18 • Mudanças
Acordei sentindo %Sebastian% acariciar minhas costas, ao deslizar seu dedo indicador pela linha central. Mantive os olhos fechados apenas sentindo seu toque em meu corpo e um leve beijo em meu pescoço.
— Eu sei que está acordada. — sussurrou ele em meu ouvido.
Não me contive em abrir um largo sorriso e me remexer na cama para olhá-lo. Estava curiosa.
— Como sabia? — perguntei.
— Você sorri enquanto dorme, além do mais, vi seu corpo arrepiar a dois segundos atrás, e sua respiração ficou mais forte. — explicou com um olhar sereno.
— Tem certeza de que não é um psicopata? — brinquei admirada com sua observação relacionada a mim.
— Se for, você é a minha vítima. — ele jogou seu corpo em cima do meu, deixando nossos rostos colados — E não vou te deixar escapar.
Um beijo intenso iniciou de sua parte e retribui com a mesma vontade. Eu ainda não sabia como havia conseguido lidar com minhas inseguranças, as corrosivas palavras de Carl insistiam em martelar minha mente. Isso causava resistência em pensar se era uma mulher capaz de ir além das expectativas que aquele misterioso vizinho depositou em mim. %Sebastian% demonstrou um domínio sobre meu corpo que desconhecia e jamais imaginava que um homem tivesse capacidade para isso.
Para ser sincera, eu nunca imaginei que dormiria com outra pessoa além de Carl. Sempre achei que meu casamento seria pra vida toda até que a morte nos separe como o dos meus pais. Mas agora, sentindo a intensa persuasão dos seus beijos em mim fazendo-me entregar por inteira, um certo medo surgia bem lá no fundo. Medo de me machucar novamente depois de ter cedido a ele o que tanto ansiava obter da divorciada da casa ao lado.
— Está muito silenciosa agora. — ele ergueu seu corpo e beijou meu ombro.
— Estava pensando em coisas inoportunas. — disse num tom baixo, puxando um pouco o lençol para me cobrir — Preciso ver como estão meus filhos e preparar o café da manhã.
— Não queria sair desse quarto agora. — disse ele com um olhar intenso para mim.
— Vida continua senhor vizinho e eu tenho dois filhos para alimentar. — me afastei dele e levantei — Te aconselho a tomar um banho, assim vai se sentir mais relaxado.
— E quem disse que estou tenso? — ele manteve seu olhar para mim — A única coisa que desejo é a mulher à minha frente.
— Terá que esperar, a mulher em sua frente tem filhos como prioridade. — eu ri dele e coloquei uma roupa qualquer que encontrei pela frente.
Somente ao chegar na cozinha que me toquei que havia colocado o suéter dele ao invés do meu. E senti uma queimação de vergonha em meu rosto, assim que o olhar do meu filho veio em minha direção. A curiosidade e análise de Joseph me deixava nervosa.
— Não precisa ficar com vergonha mãe, eu sei exatamente o que adultos fazem no quarto sozinhos. — brincou ele, segurando o riso — Só peço que sejam menos barulhentos, Molly ainda é uma criança e seria complicado explicar para ela as vozes altas de vocês.
Agora que eu desejava colocar minha cara dentro de um buraco. Nunca imaginei ser repreendida por meu filho e com tanta sutileza.
— Eu… — senti minha voz travar.
— A culpa foi minha, me desculpe. — disse %Sebastian% ao aparecer na cozinha e me abraçar por trás — Prometo que seremos mais cuidadosos.
— Hum… — Joseph nos avaliou com o olhar, ainda segurando o riso — Ah, Molly teve outro pesadelo novamente, ela veio dormir no meu quarto já que a porta de vocês estava trancada.
Mais uma vez eu senti um aperto no meu coração. Já se contava duas semanas que Molly estava tendo esses pesadelos malucos.
— Vá até sua filha, eu preparo o café. — sugeriu %Sebastian% num tom mais sereno.
