequenos detalhes dessa desastrosa relação que ambos tinham, mas aquele Baker era persistente e muito sagaz.
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  — Reduza a velocidade! — %Mia% gritou se agarrando mais à jaqueta dele.
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  — Pare de ser tão certinha e curta a brisa da noite — devolveu despreocupadamente.
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  — Eu não estou brincando, Baker, quando eu descer dessa moto, eu te mato! — gritou novamente.
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  — Deve ser sexy morrer pelas suas mãos, sendo médica, como pretende me matar? — brincou o rapaz rindo um pouco. — Meu último desejo é um beijo.
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  — BAKER! — %Mia% bateu nele com fúria.
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  Logo %Demeter% fez a moto cambalear, deixando %Mia% ainda mais raivosa. Assim que ele parou a moto em frente o Au Lait Coffee, ela desceu rapidamente retirando o capacete.
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  — Você é louco, Baker? — O olhou, surtando.
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  — Por você, sim. — O rapaz desligou a moto e sorriu de canto. — Por que se irrita tão fácil?
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  — Você me irrita. — Ela bufou.
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  — Relaxe, Sollary, e me deixe diverti-la. — Baker a segurou pela mão com um sorriso bobo no rosto e a puxou para dentro da cafeteria.
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  %Mia% estava cansada demais para relutar à insistência dele e se deixou ser guiada. Ao entrar, escolheram logo uma mesa bem ao lado da vidraça, onde poderiam contemplar a beleza da avenida principal da cidade e suas luzes noturnas.
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  — Boa noite, o que o casal vai pedir hoje? — perguntou Mary ao se aproximar para anotar os pedidos.
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  — Não somos um casal — protestou %Mia%.
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  — Eu vou querer um expresso duplo, para ela, cappuccino e um pedaço da torta de morango com chantilly — respondeu %Demeter% tranquilamente não se importando com as palavras da moça que o acompanhava.
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  — Como sabe que vou querer isso? — disse ela impressionada.
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  — Sei tudo sobre você. — Ele piscou de leve e voltou a olhar para a atendente, que anotava tudo.
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  %Mia% fitou os olhos no rapaz tentando entender como %Demeter% continuava agindo daquela forma com ela. Aparentemente, as pessoas os viam como um casal que vivia a base do amor e ódio, o que tornava tudo mais divertido para ele.
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  Ambos permaneceram em silêncio até que seus pedidos vieram e a moça se retirou. %Mia% cortou um pedaço de sua torta e levou à boca, aquela era mesmo sua torta favorita. Era intrigante que %Demeter% tivesse gravado tão rapidamente seus gostos.
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  De um mero paciente que ela ajudou no resgate, após sofrer um acidente de moto, o homem otimista se tornou seu colega de Hostel e, no linguajar da tia Beth, um pretendente de alto nível. Era de se esperar que %Demeter% se apaixonasse por sua médica cirurgiã residente, que cuidou dele com tanta dedicação enquanto se manteve internado no Seattle Sollary Hospital, porém, entre tantos cuidados dela, foi através de um singelo sorriso espontâneo, direcionado a outra pessoa, que o coração do ousado Baker pulsou mais forte.
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  — Está me olhando demais, Baker — comentou %Mia%. — O que está tramando?
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  — Às vezes me ofende o mal juízo que faz de mim. — O rapaz fez um olhar manhoso e ao mesmo tempo indignado.
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  — Como está a cicatriz nas costas? Ainda dói? — perguntou ela.
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  — A receita que me conseguiu ajudou. — %Demeter% reclinou até encostar no encosto da cadeira, mantendo seu olhar na moça. — Obrigado, mesmo depois da alta, ainda cuida de mim.
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  — Só estou me prevenindo e mantendo você longe do meu local de trabalho. — %Mia% manteve o olhar na torta. — Como uma pessoa pode deixar o legado da família e viver como um nômade? Não consigo entender você. — Ela levantou seu olhar a ele.
