Vincere


Escrita porHatakesaturn
Revisada por Lelen


Capítulo 3

Tempo estimado de leitura: 24 minutos

%Pietra% Alonso Perroni

  Eu tentava ignorar a parte da violência que acontecia dentro da Vincere, afinal, não era eu que comandava esse setor. No entanto, eu sabia, eu não era burra, só tentava me manter afastada disso. Fui treinada para saber lutar e atirar desde os meus 14 anos, eu sei o que é a Vincere, eu sei o que é a minha família e também sei exatamente o que %Matteo% estava indo fazer naquele exato momento.
0
Comente!x

  Acompanhei ele e os dois capitães com o olhar e engoli em seco, respirei fundo antes de sair de casa. Entrei no meu carro e por alguns minutos me permiti respirar devagar, olhei para a mansão imponente que nos pertencia, tudo tinha um preço afinal, liguei o carro e saí dali. Dirigi até o laboratório, precisava pegar as novas drogas e Beatrice me infernizou para eu passar lá de novo.
0
Comente!x

  Passei pela porta da frente e o soldado me recebeu com um aceno de cabeça, cumprimentei-o e desci a escada para encontrar minha irmã. Beatrice era uma mulher inteligente, nossas boates são as únicas que vendem a droga pura, sem nada que vá fazer mal aos nossos clientes. Ela era genial, tinha criado uma droga nova sem maiores efeitos colaterais no dia seguinte e, claro, fazia o maior sucesso.
0
Comente!x

  Assim que cheguei ao subsolo, a ruiva estava concentrada olhando no microscópio e eu dei passos lentos até apertar suas costelas e ela soltar um grito.
0
Comente!x

  — Caralho, sorella, não tem mais idade para isso. — Eu gargalhava e ela me olhava emburrada, ajeitando os cabelos.
0
Comente!x

  — Foi divertido e você teria feito o mesmo… — Cruzei os braços. — Cadê todo mundo?
0
Comente!x

  — Dispensei todos, estavam me irritando. — Ela fez alguma anotação em um bloco e voltou a analisar algo no instrumento científico.
0
Comente!x

  — Hmm… TPM? — Ela me olhou séria, parecia que queria decapitar a minha cabeça. — Ok, TPM. — Constatei. — Quer fazer uma noite de filmes, pipoca, chocolate e tudo mais?
0
Comente!x

  — %Pietra%, não temos mais 15 anos. Você tem trabalho e eu também.
0
Comente!x

  — Meu deus, você tá muito azeda. — Torci os lábios, bufando. — Me dê logo o que preciso que eu vou embora.
0
Comente!x

  — Aqui. — Empurrou o pacote contra meu peito e abanou. — Tchau.
0
Comente!x

  — Também te amo, irmã, até em casa — disse dissimulada e fui caminhando para a escada.
0
Comente!x

  — Não esqueça de fechar a porta.
0
Comente!x

  Beatrice realmente estava de TPM, único motivo plausível para ela estar assim. Ela não tinha o melhor dos humores, mas até que era simpática na maior parte do tempo, então tratei de sair logo de lá. Sentei em frente à direção do meu carro e em poucos minutos estava na boate, entrei e dei o pacote com as drogas a Giovanna, que me olhou sorridente. Subi para o escritório e fui ler alguns contratos, organizar a planilha do mês e fechar as contas do caixa. Eu gostava do que fazia, ficava longe o suficiente de casa para não ouvir o que não queria, sozinha com meu sossego e bem distante de %Matteo%.
0
Comente!x

  Eu não o odiava tanto assim, apenas não nos dávamos bem, era bem óbvio, mas era tudo culpa dele. Ainda lembro de quando chegou em casa, ele me tratava bem, igual às minhas irmãs, porém ele começou com as brincadeiras idiotas, os flertes inadequados, as provocações sem fundamentos e as piadas, tudo me irritava, tudo em %Matteo% me irritava.
0
Comente!x

  Quando notei, as luzes coloridas já piscavam através da minha janela, o que indicava que a boate já estava aberta. Joguei meu corpo para trás na cadeira e respirei fundo, senti minhas costas doerem de ficar horas na mesma posição. Passei a mão pelo pescoço e o apertei, mexendo para um lado e para o outro, tirando a tensão dos meus ombros. Levantei e fui até o bar lá embaixo, pedi um martini para Vincenzo e sentei em um dos bancos, a pista de dança estava relativamente cheia e as mesas vips nos cantos também. Conseguia ver, pela janela da parede que dividia o corredor de entrada e a parte interna, que tinha fila.
0
Comente!x

