×

ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Doce Trapaça

Escrita porZsadist Xcor
Revisada por Lelen

Parte do Pop-Up Criativo #2 – Escreva seu livro.


Capítulo 5

  A impaciência de Annanda era admirável.
0
Comente!x

  Não suportava a ideia de comparecer a um ambiente de atmosfera deplorável. Não combinava consigo. Temia ser reconhecida, embora a possibilidade fosse inexistente.
0
Comente!x

  Na tentativa de esconder a identidade, optou por tênis branco, calça jeans justa, camisa social, lenço amarrado na cabeça e óculos pretos os quais não tiraria nem por instantes durante a estadia ali. Mesmo a maquiagem era nude e nem se recordava qual foi a última vez quando usou tons tão claros.
0
Comente!x

  O único alívio era a rápida cicatrização das feridas no decorrer de três dias cujo desaparecimento não deixariam marcas.
0
Comente!x

  Apenas aceitou ir porque a sua presença era crucial para o andamento da sua vida a partir dali — e também para finalizar a história com Rodrigo, mesmo que a digníssima mãe, assim como gostava de chamá-la com deboche, sofresse as consequências de descobrir acerca do assassinato do filho.
0
Comente!x

  — Quanto tempo demoraremos aqui? — Ansiosa, tamborilava o pé no chão.
0
Comente!x

  O escritório onde Armando os receberia era acolhedor, ao contrário do estado de espírito dos amantes.
0
Comente!x

  Às oito da manhã a clínica psiquiátrica transmitia tranquilidade, equilíbrio e beleza.
0
Comente!x

  O amplo lugar comportava vários quartos para as pessoas com quadros graves de doenças mentais das mais diversas. Havia atividades para os pacientes ao longo do dia, tomavam as medicações no horário estipulado, não ficavam sozinhos e o tratamento dos profissionais era cordial. Muitos se recuperavam ao longo da estadia, podendo retornar para as respectivas casas e rotinas. Monitorizado, as câmeras discretas não desprezavam nenhum ângulo ou canto.
0
Comente!x

  O contato com a natureza vinha através do belo jardim. Havia árvores, a grama verde coloria o cenário junto às flores de diversos tons bem cuidadas e mesas ou cadeiras foram distribuídas ao longo do ambiente onde os visitantes iam ver o familiar ou amigo em questão — tudo seguindo as regras específicas as quais garantiriam o bem-estar e a segurança de todos.
0
Comente!x

  Não havia melhor lugar para manter Doralice.
0
Comente!x

  — Não muito. — Encostado na parede de pé ao lado dela apanhou o celular e verificou que faltava pouco para o amigo chegar. — Armando está dentro do horário estipulado. Talvez...
0
Comente!x

  A porta foi aberta interrompendo a fala, o médico de traços sérios entrando com o jaleco. Os fios grisalhos denunciavam os anos atuando na área, a gorda conta bancária como o caráter era duvidoso e as azuis íris perspicazes sabiam detectar rapidamente quando conseguiria angariar dinheiro extra com a internação indevida de alguém — e quando atendeu a ligação de Lucas soube que viajaria para o Egito dentro de poucos meses.
0
Comente!x

  — Lucas, meu caro. — Apertou a mão do homem em sorriso amistoso. — Quanto tempo!
0
Comente!x

  — Bastante. Tem o quê? Cinco anos?
0
Comente!x

  O sorriso do médico foi largo o suficiente para mostrar todos os dentes, ação capaz de arrepiar Annanda, se surpreendendo pela asquerosa aparência masculina.
0
Comente!x

  Para quem já conhecia os escusos negócios do doutor, a inocente frase funcionava como um anúncio caso desejasse a criminosa internação compulsória — criminosa porque Armando escreveria um diagnóstico mentiroso respaldando a internação do indivíduo saudável por tempo indeterminado, o classificando muitas vezes como agressivo.
0
Comente!x

  — Ah, Lucas. — Fitou a mulher com interesse. — Não vai me apresentar a sua amiga?
0
Comente!x

  — Esta é Annanda, filha da sua nova paciente.
0
Comente!x

  Ela engoliu em seco por vê-lo depositar um vil beijo galanteador nas costas das mãos.
0
Comente!x