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  — Não consegue entender o fato de eu não querer viver às sombras do nome da minha família? — Resumiu.
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  — Você vive da sua fortuna — retrucou a médica. — Se quer bancar o filho rebelde, deveria viver a independência total.
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  — Acha que não sou capaz de sobreviver sem o dinheiro da minha família? — Baker cruzou os braços, deixando seu olhar transparecer curiosidade.
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  — Honestamente, sim — respondeu ela. — Eu vejo você como aquele projeto de bad boy mimado que usa o dinheiro dos pais para pagar a gasolina da Mercedes e o silêncio dos policiais corruptos.
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  — Estou curioso para saber qual Dominos você namorou para ter tanto preconceito assim. — %Demeter% se viu ainda mais curioso pelas palavras amargas dela. — Foi o popular da elite, %Sebastian%? O caçula %Simon%? Ele está hospedado no nosso hostel. Hum… Foi o Nigel? Não… Pelo seu olhar, só pode ser o Victor.
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  — Você parece conhecer bem essa família — retrucou %Mia%, mantendo a resposta para si.
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  — Não tanto quanto você. — O rapaz sorriu de canto. — Pelo menos é o que me parece.
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  — Você acha mesmo que me conhece, mas não… — Ela tomou o último gole do cappuccino e se levantou. — Você não sabe de nada, Baker.
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  %Demeter% segurou em sua mão assim que ela tomou impulso para sair de lá.
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  — Me conte então. — Seu olhar estava firme, ele desejava lhe passar confiança.
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  — Prove que merece saber. — Ela se soltou dele. — Obrigada pelo café.
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  %Mia% ajeitou a bolsa no ombro e seguiu para a saída. Seu único pensamento era chegar no hostel, se trancar em seu quarto e finalmente descansar. %Demeter% permaneceu estático, se manteve sentado na cadeira pensativo no que havia acontecido. Em minutos, sua atenção se voltou para a porta. Observou a entrada de %Simon% no lugar, sendo seguido por outro rosto Dominos conhecido.
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  O caçula dos Dominos era acompanhado por seu primo Nigel. Ambos se sentaram em uma mesa aos fundos para iniciar sua conversa reservada.
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  — Então, como está tudo? — perguntou %Simon% com ar meio preocupado. — Há dias não tenho notícias da Jass.
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  — As coisas estão meio complicadas. — Nigel respirou fundo.
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  — O que %Sebastian% fez desta vez?
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  — Não sei se seu irmão está agindo com prudência, soube que ele fez novas aquisições de terras no Texas. — Chegando próximo ao ouvido de %Simon%. — E sabemos que aquele estado pertence a Continuum, ele quer enfrentar os Tenebrae.
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  — %Sebastian% sempre viveu contra as regras, mas não achei que chegaria a tanto. — %Simon% suspirou fraco, conhecia seu irmão muito bem. — Não entendo sua obsessão pelos Tenebrae.
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  — Quem entende? — Nigel voltou seu olhar para a atendente que os servia.
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  — Infelizmente não posso voltar, não sem antes conquistar a confiança da Sollary.
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  — Entendo. — Nigel voltou seu olhar para o primo. — E como vão as coisas?
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  — %Mia% Sollary é uma mulher forte e independente, trabalha como cirurgiã residente no hospital da família — contou %Simon%. — Ainda não sei como me aproximar, %Sebastian% disse que eu deveria ser sutil, mas nós dois sabemos como ele é sutil com as mulheres.
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  — Levando-as para cama. — Completou Nigel.
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  Eles riram.
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  — Mas me mantenha informado, por favor — pediu %Simon%.
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  — Sem problemas. — Nigel sorriu de leve. — Além de primos, somos amigos e nos preocupamos com nossa família.
