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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Vincere

Escrita porHatakesaturn
Revisada por Lelen

Capítulo 38

%Pietra% Perroni

  O envelope estava sobre a penteadeira, ao lado de uma pequena caixa vermelha. Não deveria estar ali. Tudo naquele quarto tinha sido colocado com cuidado excessivo, cada objeto pensado para não pesar mais do que precisava. O envelope destoava porque não fazia parte de todo o cenário, ele estava ali, com meu nome, escrito com uma caligrafia firme, contida, elegante demais para ser impulsiva.
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  %Pietra%.
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  Abri primeiro o envelope e desdobrei a folha pequena.
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  %Pietra%,

  Não estarei presente no casamento, não por desinteresse, nem por distância, mas porque aprendi tarde, que amar também é saber quando não ocupar um espaço.
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  Você ama meu filho com uma coragem que não se ensina. Não é o amor que protege apenas, é o amor que permanece mesmo quando conhece o peso, a sombra e as escolhas difíceis. %Matteo% nunca precisou de alguém que o salvasse. Precisava de alguém que o enxergasse.
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  Esse anel me acompanhou em anos em que eu precisei ser firme quando tudo à minha volta tentava me dobrar. A pedra azul não simboliza promessa, mas constância. É o lembrete de que dignidade não se negocia, mesmo quando o mundo exige concessões.
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  Minha ausência é um gesto de respeito. O futuro que vocês escolheram não precisa do meu passado observando. Seja feliz, seja inteira e saiba que, em silêncio, eu torço por vocês dois.
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Aurora.