  Sempre me sentia orgulhosa do trabalho que fazia ali na Fascino, a boate era minha criação, eu levantei aquilo praticamente do zero, com ajuda dos meus funcionários e dos melhores amigos, é claro, e transformei na melhor boate de Madri.
0
Comente!x

  — Olá, senhorita, está sozinha?
0
Comente!x

  — Estou e pretendo continuar. — Nem olhei para o lado para ver a cara do marmanjo.
0
Comente!x

  — Nossa, ela é difícil… — Escutei a gargalhada e revirei os olhos. — Me diz uma coisa: você é a dona do lugar?
0
Comente!x

  — Sim, por quê? — Dessa vez olhei para o homem, ele tinha uma barba espessa, os cabelos grandes e olhos de alguém ruim.
0
Comente!x

  Tive essa impressão por experiência, que você só obtém estando dentro desse mundo, e armei todos os meus muros ao redor de mim; eu estava em alerta. Vasculhei o ambiente com os olhos em questão de segundos, vi onde cada segurança estava, Vincenzo servia três meninas do outro lado do balcão, completamente alheio a mim, claro, elas estavam descaradamente dando em cima dele.
0
Comente!x

  — Me acompanhe em uma bebida, gostaria de conversar com você. — Ele sentou no banco ao meu lado e eu fechei os olhos, raciocinando tudo que eu poderia fazer.
0
Comente!x

  — Não estou a fim de conversar, tenho muito trabalho pela frente, se me der licença. — Levantei do banco pegando meu drink e assim que virei senti meu pulso ser agarrado com força. — Me solte imediatamente!
0
Comente!x

  — Se não o que, senhorita Perroni? — Ele me desafiou, apertando ainda mais meu pulso.
0
Comente!x

  Meu coração acelerou, como diabos ele conhecia meu verdadeiro sobrenome?
0
Comente!x

  Senti o pânico me tomar e tentei puxar meu braço mais uma vez, sem sucesso fiz uma manobra arriscada, já que o cara era duas vezes o meu tamanho, porém eficaz. Passei o braço por cima da minha cabeça, girei meu corpo e coloquei seu braço atrás de suas costas, empurrando sua cabeça contra o balcão, foi tudo muito rápido e eu olhava irritada pela minha taça quebrada no chão.
0
Comente!x

  — Você fez eu desperdiçar meu drink.
0
Comente!x

  — É mesmo uma Perroni.
0
Comente!x

  — Não sei do que está falando — dois seguranças já vinham em nossa direção —, meu nome é %Pietra% Alonso, dona da Fascino e o nome disso é defesa pessoal. — Meus seguranças o pegaram e o levaram.
0
Comente!x

  Eu olhava paralisada para o espelho que tinha atrás das garrafas do bar, apavorada, olhando para mim mesma. A adrenalina tinha me abandonado, me restando apenas o pavor de ter que me esconder em casa e andar armada até os dentes como %Matteo%.
0
Comente!x

  Como ele sabia meu nome?
0
Comente!x

  Era perigoso demais alguém saber a minha verdadeira identidade. Sempre fomos cuidadosos, todos os seguranças são soldados, meus funcionários são de confiança, todos eles.
0
Comente!x

  — %Tita%?! — Senti uma mão em meu ombro e olhei para o lado, vendo Vincenzo. Não consegui responder, ele apenas me segurou e me guiou para cima. — Você está bem? — perguntou assim que me colocou sentada no sofá do meu escritório.
0
Comente!x

  — Estou.
0
Comente!x

  — Quer que eu pegue gelo? — Fiquei olhando para ele meio desnorteada e vi seus olhos descerem, então encarei meu pulso, que nem percebi estar massageando. Apenas assenti e o vi deixar o escritório.
0
Comente!x

  — Você está bem?! — Não passou muito tempo e Giovanna entrou feito um furacão, sentou ao meu lado e acariciou meus ombros, balancei a cabeça em positivo e logo vi Pelegrini voltar com gelo enrolado em um pano.
0
Comente!x

  — Obrigada, Vince — foi tudo que disse antes de pegar e colocar em meu braço.
0
Comente!x

