Capítulo 41
No dia da viagem para o aniversário da Sra. %Callahan%, consegui sair um pouco mais cedo do trabalho para tomar um banho rápido em casa antes de pegarmos um táxi até o aeroporto. O trajeto foi tranquilo e passei a maior parte do tempo tagarelando com %Aidan% sobre o novo livro de Kate.
— Lembra daquele drama que a gente viu,
Taxi Driver? O Sean meio que tem o temperamento daquele cara, só que mais bem-humorado. Acho que Kim Do Ki é uma mistura dos irmãos Lee, meio taciturno como o Yeong, mas com o pavio curto como o Sean...
%Aidan% ouvia tudo atentamente e concordava com a cabeça de vez em quando. Às vezes, o taxista puxava assunto com nós também. Quando enfim chegamos ao aeroporto, saí do táxi primeiro enquanto %Aidan% colocava uma máscara preta, da mesma cor do boné que usava.
Ainda tínhamos algum tempo até o voo, então ficamos fazendo hora e comprei café pra nós dois.
— Você confirmou o horário com a sua mãe? — perguntei, fazendo barulho com o canudo em seguida, só para garantir que tinha tomado tudo. Eu amava café com leite gelado.
— Sim. Ela disse que ia esperar a gente acordada. — %Aidan% respondeu distraidamente, tirando a tampa do copo para pegar um cubo de gelo que estalou assim que ele o mordeu.
— Ela deve andar bem ocupada com os preparativos da festa. Mas adorei ser à fantasia. Sempre quis me vestir de Anastasia.
%Aidan% abriu um sorrisinho arteiro.
— Eu devia ir de Dimitri só pra combinar com você.
— Nada disso, você vai ficar um ótimo Clark Kent gostosão. E depois da festa, vou revelar sua identidade. — Fiz um movimento com as mãos em frente ao peito dele, fingindo abrir uma camisa imaginária.
— Só se eu puder tirar o seu vestido também... — ele murmurou no meu ouvido, me fazendo rir.
— Vou pensar no seu caso.
No avião, assim que tivemos um momento de privacidade, %Aidan% finalmente tirou a máscara e o boné. O voo até Nova Orleans levaria cerca de três horas e mais alguns minutos de táxi até a casa da mãe dele.
Peguei meu tablet e conectei nossos fones bluetooth para assistirmos os episódios novos de um drama em lançamento que havíamos começado naquela semana. Se chamava
Uma Advogada Extraordinária e contava a história de uma advogada autista em seu primeiro emprego em um grande escritório de advocacia. Era doce e envolvente, com diferentes casos judiciais a cada semana.
Dois episódios depois, me recostei no ombro de %Aidan% e ficamos conversando baixinho.
— Minha mãe disse que meus primos Percy e Wanda estão hospedados lá — ele comentou de repente.
— Percy e Wanda? Você nunca me falou deles.
— Não tem muito o que falar. Eu passo a maior parte do tempo fingindo que eles não existem.
— Quanto amor... — brinquei. — Qual o motivo?
— Eles faziam bullying comigo.
Me afastei no mesmo instante para encará-lo.
%Aidan% riu pelo nariz, como se a informação tivesse alguma graça, mas seu olhar dizia o contrário.
— Isso durou até uns anos atrás, antes de eu te conhecer. Eu já tinha estreado como cantor, mas eles não levavam isso a sério. Na verdade, acho que todo mundo achava que não ia dar certo. Ninguém entendia por que eu tinha escolhido seguir carreira na música.
— Que idiotas. Mas olha onde você tá agora. Pode esfregar seu sucesso na cara daqueles dois.
No mesmo instante em que eu disse isso, tive uma sensação de
déjà vu. — Ah, não. A família deles é bem rica e influente na Inglaterra. Eles debocham porque são arrogantes. Não importa se eu tô ganhando dinheiro com isso ou não. Meu estilo de música definitivamente não é o que eles apreciam, principalmente as letras.
— Por que são sexy pra cacete? — brinquei. — Só sei que
eu nunca vou deixar de gostar, ainda mais com essa voz maravilhosa que você tem. — Segurei o rosto dele e dei um beijo em sua bochecha.
%Aidan% riu, divertido, e devolveu um beijo na minha.
