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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Vincere

Escrita porHatakesaturn
Revisada por Lelen

Capítulo 36

%Pietra% Perroni

  Com o passar do tempo as coisas foram se ajeitando, de vez em quando a saudade vinha, logo a raiva e em seguida a culpa. Tentava afogar todos eles com meu bom e velho martini, porém, não era assim tão simples. Já deveria ter aprendido que é impossível afogar as emoções e sentimentos devido ao meu histórico, porém, a teimosia também fazia parte de mim, por mais que eu detestasse admitir. Trabalhar era a única coisa que me mantinha em meu juízo perfeito e já que eu estava com tempo sobrando, estava na boate me atualizando de tudo, apesar de ser difícil me concentrar no notebook com os dois pares de olhos me analisando do outro lado do balcão.
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  — Estou vendo planilhas, mas consigo sentir vocês, estão sem trabalho? — Levantei o olhar para Givoanna e Vincenzo, que logo fingiram estar fazendo alguma coisa ali no bar. Voltei meus olhos para o computador. — Posso arranjar mais alguns afazeres.
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  — Desculpe, %Tita%, é que… você parece estar… — Givoanna pigarreou e levantei meus olhos pra ela — está com um mundo em sua cabeça.
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  — Como não estar? Ainda não descobrimos quem estava controlando a idiota da dealer nas corridas. Pode ter mais alguns traidores dentro da Vincere, assim como o insuportável do Estevam que sumiu, então ele deve estar aprontando alguma, e claro, não vamos esquecer, minha irmã está morta.
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  — Não foi o que eu…
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  — O que ela está querendo dizer, %Tita%, é que estamos preocupados. — Vincenzo se aproximou dela a abraçando e interrompendo seu raciocínio. — A gente te ama, %Pietra%, estamos com você, sabe disso.
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  Soltei o ar pelo nariz e apoiei minha testa com uma mão antes de falar:
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  — Desculpa, eu… estou cansada, não deveria descontar em vocês. — Meu celular começou a vibrar em cima do balcão e eu o peguei, vendo que era meu primo, então me distanciei um pouco. — Oi, Filippo.
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  — %Matteo% pediu sua presença, precisa conversar com você.
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  — Precisa mesmo ser agora?
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  — Aparentemente sim.
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  — Qual o humor que vou precisar lidar?
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  — Um não tão ruim.
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  — O que está fazendo aqui?! — gritei ao ver aquela mulher em minha frente novamente.
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  — Com quem está falando, %Pietra%? — ouvi a voz exaltada do meu primo pelo telefone que estava um pouco afastado da minha orelha.
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  — Eu preciso conversar com você, %Pietra%.
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  — Não tenho nada pra conversar com você, Alessia.
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  — Alessia? Sua mãe? — A voz de Filippo pareceu ainda mais preocupada.
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  — Seguranças! gritei.
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  — %Pietra%, me responda!
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  — Tirem essa mulher daqui — ordenei aos seguranças. — Estou indo pra casa, Filippo. — Desliguei o telefone e voltei ao balcão apenas para pegar minha bolsa e olhei bem para os meus melhores amigos. — Não quero essa mulher aqui, nem perto da Fascino.
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  — Não acha que deveria ouvi-la? Giovana perguntou.
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  — O que eu teria pra ouvir da mulher que me abandonou com um homem que nem sequer era meu pai? — Saí pisando duro e entrei em meu carro jogando a bolsa no banco do passageiro. — Merda! — Soquei o volante com força.
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  Achei que meu pai tinha matado aquela mulher apenas por ter violado o contrato de distanciamento, mas não, ela estava viva e seguia com essa ideia idiota de falar comigo, eu jamais escutaria algo de bom grado vindo da boca dela. Não importava se era o sangue dela que corria em minhas veias, ela não era minha mãe e nem nunca seria. Pra Alessia eu era apenas uma mercadoria que ela trocou por dinheiro, uma coisa sem emoção ou sentimento. Nunca pensou em como eu me sentiria depois de adulta descobrindo que fui abandonada por míseros qualquer mil euros. Ela estava enganada se achava que eu daria uma chance para ouvir sua explicação, pois nada que ela falasse serviria de desculpa pra tamanha atrocidade.
