Moonlight


Escrita porPams
Editada por Natashia Kitamura


22 • Casamento?

Eu acordei ouvindo os sons dos aparelhos do hospital. Me lembrava de dois ou três desmaios no caminho até lá. Abri os olhos lentamente, observei de leve o ambientes da enfermaria, desci o olhar até meu braço que recebia o soro. Logo uma enfermeira se aproximou de mim, com um sorriso reconfortante no rosto.
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  — Olá senhora Miller. — disse ela ao pegar meu prontuário — Que bom que acordou, chamarei o dr. Hilte.
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  — Quem está aqui comigo? — perguntei estranhando a ausência do vozinho.
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  — O senhor Lewis, ele disse ser seu namorado. — respondeu ela e se afastou.
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  Mantive minha tranquilidade. Mas cheia de perguntas. Por quanto tempo permaneci desacordada? Minutos depois o médico veio me examinar, os procedimentos rotineiros para ter certeza de que eu estava bem. O surto veio quanto ele começou a me dizer o motivo do meu mal estar repentino. Eu estava certa em uma coisa, pelo meu descuido com a saúde, estava com princípio de anemia leve que poderia ser tratada com alimentação adequada e regular, assim como algumas cápsulas de vitaminas. A surpresa, foi olhar para o exame de sangue e ouvi-lo dizer que estava grávida de algumas semanas, me recomendando iniciar o pré-natal.
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  Meu mundo não caiu, pois eu estava deitada na maca hospitalar. Mas me senti novamente zonza e atordoada. Como isso poderia acontecer assim? Eu sendo tão controlada com minhas regras, não estava atrasada. Porém, o dr. Hilte me explicou que algumas mulheres costumam ter pequenos sangramentos na gravidez, que podem ser confundidos com a menstruação. Uma explosão de pensamentos, questionamentos e pessimismo tomou conta de mim. Eu pedi a ele que não contasse a ninguém mais sobre isso, somente mencionasse a anemia.
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  — Está tudo bem? — perguntou %Sebastian% assim que entrei em seu carro com sua ajuda.
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  — Sim. — assenti encaixando o cinto de segurança.
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  — Está mais pensativa que o habitual. — comentou ele, ao entrar do lado do motorista e ligar o carro — Algo te preocupa?
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  — Não. — respondi.
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  — O doutor me passou a receita, já comprei as vitaminas. — disse ele seguindo com o carro.
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  — Obrigado. — sussurrei, voltando meu olhar para a rua.
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  Eu não queria me lembrar do passado, menos ainda comparar meu relacionamento com %Sebastian%, ao desastre que tive com o Carl. Entretanto, era inevitável para mim não pensar sobre isso, imaginar que ter um filho do vizinho poderia levá-lo a ficar comigo somente por isso. Uma descarga de insegurança começou a me tomar internamente. O que eu iria fazer agora?
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  — Alexia levou Molly para casa dos seus pais, tem certeza que não quer que eu fique? — perguntou ele ao segurar minha mão, entre a minha porta de entrada para o apartamento — Me preocupo com você sozinha.
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  — Estou bem. — forcei um sorriso e abri a porta — Além do mais, hoje é dia de home office, vou aproveitar para adiantar as coisas do The Imperatriz.
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  — Não se esforce muito. — pediu ele, erguendo sua mão e acariciando minha face — Se precisar de algo…
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  — Fique tranquilo, eu estou bem. — mantive meu olhar sereno.
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  Ele se aproximou mais e me deu um beijo doce e suave.
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  Assim que entrei, senti meu corpo desabar no chão, e encostei na porta. Inegável que tudo aquilo me transmitia uma grande pressão, além do estresse emocional. Vasculhei minha bolsa e peguei meu celular, vendo inúmeras mensagens de Sophie, somente mandei um “HELP” pra ela. Em menos de dez minutos minha amiga já estava batendo na porta exigindo sua entrada. Na minha concepção, eu conseguia esconder tudo de todo mundo, exceto da minha melhor amiga, e em meio à lágrimas desesperadas e sufocantes, desabafei contando tudo a ela.
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  — Eu tô em choque… Vai ser boa parideira assim lá na França. — disse ela, seu tom era sério, mas sua forma sempre engraçada e humorada.
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  Ri baixo, secando as lágrimas. Estávamos as duas no tapete da sala, rodeadas de almofadas. Comido deitada em seu colo. Aconchegante e acolhedor, a amizade dela sempre foi muito especial para mim.
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  — Eu não sei o que fazer. — sussurrei.
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  — Como assim não sabe %Nalla%, você faz o óbvio, conta pra ele e vivem felizes para sempre, sem estragar minha fanfic. — retrucou ela.
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  — Não é assim tão simples. — ergui meu corpo e a olhei.
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  — Claro que é, você é que vive dificultando as coisas. — ela manteve a seriedade no olhar.
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  — Não quero que aconteça o mesmo de antes, não quero que ele fique comigo por causa de uma gravidez. — expliquei a ela, meus pensamentos — Já vivi isso antes e...
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  — E dezoito anos depois muita coisa mudou em nossa sociedade, um filho não segura casamento não %Nalla%. — ela tentou argumentar — Tá na cara que o %Sebastian% te ama, que dúvida você ainda tem?
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  — Tenho todas, eu não… É difícil pra você entender Sophie, você tem o Will, encontrou a pessoa certa logo de cara, já eu não, tudo que eu passei, ainda tenho traumas das duas gravidezes que tive, e agora… — soltei um suspiro cansado — Não quero pensar que ele está comigo por obrigação.
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  — E quando sua barriga crescer, o que vai fazer? — indagou ela — Ou está pensando em tirar?
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  — Não, jamais, jamais faria isso Sophie. — assegurei a ela convicta de minhas palavras.