  — Vai, Pelegrini, o bar tá cheio! — A loira praticamente enxotou o coitado, que saiu, mas não antes de estirar o dedo do meio para ela. Às vezes parecia que ainda estávamos no ensino médio. — O que aconteceu?
0
Comente!x

  — Um homem, Giovanna… — Tinha conseguido finalmente recobrar todos os meus neurônios. — Ele sabia meu nome…
0
Comente!x

  — Várias pessoas sabem seu nome, %Tita%, você é a dona da porra toda aqui. — Ela deu de ombros.
0
Comente!x

  — Não, você não entendeu. — Gi arregalou os olhos.
0
Comente!x

  — Você tem que avisar o %Matteo%.
0
Comente!x

  — Pra quê? — Franzi o cenho.
0
Comente!x

  — Se você corre perigo, ele precisa saber…
0
Comente!x

  — Não ouse. — Interrompi ela e levantei jogando o gelo na mesa de centro. — O que acontece dentro da minha boate é responsabilidade minha. — Contornei minha mesa e abri minha gaveta. — Eu sei me defender — peguei minha arma, que ganhei de presente do meu pai assim que finalizei as aulas de tiro, e conferi o pente, colocando-o de volta na minha semiautomática —, fui treinada para isso.
0
Comente!x

  Coloquei a arma na minha cintura, presa ao meu jeans e avisei à minha amiga que desceria até a sala de segurança. Pedi para os meus homens olharem as câmeras, assim que identificaram o suspeito, falei para avisar a todos os seguranças que ele estava proibido de entrar na Fascino. Pedi para que congelassem a melhor imagem do rosto dele e enviassem para Giulia, ela saberia achar quem era esse cara. Agradeci aos seguranças, voltei até meu escritório, peguei minha bolsa e me direcionei à saída. Assim que apareci perto do bar, Vincenzo se aproximou.
0
Comente!x

  — Está mesmo bem?
0
Comente!x

  — Sim, Vince, não se preocupe. — Curvei os lábios. — Eu vou pra casa, preciso resolver algumas coisas.
0
Comente!x

  — Se cuida. Tem algum segurança para te acompanhar?
0
Comente!x

  — Sempre tem, Vince. — Pisquei o olho direito para ele, que entendeu o recado.
0
Comente!x

  Meu verdadeiro sobrenome não podia ter vazado por alguém do bar, todos eram ligados à máfia e confiava neles. Era fácil confiar em pessoas que você conhece por toda a vida, que te ajudaram tantas outras vezes e que faziam parte da famiglia. Vincenzo, além de ser meu fiel barman, também o conhecia desde a escola. Ele e a Coppola namoraram por alguns meses no ensino médio, mas a loira é livre demais para se prender a alguém. Acabamos virando melhores amigos, posso dizer assim… tudo bem, amigos com benefícios. Nos conhecíamos há muito tempo, era fácil satisfazer o carnal com alguém próximo e que é confiável.
0
Comente!x

  Entrei no carro e respirei fundo, tirei a arma e coloquei no banco do passageiro, olhei pelo retrovisor vendo Ettore e Austin, que já estavam no outro carro, apenas esperando eu sair para fazerem minha escolta até em casa. Sorri tranquila, por mais que a cena daquele homem ter surgido do nada falando meu verdadeiro nome ainda estivesse me incomodando.
0
Comente!x

  Cheguei em casa e vi %Matteo% de costas, servindo alguma bebida, apostava ser whisky. Acabei fazendo um martini para mim e roubando seu cigarro. Estava cansada, depois que a adrenalina baixou do meu corpo, ele parecia pesar uma tonelada. Tudo que eu queria era relaxar, mas parecia que meu meio-irmão idiota não tinha entendido isso, no entanto, compreendia que ele ficou preocupado por eu estar machucada.
0
Comente!x

  %Matteo% podia ser insuportável, mas ele se preocupava com a gente, comigo e com suas irmãs. Acabei estourando quando ele falou de uma forma como se eu fosse sua subordinada e eu não queria precisar dele para nada.
0
Comente!x

  Minha boate, meus problemas, minha responsabilidade.
0
Comente!x

  Não sou nenhuma garota indefesa esperando seu príncipe encantado, não preciso disso. Além de já ter perdido meu lugar na máfia, ele queria ditar o que fazer no único lugar em que eu me sentia verdadeiramente feliz e completa? Eu estou cansada dessa pose de sottocapo, %Matteo% tem que entender que estou na mesma posição que ele: filha do Capo da porra da Vincere; eu era a prossima antes dele chegar.
0
Comente!x

[...]