— Se eles insinuarem qualquer coisa sobre você, deixa que eu respondo.
— Faz uns anos que não os vejo. A última vez foi um ano antes de te conhecer. Nem sei como eles tão agora. Não acompanho ninguém nas redes sociais.
— Que bom que você arrumou uma namorada meio maluca então. Como aqueles idiotas ousam fazer bullying com você? Um bolinho de arroz desse? — Apertei as bochechas dele, o fazendo rir. — Eles vão ver só uma coisa...
Cerca de uma hora e meia depois, finalmente chegamos à casa da Sra. %Callahan%. Ela nos recebeu como sempre: com um sorriso brilhante e um abraço apertado.
Depois disso, %Aidan% e eu fomos direto para o quarto. Troquei de roupa, vestindo uma camisola azul-marinho, enquanto ele ia ao banheiro. Um momento depois, ouvi um gemido de reclamação, um "ah, não", vindo de trás de mim.
Me virei e encontrei %Aidan% me encarando com uma careta.
— O que foi? — perguntei, sem entender. — Esqueceu alguma coisa? Sua escova de dente?
— Não. É só você decidindo usar essa camisola.
— O que tem ela? — Dei uma risada, olhando para meu próprio corpo.
— Sério, %Lexi%? Você sabe que é a minha favorita. Não vem se fazer de inocente agora. — Ele revirou os olhos. — Se a gente não tivesse cansado, eu não ia conseguir manter minhas mãos longe de você.
— E quem disse que você precisa? — provoquei. — Eu ainda pretendo te fazer de travesseiro gigante.
%Aidan% sorriu e veio até mim, me abraçando pela cintura e me tirando do chão por um instante para me beijar.
— Vamos logo pra cama antes que eu desista de ser seu travesseiro, então. Essa viagem me deixou morrendo de sono.
Eu que o diga. Eu gostava de conhecer novos lugares e viajar, mas o percurso da viagem era bem cansativo para mim, fosse de carro ou avião.
Assim, nos deitamos e nem demorou muito até cairmos no sono.
***
Acordei toda enrolada em %Aidan%. Minha cabeça estava em seu ombro e eu tinha uma perna e um braço em cima dele, que tinha uma mão repousando na minha coxa.
Ele ainda estava dormindo profundamente e eu o observei por alguns minutos, uma vez que minha visão se habituou à escuridão do quarto. Acho que caí no sono de novo, porque o que lembro depois foi de abrir os olhos quando %Aidan% tentou se levantar, enquanto eu rolava para o outro lado da cama, deitando de bruços.
— %Lexi%, acorda... — Ouvi ele me chamar depois de... Eu não tinha ideia de que horas eram. — Vem tomar café da manhã comigo. — Ele pôs a mão no meu braço e depositou um beijo entre as minhas omoplatas.
— Hm... Que horas são? — consegui resmungar, sem forças para abrir os olhos.
— Umas oito e pouquinho. Vem, a gente tá sem comer desde o lanche no avião.
Rolei para o lado, finalmente abrindo os olhos, e encarei o teto por alguns segundos antes de voltar a atenção para %Aidan% e estender um braço para que ele me ajudasse a levantar.
Peguei uma roupa na mala e, em seguida, fui até o banheiro para recuperar minha dignidade e me tornar apresentável outra vez após um rápido banho quente.
Quando chegamos à sala, a mãe dele nos cumprimentou junto de uma de suas irmãs, mas estavam de saída para resolver algo sobre a festa. Viramos em direção à cozinha, onde havia mais duas pessoas.
Uma mulher mais magra, que parecia estranhamente familiar, estava fazendo algo no liquidificador e um cara meio calvo, com uma barriguinha de cerveja, enchia uma xícara de café.
Bastou olhar uma vez para %Aidan% para perceber que aqueles eram Percy e Wanda.
— %Aidan%! E aí! — O cara veio em direção a ele, dando uns tapinhas em seu ombro. — Como você tá?
— Bem, e você, Percy? — %Aidan% devolveu, por educação, se afastando discretamente de seu toque.
— Ótimo, na verdade. — Ele se virou para mim, em seguida. — E você... Deve ser %Alexa%.
— Isso mesmo. — Sorri, simpática, e trocamos um aperto de mão.