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  — Então? — ela voltou seu olhar para minha barriga — Vai fugir dele agora? Porque uma hora essa barriga vai crescer.
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  — Eu não sei, mas vou pensar até lá. — respondi.
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  Ela me abraçou com carinho.
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  — Conta sempre comigo, vou te apoiar mesmo querendo te bater por tomar as decisões erradas. — brincou ela.
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  — Te amo, amiga! — sorri para ela.
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  — Eu sei… Também te amo! — ela sorriu de volta.
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  — Mas agora, me conta sobre a adoção? — olhei com carinho para ela.
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  — Decidi adotar os três irmãos. — contou ela.
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  — Sério? — fiquei em choque e ao mesmo tempo feliz por ela.
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  — Sim, e Will ficou o triplo de empolgação e felicidade, já até com planos de nos mudar de apartamento. — continuou ela.
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  — Que lindo, estou muito feliz por você amiga. — voltei a me deitar em seu colo — Tenho certeza que será uma mãe maravilhosa.
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  — Deus te ouça e me ajude, vou mesmo precisar. — disse ela — Não tenho tanta aptidão quanto você, que parece ter o dom de ser mãe, mas darei o meu melhor, tive duas mães maravilhosas apesar de não ter convivido muito com elas.
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  — Tenho certeza que você vai arrasar. — assegurei.
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  — Qualquer coisa, eu te grito e você me socorre. — ela riu.
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  — Tia %Nalla% ao resgate. — eu ri junto.
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  — Aconteceram tantas coisas no último ano. — comentou ela.
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  — Muitas emoções. — concordei com ela.
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  — E a Molly?
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  — Na casa dos meus pais, vou buscá-la amanhã.
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  — Quer que eu fique aqui hoje? — perguntou.
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  — Mas e a reunião com a assistente social? — ergui meu corpo novamente e a olhei — Will me disse que vão começar a participar das reuniões em grupo com outros casais do programa de adoção.
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  — Sim, mas foi reagendada para segunda. — explicou ela.
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  Sophie passou o resto do dia comigo. Um dia das garotas improvisado e cheio de fofocas, sorvete, pizza, maratonas de Friends e claro algumas fanfics indicadas pela Sophie. Algo que me chocou foi a criatividade das autoras nos enredos das histórias, principalmente as de relacionamento fake que sempre terminava com os pps juntos e felizes. Acho que agora, eu entendia os surtos da minha amiga relacionados ao meu namoro com o vizinho. Acompanhar um romance e torcer para os protagonistas ficarem juntos era como viver a própria história. Eu estava vivendo a minha e com medo de tudo ser apenas uma fanfic que um dia tem seu final.
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  Na manhã seguinte, o café da manhã foi na casa de Annia. Sábado com as amigas, para celebrar a adoção de Sophie. Somente eu, Marg e Annia tinham sido informadas dessa decisão. Lauren e Freya estavam de férias em Monte Carlo, mal sabiam das novidades do momento.
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  — Estamos muito felizes por sua decisão Sophie. — assegurou Margareth ao se servir da segunda taça de vinho.
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  — Não deveria estar bebendo logo pela manhã. — a repreendi.
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  — Estou aprendendo que não existe hora para um bom vinho, aceita?! — minha irmã ergueu a taça para mim.
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  — É raro a gente ver a %Nalla% bebendo. — comentou Annia ao se sentar no sofá com um copo de suco.
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  — Agora mesmo é que ela não pode beber, nessas condições. — disse Sophie de forma espontânea, só se dando conta das palavras depois.
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  Margareth e Annia me olharam curiosas e surpresas.
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  — %Nalla% você não está? — perguntou Annia.
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  — Mamãe estava certa. — disse minha irmã já desvendando as palavras da minha amiga.
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  — No que a mamãe está certa? — indaguei temerosa.
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  — Você está grávida não é? — o olhar dela ficou mais sério — Por isso a ida às pressas ao hospital e a Molly ficou lá em casa.
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  — Do que está falando, porque estão pensando nisso, eu só estou com anemia precisarei me alimentar melhor e tomar vitaminas. — expliquei a ela.
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  — Você pode até tentar, mas os olhares da Sophie te condenam. — Marg voltou o olhar para minha amiga — Não é, Sophie?
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  — Ain gente, eu não posso dizer nada, vamos mudar de assunto antes que a %Nalla% me mate. Não quero deixar meus futuros filhos órfãos. — Sophie desconversou e se serviu de vinho também, bebericando um pouco.
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  — Isso é chocante %Nalla%. — Margareth continuou — E já tenha em mente que à noite vamos para lá, buscar sua filha.
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  — Eu sei Margareth. — assenti.
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  — Vamos mudar mesmo de assunto, quero dizer a vocês que estou namorando. — anunciou Annia, com um sorriso de canto meigo.
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  — Olha só!!! — Sophie sorriu junto, assim como eu.
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  — E quem é o felizardo? — perguntei.
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  — Curiosamente, aquele seu amigo da cafeteria. — respondeu ela.
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  — O Finn? — dissemos eu e Sophie em coral.
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  — Ele mesmo.
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  — E de onde conheceu ele? Não me lembro de tê-los apresentado. — vasculhei em minha memória.
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  — Na inauguração do café, você me convidou sim, não se lembra? — ela me olhou admirada de minha falta de memória.
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  — Essa daí só se lembra do vizinho dela. — brincou minha irmã, me deixando constrangida.
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  Margareth não tinha tanta tolerância ao álcool e sempre ficava bêbada com facilidade, apesar de não se limitar às taças de vinho que enchia em plena luz do dia.
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  — Não seja tão má com ela Marg. — Annia riu — Mas, nos tornamos próximos bem depois com minhas idas à cafeteria depois da escola.
