Moonlight


Escrita porPams
Editada por Natashia Kitamura


21 • Filhos

Acordei aos poucos, sentindo um feixe de luz entrar pela janela e atingir meus olhos. Me espreguicei de leve e olhei para o lado. Havia uma rosa vermelha em cima do travesseiro com um bilhete. Achei estranho a princípio, até que me lembrei da noite passada que iniciou com um beijo apaixonado do vizinho. Meu rosto corou de vergonha ao me lembrar dele dizendo que Alexia era sua irmã mais nova. Como eu não pensei nessa possibilidade. Em algumas vezes ele havia mencionado sobre ela, mas nunca a chamado pelo nome, mas sim pelo apelido carinhoso de irmão coruja.
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  — Meu coração ainda acelera por você, senhora vizinha.  —sussurrei ao ler, me derretendo toda na cama.
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  Eu surreal acreditar naquilo que acontecia. Em um súbito rompante, eu me vesti meu casaco, por cima do pijama, pois foram as primeiras coisas que apareceram em minha frente. E segui até o apartamento ao lado. Precisa realmente conversar com ele num tom formal e me desculpar por meus pensamentos perturbadores que resultaram naquela noite. Além de agradecer pela rosa.
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  — %Nalla%?! — disse ele, surpreso ao abrir a porta — Veio tomar café da manhã comigo?
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  — Bem… — eu não havia planejado isso, mas… — Eu vim agradecer pela rosa.
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  — Aceitaria tomar café da manhã comigo? — ele abriu um largo sorri.
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  Assenti com a cabeça e entrei em seu apartamento. Assim como a casa ao lado em meio antigo endereço, o lugar estava em plena desordem que qualquer reforma traz ao ambiente. Caixas de revestimentos empilhadas próximo a janela, móveis desmontados no canto ao lado do corredor para os quartos, e o olhar observador de %Sebastian% para mim.
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  — Estou começando a achar que você tem fetiches por reformas. — comentei segurando o riso — A considerar o fato de sempre fazê-las sozinho.
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  — Eu ainda estou esperando por Cedric para resolver a parte elétrica e hidráulica. — brincou ele, se aproximando de mim e segurando em minha cintura — Troco todas as reformas por você.
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  Eu deveria levar aquilo como uma declaração de amor? Sim, deveria. Sorriu com timidez e erguendo um pouco meu corpo, iniciei o beijo desta vez, sentindo-o aproximar ainda mais nossos corpos.
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  — Hum… — uma voz soou do corredor interrompendo nosso momento, era Alexia — Bom dia casal.
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  Seu sorriso malicioso no canto do rosto. Brevemente desviei meu olhar dela, para o homem que surgiu atrás, abraçando-a por trás.
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  — Esta é a garota do %Sebastian% que me falou?! — perguntou o homem.
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  Garota?! Do %Sebastian%?
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  — Sim, minha cunhada. — ela riu baixo — Desculpa por te fazer achar que eu era namorada dele.
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  Olhei para %Sebastian% envergonhada.
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  — Você contou a ela? — perguntei.
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  — Não precisou contar, seu olhar dizia tudo. — respondeu ele, segurando o riso.
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  — Você é uma pessoa bem expressiva. — revelou ela dando um sorriso meigo.
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  — Vamos ao café?! — perguntou %Sebastian% ao pegar em minha mão e me puxar para perto da mesa.
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  Nos sentamos à mesa e começamos a saborear as panquecas que o vizinho havia preparado. Foi divertido ouvir Alexia contar sobre todas as vezes que se fez de namorada do irmão para atiçar ciúmes nas suas pretendentes. Era maldoso de sua parte e não imaginava como ela poderia achar graça nisso. Meu coração ficou tão apertado quando a vi tão intimamente próxima dele naquele dia, e me senti tão mal por isso. Minha cunhada era mesmo maldosa… Espera, eu disse cunhada?
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  — Agora estou curiosa para conhecer seus filhos. — disse Alexia toda animada.
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  — Você é realmente louca com crianças, né? — Dominic, o namorado dela a olhou.
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  — Não se preocupe querido, pretendo ser mãe só depois da aliança no meu dedo. — assegurou ela — Além do mais, minha carreira profissional só está no começo.
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  — Isso me alivia. — brincou ele, nos fazendo rir.
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  — É bom ter filhos, às vezes emocionante e às vezes preocupante. — admiti segundo minhas experiências — Mas quando cresce, você fica com nostalgias ao se lembrar das travessuras da infância.