  Fechei a carta devagar e só então abri a caixinha vermelha. O veludo guardava um anel de ouro simples, antigo, com uma pedra azul no centro. Não era grande, nem chamativo, era imponente ao seu jeito, um objeto feito para durar e não para ser exibido. Pensei que aquele anel não era um pedido de lugar, mas uma confirmação de respeito e aprovação da nossa união. Fechei a caixa respirando fundo, absorvendo as palavras sinceras de Aurora. Olhei no espelho e admirei meu vestido de noiva, branco, com rendas, mais estruturado no tronco, um corpete simples com decote meia taça. Toquei o tecido uma última vez enquanto me admirava antes de ouvir a porta se abrir atrás de mim. Não me virei, não precisei, Otelo nunca entrava em um lugar como quem pede licença. A presença dele ocupava o espaço antes do som.
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  — Você está pronta — ele disse, sem transformar em pergunta.
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  — Estou.
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  Vi o reflexo dele no espelho antes de vê-lo de frente, ao me virar. O mesmo homem que sempre decidiu tudo agora me observava em silêncio, como se estivesse diante de algo que não podia mover ou controlar. Naquele momento eu sentia que o tinha perdoado por tudo, Otelo me criou e ele sempre seria meu pai.
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  — Aurora mandou isso — eu disse, levantando a carta e a caixa. — Ela não vem ao casamento.
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  Otelo assentiu uma única vez.
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  — Eu sei, não esperava menos dela. — Ele se aproximou de mim e me deu um beijo na testa antes de se afastar novamente.
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  — Quanto a Alessia, ela enviou uma carta, infringiu o contrato mais de uma vez. Você sempre matou por menos. O que fez você não tomar essa decisão? — O olhar dele endureceu o suficiente para não ser confundido com indiferença.
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  Era meu casamento, eu sabia, mas eu precisava saber, sentia algo como depois do “sim” eu deixaria tudo pra trás. A partir daquele dia, depois de assinar o livro cerimonial da máfia, qualquer coisa que tivesse me quebrado ou me feito repensar decisões em minha vida ficariam no passado. Alessia ficaria no passado, eu estava satisfeita com a minha realidade.
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  — Eu já escolhi demais por você quando você não podia — respondeu. — Escolhi onde você viveria, quem te protegeria, quem te criaria e até talvez ajudei a você perceber o que você seria. — Deu um passo à frente, mas parou antes de invadir meu espaço. — Não faria isso de novo.
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  — Então deixou que ela vivesse — eu disse.
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  — Deixei que você decidisse o que fazer com isso. — Senti algo se acomodar dentro de mim.
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  — Você não fez isso por ela — falei.
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  — Não. — Ele foi honesto demais para mentir agora. — Fiz por você.
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  — Não significa que eu queira ela na minha vida.
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  — Não espero que queira — Otelo respondeu. — Esperar é coisa de quem ainda tenta controlar o resultado. — O silêncio se estendeu entre nós, não como ameaça, mas como encerramento. — %Matteo% está esperando — ele disse, por fim.
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  — Eu sei.
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  Deixei a carta e o anel sobre a penteadeira, não escondi, mas também não levei comigo. Algumas coisas pertencem ao passado, mesmo quando chegam no presente. Saímos do quarto e descemos a escada devagar, a cerimonialista nos esperava na porta que dava acesso ao jardim, que estava silencioso de um jeito diferente. As cadeiras estavam dispostas com precisão, mas nada ali parecia rígido. A luz do fim de tarde atravessava as árvores altas, dourando tudo com uma suavidade quase irreal. Como se até o lugar soubesse que aquele não era um casamento comum.
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  Minhas irmãs estavam à esquerda, juntas, alinhadas e inteiras, por mais que faltasse uma, eu tinha a certeza que ela estava comigo, sempre estaria. Olhei pra elas com um sorriso genuíno, não precisavam dizer nada, a presença delas era suficiente para me lembrar de quem eu fui antes de tudo isso, e de quem eu sobrevivi para ser. Giovanna estava logo atrás, postura impecável, olhar atento, como sempre. Vincenzo ao lado dela, sério, mas com algo diferente no rosto, orgulho, talvez, e Anita e Cristian mais à frente. Pessoas que não nasceram dentro da estrutura, mas que escolheram ficar. Pessoas que fizeram diferença quando ficar não era a opção mais segura.
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  Eu reconhecia cada rosto, não havia curiosos, apenas testemunhas. Otelo caminhava ao meu lado, não segurava meu braço como quem conduz algo frágil, a mão dele repousava firme, correta, quase cerimonial. Ele não estava me entregando, estava reconhecendo que aquele caminho não era mais dele.