  — Quais serão os trâmites? — Apressou-se em recolher a destra, a limpando discretamente no jeans.
0
Comente!x

  — Por favor, sentem primeiro.
0
Comente!x

  Se acomodou na cadeira atrás da mesa, a dupla em sua frente.
0
Comente!x

  — Em que posso ajudá-los?
0
Comente!x

  — Para Annanda e eu não termos problemas legais, é imprescindível que Doralice seja dada como louca.
0
Comente!x

  Acenou em aprovação de como foi direto ao ponto.
0
Comente!x

  — Isso é fácil. Apresenta algum sintoma como... Não sei, insônia, falta de apetite...
0
Comente!x

  — Sim — confirmou a mulher cruzando os braços. — Meu irmão morreu recentemente, então o luto pra ela foi bem difícil. Desde então não dorme direito, não come, se tranca no quarto...
0
Comente!x

  — Alguém teve contato com ela?
0
Comente!x

  — Desde o velório, só nós dois — Lucas explicou.
0
Comente!x

  — Como foi a morte do filho? Importante ressaltar a importância de eu saber a versão contada socialmente por vocês para todos nós termos bons resultados, é claro.
0
Comente!x

  — Acidente de avião — falaram em uníssono.
0
Comente!x

  — Certo. Bom, pelo relato é fácil encaixá-la num quadro clínico de psicose, quando a pessoa se desconecta da realidade. No caso da sua mãe, devido à morte súbita do filho.
0
Comente!x

  — E quanto vai nos custar? — questionou Annanda.
0
Comente!x

  — Trinta mil por mês.
0
Comente!x

  — Ótimo.
0
Comente!x

  Por Lucas se estabilizar como influencer, dinheiro não era mais uma preocupação.
0
Comente!x

  Quem diria que a divulgação diária dos jogos de azar nas plataformas digitais poderia enriquecê-lo tanto? Viva às bets.
0
Comente!x

  — Irei preparar o documento. Precisarei da assinatura de Annanda e dos documentos da paciente a fim de resolvermos logo os trâmites legais o mais rápido possível.
0
Comente!x

  — A quero hoje mesmo aqui — a filha se apressou a dizer. — Exijo o mais absoluto sigilo sobre essa história. O Lucas é muito conhecido e não demoro para mim também o ser. Não aceito da internação de minha mãe vazar.
0
Comente!x

  — Nada poderia me alegrar mais, querida.
0
Comente!x

  Os femininos vincos nasais se formaram em asco pela maneira como a palavra soou para referir-se a ela.
0
Comente!x

  Se esforçou para acordar, o tentador véu da sonolência agradável demais para resistir sem luta árdua.
0
Comente!x

  De início buscou mexer os dedos em movimentos débeis. A cabeça pesava. Sentia-se torpe, com dificuldade até para erguer as pálpebras — e agradeceu por estar deitado numa maca ao realizar a ação. A tonteira o tomou, a tênue luz do Sol entrando através da janela a metros de distância. E o pior. Alguns pontos pelo corpo doíam mais do que era capaz de suportar, em especial na área da traqueia devido ao tubo.
0
Comente!x

  Apenas não gritou de dor devido à exaustão.
0
Comente!x

  — Olá. — A enfermeira trocava a medicação responsável por mantê-lo em coma até os ferimentos cicatrizarem o suficiente para suportá-los. — Sou Clara. Não exerça esforço em vão. Pisque uma vez para sim e duas para não. Entendeu?
0
Comente!x

  Piscou lentamente uma vez.
0
Comente!x

  — Ótimo. Sente dor?
0
Comente!x

  Piscou uma vez.
0
Comente!x

  — Muita?
0
Comente!x

  Nem precisaria piscar. A lágrima desceu pela deformada face repleta de hematomas e cortes em resposta para a pergunta.
0
Comente!x

  — Não se preocupe. Quando acordar novamente, se sentirá melhor.
0
Comente!x

  Após aplicar a morfina, demorou dez terríveis segundos até adormecer de novo.
0
Comente!x

