15 • Dia de Ação de Graças
Genevieve adiantou mais algumas informações sobre o jornal online e nos pediu indicações de mulheres talentosas que pudessem fazer parte da equipe. Passamos o resto da tarde conversando e compartilhando as expectativas para o futuro. As meninas me chamaram para comemorar as novidades em um bar recém inaugurado que Lizzi indicou. Porém, me recusei pois já tinha compromisso de jantar na casa dos meus pais para falar do nosso anual jantar de ação de graças. Mandei uma mensagem a %Sebastian% avisando que não estaria em casa com as crianças, e outra para meu pai dizendo que estava a caminho.
Quando cheguei, meus filhos já estavam despojados no sofá vendo algum filme desconhecido. Os abracei de leve e cumprimentei Margareth que estava desacompanhada do marido naquela noite, somente com seu filho.
— E onde está seu marido? — perguntei a ela curiosa, desviando meu olhar para o pequeno Jacob com os olhos atentos na televisão.
— Viajando a trabalho. — respondeu ela, não dando tanta importância nisso.
O casamento de Margareth já vinha apresentando problemas há algum tempo, principalmente pela postura de Mark no trabalho. Seu machismo ostensivo era repugnante, principalmente por duvidar da competência profissional de minha irmã. Pelo que sabia, Margareth uma excelente funcionária que contemplava a transportadora com diversas ideias que deram certo e lhes renderam lucros. Mas claro que o orgulho masculino de seu marido não a deixaria viver o sucesso profissional tão sossegadamente.
— E não era para você ter ido? — perguntei confusa.
Geralmente quando um viajava, o outro também ia.
— Não, pedi demissão. — disse ela com tranquilidade.
— O que? — me peguei boquiaberta.
— E eu ainda acho isso uma loucura. — disse minha mãe ao entrar na sala, estava com seu avental do corpo e um olhar repreensivo.
Claro que para ela seria uma loucura os atos de Marg. Dona Agnes não criou uma filha para ser tão rebelde assim e pedir demissão por ter problemas de compatibilidade com o seu chefe. Mas o fato é que o chefe era marido de Margareth, e o relacionamento profissional estava atrapalhando o conjugal. E para mim, foi uma sábia decisão.
— A senhora sabe que já estou cansada de tanta crítica depreciativa de Mark, para ele uma mulher não é capaz de nada a não ser ficar em casa cuidando dos filhos e do marido. — ela me olhou com culpa, após se dar conta que descreveu minha antiga vida — Sem ofensas %Nalla%, mas não nasci para ser boa, recatada e do lar como você. Quando Mark se casou comigo, sabia que eu não deixaria de trabalhar.
— Não me ofendeu, para ser honesta, estou descobrindo que vida de dona de casa também não é assim uma maravilha. — confessei soltando uma risada discreta.
— Ele que lute para achar um diretor financeiro tão bom quanto eu. — disse ela, com firmeza.
— Ainda acho que deveria ter ficado e o feito engolir as críticas com seu trabalho impecável. — insistiu nossa mãe.
Era algo a se levar em consideração. Quando o assunto era depreciar as filhas dela, somente a própria tinha o direito disso e mais ninguém. Se alguém falasse mal da gente, ela nos defenderia mesmo estando erradas.
— Mas e agora? — perguntei voltando meu olhar para Marg — Está desempregada?
— Recebi algumas propostas de trabalho essa semana, de empresas concorrentes. — respondeu com um sorriso debochado.
— E está pensando em se unir a concorrência? — fiquei chocada.
— Por mais tentador que seja, eu quero mudar de setor, andei pensando em trabalhar para lojas de departamento, ao do tipo que não envolva tanto logística. — explicou ela seus planos para o futuro — Quero abrir meu leque de possibilidades assim como você fez com seus trabalhos freelancer.
Por essa eu não esperava. Minhas escolhas atuais estão influenciando minha irmã mais velha perfeita. Nossa mãe retornou para a cozinha e nosso pai chamou Joseph para a garagem, fiquei intrigada com tanto mistério entre os dois. Eu e Margareth saímos para a varanda da frente e nos sentamos no banco de madeira, olhando a rua. Ela parecia precisar desabafar mais, porém longe de nossa mãe.