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  Quando paramos diante de %Matteo%, senti o mundo se reorganizar, ele estava ali, imóvel, imponente sem esforço. O homem com quem briguei diversas vezes, aquele que odiei em alto e bom som e que talvez já amasse em silêncio, no fundo da minha mente. Quando me percebi apaixonada por ele, algo me corroeu por dentro, um conflito interminável dentro do meu ser, porém, resolvido com uma única verdade, ele realmente nunca foi meu irmão.
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  Como uma verdade pode mudar tudo, dentro de mim, dentro dele e em toda nossa família. A culpa de amar %Matteo% não existia mais e a partir disso, pude entregar meu coração a ele, pude entregar meu corpo a ele e que dia incrível foi o dia que nos entregamos de corpo e alma um ao outro. Mordi o lábio com todos os pensamentos que flutuavam em minha mente, levantei os olhos e vi o homem que escolhi, não por segurança, mas por verdade, o olhar dele encontrou o meu e por um segundo, tudo o que fomos, tudo o que enfrentamos, passou silencioso entre nós.
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  Otelo foi o primeiro a falar, baixo o suficiente para que apenas nós dois ouvíssemos:
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  — Eu a confiei ao mundo achando que podia moldá-la. — A pausa foi mínima. — Hoje, reconheço que ela se moldou sozinha. — Ele se virou para %Matteo%. — Cuide dela não como quem protege algo seu, mas como quem respeita quem ela é.
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  %Matteo% assentiu uma única vez, não prometeu, ele nunca prometia o que já era compromisso. Otelo soltou meu braço, beijou minha testa e sorriu para seu filho. O juiz de paz começou a falar sobre a família, sobre amor, sobre duas almas que se encontravam e que sentiam que estavam destinadas a caminhar juntas. Acreditava que era esse o nosso caso. Nossos olhos não se deixavam, era algo impossível de se fazer, aquela conexão, aquele dia, aquele momento na nossa vida seria único e seria o primeiro dia do resto das nossas vidas. Assim que o juiz passou a palavra pra mim, eu respirei fundo antes de abrir o papel dobrado em minhas mãos e levantei o olhar para %Matteo% antes de começar.
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  — %Matteo% — disse, e só ao ouvir o nome dele saindo da minha boca naquele momento foi emocionante. — Eu não te escolhi porque você era forte, te escolhi porque você nunca fingiu não ser. Porque nunca tentou ser menos sombrio para caber em mim e nem me pediu para ser menos para caber em você. — Alguns rostos foram molhados com lágrimas, outros permaneceram imóveis e então continuei: — Eu vi quem você é quando ninguém estava olhando. Vi suas escolhas difíceis, seus silêncios, sua forma de amar inteira, mesmo quando parecia dura. — Engoli em seco. — Amar você nunca foi confortável, foi consciente, constante… — Ergui o queixo. — Eu prometo caminhar ao seu lado sem tentar te salvar de si mesmo. Prometo te confrontar quando for necessário e permanecer quando for difícil. Prometo ser leal não apenas a você, mas à verdade que construímos juntos. — Dobrei o papel com cuidado. — Eu não quero um homem que me proteja do mundo, quero um parceiro que caminhe comigo dentro dele e é isso que escolho hoje e todos os dias enquanto eu viver.
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  %Matteo% segurou minha mão, não apertou, apenas ancorou e naquele jardim, diante de tudo o que fomos e de todos que importaram, eu soube: o que estávamos selando ali não era um final feliz, era um começo sólido. Então era a vez dele e eu já respirava fundo para não cair em lágrimas, ele não era de falar sobre sentimentos ou ser o cara mais romântico, porém, eu sabia pelos olhos dele que viria algo que me tocaria. %Matteo% não tirou os olhos de mim quando começou a falar, ele não precisou de papel, nunca foi homem de ensaios.
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  — %Pietra% — disse e meu nome na voz dele sempre soou como decisão. — Eu não sou um homem simples, nem leve, nunca fui e nem nunca aprendi a ser. — Alguns sorrisos contidos surgiram, outros permaneceram atentos. — Trago comigo escolhas que não cabem em promessas bonitas, um mundo que exige firmeza, silêncio e responsabilidade. — Ele respirou fundo, como quem mede o peso do que vai dizer. — Eu sei que você conhece tudo isso e mesmo assim, ficou. — A mão dele apertou a minha, apenas o suficiente. — Você nunca tentou me mudar, nunca me pediu explicações que eu não podia dar e em algum momento da nossa convivência confundiu controle com cuidado, hoje não mais, hoje você sabe o quanto tudo é proteção e amor. — O olhar dele não vacilou. — Você me enfrentou diversas vezes, você me peitou como ninguém pra alguém de 1,68 — soltei uma risada entre as lágrimas e os presentes me acompanharam —, e mesmo assim me escolheu. — Houve uma pausa pra respiração antes dele continuar.