— Eu sou Percy. Minha tia falou muito sobre você. Vocês formam um belo casal — ele elogiou, voltando-se para %Aidan% mais uma vez. — Mas você anda malhando, %Aidan%? Olha esses braços. Ainda bem que sua namorada te conheceu depois da puberdade. Esse cara aqui era só pele e osso — disse para mim, enquanto ria.
— Você devia se exercitar também, Percy — comentou Wanda, chegando ao nosso lado. — Oi, sou Wanda. Irmã do Percy.
— Oi, Wanda. — Sorri educadamente e me voltei para Percy. — Eu tenho certeza de que teria ficado caidinha por %Aidan%, mesmo na adolescência.
— Que nada — Percy debochou.
— Que isso, olha só pra essa carinha de neném. — Apertei as bochechas de %Aidan% com uma mão. — Eu ia ficar caidinha.
— Ah, claro. Ele sempre foi bonito. Mas era o esquisitão excluído e nem conseguia fazer amigos. Mas agora mudou, né, %Aidan%? — Ele colocou uma mão no ombro dele novamente e %Aidan% se afastou novamente, dessa vez sem disfarçar seu desconforto.
— Pois é, tá no passado, Percy.
— Se bem que sua mãe me disse que você ainda não tem muitos amigos, mesmo agora — continuou ele. Que cara chato. — O que é estranho, já que você tem tipo, um milhão de fãs.
— %Aidan% não é esquisito, Percy — falei firme, disfarçando com um sorriso. Senti a mão de %Aidan% na minha cintura. Ele já tinha percebido que eu tinha me irritado. — Mas me conta, você é o irmão caçula da senhora %Callahan%?
— Irmão? Não, sou sobrinho dela. Sou um ano mais velho que %Aidan%. — Ele sorriu.
— Só isso? — Abri a boca em choque. — Pela sua cara, achei que você uns dez anos mais velho. Acho que você também não é muito fã de exercícios, né?
O sorriso de Percy murchou na mesma hora e ele pigarreou. Ao nosso lado, Wanda, que até então só observava, riu.
— Tá vendo, Percy? Largue a cerveja e abrace o suco verde. É o que eu sempre digo. — Ela levantou o copo enorme de gororoba verde que quase me deu ânsia só de ver.
— Prefiro fazer caminhadas, dizem que faz bem ao coração — Percy declarou. — Além disso, a empresa ocupa muito do meu tempo.
— Que nada. Quem quer, dá seus pulos — retruquei. — %Aidan% é super ocupado também e mesmo quando tá em turnê, dá um jeito de se exercitar.
— E vocês dois se exercitam juntos quando você tá em casa, %Aidan%? — Wanda perguntou.
— Isso aí — %Aidan% respondeu. — Cinco vezes na semana. %Lexi% vai pra academia sozinha quando tô em turnê também.
— Que legal. Eu me exercito todos os dias, como três refeições diárias e, em alguns dias da semana, só consumo sucos caseiros com frango. São nutricionalmente eficazes para mim.
— Incrível, você deve ter muita disposição — comentei. — Mas não sou muito fã desses sucos. Eu malho pra comer.
— Deu pra notar. — Wanda me encarou de cima a baixo. — Quanto você usa de calça? Um quarenta e quatro?
— Trinta e oito, por incrível que pareça. — Sorri, ainda fingindo simpatia. — Mas prefiro comprar tamanho quarenta pra não apertar na bunda, sabe como é...
— Na verdade, não sei, não. Nunca passei de um tamanho trinta e quatro.
— E você tá orgulhosa disso? — perguntei sem pensar.
Wanda riu pelo nariz e me encarou de cima a baixo outra vez.
— Não acho que eu teria uma... bunda desse tamanho nem se eu comesse toda a comida do mundo. Mas tenho sorte que a minha genética impede que isso aconteça.
Sorte? Aquela vaca tinha acabado de me chamar de gorda?
Tudo bem que eu praticamente tinha feito o mesmo com o irmão dela, mas ele estava insultando meu namorado.
— Ainda bem que tenho sorte de ter um namorado bonitão que prefere essa versão de mim. — Encarei %Aidan%, que sorriu com malícia.
— Ah, com certeza. — Ele deu um tapa na minha bunda, me pegando de surpresa.