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  Saí do estacionamento e vi Alessia ainda lutando com meus seguranças para poder entrar na propriedade da boate; minha boate. Queria saber por que meu pai não mandou matá-la, seria algo que eu perguntaria a ele na próxima visita.
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  Em poucos minutos eu estava cruzando o portão de entrada da mansão, desci do meu carro e entrei pela porta da frente. Filippo estava na varanda dos fundos fumando e apenas acenou para mim, larguei minha bolsa na mesa do hall e me encaminhei à biblioteca para então ver %Matteo% em pé, fumando em frente à janela aberta do escritório. Respirei fundo e me joguei na poltrona, cruzando as pernas em seguida.
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  — Mandou me chamar, Don?
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  — Sim. — %Matteo% virou para mim com um olhar determinado, o que acendeu todos os meus instintos.
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  — O que aconteceu?
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  — Descobrimos que Luca era o mandante por trás do Estevam. — %Matteo% serviu dois copos de whisky e caminhou até mim, depositando um dos copos em minha frente.
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  — Cretino! O detetive seguia ordens dele?
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  — Aparentemente sim, Luca estava em todos os lugares e ao mesmo tempo em lugar nenhum. — Ele virou de costas e deu dois passos em direção ao outro lado da mesa virando novamente pra mim. — Parece que matando ele, acabamos com todos os nossos problemas de uma vez só.
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  Peguei o copo e virei a dose inteira, sentindo arder em minha garganta, fazendo eu fechar os olhos antes de abri-los e falar:
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  — Muita informação para engolir.
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  — Filippo disse que Alessia te procurou na boate de novo.
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  — Filippo virou o fofoqueiro da família agora? — Revirei os olhos. — Mandei os seguranças tirarem ela de lá, está tudo sob controle.
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  — Quer se livrar dela?
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  — Não tenho motivos pra isso.
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  — Sente que ela pode te dizer algo que seja importante?
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  Engoli em seco, eu nem sabia o que sentia em relação a ela, mas não era algo com o qual eu queria ter que lidar naquele momento, fazia apenas dois meses que tínhamos perdido Luna, ainda doía tanto. Não conseguiria nem que eu quisesse escutar de mente aberta seja lá o que Alessia tinha pra dizer. Vi %Matteo% se aproximando de mim com uma expressão de complacência.
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  — Cariño, está tudo bem se você quiser ouvi-la. — %Matteo% acariciou meu rosto e eu franzi o cenho.
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  — Não está nada bem! — Levantei, irritada, afastando-me dele. — O que faz você achar que eu gostaria de ouvir a mulher que me abandonou?
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  — %Pietra%…
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  — Não, achei que você melhor do que ninguém saberia.
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  — %Tita%, me escuta. — Ele segurou minha mão e eu mordi o lábio virando a cabeça para o lado, meus olhos ardiam e eu não queria chorar por isso. — Eu sei o quanto isso te machuca, mas não acha que seria melhor saber o que tiver que saber do que ficar imaginando o que poderia ser? — Virei o rosto pra olhá-lo e senti as lágrimas descerem. — Não chore, cariño.
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  — Eu não… não sei se estou pronta pra isso.
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  — Quando estiver eu estarei ao seu lado. — Ele me puxou pela cintura e me abraçou, então o agarrei com força e me permiti chorar. Com ele, até no meu momento de maior fragilidade me sentia forte, esse era o poder que o amor tinha. Mesmo frágil, eu estava segura.
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  — Obrigada.
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[...]

  Se tinha uma coisa que eu amava na nova vida que tínhamos era o fato de acordar ao lado dele todos os dias. Às vezes eu odiava o quanto eu o amava, o quanto eu tinha adquirido novos hábitos, coisas favoritas, comidas especiais, beijos atrás da orelha e a mania dele puxar meu queixo pra olhá-lo nos olhos pretos enigmáticos. %Matteo% era a melhor coisa na minha vida e isso me dava um frio na barriga, sim, eu tinha medo, de perdê-lo, dele não me amar mais, de eu mesma deixar de amá-lo, eram tantos pensamentos que passavam em minha mente logo cedo olhando para seu rosto. Ele seguia dormindo, sereno e alheio ao turbilhão que me assombrava naquela manhã.
