Vincere


Escrita porHatakesaturn
Revisada por Lelen


Capítulo 11

Tempo estimado de leitura: 23 minutos

%Matteo% Perroni

  Aquilo no rosto de %Pietra% era desconforto, eu estava achando graça dela ter ficado tão incomodada por Carolyn estar apenas sentada ao meu lado. Apesar de Beatrice ter sido a que mais ficou irritada, eu sabia que a Alonso sempre guardava tudo em um lugar estratégico da sua mente, nesse quesito éramos parecidos. Por mais que nos mantivéssemos distantes um do outro, era fácil ler %Pietra% se prestasse atenção, e se eu estivesse certo, ela estava comigo na cabeça, assim como eu não conseguia tirá-la da minha. Queria falar sobre o que houve naquele dia na boate, mas ela mal parava em casa e Carolyn ficava grudada em mim, o único momento que achei propício foi no nosso passeio ao centro, e mesmo assim, meu pau resolveu falar mais alto.
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  Quando vi que %Pietra% tinha entrado em uma loja, minha cabeça começou a maquinar ideias, esperei nos distanciarmos da loja em questão e disse às garotas que iria procurar um banheiro. Luna fez o trabalho de distrair a mulher no meu pé sem nem mesmo precisar pedir. Entrei na loja e tentei me livrar da atendente, entrei no corredor de provadores e só havia dois com a cortina fechada. Entretanto, as botas que a dona dos meus sonhos eróticos das últimas noites usava eram vermelhas. Sorri ao abrir a cortina e vê-la curvada ajeitando o vestido que estava, era lindo e deixava todas aquelas curvas em evidência.
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  Lambi os lábios e me deu uma vontade absurda de conhecer todo o corpo dela com meus dedos e minha língua. Percebi que tinha deixado %Pietra% extasiada, afinal, eu já tinha comido mais bocetas do que eu conseguia enumerar. Eu sabia o que fazer. Sei tudo aquilo sobre cada mulher sentir prazer de forma diferente, mas porra, os homens não se dão ao trabalho de perceber as respostas do corpo delas? Toda ação causa uma reação, basta você notar se ela é positiva. Quando saí fugindo do provador, fui até o banheiro lavar meus dedos, estava com cheiro de boceta, não só isso, com cheiro da boceta dela, e ah, como eu queria continuar me inebriando naquele perfume doce, mas infelizmente eu não podia.
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  Quando %Pietra% encontrou a gente novamente, ela evitava ao máximo olhar para mim ou ficar perto de mim, porém, eu sou teimoso e adorava ver ela irritada. Continuava a provocando e eu acreditava que em algum momento ela iria gritar comigo. As garotas decidiram sentar em um café antes de continuar suas buscas por roupas, e o que todos nós ganhamos foi uma cena de %Pietra% saindo dali completamente irritada.
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  — A culpa disso foi minha?
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  — Você acha? — Giu perguntou irônica e eu dei de ombros dando um gole em meu whisky.
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[...]