  — Eu acho que a Giovanna tem razão, você já deveria ter contado para o %Teo% dias atrás.
0
Comente!x

  — Não fode, Luna. — Coloquei mais um pedaço da torta de limão na boca. — Vim aqui justamente porque você me escuta e costuma ser sensata. A boate é minha, acha errado eu querer resolver sozinha?
0
Comente!x

  — Não, não acho, mas essa guerra de vocês dois já deveria ter acabado há anos. — A morena cruzou os braços e revirou os olhos. — Dois adultos se comportando como crianças. Se não fosse essa implicância infantil de vocês, você teria dito.
0
Comente!x

  — Eu quero que ele saiba que eu sou tão competente quanto ele, não preciso de ajuda ou de proteção. — Bufei e torci os lábios, era nítido o controle que ele queria ter e eu odiava esse comportamento de macho alfa dele.
0
Comente!x

  — %Matteo% é responsável pela segurança da famiglia, %Pietra%!
0
Comente!x

  — Eu sei disso, mas fomos treinadas pra que, Luna?! Pra na primeira merda chamar um dos homens? — Revirei os olhos. — Esse assunto está resolvido. Preciso ir, sorella.
0
Comente!x

  — Se cuida, hein, %Tita%?! — Levantei dando um beijo no topo da cabeça da caçula, peguei minha bolsa e fui em direção à porta.
0
Comente!x

  — Eu sempre me cuido, Luna. Ciao.
0
Comente!x

  Às vezes eu buscava Luna para conversar já que ela parecia ser a mais sensata de nós, ela me ouvia com o objetivo de me entender e não só para responder. Era sempre bom conversar com ela, mas desde que %Matteo% voltou parecia haver um complô para fazer com que nos déssemos bem. Acelerei o carro com o intuito de chegar mais rápido até a minha boate e poder ocupar minha mente. Assim que cruzei a entrada sentei na banqueta do balcão, vi Pelegrini organizando as bebidas para a abertura e sorri.
0
Comente!x

  — Ei, bonitão — ele virou para mim e deu aquele sorriso de canto sedutor dele —, me serve um martini.
0
Comente!x

  — Agora, patroa. — Ele bateu continência.
0
Comente!x

  — Está tudo sob controle? — perguntei assim que ele colocou a taça em minha frente, em cima do balcão.
0
Comente!x

  — Giovanna estava gritando com alguém na cozinha uns 15 minutos atrás. — Ele riu e eu acompanhei.
0
Comente!x

  — Aquela loira é maluca… — Dei um gole em meu drink.
0
Comente!x

  — Já sabemos disso faz tempo… — Ele veio dar um beijo em minha bochecha e eu virei, selando nossos lábios, fazendo com que Vincenzo se surpreendesse. — Achei que não queria…
0
Comente!x

  — Não tem ninguém aqui, Vince.
0
Comente!x

  — A Giovanna pode aparecer ou… alguém. — Ele limpou a garganta coçando a nuca.
0
Comente!x

  — Tá com vergonha de mim, Pelegrini? — Vi o desespero em sua expressão e comecei a rir. — Ei, a Giovanna sabe. E eu só não quero fazer isso aqui em público porque me preocupo com você. — Saboreei a bebida novamente. — Se alguém descobre, pode te usar como moeda de troca, Vince. Ainda mais depois do que aconteceu…
0
Comente!x

  — Lo so, cuore. — Ele piscou para mim. — Não se preocupe com isso. — Ele se debruçou sobre o balcão e colocou os lábios no meu ouvido. — Mais tarde eu vou lá em cima e te fodo como merece.
0
Comente!x

  — Safadeza já a essa hora? — Ouvi a voz de Giovanna e Vince pigarreou voltando aos seus afazeres. — A cozinha está um caos, Santiago precisa colocar ordem nos assistentes dele e ele não me escuta.
0
Comente!x

  — Giovanna, tempestade em copo d'água, é isso que você faz. — Sorri para ela e finalizei minha bebida. — Mais tarde me leva outro, Vince… — Sorri e pisquei o olho direito para ele, que apenas fez uma continência.
0
Comente!x