  Dessa vez, ao despertar, não estava entubado.
0
Comente!x

  A dor presente não era excruciante, apenas suportável. Pela experiência anterior ao acordar, por via das dúvidas, decidiu não se mover. Percorreu com o olhar o ambiente, compreendendo como estava num hospital. O aparelho responsável por monitorar os seus sinais sistematicamente produzia tom monótono. Demorou vários minutos para se acostumar à luminosidade do fim de tarde, os globos desconfortáveis após demasiado tempo inconsciente.
0
Comente!x

  Os outros enfermos repousavam nas respectivas macas dispostas ao longo da sala de recuperação.
0
Comente!x

  A mesma enfermeira entrou no quarto quase meia hora depois.
0
Comente!x

  — Olá! — A mulher sorriu com gentileza. — Me alegra ter acordado. Passou bastante tempo inconsciente.
0
Comente!x

  Pelo sorriso era evidente como as palavras carregavam franqueza.
0
Comente!x

  — Oi. — A voz saiu rouca e baixa, quase inaudível.
0
Comente!x

  — Como se sente? — Parou em frente à maca, atenta às reações. — Algum desconforto?
0
Comente!x

  — Pouca dor. Eu... Posso perguntar uma coisa?
0
Comente!x

  — Desde que não o perturbe, sim. É necessário poupar forças pra recuperação ser completa.
0
Comente!x

  — Sabe o que aconteceu comigo?
0
Comente!x

  A sombra de alerta perpassou o semblante simpático da jovem mulher.
0
Comente!x

  — Você não se lembra? — Franziu o cenho, certa de que a resposta poderia tranquilizá-la ou não.
0
Comente!x

  — Não... Eu... Não me lembro de nada... Nem de quem sou.
0
Comente!x

  A réplica a apavorou.
0
Comente!x

  A informação de desenvolver amnésia dissociativa era desestimulante e até frustrante após acordar hospitalizado sem documentos de identificação como o RG. Se restabelecer dos ossos quebrados e dos tiros não era fácil, sem mencionar o gesso na perna a qual deveria permanecer imóvel, a faixa imobilizando as costelas fraturadas e as diversas feridas cicatrizando no rosto — além de, é claro, passar por operação por uma bala perfurar o pulmão, responsável pela necessidade do coma induzido cuja duração foi prolongada por semanas pela gravidade da lesão.
0
Comente!x

  A experiência em si era extenuante. Sem nenhuma reminiscência ou mísera pista acerca de sua identidade tornava tudo pior.
0
Comente!x

  Não carregar lembranças da infância ou do que o levou ao hospital era desgastante.
0
Comente!x

  Parecia casca oca, vazia, a qual precisava ser preenchida para descobrir quem era.
0
Comente!x

  — Geralmente a amnésia dissociativa é desencadeada por eventos traumáticos ou estressantes. No seu caso é geral por não se recordar de nada. Pode recuperar a sua memória com o auxílio do tratamento psicológico. Todavia, não podemos mensurar em quanto tempo irá acessá-la.
0
Comente!x

  Passou por intensa bateria de exames, testes neuropsicológicos e exames de imagem a fim de chegar ao diagnóstico final.
0
Comente!x

  A recuperação foi vagarosa e até tediosa. Qualquer mínimo movimento ou esforço poderia lhe gerar dor e detestava manter-se parado naquela maca. Até a alimentação era vagarosa, o cuidado excessivo objetivando não causar pontadas de dor intensa. O problema em si nem foi passar o dia inteiro deitado. O pior de sua condição era lidar com o fato de ninguém se importar consigo. Logo, não havia visitas.
0
Comente!x

  Era a pior parte do dia. Foi impossível a solidão não o assolar no avançar dos dias quando contemplava os outros pacientes receberem visitantes, fossem familiares, amigos ou pares românticos. No fundo, torcia para alguém aparecer o procurando. Não havia sorrisos, brincadeiras, abraços, gestos afetuosos ou até travessuras como lhe entregar escondido alimentos impróprios como doces ou refeições assim como viu acontecendo ao longo da estadia.
0
Comente!x

  A faísca de esperança diminuía a medida em que o duro contexto o confrontava. Ninguém fazia a menção de procurá-lo.
0
Comente!x

