Vincere


Escrita porHatakesaturn
Revisada por Lelen


Capítulo 14

Tempo estimado de leitura: 25 minutos

%Matteo% Perroni

  O destino realmente gosta de dificultar as coisas, %Pietra% ter me pegado saindo com a Carolyn do banheiro foi uma merda, uma ironia filha da puta se quer saber. Depois daquela cena toda com o novo barman me deixou a ponto de jogar tudo para cima e beijar ela ali, na frente de todo mundo, só para mostrar que ela me pertencia e que quem a tocasse eu arrancaria os dedos. Entretanto, controlei minha raiva o máximo que deu, mesmo depois de chegar em casa e arrumar uma desculpa para dispensar Carolyn e conseguir ir para o meu quarto sozinho, não conseguia deixar de me questionar se %Pietra% já tinha dormido com o tal do Juan.
0
Comente!x

  Até tentei conversar com ela no dia seguinte, mas fui ignorado com sucesso e atrapalhado por Carolyn, que me arrastou até a área da piscina para comer. Já fazia alguns dias que eu sentia falta de estar sozinho, em silêncio, de só ter seguranças ao meu redor que só falavam quando eu permitia.
0
Comente!x

  Eu estava tentando pelo meu pai, eu entendia sua preocupação, mas eu poderia achar outra mulher capaz de se casar comigo apenas pelo luxo, poderia até fazer um contrato. Balancei a cabeça em negativo, o que eu estava pensando? Fazer igual ao meu pai? Talvez minha mãe estivesse certa e eu tivesse me tornando igualzinho a ele. E no momento eu parecia ainda mais com Otelo, sentado em um restaurante caro, com uma mulher que nem consegue me despertar tesão porque a %Pietra% estragou a porra do meu pau. Ela quase implorou durante 1 semana por um jantar, vivia falando do restaurante como se fosse a melhor coisa a se fazer em Madri, então decidi ceder, talvez fosse algo bom. Eu precisava tentar mais um pouco, se meu pai quisesse que eu fizesse um filho nela para me deixar em paz, que fosse.
0
Comente!x

  — Gostou do restaurante? — Carolyn me perguntou.
0
Comente!x

  — Sim, agradável. — Dei um gole no whisky, que bebia enquanto esperávamos o jantar. — Pretende visitar seu pai no fim do ano?
0
Comente!x

  — Não sei, %Matteo%. Talvez ele nem esteja em Paris… meu pai viaja muito.
0
Comente!x

  — Passava as festas sozinha?
0
Comente!x

  — Não, tenho uma tia que me adora e sempre fazia questão de me dar uma infância e adolescência normais, mesmo que meu pai não estivesse lá para ver. — Vi ela abaixar os olhos, sentida enquanto falava aquelas palavras amargas, suspirei pensando que talvez eu estivesse sendo duro demais com ela e precisava ser mais gentil.
0
Comente!x

  Me forçar a fazer o básico com uma mulher estava difícil ultimamente.
0
Comente!x

  — Sinto muito por isso.
0
Comente!x

  — Eu fui feliz, sentia falta do meu pai, mas a tia Camille sempre esteve lá por mim.
0
Comente!x

  O jantar chegou e comemos conversando, mais ela falava do que eu, porém era até interessante o modo como ela via a vida, querendo ser livre e conhecer o mundo. Seu pai parecia ter treinado ela para assumir o legado que ele construiu na França, história bem parecida com a minha, talvez meu pai tivesse razão e ela era a mulher ideal pra mim.
0
Comente!x

  Quando chegamos na mansão já era madrugada, depois do restaurante acabamos indo até uma boate, bebemos mais e eu estava um pouco alterado, sorte a minha que pedi para Filippo ser o motorista naquela noite. Carolyn disse estar com fome, então fomos até a cozinha, eu abri a geladeira e tirei algumas coisas.
0
Comente!x

  — Você cozinha? — ela perguntou, erguendo-se para sentar na ilha.
0
Comente!x

  — Sim, minha mãe fez questão de me ensinar a me virar sozinho. — Cortei um pedaço de pão, passei azeite e coloquei na frigideira de ferro para dourar.  — Acabei por tomar gosto pela gastronomia.
0
Comente!x