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  — Isso vale outra taça de vinho. — Marg despejou mais líquido em sua taça — Porque eu também tenho uma novidade!
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  — Surpreenda-nos. — brincou Sophie.
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  — Brian me chamou para morar com ele. — contou ela, nos deixando boquiaberta.
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  — Mas já, assim tão rápido? — perguntei a ela — Tem certeza, Marg?
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  — E acha que sou você que demora uma vida pra aceitar o óbvio. — ela me olhou com sarcasmo — Se a vida me devolveu os limões que perdi na feira, farei uma limonada suíça e beberei toda!
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  Nossas amigas riram de sua troca de ditado popular.
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  Estava em choque com suas expressões, porém feliz por Marg. Minha irmã também merecia a felicidade, longe do casamento tóxico que tinha com o Mark. O que me preocupava, era ela se entregar demais, tendo saído recentemente de um divórcio conturbado. Nós rimos de mais alguns comentários de Annia, contando sobre as fotos enviadas da viagem de Lauren e Freya. As horas se passaram conosco na casa de Annia, aproveitando o dia entre amigas. Ao final da tarde, segui com Margareth para casa de nossos pais. Minha irmã visivelmente desnorteada em sanidade, graças às taças de vinho que tomou. Assim que entramos, a guiei diretamente para seu quarto, com os olhares curiosos do meu pai e o balançar negativo da cabeça de minha mãe.
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  — Acho que desta vez, ela exagerou um pouco e nem comeu direito. — disse descendo as escadas — Olá papai.
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  — Olá querida! — ele me abraçou com carinho e sorriu.
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  — Onde está Molly?! — perguntei, estranhando a ausência da minha filha.
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  — Foi dar um passei com o Brian e Jacob no parque. — respondeu ele — Ele tem sido um ponto de apoio para sua irmã, e continua gostando dela tanto quanto no colegial, devo acreditar que mais.
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  — Estou feliz por ela, o Brian me parece um bom homem. — comentei.
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  — O %Sebastian% também é. — disse minha mãe aparecendo da porta — O que pretende fazer %Nalla%? Porque é uma loucura, mas tem momentos que um raio cai duas vezes no mesmo lugar.
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  Já vai começar! Pensei comigo.
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  — Do que está falando mamãe? — olhei para ela, mantendo a seriedade.
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  — Da sua gravidez. — seu tom demonstrava firmeza e segurança no que dizia.
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  — E quem te disse isso? — cruzei os braços, me fazendo de indignada — De onde tirou essa loucura?
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  — Acha mesmo que pode mentir para mim? Pode mentir para todos, até pra você mesmo, mas para mim? — insistiu ela, dando uma risada seca — Eu te conheço %Nalla% Miller, foram nove meses aqui dentro e mais trinta e alguns fora, te acompanhei em todas as suas gravidezes e sei como reage a cada uma.
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  — Mãe…
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  — Olha, eu não vou me intrometer em sua vida desta vez, por um pedido do seu pai, apesar da minha língua estar coçando para contar ao seu vizinho. — continuou ela, num tom mais firme e áspero — Dezoito anos atrás você fez o certo com o homem errado, espero que não faça o errado com o homem certo dessa vez, ele não merece isso. Ou melhor, será que você merece ele?
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  Antes que eu pudesse argumentar, ela se retirou indo para a cozinha. Voltei meu olhar para meu pai, que mantinha o rosto sereno e tranquilo.
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  — Pai. — tentei dizer algo, mas senti minha voz se calar.
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  — Querida. — ele se aproximou de mim e me abraçou forte — Fique tranquila, sua mãe só está chateada, mas no fundo ela só quer o seu bem.
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  — Porque é tão difícil as pessoas entenderem o meu lado? — segurei as lágrimas — Eu não quero repetir meus erros do passado, mesmo %Sebastian% sendo o homem certo, não quero que ele fique comigo por motivos forçados. — expliquei a ele — Filhos podem mudar nossa percepção do mundo e me sinto tão insegura com tudo isso.
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  — Minha criança, acho que você precisa de um tempo só para você, para colocar sua mente no lugar e pensar no que vai fazer. — aconselhou ele — Que tal umas férias prêmio? Hum?
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  — Não posso pai, tenho minha responsabilidade com o jornal. — aleguei a ele.
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  — Em um mundo tão moderno, tenho certeza que pode trabalhar à distância. — argumentou ele, e com razão.
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  — Acho que está certo. — concordei com ele.
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  — Mas faça isso o quanto antes e tome uma decisão, ficando ou não com o %Sebastian%, ele merece saber de sua gravidez. — meu pai me deu um beijo na testa e sorriu com carinho — Quando sua mãe disse que estava esperando a Margareth, foi pura emoção para mim, e o conhecendo como conheço…
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  — Obrigado pai! — eu o abracei novamente.
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  — E como está o jornal? — perguntei ele, indo se sentar no sofá.
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  — Está indo bem, a repercussão tem sido muito positiva e os comentários da mídia também, não imaginava que faríamos tanto sucesso logo no primeiro ano. — confessei a ele, me sentando no outro sofá.
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  — Isso se deve ao esforço de vocês e trabalho duro. — disse ele — Eu mesmo tenho lido regularmente já torcendo para elevarem o nível e partirem para o formato impresso.
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  — Eu sei que tenho um leitor pelo menos. — sorri de leve.
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  — Mamãe! — disse Molly ao entrar e vir direto me abraçar.
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  — Joaninha! — retribui seu abraço, com mais força — Como está minha linda?
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  — Preocupada com a senhora. — ela me olhou — Está tudo bem mamãe?
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  — Claro minha querida, está sim. — sorri de volta para ela, então voltei meu olhar para Brian — Boa noite, Brian.
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  — Boa noite %Nalla%, tudo bem? — perguntou ele.
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  — Sim, sua namorada está com ressaca no quarto. — brinquei.