— Tem certeza que está tudo bem? — perguntei a ela demonstrando preocupação no olhar — Ou está assim só pela mudança de emprego.
— Ah %Nalla%… — ela soltou um suspiro cansado — Tenho andado tão cansada com tudo isso, desgaste profissional, desgaste no casamento, descobrimos finalmente o problema de saúde de Jacob, mas agora começa o tratamento, e também a falta de empatia, de carinho e atenção do Mark.
— Nem como te ajudar quanto a isso. — disse a ela pegando em sua mão com gentileza e amparo.
— Só de me ouvir e me emprestar suas amigas como a Sophie e a Annia, ajuda muito, passar essas últimas semanas mais próximas a vocês, com certeza foi o que me ajudou a segurar a barra e aguentar tudo. — confessou ela.
— E como foi esse diagnóstico do Jacob? — perguntei.
Meu sobrinho era uma criança tão adorável quanto meus filhos. Era triste saber que tinha mesmo um problema de saúde.
— Sim, depois de tantos exames, descobrimos que ele tem intolerância a lactose, o que fez com que sua dieta mudasse radicalmente. — ela parecia reprimir suas lágrimas — Como eu digo ao meu filho que ele não pode tomar chocolate quente, por causa da porcentagem de leite misturado ao cacau?
— Marg, lamento estar passando por tudo isso, quando Molly foi para o hospital com intoxicação alimentar, eu fiquei desesperada. — revelei a ela meu lado materno também.
— Com você foi mais fácil %Nalla%. — ela me olhou com os olhos marejados de lágrimas — Você tinha uma pessoa ao seu lado para te apoiar, você tem o %Sebastian%, já eu… A única coisa que eu tive foi o Mark dizendo que eu sou uma péssima mãe que não percebi isso antes, por estar totalmente focada no meu trabalho.
— Desde quando uma mulher não pode ser mãe e trabalhar fora ao mesmo tempo? — disse indignada com essas falas do meu cunhado — Já vi várias mães que são solteiras e cuidam dos filhos sozinhas, não precisam de macho pra isso.
— Pois foi o que ele disse e isso foi a gota. — ele soltou um suspiro fraco — Não quero um homem do meu lado que não me apoia em meus sonhos e realizações, só me critica em tudo que eu faço, diz que sou uma péssima mãe e só lembra que sou mulher quando quer sexo.
Ela tentava conter seu tom de voz, o mantendo baixo, mas tinha traços de revolta e frustração.
— Como posso fazer sexo com ele, minutos depois de dizer que sou inútil profissionalmente? Parece que o prazer dele é me diminuir para se sentir o macho alpha da casa, que nojento. — desabafou mais ela, sua voz ficou mais fraca e as lágrimas começaram a cair — Se você alguma vez pensou que eu tenho a família perfeita, está enganada.
— Ninguém é perfeito Marg, só Deus. — eu deslizei meu corpo e encostei minha cabeça em seu ombro — Mas, tenha esperança, as coisas podem mudar agora que não vão trabalhar mais.
— Hum… — ela suspirou novamente — E se… Eu não quiser que melhore?
— Por que não iria querer? — ergui meu corpo e a olhei confusa — Margareth, está mesmo com aquela ideia de se separar?
— Ainda não sei, mas para ter um casamento de aparências, prefiro não ter… — ela mordeu o lábio inferior — E também…
— E também?! — mantive minha atenção fixa nela.
— Você se lembra do Brian?! — ela desviou o olhar para suas mãos, e mexeu na aliança em seu dedo.
— Brian?! Aquele seu amigo de infância, que se mudou no final do fundamental? — perguntei me lembrando vagamente dele.
— O próprio. — confirmou ela com um olhar suspeito de adolescente — Esbarramos recentemente no Starbucks e conversamos um pouco.
— E? — permaneci atenta imaginando o que viria a seguir.
Eu não me lembrava muito de Brian, mas me lembrava que foi o primeiro amor da vida de Margareth. Os dois eram inseparáveis desde crianças quando se conheceram. Ele tinha se mudado para casa ao lado com os avós, pois seus pais faleceram em um acidente de carro.
— Ele disse que ainda está solteiro… E que nunca conseguiu encontrar alguém que me tirasse de seus pensamentos. — ela deu um sorriso malicioso.
