Moonlight


Escrita porPams
Editada por Natashia Kitamura


5 • Fake Love

— Quem é ele? — perguntou Carl ficando sério, com um olhar inexpressivo e estático.
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  Minha mente ainda estava tão fundida que não sabia o que responder. Paralisada estava.
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  — Prazer Carl. — %Sebastian% entrou na sala e caminhou até meu ex, esticando a mão em cumprimento — Sou o %Sebastian%, namorado da %Nalla%.
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  Namorado?! Olhei para o vizinho mais ainda sem reação. Namorado?! Carl me olhou com se estivesse se corroendo de raiva por dentro. Ele olhou para a mão de %Sebastian% e ignorou seu gesto.
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  — Eu preciso ir, quando achar minhas pastas, me avise, mandarei alguém buscar. — disse num tom ordenando.
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  — Faltou as duas palavras mágicas Carl. — mantive séria, porém com suavidade no rosto, como se aquela situação fosse natural — Por favor.
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  Eu permaneci parada. %Sebastian% se moveu até a porta e abriu para que ele saísse, então fechou e olhou para mim. Em seu olhar, tinha um misto de satisfação pelo que tinha feito e culpa também.
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  — Me desculpe, não sei o que deu em mim. — disse ele abaixando seu tom — Fiquei um pouco agitado com a situação.
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  Visivelmente envergonhado.
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  — Eu nem sei o que dizer. — sussurrei perplexa, ainda com o foco do meu olhar em seu abdômen de forma discreta.
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  Namorado.
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  — Não me contive em ouvir o que ele te falou. — ele deu alguns passos até mim — Não deveria ter me intrometido, mas...
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  — Está tudo bem, as palavras de Carl não importam para mim. — assegurei o interrompendo.
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  — Para mim ele está errado.
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  — Hum?! — subi meu olhar para seu rosto.
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  — Você me parece ser uma mulher incrível. — aquele olhar intenso retorou.
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  Isso sim, acelerou ainda mais meu coração. Recuei um pouco receosa, do que poderia acontecer a seguir. 
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  — Eu acho que você deveria ir para casa. — sugeri, desviando o olhar para o chão, levei a mão em meu pescoço meio nervosa pela aproximação dele.
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  — Tem razão, acho que já causei muita confusão por hoje. — ele deu um sorriso bobo e envergonhado, quem me fez sorrir no automático.
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  — Sim. 
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  Ele se virou e voltou pela cozinha. Em segundos ouvi o barulho da porta se fechando. Corri até lá e tranquei a porta de imediato. Coloquei a mão no peito e tentei acalmar-me, respirando mais suave. Aquilo foi estranho e muito perigoso para minha saúde mental. Subi as escadas e abri a porta do quarto de Molly, ela estava debruçada em cima dos cadernos dormindo. Acho que nossa maratona H²O Meninas Sereias ficaria para depois. A peguei no colo e coloquei na cama, cobri com a manta e dei um beijo de boa noite em sua testa. Chegando no meu quarto, fui para o banheiro e me afundei naquela banheira, precisava relaxar e limpar meus pensamentos. Quanto mais eu desviava minha mente dele, mais pensava em %Sebastian% e no que tinha feito. Será que Carl acreditou? Bem, ver um homem totalmente à vontade na casa de sua ex esposa a chamando que querida.
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  — Querida… — sussurrei e mergulhei novamente na banheira — O que ele fez?
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  Bem no meio do meu relaxamento, ouvi o barulho do lado de fora, estava começando a chover naquela noite. Terminei meu banho e voltei para o quarto enrolada na toalha, parei em frente o armário e fiquei olhando minhas calcinhas, qual usaria aquela noite. Algo fútil para se dar atenção devido a minha condição atual. Mas queria encontrar qualquer coisa para desviar minha atenção de %Sebastian%. Assim que coloquei o pijama de bolinha que Molly me deu de presente no ano passado, me aproximei da janela lentamente para ver como estava o tempo, a chuva do lado de fora parecia forte. 
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  Voltei meu olhar no automático para a janela da casa ao lado. Meu coração acelerou quando vi %Sebastian% saindo do banheiro somente com a toalha enrolada na cintura e com outra nas mãos secando o cabelo. Ele voltou o olhar para a janela dele, que estava aberta, me fazendo dar um pulo para trás me afastando. Meu coração acelerou na hora. Saí do quarto, temendo que ele tivesse me visto, segui para sala e liguei a televisão. Vai que alguns episódios de Grey’s Anatomy me distraiam, apesar dos médicos bonitos não ajudarem muito.