— %Aidan%! Não na frente da sua família — cochichei, alto o suficiente para que Wanda também ouvisse. Ele deu uma risadinha e me beijou no rosto, antes de me afastar para fazer seu prato. Wanda tinha uma expressão de nojo no rosto, e sorri para ela mais uma vez.
— Eu costumava ser bem magra, sabe? Mas prefiro essa versão atual de mim mesma — acrescentei, antes de me afastar.
Felizmente, aquela conversa não se estendeu.
***
%Aidan% de Clark Kent era uma
delicinha. Precisei me esforçar para desviar o olhar dele algumas vezes durante a noite, porque ele parecia mais bonito que o normal. Felizmente, acabei me distraindo dançando e tomando drinks com a Sra. %Callahan% e suas irmãs, o que me impediu de arrastar %Aidan% até o quarto e desistir da festa.
Ele ficou sentado numa mesa atrás de um arbusto e eu sabia que estava evitando muito contato social depois de falar com dezenas de pessoas, desde parentes a amigos de sua mãe. Depois de um tempo, dei uma corridinha animada até ele e me sentei em seu colo, dando um beijinho em sua bochecha que o fez rir.
Eu estava
beeeem alegre depois de uns drinks.
— Você não vai dançar comigo? — perguntei, ajeitando uma mecha de cabelo dele. Estava maior, de um jeito que o deixava sexy. Tipo aqueles caras que você já acha bonito, mas aí ele aparece com algo diferente que você não sabe o que é, até perceber que era só um corte ou penteado diferente.
— Que tal a gente ir beber um pouco de água primeiro? — ele sugeriu.
— Tem razão. Aí vamos pegar mais uns drinks. Quanto você bebeu?
— Umas duas doses de whisky.
— Você precisa experimentar uns drinks então. Aquele barman é ótimo — comentei.
— Ótimo, é? — Ele arqueou uma sobrancelha.
— Ele faz umas bebidas legais. Falei que ia voltar com meu namorado. — Pisquei para ele, que estreitou os olhos para mim.
%Aidan% com ciúmes de pessoas aleatórias era uma gracinha.
Depois de um pouco de água, arrastei ele de volta ao quiosque de bebidas e tomamos dois drinks cada antes de irmos para a pista de dança. Ele não era do tipo que dançava, a menos que estivéssemos sozinhos, mas acho que o álcool o tinha animado o suficiente para se soltar.
De repente, %Aidan% me girou e eu tive outro
déjà vu. Eu estava em um parque, dançando com ele na chuva, mas quando eu virava ele não estava mais lá. Aquilo me deu um susto, mas quando me dei conta, %Aidan% estava me puxando de volta de encontro a seu peito, rindo e me balançando de um lado para o outro numa versão improvisada e nada a ver com a coreografia original de “The Time of My Life” de
Dirty Dancing, que tocava naquele momento.
Sua risada me contagiou e logo esqueci o que estava pensando. A música encerrou e eu passei meus braços ao redor de seu pescoço, puxando-o para um beijo suave.
Cantamos “Feliz Aniversário” para a mãe dele com os convidados alguns minutos depois e, mesmo bêbada, não deixei de aproveitar a oportunidade de encher dois pratos com salgados e docinhos, além do bolo de chocolate delicioso que a Sra. %Callahan% havia encomendado. Me senti no céu e eu nem me lembrava da última vez que tinha comido tanto assim.
Em nossa própria bolha, %Aidan% e eu começamos uma degustação dos docinhos da festa como se fôssemos especialistas naquilo. De longe, avistei Wanda em sua fantasia de
Tinker Bell olhando para nós com espanto enquanto nos enchíamos de comida e, quando eu disse a %Aidan%, ele deu uma risada alta, jogando a cabeça para trás.
Meia hora mais tarde, nos despedimos da mãe dele e subimos para o quarto.
Tirei os sapatos, grata pelo alívio que senti nos meus pés após horas dançando, e comecei a desfazer meu cabelo, que estava no estilo de Anastasia, combinando com seu vestido azul-marinho brilhante.
%Aidan% se livrou das próprias roupas rapidamente, ficando apenas de cueca, e pedi ajuda com o vestido quando o zíper emperrou. Logo ele caiu aos meus pés como um mar brilhante, e eu fiquei só de calcinha.