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– Dominos House, Chicago

  Chicago era a cidade movimentada em que a família Dominos residia. Sua mansão se localizava um pouco mais afastada do centro comercial. Uma propriedade invejável até mesmo pelos políticos da cidade. Os dois andares que contemplavam o imóvel seguiam um estilo arquitetônico moderno com toques clássicos; suítes extremamente confortáveis, salas de estar e TV, sala de jantar, a ampla cozinha de design industrial e o majestoso escritório em que %Sebastian% sentia o prazer de receber seus amigos.
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  Atrás do “palacete”, perto da entrada da cozinha, ficava a adega onde se guardavam os vinhos mais preciosos, agraciados por sua pequena vinícola na Itália administrada por Victor Dominos. Ao lado era o quarto de %Nalla%, parecido com um loft, a cama ficava perto da janela que dava vista para a mansão, ao lado uma poltrona e a porta do banheiro, perto da porta de saída um jogo de mesa com duas cadeiras de madeira Siciliana, ao lado uma pia de mármore, um cooktop e uma mini geladeira.
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  No porão se encontrava o dormitório dos seguranças que guardavam a propriedade, todos chefiados por Dosan. Do outro lado dos fundos da mansão, havia um jardim cultivado pela tia Dominos, com orquidário e diversas flores do campo. E ao lado um pequeno espaço em que %Nalla% usava para treinar.
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  Como mencionado antes, %Simon% pertencia aos Dominos como filho legítimo, o terceiro na linha de comando. Seu jeito tranquilo e pacífico não se comparava ao de %Sebastian%, que às vezes era taxado como um tirano por sua irmã mais nova, o que de tudo não era ruim, pois para ser um chefe de “Família Continuum”, ele precisava ser forte, rígido e perspicaz. Era com muita preocupação que o chefe Dominos garantia a segurança de suas irmãs, Genevieve e Jasmim, sua tia Sophie, sua prima Bella, seus primos Victor e Nigel e a recém-chegada Liana.
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  Naquela tarde, em sua espaçosa sala de TV, decorada com sofás pretos e luxuosos com detalhes vermelhos, mesa de centro de vidro e obras de arte espalhadas pelas paredes, %Sebastian% se mantinha de pé perto da janela observando o jardim de inverno da lateral direita da casa.
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  — Alguma movimentação da Continuum? — perguntou ao se voltar para seu empregado.
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  — Ainda não, meu senhor — respondeu o homem.
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  — O que será que estão tramando? — sussurrou o líder refletindo de leve.
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  — Algo o preocupa?
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  — Tudo me preocupa, principalmente a segurança da minha família. — %Sebastian% suspirou fraco e voltou o olhar para a janela. — %Nalla% já retornou?
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  — Ainda não, senhor, mas o avião está a caminho.
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  — E quanto à segurança da empresa? Como estão os transportes?
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  — Sendo monitorados, senhor, não deixaremos que nos roubem novamente — assegurou Dosan.
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  — Assim espero. Tenho a maior transportadora do país, se nossos clientes não sentirem segurança em nosso trabalho, será o responsável por isso.
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  O homem engoliu seco. Não era fácil ser um funcionário daquela família.
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  — Mantenha os seguranças em alerta, quero minha família em segurança.
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  — Sim senhor.
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  Neste instante, a caçula Jasmim adentrou o recinto de forma alegre e saltitante.
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  — Boa noite, senhores! — disse ela num tom irônico.
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  — Senhorita. — Dosan cumprimenta levemente com a cabeça.
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  — Espero não estar atrapalhando! — pergunta ela desviando o olhar para o irmão.
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  — De jeito nenhum, irmãzinha. — %Sebastian% sorriu de canto.
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  — Que bom, estava mesmo querendo ver minha série na Netflix, é tão ruim aquela tela minúscula do notebook. — A garota pegou o controle, ligou a televisão com tranquilidade e deitou no sofá de forma despojada.
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  — Pode se retirar, Dosan — disse %Sebastian%.
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  — Sim senhor, com sua licença. — Assentiu o homem indo em direção à porta.