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  Adormeci no sofá em pleno décimo episódio da sexta temporada. Acordei de madrugada sentindo minhas costas doloridas, a tela da tv estava congelada com a mensagem da Netflix. Me levantei e arrumei o sofá, desliguei a televisão e logo senti um fundo na minha barriga. Caminhei até a cozinha e preparei um sanduíche para mim. Sentei na cadeira e comecei a mastigar, a cada mordida um pensamento diferente, mas todos relacionados ao que possivelmente aconteceria no dia de hoje. Quando terminei, fiquei um tempo olhando pro nada, quando dei por mim, já marcava cinco da manhã no meu celular. Voltei para meu quarto e aproveitei o resto de horas de sono que ainda tinha. Não demorou muito para voltar a dormir, porém fui acordada pela pequena joaninha, que se esparramou ao meu lado e se aninhou a mim.
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  — Bom dia joaninha. — sussurrei mantendo meus olhos fechados — Caiu da cama?
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  — Bom dia mamãe. — ela riu e se aninhou ainda mãe.
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  — Vamos dormir mais um pouquinho? — perguntei.
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  — Vamos. — assentiu ela.
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  Sim. Nós dormimos um pouco mais. E quando acordei, me senti renovada fisicamente. No relógio já batia dez da manhã e curiosamente Joseph estava na porta do meu quarto observando nós duas. 
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  — O que aconteceu aqui? — perguntou ele.
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  — Sua irmã caiu da cama. — brinquei um pouco me espreguiçando — Já tomou café?
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  — Sim, na casa do meu amigo.
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  — E como foi com seu time? Fez muitas estratégias? — perguntei erguendo meu corpo e me sentando na cama.
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  — Traçamos uma estratégia só, espero funcionar. — disse ele se aproximando da cama.
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  Joseph estava com um olhar diferente. Mais analítico do que de costume, e isso me preocupava.
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  — Aconteceu alguma coisa filho?! — perguntei preocupada.
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  — Meu pai me ligou ontem à noite. — respondeu ele — Disse que esteve aqui.
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  Meu corpo gelou na mesma hora. Será que Carl disse o que não deveria.
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  — Ele veio aqui pegar umas pastas que tinha esquecido, sem ligar e ainda entrou usando a chave dele. — expliquei — O que mais ele disse?
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  — Mais nada, só me pediu para achar as pastas dele. — respondeu.
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  Soltei um suspiro aliviado.
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  — Mãe.
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  — Sim?!
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  — Posso te pedir uma coisa?
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  — Claro, o quê?
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  — Troque todas as fechaduras da casa. — pediu.
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  Sorri de leve e assenti. 
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  Joseph tinha razão, eu deveria trocar as fechaduras, assim Carl não teria mais acesso livre a esta casa. Faria isso na segunda pela manhã, antes de ir para o Liberdad Café. Deixei Molly ainda adormecida na minha cama e me levantei, troquei o pijama e coloquei uma vestido de tecido leve e fresco, para aproveitar a manhã de sol da primavera. Passei pelo quarto de Joe, e o mesmo já estava com os fones no ouvido e iniciando alguma partida. Seu amor pelos games me deixava um pouco preocupada, aquilo poderia virar um vício na vida dele. E não era tão bom assim para ele passar horas na frente do computador jogando. Ele precisava sair com os amigos, se divertir de outra forma que fosse mais atlética e menos tecnológica.
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  — Ahhhh. — bocejei um pouco enquanto descia as escadas — Não acredito que ainda estou com sono.
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  Chegando na sala, avistei meu celular no sofá em meio às almofadas. Nele, algumas mensagens de Sophie, me convidando para um sorvete após o almoço. Só tinha dois momentos que ela me convidava para tomar um sorvete no domingo a tarde: ou Will tinha lhe feito alguma surpresa e ela precisava compartilhar, ou alguma fofoca tinha explodido no nosso grupo de amizades e ela precisava me contar. Neste caso, eu temia que o assunto pudesse ser a noite anterior aqui na minha casa. Deixei o celular no sofá e fui para a cozinha, já estava tarde para o café, porém não era hora do almoço, faria um brunch caprichado, assim Molly comeria também ao acordar, e Joseph caso sentisse fome.