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  — Está com saudades do Joseph? — perguntou %Sebastian% — Molly me contou sobre a ida dele para Seoul.
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  — Sim, suas aulas já iniciaram lá e meu coração só aperta com isso. — respondi.
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  — Dois filhos, mais velha, fico me perguntando como a mamãe reagiu a sua ida para Los Angeles no natal. — Alexia voltou seu olhar curioso para o irmão — Mas vendo o olhar do %Sebastian%, já imagino como foi.
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  — Vocês são muito bons em ler expressões das pessoas. — observei bem.
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  — Eu ainda estou aprendendo com meu irmão. — disse ela.
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  — Não se preocupe %Nalla%, a senhora Bridget também não gosta de mim. — revelou Dominic em risos — Principalmente depois de me encontrar no quarto da filha sem roupas.
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  — Vocês foram imprudentes e Alexia ainda era menor de idade, achou mesmo que minha mãe iria simpatizar com você? — %Sebastian% o olhou com seriedade — Ainda mais sendo mais velho que ela?
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  — Só faltava dois meses para eu fazer 18 anos. — argumentou Alexia.
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  — Ainda sim, como mãe eu também ficaria apreensiva com a situação. — disse a ela, me colocando no lugar de sua mãe — Imaginar uma cena assim acontecendo com a Molly ou com o Joseph…
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  %Sebastian% me olhou e sorriu de canto. 
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  Ao dar a próxima garfada, comecei a me sentir estranha e no rompante, me levantei e corri até o banheiro. Coloquei pra fora tudo que havia comido no café da manhã e no dia anterior quase. Me levantei e lavei o rosto sem entender o que estava acontecendo comigo. Talvez por estresse no trabalho, ou ansiedade causada pela aproximação do vizinho. Havia N motivos para me deixar com mal estar, principalmente minha rotina alimentar que andava a desejar.
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  — Está tudo bem? — perguntou %Sebastian% ao aparecer na porta do banheiro.
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  — Sim. — assentiu ao secar meu rosto e olhá-lo — Eu estou bem sim, vou pra casa.
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  Eu passei por ele na porta, porém fui parada.
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  — Alexia me disse que passou mal na redação. — disse ele, com o olhar sério.
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  — É só estresse do trabalho, nada como uma boa noite de sono e alimentação saudável. — assegurei a ele — Vou para a porta ao lado, ainda tenho responsabilidades com meu trabalho.
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  — Tire o dia de folga para descansar. — aconselhou ele, erguendo a mão e acariciando minha face — Ou terei que forçá-la a isso, ainda tenho o número da Sophie.
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  — Não se preocupe, dr. Vizinho, vou me cuidar. — sorri de leve e me afastei dele.
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  Segui para meu apartamento e caminhei até o banheiro. Tomei uma ducha quente para relaxar o corpo e ao voltar para o quarto, peguei meu celular e mandei uma mensagem para redação. Como era sexta-feira, poderia trabalhar em casa nesse dia. Voltei para cama e me deitei um pouco, rendendo novamente meu corpo ao sono. Parecia estar mesmo muito cansada. Ao acordar, ouvi o barulho alto da televisão na sala, achei estranho minha filha estar em casa, afinal o combinado era ela ficar na casa dos meus pais até domingo. 
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  Me levantei e colocando um suéter de crochê, segui para sala e avistei Molly vendo Madagascar na Netflix. Logo senti um cheiro gostoso vindo da cozinha e me deparei com %Sebastian% cozinhando, de forma tranquila e serena como se estivesse em sua própria casa. Meu coração acelerou de imediato.
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  — Conseguiu descansar?! — perguntou ele, mantendo a atenção no fogão.
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  — Sim. — respondi.
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  Logo minha filha olhou para trás e me viu. Abrindo um largo sorriso, ela parou o desenho e veio ao meu encontro.
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  — Mamãe! — ela me abraçou e me deu um beijo na bochecha.
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  — Olá joaninha. — sorri para ela — O que faz aqui? Não disse que queria ficar com o vovô e a vovó?
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  — Mudei de ideia, e pedi ao vovô para me trazer. — respondeu ela — Ah, contei à vovó sobre o %Sebastian% ser nosso vizinho de novo.
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  — Sua fofoqueira. — sussurrei a ela — Agora dona Agnes não vai me deixar em paz.