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  Respirei fundo e quando fui me levantar senti minha cintura ser agarrada, fui puxada para o seu aconchego e sorri.
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  — Bom dia — falei, sentindo ele me apertar ainda mais contra seu corpo. — Tenho um casamento para planejar, Don.
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  — Não me chame assim na cama, cariño — reclamou em um murmúrio.
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  — Sabia que isso ia fazer você falar… — Soltei uma risada baixa e me virei, acariciei seus cabelos e beijei seus lábios, seus olhos abriram devagar e olhar pra eles me trazia uma paz única. — Vamos tomar café no jardim…
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  — Você é um ótimo café da manhã… — Senti beijos em meu pescoço e fechei os olhos aproveitando o carinho.
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  — Tenho reunião com a cerimonialista em meia hora, %Matteo%…
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  — Ela pode esperar. — Ele seguiu deixando beijos pelo meu colo e mordeu meu seio, fazendo eu soltar um gritinho.
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  — Você é impossível. — Sorri e me desvencilhei dele, levantando da cama, senti seus olhos em meu corpo enquanto caminhava até o banheiro, eu estava nua devido a noite anterior agitada.
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  Reunião com a cerimonialista, escolha dos doces, coquetéis, entradas e pratos principais. %Matteo% queria um casamento com tudo que tinha direito, ele disse que queria fazer a melhor festa já feita naquela casa. Eu disse a ele que queria fazer o casamento em nossa casa, no jardim, algo intimista, com pessoas importantes pra nós e que fizeram a diferença durante toda a nossa vida. Por mais que ele fosse o capo e eu sua sottocapo, queria que a gente pudesse esquecer essa parte da nossa vida por pelo menos uma noite. Então sem associados ou qualquer um que lembrasse de nosso compromisso com a famiglia. Queria que a noite fosse sobre nós dois, nosso amor e a nossa união.
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  Vi %Matteo% saindo do escritório ainda falando no telefone, vi que ele estava se comunicando na nossa língua materna, não queria me meter, mas escutei o fim da sua fala, o que me preocupou um pouco. Não, eu não conhecia a mãe dele, ele nunca falou sobre e muito menos eu. Eu não sabia que lugar Aurora ocupava no coração dele, mas não entendia muito de relacionamento entre mãe e filhos, afinal, a minha decidiu me abandonar. %Matteo% enfim desligou e me notou no canto do ambiente, eu estava de biquíni indo para a piscina, quando nossos olhares se cruzaram eu continuei a andar e Théo me seguiu, travando logo em seguida ao ouvir o Don.
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  — Cariño…
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  — Vou pegar um sol.
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  — %Pietra%… — Ele veio até mim e me puxou pela cintura, pegou meu queixo e me obrigou a olhá-lo. — Não era pra você descobrir assim, iria conversar com você.
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  — Eu não sei nada sobre sua mãe, %Matteo%, me desculpe, mas não me parece de bom tom você me avisar em cima da hora.
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  — Nosso casamento é em duas semanas, minha mãe vem no sábado, vamos jantar juntos e você vai conhecê-la.
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  — Talvez ela não goste de mim… — Abaixei a cabeça, tentando evitar seus olhos que me conheciam tão bem.
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  — Ti amo, %Pietra%, ed è questo che conta. (Eu te amo, %Pietra%, e é isso que importa).
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  — Non so niente di tua madre, mi ritrovo perso nel buio. (Não sei nada sobre sua mãe, me vejo perdida no escuro).
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  — %Tita%, eu não vivo com a minha mãe desde os 16 anos, eu também não sei muito sobre ela.
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  — Você visita ela todo ano.
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  — Não é como se tivéssemos muito assunto, minha mãe ainda tem mágoa por eu ter me tornado tão igual ao meu pai. — Ele revirou os olhos e eu soltei um riso dando um tapa em seu ombro. — Eu não poderia deixar de convidar a minha mãe para o nosso casamento.
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  — Eu não entendo, mas te respeito…
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  — Nosso pai estará presente, você deixaria de convidá-lo?
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  — Claro que não.