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  Abri a geladeira e pensei por um tempo no que faria. Era mesmo uma mania minha cantarolar enquanto cozinhava, e já tinha se tornado um indicativo para as crianças que eu estava aprontando algo na cozinha. Continuei concentrada no que estava fazendo até que meu olhar se levantou e parou na janela como um ímã. Lá estava %Sebastian% do outro lado na sua cozinha, encostado na bancada em construção com uma xícara nas mão olhando para mim. A quanto tempo será que ele estava ali me observando me locomover em minha cozinha? Tentei desviar meu olhar, mas somente fiquei ali encarando aquele seu olhar intenso para mim.
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  — Mãe?! O que está fazendo?— perguntou Joseph atraindo minha atenção.
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  — Oi?! — olhei para meu filho e respirei fundo — Não estava jogando?
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  — Era só um treino, estou com fome e senti o cheiro vindo daqui. — ele deu um sorriso fofo — O que fez?
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  — Preparei um brunch digno dos livros de Jane Austen. — disse apontando para mesa — Viu se a Molly já acordou?
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  — Não. — a atenção de Joseph estava na janela.
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  Algo que me deixava apreensiva.
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  — Tem suco na geladeira?! — perguntou ele vindo em minha direção.
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  — Está em cima da mesa Joseph. — o parei e dei um passo para a porta — Sente aí e vá comer, vou chamar sua irmã.
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  Olhei de relance para a janela e vi que ele não estava mais lá na sua cozinha. Era maluco em pensar que há meses atrás, quando eu olhava para a janela, via somente uma casa vazia e escura. Agora, sempre que olho, ele está lá do outro lado me observando. Subi as escada e cheguei no meu quarto, acordei Molly com dificuldade.
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  — Vamos joaninha, vamos comer. — disse puxando as cobertas.
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  — Mamãe, não posso tomar café aqui?
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  — Na minha cama? Você está muito manhosa hoje, para uma mocinha de 10 anos. — coloquei a mão na cintura a olhando.
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  — Não estou animada hoje.
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  — Por quê?
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  — Tive um pesadelo.
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  — E como foi esse pesadelo? — me sentei na cama e a olhei com carinho.
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  — Eu sonhei que caía na hora da minha apresentação e a Judy ria de mim. — respondeu ela, seu olhar estava triste.
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  Ela já tinha me contado sobre essa Judy que sempre tirada tempo para implicar com ela. Considerada a garota mais popular da sua escola, se sentia a dona de tudo. Acho que era um dos motivos do porque Molly tinha tanta vontade de ser famosa.
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  — Pois saiba que você fará uma apresentação maravilhosa e vai ganhar esse concurso. — pisquei de leve para ela — Por que você tem muito talento, além da melhor coreógrafa da cidade.
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  — Tem razão. — ela sorriu — Não posso decepcionar a tia Sophie. — ela me abraçou forte — Te amo mamãe.
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  — Também te amo joaninha. — retribui o abraço.
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  Descemos para a cozinha e nos fartamos do brunch junto de Joseph. Deixei a cozinha para ele arrumar depois e fiquei na sala acompanhando os ensaio de Molly. Quanto mais eu observava ela, mas ideias surgiam na minha cabeça de temas que poderia escrever para o caderno da mulher. Peguei minha agenda na estante de livros e fui anotando tudo para não esquecer. Horas depois, recebi uma ligação de Sophie, brigando comigo por estar atrasada para nosso sorvete no parque. Disse que estava indo e perguntei aos meus filhos se gostariam de dar uma volta. Joseph recusou dizendo que ficaria em casa dormindo, por tinham passado a noite em claro. Já Molly foi correndo para o quarto trocar de roupa. 
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  Não demorou muito até que chegamos no ponto de encontro. Sophie abraçou Molly assim que nos aproximamos dela.
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  — Joaninha! — foi um abraço apertado e carinhoso — Como está indo os ensaios?
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  — Estou treinando todos os dias. — assegurou minha filha — Já decorei todos os passos.
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  — Que bom, se quiser ir no estúdio ensaiar, posso te arranjar um cantinho bem tranquilo. — disse ela.
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  — Eu posso mãe? — ela me olhou.
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  — Se você almoçar na escola e o Joseph te levar.
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  — Tenho certeza que ele vai. — ela sorriu.
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  — Podemos tomar nosso sorvete? — Sophie me lançou um olhar atravessado.
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  — Vamos Sophie. — encolhi seco, parecia ser mesmo sério o que ela queria conversar.