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  — Ela disse que a vida tem sido muito generosa com a senhora. — Molly riu — O %Sebastian% não vai embora dessa vez, não é?!
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  O olhar esperançoso da minha filha fez meu coração se apertar. Voltei meu olhar para o vizinho, que também mantinha seu olhar em mim.
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  — Real até quando ele quiser. — disse mantendo o olhar nele.
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  As horas se passaram, %Sebastian% havia preparado nosso jantar. Segundo ele, sua preocupação com minha saúde não o deixou se concentrar na pintura do seu quarto. Então, quando viu a chegada de Molly com meu pai, se ofereceu para cuidar de nós duas. Já imagino os surtos da minha mãe ao saber disso. Logo após, me despedi dele na porta com um beijo caloroso. Ao fechar a porta, olhei para minha filha que mantinha um sorriso bobo no rosto.
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  — Quando ele vem morar com a gente? — perguntou ela.
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  — Eu… Molly?! Não é tão fácil quanto parece. — me sentei ao seu lado, mantendo o olhar compreensivo — Eu e o %Sebastian%… Essas coisas não funcionam assim.
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  — Vocês não voltaram? — indagou ela.
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  — Não sei dizer… Acho que podemos nos classificar como amigos. — assegurei a ela — Joaninha, eu sei que gosta dele e acho lindo o carinho que ele tem por você e pelo Joe, mas o %Sebastian% morar com a gente, é uma mudança muito grande. E sabe que eu me importo muito com a opinião de vocês.
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  — Quer saber se eu estou pronta para ter outra família? — perguntou ela — E um novo pai?
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  — Se eu voltar a ter um relacionamento com o %Sebastian%, ele será seu padrasto, desta vez de verdade. — continuei — Você está pronta para isso?
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  Como da última vez havia acontecido tudo tão rápido, que não tive tempo para conversar com meus filhos sobre o assunto e saber se estavam confortáveis com a ideia da mãe namorando. Mas agora, com Joseph longe e sabendo sua opinião sobre tudo, eu precisava confirmar com a joaninha também.
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  — Estou pronta pra te ver sorrindo de novo, mamãe. — ela sorriu de leve e se aninhou em meus braços — A senhora nunca sorriu assim com o papai.
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  Eu comecei a acariciar os cabelos dela. 
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  Realmente nunca havia me sentido tão feliz e segura antes, menos ainda desejada e amada de uma forma tão intensa. Na manhã seguinte, recebi uma mensagem de Sophie, pedindo por um dia de sorvete no parque. Para ela pedir algo assim, certamente era algo sério. Levei Molly comigo para se divertir um pouco, e enquanto minha filha brincava sozinha com seu frasco de bolhas de sabão, eu conversava com ela, sentadas em um banco.
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  — O que aconteceu agora? — perguntei a ela, com gentileza.
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  — Preciso de um ombro amigo e um conselho. — respondeu ela, tomando a cabeça no meu ombro — Preciso do seu lado mãe agora.
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  — O que aconteceu? Mais uma briga com a sogra?
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  — Não, a velha não nos perturba mais, Will deu um basta nela. — ela soltou um suspiro fraco — É outra coisa.
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  — O que?
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  — Will me fez uma proposta, e eu estou em surtos internos agora. — contou ela.
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  — Que proposta?!
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  — Adotarmos uma criança. — disse ela.
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  — Sério?! — a olhei admirada — Sophie, adotar é tão bonito quanto ter de forma biológica.
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  — Foi o que ele me disse, mas eu ainda estou em surto %Nalla%. — ela manteve um olhar assustado — Eu não queria ter filhos e quando me abro pra isso, descobri que não posso tê-los, quando eu finalmente aceito, Will me propõe isso…
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  — E o que tem de errado? — perguntei a ela — Está com medo, não é?
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  — Eu não me vejo pronta para ser mãe, não de uma pessoa que já tem uma vida antes de mim, eu nem me entendo às vezes, imagina um adolescente. — o olhar ficou ainda mais apreensivo.
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  — O Will quer adotar um adolescente? — agora eu fiquei preocupada — Assim de cara?
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  — Ele me levou até uma assistente social há dois dias, conversamos e ela contou sobre o grande problema de conseguir adoções para crianças acima de 12 anos, de imediato Will mostrou interesse em uma jovem. — contou ela — O nome dela é Florence, e segundo meu marido, ela o lembra uma prima que perdeu na infância.
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  — É uma grande responsabilidade adotar um adolescente. — assegurei a ela.
