Moonlight


Escrita porPams
Editada por Natashia Kitamura


17 • Natal

Foi loucura, mas sim. Enfrentamos a nevasca no carro que %Sebastian% alugou e nos hospedamos na casa de um amigo que viajara para Londres. Com a casa vazia, teríamos o lugar somente para nós quatro. Mesmo sendo um pouco afastada da praia, era um lugar aconchegante e bem confortável. Logo que entramos, Joseph acendeu a lareira a pedido meu. Eu segui para um dos quartos e coloquei Molly ainda sonolenta na cama e a cobri com carinho. Enquanto isso, %Sebastian% colocou as malas no lugar.
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  — Não queria ter causado tudo isso. — sussurrei para ele.
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  — A culpa não é sua. — ele sorriu de leve e acariciou minha face — Não se sinta assim.
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  — Como conseguiu esse lugar tão rápido? — perguntei.
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  — Quando foram para praia, aproveitei para ligar para algumas pessoas enquanto resolvia o problema do projeto. — explicou ele — Me lembrei de um amigo, o dono dessa casa.
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  — Está arrependido de termos vindo? — perguntei a ele preocupada.
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  — Se eu soubesse que minha mãe faria isso. — sua voz estava um pouco baixa.
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  — A culpa também não é sua. — segurei em sua mão e o beijei de leve.
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  Ele retribuiu o beijo envolvendo seus braços em minha cintura. Nossos rostos ficaram próximos um do outro, que podia sentir sua respiração ofegante. Meu coração acelerou no mesmo instante. Mantive meus olhos fechados por um tempo, com tudo silencioso ao nosso redor. Só conseguia sentir suas mãos deslizarem em minhas costas, fazendo meu corpo arrepiar.
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  — Eu te amo. — sussurrou ele em meu ouvido.
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  Sua voz tinha uma entonação envolvente que me estremecia por inteiro.
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  — %Sebastian%… — sussurrei de volta.
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  — Eu sei que você me quer na mesma intensidade que eu te quero. — afirmou ele seguro de suas palavras, seu olhar sereno e sincero — Me deixe te amar %Nalla%.
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  Antes que eu pudesse dizer algo, meu celular tocou. O clima foi parcialmente quebrado, quando me afastei dele e peguei minha bolsa. Ao atender, somente ouvi os soluços de Sophie do outro lado da linha.
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  — Sophie?! — me afastei de %Sebastian% e caminhei até a janela da sala — O que aconteceu, amiga?
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  — Eu, definitivamente odeio minha sogra. — disse ela em prantos do outro lado.
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  — Onde você está? — perguntei mais do que preocupada.
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  — Eu não sei. — um breve silêncio se formou — Eu apenas saí da casa dos meus sogros e…
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  — Sophie, o Will deve estar morrendo de preocupação com você. — alertei ela — Ele não merece passar por isso, ele te ama muito.
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  — Eu sei, mas eu não aguento mais, talvez eu não seja a mulher ideal para ele. — confessou ela seus pensamentos negativos — Ele sempre quis ter filhos e eu nunca dei a ele.
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  — Não diga isso amiga, vocês se amam e o Will entende que não esteja pronta para ser mãe. — tentei acalmá-la.
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  — Você não entende %Nalla%, eu nunca estarei pronta para ser mãe, porque eu sou estéril. — ela desabou a chorar mais ainda.
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  Aquilo me pegou de surpresa.
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  — Não é que eu não queira ter, o que eu mais queria é dar ao Will os filhos que ele tanto sonha, mas eu não posso, vim com defeito de fábrica. — ela soltou uma gargalhada maluca.
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  Sophie sendo Sophie sempre. Mesmo em lágrimas continuava fazendo brincadeiras com a própria tristeza.
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  — Eu não sei o que dizer amiga, como te ajudar. — disse a ela com uma voz solidária — Eu não estou em Manhattan como sabe.
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  — Não se preocupe comigo, mandei uma mensagem pra Annia vir me buscar, eu te liguei porque precisava desabafar com a minha irmã do coração. — explicou ela — Mas tudo bem, eu vou ficar bem, só preciso ficar longe do Will esta noite.
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  — Em plena véspera de natal amiga? — questionei a ela — Sophie, você não pode ficar sozinha no natal.
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  — Estarei com a Annia até a noite, depois eu digo ao Will para me buscar. — ela respirou fundo.
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  — Tem certeza?
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  — Sim.
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  Queria poder ajudá-la melhor. Estar em casa para lhe dar apoio, mas não conseguia nem mesmo me apoiar direito. As horas se passaram e acabei adormecendo no sofá nos braços de %Sebastian%. Ele me levou para cama. No meio da madrugada, senti seus braços me aconchegando, com seu corpo aninhado ao meu. Ele realmente havia dormido ao meu lado. Logo pela manhã fui surpreendida ao acordar com um café na cama oferecido por meus filhos e meu namorado. Meu coração se encheu de alegria ao vê-los ali. Os três sentaram na cama e juntos tomamos o café.