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  Nos aproximamos de um vendedor com seu carrinho de sorvete e compramos para nós. Enquanto Molly caminhava na nossa frente observando a paisagem do Central Park, Sophie me olhava séria e pensativa.
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  — O que está acontecendo Sophie? — perguntei a ela.
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  — Carl ligou para o Will ontem há noite, pedindo para se encontrar com ele. — iniciou ela.
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  — E?
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  — Ele perguntou ao meu marido desde quando você está namorando. — o tom sério em sua voz, me deu medo — Tem algo que você esqueceu de me contar? 
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  — Não me olhe assim amiga.
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  — Como quer que eu te olhe? Imagina o Will me perguntando se eu sei de alguma coisa. — seu olhar indignado para mim, foi de cortar o coração.
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  Mas eu era inocente naquela história.
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  — Então, vou te contar por partes. — garanti a ela.
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  — Isso me alivia, estou me contorcendo de curiosidade. — ela me olhou — Desde quando você tem intimidades com o vizinho novo? 
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  — Não tenho intimidades. — a repreendi.
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  — Ele já limpou a sua calha. — ela sorriu com malícia, e senti o duplo sentido nas suas palavras.
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  — Vou ignorar o que disse. — voltei o olhar para frente, observando minha filha — Sábado de manhã eu peguei o vizinho brigando com o primo dele…
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  — E esse primo também é bonito? Tem selo Chris Marvel? — ela me interrompeu.
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  — Sophie?
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  — O quê? Eu só queria saber se a beleza é de família.
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  — Posso continuar? — a olhei.
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  — Claro. — ela me lançou um olhar de desculpas.
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  — Então, nessa briga eles destruíram a cerca, e à noite o %Sebastian% foi na minha casa me dar um quadro em forma de um pedido de desculpas. — continuei.
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  — Ele te deu um quadro. — Sophie segurou em meu braço me parando — Não brinca.
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  — Antes fosse, mas ele me deu, coloquei no meu quarto, depois te mostro. — disse a ela — Não deixei as crianças verem ainda, preciso mostrar a elas.
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  — E o que rolou depois? Ele te beijou?
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  — Não Sophie, você é louca?
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  — Não, você que não nota a tensão no ar, vai que o vizinho está atraído por você. — supôs ela empolgada.
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  — Sophie, isso aqui é vida real e não sua fanfics. — a chamei a realidade — É tão vida real que naquele mesmo momento o Carl entrou na minha casa sem permissão, depois de dois meses sem vê-lo.
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  — Eu disse pra você trocar a fechadura.
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  — Joseph também me pediu isso, e farei amanhã. — assegurei a ela — Mas continuando, nós discutimos de novo, e de repente o vizinho apareceu descalço e sem camisa, como se fizesse parte da casa, me chamando de querida.
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  — Querida?! — Sophie levou a mão no coração e respirou fundo, parecia imaginar a cena — Querida…
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  — Sim, querida, e se apresentou ao Carl como meu…
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  — Namorado. — completou ela — O nome disso é fanfic amiga.
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  — O nome disso é confusão Sophie. — a corrigi — Você não é uma adolescente e tem passado muito tempo com suas alunas, nós vivemos a realidade amiga.
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  — Sua estraga prazeres, me deixa sonhar tá, sabia que eu entrei em um grupo de leitoras que uma aluna minha me indicou, e achei uma leitora de 37 anos. — ela mostrou a língua para mim e jogou o cabelo para trás.
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  Seu gesto me fez rir um pouco.
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  — Ok, não está mais aqui quem recriminou. — respirei fundo — Mas a questão é que aconteceu isso e não sei como reagir.
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  — Como assim não sabe?
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  — Não sei. O que acha que eu deveria fazer?
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  — Não é óbvio? — ela me olhou desacreditada.
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  — E o que é óbvio?
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  — Amiga você está com a caixa de bombons na mão, come o chocolate. — disse ela.
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  — Que ditado é esse?
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  — O certo seria a faca e o queijo, mas eu não gosto de queijo. — ela terminou de tomar seu sorvete — Mas o fato é que, se eu fosse você aproveitava a deixa e mantinha o boato rolando.
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  — Continuar sustentando o namoro falso? — finalmente entendi o que ela queria dizer — Não posso fazer isso, o que meus filhos diriam?
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  — Eles não precisam saber que é falso, e eu sei guardar segredo. — insistiu.