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  “Eu prometo te respeitar mesmo quando discordar, te proteger sem te aprisionar e te ouvir quando o silêncio parecer mais fácil. — A voz dele baixou um tom. — Prometo não usar o mundo que carrego para diminuir o espaço que você ocupa nele. — Senti meu peito se contrair. — Eu não te prometo segurança absoluta, nem paz constante, nem poderia. — Ele foi honesto como sempre. — Prometo presença, lealdade e escolhas feitas ao seu lado, não por cima de você. — Ele inclinou a testa levemente, quase imperceptível. — Se você caminhar, eu caminho. Se você parar, eu paro. — Um leve sorriso, breve demais para ser chamado de sorriso. — E se o mundo cobrar demais, eu fico. — %Matteo% levou minha mão aos lábios, não para beijar, mas para encostar a testa por um segundo. — Eu te escolho, %Pietra%. Hoje, diante de todos, e amanhã, quando ninguém estiver olhando, assim como todos os dias enquanto eu respirar.
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  O silêncio que se seguiu não foi contido. Foi carregado, daqueles que mudam coisas por dentro e eu soube, com uma clareza quase assustadora, que aquele homem não estava me prometendo felicidade, estava me oferecendo verdade, estava se entregando por completo e daquele dia em diante, seríamos nós dois contra o mundo. O juiz de paz disse suas palavras finais e %Matteo% não fez cerimônia ao me puxar pela cintura e me beijar do jeito mais hollywoodiano que existia.
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  — Que se inicie a festa! — Otelo bateu palma sorrindo, fazendo todos baterem palmas e jogarem pétalas brancas sobre nós. Sorri com os olhos conectados aos dele e nossos lábios ainda perto o suficiente pra senti-los.
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  O jardim da mansão estava silencioso e ao mesmo tempo cheio de vida. Luzes baixas pendiam das árvores, pequenas constelações que iluminavam rostos conhecidos, sorrisos e olhares cúmplices. Não era a grandiosidade de uma festa que importava, mas cada presença, cada gesto carregava história e significado. %Matteo% manteve minha mão unida à dele, firme, como se fosse o eixo de todo aquele espaço e eu me deixei levar pela sensação de pertencimento.
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  Minhas irmãs chegaram primeiro, Giulia aproximou-se sem palavras, a única coisa que precisou foi um abraço que durou tempo suficiente para lembrarmos de Luna, presente em cada gesto silencioso. Enterrou o rosto no meu pescoço, respirando fundo e sussurrou:
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  — Ela estaria feliz e eu também estou.
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  Senti uma lágrima escapar, mas não era tristeza, era memória e amor. Beatrice veio logo depois, ao lado de Anita, a mão de Anita repousando na sua como se a amparasse antes mesmo de qualquer palavra sair da boca de sua esposa. Beatrice me olhou com intensidade, segurando minha mão.
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  — %Pietra%… você sempre escolheu o amor, mesmo quando ele era difícil. Estou feliz por você, por vocês dois. — A voz dela era calma, firme, mas carregava a história de todas as dores e desafios que superamos.
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  — Obrigada — respondi, apertando a mão dela. — E obrigada por sempre estar ao meu lado, mesmo quando não era fácil.
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  Anita sorriu, discretamente, apoiando a mão sobre a minha e a de Beatrice:
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  — Vocês dois merecem essa paz. — O olhar dela dizia mais do que palavras. — Não como prêmio, mas como consequência da coragem de amar.
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  Giulia respirou fundo e tocou minha face:
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  — Você encontrou quem mantém você inteira, %Pietra%. Não esquece isso.
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  — Jamais, Sorellina — respondi, sentindo o coração pulsar mais rápido.
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  Depois vieram Giovanna e Vincenzo, acompanhados de Cristian. O grupo, sólido, representava a rede de amor e escolha que nos sustentava.
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  Vincenzo ergueu a taça, silencioso por alguns segundos, e então disse:
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  — À mulher que aprendeu a se levantar mesmo depois de tudo… e ao homem que aprendeu a caminhar com ela, sem tentar segurá-la demais. — Ele piscou o olho direito para %Matteo% e jurei vê-lo sorrir antes de bater de leve seu copo de whisky a taça de Vince.
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  Cristian completou:
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  — Vocês construíram isso juntos. Não é sorte e nem destino, foi escolha.
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  — Sempre soube escolher homens e você escolheu muito bem, %Tita%. — Giovanna sorriu e me puxou para um abraço breve, mas intenso.
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  As palavras de cada pessoa eram mais importantes do que joias, eram cuidadosamente distribuídas, significativas e cada gesto fazia o jardim parecer ainda mais nosso e então Otelo apareceu à nossa frente fazendo todo o grupo se dispersar. Sem aviso, apenas presença, como sempre, ele parou diante de nós, observando como se medisse cada detalhe do momento.
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  — %Pietra% — disse, com a voz firme —, você é inteira. Forte, livre, sempre foi, minha filha, nunca duvidei da sua capacidade e inteligência. Hoje você caminha com alguém que sabe respeitar isso.
