Vincere


Escrita porHatakesaturn
Revisada por Lelen


Capítulo 2

Tempo estimado de leitura: 21 minutos

%Matteo% Perroni

  Eu saí da Fascino por volta das 2:40 e desde o momento que vi %Pietra% antes de abrir o estabelecimento, não a vi mais; era uma pena. Eu gostava de infernizar a vida da indomável. Desde a adolescência %Pietra% tinha uma personalidade explosiva, e eu gostava de vê-la irritada, gritando comigo e me xingando como só uma boa Perroni sabia fazer. Era divertido vê-la inflar as bochechas e aqueles olhos verdes, escuros, quase pegando fogo, eu tinha certeza que em certos momentos ela pensava em arrancar a minha cabeça pelo jeito que me olhava.
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  Eu não a odiava como ela achava, e sabia que ela pensava assim pela sua cara de desgosto toda vez que me via, pelo ar sendo expulso de seus pulmões quando eu fazia alguma gracinha, ou até mesmo o jeito que ela corria da minha presença.
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  Era divertido irritá-la, que culpa eu tenho?
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  No fim das contas eu sabia que o culpado de tudo isso era eu, e precisava continuar, manter o ódio dela por mim era necessário. Deveria mantê-la longe, pois eu sabia o quanto ela abominava o trabalho sujo da Vincere e eu não queria que ela tivesse apenas a visão do carrasco que mata e tortura sem piedade.
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  Esse era o verdadeiro motivo para mantê-la o mais longe possível de mim.
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  Aprendi com meu pai que manter as garotas afastadas dessa parte do trabalho era o melhor a se fazer, estávamos poupando elas de saberem demais ou de nos ver como homens sem coração. Elas não eram santas e sabiam de tudo, mas entre saber e ver, sentir e fazer tinha um enorme abismo.
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  Beatrice tomava conta do laboratório, Giulia ficava na parte da segurança cibernética, %Pietra% e Luna ficavam na parte mais comercial, digamos assim. %Pietra% à frente da boate e Luna na confeitaria onde lavávamos o dinheiro da venda das armas, e como elas trabalhavam mais expostas, não usavam o sobrenome do nosso pai em público.
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  Elas resolveram escolher o sobrenome que usariam, nenhuma nunca quis conhecer ou ter nada a ver com suas mães, pois mulheres que entregavam as filhas de boa vontade não mereciam que elas usassem os seus sobrenomes. Esse era um pensamento unânime entre as quatro.
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[...]