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  Olhei para o resto do meu sorvete quase derretido e o revirei na boca, limpando com guardanapo depois. 
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  — Não é um bom exemplo para se dar aos filhos, e você sabe que Joseph é esperto demais para cair nessa. — retruquei — Ele já me pegou olhando a janela da cozinha.
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  — A janela do pecado? — Sophie me olhou admirada.
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  — Não é a janela do pecado, pare com essas insinuações Sophie. — voltei meu olhar para Molly.
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  Minha filha tinha encontrado uma amiguinha conhecida e já estava brincando com ela.
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  — Olha só quem está por aqui. — disse Lauren ao se aproximar de nós — E pelo visto estamos no domingo do sorvete.
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  O olhar dela para nossas mãos, me deu um frio na barriga. Lauren pertencia ao nosso círculo de amigos. Eu não tinha muita intimidade com ela, quanto tinha com Sophie e com a Annia, mas a considerava uma boa amiga. 
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  — Tem a ver com o boato de que você está namorando? — perguntou ela.
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  — Boato? Como você sabe? — perguntei.
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  — Então é verdade? — ela ficou boquiaberta.
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  Senti um frio na barriga e meu corpo gelou. Eu contava a verdade ou sustentava a mentira?
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  — Sim, é verdade, ela está namorando. — disse Sophie com convicção — Algum problema nisso? %Nalla% é uma mulher livre, e pelo que sei o traidor foi o Carl.
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  — Ah não, eu não tenho nada contra, só estou surpresa. — Lauren se defendeu — Imaginei que você não fosse se envolver por agora. E você é tão tímida e reservada.
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  — Pois é, eu também não. — olhei discretamente para Sophie e voltei o olhar para ela — Como soube disso?
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  — O Will perguntou para o James se era verdade, e o James me perguntou se eu sabia de algo. — explicou ela.
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  — Will? Meu Will? — perguntou Sophie.
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  — É o único que eu conheço. — respondeu Lauren.
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  — Eu mato ele. — sussurrou minha amiga.
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  — A culpa não é do Will. — disse a ela — Mas sim do Carl.
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  — Ah, por falar no Carl, apesar da palhaçada que ele fez, conseguiram terminar de forma amigável? — perguntou Lauren  —Tem um tempo que quero te ligar pra conversar e saber como está, mas tenho me estressado tanto com o trabalho do meu marido.
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  — Foi tudo bem na medida do possível, graças ao Mike. — respondi.
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  — James me contou que o Carl ficou a ponto de explodir por isso. — comentou Lauren rindo.
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  — Essa era a intenção. — admiti rindo com ela.
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  — E você o que faz aqui no parque a essa hora? — perguntou Sophie.
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  — James viajou com o partido, eu contei na semana passada que ele vai se candidatar a vereador, influência do avô e do pai dele. — respondeu ela — E me senti meio abandonada, então arrastei a Nina para vir ao parque, assim sairíamos daquela cobertura sufocante.
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  — Ser mulher de político não é fácil né. — comentou Sophie.
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  — Pelo menos a minha enteada gosta de mim, já é o começo. — Lauren riu de leve — Pensei que não conseguiria essa façanha.
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  — E como é ser madrasta? — perguntei curiosa.
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  — Ai amiga, às vezes é complicado, porque quando a Nina não quer obedecer, ela joga na minha cara que não sou a mãe dela, e faz isso sem dó. — respondeu dando um suspiro fraco — Dá vontade de jogar no colégio interno.
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  — Não faça isso, quando tiver os seus, vai adquirir mais paciência. — defendi a criança indiretamente.
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  — James disse que não quer ter filhos agora. — ela olhou para Sophie — Você tem sorte por não querer ter filhos e seu marido também não, ambos de acordo é bem melhor.
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  — Pois é. — Sophie deu um sorriso que parecia ser forçado, me deixando intrigada.
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  Sempre que algumas de nós tocava no assunto dela e Will não querer ter filhos, ela sempre se faz de desentendida e mudava rapidamente de assunto.
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  — Vocês sabem de alguma notícia sobre a nossa reunião anual? — perguntou Lauren — Nós adiamos pelo que aconteceu com o George.
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  — É, a Annia não tinha estrutura para festa naquela época. — concordei.
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  — Mas depois ninguém falou mais nada, aí teve seu divórcio. — continuou Lauren.
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  — Acho que esse ano é a vez da Freya organizar a festa. — observou Sophie — Sortuda, bem agora que ela se casou com o dono daquela concessionária.