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  — Vou cuidar dela. — ele olhou com carinho para Jacob — Vou ver como sua mãe está e você pro banho, combinado?
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  — Combinado, tio Brian. — meu sobrinho sorriu para ele e subiu a escada correndo.
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  Jantamos ali com os olhares chateados da minha mãe e os sorrisos da minha filha para mim. Segui para o apartamento com Molly depois. Ao entrarmos, ouvi barulhos vindos do terraço, pedi para minha filha tomar um banho e ir direto para cama, pois já havia se divertido muito no parque durante a tarde. Enquanto isso, segui para o quarto também e tomei um banho, colocando um pijama mais leve.
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  — Pronta para dormir, joaninha? — perguntei a Molly, ao aparecer na porta de seu quarto.
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  — Sim. — ela se deitou na cama e me observou entrar.
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  — Foi tudo bem mesmo na casa da vovó? — me sentei na beirada de sua cama.
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  — Sim. — ela sorriu — Só ficamos preocupados com a senhora.
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  — Foi somente um descuido meu na alimentação, mas tomando os remédios a anemia da mamãe vai embora. — garanti a ela.
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  Eu não sabia como introduzir o assunto, nem como minha filha reagiria a ele. Era tão complicado para mim, porque não conseguia ver as coisas fáceis como a Sophie?
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  — Molly.
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  — Sim, mamãe.
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  — Lembra de quando você me pediu um irmãozinho há um tempo atrás? — indaguei.
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  — Sim. — seu olhar ficou mais atento a mim.
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  — Você, por acaso, ainda tem vontade de ter um irmãozinho além do Joseph? — mantive o olhar em suas expressões faciais.
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  — Você está grávida mamãe? — perguntou ela — Vovó disse que sim, é verdade?
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  — Se eu estiver, o que acha sobre isso?! — senti meu coração pulsar mais forte.
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  — Eu iria me divertir muito com um irmãozinho, e te ajudaria a cuidar dele. — ela abriu um largo sorriso — O %Sebastian% é o papai, não é?!
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  Assenti com a cabeça. Ela saltou da cama e me deu um abraço forte.
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  — Podemos ser uma família agora? — perguntou ela.
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  — Ainda não querida. — a olhei com carinho e feliz por sua reação — Mas estou feliz por gostar da ideia.
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  Ela manteve o sorriso no rosto.
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  — Posso te pedir um favor? — perguntei.
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  — Sim.
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  — Promete não contar ao %Sebastian%? Eu quero contar a ele no momento certo, tudo bem? — pedi a ela.
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  — Tudo bem mamãe! — assegurou ela — Te amo!
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  — Eu também te amo querida! — a abracei novamente.
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  Assim que lhe dei um beijo de boa noite, voltei para sala e comecei a juntar algumas coisas que estavam espalhadas e colocar no lugar. Assim ouvi outro barulho no terraço. Subi as escadas e saí para a cobertura, avistei %Sebastian% trabalhando em alguma coisa envolvendo madeira e equipamentos de marcenaria. Era louco pensar que a reforma seguia a todo vapor em seu apartamento.
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  — %Nalla%. — disse ele ao me ver.
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  — Atrapalho? — perguntei dando alguns passos até a mureta e me sentei nela.
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  — Não. — ele sorriu de canto, voltando o olhar para a pilha de paletes que tinha ao lado.
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  — Você parece meio perdido aí. — comentei.
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  — Não estou muito focado hoje. — ele parecia se esforçar para não me olhar, mantendo sua atenção nos equipamentos dele.
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  — Aconteceu alguma coisa? — insisti em perguntar.
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  — Espero que não. — ele ficou de costas para mim, voltando o olhar para o céu — Molly está bem?
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  — Sim, ela já ama ficar na casa dos meus pais. — respondi, o observando v Sempre encontra um motivo para dormir lá.
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  Um silêncio pairou entre nós, por um tempo. Como ele parado olhando o céu e o olhando.
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  — %Sebastian%. — o chamei, me levantando da mureta.
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  — Sim?! — ele me olhou, senti uma ponta de esperança em seu olhar.
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  — Eu vou precisar viajar na próxima semana. — disse a ele.
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  Ainda não me sentia preparada para contar sobre a gravidez. 
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  — Vou com a Molly, uma viagem mãe e filha que sempre quis fazer. — expliquei a ele — Então…
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  — Sem problema, também preciso resolver algumas coisas em outra cidade. — ele deu um sorriso meio triste, dando alguns passos até mim — Espero que seja proveitosa sua viagem.
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  Eu senti meu corpo travar um pouco ao senti-lo mais de perto.
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  — Para onde vai?! — perguntei curiosa.
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  — New Orleans, preciso verificar uma obra, nada demais, porém como sou o arquiteto responsável, preciso ir. — explicou ele, ao segurar minha mão.
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  %Sebastian% se inclinou um pouco e me deu um beijo suave e leve.
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  — Eu te amo, %Nalla%, independentemente de qualquer coisa. — sussurrou ele, mantendo nossos rostos próximos.
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  Suas palavras me fizeram lacrimejar e logo as lágrimas rolaram em meu rosto. Meu corpo se moveu de forma espontânea o abraçando. Me aninhando em seus braços, que se envolviam em minha cintura.
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  — Obrigado. — sussurrei a ele.
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  Estava decidida a contar tudo, assim que retornasse da minha viagem com Molly.
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  Não importa o que aconteceria depois.
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  Faz uma pose bonita querida! — disse a minha joaninha que se colocava em frente ao letreiro de Hollywood.
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  Sim. 
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  Estava novamente em Los Angeles. 