  — Acho sexy um homem que cozinha… — A voz dela saiu aveludada, sedutora.
0
Comente!x

  Eu estava de costas para ela e automaticamente veio o rosto de %Pietra% em minha mente.
0
Comente!x

  Caralho.
0
Comente!x

  Continuei cozinhando, cortei alguns tomates cereja pela metade e fatiei a cebola roxa a julienne, cortei algumas fatias finas de abacate, coloquei por cima da torrada quente, a vinagrete foi em seguida e finalizei com uma folhinha de salsinha. Peguei o prato e coloquei no tampo de mármore da ilha, bem ao lado do quadril dela.
0
Comente!x

  — Prontinho, aqui está.
0
Comente!x

  — Obrigada, chefe.
0
Comente!x

  Ela sorriu e colocou a mão em minha nuca, seus dedos deslizaram para cima e para baixo na minha pele, fechei os olhos e acho que a bebida ajudou nas sensações e meu pau finalmente deu sinal de vida. Subi a mão pela coxa dela, infiltrando-os por baixo do vestido apertado, ela me puxou para mais perto e acabou com a distância dos nossos lábios. Desci beijos pelo seu pescoço e cheguei em seu ombro, mordendo-o, fazendo com que ela soltasse um gemido sôfrego. Quando abri os olhos eu vi uma silhueta na porta da cozinha, franzi o cenho e me afastei erguendo a cabeça, porém não tinha ninguém.
0
Comente!x

  Porra, eu só podia estar muito bêbado.
0
Comente!x

[...]

  Entrei no escritório do meu pai e os capitães já estavam lá. Nero e Filippo me olharam apreensivos, eu entendia, até eu estava. Quando na noite anterior, ao voltar de uma reunião com os nossos associados, meu pai disse que me queria bem cedo no escritório dele para uma reunião importante, algo tinha acontecido ou iria acontecer, e com Otelo, nada era previsível.
0
Comente!x

  — Bom dia, Don Otelo. Filippo, Nero. — Balancei a cabeça para os dois, que fizeram o mesmo.
0
Comente!x

  — Bom dia, sente-se, %Matteo%. — Otelo tirou os olhos do computador para olhar para mim com um olhar que eu conhecia bem: vingança. — Eu quero caçar cada um dos filhos da puta que estão no meu território.
0
Comente!x

  — Como vamos fazer isso? — Franzi o cenho. — Não sabemos quem são e… — Um tablet foi colocado na minha frente por Giulia, que eu nem vi entrar. Olhei para ela ao meu lado e disse baixo: — Giu…
0
Comente!x

  — Bom dia, maninho. — Ela sorriu, animada. — Estão aí os Delantera que estão em nosso território. — Peguei o tablet e comecei a passar as imagens com as fichas detalhadas que minha irmã tinha feito, aquilo era realmente impressionante, por isso ela estava trabalhando tanto.
0
Comente!x

  — Quantos são? — Olhei para o meu pai e ele apoiou os cotovelos na mesa, juntando suas mãos.
0
Comente!x

  — No momento, temos 302 soldados dentro da porra do meu território, %Matteo%. — Vi meu pai ranger os dentes. Essa briga era antiga, foram eles que mataram minha tia, Vittoria, o nosso consigliere, pai de Vincenzo e nosso sottocapo, pai de Filippo, meu tio. Otelo tinha uma raiva profunda deles. Depois de quase os dizimar, baniu o restante da Espanha, e agora estavam voltando a invadir o nosso espaço, como se estivessem provocando, atiçando para que o Don tomasse uma atitude e se enforcasse com ela. — E você vai interrogar todos eles.
0
Comente!x

  — Otelo… — disse de forma preocupada.
0
Comente!x

  — Você é o melhor, %Matteo%. — Ele nem deixou eu começar, apenas ditou, como sempre fazia.
0
Comente!x

  — Pai, acho exagerado… %Matteo% vai ficar exausto… — Giulia tentou argumentar, mas recebeu apenas Otelo a encarando com reprovação por ela ter contestado sua vontade e a vi se encolher ao lado do nosso primo.
0
Comente!x