  Cheguei em casa naquela madrugada um pouco bêbado já que acabei dispensando dois dos três soldados que estavam fazendo minha segurança para eu não beber sozinho. A verdade era que ser o subchefe de uma máfia não era nada do que as pessoas imaginavam, era maçante, era exaustivo, uma responsabilidade sem tamanho e isso às vezes me deixava sem dormir algumas noites e o álcool resolvia o problema.
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  Otelo esperava muito de mim, fui o único filho homem que ele gerou antes de descobrir que tinha ficado estéril, infelizmente. Por causa de uma infecção ocasionada por um tiro que sofreu 2 anos depois de Luna e Giulia nascerem, ele não poderia mais gerar filhos.
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  A família ficou um pouco menor do que ele planejava e agora tudo estava em minhas mãos, pois com apenas um herdeiro homem, Otelo ficava receoso, já que se acontecesse algo comigo tudo ia por água abaixo. E essa responsabilidade pesava toneladas nos meus ombros, tentava amenizar em minha cabeça, mas a grande realidade é que isso me deixava pilhado em certos momentos. Como quando meu pai dizia que eu precisava casar logo e ter no mínimo 4 filhos homens, e esse assunto estava pesando a cada ano que passava. Eu faria 33 anos em alguns meses e para ele, eu já tinha passado da idade de estar casado e com a prole garantida. O herdeiro da Vincere deveria se casar cedo, segundo meu pai.
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  Não era algo que me chamava muito a atenção, mas eu sabia que ele só estava querendo o melhor para mim. Eu sabia o quanto incomodava ele ter se envolvido com várias mulheres, mas nenhuma o amava de verdade, elas queriam apenas dar um filho e deixar nas mãos dele para que cuidasse e, claro, queriam receber a boa grana que vinha com a proposta de gerar o filho do Don.
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  Eu sabia que minha mãe tinha sido a única que ele amou e foi recíproco, mas após anos naquele mundo, Aurora não sabia mais como lidar com a vida da famiglia. Então ela me pegou e saiu de casa comigo nos braços, mas não sem antes receber o aviso que eu teria treinamento mesmo em sua casa e que deveria me entregar a ele anos depois, aos 16 para ser mais exato. Essa era a idade de iniciação na máfia e do treinamento mais pesado para assumir o lugar do meu pai quando fosse a hora.
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  Foi aí que tudo desandou, eu era um garoto normal, tive uma infância tranquila no interior da Itália. Estudava em uma escola comum, jogava bola na rua e tinha amigos no meu bairro. Apesar do treinamento com o capitão do meu pai ser diário, era a única coisa diferente que eu fazia: aprender a lutar. Eu até gostava, era divertido para um garoto de 10 anos saber lutar, porém, quando tudo parecia sério demais eu ficava irredutível e não saía do meu quarto.
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  Minha mãe sofreu muito por mim e eu não entendia, mas hoje consigo compreender o motivo. Enquanto estava na Itália a visitei, por mais que às vezes ela me olhasse com aquela expressão de desgosto por ter me tornado alguém tão parecido com quem ela tentou ao máximo me manter longe, era minha mãe e eu a amava. Eu tentava entender a recusa dela de ter algum vínculo mais profundo comigo, porém achava que quando ela casou com um Don, ela deveria saber onde estava se metendo e o que vinha com aquele sim.
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  — Levanta, %Matteo%! — Ouvi a voz irritada e grossa ecoar pelo quarto, assim como fui cegado pela claridade, que entrou inundando o quarto quando meu pai abriu as cortinas. — Foi farrear ontem, não é? Esqueceu do carregamento que vai chegar hoje?
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  — Que horas são? — Virei na cama em busca do meu celular na mesa de cabeceira. — Caralho! — berrei levantando em um salto da cama ao ver as horas.
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  — É, caralho mesmo, %Matteo%! — Otelo gritou enquanto eu ia até o banheiro. — Você nunca faz esse tipo de coisa, qual o seu problema?
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  — Perdão, pai, não vai se repetir. — Voltei até o quarto já fechando o zíper da calça jeans e a camisa branca faltando apenas fechar os botões.
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  — Ah, não vai mesmo. — Vi ele sair do quarto e bater a porta.
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  — Cacete, já comecei o dia bem…
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  Peguei meu celular e a chave do carro e saí de casa às pressas com mais dois carros com soldados me seguindo. Chegamos ao porto em cima da hora, mas alguns subordinados já estavam lá à minha espera, desci do carro e Manuel, um dos soldados, cumprimentou-me abaixando levemente a cabeça demonstrando subserviência, passei por ele e fui diretamente falar com o capi, Giovanni.