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  Mas agora não somente em uma viagem mãe e filha, mas também ajudando minha garotinha em seu sonho de ser atriz. Tinha descoberto através de Sunny, alguns cursos rápidos de dança e teatro que poderiam ser de boa influência para minha filha. E vendo seu desempenho e sua dedicação em aprender, me dava mais orgulho ainda em apoiar seus sonhos futuros.
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  — Como fiquei mamãe?! — ela espichou o pescoço para ver a foto.
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  — Linda como sempre. — sorri para ela — Agora uma de nós duas.
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  — Sim.
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  Ela se colocou ao meu lado, então ajeitei o ângulo da câmera frontal e bati a foto. Juntas postamos no meu Instagram nosso pequeno momento livre de passeios pela cidade. Mais dias se passaram e resolvi prolongar mais um pouco minha estada ali, pois a ideia de uma matéria surgiu do nada quando passei próximo aos estúdios da Universal e me lembrar das grandes mulheres da indústria do cinema. Aquele tema me renderia um artigo ilustre e maravilhoso, com várias partes.
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  Ao me reunir virtualmente com as meninas, fechamos todos os detalhes do artigo sobre As vozes da música, para que finalmente eu me dedicasse às damas de Hollywood. Enquanto minha filha seguia com seus cursos de teatro e dança, eu a acompanhava com meu tablet, escrevendo e anotando no bloco de notas, todos os detalhes, pensamentos e percepções do meu novo assunto de trabalho. Nossa rotina era bem maluca e muito divertida com pausas para comida em horários diversos.
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  Claro que eu estava sendo cuidadosa com minha alimentação, ainda mais agora pela gravidez. Além das vitaminas que me davam mais fome ainda, me fazendo comer regularmente de três em três horas.
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  — Eu estou bem sim Sophie, só decidi ficar mais duas semanas aqui por motivos óbvios. — expliquei a minha amiga, que se mostrava apreensiva com minha distância — Molly tem aprendido tanto com esses cursos que encontramos aqui, que não seria justo com ela voltarmos agora. Além do mais, descobrimos um teste na Broadway no final do próximo mês que pode ser uma oportunidade e tanto para ela.
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  — Mas %Nalla%, e como fica sua gravidez? — perguntou ela.
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  — Eu estou bem, já te disse, quando voltar, terei minha conversa com o %Sebastian%, agora, só quero aproveitar minha viagem com minha filha e viver o que não vivi antes. — assegurei a ela, apertando o botão do elevador e entrando nele — Tenho certeza que o vizinho deve estar mais do que ocupado com seus deveres de arquiteto e a reforma no apartamento dele.
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  — Você acha? — perguntou ela.
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  — Tenho certeza. — garanti — E como está indo às sessões no grupo de adoção?
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  — Vão bem, estamos sendo acompanhados pela assistente social e na próxima semana deve sair a guarda provisória.
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  — O que significa?
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  — Que eles vão vir morar com a gente e eu estou em surto, nem mesmo comprei meu enxoval de casamento, você foi comigo, imagina montar o quarto de 3 crianças. — sua voz ficou um pouco desesperada — Preciso de você amiga, se não, vou deixar Will louco.
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  — Calma Sophie, eu vou te ajudar sim, e temos a Marga e a Annia para dar apoio também.
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  — Você é a tia %Nalla%. — insistiu ela.
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  — Eu sei Sophie. — segurei o riso.
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  Assim que a porta do elevador abriu no saguão do hotel, meu coração paralisou de leve ao dar de cara com %Sebastian% e seu olhar sereno para mim. O que ele fazia aqui?
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  — %Sebastian%?! — disse ainda estática.
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  — Oi %Nalla%. — ele sorriu de leve — O que faz aqui?
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  — Eu que te pergunto, não estaria em New Orleans? — fiquei intrigada.
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  — Não estou te seguindo se é isso que você está pensando. — ele riu — Não sou um psicopata.
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  Eu soltei uma gargalhada boba.
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  — Não pensei nisso. — admiti — Mas…
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  Era mesmo intrigante tê-lo ali.
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  — Estou a trabalho também, desta vez cenográfico e estamos na cidade do cinema. — explicou ele — Precisam de uma grande estrutura em uma produção de um filme futurista e fui convidado a ajudar.
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  — Hum… — entendi.
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  — Poderia levar minhas malas para meu quarto, irei depois. — disse ele, ao funcionário.
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  — Sim senhor. — o homem passou por mim com as malas dele.
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  — Está indo para algum lugar? — perguntou %Sebastian%, ao segurar minha mão e me afastar do elevador.
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  — Busca Molly em um curso de dança que está fazendo. — contei a ele, o deixando me guiar.
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  — Consegui uma breve dispensa na escola para investir esse tempo no sonho dela, então pela manhã temos o curso intensivo de teatro e à tarde o de dança. — continuei — Ela agora quer ser uma atriz do Disney Channel.
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  — Uau, um sonho bem grande, mas tenho certeza que ela é muito dedicada para isso. — disse ele.
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  — Sim, e preciso apoiá-la. — conclui.
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  — Vamos então, eu te levo. — disse ele.
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  — Alugou um carro? — perguntei.
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  — Los Angeles é minha cidade, ao contrário de Malibu. — explicou ele com um sorriso bobo no rosto — Só não estou na minha casa, por que está em reforma.
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  — Você tem uma casa aqui?! — boquiaberta fiquei.
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  — Eu morava aqui antes de ir para Manhattan. — explicou ele.
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  — Uau. — por essa eu não esperava.
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  Ele manteve a serenidade no olhar e me levou até seu carro. Seguimos para a agência onde Molly fazia seu curso da tarde. Com a facilidade em aprender e empenho de minha filha, ela sempre pegava os passos das coreografias com rapidez e precisão.
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  — %Sebastian%!? — ela abriu um largo sorriso ao vê-lo e logo o abraçou — Você veio!
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  — Sim. — ele retribuiu o abraço nela.