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  Manhã de natal e até mesmo ver uma árvore montada na sala me surpreendeu. %Sebastian% havia comprado uma árvore logo pela manhã, de um cliente de seu escritório que tinha loja na cidade. Era louco pensar que ele conhecia muitas pessoas e tinha muitos contatos pelo país. Ao final da tarde, com o tempo mais estável, saímos pelas ruas a desejar feliz natal. Em um piscar de olhos, %Sebastian% pegou uma bolinha de neve e jogou em Molly. Assim que a joaninha percebeu quem foi o causador, uma guerra de bola de neve se formou entre nós, com muitas risadas e alguns escorregões pela neve. Foi um longo dia de diversão com as crianças e ele, um momento que nunca imaginei que teria.
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  — Estou com fome mamãe. — disse Molly assim que passamos por um restaurante aberto no dia.
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  — Que tal celebrar o natal ao estilo italiano? — sugeriu %Sebastian% ao olhar a placa do restaurante.
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  — Seria interessante. — disse Joseph ao guardar seu celular no bolso da jaqueta.
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  — Vamos ao macarrão. — brinquei, fazendo-os rir.
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  — Vamos! — exclamou Molly com entusiasmo.
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  Mais um momento de descontração entre nós, com direito a um senhor vestido de papai Noel cantando canções tradicionais italianas, como O Sole Mio. Foi bonito e emocionante todo aquele momento. Ainda ganhamos um pote de biscoitos italianos feito com anis.
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  — Nos divertimos muito hoje. — disse assim que entramos em casa.
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  — Eu gostei muito daquele biscoito que ela nos deu. — disse Molly.
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  — Estou de olho na senhorita para não comer tudo de uma vez. — disse a ela já levando o pote de biscoitos para a cozinha — Não podemos abusar do açúcar.
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  — Eu prometo não comer tudo. — assegurou ela — Vou deixar para o Joseph também.
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  — E eu não ganho? — %Sebastian% a olhou com tristeza.
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  — Os irmãos têm prioridade. — brincou Joseph.
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  — Que maldade comigo. — %Sebastian% fez bico.
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  — Eu vou deixar para você também %Sebastian%. — disse ela sorrindo de leve.
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  — Ok, quero a mocinha tomando um banho quente e indo para cama. — ordenei a ela — Está tarde e amanhã voltamos para Manhattan logo pela manhã.
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  — Ah mãe. — ela resmungou, mas sob o meu olhar e um sorriso cativante de %Sebastian%, acabou aceitando.
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  Joseph se despediu de nós e seguiu para mais uma partida especial de natal do seu jogo. Após supervisionar minha joaninha e lhe dar um beijo de boa noite, voltei para o quarto. %Sebastian%, ainda não tinha terminado de ajustar as coisas na cozinha, então aproveitei para trocar de roupa. Assim que terminei e olhei para meu reflexo no espelho, vi ele encostado na porta do quarto. Um frio na barriga passou por mim.
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  — Está a muito tempo aí? — perguntei um pouco tímida.
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  — Tempo suficiente. — sua voz mais entonada, ele fechou a porta e passou a volta na chave.
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  Meu coração já acelerou com isso. Ainda mais vê-lo se aproximar de mim. Como a casa estava totalmente quente pelo sistema de aquecimento instalado, então tive a liberdade de colocar o pijama com a blusa de alça. Aproveitando isso, %Sebastian% parou em minha frente e tocando na alça caída, pousou sua mão em meu braço, e deu um beijo leve em meu ombro. Subindo para meu pescoço, percorrendo seus lábios até chegar em minha boca.
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  Meu corpo arrepiou com seu toque suave e ao mesmo tempo audacioso. Internamente, eu ainda me sentia insegura e incapaz de continuar, porém, quanto mais ele avançava e pedia permissão para continuar, mais eu lutava contra meus medos e concedia espaço para ele. %Sebastian% havia entrado na minha vida da forma mais louca e surreal possível, nem sabia explicar como ele havia se apaixonado por mim. Mas ali estava ele, somente transmitindo todo o seu amor, através de suas carícias e beijos intensos.
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  — Eu te amo. — sussurrou ele, por várias vezes em meu ouvido, estremecendo-me ainda mais por dentro.
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  E por mais que eu não conseguisse ainda dizer as mesmas palavras, com a intensidade que ele dizia, eu transmiti meus sentimentos por ele naquela noite. O presente natalino de um para o outro, era exatamente a intensa e sublime entrega mútua que fizemos naquela singela noite de natal.
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Minha resposta é você,
Eu te mostrei tudo de mim,
Você é o meu tudo, eu tenho certeza,
Eu serei mais cuidadoso e te protegerei,
Então o seu coração nunca será machucado,
Eu nunca me senti assim antes,
Como se minha respiração fosse parar.

- My Answer / EXO

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