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  — Conferiu tudo?
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  — Sim, senhor Perroni. Está tudo certo, vamos separar em 4 carros.
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  — Ótimo. — Entrei no container e averiguei a quantidade de caixas, abri uma com a faca que tinha em meu bolso e conferi. — Vou esperar no carro, assim que terminar é para ir direto para o laboratório. — Virei as costas e segui até meu carro, sentei no banco do motorista e abri o vidro.
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  Fiquei esperando os soldados carregarem os carros com a mercadoria, peguei o maço de cigarro, bati no volante e um cilindro saltou da caixa, coloquei-o na boca e o acendi, pois aquilo parecia que ia demorar. Respirei fundo e tentei apreciar a paisagem além do trabalho ilegal que estava acontecendo há poucos metros de mim, aquele momento era o mais próximo que eu tinha chegado do mar nos últimos 3 anos.
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  Meu celular vibrou no meu bolso, puxei o aparelho, dei mais um trago no cigarro e então atendi.
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  — Alô?
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   %Matteo%, preciso que assim que finalizar volte imediatamente para casa.
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  — Aconteceu alguma coisa?
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  — Falaremos quando chegar.
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  Meu pai desligou antes que eu pudesse fazer qualquer pergunta, a ligação tinha me deixado preocupado pelo tom de voz que ele utilizou, estava sério demais para ser um problema pequeno. Giovanni chegou na janela do meu carro e avisou que estava tudo pronto, acenei para que fossemos embora, dei um último trago e joguei o cigarro pela janela. Virei a chave e acelerei, acompanhando pelo retrovisor os outros 4 carros que me seguiam.
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  Chegamos no laboratório e as ações, principalmente quando envolvia carregamentos ilegais, eram feitas rapidamente. Os soldados colocaram todas as caixas no depósito e dispensei seus serviços por aquela hora e fechei o portão, conferi o carregamento e pedi para que um dos químicos conferisse a qualidade.
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  Por mais que estivesse pensando apenas no que meu pai poderia querer e no que tinha acontecido, não queria enfrentar a fúria da minha irmã caso eu fosse embora sem falar com ela. Abri a porta que dava acesso ao porão e desci a escada, assim que coloquei o pé no último degrau, pude ver o cabelo vermelho chamando atenção naquela sala toda branca, com tubos transparentes e luzes claras demais para o meu gosto.
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  Beatrice estava concentrada em algo que eu definitivamente não sabia e bem saberia o que era caso ela me explicasse, caminhei devagar entre as mesas, com outros poucos funcionários e encostei em seu braço. Ela olhou por cima do ombro e sorriu:
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  — %Teo%…
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  — Carregamento está no depósito.
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  — Obrigada, maninho. — Ela tirou os óculos transparentes e me olhou de um jeito estranho.
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  — Que foi? — perguntei franzindo o cenho.
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  — Aconteceu alguma coisa?
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  — Você é curiosa demais, Bee — reclamei, chamando ela pelo apelido que dei quando éramos mais novos devido a sua curiosidade, achava que era por isso que ela era tão boa na química e em suas criações.
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  — Obrigada. — Ela sorriu empinando o nariz.
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  — Não foi um elogio. — Pisquei o olho direito com um sorriso arteiro no rosto, dei as costas e fui andando para a escada. — Vou descobrir o que houve quando chegar em casa.
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  — Quero saber a fofoca depois.
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  — Não sei se vai querer saber… — Olhei para ela assim que a minha mão alcançou o corrimão e a vi fazer careta, fazendo com que eu risse. — Até o jantar, maninha.
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  Assim que estacionei meu carro, saí dele com pressa, porém não o suficiente para demonstrar meu nervosismo. Entrei em casa e fui direto até a biblioteca, onde ficava também o escritório de meu pai em uma sala adjacente, separada por portas duplas de madeira. Entrei no ambiente e vi dois Capis em pé, aparentemente esperando apenas a minha presença, meu pai ofereceu a cadeira em frente à sua mesa para mim e sentei.