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  — Como assim, você veio?! — olhei para eles, desconfiada.
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  — Molly me perguntou se eu realmente viria para Los Angeles, quando te liguei ontem à noite. — respondeu ele.
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  — Você me ligou? — voltei o olhar para a joaninha.
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  — A senhora estava dormindo mamãe. — explicou ela, se fazendo a inocente.
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  — Eu perguntei onde estavam e curiosamente no mesmo lugar para onde eu iria. — continuou ele — Que tal um sorvete para refrescar?
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  — Eu topo! — disse Molly.
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  Não tive outra escolha a não ser aceitar. Os olhos meigos de minha filha para mim eram irresistíveis. Seguimos para uma sorveteria muito famosa da cidade, e que causou um brilho a mais nos olhos dela. Para quem tomava sorvete no parque quase toda a semana com Sophie e nossos problemas da fase adulta, aquilo era só mais um sorvete. Entretanto, estar na companhia de %Sebastian%, tinha um diferencial que eu não conseguia descrever.
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  — É o melhor sorvete do mundo! — comentou Molly.
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  — O de Manhattan é tão bom quanto. — olhei para ela, sem entender seu favoritismo.
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  — Não é pelo lugar mamãe, é pela companhia. — disse ela, voltando seu olhar para o vizinho.
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  O olhar dele para nós duas combinado ao silêncio me deixava um pouco apreensiva e curiosa.
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  — Entendo. — o olhei também.
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  — %Nalla%. — %Sebastian% segurou em minha mão, mantendo a suavidade no olhar.
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  — Obrigado. — disse a ele.
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  Ainda era complicado para mim dizer com clareza “eu te amo”. Apesar de sentir mais do que profundamente em meu coração este sentimento.
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  — O que foi?! — perguntou ele, assim que me levantei bruscamente e sai em direção a entrada da loja.
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  Precisava tomar ar puro e não surtar com o momento e com a presença dele ali.
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  — O que houve?! — ele segurou em minha mão, me fazendo olhá-lo  —%Nalla%, diga.
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  — Eu não quero que fique comigo por nenhum motivo forçado. — fui o mais sincera possível, demonstrando minha fraqueza pelas lágrimas que juntavam no canto dos meus olhos — Eu te amo %Sebastian%, mesmo com medo de te amar, eu te amo.
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  Senti sua mão me puxar para mais perto, e seus braços me envolverem ainda mais. Tentei não chorar ali, porém minhas emoções foram mais fortes que eu. Me senti segura perto dele, era meu ponto fraco e ao mesmo tempo poderia ser o forte.
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  — Quero estar com você, porque te amo. — disse ele num tom baixo — Quero estar ligado a você de todas as formas possível.
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  — O que você quer dizer com isso?! — me afastei de leve o olhando, confusa.
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  — Estou dizendo que nunca mais quero ficar longe de você. — ele sorriu com carinho — Aceita se casar comigo?
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  Meu coração acelerou de leve. Não imaginaria que ele me pediria em casamento assim.
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  — Aceita logo mamãe. — disse Molly, aparecendo ao nosso lado.
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  — Eu… — olhei para ela — Molly?!
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  — Eu aceito pela mamãe. — disse ela, dando um sorriso sapeca.
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  Nós rimos, mas ele se manteve atento a mim.
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  — Tem certeza… — tentei argumentar, mas %Sebastian% me interrompeu com um beijo doce e envolvente.
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  — Apenas diga o que seu coração quer, sem pensar no passado e no que pode dar errado, pois nada vai dar errado. — garantiu ele — Apenas diga, o que seus olhos já dizem.
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  — Aceito. — senti uma lágrima escorrendo em meu rosto.
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  — Que bom. — ele sorriu, e erguendo sua mão limpou minha lágrima — Fase 2 Molly.
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  — Como assim fase 2?! — olhei para minha filha.
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  O que eles estavam aprontando?
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  — Só quero dizer, que tenho a aprovação de Joseph direto de Seoul. — disse %Sebastian%, ao me conduzir até seu carro.
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  — E minha também. — assegurou Molly, segurando o riso.
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  Para minha maior surpresa, seguimos para um cartório especial de registro civil de Los Angeles. Onde, inacreditavelmente, me casei no mesmo dia com o vizinho do apartamento ao lado. Molly assistiu tudo, fazendo uma transmissão online para Joseph que ficou em risos do outro lado do mundo. Nossas testemunhas? Dois amigos de infância de %Sebastian% que ele chamou de última hora para lá. Tudo aconteceu tão rápido, que nem as fanfics da Sophie conseguiriam acompanhar os eventos. E por falar na minha amiga… Quando enviei a foto da aliança no meu dedo e da certidão de casamento, os surtos dos seus áudios foram poucos para sua euforia.
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  — Molly já está dormindo? — perguntou ele, ao sair do banheiro e me ver em seu quarto.
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  — Sim, foram fortes emoções para ela, e amanhã cedo temos a última aula de teatro. — contei a ele, mantendo meu olhar na certidão em minha mão.
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  — O que foi?! — perguntou ele ao se aproximar de mim, e envolver seus braços em minha cintura.
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  — Você é louco, sabia? E eu mais ainda por aceitar isso. — o olhei, ainda estática.
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  — Eu sou louco sim, mas por você. — ele sorriu de canto.
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  — Nunca imaginei que me casaria outra vez em um curto espaço de tempo, não depois de um divórcio como o que tive. — confessei — O que você fez comigo, senhor vizinho?
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  — Posso te pedir uma coisa?! — seu olhar continuou sereno.
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  — Sim.
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  — Não fale mais do passado, apenas vive o hoje comigo para termos nosso futuro juntos. — as palavras soaram tão tranquilas dele.
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  — Farei o máximo para isso. — garanti a ele.
