Vincere


Escrita porHatakesaturn
Revisada por Lelen


Capítulo 35

Tempo estimado de leitura: 28 minutos

%Pietra% Perroni

  O cheiro era de terra úmida, eu olhava para a sepultura que tinha sido cavada, o céu estava nublado, nuvens carregadas de chuva acima de nós apenas esperando o seu momento para derramar água. Parecia que o universo também lamentava a morte de Luna, assim como eu e minhas irmãs que seguíamos de mãos dadas, esperando o padre terminar de falar e aguardando o momento do enterro. Eu nem sequer estava ouvindo o que ele falava, meu corpo parecia fraco demais, anestesiado era a palavra, tinha a sensação que a qualquer momento eu desmaiaria. Nós três dormimos juntas nos últimos dois dias, sempre com ajuda de um remédio para dormir, foi o único jeito de descansarmos. Mal tínhamos comido, apenas ficamos juntos durante todo o tempo, compartilhando aquela dor que parecia rasgar o peito. Luna tinha uma vida inteira pela frente e pela minha falta de confiança em acertar aquele tiro, sua vida foi ceifada em minha frente.
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  Acordei dos meus pensamentos quando %Matteo% me abraçou de lado e beijou minha têmpora. Levantei a cabeça percebendo que o silêncio se fazia presente e através das lentes dos meus óculos escuros, vi meu pai deixar a rosa vermelha, característica em nossos funerais, em cima do caixão. Vi Beatrice beijar a rosa em sua mão e também deixar na madeira, em seguida Giulia fez o mesmo, tirando também o anel que ela e Luna usavam como símbolo de sua irmandade e deixou junto da flor. Dei dois passos chegando em frente ao caixão e fechei os olhos sentindo as lágrimas descerem sem qualquer dificuldade. Beijei a rosa e coloquei na madeira, passando a palma em cima dele também.
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  — Mi dispiace, sorellina (Me desculpe, irmãzinha) — disse baixo, com pesar.
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  %Matteo% também deixou sua rosa e então me puxou pela mão, caminhamos lentamente em direção ao nosso carro, onde o soldado já estava no volante, aguardando. Durante todo o caminho pra casa eu mantive meus olhos na janela, eu nem queria pensar, queria simplesmente voltar no tempo e fazer diferente. Era sufocante sentir aquela culpa. Assim que o carro estacionou em frente à mansão eu desci, entrei em casa e o silêncio me abraçou. Segui caminho para o meu quarto, assim que passei pela porta sentei na minha cama e joguei os óculos escuros em cima do edredom. Respirei fundo e soltei o ar com força, como se aquilo fosse tirar o peso dos meus ombros. Cruzei as pernas e tirei meu sapato, fazendo o mesmo com o outro e então vi %Matteo% escorado no batente da porta.
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  — Você está bem?
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  — Impossível estar bem…
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  — Eu sei, só queria ter a certeza de que não há nada que eu possa fazer.
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  — Se você não tem uma máquina do tempo, não, não tem nada que você possa fazer. — Levantei da cama e caminhei até o meu banheiro, me pus diante do espelho e peguei um disco de algodão, colocando demaquilante nele para poder tirar a maquiagem que fiz pra esconder as olheiras fundas em meus olhos.
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  — Fizemos o que podíamos, %Tita%, não faça o que eu sei que está fazendo. — Ele se aproximou de mim e massageou meus ombros, fazendo eu parar de passar o algodão em meu rosto e fechar os olhos. — Eu sei que dói, eu, mais do que ninguém, sei disso. Falhei com todas vocês.
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  — Eu podia ter evitado… Eu podia… — Minha voz embargou com o choro que insistia em querer sair.
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  — Essa dor vai passar, eu prometo. — %Matteo% segurou na minha cintura e me virou para si, olhando em meus olhos com carinho.
