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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Doce Trapaça

Escrita porZsadist Xcor
Revisada por Lelen

Parte do Pop-Up Criativo #2 – Escreva seu livro.


Introdução

  Observando a sua imagem refletida no espelho do pequeno camarim, tomava a verdadeira dimensão acerca do ser humano em que se tornou — e não estava tão segura se a transformação era positiva.
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  As significativas mudanças em seu espírito oriundas do visceral sofrimento se exteriorizavam na fisionomia. Os traços endureceram e em seu corpo era mais imponente.
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  Não enxergava a inocência e a bondade que eram características marcantes de sua personalidade afável — antes de roubarem tudo de si. Os traços se tornaram mais acentuados. Os globos verdes não transmitiam mais a alegria de outrora. Em seu lugar havia a força adquirida nos últimos dois anos onde o foco era a sobrevivência e o objetivo era a recuperação do que lhe pertencia.
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  A lace escolhida para o retorno aos palcos era longa, negra e lisa. Lhe dava um ar de sensualidade e poder. O batom vermelho delineava os lábios sedutores. As unhas pequenas, negras, combinavam com a roupa criada pela amiga — e quando tivesse oportunidade, pagaria até o último centavo pela confecção de cada peça criada pela estilista que não cobrou nenhum valor da cantora por saber que ela não tinha meios e nem condições financeiras de arcar com as despesas. O sobretudo bege de mangas escondia o corpo, assim como precisou esconder a sua identidade desde quando foi tida como morta enquanto se recuperava no hospital em coma induzido sem documentos de identificação, os quais foram roubados dos bolsos. Apesar de ele ir até o chão, era preso por um único botão na altura da cintura, revelando os vernizes brilhantes das botas pretas de salto fino na altura do joelho e a parte superior do figurino da mesma cor escura. As argolas largas compunham o look em conjunto com as luvas de couro as quais deixavam os dedos expostos.
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  Não havia necessidade de usar lace loira ou figurinos de cores claras como o amarelo, lilás, rosa ou branco. Não era a mesma pessoa de antes — e tinha plena certeza que jamais voltaria a ser.
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  Seu espírito foi quebrado no momento exato quando a bala atravessou o seu tronco e a perna direita foi quebrada em dois lugares diferentes pelas duas pessoas que imaginava lhe amarem na mesma intensidade graças ao vínculo que os unia — o homem por quem se apaixonou e a...
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  Assim como as traições num geral, os algozes dela eram pessoas que nunca imaginou que fossem lhe causar qualquer dano pela proximidade e pela confiança depositada nelas. Tramaram pelas suas costas. A enganaram. Envenenaram. A atraíram pra onde não havia civilização — e pensaram finalizar o serviço no soar dos tiros, a largando para morrer de hemorragia. Enquanto desmaiava, o último pensamento girou em torno de implorar a Deus para não sofrerem retaliações.
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  Como pôde ser ingênua — ou burra — ao ponto de não desejar que seus agressores fossem punidos simplesmente por amá-los? Jamais descobriria a resposta.
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  Se fosse mais crítica, perceberia como seu comportamento culminava para ser a vítima perfeita da dupla. Várias pessoas passaram por cima de si ao longo da carreira. Indulgente, passiva perante a vida e boazinha, preferia não causar desconforto para os demais.
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  Por que não entregar a sua composição de graça para um cantor consolidado?
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  Qual o problema de não cobrar pelas suas participações em trabalhos de outros artistas?
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  Por que não passar trinta dias sem comer e sem dormir direito por causa da agenda?
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  Por que não dar folga para seus agentes enquanto ela mesma trabalhava de forma ininterrupta, inclusive doente?
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  Olhe, este remédio vai te manter acordada.
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  Aqui, chegou a hora das suas vitaminas entre os ensaios porque não há tempo de se alimentar e seu organismo absorver de forma funcional os nutrientes necessários para gozar de plena saúde.
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  Ande, acorda. Não importa se você está cochilando há quinze minutos depois de mais de quarenta e oito horas acordada. Precisa se preparar pra entrevista.
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  Foi explorada e usada no decorrer da carreira por ser uma mercadoria bastante lucrativa. Não contestava e aceitava calada os mandos e cumpria sem reclamar as cláusulas dos contratos — mesmo se o cabelo começasse a ficar ralo devido ao estresse e ao trabalho extremo.
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  Foi permissiva demais. Hoje compreendia melhor a sua postura indevida — e se julgava por causa disso.