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  — Então você entende, cariño. — Ele selou seus lábios nos meus. — Eu sei que está estressada e nervosa com tudo, mas tudo vai correr bem.
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  — Acredito que sim. — Abracei %Matteo% e ele me levantou para o seu colo.
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  — Talvez eu devesse pegar um sol também. — Ele começou a caminhar para o jardim e eu comecei a rir.
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  — Você está de camisa e calça social, %Matteo%…
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  — Nada me impede de tirar. — Ele beijou meu pescoço, meu queixo e logo meus lábios.
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  — Podemos ir direto pra piscina então…
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  — Se é de sua vontade. — Ele sorriu travesso, tirou os sapatos, jogou o celular em cima da espreguiçadeira assim como eu fiz com o meu quando percebi o que faria e deu passos firmes até pular na piscina comigo em seu colo.
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  — Não iria tirar as roupas?
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  — Teria que me desprender de você pra isso. — Ele sorriu se aproximando e acariciando meu rosto, eu sorri sem conseguir tirar meus olhos dos dele. — E cada dia que passa tenho ainda mais certeza que não quero ficar mais nem um segundo longe de você.
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  Seria inútil dizer que não gosto das loucuras que %Matteo% faz por mim, ele me diverte, assim como também me protege, cuida e me ama de uma maneira que nunca fui amada. Eu me sinto estranhamente satisfeita e eu jamais poderia imaginar que um dia desejaria tê-lo pro resto da minha vida.
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[...]

  O som dos talheres sendo organizados na mesa chegava até mim antes mesmo de eu entrar na sala de jantar. Era um barulho baixo, metódico, quase ritualístico, daqueles que lembram que naquela casa nada era feito por acaso. Respirei fundo antes de atravessar a porta. Não era medo exatamente, mas uma inquietação incômoda, como se eu estivesse prestes a encarar algo que ainda não sabia nomear.
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  %Matteo% já estava ali, em pé, ajustando o punho da camisa. Quando nossos olhares se encontraram, ele ergueu uma sobrancelha e sorriu de canto, aquele sorriso que sempre tentava me tranquilizar, mesmo quando era ele quem parecia precisar disso.
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  — Ela já chegou — disse baixo e eu assenti, sentindo meu estômago se revirar.
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  Aurora Perroni entrou pelo arco do hall de entrada, usava um vestido caramelo, sóbrio, elegante e sem ostentação. O cabelo preso com cuidado, alguns fios prateados visíveis e assumidos. Havia algo nela que não era dureza, era contenção, como alguém que passou a vida inteira aprendendo a não transbordar. Ela olhou primeiro para %Matteo%, o abraço foi breve, mas real, não era mecânico ou distante, apenas cuidadoso.
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  — Você está bem — ela disse, tocando o rosto dele devagar.
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  — Estou — ele respondeu. — Agora estou. — Levou seus olhos pra mim.
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  Foi então que ela me encarou. Aurora me observou com atenção silenciosa, como quem tenta conhecer alguém apenas pelo que está à superfície, como se isso fosse o suficiente pra saber tudo sobre mim. Sustentei o olhar, não por desafio, mas por respeito, ela precisava saber que eu não desviaria ou abaixaria a cabeça, não era um traço da minha personalidade, seria bom que já ficasse ciente. Não queria ser inimiga de Autora, mas ela parecia estar disposta a me testar.
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  — %Pietra% — disse, com a voz suave, porém firme.
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  — Aurora — respondi.
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  O jantar começou com conversas mínimas, o tilintar dos talheres parecia alto demais e %Matteo% falava pouco e observava muito, principalmente a mim. Não era novidade pra mim o cuidado que ele tinha comigo e via sua inquietação sobre aquele momento em específico. Eu respirei fundo e segui comendo, devagar, tomei um gole do vinho e encontrei os olhos pretos em mim. Aurora bebia vinho devagar, como se medisse cada pensamento antes de deixá-lo escapar. Eu não esperava uma sogra que me recebesse de braços abertos, afinal, ela abandonou a máfia por não saber lidar com ela e eu, mesmo tendo a chance de fugir daquilo que me moldou ao descobrir que não era filha de Otelo, escolhi ficar.