  — Temos tempo. — Ele pegou um charuto de dentro da sua caixa e o acendeu, jogando-se no encosto da cadeira, soltando a fumaça que tinha puxado e olhou para mim novamente. — Quero todos eles passando por suas mãos.
0
Comente!x

  Engoli em seco e acenei positivamente, com Otelo não havia argumentos, Giu correu um risco ao fazê-lo, porém eu sabia que ele era mais benevolente com minhas irmãs.
0
Comente!x

  Depois de todas as instruções dadas, eu, como subchefe da Vincere, iria repassá-las para os demais capitães, começaria uma época difícil, seria exaustivo e violento, eu não sabia se estava preparado para aquilo.
0
Comente!x

  Assim que ele deu por encerrada a reunião, ele dispensou todos, mas pediu para que eu ficasse.
0
Comente!x

  — Como estão as coisas com a senhorita Pinder?
0
Comente!x

  — Bem…
0
Comente!x

  — Não me parece muito entusiasmado com isso.
0
Comente!x

  — Estou me esforçando, Otelo. — Suspirei já prevendo onde ele chegaria.
0
Comente!x

  — Espero que esteja mesmo… — Ele levantou e deu alguns passos pela sala. — Nosso futuro depende disso.
0
Comente!x

  — Eu posso casar com outra, sabia?
0
Comente!x

  — Claro que pode. — Ele virou para mim, concordando e virou para a janela. — Tem alguém em mente?
0
Comente!x

  %Pietra%. O pensamento atingiu a minha mente como um relâmpago, eu não estava esperando por isso e até arregalei os olhos com meu próprio impulso mental. Agradeci por meu pai estar de costas.
0
Comente!x

  — Como pensei. — Ele virou para mim concluindo, como se meu silêncio fosse a resposta, e na verdade era, já que não poderia dizer que %Pietra% me passou pela cabeça. Talvez meu pai me matasse só pela ousadia de pensar. — Siga com o plano, sim? — Acenei positivamente e levantei. — %Matteo%… — Olhei para ele novamente, aguardando o que falaria. — O que está acontecendo entre você e sua irmã?
0
Comente!x

  O quê?!
0
Comente!x

  — Qual delas? — Sorri tentando disfarçar meu nervosismo.
0
Comente!x

  — %Pietra%.
0
Comente!x

  — Nada, só estávamos treinando… juntos.
0
Comente!x

  — Essa é novidade. — Ele riu desacreditado e voltou seus olhos a mim, vendo que continuei impassível. — Oh, é sério? — Acenei que sim. — Gosto de ver vocês se dando bem…
0
Comente!x

  Bem… até demais, eu diria.
0
Comente!x

  Sorri sem graça e então finalizei:
0
Comente!x

  — Vou indo passar as novas ordens. — Ele apenas balançou a mão no ar e voltou a se sentar para dar atenção aos papéis.
0
Comente!x

  Assim que passei pela biblioteca e me vi fora do alcance da vista do meu pai, apertei os olhos com o polegar e indicador e desci minha palma até a minha boca, esfregando meu rosto em um desespero palpável. Giu surgiu ao meu lado e eu sobressaltei com um susto.
0
Comente!x

  — Credo, Giulia!
0
Comente!x

  — Tá assustado por quê? — Ela me olhou desconfiada.
0
Comente!x

  — Não estou assustado, você que aparece do nada! — Soltei o ar com força. — O que houve?
0
Comente!x

  — Quero te falar sobre aquele homem que estava vendendo drogas nas nossas boates. — Fomos andando pelo corredor e ela me deu o tablet pra eu ver o vídeo. — Ele não está mais só nas redondezas da universidade, finalmente consegui uma imagem nítida dele e ele não é ninguém em especial, %Matteo%.
0
Comente!x

  — Como assim, Giu? — Parei de andar e olhei para ela, confuso.
0
Comente!x

  — Ele simplesmente não tem nenhuma passagem pela polícia e isso é muito estranho.
0
Comente!x

  — Me mande todas as informações que vou cuidar disso, obrigado, maninha. — Beijei a testa dela, entreguei o tablet e saí para fazer uma reunião com todos os capitães, essa missão tinha que começar o quanto antes, segundo Otelo.
0
Comente!x

