Moonlight


Escrita porPams
Editada por Natashia Kitamura


19 • Memórias

Confesso que não estava preparada para ficar sozinha.
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  Já havia me acostumado com a presença de %Sebastian%, principalmente ao olhar pela janela e vê-lo em sua cozinha. Mas agora, tudo estava cinza entre nós, e não passava nem perto do enredo do livro que Sophie me instigou a ler. O mais impressionante foi o passar dos dias, ouvindo barulhos de reforma novamente. Eu que achei que o vizinho já havia terminado com tudo isso. A surpresa veio realmente quando me deparei com uma placa de vende-se em frente a sua casa. Um frio estranho passou pelo meu corpo, ao me lembrar que já se contava uma semana que eu não o via e até a cerca que permanecia quebrada, estava totalmente renovada.
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  — O %Sebastian% vai se mudar? — perguntou Joseph ao se colocar ao meu lado na rua.
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  — Parece que sim. — afirmei voltando meu olhar para as malas que meu filho segurava — Vamos querido? Não podemos perder o voo.
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  — Tem certeza que está tudo bem para ir, mãe? — Joseph me olhou preocupado — Eu posso perfeitamente resolver isso sozinho.
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  — Eu não renovei meu passaporte às pressas para deixar meu filho viajar sozinho. — argumentei.
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  — Sei que está triste por terminar com o %Sebastian%. — admitiu ele a minha realidade.
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  — A escolha foi minha querido, e preciso aprender a ser feliz sem depender de uma segunda pessoa. — voltou meu olhar para a placa — Por mais que tenha sentimentos por ele, preciso aprender a caminhar sozinha.
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  — Sabe que sempre terá meu apoio e de Molly. — assegurou ele ao sorrir de leve.
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  — Meu garoto, te amo filho. — após um abraço apertado, ajudei-lhe a colocar as malas dentro do carro alugado.
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  Foi a primeira conquista após o término, minha carteira de motorista. Isso me levou a avaliar a ideia de comprar um carro para mim. Enquanto minha joaninha ficou na casa dos meus pais, passei duas semanas na Coreia do Sul conhecendo a cultura do país e me divertindo com meu filho. Com direito até a passeios em diversos pontos turísticos.
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  — I’m sorry. — disse ao homem, após esbarrar nele com o urso de pelúcia, que ganhei do meu filho.
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  — Não se preocupe, está tudo bem. — o homem me olhou com gentileza e sorriu de leve — Quer ajuda para carregar isso.
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  — Não precisa, estou mesmo é perdida. — ri baixo — Você é de Manhattan, não é?
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  Minha pergunta foi um pouco indiscreta.
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  — Pelo sotaque? — retrucou a pergunta.
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  — Sim. — concordei — Nova-iorquinos possuem um jeito diferente de falar.
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  — E o que faz uma residente de Manhattan do outro lado do mundo? — perguntou ele, não deixando a conversa morrer.
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  — Bem, eu estou com meu filho, ele vai estudar no país. — expliquei não detalhando muito — E o senhor?
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  — Vim a passeio e trabalho ao mesmo tempo. — ele manteve um olhar sereno para mim — E por favor, não me chame de senhor, somente Dimitri.
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  — Bem, prazer %Nalla%. — estiquei a mão em cumprimento, e logo ele apertou.
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  Curiosamente eu me sentia confortável por aquilo. Talvez minha convivência com %Sebastian% tenha ajudado a reduzir um pouco minha timidez. Algo surpreendente para mim.
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  — Mãe, estava te procurando. — disse Joseph ao se aproximar de nós — Onde estava?
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  — Seu filho? — perguntou Dimitri com um olhar admirado.
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  — Sim, este é Joseph. — assenti.
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  Eles se cumprimentaram, com meu filho o analisando pelo olhar sério que mantinha.
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  — Devo confessar que se parece mais com um irmão de sua mãe. — comentou o homem.
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  — Concordo, minha mãe é muito jovem e bonita para ter um filho da minha idade. — Joseph me abraçou por trás envolvendo seus braços em minha cintura — Devemos revelar a ele que somos amantes?
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  — Joe?! — eu comecei a rir dele, o afastando de leve — Foi um prazer conhecê-lo Dimitri, mas eu e meu filho precisamos voltar.
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  Nos despedimos do homem e seguimos para nosso destino.
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  Meu retorno a New York foi marcado pela surpresa de ver que em pouco tempo, a casa ao lado havia sido comprada por uma família grande e muito barulhenta. Até a senhora Philip do outro lado da rua, começou a sentir falta do morador que transformara sua varanda no clube das mulheres mal casadas. De fato, não sabia explicar se era somente pela nova realidade, ou pelo fato de começar a me sentir sozinha… Mas passei a achar aquela casa onde vivi mais de 15 anos, um tanto quanto sufocante e opressora.