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  — O lugar que ocupa não existe leveza, não é, %Pietra%? — Levantei meus olhos até os dela, que me olhavam com um certo lamento. — Sottocappo, futura esposa do Don…
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  — Nunca quis leveza, eu escolhi esse lugar, aliás, lutei muito por ele.
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  — Não sente culpa?
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  — Sinto… — disse, sincera, eu sabia bem o que acontecia desde o início, a diferença era que naquele momento eu não me enganava achando que não participar não era ser conivente — por muita coisa, mas não deixo que defina minha vida.
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  — Eu não consegui. — Ela deu um gole em sua taça com um certo pesar. — Amar Otelo quase me destruiu.
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  — Aurora, eu amo %Matteo% com todo meu coração, o que me destruiria era não tê-lo em minha vida — falei firme, olhando para o meu noivo com um sorriso de canto, satisfeita e feliz pela escolha que tomei.
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  — Talvez seja isso que nos diferencie, pra amar é necessário coragem, eu não tive.
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  — Não seja tão dura, mãe, meu pai não é fácil.
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  — Eu também não.
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  O jantar seguiu com menos palavras e mais compreensão, não houve reconciliação, nem promessas, mas talvez eu tenha presenciado uma conversa com bastante honestidade e sem nenhum ataque. Algo que era raro nessa família.
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  Quando os pratos foram recolhidos, Aurora se levantou e respirou fundo. Eu sentia um peso a menos nas costas que eu nem sabia que carregava, mas entendia, era importante pra %Matteo% e ao mesmo tempo ele parecia ter entendido que seria o máximo que teria de sua mãe. Nós dois também nos levantamos, pois entendemos que ela iria embora, ela estava em um hotel, se recusou a ficar na casa de Otelo, mesmo %Matteo% dizendo que a casa agora era nossa.
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  — Eu não serei fácil. — Aurora olhou pra mim com atenção. — Mas não serei sua inimiga.
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  — Era tudo que eu precisava ouvir, Aurora.
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  — Obrigado, mãe. — %Matteo% deu um beijo rápido na bochecha dela.
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  — Até breve, %Pietra% — disse, olhando pra mim e eu sorri.
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  %Matteo% a levou até a porta da mansão e eu fui até o bar, peguei uma taça, uma azeitona e fiz meu precioso martini, eu precisava dele. Dei o primeiro gole e saboreei fechando os olhos e ao abri-los %Matteo% me olhava encostado na parede de braços cruzados. Sorri e caminhei até ele, senti sua mão em minha cintura e o beijo na minha boca.
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  — Saiu melhor do que eu esperava.
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  — Se você diz. — Soltei um riso dando outro gole em minha bebida.
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  — Acredite. — Ele passou por mim e foi até o bar, serviu-se de whisky em um copo baixo.
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  — Ela me parece alguém que tem muitos arrependimentos…
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  — Talvez sim. — Ele virou a dose no copo e serviu-se de mais.
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  — Talvez o maior deles seja a distância que colocou entre vocês.
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  — Não duvido, mas acho que só ela sabe sobre isso.
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  — Você nunca pensou em perguntar? — perguntei, aproximando-me dele.
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  — Não acho que esteja pronto pra escutar a resposta — falou soltando um riso sem humor.
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  — Acho que nós dois temos problemas com mãe. — Passei a mão pelo seu peito e o olhei de baixo. — Não acho que vamos resolvê-los tão cedo.
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  — Nem acho que quero.
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  — Então concordamos. — Bati minha taça em seu copo brindando e sorri bebendo um pouco do meu martini. Selei nossos lábios e respirei fundo olhando para meu noivo, o homem da minha vida, pensando que eu tinha feito a escolha certa e escolheria ele de novo quantas vezes fossem necessárias.
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Lelen

Aurora osso duro, mas não a sogra chata, grazadeus.
E… eu entendo a mãe da Pietra. E a mágoa da Pietra também. Mas gosto de pensar que foi o melhor para ela que era só uma criança e teve a oportunidade de ter uma vida boa – depende do ponto de vista kkkk – ao lado da irmã. No final deu tudo certo SFBSDOIFBIOSD

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