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  %Sebastian% se aproximou mais e mais de mim, ao tocar de leve em minha barriga, me beijou com suavidade. Senti meu corpo arrepiar por um breve momento, entendendo o que ele queria me dizer com seus gestos.
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  — Como você sabia?! — perguntei a ele.
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  — O médico me contou, antes de dar a notícia a você. — contou ele.
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  — Por que não me disse?! — indaguei.
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  — Não queria que pensasse bobagens sobre eu estar com você pelo bebê, como de fato começou a pensar. — explicou ele — Então, achei melhor esperar até você se sentir confortável para dizer sobre a gravidez.
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  — A Molly, sabia que você sabia? — mantive o olhar nele.
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  — Sim.
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  — Que traidora, não me disse nada. — sussurrei.
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  — E Joseph também já sabe, tive uma conversa muito séria com seu filho, antes de te pedir em casamento. — ele acariciou minha face — %Nalla%, se eu conseguisse encontrar a melhor forma para me expressar e você entender o que sinto por você, jamais ficaria insegura novamente.
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  — %Sebastian%… — contive as lágrimas que se formavam no canto dos meus olhos.
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  — O que sinto por você… Eu te amo, mais que isso, eu quero estar com você por que te amo, e não por qualquer outro motivo, sempre foi assim, desde que te vi pela primeira vez e me interessei por você. — continuou ele, sua declaração — Foi como as folhas caindo no outono, de forma sublime e suave, me apaixonei por você e comecei a te amar… Eu quero estar com você, sempre e…
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  Desta vez, não o deixei completar. O beijei com todo o sentimento que tinha guardado e reprimindo dentro de mim. Suas palavras sinceras haviam quebrado minha resistência, isso era um fato, e se antes estava decidida a não viver com medo pelos erros e fracassos do passado. Agora queria mais do que nunca dar uma chance ao amor que %Sebastian% sentia por mim. Me entregaria por completo a ele sem receios posteriores e não mais fugiria na manhã seguinte.
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  A intensidade do seu amor era totalmente revestida nos seus beijos e carícias. Estar em seus braços me transmitia serenidade mesmo em meio a toda malícia que ele propunha. Era um lado novo do meu agora marido. Estranho a primeiro momento pensar novamente nesse termo, mas sentindo as constantes investidas dele e permissões de minha parte. Certamente vou me acostumar com rapidez a essa nova realidade.
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  — Real até quando você quiser. — sussurrei para ele.
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  — Real para sempre. — sussurrou de volta com mais entonação e intensidade.
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  Eu seria dele, assim como ele era meu desde o início.
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--

  — AAAAHHHHHHHHHHHHH!!! — minha amiga soltou um grito, ao me ver na porta de entrada da sua sala de dança — Eu não acredito nisso.
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  — Sophie, menos. — disse com minha cara cheia de vergonha. 
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  — Não se reprime uma fanfiqueira menina, me deixa surta com meu shipp. — ela me repreendeu de forma séria — Ele demorou pra acontecer de verdade.
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  Me deu até medo.
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  — Sua boba. — eu ri dela.
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  — E como foi? — perguntou ela, pegando em minha mão e vendo a aliança, seus olhos brilharam — Que lindo, nem vou perguntar pela noite de núpcias porque ela rolou antecipada no natal.
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  Brincou minha amiga caindo na gargalhada.
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  — Muito engraçado. — me mantive séria.
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  — Eu tô mentindo? — ela me olhou com malícia.
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  — Não. — tive que admitir.
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  Não me contive e comecei a rir com ela. Nos abraçamos e sentamos no chão. Contei a ela em poucos detalhes sobre o grande plano de casamento que %Sebastian% arquitetou com meus dois filhos. O que me deixou ainda mais admirada com tudo o que rolou, foi saber que ele tinha sido aconselhado por minha mãe a fazer o que fez.
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  — E agora? Como vai ficar tudo? — perguntou Sophie curiosa.
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  — Como assim tudo? — não entendi sua pergunta.
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  — Bem, com vocês dois casados, dois apartamentos. — ela manteve a curiosidade.
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  — Hum… O que você quer dizer com isso? — tentei imaginar.
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  — Vocês não pretendem morar em casas separadas, né? — Sophie entoou a voz.
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  — Não. — eu ri de leve — Claro que não amiga, ele vai terminar a reforma e a irmã dele vai morar lá.
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  — Ah… — ela manteve um olhar desconfiado — E como fica o bebê? Vai dormir com a Molly?
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  — Os bebês. — corrigi ela.
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  Outra surpresa que o doutor não me contou a pedido de %Sebastian%. Aquele doutor traidor.
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  — Os… — ela ficou estática — Gêmeos?
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  — Sophie calma. — disse a ela, que parecia entrar em surto.
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  — Gêmeos, vou ser tia duas vezes. — disse ela, respirando fundo.
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  — Sim, gêmeos. — sorri de leve, tentei manter minha sanidade, pois já havia surtado quando ele me contara.
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  — Sua mercenária, eu achando que iria me igualar a você com três filhos e você ultrapassa com essa fábrica de filhos no lugar de útero. — ela tentou brigar comigo, mas saiu de forma engraçada.
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  — Desculpa Sophie, mas é claro que você sempre pode adotar mais um. — sugeri a ela, brincando.
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  — Jamais, já quase perdi a sanidade quando Lila me perguntou o que é menstruação atrasada, ela só tem sete anos. — disse Sophie com o olhar perdido — Claro que tive uma conversa séria com a Mayah, ela é uma adolescente em puberdade e seus hormônios estão aflorados nessa idade, e ainda tem o Natanael que é uma doçura mas tem obsessão por carros de corrida e claro que Will faz tudo o que eles querem e isso que assusta.
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  Segurei o riso dela, ouvindo suas histórias de mãe marinheira de primeira viagem tripla.