  Acordei cedo e me reuni com meu pai antes do café da manhã, Mattia tinha dado notícias sobre o roubo de carga. Tinham achado o caminhão vazio próximo da fronteira da França, nossos motoristas mortos e nenhum sinal de pistas. Meu pai estava puto, como não estar? Perdemos o carregamento inteiro de um mês! Isso iria nos custar milhões. Otelo disse que resolveria, então acreditei. Fomos para a mesa tomar café, as garotas já estavam sentadas comendo, menos %Pietra%. Demos bom dia e nos sentamos. Olhei para a cadeira vazia à minha frente e queria muito perguntar onde ela estava, mas por algum motivo, achei que soaria suspeito.
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  — Onde está minha outra princesa? — Respirei devagar, disfarçando meu alívio pelo meu pai ter perguntado.
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  — %Pietra% saiu cedo, papai. — Franzi o cenho quando Giulia respondeu.
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  — Onde ela foi, Giu? — Foi a vez de Beatrice perguntar.
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  — Não sei, vi pela câmera de segurança. Não eram nem 6:30 quando ela saiu.
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  — Ela foi sozinha? — perguntei em um rompante, meu pai me olhou franzindo o cenho e rapidamente me corrigi: — É perigoso ela sair sem os seguranças…
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  Meu pai demorou a falar algo, olhava para mim interrogativo, mas acabou se voltando para as garotas e dizendo:
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  — Seu irmão está certo.
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  — Acho que Ettore e Austin estão com ela. — Giulia deu de ombros.
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  — Ligue para eles e confirme se sua irmã está em segurança, %Matteo%. — Assenti com a cabeça e levantei da mesa.
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  Fui até a cozinha e liguei para Ettore e ele me informou que %Pietra% estava na casa de Giovanna, respirei aliviado com a notícia. Agora, por que ela tinha saído tão cedo? Voltei para a mesa e avisei meu pai sobre o paradeiro de %Pietra%. Quando terminei a refeição, Carolyn me chamou para ficarmos na piscina, apesar de estar sem nenhuma vontade da companhia dela, eu prometi ao meu pai que ao menos tentaria, então subi para trocar de roupa e me instalei em uma das espreguiçadeiras, pedi para Marta levar um suco de laranja e alguns aperitivos.
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  Vi Carolyn cruzar o jardim com um biquíni minúsculo azul e um kimono floral por cima do corpo, a mulher era gostosa, isso era indiscutível, em outro cenário definitivamente eu foderia ela. Na verdade, eu poderia foder ela, por que isso não pode ser uma possibilidade? Deveria ser pelo mesmo motivo que eu bati uma punheta no banho ontem quando cheguei das compras, claro. Eu não consegui controlar meu tesão quando fui tomar banho, o cheiro de %Pietra% continuava impregnado em mim de uma forma que fez meu pau subir instantaneamente.
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  — Ouviu, %Matteo%?
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  — Oi? — Olhei para Carolyn, que já estava sentada na espreguiçadeira ao meu lado.
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  — Eu disse que pedi para a Elena preparar mimosas. — Elena era a ajudante de cozinha da nossa governanta Marta.
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  — Ah, sim, claro… ótima ideia. — Sorri sem graça de não ter ouvido uma só palavra do que ela disse ao chegar. Eu precisava tirar a porra da indomável da cabeça, o que diabos estava acontecendo comigo? — Então, está gostando de Madri?
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  — Sim, o tempo aqui se parece com Paris, mas lá é mais… quente no verão. — Ela me mirou com segundas intenções, um olhar cheio de malícia que eu reconhecia de longe e que me faria ficar interessado, então por que nem sinal de tesão?
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  — Você disse que se formou em negócios. — Elena colocou as duas taças de mimosa em cima da mesa e saiu.
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  — Sim, meu pai queria que eu assumisse a administração do hotel que ele tem em Cannes. — Ela pegou uma das taças e deu um gole.
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  — Então não fez porque queria?
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  — Não, não queria ficar na França. — Ela levantou e tirou o kimono, o jogando em cima da cadeira de maneira sensual, ela estava claramente tentando algo comigo e, porra, eu transaria agora, faz tanto tempo... — Adoro meu país, mas estava cansada de ficar ancorada ao meu pai.
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  — Entendo… — Pena que não era com ela que eu queria.
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  — Vou me refrescar, não quer se juntar a mim? — Ela deu um sorriso sedutor e mesmo assim, nada.
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  %Pietra% tinha estragado meu pau.
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  — Eu… preciso responder alguns e-mails e vou… — Peguei o celular e ela sorriu, mas no fundo eu via que ela tinha ficado chateada. Porra.
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Onde foi tão cedo?

Indomável: não devo satisfação para você desde… sempre, %Matteo%.