  Por vezes tentava dormir para fugir da deprimente realidade cujo abandono lhe deixava sabor amargo no paladar. Cansou de prender o choro por não haver ninguém por ele — e por mais que se empenhasse, não lhe surgia nenhum nome de quem, talvez, pudesse sentir sua falta.
0
Comente!x

  Trinta dias mais tarde, João estava ansioso do lado de fora da sala faltando vinte minutos pro horário da visitação começar.
0
Comente!x

  A consciência o impedia de não comparecer na instalação com o objetivo de verificar diariamente a evolução do desconhecido. Embora não entrasse no espaço, recolhia as informações com Clara. Mesmo sem se fazer presente, acompanhava a melhora e pedia aos céus para a sua recuperação total nas silenciosas orações. Mesmo enquanto o outro estava em coma, Clara, a enfermeira com quem tinha amizade há anos, lhe permitia entrar sob sua supervisão.
0
Comente!x

  Infelizmente, desde quando o rapaz despertou, insistia em permanecer no corredor ao invés de se apresentar — e não imaginava como era indispensável nas condições emocionais do rapaz sentir que era importante para alguém.
0
Comente!x

  — Por que não vai falar com o garoto? — Clara indagou, se acomodando sentada na cadeira ao lado do amigo.
0
Comente!x

  — Não dá. Eu nem o conheço — retrucou em cabeça baixa, os cotovelos apoiados nos joelhos.
0
Comente!x

  — Você foi quem o resgatou e o trouxe pra cá.
0
Comente!x

  — Mesmo assim. Qual diferença faria ir até lá? Não me conhece e nem carrega recordações do passado.
0
Comente!x

  A irritação na voz era porque se considerava um criminoso por concordar assassiná-lo quando aceitou o acordo com o agiota.
0
Comente!x

  Clara respirou fundo, refletindo se seria adequado como figura profissional externalizar suas percepções acerca do paciente.
0
Comente!x

  — Eu tenho pena dele. — Decidiu optar pela verdade. — É deprimente ver todos receberem visitas ao longo dos dias menos ele. O garoto se entristece cada vez mais. Por vezes prolongo conversas com ele pra tentar animá-lo. Não gosto de vê-lo sempre sozinho. Por que não entra? Se apresenta. Se aproxima. Afinal, nem eu faço ideia pra onde irá depois da alta e está em total vulnerabilidade em todos os sentidos da palavra. Por comparecer todos os dias nesse horário demonstra como se preocupa. Deixe-o saber disso.
0
Comente!x

  Por vê-lo fechar os olhos contundente, soube que concordara com a recomendação.
0
Comente!x

  Em dúvida se conseguiria passar pelo processo da visitação sem chorar, viu um homem de calça jeans puída e camisa azul entrar acompanhado da enfermeira quem costumava conversar consigo quando ia levar as refeições para os pacientes ou averiguá-los.
0
Comente!x

  — Querido, hoje tem uma visita muito importante pra você. — Cordial, sinalizou para o amigo se aproximar. — Este é João — prosseguiu quando o homem parou ao seu lado. — Foi ele quem o encontrou e te salvou. Acho que vocês têm muito a tratar.
0
Comente!x

  O remorso de João diminuiu um pouco devido a adorável combinação do tímido sorriso do rapaz com as íris castanhas brilhando.
0
Comente!x

  Não demorou para o laço de amizade se formar entre a dupla até o rapaz se recuperar por completo.
0
Comente!x

  O humor de Igor estava tenebroso no final do expediente.
0
Comente!x

  Passava por problemas os quais o deixavam rabugento, a casa estava prestes a ser classificada como abandonada pela maior parte do tempo ficar no bar, tinha a tendência de vez ou outra se embebedar para esquecer o inferno que se transformara a vida da única neta e até os amigos sabiam que não era adepto a visitas caseiras e que era comum socorrê-lo em determinada data de setembro — inclusive porque o temperamento se tornava melancólico.
0
Comente!x

  Logo, pela milésima vez se perguntava por que consentiu com a loucura de abrigar o pobre rapaz desmemoriado após cinco meses de recuperação no hospital.
0
Comente!x

  Limpava a bancada do bar quando João chegou com o dito cujo.
0
Comente!x

  Sisudo, os viu entrar pela visão periférica.
0
Comente!x

  — Já estou avisando pra depois não dizer que a cigana te enganou. — Jogou o pano úmido no ombro. — Eu não...
0
Comente!x