  Eu e Giovanna subimos para o meu escritório e repassei com ela tudo que precisávamos para a semana. Já fazia alguns dias que aquele homem tinha aparecido na boate, e depois a Giu o identificou como dono de um bar, então concluímos que tinha sido apenas algum lunático que acreditava que qualquer dono de empreendimento grande fizesse parte da máfia. Ele não precisava saber que isso era parcialmente verdade, afinal, a Vincere está no comando da Espanha há algum tempo.
0
Comente!x

  Quando desliguei o telefone com um dos fornecedores, me veio à memória de quando ainda estávamos expurgando os Delantera da Espanha, fui eu que dei a ordem para os meus homens executarem os Espanhóis que ainda restavam no sul do país. Seria ele um sobrevivente? Franzi o cenho pensando na possibilidade, mas logo neguei com a cabeça, não poderia ser.
0
Comente!x

  Os Delantera foram praticamente dizimados por nós depois que mataram meu tio e o pai de Pelegrini, talvez tenha sobrado meia dúzia, porém, o que fariam com tão pouco? Respirei fundo me jogando na cadeira, estava sendo paranoica. Meu pai tinha sido claro o suficiente com o chefe deles, que foi o único inimigo que teve contato com Otelo e sobreviveu para contar a história.
0
Comente!x

  Olhei a data no meu computador, estávamos em uma quinta-feira, era um dia que já começava a ser movimentado, porém, não tanto quanto o fim de semana, estava até pensando em ir para casa descansar, ter uma noite de spa me parecia uma boa ideia, fazia tempo que não tirava um tempinho para cuidar de mim. Escutei batidas na porta e apenas falei para entrar, abri os olhos e virei, vendo Vincenzo com um martini na bandeja; sorri.
0
Comente!x

  — Você parece estar dentro da minha mente. — Ele fechou a porta e deixou a taça em cima da mesa. — Estava mesmo precisando relaxar…
0
Comente!x

  — Tenho uma ideia melhor para isso. — Sua expressão se tornou a de um perfeito devasso. Ele voltou três passos, sem tirar os olhos de mim, e trancou a porta. Voltou calmamente, largou a bandeja, apoiou as mãos nos braços da cadeira e a girou para si, ajoelhando-se em seguida. — Se me permitir… 
0
Comente!x

  Acenei em positivo e seus dedos passaram a acariciar o meu joelho, subiram devagar pelas minhas coxas... seus dedos eram ásperos, de homem. Era gostoso o toque dele na minha pele, os arrepios eram involuntários, assim como meus olhos se fechando e minha língua inquieta dentro da boca. Umedeci os lábios e suas mãos tatuadas se voltaram para o meu quadril, encontrando as laterais da minha calcinha; belo dia para ter vindo de vestido. Levantei o quadril para ajudá-lo a tirar a peça, seus dedos seguiram pela parte interna das minhas coxas até alcançar meus grandes lábios.
0
Comente!x

  — Vince… — falei em um ofego, abrindo ainda mais as pernas em reflexo aos seus toques.
0
Comente!x

  — Shi… relaxa. — Ele lambeu do meu joelho até a minha virilha. Céus, aquela língua fazia maravilhas. Seus polegares abriram a minha boceta e vi seus olhos brilharem ao vê-la. — Tão molhada… — Gemi com o contato do seu músculo quente no meu clitóris, com a pressão certeira para me fazer delirar em segundos, agarrei seus cabelos e rebolei em seu rosto, aproveitando cada sensação.
0
Comente!x

  Joguei a cabeça para trás aproveitando os arrepios que subiam pelo meu corpo, meu baixo ventre incendiava e quando dois dedos me invadiram, puxei ainda mais os fios castanhos.
0
Comente!x

  — Vince! — gemi em um grito, e sua língua me lambia com a habilidade de anos de conhecimento. — Eu vou gozar… eu vou… — Mordi o lábio inferior sufocando o grito do orgasmo que me possuiu e me fez esmaecer na cadeira. Estava ofegante de olhos fechados e ao abri-los, vi a expressão de satisfação de Pelegrini. — Você sempre me surpreende.
0
Comente!x

  — Estou sempre às ordens, senhorita Alonso. — Ele virou, pegando a bandeja.
0
Comente!x

  — Ei, onde pensa que vai?
0
Comente!x

  — Preciso voltar para o bar…
0
Comente!x

  — Não antes de me foder como eu mereço. — Sorri safada e fui correspondida da mesma forma.
0
Comente!x