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  — Bom dia, pai. — disse assim que ele abriu a porta de sua casa para mim.
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  — Oh querida! — ele me abraçou com carinho e abriu mais a porta para que entrasse.
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  — Como está a mamãe? E Molly? — perguntei ao deixar minha bolsa pendurada do lado.
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  — Sua mãe está na cozinha, e Molly saiu para dar um passeio com sua irmã e o filho. — respondeu ele com uma voz cansada, fechando a porta.
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  — Marg aqui? Tão cedo? — indaguei estranhando.
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  — Sua irmã e sobrinho estão morando aqui conosco agora. — explicou ele — Tem sido agitado duas crianças em casa.
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  Papai estava mesmo com um olhar cansado.
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  — Como assim Marg está aqui? E o Mark? — eu estava perplexa com a notícia.
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  — Eles tiveram uma briga feia, acho que por ela aceitar o convite de Brian para trabalhar em sua empresa, então sua irmã pediu o divórcio. — continuou ao se sentar na poltrona perto da lareira.
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  — Sua irmã só fez o que já deveria ter feito a muito tempo, um orgulho para mim. — disse minha mãe ao entrar na sala, com seu avental no corpo — Só me preocupo o fato dela repetir o mesmo erro de trabalhar com o Brian, já você…
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  — O que tem eu mãe? — a olhei já esperando alguma repreensão inventada.
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  — Como pode ser tão burra pela segunda vez, ein? %Nalla% Miller? — ela cuspiu as palavras de forma áspera — Como pode terminar com o %Sebastian% e ainda achar que pode omitir de nós? Soube do assunto novamente pelos vizinhos fofoqueiros, que sempre são os primeiros a saber da vida das minhas filhas.
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  — Mãe, o que faço da minha vida privada é problema meu, se seus vizinhos sabem, é porque não possuem uma vida para cuidar. — a confrontei.
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  — O problema não é eu saber pelos outros, mas você deixar escapar a chance da sua vida… Sò me falta agora dizer que vai voltar para o escroto do seu ex marido. — disse ela mantendo a revolta de minha decisão.
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  — Credo mãe. — fiz uma careta de repulsa — Nem se o Carl fosse a última Coca Cola do deserto.
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  — %Sebastian% é um jovem tão bom, você não o merece. — ela saiu bruscamente da sala, transbordando raiva.
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  — Eu posso entender quem é essa mulher? — perguntei ao papai que segurava o riso.
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  — Minha querida, você que não estava aqui quando Molly confirmou a fofoca. — ele se levantou da poltrona e veio até mim.
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  — Estou aliviada por isso. — confessei a ele.
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  — Sua mãe de uma forma surpreendente se apegou a ideia desse rapaz e você juntos, e foi a segunda vez que ela admitiu que alguém merecia suas filha. — a voz do meu pai era sem dúvidas a mais acolhedora da minha vida — A primeira como sabemos foi o Brian.
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  Nós rimos um pouco.
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  — Tenha paciência com a sua mãe, descanse um pouco no quarto de Molly, percebo que ainda está fatigada pela viagem. — ele sorriu.
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  Assenti sem contestar, meu sabia sabia mesmo me entender. Subi para meu antigo quarto e deitei um pouco na cama. Foi um cochilo mais longo que dei em dias agitados. Quando acordei, me deparei com Margareth na porta do quarto de braços cruzados me olhando torto.
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  — Se for me repreender… — iniciei.
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  — Bem que eu gostaria de te dar uma surra, mas deixo isso para a mamãe. — ela riu, entrando mais e vindo até mim — Como está?
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  — Me sentindo esquisita e vazia. — confessei a realidade — É estranho não tê-lo mais.
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  — Por que terminou? — ela se sentou ao meu lado.
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  — Porque não quero mais depender de um homem para me sentir forte, Marg. — desabafei de leve — Preciso me amar primeiro, preciso ser feliz por mim mesmo e não através de outra pessoa… Eu percebi no natal, que já estava me tornando dependente dele, não queria repetir o mesmo que fiz com o Carl.
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  — Eu te entendo irmã, e não te condeno. — Marg me olhou com carinho — E agora? Como vai ser?
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  — Pela primeira vez, vou viver o que não vivi após a formatura, serei uma mulher solteira. — ri de leve.
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  — Solteira nunca mais querida irmã, divorciada. — ela riu também.
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  — E por falar em divórcio, que história é essa de estar morando aqui? — perguntei demonstrando meu choque com o olhar — Papai me contou por alto.
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  — Depois daquela conversa que tivemos e que te contei sobre a volta do meu amigo… As coisas só pioraram com o Mark, eu confesso que não fiz nada para tentar melhorar meu casamento, e…
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  — E? — mantive o olhar fixo nela — O que aconteceu?