— Molly ainda está dormindo? — perguntei a Joseph.
— Não, ela está vendo desenho. — respondeu meu filho desviando o olhar para o celular.
Deixei ambos na cozinha, já temendo que tivessem algum tipo de conversa relacionada a noite anterior. Por mais que Joseph já fosse mais crescido, era vergonhoso conversar sobre minha intimidade com meu filho. Mas estava feliz por ele não ter nenhum tipo de preconceito quanto a isso. O que me fez lembrar da mãe de %Sebastian% e a forma que me tratou. Certamente se tivéssemos continuado em sua casa, essa noite jamais teria acontecido.
— Joaninha?! — dei dois toques na porta do quarto e sorri para ela — Tudo bem? Bom dia querida.
— Bom dia mamãe. — ela desviou o olhar da tela do notebook para mim e sorriu de leve — Eu tive outro daquele pesadelo.
— Joseph me contou. — caminhei até ela e me sentei ao seu lado na cama — Como foi o sonho desta vez?
— Eu sonhei que estava chorando, seu rosto estava machucado. — ela começou a lacrimejar — Mamãe, eu não quero que se machuque.
— Querida. — eu a abracei forte acariciando seus cabelos — Nada vai acontecer, vamos ficar bem, foi só um sonho ruim.
— Eu procurei o %Sebastian% no sonho e ele tinha ido embora, então acordei me lembrando da mãe dele que não gostou da gente. — continuou ela com um olhar mais triste ainda.
— O %Sebastian% continua aqui querida, vamos esquecer esse pesadelo. — sorri de leve para ela e segurando em sua mão, a levantei da cama — Vamos tomar nosso café da manhã.
Ela assentiu com um sorriso mais alegre e seguimos juntas para a cozinha. Depois de comer, me ofereci para lavar as vasilhas sujas. Assim que terminei, ouvi meu celular tocando e era uma ligação da Sophie. As coisas ficaram tão complexas ontem que me esqueci totalmente de ligar para ela e saber se melhorou.
— Sophie. — disse ao atender — Como está hoje?
—
Me sinto bem melhor, nada como um dia após o outro e uma noite de amor fofo com meu marido. — respondeu ela contendo a euforia.
— Você voltou para casa? — perguntei.
—
Não, estou na casa da Annia ainda. — respondeu ela.
— Você e o Will ficaram aí? — agora eu estava chocada.
—
Bem, eu não queria ligar para ele, quem fez isso foi a Annia. — explicou ela —
E de madrugada, eu fui surpreendida com um homem totalmente sedento invadindo meu quarto dizendo que sou a mulher da vida dele, com ou sem filhos. Ela parecia estar nas nuvens.
—
Acho que foi nossa melhor noite em anos, nunca o vi tão entusiasmado. — continuou ela.
— Me poupe dos detalhes Sophie. — eu ri dela, fazendo uma careta.
Voltei meu olhar para a porta e vi %Sebastian% encostado na parede me olhando.
— E para onde Annia foi? — perguntei curiosa.
—
Agora de manhã quando saímos do quarto, tinha um bilhete dela dizendo que tinha saído com um amigo. — respondeu —
O que me intrigou, pois quando eu lhe dei boa noite, ouvi alguns passos dela pelo corredor, será que Annia está de namorado novo? — Seria legal nossa amiga ter outra pessoa em sua vida, ela sofreu tanto com a morte do George. — observei %Sebastian% se aproximar de mim e me abraçar pela cintura, meu coração acelerou um pouco — Mas e o Will?! Mais alguma reação dele.
Tentei agir com naturalidade, mas estava sendo complicado.
—
Ele está bem e teve uma conversa nada amigável com sua mãe, sobre suas cobranças em cima de mim. — respondeu ela —
Mas eu quero mesmo é saber de você? Como foi conhecer a sogra? E o vizinho, vocês já avançaram? — Ruim para a primeira e sim para a segunda. — disse de forma enigmática, pois ele estava mesmo atento à nossa conversa.