  Vincenzo jogou a bandeja no chão e me puxou da cadeira pela nuca, reivindicou meus lábios com autoridade, assim como apertava minha cintura contra seu corpo. Nossas línguas se enrolavam, ele sugou meu lábio inferior e o mordeu. Agarrou meus cabelos e me colocou debruçada na mesa com violência, vi ele abrir a calça e pegar o preservativo na minha gaveta, onde ele já sabia que ficava. Ele apertou minha bunda e se enterrou na minha boceta sem aviso prévio, eu ansiava por isso, um sexo gostoso e bruto para tirar toda a tensão.
0
Comente!x

  Agarrei na mesa e gemi sem qualquer controle, a cada investida eu sentia meu corpo mais leve, mais quente e mais perto de sucumbir ao prazer extremo novamente.
0
Comente!x

  — Mais forte, Vince…
0
Comente!x

  Sua pélvis batia contra a minha bunda com força, sua mão subiu até minha cintura e a apertou, definitivamente ficaria a marca. Vincenzo se retirou de dentro de mim e me virou para si, colocando-me sentada na beirada da mesa e voltou a meter com veemência, pegou em meu pescoço e enfiou a língua dentro da minha boca, prendi as coxas em sua cintura e aproveitei o calor que subia das minhas pernas, descia do meu busto e se encontrava no meu baixo ventre.
0
Comente!x

  — Você ainda me mata, %Pietra%… — Pelegrini soprou contra os nossos lábios e eu sorri, jogando a cabeça para trás, dando a ele mais espaço para me enforcar, do jeitinho que eu gostava e ele bem que sabia. — Tão safada… — Senti sua mão massageando meu seio e gemi arrastado, sentindo aquela pressão em minha garganta, eu iria gozar de novo. — Goza no meu pau, bem gostoso, vai… — Ele deu um tapa na minha cara e eu gemi apertando os olhos, minha boceta chegou a piscar com tamanho tesão que estava sentindo. — Você adora isso, não é? — Deu outro tapa e eu me desfiz em fluído e logo o rosnado que Pelegrini soltou deixou claro que ele também tinha atingido o clímax.
0
Comente!x

  Encostei a testa em seu ombro e respirei pesado, tentando recuperar minha respiração normal e falei: — Sempre um prazer ser fodida por você.
0
Comente!x

  — Sabe que é só chamar… — Ele se retirou de dentro de mim e caminhou até o banheiro que eu tinha ali no escritório, jogou o preservativo cheio no lixo, fechou sua calça no caminho. Assim que chegou em minha frente novamente, levantou minha cabeça pelo maxilar e depositou um beijo em minha boca. Pegou a bandeja do chão e saiu, deixando-me completamente relaxada.
0
Comente!x

  Acho que era disso que eu precisava, ri sozinha enquanto descia da mesa, baixei o vestido, fui até o banheiro e ajeitei meu cabelo. Retoquei meu batom e respirei fundo, feliz da vida que tinha tido dois ótimos orgasmos, melhorando minha noite em 200%.
0
Comente!x

  Quem disse que eu precisava de uma noite de spa?
0
Comente!x

  Só precisava ser bem comida, coisa que Pelegrini fazia muito bem, era bom não ter que sair para caçar um homem. Não tinha a mínima paciência, não queria lidar com desconhecidos; era bom assim, amizade com benefícios. Saí do banheiro e fui surpreendida por %Matteo% plantado no meio do meu escritório.
0
Comente!x

  — O que diabos está fazendo aqui? — Franzi o cenho olhando para ele.
0
Comente!x

  — Vim fazer a sua segurança já que você não aceitou colocar mais soldados na boate, mas vejo que já estava sendo bem cuidada. — Seus olhos estavam focados diretamente na porra da minha calcinha em cima da mesa.
0
Comente!x

Capítulo 3
0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest

2 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Lelen

Ai, aquele sentimento de amor e ódio por uma mesma pessoa 😌
E quero deixar registrado aqui que eu amo a Beatrice HAHAHAHA
Agora temos que ficar de olho nesse povo aparecendo na boate sabendo demais, algo de errado não está certo 🧐
E Vincenzo se mostrando versátil em suas tarefas HEHEEHEH vamos ver o que Matteo vai falar sobre isso (tem nada que se intrometer, mas né HAHAHAH)

Ray Dias

MMeU deeeeeeooooos do ceeeeeeeeu, ele chegou nesse momento kkkkkkk a calcinha kkkkkk

Todos os comentários (70)
×

Comentários

×

ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Você não pode copiar o conteúdo desta página

2
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x