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  — Verdade, sabia que está rolando uma aposta pra ver quanto tempo de casado ela fica? — comentou Lauren.
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  — E ninguém me chama? — Sophie a olhou indignada.
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  — Vocês duas me envergonham. — as repreendi — Como podem torcer para um casamento terminar.
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  — Desculpa amiga, mas nós sabemos bem o currículo dela. — Lauren se defendeu.
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  — Vocês são duas fofoqueiras malvadas isso sim. — balancei a cabeça negativamente — Vou ligar para Freya depois, ou melhor, nem preciso, ela não sai da minha rua. 
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   — Ah sim, a fofoca do vizinho novo chegou lá em Manhattan amiga. — comentou Lauren — É verdade que no dia da mudança dele formou uma comitiva de mulheres na varanda da senhora Philips?
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  — Você anda bem informada. — a olhei admirada.
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  — Freya me mandou umas fotos. — explicou. 
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  — Não me admiro com isso. — confessei.
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  — Gente, que homem, selo de qualidade Chris Marvel. — disse Lauren.
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  — Aquilo é o Universo Marvel inteiro miga. — corrigiu Sophie.
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  Nós rimos.
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  — É ele. — disse Sophie.
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  — O quê? — Lauren a olhou.
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  — O namorado da %Nalla%, é o vizinho novo. — revelou Sophie — Eu acho que o Carl não deve saber que ele é seu vizinho né?
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  — Não sabe. — disse com o coração gelado por causa dela.
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  — Sério? Você e aquele Marvel? — Lauren ficou ainda mais boquiaberta — Quando a Freya souber.
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  — Eu poderia até dizer pra não contar a ela, mas… Sei como você é. — a olhei.
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  — Se você quiser eu mantenho segredo, mas miga, não vejo problemas nisso, se é porque ele é alguns anos mais novo. — Lauren reagiu muito tranquila a esse fato — Tem vários casais por aí super felizes.
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  — Eu também concordo.  —Sophie sorriu para mim.
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  — Sua conta está zerada comigo Sophie, fica quieta. — a olhei sério.
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  — Mas, se está mesmo namorando, devia levar ele na reunião nossa, assim poderemos conhecer ele. — sugeriu Lauren.
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  — Boa ideia, eu não tinha pensado nisso. 
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  — Sophie?! — suspirei aflita, ela não tinha noção do que estava fazendo.
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  — Bem, está escurecendo. — disse Lauren ao olhar no relógio caro em seu pulso — Tenho que voltar para casa, mas vamos confirmar com a Freya sobre a nossa reunião de amigos.
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  — Vamos sim. — concordou Sophie — Joga lá no nosso grupo, ele anda meio parado.
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  Lauren nos abraçou se despedindo e pegou Nina para irem embora. Eu fiquei olhando Sophie, séria e a ponto de esganar ela.
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  — O que foi amiga? — ela me olhou com tranquilidade.
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  — Eu quero te matar Sophie, você é louca?
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  — Por quê? — seu olhar inocente me dava mais revolta.
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  — Como pode confirmar que estou namorando e ainda dizer que é com o %Sebastian%? — a chamei a razão — Você não tinha esse direito. É minha vida Sophie.
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  — Desculpa amiga, eu só fui no embalo. — ela parou para refletir — Te deixei em uma situação ruim né.
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  — Ah, entendeu. — soou com ironia.
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  — E agora, o que faremos?
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  — Ela não vai guardar segredo, conhecemos a Lauren. — desabei no chão sentindo minha mente cansada de tanto problema e confusão na minha vida.
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  — Você vai contar a verdade?
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  — Não sei.
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  — Que verdade mamãe? — perguntou Molly ao se aproximar de nós.
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  — Nenhuma querida. — a puxei para perto de mim e a abracei — Vamos para casa?
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  — Vamos, estou cansada. — concordou.
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  — Percebi, correu muito. — eu me levantei — Te vejo depois Sophie.
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  — Me liga assim que decidir o que vai fazer? Sabe que terá meu apoio independente de tudo. — assegurou ela.
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  — Eu sei, agradeço. — segurei na mão de Molly e segui para o portão de saída.
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  Voltamos para casa de táxi. Quando chegamos sentimos um cheiro gostoso vindo da cozinha. Será que Joseph tinha cozinhado ou pedido algo delivery? Seguimos até lá e tinha duas caixas de pizza em cima da mesa, Joseph perto da pia batendo uma mistura.