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  — Sim… E eu já não me vejo preparada para isso, imagine com mais duas crianças na bagagem.
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  — Como assim mais duas crianças? — meu olhar ficou mais sério.
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  — Florence tem mais dois irmãos, um de oito e uma de cinco anos. — explicou ela, segurando o tom de desespero — Olha para mim, inexperiente, não sei nem fazer um macarrão instantâneo sem queimar a água, como posso ter mãe de três ao mesmo tempo? E não podemos separá-los.
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  Por aquela notícia eu não esperava. Menos ainda tinha alguma ideia de como acalmá-la.
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  — Nem sei o que dizer. — sussurrei estática ainda.
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  — Will está tão radiante com a ideia, principalmente depois que descobrimos a história dos três irmãos… Mas eu, só consigo surtar com tudo. — desabafou ela — Não quero jogar um balde de água fria nele.
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  — E como estão agora?
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  — Ele disse para eu pensar e lhe dar a resposta até a próxima sexta. — respondeu ela, jogando o corpo para trás e olhando o céu — Eu comecei meu curso de aperfeiçoamento a pouco tempo, já tenho tantas coisas na cabeça, se eu optar por ser mãe, quero fazer isso direito.
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  Eu estava orgulhosa pelas palavras da minha amiga. 
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  Conversamos por mais algum tempo, até que ela me chamou para almoçar em sua casa, claro que a cozinheira seria eu, mas seria divertido. Por mais que Sophie não se sentisse responsável e capaz o bastante em adotar duas crianças e uma adolescente ao mesmo tempo, conseguia ver no fundo do seu olhar o desejo de se esforçar para isso. Realizar o sonho do marido de ser pai e ao mesmo tempo dar uma segunda oportunidade para os três irmãos, assim como ela teve no passado. Apesar dos pais adotivos de Sophie terem morrido, assim como os biológicos, o pouco tempo que passou com eles foram anos de alegria e aconchego para ela. 
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  Os dias foram se passando e mais algumas vezes eu tive mal estar. 
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  Já começando a ficar preocupada, marquei uma consulta com minha médica. Eu já tive caso de anemia na infância, com o corre corre da minha nova realidade atrapalhando meus horários de almoço, seria bom checar que não estou mesmo doente. Terça pela manhã, recebi uma ligação da mãe de Carl, perguntando se ele havia entrado em contato comigo. Fiquei intrigada com sua pergunta, e finalmente reparei que desde o jantar dos amigos eu não tinha uma notícia dele, nem mesmo para passar um dia com a filha. Então pensei em investigar mais a fundo. Segui antes da redação para o banco e puxei todos os depósitos das contas dos nossos filhos. Descobri que havia três meses sem nenhuma entrada da pensão do Carl. Era estranho isso, pois o pagamento era descontado direto do seu salário pelo escritório onde trabalhava.
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  — Mike. — disse ao me aproximar da mesa, onde ele me aguardava — Obrigado por vir.
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  Havia marcado uma reunião com ele no Liberdad Café, na quinta à tarde.
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  — Fiquei surpreso quando recebi sua mensagem. — disse ele, estendendo a mão para que me sentasse.
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  — Já tem um tempo desde a última vez, não é?! — me sentei na cadeira em frente a ele.
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  — Bem, o que me trás aqui? — perguntou ele.
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  — Serei direta, os pais do Carl ligaram para mim e não possuem nenhuma notícia dele. — expliquei a ele — Quando tentei contactá-lo, descobri que os pagamentos da pensão das crianças estão atrasados em três meses, achei estranho pois o próprio escritório fazia.
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  — Sim, o departamento financeiro cuida desses assuntos, mas somente quando se é um funcionário. — explicou Mike me olhando confuso — Carl foi afastado e demitido do escritório há três meses. Você não sabia?
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  — Não, já tem um tempo que não o vejo. — por essa eu não esperava — Mas, por qual motivo ele foi demitido? Carl se gabava de ser o funcionário do ano.
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  — Se você denomina alguém capaz de fraudar, desviar dinheiro e aceitar subornos como o funcionário do ano, o Carl seria o melhor. — ele escondeu a satisfação nas palavras, mas senti o tom de deboche — Seu ex marido desviou muito dinheiro do escritório, além de outros tipos de fraude e desonestidade.
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  — Eu achando que não iria me surpreender mais com ele, estou em choque e envergonhada por meus filhos. — disse a ele.