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  — Brian me ofereceu um cargo na construtora da sua família, eu realmente considerei isso, ainda mais depois do beijo… que… ele me deu. — seu olhar de adolescente culpada estava ali.
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  — Ele te beijou?? — estática me peguei — Foi só um beijo, não é, Marg?
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  — Claro que foi, e fui pega de surpresa ok?! Sabe o que eu acho sobre traição. — assegurou ela.
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  — E o Mark sabe sobre isso? — indaguei.
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  — Não, nem desconfia.
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  — Então, a briga de vocês foi pelo convite de trabalho? — fiz minha suposição.
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  — Antes isso, foi o que contei aos nossos pais. — ela soltou um suspiro fraco e frustrado — Eu pedi o divórcio, porque comecei a ter nojo do Mark, principalmente depois que ele quase me forçou a fazer sexo com ele.
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  — Margareth, isso é muito sério. — eu segurei a mão da minha irmã — Eu, que raiva desse…
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  — Eu estou bem agora %Nalla%, não se preocupe. — seu olhar estava seguro — Preferi não contar aos nossos pais, você sabe como eles são quando se trata da nossa segurança, mas adverti para o Mark ficar bem longe de mim e do nosso filho.
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  — Fez bem, se ele teve coragem de forçar algo com você, imagina o que poderia fazer com seu filho. — tentei não pensar na minha suposição.
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  — Não quero nem pensar nisso, o Mark já estava demonstrando falta de paciência para a saúde do nosso filho. — ela respirou fundo — O que importa é que em breve serei divorciada e livre para viver minha vida profissional sem o negativismo dele.
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  — Que nosso novo ciclo seja próspero. — desejei a nós duas.
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  — Sim... Ah, você já conversou com a Sophie sobre o término? — perguntou ela.
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  — Estou ignorando suas mensagens, pois todas são áudios de gritos. — respondi rindo — Minha amiga foi a pessoa que mais torceu para dar certo, preciso deixar ela se acalmar primeiro antes de tentar um acordo de paz.
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  Ela soltou uma gargalhada engraçada.
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  — Sophie, sendo Sophie. — disse ela — O que importa é você estar bem com tudo isso e ser feliz %Nalla%.
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  Nos abraçamos por um tempo e me levantei. Descemos para sala e Molly veio correndo me abraçar. As saudades da minha joaninha somente foram aplacadas após um gostoso beijo na bochecha que ela me deu. E logo foi contando tudo que fez no curto espaço de tempo que fiquei fora. Como não estava sendo fácil para mim, para ela também era complicado se acostumar com a ausência de %Sebastian%. o mais louco, era que minha filha conseguiu ter mais apego pelo vizinho da casa ao lado, que pelo próprio pai.
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--

  Os dias passaram…
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  E eu dividi meu tempo entre a preparação para o lançamento do jornal, cuidar de Molly, e conseguir vender minha casa. Sim. Estava decidida a não morar mais naquela casa. Com Joseph em outro país, o lugar se tornaria mais vazio ainda, além das lembranças que me trazia. Tanto tristes por meu casamento com Carl, quanto felizes por meu relacionamento com %Sebastian%. Uma boa notícia? Minha pequena joaninha demonstrou empolgação com minha decisão de nos mudarmos para um apartamento mais próximo do centro da cidade.
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  Uma conversa com meu pai foi o suficiente pra ele me indicar um amigo corretor que ainda continuava na ativa. Para minha surpresa, foi fácil a venda da minha casa, o que me fez passar algumas semanas na casa dos meus pais, juntamente com Margareth. Lidar com a bagunça das crianças foi moleza, perto dos olhares atravessados de minha mãe, que continuava irredutível quanto ao meu término com o vizinho. Eu só queria conseguir encontrar um apartamento que o valor coubesse no meu orçamento e que fosse aconchegante.
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  — E este senhorita Miller, é o último da lista. — disse o corretor assim que abriu a porta e me deixou entrar primeiro.
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  — Me parece que foi reformado a pouco tempo. — disse ao observar a tinta da parede que parecia ter sido pintada há dias.
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  — Sim, o antigo morador fez uma pequena reforma para colocar a venda. — confirmou ele — Por isso está sem os móveis.
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  — E onde estão? — perguntei.
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  — Foram enviados para um galpão onde estão sendo restaurados. — continuou ele, me guiando até a cozinha — Este apartamento possui dois quartos como pediu, sendo um feito suíte e anexado como cobertura, possui o terraço também, sendo dividido com o apartamento ao lado.
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  — Isso é bom, só me espanta o valor sendo uma cobertura. — comentei receosa.
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  — É devido ao fato do antigo dono nunca ter utilizado o terraço, não possui nada a não ser sujeira.