Me virei para %Aidan%, com uma mão em seu peito.
— Que tal depois? — Ele sugeriu e me jogou na cama, vindo para cima de mim como um predador atrás de sua presa. Eu ri alto, achando aquilo engraçado e quando ele chegou perto o suficiente, usei minhas pernas para jogá-lo para o lado, invertendo nossas posições.
— Quem disse que você tá no comando, gatinho? — Dei um beijo em seu pescoço, bem onde a tatuagem começava.
— Que mandona... Quer que eu fique de joelhos por você? — Ofereceu, suas mãos passeando lentamente pelo meu corpo, parando em meus seios.
— Que tentador... Mas não, quero brincar um pouquinho com você antes. — Deslizei minha mão até sua cueca, puxando seu membro para fora.
— O quê? Gostaria de alguma coisa, Sr. %Callahan%? Aproveita que hoje eu tô boazinha — brinquei, movimentando a mão em seu comprimento.
— Sua boca — ele falou, sem pestanejar. — E depois quero enfiar a cara no meio das suas pernas.
— Que generoso... — Sorri. — Algumas palavrinhas mágicas?
— Vai logo, gostosa. — Ele deu um tapa na minha bunda, me fazendo rir.
Não eram as palavras que eu estava esperando, mas funcionou mesmo assim. O tomei com a boca no momento seguinte e fiquei satisfeita com os suspiros que arranquei dele. %Aidan% colocou uma mão no meu cabelo e o agarrou, mas não puxou nem tentou controlar meus movimentos. No entanto, quando foi demais para ele, ele me fez parar.
— Eu não acabei ainda — reclamei.
— Eu sei, mas quero prolongar — esclareceu, levantando-se rapidamente para se livrar de sua cueca e então da minha calcinha, que logo foi parar em algum lugar qualquer do quarto.
Lá fora, no jardim, a música estava alta o suficiente para que ninguém nos ouvisse. %Aidan% se inclinou sobre mim e me beijou por um instante antes de descer com a boca até meus seios, dedicando-se um pouco ali, enquanto uma de suas mãos seguia até o meio das minhas pernas. Não durou muito, no entanto. Quando senti o calor em meu corpo começar a crescer, ele se afastou e substituiu a mão pela boca entre minhas pernas. Involuntariamente, tentei me encolher, mas %Aidan% segurou firme em meus joelhos, me deixando completamente a sua mercê.
Me derramei em sua boca pouco depois e senti minhas pernas virarem gelatina, cada parte do meu corpo parecendo mais sensível que o normal. %Aidan% deu uma risadinha vitoriosa e se posicionou contra mim, aproveitando a onda de sensibilidade que ele
sabia que havia provocado. Não havia outra pessoa no mundo que conhecesse meu corpo tão bem quanto ele.
Ele deslizou para dentro de mim de uma vez só e dei boas-vindas à pressão entre nossos corpos.
Já tínhamos feito aquilo centenas de vezes, mas sempre parecia diferente, mesmo com toda a familiaridade que tínhamos. Nossos corpos se movimentaram em sincronia e senti minha respiração falhar algumas vezes até que, enfim, viemos juntos.
%Aidan% beijou meu pescoço algumas vezes, sua respiração também ofegante, e um sorriso se formou em meu rosto. Ele saiu de mim um instante depois e passamos alguns minutos enrolando na cama até finalmente seguirmos para tomar um banho.
A ideia inicial era
apenas tomar banho, mas no fim não foi só isso que aconteceu.
Quando dei por mim, eu estava com as mãos apoiadas na parede do banheiro enquanto %Aidan% me penetrava por trás. Pelo visto, a quantidade de açúcar que tínhamos comigo havíamos nos dado alguma energia.
Nada como um pouco de
cardio para fazer bem ao coração.
Depois que acabamos o banho — um banho de verdade, dessa vez — nos vestimos e fomos direto para a cama.
Senti meus músculos doerem de um jeito bom, e a cama macia de %Aidan% foi um alívio. Assim como quando me aconcheguei ao meu travesseiro gigante favorito, vulgo
ele. Caí no sono alguns minutos depois, me sentindo feliz e tranquila como nunca.
%Aidan% tinha esse efeito em mim.