Sophie ficou muda por um momento, certamente tentando entender a resposta, e depois soltou um grito que me assustou.
— Sophie?! — a repreendi.
—
Sophie nada… — disse ela do outro lado da linha—
Você tem noção de que a minha fic está salva! Finalmente %Nalla%! E como foi? Quero detalhes, gosto das partes restritas. — Sem parte restrita para você Sophie, se contenha e volte para seu marido, eu vou desligar. — eu disse a ela, segurando o riso, sentindo %Sebastian% beijar de leve meu pescoço.
—
Não seja má amiga, eu tenho esperado por esse momento há tempos, foi como esperar uma autora atualizar uma fic na parte mais definitiva da história. — resmungou ela chateada —
Você não faz ideia do que é ler uma fic tão boa e descobrir que não é atualizada a oito anos. Não me contive e ri dela.
— Bom dia Sophie, volto para Manhattan amanhã pela manhã. — disse a ela.
—
Amanhã não é domingo, mas quero dia do sorvete no Central Park. — seu tom de ordem foi bem claro para mim.
— Tudo bem Sophie, dia do sorvete no Central Park, vou estar lá. — assegurei a ela.
—
Aproveite em dobro amiga, você merece saborear cada pedaço desse homem. — ela soltou uma gargalhada maldosa.
— Sophie?! — chamei sua atenção novamente.
Encerrei a ligação em risos.
— Sua amiga é muito legal e engraçada. — comentou %Sebastian% — Suas expressões são tão divertidas quando fala ao telefone com ela.
— Sophie consegue me constranger sempre. — admiti, e mudando o assunto — Temos que arrumar as malas, vamos voltar à noite.
— Pensei em dar uma volta na praia antes de irmos, o que acha? — perguntou ele.
— Casal ou coletivo? — perguntei.
— Eu jamais deixaria de contar com a presença dos seus filhos. — assegurou ele com firmeza.
Assenti com um sorriso e segui para sala. As crianças ficaram animadas com a caminhada antes de partirmos. Agora com a presença de %Sebastian%, nossa volta pela praia ficou ainda mais divertida e interessante.
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— Até que enfim. — disse Sophie assim que cheguei no ponto de encontro no Central Park.
Minha amiga parecia mais do que ansiosa para me ver e eu sabia o motivo disso.
— Desculpa o atraso, deixei Molly na casa dos meus pais, ela quer ficar o resto da semana com eles. — expliquei a ela — Vamos ao sorvete?
— Claro. — ela segurou em meu braço e me arrastou com ela.
Assim que compramos um sorvete para cada, nos sentamos em um banco para conversar melhor.
— Eu sei que está ansiosa para saber sobre meu natal em Malibu, mas eu também estou ansiosa para saber mais sobre essa história toda de não poder ter filhos. — já iniciei a conversa, antes que ela determinasse o curso das coisas — Por que não me contou isso antes amiga?
— Nós descobrimos isso a pouco tempo. — começou ela a sua explicação — Eu confesso que realmente não queria ter filhos, mas o Will foi me convencendo e vi que era algo bonito ser mãe, e toda vez que o via perto de uma criança, tinha mais certeza ainda que ele nasceu para ser pai.
— Então começaram a tentar. — presumi.
— Tentar nunca foi o problema. — ela soltou uma risada maliciosa — Felizmente até hoje, sempre mantivemos o desejo um pelo outro, mas quando eu percebi que minha menstruação continuava vindo, comecei a me sentir mal… Por causa de uma doença que teve na infância, Will achou que o problema poderia ser com ele, mas meu marido é uma máquina de filhos, se quiser.
— Então descobriram que o fator era com você. — contatei a olhando com gentileza — Nem sei o que dizer.