Você insiste em me tirar do sério…

Indomável: se preocupe com sua noiva ao invés de mim.

Primeiro, não tenho noiva. Segundo, por que está fugindo?

  Ela digitou, apagou, digitou, apagou de novo…
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  Ela ia me enlouquecer com aquela merda!
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Indomável: nunca fugi de você, só gosto de ter meu espaço pessoal.

Na casa da Giovanna?

Indomável: Como você…

Admita, está fugindo de mim, da minha boca e do que eu consigo fazer com seu corpo…

  Passei dos limites? Passei, porém eu sentia que aos poucos estava perdendo a cabeça por um desejo eloquente e incontrolável.
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  — %Matteo%! — Olhei para frente vendo Carolyn sorrindo e me chamando. — Venha, a água está ótima.
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Indomável: tive duas bocas maravilhosas por aqui.

  — Filha da…
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%Pietra% Alonso Perroni

  — Por que está vermelha? — Giovanna me perguntou ao voltar da cozinha com duas xícaras de café.
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  — Nada — respondi a mensagem desavergonhada de %Matteo% com uma pequena mentira e bloqueei a tela. — Vamos voltar ao que interessa…
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  — Então, a médica me disse que talvez seja…
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  — Não, Giovanna, não pode ser. — Neguei com a cabeça veementemente.
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  — Eu tô arrasada, %Pietra%, eu amo aquele desmiolado. — As lágrimas escorreram pelo rosto dela.
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  — Você o quê?! — Arregalei os olhos.
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  Giovanna tinha me ligado aos prantos às 5:40 da manhã, Vincenzo tinha passado mal de madrugada e ela o levou até o hospital. Sorte que ele estava dormindo na casa dela, mas a médica disse que ela não podia ficar lá fora do horário de visitas. E foi aí que ela me ligou pedindo que eu fosse encontrá-la.
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  — Passei anos acreditando que era só sexo, %Tita%, mas eu amo o Vincenzo.
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  — E você continuou deixando eu dar para ele, cazzo?!
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  — Não me importo, %Tita%, pode dar para ele sempre que quiser. — Ri da afirmação sem noção da minha amiga, e vi ela enxugar algumas lágrimas. — Eu só quero ele vivo, comigo… — Ela voltou a chorar, então me levantei e sentei ao lado dela a abraçando.
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  — Vai ficar tudo bem…
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  Com tudo o que estava acontecendo, depois de almoçar com a loira, fui direto para a boate, mais cedo do que o previsto, e disse para Giovanna ficar em casa e descansar. Liguei para o novato e chamei o nosso outro comandante dos barmans, que revezava a chefia do bar, Cristian Garcia. Expliquei a situação e disse que Coppola e Pelegrini não estariam com a gente naquele dia. Se tudo desse certo, a casa não lotaria, era uma quarta-feira, não era dia de show e não tinha nenhum DJ famoso.
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  Eu teria tudo sob controle, assim eu esperava.
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  Pedi para Cristian ensinar os drinks mais simples e as bebidas prontas, assim como mostrar a forma de servir a cerveja e as doses, para Juan. Vincenzo era ágil e conseguia atender todo mundo, mas a Giovanna também fazia os drinks no bar de vez em quando, além dos outros barmans auxiliares, e nenhum dos dois estaria ali hoje. Assim que o pessoal da cozinha e os garçons chegaram, expliquei a situação e todos se prontificaram a fazer o melhor que podiam. Eu tinha o melhor staff que eu poderia pedir. Subi ao meu escritório apenas para organizar alguns papeis, liguei para o meu pai e expliquei o que tinha acontecido.
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  — Papà, per favore, ajude o Vince.
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  — Farei o possível, principessa, não consegui salvar dona Martina, mas lhe garanto que chamarei os melhores médicos.
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  — Obrigada, pai, você sabe o quanto ele e a Giovanna são importantes para mim.
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  — Eu sei, não se preocupe, eles são famiglia. Vou resolver isso agora mesmo.
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  Eu precisava de funcionários extras para o fim de semana, era o evento de Halloween, se o Vince tivesse mesmo despertado a doença da sua mãe, ele ficaria internado por algum tempo. Não queria nem pensar nessa possibilidade. Busquei no meu banco de dados quem eu poderia chamar para trabalhar no sábado, era uma merda ter que ser racional em uma hora como aquela. Eu estava aflita, preocupada com o Pelegrini, mas eu tinha uma boate para administrar. Vinte minutos antes de abrirmos as portas eu desci, conferi tudo no bar, na cozinha e no salão.
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  Sentei atrás do balcão e larguei meu celular na prateleira baixa, onde preparávamos os drinks e onde ficavam os copos. Suspirei de olhos fechados e ao abri-los, vi a taça de martini na minha frente. Virei para trás e Juan fez uma continência, eu sorri agradecida pelo gesto atencioso.
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  — Sinto muito pelo Vincenzo.