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  — Amiga, lembra. — Se recordou do aviso de Carla. — O sobretudo é rodado. Se você girar ou segurá-lo pra movimentar o tecido, o efeito será muito bonito.
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  Para se assegurar sobre a indicação, levantou e pegou a ponta da peça. A movimentou adorando ver os desenhos ondulados.
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  Se sobressaltou por escutar duas batidas na porta.
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  Desde a tentativa de assassinato, entrou em peculiar estado de alerta constante, então qualquer estímulo externo a sobressaltava.
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  — Somos nós, querida. Pode abrir.
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  Soltou o ar preso nos pulmões pela voz de Lílian ecoar abafada.
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  Engolindo em seco, se obrigou a ser ágil e girar a maçaneta para o grupo composto por dois homens e duas mulheres com o mesmo figurino da artista entrarem.
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  Ao contrário da drag, as bailarinas prenderam os cabelos em alto rabo de cavalo.
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  — Já está tudo preparado — avisou Lílian colocando a argola. — Entramos em vinte minutos.
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  — Os desgraçados estão aqui? — Ignorou o sabor amargo por se referir a dupla de criminosos voltando a trancar a porta.
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  Se recusava a usar os nomes deles.
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  — Sim. — Ao vê-la pronta, o advogado ponderava se era prudente abraça-la. Por detectar o brilho de frieza nas íris, se recostou na porta a observando.
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  — Mais especificamente na primeira fileira de onde vai se apresentar — detalhou Guilherme. — Não tem nem duas horas que postou stories sentado ao lado com a Annanda após anunciarem o noivado ontem.
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  — Acabei de ver a ordem. A apresentação dela encerrará o evento. É a nova música do próximo álbum — contou Lílian.
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  — Ela também está com aquele vestido vermelho que você gostava — Gabriel revelou em tom rouco denunciando o receio de como Annanda e os demais reagiriam perante a aparição da cantora após ser dada como morta com direito a enterro.
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  — Isso é o de menos. Roubou minha vida, não é? Nada como fechar o pacote usurpando também a minha carreira e as minhas roupas. — Soou amarga e ninguém dali lhe tirava a razão.
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  — Não por muito mais tempo. Falta pouco pra recuperar o que é seu de direito. — Para consolá-la, Guilherme lhe afagou a mão por um segundo.
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  Depois daquela noite, tudo mudaria na vida deles e de quem pensou assassiná-la de maneira tão covarde.
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  Ainda se recriminava por não perceber as tramoias e nem notar como Lucas a usava para ascender como influencer digital.
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  — Aqui. — Carla lhe estendeu a máscara negra. — É só amarrar.
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  A peça serviria para ela transitar pelo estabelecimento sem ser reconhecida, causando maior impacto na aparição e sem precisar lidar com o assédio se a vissem antes de subir ao palco.
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  — Obrigada. — A apanhou em discreto sorriso pela gentileza da mulher.
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  Demorou três minutos para todos saírem, com exceção de Gabriel, o único com ar taciturno.
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  Passaram dez segundos se avaliando em total silencio. Os peitos subiam e desciam em respiração tranquila e as expressões eram impassíveis — não por completo.
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  Cada um vestia a máscara propícia para o momento — Alya se protegia e Gabriel era incapaz de sustentar a sua por muito mais tempo em consequência da preocupação com o bem-estar da artista posicionada à sua frente.
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  — Por que está com essa cara? — Ela decidiu quebrar o silencio se aproximando do advogado a passos macios durante o questionamento.
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  A resposta foi o franzir do cenho junto a quebra de contato visual. Sem alternativa, suspirou pousando a ponta dos dedos nas bochechas bronzeadas, se recordando de como o assistiu fazendo a barba no banheiro da casa dele horas atrás enquanto se arrumavam. Exerceu pressão mínima até ceder e, enfim, fitá-la de volta — e o receio detectado nas íris azuis a obrigou a engolir em seco.
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  — Conversa comigo — pediu em tom baixo iniciando meigo afagar na região. — Qual o problema?
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  Pela recusa em se comunicar, Alya o abraçou pela cintura, colando os corpos — e ainda não estava pronta para compartilhar com ele como aquela simples ação a tranquilizava, dissipando o nervosismo dos seus próximos passos.