— Marg, você disse a ele que é casada? — perguntei já me preocupando com ela.
— Sim, eu disse… — ela desviou o olhar.
— Eu disse a ele que meu casamento estava passando por uma fase complicada. — explicou ela com mais detalhes — Errada eu não estou.
— Mais falar assim é um convite para ele investir em você. — argumentei — Ainda mais depois de falar que ainda é apaixonado pela senhora casada.
— Ai %Nalla%, não me recrimine, ok? Eu estou sensível, carente e tenho como marido um homem que só pensa em mim quando quer sexo. — expôs ela suas frustrações — O que você faria em meu lugar? Ah, não, você já fez, arranjou um namorado.
— Mas no meu caso eu estava divorciada já e não casada. — retruquei com razão.
— Olha, eu não estou traindo o Mark se é isso que pensa. — devolveu ela ponderando mais a voz — Eu apenas expus ao Brian minhas condições mentais, psicológicas e sentimentais atualmente.
— Só não quero que se machuque no final. — disse com a voz mais suave.
— Eu já estou machucada %Nalla%, oito anos sendo machucada verbalmente pelo Mark, e só agora me dei conta disso. — continuou ela — E agradeço a você por isso.
— Sua força em se levantar após o divórcio, me mostrou que eu também sou uma mulher forte e talentosa. — reconheceu ela suas qualidades — Eu achava que precisava do reconhecimento do Mark para ser uma profissional de excelência, mas agora vejo que não preciso dele nem mesmo dormir com ele para me sentir uma mulher de verdade.
Eu fiquei em choque com essa revelação. Não imaginava que Margareth passava por tanta frustração em seu casamento. Ser a esposa somente na cama era pior que nem ser procurada por seu marido… Bem, as duas coisas são terríveis.
— E eu que achei que meu casamento seria como dos nossos pais. — disse ela.
— Bem, nosso dedo nasceu podre. — eu ri e ela também — Mas olhando agora, mamãe também não gostou muito quando você apresentou Mark pela primeira vez, se lembra?
— Sim, ela me perguntou se eu realmente iria trabalhar com meu futuro marido. — revelou Marg — Ela não achou a ideia muito boa não, e me lembrando agora, nossa mãe sempre gostou do Brian, ainda mais quando ele a chamava de tia Ag.
— Nossa mãe gostava do Brian, e hoje gosta do %Sebastian%… Bem que as pessoas falam que o sexto sentido das mães nunca falham. — comentei.
— Sim… No final, nossa mãe sempre teve razão, mas nos deixou trilhar o caminho que a gente queria. — completou Marg — Contrariada, mas deixou.
Disso eu tinha que concordar. Por mais que nossa mãe fosse rígida, às vezes cruel em seus comentários, ela sempre desejou o melhor para nossas vidas. Voltamos para dentro e jantamos todos juntos. Ficou acordado o jantar de ação de graças na casa dos nossos pais. E minha mãe fez questão de me pedir para convidar %Sebastian%. Surpreendente. Seria bom passar aquele dia com eles, já que o natal seria bem longe de NY.
Os dias passaram. Domingo pela manhã, fui surpreendida com %Sebastian% acompanhado de um pinheiro de dois metros, no quintal da minha casa.
— De onde tirou isso? — perguntei quando saí na porta dos fundos e o vi.
— Molly me disse que não tinham uma árvore para o natal desse ano, pois o Carl havia destruído a que tinham no ano passado. — explicou ele — Então, resolvi trazer uma.
— Nem sei o que dizer. — e não sabia mesmo, ele era surreal.
— Me ajuda a levar para dentro? — pediu ele.
— E isso vai caber na minha sala? — perguntei.
— Sim, eu já fiz os cálculos. — ele sorriu de canto.
— Ok, senhor arquiteto. — assenti indo lhe ajudar.
Com algumas dificuldades e ajuda de Joseph, conseguimos instalar o pinheiro ao lado da janela da sala. Ficou realmente perfeito e foi uma motivação para Mollay que correu para o porão a fim de pegar os enfeites de natal guardados. Era louco, pois nem tinha chegado dezembro e ele já havia levado aquela árvore, mas segundo meu namorado, sua família tinha uma leve tradição de montar a árvore na semana do dia de ação de graças.
— Vamos montar agora? — perguntou Molly animada.