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  Internamente aliviada por não estar mais associada ao Carl.
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  — E o que aconteceu com ele depois? — perguntei.
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  — Bom, Carl está sendo investigado e não pode sair da cidade, pelo que sei ele ficou detido por alguns dias e não sei como conseguiu pagar fiança para sair. — continuou ele com os detalhes — Ele foi abandonado pela Solar, então não entendo de onde saiu a grana.
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  — Solar? — logo me lembrei da cena de Carl se atracando com ela em sua antiga sala, um embrulho veio em meu estômago por isso, seguido de nojo e repulsa — Ela deixou ele?
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  — Mais do que isso, ela traiu ele com um cliente e o deixou depois. — Mike riu alto agora — Parece que ele recebeu o troco e sem você saber.
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  — Acredite Mike, não desejo traição nem para o meu pior inimigo, mas o Carl só colheu o que ele plantou. — assegurei meus pensamentos sobre o assunto.
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  — Isso é verdade. — concordou ele.
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  Parei por um momento, imaginando como daria essa notícia aos meus filhos. Saber das coisas erradas do pai, e que ele já havia sido preso correndo o risco de voltar à prisão. Era muita coisa para absorver e entender, principalmente para Molly. Seria errado da minha parte estar aliviada por minha filha gostar mais da ideia de ter %Sebastian% como pai, que o próprio Carl? Acho que não.
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  — Eu preciso voltar à redação agora, muito obrigado por ter vindo.
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  — Eu tenho lido o seu jornal online. — comentou ele.
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  — Sério? Ele é inteiramente voltado para o público feminino. — sorri de leve admirada.
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  — Por isso mesmo, é interessante olhar as coisas na perspectiva feminina, quem sabe assim eu consiga entender melhor vocês. — brincou ele.
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  Agradeci novamente a ele pelas explicações e segui para a redação. Ainda tinha uma reunião com as meninas sobre a próxima matéria de destaque do jornal. Após o sucesso do artigo sobre as damas da Casa Branca, nossa próxima missão era falar sobre as grandes vozes de influência da música. Hill pareceu bastante empolgada, pois amava falar sobre música com todos e já tinha mulheres de peso para sua lista que seguia de Anita Baker a Beyoncé.
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  — Ok meninas, por enquanto é isso, amanhã é sexta, dia de trabalhar em casa para quem optar por isso. — disse a todas, ao me levantar da cadeira na sala de reuniões — Quero que se empenhem ao máximo por isso, essa matéria vai concorrer ao prêmio anual de jornalismo, se precisarem de alguma coisa, temos os contatos que a Genevieve me passou.
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  — Não se preocupe chefinha, vai dar tudo certo. — disse Lizzi empolgada.
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  — Conto com vocês meninas. — disse a elas orgulhosas — Vejo vocês na próxima semana.
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  Todas se retiraram e Alexia se aproximou de mim.
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  — Tudo bem cunhada? — perguntou ela, enquanto juntava suas folhas de anotação.
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  — Sim, quer uma carona para casa? — ofereci.
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  — Vou aceitar, Dominic vai ter que fazer hora extra hoje no restaurante. — aceitou se explicando.
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  — Ele trabalha em um restaurante? — indaguei.
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  Não sabia muito sobre seu namorado.
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  — Sim, ele faz gastronomia. — respondeu jogando suas coisas dentro da bolsa.
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  — Vamos lá. — disse, pegando minha bolsa também.
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  Seguimos no meu carro até o prédio. Assim que chegamos em frente a porta, me senti meio zonza novamente. Com a pressão baixa.
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  — %Sebastian%. — gritou ela ao me amparar.
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  — O que houve… — ouvi ele dizer, assim que a porta se abriu — %Nalla%?! 
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  Logo senti suas mãos me amparando também, me pegando no colo. Mantive meus olhos fechados, pela tontura.
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  — Alexia, fique com a Molly, eu vou levá-la ao hospital. — ouvi a voz de %Sebastian%, sentindo seu doce perfume e me aninhando a ele — Vai ficar tudo bem %Nalla%.
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  Eu me sentia segura ali, nos seus braços sendo cuidada por ele.
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Seu coração que costuma ser forte se torna frágil quando eu estou magoado
Silenciosamente pegue minhas mãos, silenciosamente me abrace,
Eu apenas desejo esses pequenos confortos
Você não sabe do meu coração, que sempre quer fazer mais por você.

- No Other / Super Junior

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