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  — Uau, o que é isso? — perguntei.
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  — Suco de morango com leite condensado. — respondeu ele — Aprendi na casa do meu amigo.
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  — Hum… Interessante. — disse ao observar a cor bonita que tinha se formado no copo do liquidificador.
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  — O vizinho veio aqui enquanto estava fora. — comentou ele.
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  — O que ele queria? — perguntei.
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  — Falar com a senhora. — respondeu.
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  Meu cérebro parou por um momento, me lembrando da loucura dele ter dito ser meu namorado.
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  — Sobre? — indaguei.
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  — A cerca. — Joseph voltou seu olhar para mim — Ele também me perguntou se eu tinha gostado do quadro que ele te deu.
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  Que vizinho linguarudo. Será que ele achou que eu tinha jogado o presente dele fora?
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  — É estranho uma pessoa dar um quadro como presente de desculpas, não acha? — meu filho continuou me analisando com o olhar.
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  — Também achei, mas não quis fazer desfeita. — concordei — Ele pareceu envergonhado por ter derrubado a cerca.
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  — Ela já estava caindo aos pedaços. — Joseph deu de ombros.
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  — Foi o que falei, mas né, deve ser da criação dele.
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  — Família estranha. — meu filho riu.
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  — Mamãe, vou tomar banho antes. — disse Molly.
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  — Vai querida. — me sentei na cadeira e fiquei observando Joseph.
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  Comemos a pizza e ficamos um pouco na sala vendo tv, nós três. Eu estava gostando dessa nova realidade com meus filhos. Quando era casada com Carl, eles sempre ficavam em seus quartos e eu sentada na cadeira da cozinha esperando meu ex chegar. Agora todas as noites temos maratona de alguma coisa para ver na Netflix e desta vez seria de Jogos Vorazes, o preferido de Molly. Eu sentia que era muito violento para ela, mas minha filha já tinha lido o livro pego emprestado na biblioteca da escola dela, então entrei na onda de ser voluntária e me encantei pela história. Mas não chegava aos pés de Orgulho e Preconceito, ou Razão e Sensibilidade. Ok, eu sempre fui uma mulher muito romântica por causa desses meus romances vitorianos, mas poxa, eu gostava de O Senhor dos Anéis também. Posso ter me tornado uma dona de casa bem jovem, mas não deixei de acompanhar os lançamentos de livros e filmes, e a mudança no gosto cultural do país.
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  Pouco mais de uma semana se passou e não acreditava que ainda não tinha tomado providências quanto as fechaduras. 
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  Na quarta pela manhã, liguei para Finn avisando que me atrasaria. Liguei para o chaveiro, que de forma rápida trocou todas as fechaduras, antes de sair entreguei uma cópia para Joseph e fiquei com a outra. Chegando na cafeteria, a fila já estava grande, a maioria das pessoas queriam comprar a panqueca para levar, já que eu tinha demorado um pouco. Iniciei a minha rotina diária de dois empregos de meio período, mas com salários suficiente para pagar minhas contas. Quase no final da tarde, uma mensagem no grupo de amigos do whatsapp apareceu na tela. Era um banner enviado por Freya com as informações da nossa reunião de amigos. Todos mandaram emojis concordando com a data e o horário. Assim que eu mandei meu emoji, uma mensagem no privado de Sophie chegou.
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Miga já se decidiu?
Vai levar o vizinho?

Ainda não.
  Você viu a data? Mês que vem.

Sim. 
curiosa pra saber o motivo
Parece que o marido dela está viajando e todo mundo tem compromisso até o final do mês

Pelo menos não saiu na data 
  do concurso da Molly
  é mês que vem também?

Sim.

  Bloqueei a tela do celular e voltei minha atenção para a redação que estava escrevendo. Eu não conseguia digitar direto, meus pensamentos sempre fluem mais com uma caneta em minhas mãos, por isso sempre andava com um bloco de notas na bolsa além da agenda. Quando olhei para o relógio do computador e me dei conta que todos já tinham ido, até as meninas da minha equipe, me liguei que era hora de ir para casa. Me levantei da cadeira sentindo a coluna reclamar por ter ficado horas sentada direto, até minha bunda doía. Acho que minha vida estava bastante sedentária. 