— Claro joaninha, foi por isso que eu trouxe. — respondeu Sebastian com um sorriso satisfeito por tê-la deixado contente com a surpresa.
— Eu posso participar também. — Joseph fez uma cara de irmão mais velho ciumento.
— Claro que pode Joe. — ela sorriu — E você também mamãe! É o que as famílias fazem, montam a árvore juntos.
Assentimos e começamos a diversão. Eu não imaginava que %Sebastian% era tão cativante com crianças, menos ainda comunicativo com adolescentes. E nessa altura do dia, já tinha percebido que a surpresa da árvore não era para mim e sim para meus filhos. O vizinho da casa ao lado nem teve trabalho para conquistá-los, mas continuava dedicado a fazê-los sorrir como me fazia. Isso aquecia meu coração mais e mais.
— Ficou linda! — elogiei ao olhar para a decoração feita no árvore.
— Demais. — concordou meu namorado — E agora? O que vamos comer?
— Como assim o que vamos comer? — o olhei confusa.
— Eu ainda não tomei café da manhã. — respondeu ele com tranquilidade.
— Panquecas! — gritou Molly em euforia.
Assenti para eles e arrastei todos para cozinha comigo. Outro momento de diversão ao puxar Joseph como meu assistente e ver Molly e %Sebastian% sentados nos observando preparar o café. Sim, pela primeira vez em muito tempo o sentimento de família feliz tomou conta de mim. E curiosamente %Sebastian% tinha uma grande importância nisso.
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— Senhor… Agradecemos por nossa família e amigos, por este dia tão abençoado e por sempre o Seu amor reinar em nosso lar. — disse meu pai ao fazer a oração de agradecimento, com todos assentados à mesa — Agradecemos também pelo alimento e que nunca venha nos faltar. Amém!
— Amém! — dissemos todos juntos.
— Que bom que pode vir %Sebastian%. — comentou minha mãe com um sorriso contente — Achei que deixaria %Nalla% vir sozinha com as crianças, mas também não seria a primeira vez.
Começou. Soltei um suspiro fraco e sem paciência para as alfinetadas dela. %Sebastian% carinhosamente segurou em minha mão pousada em cima da mesa e sorriu para mim.
— No que depender de mim, ela nunca estará sozinha. — ele manteve o olhar em mim, intenso e profundo.
— Era exatamente isso que eu queria ouvir. — disse minha mãe, ao esticar o braço e indo servir o prato do meu pai — Mark deveria estar aqui para aprender com o namorado de sua irmã.
— Acho que nem assim ele aprenderia. — Margareth deu de ombros — E ele não tem feito nenhuma falta mesmo.
— Só disse a verdade. — minha irmã serviu o prato do filho.
Minha mãe tinha feito alguns pratos especiais devido a nova dieta de Jacob.
— Meu jovem, Molly me contou sobre a tradição da árvore da sua família. — disse meu pai a %Sebastian% — Achei interessante e engraçado montarem antes do dia de ação de graças.
— Sim, é uma tradição dos meus antepassados. — disse ele confirmando — Os irlandeses são muito ligados a tradições.
— Sua família é irlandesa? — minha mãe o olhou admirada.
— Metade. — respondeu — Meus avós maternos são irlandeses, já a família do meu pai é britânica.
— Isso explica seu cavalherismo. — comentou Margareth sem nenhuma vergonha.
— Sim, britânicos são mesmo uns lordes. — concordou minha mãe.
— Hum… Elogiando tanto assim, ficarei com ciúmes. — brincou meu pai.
— Oh querido, sabe que você sempre será meu eterno gentleman. — minha mãe sorriu para ele com um brilho no olhar.
Era lindo o amor dos dois. Me espelhava bastante no casamento deles, pois com tantas diferenças, ambos conseguiram conquistar um relacionamento sólido e de respeito mútuo. O amor ainda ardia dentro deles e pelo olhar de um para o outro, a paixão também.
— Vovó, o frango está uma delícia. — disse Molly, voltando a atenção para ela — Melhor que a da mamãe.
— Traidora, agora todo mundo cozinha melhor que eu? — a olhei me fazendo de ofendida.
— Desculpa mamãe, mas não é todo mundo, só a vovó e o %Sebastian%. — continuou minha filha, me deixando ainda mais envergonhada.