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  — Na noite passada você parecia calmo quando dormimos juntos — começou ela no murmúrio sincero, carregado de intimidade. Deixou um casto beijo na lateral do pescoço, exalando o cheiro do perfume adocicado e apreciando o desenho da marca de batom nele, quase um aviso para outras pessoas que ele já pertencia a alguém. — Lembrei até de como éramos antes de aceitar o Lucas na minha vida. — Pestanejou, a pontada de insegurança surgindo no âmago pelo temor dele se afastar emocionalmente. — Alguma coisa mudou?
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  A frase o atingiu. Finalmente envolveu a cintura dela retribuindo o abraço acolhedor.
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  Deus, ela carecia tanto daquele gesto afetuoso. Passou tempo demais recebendo trocas vazias e insignificantes desde quando adentrou no mundo artístico porque as pessoas não se importavam de verdade consigo. Com exceção da equipe composta por três pessoas, era enxergada como produto de venda de alta lucratividade. Nada além disso.
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  Ao lado do advogado nos últimos meses voltava a se dar ao luxo de permitir ser cuidada e receber gestos genuínos de afeto sem segundas intenções — às vezes se assustava com isso ou duvidada deles pela desconfiança excessiva, desenvolvida desde o trauma.
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  — Não tenho o direito de lhe pedir nada. Eu sei — iniciou Gabriel encarando a imagem deles refletida no espelho. — Só...  Por favor, promete que isso não vai te consumir. — Puxando o ar, repousou a testa no topo da cabeça dela. — Temo que você se prejudique. — Beijou a área e a fitou pela primeira vez durante o diálogo, deixando claro seus sentimentos em cada poro, no tom de voz e na sinceridade. — Já te perdi uma vez. Não quero que isso se repita.
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  Fogo e água colidiram naquele momento quando ambos abriram os olhos e se perderam na profundidade dos globos castanhos e azuis.
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  Ela era a perigosa chama de ira capaz de consumir quem a prejudicou sem hesitação.
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  Ele, a água cuja habilidade de transformar as labaredas caóticas de Alya em calor reconfortante para todos ao redor era admirável.
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  Um precisava do outro — e a cantora se perguntava por que, no passado, desistiu dele para entrar num relacionamento fadado ao fracasso cuja ilusão a levou a enxergar amor onde havia indiferença.
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  As coisas seriam diferentes caso tomasse uma decisão melhor há alguns anos.
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  — Não vou porque... — Soltou o ar quente entre os lábios enquanto ajeitava a gola da camisa preta na tentativa de aquilo ajudá-la a verbalizar seus sentimentos. — Porque foi graças a você que voltei a ter esperança em dias melhores. Não me imagino longe de... — se interrompeu visivelmente emocionada e frágil. — Ultimamente, quando penso em felicidade, lembro do seu rosto. Mesmo quando tudo isso acabar, não quero me afastar de você.
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  Aquilo foi o mais próximo de um “eu te amo” já dito por ela — e o coração se aqueceu pela mensagem captada
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  — Vai lá pra casa quando formos embora — o homem suplicou em voz grave. — Não pega no celular e nem liga a televisão. Vamos só assistir uns filmes juntos abraçados desconectados das notícias.
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  — As minhas estadias estão ficando muito frequentes na sua casa, querido. — A sombra de humor perpassou o semblante maquiado ao mira-lo, sinal de como se tranquilizou com o pedido. — Daqui a pouco estarei morando contigo.
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  — Esse é o plano.
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  Retribuiu o adorável sorriso dela, satisfeito em vê-la sorrindo.
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  Ainda não sabiam, porém, futuramente, os sorrisos seriam bem mais comuns e cada vez mais verdadeiros.
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  Mordendo o lábio inferior em feição travessa, Alya assentiu em concordância.
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  — Vem. — Deu um selinho rápido para não borrar o batom dela. — Me deixa colocar a máscara em você pra sairmos.
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  Ao atravessarem a porta, a máscara entregue ocultava a sua identidade, o ódio deixava sua presença ainda mais marcante e a mão entrelaçada com a de Gabriel era a certeza de que havia um lugar caloroso para onde retornar em segurança.
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  Annanda e Lucas não estavam preparados para o incêndio que Alya causaria com aquela apresentação.
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  Seria o princípio da destruição de ambos — e a cantora impiedosa riria bastante por acompanhar e ser a responsável pela queda da dupla.
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  Soasse o alarme.
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Lelen

Mas gente, que foi que aconteceu com ela? De quem ela quer se vingar? Por quê? Achei que ia ser mó de boas. Mas agora eu espero sangue HEHEHEHEHE

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