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  A pior parte era ter que seguir minha vida sem ela. Quando perdemos alguém nos damos conta de que não somos nada perante o mundo. Os dias ainda vão passar, sua família ainda vai trabalhar pela manhã, assim como os anos passarão e você será esquecido em algum momento. Todos choram a nossa morte, mas ninguém morre com a gente. A grande verdade era que eu sabia que passaria e talvez esse fosse o meu maior medo, eu não queria esquecer minha irmã, não queria esquecer seu rosto, seu sorriso, suas manias e a sua voz. Luna era vida, deveria ser proibido termos que lidar com sua morte.
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  — Engraçado é que nunca me preocupei, sempre achei que morreria primeiro. — Ri sem qualquer humor abaixando a cabeça.
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  %Matteo% afastou meu cabelo para trás da orelha e então levantou meu rosto pelo queixo para encará-lo. Senti seus lábios nos meus, macios e leves, um beijo carinhoso, que fez com que eu me sentisse um pouco melhor. Fechei os olhos e uma lágrima teimosa rolou por minha bochecha, fazendo eu limpá-la rapidamente.
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  — Presenciar o que eu presenciei só me fez ver o quanto eu não posso garantir que nada aconteça, mas se depender de mim, vou sempre proteger vocês com a minha vida. — Virei pro espelho novamente e o encarei séria pelo reflexo.
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  — Você já fez isso antes e eu não gostei da sensação. — Segui retirando a maquiagem do meu rosto.
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  — Me desculpe, cariño.
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  — Temos soldados o suficiente para nos proteger, agora você é o Don, aja como tal.
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  — Logo você dizendo isso pra mim?
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  — É a realidade, não? Temos que seguir com as obrigações. — Engoli o choro mais uma vez e mantive minha expressão impassível. — Alguma novidade de como Luca se infiltrou na mansão?
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  — Estou dando tempo ao tempo, Giulia precisa respirar um pouco.
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  — Precisamos descobrir se tem mais algum traidor.
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  — Nós também precisamos respirar um pouco… — Ele me abraçou por trás e beijou meu pescoço colocando a cabeça apoiada em meu ombro e em seguida olhando em meus olhos pelo reflexo do espelho. — Sinta o luto, %Pietra%, faz parte da vida aceitarmos que às vezes precisamos apenas sofrer.
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  — Não me parece algo útil ficar sofrendo no meu quarto enquanto não matarmos todos os responsáveis pela morte da Luna. — Senti minha voz embargar, eu não queria chorar, não queria mais ser fraca.
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  — Seja paciente. — Ele se colocou ao meu lado e me virou pra ele, senti seu polegar acariciar minha bochecha, mordi meu lábio com força, fechando os olhos me controlando pra não cair em prantos. — Eu não quero que você se sinta no dever de ficar forte, perdemos nossa irmã, está tudo bem cair… eu estarei aqui todas as vezes pra te levantar. — Abri os olhos e o encarei com ternura.
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  — Eu… a verdade é que eu não sei seguir faltando um pedaço meu, %Matteo%, minhas irmãs são meu mundo e me sinto incompleta sem a Luna. — Lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto e então ele me puxou para seu peito, fazendo com que eu me entregasse àquele choro angustiante e segurasse com força em sua camisa. — Dói tanto…
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  — Eu sei…
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[...]

  Eu simplesmente deitei ali na grama, sozinha, apreciando a lua cheia no céu e tentando lidar com aquele espaço vazio que ainda parecia estar presente em meu peito. Théo deitou logo em seguida com a cabeça em minha coxa, ele era um companheiro e tanto, não tinha me deixado sozinha em nenhum momento que fosse, então realmente, eu nunca estava sozinha. Seria até desrespeitoso falar isso quando tinha a companhia do meu cachorro leal que estava sempre presente. Respirei fundo e fechei os olhos, aproveitei a brisa fresca que corria pelo meu corpo e arrepiava cada poro meu, não chegava a estar frio, mas a temperatura já dava indício de baixar nos primeiros dias do outono. Senti que algo se aproximava e virei a cabeça de lado, vendo Beatrice me olhando esquisito.
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  — Tá tudo bem, %Tita%?