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  — Posso ver?
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  — Claro senhorita, por aqui.
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  Eu o segui até as escadas de acesso ao mezanino. Uma porta para o terraço foi destrancada e aberta. Assim que saímos o cheiro de lodo e sujeira foi forte, me embrulhando o estômago. Levantei mais o olhar, e vi uma pequena mureta separando o terraço.
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  — O que seria isso? — perguntei curiosa.
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  — Ah, esta é a divisão entre as coberturas, seu limite de terraço vem até esta mureta. — explicou o homem.
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  Não deixei de notar alguns materiais de construção como sacos de argamassa no chão, em cima de uma pilha de caixas de porcelanato.
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  — Você sabe se o apartamento ao lado do meu está ocupado também? — indaguei curiosa.
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  — Sim, o apartamento foi comprado há dois dias e o novo morador começou a fazer sua reforma por conta própria. — respondeu ele voltando para a porta — É até uma história maluca, teve um vazamento de gás com o antigo dono e o lugar ficou fechado por mais de cinco anos, agora que conseguimos vendê-lo e o novo proprietário nem fez questão do desconto pela reforma dele.
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  — Nossa, descontos sempre são bem-vindos, e olhando este terraço, acho que deveria abaixar em uns cinco mil dólares o valor final, não acha?
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  Foram bons os meus argumentos para convencê-lo a reduzir o preço final do apartamento. Fechamos o negócio em três dias e metade do dinheiro da venda da minha casa, dei de entrada, para reduzir o valor da prestação da hipoteca. A outra metade, mantive guardada na poupança rendendo juros, usaria em caso de emergência. Com o novo apartamento até mesmo gastos fixos com energia elétrica, água e outros seriam menores. Somente eu e Molly, até a compra do supermercado baixaria o custo. Uma lado positivo de tudo isso, meu desespero por dinheiro seria amenizado e mais uma vez poderia me orgulhar da minha independência conquistada.
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  — Tô pra te dizer amiga, que sorte você teve em encontrar esse lugar. — comentou Sophie assim que entrou no apartamento carregando duas caixas.
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  As poucas coisas que decidi levar comigo para a nova morada, ela estava me ajudando a levar para dentro. Deixei Molly na casa dos meus pais, queria fazer uma surpresa para minha filha, e a levaria somente com o lugar todo pronto. Logo, um barulho veio da parede de divisa com o apartamento ao lado.
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  — E que ironia do destino seu novo vizinho estar reformando também não é? — comentou ela com um olhar provocativo e um sorriso malicioso no canto do rosto.
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  — Nem comece Sophie, o que eu menos quero é encontrar ligações com o %Sebastian% em minha nova casa. — a repreendi, deixando a caixa em minha mão no chão — Com esta zeramos o carregamento e antes do almoço.
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  — Aqui ainda está uma bagunça, como vamos comer sem uma geladeira? — reclamou ela deixando as caixas que carregava em cima da minha — Já estou sentindo fome.
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  — Vamos ao Liberdad Café então. — sugeri.
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  — Isso é uma boa ideia. — concordou ela — E quando chega os móveis restaurados?
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  — Na segunda à tarde. — respondi — Eu fui conferir e ficaram lindos e com ar moderno.
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  Em instantes, ouvimos algo cair. O som vinha do terraço.
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  — Eu vou ver o que foi. — disse a ela me movendo para a estada.
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  Assim que saí no terraço, avistei o vizinho de costas recolhendo algumas caixas pequenas que haviam caído. Daí o barulho. Dei alguns passos para perto da mureta, observando se estava tudo bem.
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  — Tudo bem aí? Eu ouvi o barulho lá de dentro. — disse num tom baixo, porém audível — Se quiser ajuda.
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  O homem parou de repente o que estava fazendo, como se tivesse congelado ao me ouvir, e erguendo seu corpo, ficou por alguns segundos ainda sem reação.
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  — Está tudo bem vizinho? — insisti.
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  — Está. — disse ele num tom firme e suave, se virando para mim.
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  Meu coração acelerou assim que meus olhos cruzaram os dele. Até mesmo meu corpo sentiu o impacto se arrepiando. Eu não acreditava no que via. %Sebastian% Lewis diante de mim, com sua blusa branca suja de poeira a tinta, jeans rasgados na coxa e descalço. Era a primeira vez que o via após o término, e tive que me forçar a não focar meu olhar naqueles lábios que me atraíam.
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  Seu olhar estava mais surpreso em me ver, que o meu em vê-lo.
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"Você brilhou radiante em um curto período de tempo como um relâmpago
Você iluminou o mundo por um instante
Como se o mundo inteiro me pertencesse
Você me mostrou e partiu."

- Thunder / EXO

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