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  — Tchauzinho, Dosan — murmurou Jasmim com ar de deboche. — Eu gosto dele, sabia? Que pena que nunca será o funcionário do ano, já que existe a %Nalla%.
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  — Não diga.
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  — É sério, %Sebastian%.
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  — Acredito.
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  — Isso é cinismo?
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  — Como pode pensar isso de mim, Jass?
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  — Até agora não estou pensando nada. — Ela soltou uma gargalhada.
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  — Como vai a escola? Não é por ser uma Dominos que não tem que mostrar resultados — disse ele num tom mais sério. — O colegial é uma fase importante da vida.
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  — Virou o papai agora? — Jasmim se indignou um pouco. — Ainda tenho 16 anos, que resultado quer que eu mostre?
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  — Seu boletim com notas altas no final do semestre. — O mais velho colocou as mãos no bolso da calça, mantendo o olhar sereno. — E não matando aula todos os dias. Acha que com esse currículo acadêmico vai entrar em uma Ivy League?
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  — E se eu não quiser ir para faculdade? — retrucou a garota olhando para o irmão.
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  — E pretende viver de quê?
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  — Nossa família é rica — brincou ela rindo do olhar do irmão. — Eu ainda não sei o que quero, mas não gosto da ideia da faculdade.
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  — Não me lembro de ter sido assim na sua idade. — Ele suspirou fraco. — Tenha juízo.
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  — Aonde você quer chegar, %Sebastian%, com esse diálogo de pai? Você é somente meu irmão mais velho. — Jass cruzou os braço. — Não precisa ficar me repreendendo.
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  — Sabe, de uma adolescente como você, eu realmente não queria ser irmão, mas sangue é sangue — respondeu ele. — E particularmente, eu quero chegar ao topo, ao contrário de você que se contenta com o mínimo.
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  — Topo do quê? Da cadeia alimentar? — ela perguntou com deboche.
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  — Você sabe o que eu quis dizer.
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  — Conta outro sonho porque esse já é velho e todo mundo conhece.
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  Ele respirou fundo e manteve a calma. Lá no fundo só queria jogar a mais rebelde da família em um colégio interno, entretanto, havia prometido à sua mãe que cuidaria de todos sem exceção e os manteria por perto.
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– Hostel Fletcher

  Na varanda da pensão, %Jenie% se mantinha sentada na cadeira de balanço, observando as pessoas passando pela rua. Nudy se aproximou dela assim que a viu enquanto passava.
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  — Sonhando, %Jenie%? — disse a amiga.
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  — Oi Nudy! Sim, estou um pouco.
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  — Com quem?! — A outra começou a ficar curiosa.
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  — Não é quem, mas o quê. — %Jenie% abriu um largo sorriso.
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  — Hum… E o que seria?
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  — Consegui passar na entrevista e passei como professora substituta na Escola de Arte da cidade — explicou ela.
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  — Sério? Vai dar aulas na Escola de Artes Moonlight? — O olhar de Nudy ficou animado. — Posso ter esperanças de aprender a dançar agora?
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  — Claro. — %Jenie% riu de leve. — Bem, serei somente substituta e auxiliar, mas já é um começo. Foi o melhor que consegui sem a intervenção da minha mãe.
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  — E como estão as coisas com ela?
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  — Bem mal, ela não aceita meu amor pela dança e sempre que pode tenta me sabotar — confessou %Jenie% com um suspiro de cansaço. — Mas desta vez ela não conseguiu e meu contrato já está assinado.
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  — Que legal.
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  — Claro que vou trabalhar lá só meio período e vou continuar na livraria do senhor Fox, preciso juntar uma grana — comentou.
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  — Nem fale em juntar uma grana, é tão complicado viver de aluguel. — A outra jovem bufou. — Cada mês os donos do apartamento querem aumentar o valor.
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  — Que horror. — %Jenie% fez uma careta.
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  — Mas é verdade… Bem, eu preciso ir, até mais. — Ambas se despediram e %Jenie% entrou em casa.