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  — Ele vai ficar bem.
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  — Claro que vai, ele é forte e a gente precisa dele aqui. — Ele sorriu de forma serena, tentando passar tranquilidade.
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  — Obrigada. — Ele meneou a cabeça em positivo antes de se virar e ir aos seus afazeres.
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  Sorri olhando meu drink e o peguei, dando um gole, tinha ficado feliz de não ter errado no meu julgamento. Juan era apenas um homem comum que precisava de um emprego e eu podia ajudar ele a ter um, ele era dedicado e sempre mostrou ter um carinho por todos.
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  O expediente acabou sendo mais movimentado do que eu achei que seria, mesmo assim conseguimos fechar antes das 2 horas da manhã. Assim que a cozinha estava limpa e o bar também, mandei todos para casa, já que caía uma chuva torrencial lá fora.
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  Peguei a garrafa do Dalmore e um copo baixo, servi uma dose e essa eu iria degustar aos poucos. Desbloqueei meu celular e vi a última mensagem que tinha trocado com %Matteo%, respirei fundo e passei a mão pelo rosto, sem acreditar que tinha chegado até ali. Pensei: quando foi que eu me perdi, quando foi que me rendi a esse descontrole? Bufei e bati o celular no balcão, esqueci de degustar e apenas virei o líquido âmbar, tentando afogar a parte de mim que desejava mais que tudo tê-lo em meu corpo novamente.
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  Servi mais whisky e fiquei ali, apreciando minha própria companhia, em silêncio, sozinha na minha boate; era bom estar sozinha. Não tanto quanto era bom estar sozinha antes do beijo de %Matteo%, antes de ele me fazer ter um orgasmo como nenhum outro homem fez, antes das memórias virem me atormentar a todo custo.
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  Ouvi um barulho na porta e virei o rosto, assustada. Sua roupa pingava água e seu cabelo estava encharcado.
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  — Vamos para casa. — Franzi o cenho e ri, desacreditada. — Por quê? Por que faz isso?
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  — Eu deveria fazer a mesma pergunta. — Coloquei a mão na cintura e logo apontei para ele. — Você que tá parado na porta da minha boate às 3:40 da manhã, %Matteo%.
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  — Estou — ele caminhou lentamente pelo salão — porque Ettore me ligou dizendo que todos haviam saído, menos você.
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  — Credo, Ettore segue sendo o fofoqueiro. — Dei um gole em meu copo e Perroni deu passos até mim.
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  — Ele está preocupado com a sua segurança, porra, pare de achar que você é imortal, %Pietra%! — Eu olhava com a cabeça direcionada para cima para conseguir encará-lo nos olhos, já que ele era bem mais alto e eu estava sentada na banqueta do bar.
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  — Não acho que sou imortal, %Matteo%, só acho que tenho o direito de ir aonde porra eu quiser sem você pedir para um dos seus capachos ficar me vigiando! — berrei, irritada, encarando ele nos olhos. — Ou ter o direito de querer ficar bebendo a porra do meu whisky caro, na porra da minha boate!
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  — Você não tem jeito… — disse antes de avançar como se eu fosse sua presa.
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  Senti seus lábios nos meus de maneira nervosa, a água gelada que caía de seu cabelo e da sua roupa me molhava, refrescando o meu corpo, que ao mesmo tempo ficava cada segundo mais quente. Sua mão em minha cintura me puxava para ele de forma possessiva, gemi em meio ao beijo, abracei sua cintura com as pernas e puxei o sobretudo que ele usava, enfiei a mão pela sua camisa e arranhei suas costas. Nossas línguas disputavam o espaço, enquanto nossos corpos pareciam brigar por mais contato, ele agarrou meu cabelo e puxou minha cabeça para trás, lambendo meu pescoço até chegar em meu queixo e mordê-lo. Soltei um gemido arrastado e molhei meu lábio inferior aproveitando a pressão de seus dentes na minha pele.
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  — Se vai me foder, prefiro que seja numa cama — falei, eu estava embriagada demais para economizar as putarias que passavam pela minha cabeça.
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  Ele se afastou de mim e me olhou bem antes de perguntar:
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  — Está bêbada?
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  — O que você acha? — Direcionei meus olhos até os dele.
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  — Vamos para casa, cariño.
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  — Desistiu de vir aqui me ensinar uma lição?
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  Ele se aproximou de novo e sussurrou no meu ouvido:
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  — Quando eu te foder quero você bem sóbria para lembrar do quanto foi bom gozar com meu pau enterrado em você.
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  Podia até ser a bebida, mas minha boceta tinha piscado só pela baixaria que saiu dos seus lábios, e naquele momento, constatei que eu não só queria, como eu necessitava que %Matteo% me fodesse.
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[...]