  Fui até o meu quarto para colocar um blazer, coloquei minha arma no coldre e peguei meu celular na mesa de cabeceira, olhei algumas mensagens dos meus soldados passando o relatório sobre as rondas noturnas da madrugada. Mandei mensagem no grupo onde estavam todos os capitães de Madri para nos encontrarmos no restaurante, que também pertencia a nossa família, para uma reunião.
0
Comente!x

  Desci a escada com pressa e quando cheguei no hall de entrada, Carolyn apareceu me dando um sorriso, veio caminhando devagar e depositou um selinho nos meus lábios. Fiquei um pouco incomodado com aquilo, mas eu tinha beijado e fodido ela há alguns dias, talvez pensasse que tinha avançado algum passo comigo, até eu achava isso, porém, essa proximidade e intimidade não me deixavam confortável.
0
Comente!x

  — Pensei em fazer um jantar amanhã para nós e… suas irmãs.
0
Comente!x

  — Minhas irmãs? — Franzi o cenho.
0
Comente!x

  — Sim, queria me aproximar mais delas… — disse, receosa.
0
Comente!x

  — Tudo bem, falo com elas. — Olhei meu celular rapidamente checando as mensagens, todos os capitães já estavam a caminho do restaurante, então guardei o aparelho no bolso e olhei para ela.
0
Comente!x

  — Obrigada, %Matteo%.
0
Comente!x

  — Preciso ir agora. — Fiquei um pouco perdido do que fazer, ela parecia esperar algo de mim, mas talvez o que ela quisesse eu não poderia dar. Balancei a cabeça e caminhei para fora de casa, Nero já me esperava segurando a porta de trás do carro, apenas entrei e olhei para o retrovisor, vendo os olhos do meu primo, Filippo, me analisando. — Para o Monteros, Filippo.
0
Comente!x

[...]

  Cheguei em casa depois de mais uma batida em um dos bares da cidade que um soldado tinha visto três dos Delanteras, porém voltamos sem pistas ou um prisioneiro pra eu interrogar. Por um lado, eu fiquei aliviado. Não estava nem um pouco a fim de torturar alguém em busca de algo que eu sabia que não iria encontrar, meu pai quer algo quase impossível. Os soldados obedecem, eles não questionam as ordens e nem muito menos sabem o que tem por trás delas. Eu queria encontrar um dos dois capitães que estavam se escondendo em algum buraco da Espanha, eles sim me serviriam de algo.
0
Comente!x

  Meu pai tinha ido para Barcelona, queria resolver o problema da carga, parecia que tinham encontrado um dos homens que roubou o nosso caminhão e se Otelo estava indo ao encontro dele… Eu tinha até um pouco de pena do cara. Servi uma dose de whisky e caminhei até a área da piscina, acendi um cigarro e então percebi Carolyn e Luna conversando enquanto arrumavam a mesa do outro lado da piscina para o jantar. Ela querer oferecer isso às minhas irmãs era um pouco estranho, eu entendo que nenhuma delas além da Lu tenha tentado fazer amizade, no entanto, era compreensível. Carolyn era uma estranha entre uma família que já era conturbada o suficiente.
0
Comente!x

  — Quando você está quieto demais tem algo errado… — Meu cigarro foi roubado dos meus dedos e olhei de canto de olho para %Pietra% ao meu lado.
0
Comente!x

  — Temos isso em comum.
0
Comente!x

  — Não, %Matteo% — ela tragou o cigarro e soltou a fumaça —, eu penso pra não dar merda… — Ela deu alguns passos para frente e me encarou de frente. — Seu problema é ser impulsivo e quando estou perto de você… — %Pietra% respirou, molhou os lábios e me entregou o cigarro antes de concluir: — Acabo me tornando assim também.
0
Comente!x

  — Não gosta de ser impulsiva comigo? — Sorri de canto e vi suas bochechas enrubescerem, os olhos verdes desviaram dos meus. — Não sou impulsivo em meu trabalho.
0
Comente!x

  — Bom saber, pelo menos não vamos ser mortos pela sua impulsividade. — Ela sorriu, debochada.
0
Comente!x