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  Com a saída de tia Beth, o jantar era por sua conta. Após deixar tudo pronto na cozinha, %Jenie% se recolheu em seu quarto e ficou um tempo dedilhando notas aleatórias no seu violão, quando Lise chegou.
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  — Oi priminha — disse animada ao entrar. — Hum… Há quanto tempo você não toca? A que se deve isso?
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  — Ah, nada, só me senti entediada, e não tem tanto tempo assim, não, eu toquei no último aniversário da tia Beth — se explicou.
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  — Ah.
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  — E como foi no trabalho?
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  — Cansativo como sempre. Preciso seguir a linha de pensamento do meu namorado e mudar de ramo profissional — reclamou Lise ao se sentar na cama e tirar os sapatos. — Não aguento mais.
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  — Força, prima.
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  Vendo a porta entreaberta, Paul entrou no quarto.
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  — E aí, %Jenie%! Oi, amor! — Disse dando um beijo em Lise.
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  — Não sabe bater, não? — reclamou. — Eu poderia estar me trocando.
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  — Já vi tudo que era pra ver aí — brincou o rapaz.
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  — Seu pervertido abusado, e se a %Jenie% estivesse se trocando?
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  — Ela não deixaria a porta semiaberta como você — retrucou Paul.
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  %Jenie% soltou uma gargalhada.
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  — Você dois são uma comédia. Veio jantar, Paul? — %Jenie% perguntou.
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  — Vim. E então, o que me contam de novo?
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  — Quero mudar de profissão também — disse Lise.
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  — Isso não é novidade, é uma confirmação do que venho te falando há anos — murmurou o rapaz.
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  — Eu vou descer para aquecer o jantar, juízo vocês dois. — %Jenie% se levantou e desceu em direção à cozinha.
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  Chegando, foi até a geladeira, pois havia deixado duas travessas de lasanha de batata preparadas, pegando as mesmas, as colocou no forno para aquecer. “Espero que a tia Beth goste” pensou ela. Saindo da cozinha, pegou um livro na estante da sala para ler e, distraída, se sentou no sofá. Não demorou muito até que %Demeter% chegou apático em seus devaneios.
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  — %Demeter%? Tudo bem? — perguntou %Jenie% preocupada com o amigo.
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  — Boa noite pra você também — respondeu ele indo se sentar ao seu lado.
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  — Que cara depressiva. O que houve? — insistiu a moça.
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  — O amor houve, e ele é tão maléfico. — O tom da voz do rapaz baixou um pouco. %Jenie% analisou as expressões faciais do amigo.
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  — Seu olhar tem um nome: %Mia% Sollary — constatou ela.
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  — Aquela mulher um dia vai me deixar louco ou me matar — brincou %Demeter% rindo baixo. — Mas eu juro que estou apaixonado de verdade.
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  — Consigo ver nos seus olhos quando fala dela, sempre brilham — confirmou a amiga.
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  — Só ela que não vê, mas não me darei por vencido. — Ele soltou um sorriso revigorante. — %Mia% Sollary ainda será a senhora Baker, pode apostar.
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  — Eu aposto em você. — %Jenie% o encorajou.
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  — Boa noite, crianças! — cumprimentou tia Beth ao entrar pela porta da frente, cheia de sacolas nas mãos.
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  — Oi, tia! — disse %Demeter% se levantando do sofá. — Deixa que eu te ajudo.
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  — Tia Beth, não somos mais crianças. — %Jenie% riu.
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  — Pra mim vocês sempre serão crianças, principalmente o Baker — brincou a mulher.
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  — É por isso que eu te adotei como minha tia. — %Demeter% riu. — Quer que eu coloque onde?
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  — Vamos levar para a cozinha — respondeu a tia. — Hum, que cheiro é esse?
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  — Cheiro do jantar que eu fiz — respondeu %Jenie%.