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  — Minha válvula de escape tem sido meu curso de aperfeiçoamento, claro, mas teve um dia que tive que levar a Lila comigo, porque a escola estava de recesso, como recesso nesta época do ano? Nem era feriado. — continuou ela desabafando — E agora o Will tendo sua especialização em neuro, está sendo treinado para tomar o lugar de chefe da neuro, e isso tem me estressado um pouco, porque ele tem chegado meio tarde, e quando chega quer dar atenção às crianças e eu como eu fico? Nem mesmo minhas fics restritas tem me deixado relaxada.
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  — Eu acho que você deveria fazer mais visitas ao seu marido no hospital. — aconselhei ela, rindo baixo.
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  — Você ri, porque não é você nesta situação. — ela respirou fundo — Mas, acho que vou seguir seu conselho hoje, vou deixar Mayah como responsável e fazer uma visita ao meu marido.
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  — E quando vou conhecer meus sobrinhos? — Se precisar, pode mandar eles pra minha casa, assim terá uma noite só de vocês.
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  — Você ainda está em período de lua de mel amiga, fique tranquila que eu dou meu jeito. — ela me lançou um olhar malicioso e ousado.
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  Sabia que minha amiga não deixaria nenhuma rotina, surto com filhos ou cansaço atrapalhar sua intimidade com Will, e conhecendo-a como conheço… Deixaria o casamento dos dois ainda mais intenso.
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  — Vou me trocar para a minha sessão Grey's Anatomy proibido para menores. — ela se levantou do chão em gargalhadas — Quer uma carona?
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  — Não, eu vou passar no escritório do %Sebastian% antes, então vou de táxi mesmo. — recusei — Só passei para dar um oi, já que não pude te ver ontem.
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  — Você chegou muito tarde da viagem, nem precisava ter vindo hoje, tem mesmo é que aproveitar seu marido, ai que chique eu falei marido... — ela riu em surto de novo — Precisa aproveitar enquanto a barriga não cresce.
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  — Ele tem sido tão fofo comigo. — confessei a ela.
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  — Ainnn, imagino. — disse ela — Me deu até vontade de ler aquelas fics bem açucaradas com filhos e casamento no final, muito mel no enredo.
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  — Como se você realmente vivesse sem as cenas hot que despertam a fúria Sophie. — brinquei.
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  — Ah, e por falar nisso. — ela me olhou curiosa — Como anda a tal premiação que o jornal está concorrendo?
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  — Menina, você acredita que de todas as matérias que escrevemos, e era esperado concorrer com as vozes da música, eles escolheram o artigo sobre as autoras por trás das fanfics da atualidade. — respondi a ela, me lembrando da cara de todos na reunião online que tive na semana passada — Nem eu acreditei nisso, mas acharam o artigo mais atemporal do momento, o que me deixou em choque, porque foi o artigo que eu escrevi para a Genevieve naquela época que ela ainda nem tinha mencionado sobre o projeto do The Imperatriz.
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  — Eu te disse, as fanfics dominaram o mundo miga, só não vê quem não quer. — comentou Sophie — Agora só falta a Netflix descobrir isso e começar a fazer filmes de fanfics, quem são esses filmes forçados como 365 dias perto de A chave para o Coração. O mundo deveria ler mais fanfics como essa.
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  — Você realmente se transformou em uma especialista no assunto, quando eu escrever a segunda parte desse artigo, vou querer você ao mesmo lado, sem brincadeira.
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  — Pode me chamar quando quiser, mas com a condição de mencionar nesse seu próximo artigo, essa minha fic favorita e a autora dela, Mari Monte. — ela piscou de leve para mim e seguiu em direção ao banheiro da sala.
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  Não me contive em rir da minha amiga e seu amor por fanfics.
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  Me despedi de Sophie e segui de táxi até o escritório do meu marido. Meu marido. Como é bom falar assim sobre ele. Um sorriso se formou em sua face, assim que me viu parada na porta de sua impenetrável sala. 
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  — Você chegou. — disse ele, voltando o olhar para sua assistente que segurava algumas pastas na mão.
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  — Senhor Lewis, eu vou enviar estes documentos aos clientes e conferir o andamento das obras em New Orleans amanhã pela manhã. — disse ela, apressando-se para nos deixar à sós.
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  — Agora que a reforma no apartamento ao lado está em fase final, qual será a próxima? — perguntei a ele, fechando a porta e entrando mais na sala.
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  — Não tem mais reformas. — respondeu ele.
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  — Sério? — me peguei admirada pela afirmação — Isso é estranho vindo de você, o louco das reformas, ganha até dos Irmãos à Obra.
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  Ri de leve.
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  — Não preciso mais disso. — ele se aproximou de mim e segurou em minha cintura — Tenho você agora.
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  — Hum?! — me peguei confusa.
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  — As reformas foram o meio que encontrei... Para me sentir completo e menos solitário. — ele começou a explicar, dando beijinhos no meu pescoço entre as palavras — Mas então, você apareceu… E tudo o que desejo está relacionado a você.
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  — %Sebastian%…
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  Ele me interrompeu com um beijo envolvente e intenso, me achegando mais a ele com precisão. Senti meu coração acelerar mais com uma brisa passeando pelo meu corpo.
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  — Eu te amo. — sussurrei a ele.
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  — Eu também te amo, %Nalla%. — sussurrou de volta, mantendo aquele olhar intenso em mim.
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Te seguí
Y reescribiste mi futuro
Es aquí
Mi único lugar seguro

Creo en ti y en este amor
Que me ha vuelto indestructible
Que detuvo mi caída libre.

- Creo en Ti / Lunafly

Superação: Viver com medo, é viver pela metade.” [filme: Vem Dançar Comigo] by: Pâms

Fim

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