%Sebastian% ao meu lado segurou o riso e piscou para Molly.
— %Sebastian%? — minha mãe o olhou — Agora fiquei surpresa e curiosa.
— Se quiser, cozinho para os meus sogros, se eu passar no teste poderei me casar com a filha de vocês? A Molly já deixou. — brincou ele, lançando um sorriso sugestivo para mim.
— Eu já adianto que gosto de comida apimentada. — disse meu pai segurando o riso.
— Sou muito bom em gastronomia coreana, eles amam uma pimenta na comida. — disse %Sebastian% seguro de suas habilidades.
Isso que deixou boquiaberta.
— Isso é que é um genro de verdade. — disse minha mãe ao lançar seu olhar para Marg — E por falar em genro de verdade, eu cruzei com seu amigo de infância do supermercado ontem.
— Meu amigo?! — Marg se fez de desentendida.
— Brian. — esclareceu ela — Ele está muito bonito, cresceu bem, e continua um cavalheiro como %Sebastian%, me deu carona e ajudou a trazer as compras para dentro.
— O Brian?! — Marg desviou o olhar para mim discretamente.
Minha irmã parecia com medo do que viria a seguir.
— Ele mesmo, Brian Sollary. — confirmou nossa mãe com um olhar tranquilo — Fiquei surpresa quando ele me disse que ainda estava solteiro por não achar ninguém a altura da minha filha mais velha.
— Nossa. — Marg tentou disfarçar sua reação.
— Agnes, não comece, nossa filha é casada. — alertou meu pai com seriedade.
— Eu sei, só estou dizendo o que ele mesmo me contou, sabe que não aumento em nada. — minha mãe o olhou.
Isso era verdade. Por mais que não parecesse, ela odiava fofocas inventadas.
— E consegui ver no olhar dele que ainda é apaixonado por nossa filha. — ela soltou um suspiro — Que pena que foi o Carl o traidor e não o Mark, assim Margareth estaria divorciada, se bem que foi um alívio para %Nalla% ter descoberto as amantes daquele sujeito, assim agora eu tenho um genro decente.
— Mãe?! — tanto eu como Margareth a repreendemos.
— E eu falei alguma mentira? — nossa mãe nos olhou.
%Sebastian% começou a rir juntamente com Joseph. O que me fez morrer de vergonha, e minha irmã também. Que nossa mãe não tinha papas na língua tudo bem, mas que ela pensava isso sobre o casamento de Margareth era impressionante. Seguimos com o jantar, com meu pai se desculpando a todo momento pelos assuntos malucos que minha mãe jogava na roda. E com %Sebastian% e deixando-a sem reação em todas as vezes que ela me criticava.
Assim que voltamos para casa, deixei Sebastian na sala e levei Molly para o quarto. Tanto ela quanto Joseph pareciam bem cansados. Dei um beijo de boa noite em ambos e desci as escadas. %Sebastian% me esperava na porta que dava para a cozinha. Seu olhar tinha um brilho incomum, e no canto do rosto um sorriso singelo e discreto.
— Obrigada por ter ido ao jantar, e desculpe pelos comentários da minha mãe. — disse ao me aproximar dele.
— Não se desculpe, é estranho, mas consigo perceber que ela te ama. — ele tocou em minha face — Está preocupada com sua irmã?
— É tão visível assim? — perguntei de volta.
— Sim, todos os seus olhares e expressões, consigo ler todos. — ele deslizou seus dedos até meus lábios — Sei até mesmo quando quer um beijo meu.
Eu não tive nem mesmo tempo de argumentar. Ele me beijou com suavidade, envolvendo seus braços em minha cintura. De doce, seu beijo começou a ficar ousado e malicioso.
— Neste dia, e em todos os outros, agradeço a Deus por ter entrado em sua vida. — sussurrou ele, ao manter nossos rostos colados — Eu te amo, %Nalla%.
Eu não conseguia reagir a isso. Somente sentia meu coração acelerar.
É como se eu não conseguisse respirar, desde meu nascimento até agora...
É a minha primeira vez sentindo algo assim,
Meu cérebro e pensamentos estão preenchidos por você,
Preenchidos pelas suas expressões e suas risadas.
- My Answer / EXO