  Congelou por instantes ao se deparar com o desconhecido em sua frente. Os traços andrógenos eram familiares. Em consequência, uma série de lembranças repletas de sorrisos infantis, inocência e música surgiram na mente — e o coração apertou pela época quando era capaz de proporcionar júbilo para a neta.
0
Comente!x

  — Quem é você? — Franziu o cenho retornando para a realidade.
0
Comente!x

  O profundo olhar do homem cuja faixa etária era suficiente para ser seu pai o assombrou. Não esperava boa recepção em virtude dos avisos de João, mas também não se preparara para o desconforto o invadir ao ser supervisionado pelos globos escuros.
0
Comente!x

  — Eu não lembro — se desculpou encolhendo os ombros, as costelas ainda ligeiramente doloridas com o movimento.
0
Comente!x

  Atento à careta de dor, João retirou o remédio do bolso, colocando um comprimido na palma.
0
Comente!x

  — O garoto não se lembra de nada. Comentei contigo. — Estendeu-o para o mais novo, quem logo o apanhou.
0
Comente!x

  O dono do bar se apressou a apanhar o primeiro copo limpo ao alcance, enchê-lo de água fresca na geladeira e entregá-lo para tomar o remédio o qual reduziria a dor.
0
Comente!x

  — Hum... — Achou mais prudente guardar a impressão da familiaridade para si. — Como podemos chamá-lo, então?
0
Comente!x

  — Decidi por Heitor — avisou depositando o copo na bancada.
0
Comente!x

  Não foi a sua primeira opção.
0
Comente!x

  À princípio apreciava o nome Gabriel. A percepção pela maneira como as letras saíam de sua boca formando a fonética do nome lhe era agradável.
0
Comente!x

  Não imaginava que a sensação era manifestação inconsciente do seu passado.
0
Comente!x

  — É uma maneira interessante de se começar. — O sorriso de Igor foi discreto, o lampejo de aprovação surgindo nas íris. — Transmite força. Esse momento é importante pra você se fortalecer.
0
Comente!x

  — Obrigado.
0
Comente!x

  Compreendendo como a primeira interação entre eles foi bem mais positiva do que esperava, o outro deu início a parte mais importante do diálogo.
0
Comente!x

  — Preparei o terreno pra você morar com o Igor — avisou João se colocando ao lado do amigo. — Agora, ouça a proposta.
0
Comente!x

  — Garoto, aqui não tem luxo. Caso não tenha percebido, dinheiro não é o meu forte. Moro do outro lado da rua, passo a maior parte do tempo no bar e minha vida se resume a esses dois lugares. O João comentou sobre a sua condição. Não vou mentir, me tocou. Então, o que posso lhe oferecer é o seguinte. Eu posso hospedá-lo pelo tempo que for necessário. Entretanto, não pense que isso virá de graça. Enquanto estiver debaixo do meu teto, não passará as tardes coçando a porra do saco, não. O quero trabalhando no local de sua preferência quando não precisar mais tomar remédios para aliviarem a dor. Não enchendo a porra do meu saco, não me trazendo problemas e nem me infernizando, está ótimo. Aceita ou não?
0
Comente!x

  De imediato Heitor compreendeu parte da personalidade de Igor. Apesar de ainda não haver memórias, era convicto de algumas características de sua índole — dentre elas o alto respeito pelo próximo, a bondade inegável, a vontade de criar laços, a curiosidade natural acerca do ser humano e de se superar.
0
Comente!x

  E principalmente. Por uma mão lhe ser estendida, não permitiria jamais o socorro ser ignorado. Aproveitaria a oportunidade de retribuir o favor — e tanto Igor quanto a neta seriam eternamente gratos pela gentileza.
0
Comente!x

  — Sim.
0
Comente!x

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest

1 Comentário
mais antigos
mais recentes Mais votado
Lelen

Gente, esse povo é perverso. EU QUERO VER O RODRIGO SE LEMBRANDO DE TUDO E INDO TACAR O TERROR, OBRIGADA.

Todos os comentários (4)
×

Comentários

Você não pode copiar o conteúdo desta página

1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x