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  — Pegamos um dos Delantera, quero que interrogue ele.
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  — Pai... — Fui advertido pelo olhar do Don. — Don Otelo, temos homens treinados para isso.
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  — Você é o melhor e sabe disso. — Eu engoli em seco e assenti. — Conto com você.
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  Levantei da poltrona abrindo dois botões de minha camisa e arregaçando as mangas, sabia que o trabalho sujo começaria e, a partir daquele momento, não teria hora para terminar. Caminhei lentamente com os capitães me acompanhando, passei pelo hall de entrada e cruzei meu olhar com o de %Pietra%, que estava pegando as chaves do seu carro, ela nos acompanhou com os olhos e eu abaixei a cabeça respirando fundo.
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  Caminhamos pelo corredor extenso no qual ao final tinha a porta onde estava o inimigo, girei a maçaneta e desci os degraus até o porão, que utilizávamos para esses trabalhos de última hora, o homem já estava vendado e amarrado, sentado em uma cadeira.
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  Filippo, meu primo e capitão, colocou uma cadeira em frente ao homem, então sentei-me também, soltei o ar com força, me preparando para assumir o %Matteo% sanguinário, aquele que só existia ali em circunstâncias como aquela, peguei a carteira do bolso da calça puxando um cigarro e o acendi, fazendo sinal com a mão para que Filippo tirasse a venda e a mordaça.
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  O homem, assustado, olhou para os lados e finalmente olhou para frente, notando minha presença; levantei o canto dos meus lábios e soprei a fumaça para o alto.
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  — Então, qual o seu nome? — Apoiei meus cotovelos em meus joelhos.
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  — Paco… Paco Mendez.
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  — Vai ser do jeito fácil ou difícil, Paco? — Dei outro trago em meu cigarro, soltei a fumaça esperando uma reação, mas tudo que recebi foi silêncio. Maneei a cabeça para Filippo, que socou o estômago do inimigo, fazendo-o se contorcer de dor até onde as cordas deixavam. — Do jeito difícil então… Me conte, quais são os planos do seu Don?
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  — Eu não sei, sou apenas um soldado… — Outro soco desferido em seu abdômen, e o homem tossiu.
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  — Claro que sabe, os soldados são mais bem informados do que pensamos. — Sorri e me ajeitei na cadeira, cruzando as pernas. — Quero saber como ele acha que vai tomar os nossos negócios.
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  — Senhor, eu juro, eu não sei… — O outro Capitão, Gian, socou o rosto do homem uma, duas, três vezes, vi o sangue saltar e um corte se abrir na maçã do rosto e na boca do nosso interrogado.
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  Eu suspeitava que os Delantera ainda existiam e que estavam aos poucos se infiltrando onde não deviam em Madri. Acontece que aquele era o nosso território, a Espanha agora nos pertencia, a Vincere comandava o lugar desde que a conquistamos.
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  Meu pai já vinha em uma guerra que se arrastava durante anos pela morte da minha tia Victoria, porém, ele resolveu enxotar os Delantera da Espanha como punição por um dos capitães deles ter matado o meu tio, que era o sottocapo, e o nosso consegliere, que também estava com ele na emboscada.
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  Depois de matar mais da metade do que eles chamavam de máfia espanhola - já que aquilo estava mais para gangue de bairro -, eles fugiram com o rabo entre as pernas. Contudo, eu sabia que aquele ser arrogante e ganancioso estava se armando e se preparando para algum dia vir buscar a sua vingança, e claro, conquistar o espaço que um dia foi dele.
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  Levantei e caminhei a passos lentos, agachei para ver o homem dos cabelos castanhos de perto e ele possuía uma cicatriz que ia do centro da sua testa até o fim do nariz, que era perceptivelmente quebrado, presentes de quem faz parte desse mundo.
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  — Então, Paco, o chefe vai ficar irritado se eu não conseguir o que ele quer, entende? Preciso voltar com alguma informação importante para ele, algo que o satisfaça… — Dei um trago no cigarro, e assim que ele olhou para mim, apaguei o cigarro em sua bochecha. Só vi ele engolir em seco e fechar os olhos, definitivamente estava segurando o grito que queria sair. — Ele é durão… — Olhei para os meus subordinados e disse: — Peguem o kit de casqueamento bovino.
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[...]