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  — Sim, só aproveitando o jardim. — Ela pareceu pensar um pouco e sentou-se antes de se deitar também, mantendo a cabeça perto da minha. — O que está fazendo?
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  — O mesmo que você. — Senti ela buscar minha mão e apenas entrelaçamos os dedos. — O céu tá lindo.
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  — Estaria mais se não tivesse tantas luzes. — Passou-se alguns minutos e as luzes do jardim se apagaram. — Mas o que… — Olhei pra cima e vi mais uma cabeça.
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  — Ouvi o seu pedido. — Giulia curvou os lábios com o celular na mão. Fazia algumas semanas que não via ela sorrir.
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  — Obrigada, Sorella. — Sorri e assisti ela deitar junto com a gente, nossas cabeças perto uma das outras e os nossos corpos um pra cada lado. — Posso ser sincera sem julgamento?
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  — Sim — as duas responderam em uníssono.
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  — Eu estou feliz, mas ao mesmo tempo não me sinto no direito de estar.
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  — Não diga isso, %Tita% — Bea foi a primeira a se manifestar. — Eu tenho certeza que a Luna, de onde ela está, quer o seu bem e não ficaria satisfeita com você se proibindo de curtir sua felicidade. Você e %Matteo% merecem isso depois de tanto, %Tita%, se permita.
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  — Preciso concordar com a Bea, ela sempre quis o melhor pra todas nós, morreu nos protegendo, não faça ter sido em vão.
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  — Ainda sinto um buraco em meu peito — disse, sentindo uma lágrima escorrer do meu olho.
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  — Esse vazio vamos sempre sentir, nada vai preenchê-lo, esse lugar é dela, devemos apenas nos acostumar com ele. — Giulia pareceu fria, mas eu entendia o que ela queria dizer, ela mais do que ninguém sentia esse vazio com propriedade. As duas sempre foram conectadas além do que podia ser considerado algo normal, gêmeos tinham esse poder quase sobrenatural. — Temos que seguir, precisamos seguir.
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  — Eu amo vocês, com todo o meu coração. — Busquei a mão da Giulia, que também entrelacei nossos dedos e ela apertou a minha.
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  — Eu também — as duas falaram juntas.
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  Eu precisava parar de pensar no que me faltava e sim no que eu tinha, Bea e Giulia estavam ali, estavam tão em sofrimento quanto eu, porém, ainda estávamos juntas e isso deveria importar ainda mais. Todos estavam sentindo o luto de uma forma, mas seguíamos juntos, apoiando um ao outro.
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[...]

  Acordei em um rompante, meu peito subia e descia pelo pesadelo que já durava algumas semanas, meu cérebro estava me punindo me fazendo ver Luna morrer várias e várias vezes em pesadelos. Olhei para o lado e vi %Matteo% dormindo tranquilamente, respirei fundo e me sentei na cama. Passei a mão pelo rosto antes de levantar e pegar meu robe para vestir. Abri a gaveta da mesa de cabeceira com cuidado para não fazer barulho e peguei a carteira de cigarro e o isqueiro. Assim que cheguei na varanda, peguei um da caixa e o acendi, puxando a fumaça para os meus pulmões. Cruzei os braços em frente ao peito e olhei longe, vendo algumas luzes da cidade ainda acesas.
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  Fechei os olhos e senti algumas lágrimas brotarem, aquela dor conhecida inundava meu peito mais uma vez. Mais uma festa nossa que terminou em tragédia, eu estava começando a odiar festas, principalmente as da máfia. Os dias já tinham se tornado semanas, o clima na mansão estava péssimo, meu pai tinha decidido ficar na Espanha por algum tempo, mas não saía do escritório, nem as refeições que ele tanto prezava por todos na mesa, estava fazendo conosco. Estávamos em um luto doloroso demais pra conseguirmos fazer algo além de sofrer. Nosso inimigo estava morto, era verdade, mas minha irmã também, então era impossível comemorar ou sentir algo além de dor, tristeza e ódio. Doía tanto. Traguei o cigarro novamente enquanto sentia mais lágrimas escorrerem pelo meu rosto.