  — Discordo um pouco desse argumento, %Tita%. — Dei dois passos em sua direção, ficando perto o suficiente para sentir seu hálito em meu pescoço, já que ela estava de salto. — Garanto que Otelo mata nós dois se descobre que eu já beijei seus lábios… ou te fiz gozar como nenhum homem fez. — Afastei-me apenas para ver a expressão desconcertada dela, seus olhos arregalados e a boca entreaberta, chocada com minhas palavras. 
0
Comente!x

  Caminhei pela grama em direção à mesa de jantar, cumprimentei Luna e Carolyn, olhei para o lado vendo %Pietra% ainda parada onde eu tinha acabado de deixa-lá, fazia dias que não a via, estava com saudade de ver as expressões dela, de provocá-la, de beijá-la… merda.
0
Comente!x

  — Cadê a Bea? — Virei quando ouvi a voz de Giu se fazer presente.
0
Comente!x

  — Pergunta pra %Pietra%, ela tá vindo ali… — Luna apontou para a irmã, que chegou forçando um sorriso, tentava entender como minhas irmãs não percebiam tão claramente quanto eu as emoções de %Pietra%.
0
Comente!x

  Por isso ainda era divertido ser um idiota com ela.
0
Comente!x

  — Beatrice subiu para trocar de roupa assim que me viu de vestido.
0
Comente!x

  — O que ela estava usando? — Giulia franziu o cenho ao sentar-se à mesa.
0
Comente!x

  — Short e camiseta — %Pietra% respondeu ao também tomar seu lugar ao lado de Luna, pela primeira vez não estava sentada à minha frente e sim próximo da ponta da mesa. As garotas riram e Luna serviu vinho para todos, Carolyn sentou ao meu lado esquerdo e assim que Beatrice chegou, tomou o lado direito.
0
Comente!x

  — Era um jantar, irmã, você não ia tomar banho de piscina…
0
Comente!x

  — Vai à merda, Giu. — Beatrice mostrou o dedo do meio e deu um gole em sua taça.
0
Comente!x

  — Perfeito, a família reunida — Carolyn comentou, sorrindo. — Pena que seu pai não pôde se juntar a nós, %Matteo%. — Franzi o cenho com ela me chamando pelo apelido que apenas minhas irmãs me chamavam, era estranho.
0
Comente!x

  — Pois é, ele precisou viajar… — respondi e vi %Pietra% revirar os olhos enquanto bebia seu vinho, balancei levemente a cabeça, sorrindo, ela costumava disfarçar melhor. — Então, o que temos para o jantar?
0
Comente!x

  — Eu fiz questão de cozinhar, não quis ajuda dos empregados. — Ela sorriu orgulhosa. — Vou buscar lá dentro. Lu, você me ajuda?
0
Comente!x

  — Claro, Lyn. — As duas se levantaram e foram para a cozinha.
0
Comente!x

  — Quer dizer que ela resolveu nos comprar com comida? — Giulia começou.
0
Comente!x

  — Foi uma jogada esperta, Giu, pena que comigo não tem a mínima chance — %Pietra% falou e deu um gole do seu vinho. — Se fosse com álcool, talvez…
0
Comente!x

  — Não seja má, %Tita%. — Beatrice resolveu dar uma de sensata e olhei para ela esperando alguma piadinha que não veio. — Carolyn não é tão ruim…
0
Comente!x

  — Não? — perguntei, achando graça da ruiva ser tão gentil.
0
Comente!x

  — Tá vendo, nem o %Matteo% acredita nisso, Bea. — Giulia empinou o nariz e pegou sua taça.
0
Comente!x

  — Não foi isso que eu-
0
Comente!x

  — Espero que gostem… — Carolyn me interrompeu e eu joguei minhas costas na cadeira, aquilo seria mais difícil do que achei. — Quis me aventurar em um prato da Espanha.
0
Comente!x

  — Adoro Paella — Luna disse animada. — É um dos seus pratos favoritos, não é, %Tita%? — Ela olhou para %Pietra%, que apenas curvou os lábios de forma forçada e balançou a cabeça em positivo.
0
Comente!x