  Os gritos aterrorizados pela dor ainda ecoavam em minha cabeça, eu precisava de um tempo. Talvez o coitado do soldado não soubesse mesmo de nada, se fosse um capitão seria mais difícil eu acreditar que estivesse no escuro. Respirei fundo assim que saí pelas portas laterais, precisava de ar puro, aquele cheiro de sangue já estava me deixando enjoado.
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  Acendi um cigarro e olhei para o céu, já era noite fechada, acreditava que tinha ficado lá embaixo por mais ou menos 9 horas. Precisava de uma bebida. Caminhei até a sala íntima e servi o whisky, virei a dose de uma vez, e só então coloquei duas pedras de gelo e mais uma dose para apreciar.
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  — Papai já disse para não fumar dentro de casa. — Pela voz eu sabia quem era, saberia até de olhos fechados.
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  Peguei meu copo e me virei, apoiando meu cotovelo no balcão do pequeno bar que tínhamos ali, %Pietra% estava segurando sua bolsa e chaves, parecia que tinha acabado de chegar em casa da boate.
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  — Não deveria estar na boate, %Tita%? — Dei um gole em meu copo e a vi colocar a bolsa em cima do sofá e vir em direção a mim, ela foi até a parte interna do bar e começou a fazer um martini.
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  — Deixei a Gi cuidando de tudo, não estou me sentindo muito bem. — Ela pegou a taça e deu um gole, fechou os olhos, parecia degustar a bebida, então engoliu e passou a língua pelos lábios de uma forma sensual demais para ela fazer isso em qualquer lugar.
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  Era intrigante, parecia quase um ritual, ela sempre fazia isso e eu sempre ficava preso em cada mínimo movimento.
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  — Hm… — murmurei, dando um trago em meu cigarro, que dei pela metade, já que ela tomou dos meus dedos e colocou nos lábios enquanto se afastava de mim. — Se queria um, era só pedir.
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  Ela tirou os sapatos, segurando a taça nas mãos e o cigarro pendurado nos lábios pintados de vermelho; puta merda, ela era sexy.
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  Caralho, %Matteo%, cala a boca.
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  Me censuro em minha mente, apenas caminho novamente até o lado de fora, acendo outro cigarro e sinto a brisa fresca balançar os fios de cabelo em meu rosto. %Pietra% passa por mim e vai em direção à piscina, assisto de longe, encostado em uma das pilastras da varanda, ela sentar na borda da piscina. Às vezes conseguíamos ficar no mesmo espaço sem discutir, acreditava ser mais por minha causa, já que eu não a provocava.
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  Tirei os sapatos, as meias e andei lentamente, sentindo a grama abraçar meus pés, eu amava essa sensação, sentei na borda do outro lado, ficando ao seu lado esquerdo, mas longe o suficiente. Conseguia vê-la de perfil, os olhos verdes admiravam as estrelas e eu podia notar o quanto estava cansada, baixei mais os olhos e vi seu pulso roxo, franzi o cenho e uma raiva instantânea me tomou.
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  — Quem fez isso com você? — Minha voz saiu mais autoritária do que eu pretendia.
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  Ela me olhou sem entender, então viu onde meus olhos estavam vidrados.
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  — Não foi nada… — Ela acariciou com a outra mão, tentando esconder e desviou os olhos de mim.
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  — %Pietra%… Quem? — Travei os dentes, sentindo meu corpo esquentar com o pensamento de alguém machucando ela.
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  — Foi um cliente, bêbado, pedi para os seguranças o tirarem da Fascino — falou como se não fosse nada.
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  — Coloque mais soldados na boate — ordenei.
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  — Não precisa.
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  — Já que você foi agredida… — falei o óbvio —, precisa sim, e você não tem escolha.
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  — %Matteo%, eu sei me defender, não se meta na minha boate. — Ela jogou o cigarro dentro da taça com o resto da bebida, fazendo o barulho inconfundível da brasa de apagando, e levantou virando-se para entrar.
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  — Seu braço está…
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  — Eu sei o que meu braço está, %Matteo%. — Ela me interrompeu, voltando seus olhos para mim. — É o meu braço, e é a porra da minha boate. Não se meta, cazzo! — Vi seus olhos desceram para o meu corpo e ela deu um sorriso seguida de um riso de escárnio. — Vá cuidar de seja lá o que você estava fazendo — ela apontou para a minha camisa —, só me deixe em paz. — Ela seguiu a passos firmes para dentro da mansão.
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  Desci meus olhos para a camisa que tinha respingos de sangue.
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  — Merda.
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Capítulo 2
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Lelen

Estou aqui pelo sangue e pelas cabeças rolando HAHAHAHAH
Matteo querendo fingir que não liga pra nada e nem ninguém, mas vê um machucadinho que não deveria estar ali em alguém e já vira o cão. Mesmo assim, eu ainda tenho o pé atrás com ele 🧐🧐 (aquelas trabalhadas em Game Of Thrones HAHAHAH)
Tô até com medo de ver onde que esses negócios de família vão terminar, mas bora lá, tamo só no começo

hatakesaturn

Mulher, não sabe nem disfarçar… Kkkk ele tenta, mas não consegue né…
Na máfia acontece de tudo, a verdade é essa rs

Ray Dias

Caraaaambaaaa eu estou amandoooo essa história. Mas esperando que os irmãos não sejam mesmo irmãos. Hahaha

hatakesaturn

E todos nós temos apenas uma esperança kkkkk

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