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  — Cariño… — Virei para trás ao ouvir a voz sonolenta de %Matteo%, ele vestia apenas uma calça fina de tecido e seus cabelos medianos estavam bagunçados. Sorri minimamente olhando para ele, o único que conseguia me deixar melhor durante toda essa tempestade nas nossas vidas. — O que está fazendo aqui fora?
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  — Perdi o sono… — Virei para frente novamente e segui olhando o horizonte. Apaguei o cigarro no cinzeiro que sempre estava ali à disposição e acendi outro cigarro.
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  Senti seus braços em volta do meu corpo e seu nariz em minha nuca, fechei os olhos apreciando o carinho das suas mãos acariciando-me e seus lábios em meu pescoço.
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  — Pesadelo de novo? — perguntou me abraçando de maneira firme e eu apenas assenti. — Já disse pra me acordar quando isso acontecer.
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  — Você estava dormindo tão bem…
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  — Impossível dormir bem sem você ao meu lado. — Ele me virou e me olhou nos olhos, seus dedos deslizaram pela minha bochecha descendo para o maxilar e então seu polegar secou minhas lágrimas. Senti meus lábios serem selados pelos seus logo em seguida, arrancando um curvar de lábios meu.
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  Seus olhos negros voltaram a me olhar com carinho, era incrível estar com alguém que te ama até com os olhos. Ele roubou o cigarro de mim e o tragou, ele deu dois passos em direção ao guarda corpo e virou pra me olhar. Eu sentia uma mistura de emoções, eu e %Matteo% finalmente juntos, assumidos e noivos. Ter ele por inteiro, principalmente na minha cama, era algo que me deixava feliz, nem sabia da capacidade que eu tinha em me sentir tão bem assim. Aquilo era novo. No entanto, sentia que era errado eu estar feliz ou me sentir bem, já que minha irmã estava morta. Eu tentava me libertar da culpa, mas toda vez que eu sentia o mínimo de felicidade, minha mente me repreendia.
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  — É difícil entender tudo que passa aqui dentro. — Passei a mão pelo peito desviando os olhos dos dele.
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  — Quer tentar me contar?
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  — Eu e as garotas tivemos uma conversa reveladora há alguns dias, mesmo que racionalmente eu entenda que eu posso ser feliz, algo em mim ainda me diz que não.
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  — Você acha realmente que a Luna ia querer que você estivesse se culpando? Ela fez o que achou que deveria, poderia ter sido qualquer um de nós.
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  — Eu sei, mas…
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  — Não, %Tita%… — %Matteo% me interrompeu — você não teve culpa, nem você, nem eu e nem Beatrice. — Ele me entregou o cigarro e eu me aproximei para pegá-lo, puxei a fumaça e a soltei em seguida. — Luca matou nossa irmã, a culpa é toda dele, e ele vai ter toda a eternidade no inferno pra pagar por isso.
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  — A morte me parece uma opção boa demais pra ele. — Dei mais um trago no cigarro e soltei a fumaça.
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  — Talvez você tenha razão.
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  — Só queria que essa dor passasse. — Puxei a fumaça novamente, fechando os olhos e então soltei, tentando dissipar aquele sentimento que ainda me perseguia.
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  — O que eu posso fazer pra ajudar?
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  — Queria sentir algo além disso… — não finalizei minha frase ao sentir sua mão acariciar meu braço e descer para a minha mão.
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  — Venha, vamos entrar. — Ele me puxou com carinho.
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  Assenti apagando o cigarro no cinzeiro, %Matteo% foi me guiando e assim que estávamos do lado de dentro, ele se manteve às minhas costas e começou a tirar meu robe enquanto beijava meu ombro, clavícula, pescoço, fechei os olhos sentindo seus lábios descerem mais um pouco enquanto o tecido escorregava pelos meus braços.
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  — Não sei se… — Não fui capaz de terminar a frase com sua mão apertando meu seio, fazendo com que eu fechasse os olhos, aproveitando a sensação gostosa que se instaurava no meu corpo.
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  — Se quiser que eu pare é só pedir, cariño.