  — Fico feliz que acertei! Vamos comer então. — Carolyn serviu as garotas enquanto elas conversavam, eu ainda bebia, então falei que me serviria quando terminasse.
0
Comente!x

  %Pietra% ficou um pouco relutante, mas percebi ela suspirando e se dando por vencida, eu ri da cara dela enquanto dava um gole em meu whisky. Virei para prestar atenção nas conversas entre as gêmeas, Giulia e Luna, e  Beatrice e Carolyn, a ruiva às vezes soltava umas alfinetadas, mas logo começava a rir, o que deixava as coisas mais leves, apesar da francesa ficar sem graça. Talvez aquilo tudo pudesse até funcionar, a trancos e barrancos, mas se eu me esforçasse como meu pai pedia, conseguiria dar um herdeiro para a Vincere, talvez eu pudesse aprender a amar Carolyn com o tempo. Olhei para %Pietra% e ela estava com uma expressão esquisita em seu rosto, franzi o cenho e a vi colocando a mão no pescoço.
0
Comente!x

  — %Tita%? — Ela olhou para mim e tossiu, vi seu peito levantar e descer com mais rapidez, me endireitei na cadeira e olhei para a louça onde estava a comida, não vi nada que me alertasse, porém, %Pietra% começou a tossir mais e a coçar seu colo, que já estava ficando muito vermelho. Levantei-me de supetão fazendo a cadeira cair e todas me olharam sobressaltadas.
0
Comente!x

  — %Tita%? — Luna virou para ela e colocou a mão em seu ombro.
0
Comente!x

  — O que houve?! — Beatrice olhou assustada ao notar %Pietra% buscando ar.
0
Comente!x

  — Eu… — Ela já não conseguia mais falar; merda!
0
Comente!x

  Peguei ela no colo e a coloquei deitada na espreguiçadeira perto da piscina.
0
Comente!x

  — Puta que pariu, o que tem na Paella, Carolyn!? — Giulia gritou em total desespero e levantou, chegando mais perto de mim e de %Pietra%.
0
Comente!x

  — Luna, pegue a injeção! — gritei ao ver %Pietra% ficando mole e seu rosto cada vez mais inchado.
0
Comente!x

  Luna saiu correndo para dentro de casa e trouxe a injeção de adrenalina, ela me entregou, levantei o vestido de Alonso e o injetei na lateral de sua coxa. Ela já estava fechando os olhos quando apertei para o líquido entrar em seu corpo, levei a minha mão até sua testa e acariciei, tirando as mechas de seu cabelo da frente.
0
Comente!x

  — %Tita%, fala comigo, está bem?
0
Comente!x

  — Consigo… respirar agora — ela disse baixo, em um sopro de voz, ainda de olhos fechados e eu soltei o ar, aliviado. — Só preciso de um segundo para me recuperar e um martini seria ótimo... — Eu ri desacreditado daquilo, olhei ao redor e minhas irmãs estavam alarmadas em pé e Carolyn seguia sem entender nada, fazendo uma cara de vítima que me irritou.
0
Comente!x

  — O que porra tinha nessa paella, Carolyn? — Minha voz saiu mais grave do que o normal e Giu me olhou com os olhos arregalados.
0
Comente!x

  — Eu… eu… — ela gaguejou, acariciando as mãos em total nervosismo. — Fiz uma Paella comum, com frutos do mar.
0
Comente!x

  — O quê?! — Beatrice virou para Pinder, sobressaltada.
0
Comente!x

  Olhei para Carolyn com os olhos arregalados e disse:
0
Comente!x

  — Paella se faz com carne de frango e coelho, Carolyn!
0
Comente!x

  — Calma, %Matteo%, você sabe que tem várias versões... — Luna tentou tocar meu braço e me virei para ela a encarando com raiva.
0
Comente!x

  — Calma? Todos sabem que frutos do mar não entram nessa casa! — gritei, completamente fora de controle, minhas irmãs me olhavam assustadas e Carolyn se encolhia a cada coisa que eu dizia. — %Pietra% poderia ter morrido, Luna.
0
Comente!x

  — Morrido? — Carolyn falou assustada colocando a mão cobrindo sua boca.
0
Comente!x