— No início eu realmente fiquei abalada, mas o Will em nem um momento deixou de ser o cavalheiro que ele é, sempre dizendo que filhos não mudaria nada em nosso casamento… Mas eu sei %Nalla%, que é isso que ele quer, mesmo se esforçando para não me deixar mal, Will quer ser pai e eu não posso lhe dar isso. — seus olhos lacrimejaram, porém ela os limpou rapidamente — Enfim, vida que segue não é. agora você, conta tudo.
— Ah… Sophie, acredita que a mãe de %Sebastian% disse que sonhava com outra mulher para o filho?! — deixei transparecer um olhar triste.
Comecei a contar toda a história desde o início, aparando na parte em que saímos no meio da nevasca para a casa do amigo dele.
— Não brinca, que megera. — ela ficou boquiaberta — E eu que achei que a encrenca seria com a dona Agnes.
— Eu também. — concordei com ela.
— Nossa, como pode um gentleman com o %Sebastian% ser filho de alguém assim? — ela parecia ainda mais chocada do que eu — Com certeza puxou o pai.
— E depois?! — ela mordeu os lábios inferiores com um olhar instigante.
— Já disse Sophie, sem parte restrita para você. — eu ri do bico que ela fez.
— Sua mercenária, pare de estragar a história. — ela continuou com o olhar indignado para mim — Sonhei tanto com a consumação desse shipp.
— Ai, sua boba. — eu ri dela — Só posso te dizer que… Ultrapassou as expectativas.
— AAAAAHHHHHHHHHH!!! — ela soltou um grito atraindo os olhares para nós.
— Sophie, que vergonha. — a repreendi.
— Vergonha era o que você estava me fazendo passar, negando amor para o pobre vizinho. — ela riu com sarcasmo — Que de pobre não tem nada.
— E o que mais? — seu olhar continuou curioso.
— Ai %Nalla%, só isso de expectativas? Fala mais, ele é mais calminho ou mais bruto?
— Sophie eu não vou contar mais nada a você. — disse voltando meu olhar para o sorvete que já derretia em minha mão.
— Ah, vai contar sim. — seu tom ficou mais sério.
— Amiga, você não consegue entender a confusão que está na minha cabeça agora. — suspirei fraco — Ter me permitido ficar mais íntima dele só me deixou ainda mais agoniada e preocupada.
— Por que? Ele te ama, você ama ele… Você ama ele não é? — seu olhar ficou sério.
— Eu sei que tenho sentimentos por %Sebastian%, mas… Ainda tenho medo de me machucar de novo, de me tornar dependente e vulnerável a ele como fui do Carl. — expliquei a ela meus temores.
— Você quer comparar os dois? %Nalla%, o %Sebastian% é maravilhoso, tudo que você precisava e o mais louco, sua mãe aprovou ele, não tem como dar errado. — Sophie argumentou.
— Eu também achei que Carl era o homem da minha vida. — retruquei.
— Você está caçando motivos para sofrer isso sim, além do mais, metade das pessoas que conhecemos não gosta do Carl e achava que você era mulher demais para ele. — continuou minha amiga com propriedade.
— Eu só não quero mais me machucar Sophie, só isso. — disse a ela, dando um sorriso fraco.
Os dias passaram e um novo ano se abriu para todos.
Eu estava feliz, pois logo na primeira semana boas notícias chegaram trazendo possíveis mudanças em minha vida. E sim, neste ano eu estava disposta a mudar muita coisa, foi o juramento que fiz ao olhar para os fogos da virada. A começar pela carta da Yonsei University para Joseph, o aceitando no curso na área de computação e TI com uma singela bolsa de estudos com direito a alojamento no dormitório masculino do campus. Aquilo me deixou mais do que feliz por meu filho. Ele iria seguir o caminho que desejava e teria todo o meu apoio.
Apesar de já estar com saudades sem ele nem ter ido. Meu pequeno garoto voaria para o outro lado do mundo em busca dos seus sonhos.
— Não precisa se apressar tanto Joseph, as passagens que a universidade mandou são para o próximo mês e ainda tem o baile de formatura. — disse a ele ao me sentar na mesa do café.