  Eu corria de um lado para o outro tentando organizar todas as decorações junto aos meus funcionários, o sábado tinha chegado e tudo precisava estar pronto. Vincenzo ainda estava em observação já que nenhum exame mostrou nada conclusivo, Giovanna tinha voltado ao trabalho na sexta, então eu teria minha fiel escudeira comigo. Não sabia se conseguiria fazer tudo aquilo sem ela. Corri na cozinha e pedi para Santiago preparar o almoço de todos, estávamos juntos naquele dia e, pelas minhas contas, iríamos até às 4 da manhã. Pelo menos eu tinha dado folga a todos no domingo e na segunda, era o mínimo que eu poderia fazer pelo trabalho árduo e pelo apoio de sempre.
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  Parei em frente ao balcão do bar olhando o salão, que estava pronto, olhei para o lado e Juan me deu um martini, sorri para ele maneando a cabeça e agradeci. Estava realizada, mais um ano em que a minha festa favorita tinha ficado do jeitinho que eu queria.
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  A Fascino era a minha vida e eu sabia que não teria metade da minha independência e felicidade sem ela. A boate me mostrou muitos caminhos, e um deles foi ter me achado em algo que nunca imaginei; era grata ao meu pai por ter me apoiado nessa ideia maluca.
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  — Contemplando o seu trabalho? — Virei para olhar para Giovanna e ri. — Ficou bom mesmo…
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  — Nosso trabalho… — Pisquei para ela, que sorriu me abraçando de lado. — Ei, Cris, uma rodada de dose para todo mundo!
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  — É para já, chefe! — Ele bateu continência e eu ri, Vincenzo tinha mesmo feito aquilo pegar, ele sempre estava presente, mesmo quando não estava.
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  Após o almoço, separamos os sintéticos e testamos as luzes pela terceira vez, eu estava cismada com as luzes roxas nas teias de aranha que enfeitavam os cantos do teto. Quando eu estava segura e tudo organizado, subi para o meu escritório para tomar um banho e Giovanna subiu comigo para nos arrumarmos juntas. Coloquei aquele vestido que me fazia lembrar do que eu não queria, ou talvez só não devesse. Respirei fundo fechando os olhos e me olhei no espelho me dizendo para manter o controle, pelo menos naquela noite. Minhas irmãs estariam ali, eu não podia me deixar levar, não nessa noite.
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  Giovanna já estava pronta e me falou que desceria para colocar ordem na casa, a loira era um furacão, ela era mais mandona que eu, talvez eu devesse chamar ela para ser oficialmente minha sócia. Cheguei na janela e olhei lá para baixo, algumas pessoas já estavam no salão, todo mundo fantasiado dos seus filmes de terror favoritos, de muertos vivientes ou só alguma fantasia sexy. Não podíamos esquecer que Halloween era também uma festa onde as mulheres usavam como desculpa para sair bem vagabunda e não ser julgada por isso, mais um dos motivos do porquê eu amava essa festa.
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  Ouvi batidas na porta e liberei a entrada.