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  — %Matteo%…
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  — Hm…? — murmurou enquanto beijava meu pescoço.
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  — Me ama.
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  Encostei a cabeça em seu ombro enquanto suas mãos desciam devagar pela minha barriga, resvalando os dedos de maneira sensual, assim que ele chegou ao final da minha camisola, senti sua mão na parte interna da minha coxa. Ele me virou para si e seus beijos voltaram a subir, pendi a cabeça para trás enquanto seus lábios traçaram um caminho até minha boca, fazendo nossas línguas se encontrarem lentamente, saboreando o gosto um do outro. Eu estava completamente extasiada, não conseguia fazer nada além de respirar e ficar ansiosa pra saber o próximo lugar que ele me tocaria. Sua mão invadiu minha calcinha por trás, devagar, apertando minha nádega, seus dedos resvalaram em minha entrada, mas ele sabia pra onde estava indo, soube disso quando senti a pressão em meu ponto inchado, fazendo com que eu soltasse um gemido.
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  Minhas duas mãos foram para o seu peitoral, acariciando-o com desejo, passei a língua entre meus lábios antes de morder o inferior ao tê-lo me masturbando devagar; torturante. Puxei alguns fios de sua nuca com a mão direita e ele me levantou, colocando-me em seu colo fazendo eu suspirar em seu ouvido. Afastei o rosto para olhá-lo e então o beijei, dessa vez mais afoita, com voracidade, senti o colchão em minhas costas quando caímos na cama sem parar os beijos sedentos. Abracei seu tronco com minhas pernas, minha coxa foi agarrada com força e eu senti sua ereção roçar em meu monte de vênus. Seus lábios desceram para o meu peito e logo ele puxou minha camisola fazendo eu erguer o corpo e os braços para ajudá-lo a tirar. Sua boca voltou ao meu seio, onde ele deixou uma mordida, arqueei a coluna com a mistura de dor e prazer que ondulou em meu corpo.
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  — %Matteo%… — gemi seu nome e vi ele me olhar com sede de algo que só eu poderia dar, mordi o lábio inferior sorrindo.
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  Seus lábios desceram pela minha barriga enquanto uma de suas mãos ainda massageava meu seio esquerdo. Ele lambeu e mordeu minha buceta por cima do tecido, eu me remexia buscando aplacar todo aquele tesão acumulado. Olhei pra baixo e vi ele olhando pra mim enquanto estimulava meu clitóris ainda com a calcinha no meio do caminho e mesmo assim ele me levava à loucura toda maldita vez. Foi assim que gozei, na minha calcinha e eu via pelo sorriso libidinoso que ele adorava o poder que tinha sobre meu corpo, mas eu iria mostrar quem tinha o controle sobre quem.
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  Puxei ele para mim e o beijei, senti meu peito esquentar como nunca antes, cheguei a sorrir entre nossos lábios da felicidade que senti me preencher apenas por estarmos juntos. Rebolei meu quadril, me esfregando contra ele, levei a mão até sua calça do pijama, incitando que o queria dentro de mim. Invertemos nossas posições na cama, sentei bem em cima dele e o vi sorrir de maneira arteira. Eu me apoiava em seu peito e o olhei por completo, aquele homem que eu neguei durante tantos anos, agora era meu noivo, o homem que eu tinha absoluta certeza de que eu queria envelhecer ao lado. Nunca acreditei que fosse possível, mas com ele, eu queria o até que a morte nos separe.
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  Voltei a beijá-lo, as pontas de seus dedos deslizaram pelas minhas costas e suas mãos apertaram minhas nádegas, mordi o lábio dele e sorri arranhando seu peitoral com minhas unhas. Levantei apenas para puxar a calcinha de lado, assim como tirar a calça dele da frente, e a próxima coisa que me atingiu foi um prazer extasiante quando escorreguei em seu pau, que se enterrou em mim, pulsante. Soltei um gemido sussurrado e encarei o teto respirando fundo, sentindo seu pênis latejar dentro de mim. Comecei a rebolar devagar, torturando tanto ele quanto a mim mesma, mas uma tortura gostosa demais para ser interrompida.