— O calendário escolar na Coréia é bem diferente daqui mãe. — explicou ele — Não estarei aqui nem para as aulas do último trimestre, quem dirá o baile de formatura.
— Mas eu pensei que iríamos somente para fazer a matrícula e voltar para casa. — fiquei estática com a notícia.
— A senhora vai comigo, mas voltará sozinha, minhas aulas já se iniciam em março e estou mega empolgado por isso. — disse ele.
— Eu vou sentir sua falta, Joe. — disse Molly com um olhar triste.
— Eu também joaninha, mas pense pelo lado bom, assim que arrumar um emprego, vou alugar um apartamento e poderão passar as férias comigo. — ele piscou de leve para a irmã, que abriu um largo sorriso.
— Eba! — disse Molly se empolgando.
Eu apenas sorri com os olhos brilhando de orgulho de ver meu filho vivendo seus sonhos. Como prometido, passei o acesso total de sua conta no banco, para que pudesse administrá-la por si mesmo. Eu sabia que Joseph seria mais do que responsável com todo aquele dinheiro guardado para a faculdade. E mesmo que Carl não aceitasse sua ida para tão longe, o dinheiro pertencia a nosso filho e ajudaria com os gastos futuros.
Com a partida de Joseph, seríamos somente eu e Molly naquela casa, e já estava analisando o que faria com minha vida e meu futuro. Eu queria me sentir livre e com possibilidades que nunca tive antes. E com isso, meus pensamentos não paravam de martelar sobre meu relacionamento com %Sebastian%, sobre como eu me sentia agora com nossa aproximação mais íntima. Sobre o medo que tinha de me tornar dependente dele e novamente me machucar. Eram tantos os pensamentos e angústias que me deixavam louca.
Faltava-se dois dias para a grande reunião do novo jornal online de Genevieve. E eu tinha que tomar minha decisão. Se eu queria uma nova vida em um novo ano, precisava ser forte e corajoso para lutar e viver isso.
— %Nalla%. — disse %Sebastian% ao entrar na cozinha da minha casa com o olhar confuso — Está tudo bem, não entendi sua mensagem.
— Sim, está… Eu só quero conversar com você. — disse estendendo a mão para que ele se sentasse na cadeira, como de fato o fez.
— Diga. — seu olhar ficou mais sereno e atento a mim.
— Como sabe, Joseph está indo para outro país estudar, e as coisas têm acontecido de uma forma acelerada em minha vida desde que me divorciei. — comecei de forma subjetiva.
— E agora com a possibilidade do jornal, e outros trabalhos por fora, eu percebi que preciso de um tempo para mim, para entender quem sou eu e o que quero para o meu futuro… — continuei, buscando as palavras adequadas em minha mente — Eu saí de um casamento que me feriu muito e não tive meu tempo sozinha de recuperação, então você apareceu e…
— Você quer terminar. — disse ele já entendendo o que eu queria dizer.
— Me perdoe por isso, eu só estou tão assustada com tudo que vem acontecido e depois do natal não consigo pensar em outra coisa… — me calei, assim que ele se levantou da cadeira e deu um passo para mais perto de mim, que permaneci sentada o olhando.
— Real até quando você quiser, este foi o combinado, não precisa se desculpar. — ele deu um beijo suave no topo da minha cabeça — Meu desejo sempre será a sua felicidade.
Ele se afastou e saiu pela porta antes mesmo que eu pudesse dizer mais alguma coisa. Senti um aperto no meu coração e os olhos cheios de lágrimas.
Comecei a chorar, mantendo o olhar fixo na porta, como se alguma coisa tivesse sido arrancada de mim.
E foi eu mesmo que arranquei.
Não sei por quê (não sei por quê)
Me diga por quê (me diga por quê)
Por que o amor acaba?
Por que as coisas
Desaparecem?
Tão bonito?
É apenas um sonho
O amor é como um sonho.
- Evanesce / Super Junior