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  Quando cheguei em casa, Molly estava na sala assistindo Barbie Dreamhouse Adventures, na Netflix. Dei um beijo em sua testa ao passar por ela e deixei a bolsa na poltrona do lado do sofá. Cruzei com Joseph saindo da cozinha com um pacote de salgadinho na mão, ele estava se preparando para uma madrugada de jogos, mas levou o meu alerta que tinha prova no dia seguinte. Abri a geladeira e peguei a garrafa de água, despejei um pouco no copo e tomei. Meu olhar foi no automático para a janela, para minha surpresa a cozinha da casa ao lado estava vazia e com as luzes apagadas. Será que ele tinha saído ou estava dormindo? 
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  Permaneci com minha atenção lá por um tempo. Em um piscar de olhos as luzes se acenderam e ele apareceu bastante despojado sem camisa. Bem, estava em sua casa então, eu é que era a vizinha espiã no momento. Ele abriu a geladeira e tirou uma lata de Coca, abriu e tomou de uma vez. Será que seu organismo estava acostumado com isso? Como ele conseguia ter um corpo tão bem definido tomando refrigerante daquela forma? Ele fechou a geladeira e virou seu olhar para a janela, também no automático. Seu olhar assustado em me ver, agora na posição contrária, durou pouco, dando espaço para o intenso e curioso olhar de sempre.
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  Uma breve reflexão começou a surgir em minha mente. Eu tinha um problema para resolver. Tinha boatos circulando a uma semana, sobre eu estar namorando o vizinho novo. E todas as vizinhas agora me olhavam feio. Eu tinha duas saídas: a primeira desmentir tudo e contar a verdade, a segunda, continuar sustentando as palavras que ele mesmo proferiu. Engoli seco, juntei minha coragem e saí da minha casa. Passei pelo quintal, atravessei a cerca quebrada e caminhei lentamente até sua porta. Nem mesmo precisei bater, a porta se abriu para mim assim que me coloquei diante dela.
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  — Boa noite. — disse ele com suavidade, mantendo sua firmeza.
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  — Boa noite. — sussurrei.
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  — Algum problema?
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  — Muitos. — confessei. 
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  Ele abriu um pouco mais a porta para que eu entrasse. Assim que não intencionalmente nos colocamos de frente um para o outro no centro da sua cozinha, me pronunciei.
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  — O que você disse ao meu ex marido tem me causado alguns problemas. — disse a ele, observando seu olhar tranquilo, e o sorriso discreto no canto do rosto.
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  — Percebi que meu fã clube tem ignorado você. — disse ele se mostrado atento ao que acontecia, manteve seu olhar fixo em mim — Sinto muito.
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  — Pois é, mas eu não.
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  — O que posso fazer para ajudar? Se quiser, eu digo a todos pessoalmente que menti. — se ofereceu — Que foi um impulso louco meu.
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  — Este seria o certo a se fazer. — concordei.
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  — Seria? — ele sorriu de canto, como se lê-se minha mente naquela hora.
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  — Eu sei que não deveria fazer isso, tenho que dar bom exemplo aos meus filhos e mentir não é legal, mas…
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  — Mas?
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  — Se for desconfortável para você eu vou entender, sou uma mulher mais velha, tenho dois filhos e…
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  — Você quer continuar fingindo que somos namorados. — concluiu ele sem muito esforço.
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  E eu rodeando com as palavras.
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  — Sim. — admiti — Mas eu não tenho dinheiro e nem sei o que posso fazer para te compensar por isso.
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  —Tudo bem, eu aceito.
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  — O quê? — aquilo me paralisou — Você aceita?
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  — Sim.
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  — Tem certeza?
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  Ele deu dois passos para mais perto de mim, o que me intimidou um pouco.
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  — Você cozinha muito bem não é? — perguntou ele.
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  — Modéstia a parte sim. Por quê?
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  — Eu não tenho me alimentado muito bem, nesses últimos meses, então tem algo que possa fazer por mim em troca. — ele deu outro passo se aproximando mais.
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  — E o que seria? — o olhei inocente.
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  — Quero que cozinhe para mim, todas as noites. — disse ele — Temos um acordo?
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  — Sim. — eu me afastei dele e estendi a mão — Temos um acordo.
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  Ele apertou a minha mão e sorriu de forma fofa e meiga. Seu olhar ficou mais suave e brilhava um pouco, o que me intrigou. Eu estava perdida agora, como contaria sobre isso aos meus filhos?
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Você me fez arriscar meu coração numa oportunidade única.
Agora, todos estão olhando para nós com pipoca na boca.

- Lotto / EXO

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