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  — Céus, %Pietra%… — Ele apertou minhas coxas que estavam rentes na lateral de seu quadril.
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  Subi e desci uma vez, e ouvir o gemido rouco dele me tirava a sanidade, era tentador demais, eu queria ouvi-lo mais vezes. Subi e desci novamente e dessa vez olhei pra ele e sua expressão sentindo prazer me deixava ainda mais extasiada. Continuei subindo e descendo, mantendo um ritmo lento, gostoso e inebriante. Senti sua mão em minha barriga, logo apertando meu seio e então ele agarrou o meu pescoço. Queria vê-lo, mas o prazer me obrigava a fechar os olhos e soltar gemidos agudos com os movimentos luxuriosos. Sentia meu interior fervendo, os dedos de %Matteo% afundavam em minha carne e eu comecei a aumentar a velocidade, assim como minhas unhas fincaram no peito dele.
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  — %Matteo%, eu vou… — apertei os olhos sentindo meu corpo inteiro retesar — oh, santa madre!
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  — Não para, %Pietra%… — Ele também começou a mexer o quadril, fazendo com que nossos quadris se chocassem com ainda mais força. Sua mão deixou meu pescoço e as duas agarraram meu quadril, cada vez que eu descia ele forçava ainda mais quando eu sentava, empurrando meu quadril pra baixo. — Hmm… — Ouvi seu grunhido e sua expressão de prazer extremo tomar conta e aquilo pra mim foi o estopim, gritei jogando a cabeça para trás ao atingir o orgasmo novamente.
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  Sentia meu corpo quente demais, eu respirava pela boca para conseguir voltar ao normal mais rapidamente, olhei para ele, que estava com os olhos fechados, então deitei em seu peito em seguida. Nossos corações estavam batendo acelerados, sincronizados, ainda tentávamos recuperar o fôlego, senti sua mão acariciando minha nuca, tirando os cabelos das minhas costas suadas para poder passar a ponta de seus dedos também ali. Sorri me sentindo segura, cuidada e principalmente amada. Depois de semanas eu conseguia me sentir bem pela primeira vez.
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  — Eu amo tanto você, %Tita%, você não sabe o quanto. — Seus dedos deslizavam para cima e para baixo em minhas costas e eu sorri fazendo carinho em seu peito.
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  — Eu sei, você tomou um tiro por mim, esqueceu? — falei, brincando.
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  — Tem razão, acho que mostrei o quanto. — Ele riu e beijou o topo da minha cabeça.
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  — Eu também te amo muito… — Olhei pra ele e sorri, pensando no quanto eu era sortuda por tê-lo, até mesmo quando o odiava. — Mas não vou tomar um tiro por você pra provar. — Soltei uma risada e ele me abraçou forte.
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  — Fique comigo para sempre que será prova o suficiente.
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  — Definitivamente esse era o meu plano.
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[...]

%Matteo% Perroni

  — Qual é a do sorrisinho na cara? — Virei para o lado ao ouvir a voz do meu primo.
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  — Não sabia dessa sua nova característica.
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  — Qual? — Ele franziu o cenho.
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  — Fofoqueiro. — Ele fez careta e cruzou os braços. — Vamos ao trabalho? — Sentei na minha cadeira do escritório e suspirei.
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  — Nosso informante me passou as fotos do mandante por trás do Estevan… O problema é que… bom, veja você mesmo. — Ele colocou o tablet em cima da mesa e então eu vi a foto de Luca.
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  Arregalei os olhos, como aquele desgraçado estava controlando tudo por todos os lados e nós não sabíamos? Depois de alguns meses procurando alguma pista de quem mandava a droga pra aqueles quase ainda adolescentes, descobrimos que era o Luca, mais essa agora. Ele estava nos rondando há bastante tempo, Estevan estava na cola da %Pietra% quase que desde que ela assumiu a direção da Fascino, aquilo era ultrajante.