  — Ela é altamente alérgica a frutos do mar — Giu explicou.
0
Comente!x

  Respirei fundo e massageei minhas têmporas.
0
Comente!x

  — E nenhuma de vocês sentiu que tinha frutos do mar? — Olhei para as minhas irmãs, questionando.
0
Comente!x

  — Não, %Matteo%, acho que estávamos distraídas conversando e bebendo… Desculpa. — Beatrice abaixou a cabeça e seus olhos encheram de água.
0
Comente!x

  — Fazia muito tempo que não comíamos frutos do mar em casa… Não esperávamos por isso — Luna complementou.
0
Comente!x

  Céus, eu precisava recuperar o controle de mim mesmo. Nunca tinha ficado tão irritado assim e eu podia notar a confusão no semblante das minhas irmãs. Desde que aconteceu o ataque na boate eu estava prestes a surtar e essa foi a gota d'água que faltava. Não posso perdê-la e hoje eu entendi que esse sentimento está muito além do meu controle.
0
Comente!x

  — Tá tudo bem, ela está bem. — Olhei para onde %Pietra% estava deitada e concluí: — Vou levar ela… 
0
Comente!x

  — Desculpe, %Matteo%, eu não sabia.
0
Comente!x

  — Não é culpa sua, Carolyn. Você não foi alertada sobre isso já que não teve ajuda dos empregados — Luna tentou apaziguar a situação e o que ela falou era verdade, não era culpa dela, mesmo assim, o aperto no meu peito e a irritação pela falta de atenção das minhas irmãs ainda me dominava.
0
Comente!x

  — Da próxima vez pergunte — falei, ríspido.
0
Comente!x

  Caminhei até a espreguiçadeira e peguei %Pietra% no colo, ela se aninhou em meu peito e tentei ao máximo não demonstrar nenhuma emoção em relação àquilo. Eu já tinha perdido a compostura e Giulia me olhava com aquele olhar analítico. Se minha irmã caçula suspeitasse de algo, ela iria descobrir, nem que fosse a última coisa que fizesse.
0
Comente!x

  — Podem comer sem mim, vou dormir.
0
Comente!x

Capítulo 14
0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest

5 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Lelen

E continuamos a saga de Matteo tentando disfarçar mas falhando miseravelmente. Mas, por enquanto, vamos fingir que a gente acredita que tudo isso é preocupação de irmão para com a irmã querida, né HHEHEHE
Eu também curto paella com frutos do mar (mesmo o camarão em dando dor no estômago, <3 frutos do mar), nunca nem vi carne de coelho na vida HASOIDNASOPDNAPSOD
Eu imagino se Carolyn vai ser uma bitch bem bitch ou só uma pedra no sapato mesmo. Mas de qualquer forma, esperamos poder chutar ela pra longe em breve (porque já chega o drama do incesto, ainda tem que aparecer gente pra atrapalhar mais, né? Não u.u)

hatakesaturn

Matteo é outro que não sabe esconder nada que passa pela cabeça, as reações são impulsivas, como todo ele kkkk ai, Paella é hma delícia, e sim, prefiro com frutos do mar, .as na Espanha a tradicional é com carne de coelho mesmo, n sei dizer se gostaria, nunca comi coelho kkkkk
Carolyn chegou pra infernizar, disso temos certeza

Lily

Preciso de mais capítulos, estou em abstinência 😪

hatakesaturn

Tem tantoos capítulos pra vir, more! Fica tranquila que vem aí 🥰 Se atrasar briga com a beta 👀 kkkkkkk

Ray Dias

TÔ DOIDAAAAA PRA GIU EDSCOBRIR HAHAHAHAH Eu quero que a Carolyn morra. PFVR amiga, não faça ela engravidar ok? Eu vou ter mto desgosto com isso. Otelo podia desconfiar logo tb, que raio de mafioso cego é esse? Otelo desconfiando, percebe que tem que contar a verdade que um dos dois não é filho dele. E ai o casal começa o drama de viver um amor revoltado.

Todos os comentários (70)
×

Comentários

×

ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Você não pode copiar o conteúdo desta página

5
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x