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  — Obrigada, pai — respondi, apenas, sentindo que nenhuma palavra conseguiria expressar tudo que estava sentindo e o vi sorrir até os olhos por depois de tanto tempo eu chamá-lo de pai.
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  — Você recebeu uma mulher que não se curva, que carrega memórias e coragem. Caminhe ao lado dela, não à frente e terá tudo — ele falou direcionado para %Matteo%.
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  — Sei o que recebi — %Matteo% respondeu, com a voz baixa e firme. — E sei o que devo.
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  Otelo assentiu, satisfeito, e depois se afastou, deixando apenas silêncio e as luzes suaves no ar. O que se seguiu foi um momento só nosso. Minhas irmãs conversavam baixinho entre si, Giovanna e Vincenzo sorriram levantando as taças de longe, Cristian e Anita trocaram olhares cúmplices. Cada presença era testemunha de nossas escolhas, da coragem que cada um teve para estar ali de forma honesta e sem máscaras. O amor parecia mais simples ali do que nunca, não precisava de espetáculo e nem de aplausos. Ele precisava apenas ser visto, sentido e celebrado com quem realmente importava.
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  %Matteo% puxou minha mão e nos afastamos alguns passos da festa, apenas o suficiente para que o som das vozes virasse fundo e não centro. O jardim ainda respirava luz, mas ali, entre as árvores, éramos só nós dois. Ele parou diante de mim, segurando minhas mãos como se estivesse confirmando algo que já sabia.
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  — A vida inteira me ensinaram que tudo é disputa — ele disse, baixo. — Poder, território e controle. — Passou o polegar de leve sobre meus dedos. — Você foi a primeira coisa que não precisei vencer. — Meu peito apertou.
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  — Eu nunca quis ser um prêmio — respondi.
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  — Você é escolha… — Ele sustentou meu olhar. — Todos os dias.
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  Aproximei-me mais, sentindo a presença dele como sempre senti, firme, real e sem promessas vazias.
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  — Eu não sei o que o futuro espera de nós — confessei. — Mas sei que não tenho medo quando é com você.
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  Ele inclinou a testa até encostar na minha, um gesto pequeno, íntimo, que sempre foi mais forte do que qualquer declaração pública e que dispensava palavras.
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  — Medo eu tenho — admitiu. — Mas agora ele não decide mais por mim. — Sorri, sentindo os olhos arderem.
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  — Então estamos prontos.
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  — Estamos juntos — ele corrigiu e aquela diferença importava.
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  %Matteo% me envolveu pela cintura, não como quem protege, mas como quem compartilha peso. Apoiei a cabeça em seu peito e ouvi o coração dele bater, constante, no mesmo ritmo de sempre. Era ali que tudo fazia sentido. Ficamos ali por alguns minutos que não pediam pressa. A música voltou a crescer ao redor, as luzes tremulavam entre as folhas, risos ecoavam ao longe, mas nada nos puxava de volta imediatamente. Quando voltamos para a festa, não foi como noivos celebrando um evento, foi como duas pessoas que tinham finalmente parado de sobreviver. A música lenta começou a tocar e %Matteo% me puxou para dançar, lento, nossos olhos conectados, as nossas respirações leves e compartilhadas. Eu sorri e selei nossos lábios antes de olhá-lo novamente.
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  — Obrigada por ficar — murmurei e encostei minha cabeça em seu peito, enquanto dançávamos despreocupados com o tempo.
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  — Obrigado por não ir embora.
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  Naquela noite, entre mãos dadas, memórias compartilhadas e escolhas reafirmadas em silêncio, eu entendi que o amor não nos salvou de quem éramos, ele nos permitiu ser, inteiros, sem fuga, e isso, mais do que alianças, flores ou promessas, era o que sustentaria tudo o que ainda viria.
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Lelen

EU NÃO TÔ PRONTA PRA DIZER TCHAU PRA HISTÓRIAAAA T-T
Gente, eu quero especiais. Da lua de mel. Dos dois conduzindo a Vincere e sendo badass. Filhos? Quero. Um pouco mais da vida na máfia. Tudo na paz? Ou será que novos inimigos surgirão?
Mas dá um alívio de saber que depois de tanta sofrência, finalmente temos um felizes para sempre. (Na minha cabeça é pra sempre sim u.u)
A questão com mães foi sanada, a família tá inteira (LUNAAAAA T-T), temos pessoas de confiança, uma nova Vincere toma forma… MAS AINDA NÃO QUERIA LARGAAAR T-T

Vivi

Poxa, não tô pronta pra dizer adeus.. queria mais momentos dos 2, um casal de gêmeos que viria, e a menina se chamaria Luna…ah Luna 😭😭 mas o final feliz veio e é isso q importa. E é claro q depois eu vou ler tudo de novo quando a saudade bater ❤️

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