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  — Como ele conseguiu estar tão perto da gente e ninguém saber de nada, Filippo? — Bufei e dei um gole no copo baixo de whisky que eu já estava bebendo. — Carolyn estava dentro da nossa casa, aquela cadela que transava com o cara que confiei minha vida, quase casou comigo! — Alterei meu tom de voz, irritado.
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  — Ele foi astuto, soube manejar tudo para nos tirar o foco do que realmente importava. — Filippo sentou na poltrona do outro lado da mesa. — O importante agora, é saber comemorar a vitória.
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  — Estou me sentindo um idiota, isso sim!
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  — Ter alguém que seja um pouco mais inteligente não é motivo pra nos sentirmos idiotas, afinal, você mesmo matou ele, não?
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  — Sim, mas…
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  — Não tem “mas”, primo — ele me interrompeu e deu um sorriso presunçoso —, saiba o momento de parar e aceitar, no fim, os Perroni ganharam a guerra.
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  Comemorar a vitória parecia algo tão errado depois que perdemos a Luna, essa vitória tinha um gosto amargo, que inundava a minha boca com arrependimentos. Eu podia ter agido mais rápido, eu deveria ter percebido, insistido para %Pietra% demitir aquele homem. Contudo, agora, não adiantava pensar no que poderia ter sido, Filippo tinha razão, mas então por que parecia tão difícil de engolir?
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  Quando eu estava com muita raiva eu me imaginava matando o Luca novamente, rever em minha mente dava até uma sensação de dever cumprido, porém, logo me dava conta de que eu não teria mais a chance de escutar Luna chamando meu nome ou me pedindo pra ajudar nos treinos, e isso tudo me deixava possesso. Eu tinha ficado triste e sofrido nos primeiros dias, depois a raiva vinha vez ou outra me visitar. %Pietra% era a única pessoa que me acalmava, que me mantinha são, até porque, eu queria ser o porto seguro dela, assim como ela era o meu.
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  Passamos muito tempo separados, brigas, ódio, remorso, decepção, nós tivemos os piores sentimentos rondando a gente, porém agora, tudo era bom, o amor estava sempre presente quando estávamos juntos. O carinho com que ela me olhava, a alegria que seus olhos transpareciam e os abraços que duravam minutos, tudo isso me deixava transbordando felicidade. Jamais imaginei esse momento em minha vida, nunca achei que era possível sentir um amor tão genuíno como o que eu sentia por ela.
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  Por mais que toda a tragédia que aconteceu na festa tenha nos colocado em um lugar escuro, precisávamos nos agarrar ao que tínhamos de bom. Nossa família sempre estava em uma montanha russa, quando chegávamos no nosso auge, caíamos em um buraco sem fundo de desgraças. Contudo, eu queria mudar isso, queria mudar, seja lá que maldição que nos acompanhava, minhas irmãs precisavam de uma vida estável e feliz. %Pietra% merecia isso também, mais do que ninguém, ela passou por tanto. Posso dizer que até eu preciso de um pouco de paz, não seria de todo mau.
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  — Filippo, chame %Pietra%, preciso conversar com ela.
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  — Acho que ela está na boate, %Matteo%.
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  — Não importa onde ela esteja, quero ela aqui.
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  — Si signore.
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  Vi ele sair do escritório, peguei meu copo e virei o líquido antes de ir até o carrinho de bebidas me servir de mais. Mantive meus olhos na paisagem além da janela, o jardim da mansão sempre muito bem cuidado, eu gostava da sensação de calmaria que a natureza me passava. Era relaxante.
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Capítulo 35
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Lelen

AAAI, EU TINHA ESQUECIDO DA LUNA. NOOOO. NÃO FOI FAKE NEEEEWS T-T
Agora deu de montanha russa, né? Bora de passeio na Montanha Encantada ou trenzinho da alegria?
Eu sei que tá acabando, mas eu sou toda trabalhada na desconfiança literária, então eu ainda tô com medo de ter desgraça à caminho kkkkkkk
E o jeito que o capítulo terminou me deixou mais tensa ainda kkkkkkkkk MATTEO, CACETA!

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