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  — Se o sabor estiver tão bom quanto o cheiro, te contrato — brincou ela, fazendo-os rir.
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  — Espero que a senhora goste.
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  — Se você cozinha como a Marie, eu vou adorar.
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  %Jenie% também ajudou com as compras. Eles ficaram conversando um pouco mais na cozinha. Após o jantar, todos foram para seus quartos. %Simon% chegou pela madrugada, bem na hora em que %Mia% acordou no susto com seu pager tocando. A jovem residente se levantou correndo e trocou de roupa o mais rápido possível, era sinal de um plantão de urgência no hospital. Assim que desceu as escadas, acabou por trombar em %Simon%, deixando seu estetoscópio cair.
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  — Aqui, deixou isso cair — disse ele pegando o objeto.
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  — Obrigada, %Simon%. — %Mia% respirou fundo pegando o instrumento da mão do recém-chegado.
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  — Ainda se lembra de mim? — O rapaz ansiava por uma abertura para se aproximar da moça.
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  — Como poderia esquecer um Dominos — respondeu ela voltando seu olhar para a nova mensagem em seu pager. — Droga.
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  — O que foi? — perguntou ele.
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  — Chamada cancelada, enviaram pra pessoa errada — explicou Sollary. — Odeio quando isso acontece.
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  — Deve ser complicado essa vida de médico.
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  — É cansativo — corrigiu ela. — O que você quer aqui?
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  — Por que a pergunta?
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  — Porque eu conheço sua família, %Sebastian% não dá um passo sem antes calcular os ganhos e as perdas — retrucou ela. — Então…
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  — Acha que estou aqui por uma jogada financeira do meu irmão?
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  — Ele declarou guerra à Continuum — afirmou %Mia%.
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  — Ele declarou guerra aos Tenebrae, é diferente — corrigiu %Simon%.
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  — E quem está no comando da Continuum? — A residente cruzou os braços. — %Simon%, não deveriam entrar numa batalha a qual não sabem se vão vencer.
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  — Sua família tem fortes laços com os Tenebrae… Tem medo de algo acontecer? — observou o rapaz.
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  — Não, só não quero que mais inocentes se machuquem — disse ela.
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  — Os Tenebrae não são inocentes.
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  — Isso é o que o seu irmão diz — contestou %Mia%.
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  — Bem, pode me dar o benefício de provar as palavras de %Sebastian%. — %Simon% sorriu de canto. — Te aconselho a desligar esse aparelho e ir descansar.
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  — Não precisa aconselhar, é exatamente isso que farei. — Sollary se virou de costas para subir as escadas.
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  — Espero que não esteja com raiva da família toda — disse %Simon%. — %Mia%, ainda te considero uma amiga.
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  — Eu sei, Dominos. — A garota sorriu discretamente e continuou a subir os degraus.
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  %Simon% se virou para a cozinha e seguiu para lá, sentia sede. Foi quando se deparou com %Jenie% e um copo de água em sua mão.
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  — Boa noite, %Jenie%. — Sorriu para ela.
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  — Boa noite. — A moça sussurrou. — Eu não estava ouvindo…
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  — Não se preocupe, não vou achar que estava nos espionando — assegurou ele.
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  — Você conhece a dra. %Mia%?
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  — Sim, desde criança — respondeu %Simon% olhando para a moça a sua frente serenamente.
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  — Hum…
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  — Vai tomar essa água?
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  — Não. — Ela esticou o copo para ele.
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  — Obrigado. — Ele pegou o copo e o tomou em uma golada. — Boa noite.
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  — Boa noite.
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  %Jenie% havia sim, ouvido toda a conversa e ficado intrigada. Sua curiosidade em saber o quão próximos eram %Simon% e a dra. %Mia%, e quem era o tal %Sebastian% de quem eles falaram.
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Apresentações podem ser boas ou ruins, isso é algo que acontece
Às vezes é bom apenas parar pra relaxar e descansar.
– Mr. Simple / Super Junior

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