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  — Achei que precisaria de um desses… — Juan entrou com um martini na bandeja e eu sorri.
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  — Está saindo melhor do que a encomenda, novato. — Ele se aproximou e eu peguei a taça, dando um gole e fechando os olhos, aproveitando o líquido abraçar minhas papilas gustativas.
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  — Vincenzo ligou para mim. — Abri minhas pálpebras novamente e o olhei inquisitiva.
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  — Aquele… — Ri da preocupação que nem valia a pena do meu amigo que estava internado.
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  — Só me chamar caso precise de algo… — Juan sorriu sedutor e eu arqueei a sobrancelha.
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  — O que mais o Vince falou? — Vincenzo sempre trazia um martini para mim antes da festa de Halloween e obviamente, a gente fodia no processo. Era um ritual nosso, que essa noite iríamos quebrar mesmo que ele estivesse aqui, depois da confissão da minha melhor amiga, Pelegrini nunca mais tocaria na minha boceta.
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  — Apenas do seu ritual antes da festa, %Pietra% — explicou, e por algum motivo esperei mais alguma coisa, mas ele concluiu: — Seu martini antes de descer. — Não sei por que, mas eu estava desconfiada daquilo, virei o restante do drink e coloquei na bandeja novamente.
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  — Vamos. — Peguei meu celular em cima da mesa e Alvarez abriu a porta para mim. — Obrigada.
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  Desci a escada e percorri o corredor, cheguei no salão, cumprimentei meus seguranças que ficavam na entrada para o corredor e vi que minhas irmãs já estavam em uma das mesas vips. Sorri animada por tê-las ali, era um dos únicos momentos em que a gente curtia uma festa juntas. Pedi para Juan levar uma garrafa do Dalmore para nós e caminhei em direção à mesa, conseguindo ver o restante das pessoas nela, Carolyn estava grudada em %Matteo% e pausei meus passos por alguns segundos. Respirei fundo fechando os olhos e então senti minha palma doer, levantei minhas mãos e vi a marca das minhas unhas na pele; eu não poderia deixar aquilo continuar me afetando dessa maneira.
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Capítulo 11
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Lelen

As always, eu olhando pro Juan somente aparecendo em cena, falando “oi” e saindo, é tipo:

🫵🫵🫵

Sorry not sorry, Juan IANSDPOASNDP
E esses dois se provocando. Isso na vida real ia me irritar facinho HAHAHAHAAHAH
Mas vamos falar sobre Vincenzo – e a Giovanna. Eu espero que ele fique bem e tenha uma vida longa e boa. E eu ri demais com a Gio falando sobre não se importar da Pietra continuar dando pra ele, MORRI ASPONDASPODMSAOPDMASPDO

hatakesaturn

Hahahahaha amg, vc tá nuito encucada com o pobre do Juan, vamos só aproveitar mais um barman gostoso nos dando o ar da graça 🤤

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