Droga de Realeza


Escrita porIsabella Redivo
Revisada por Andressa


Capítulo 25

  A noite passou correndo. Niall encarando a garçonete e a garçonete sorrindo pra Niall. Eu abraçada em Zayn, Zayn abraçado à mim. Era para ser uma típica noite da Califórnia. Eu cismei de fazer Zayn comer um hambúrguer enorme. Mas daqueles bem americanos mesmo. Monstro, com ketchup e maionese escorrendo. Quase não rimos daquele ingleszinho se sujando inteiro com molho e me olhando com aquela carinha de “isso é certo?”. Eu só ria. Ele, para me provocar, me dava beijinhos no rosto com a boca toda cheia de ketchup. Parecíamos duas crianças nos divertindo em uma lanchonete. Nem parecia que tínhamos o destino que nos foi dado. Nem parecia que estávamos sofrendo com aquilo. Por um instante pude até achar que nós éramos somente um casal apaixonado da Califórnia. É claro que esse instante passou rápido demais. Do nada, percebi que Niall tinha sumido. Mas não precisei pensar duas vezes no lugar onde ele tinha ido. Gabriela, pensei. Pedi baixinho (não sei pra quem, né?) para que ele conseguisse ficar com ela. Ou que, pelo menos, ele conseguisse o telefone dela. Ele merecia. Niall era um menino de ouro, e já era hora de ele achar sua princesa. Eu sorri com a lembrança de um pequeno Niall me perguntando: “Bella, é errado não se apaixonar por ninguém?”. E eu respondendo à ele: “Não, não há nada de errado nisso. Só é meio estranho. Você não quer se apaixonar?” E, para a minha surpresa, ele me encarara e dissera, totalmente seguro de si. “Eu quero esperar a minha princesa.”
  Pronto. O mundo dá voltas, não é mesmo? Até eu havia achado meu príncipe. Bem, nesse caso eu posso dizer: literalmente. (me desculpe, mas não consigo segurar essas piadinhas).
  – Cadê o loiro? – Zayn perguntou, abraçado comigo.
  Eu sorri.
  – Está com a princesa dele.
  Zayn continuou me olhando, confuso. Seus olhos entregavam que ele não tinha a mínima ideia do que eu estava falando. Mas ele, sendo a pessoa que ele é, não me perguntou nada. Simplesmente beijou meus lábios delicadamente.
  Nós nos beijamos apaixonadamente e só depois que nos soltamos percebi que todos haviam parado de falar e estavam nos observando.
  Eles riram quando viram que a gente percebeu. Zayn abaixou a cabeça e coçou a nuca, seu jeito adorável de dizer “estou com vergonha, parem de olhar para mim” e eu corei excessivamente.
  – Bem, acho melhor irmos. – Nick disse.
  Kate se levantou, veio até nós e disse, baixinho:
  – Eu e Will vamos dormir fora hoje. Podem ficar com nosso apartamento se quiserem. – ela nos deu uma piscadela e saiu.
  Zayn revirou os olhos para mim e pegou na minha mão.
  – Eu amo a sua mãe.
  – Eu também. – ele disse. – E ela te ama também.
  Eu sorri.
  – Vamos dar uma volta? Quero respirar um ar puro. – disse à ele. Me levantando.
  Deixamos à mesa e quando saímos, vimos Niall e Gabriela aos beijos. Não pude deixar de sorrir e gritar:
  – AI QUE COISA MAIS FOFA! – no ouvido dele. Ele corou e ela também. Mandei um beijo para ele e uma piscadinha para ela, peguei na mão de Zayn e saí.
  Eu adorava esses momentos. Os momentos só Zayn e Bella. Nossas mãos entrelaçadas eram só um pequeno detalhe comparado à nossos corações, unidos, em um só sentimento. O amor. O amor entre Zayn e eu. Só nós dois sentíamos e somente nós poderíamos sentir. Era um sentimento avassalador, que abalava minha estrutura, mas também suave, que acalmava minha alma.
  – Se meu pai realmente decidir que iremos nos casar, temos apenas mais três semanas. – Zayn disse, sombrio.
  As palavras dele me assustaram. Pareciam tão ameaçadoras que me deram calafrios.
  Abracei-o, deitando sua cabeça em meu ombro.
  – Nós vamos mudar isso. Vamos conseguir, okay? Não pense assim... – eu sussurrei em seu ouvido.
  – E se não conseguirmos? E se... Bella, e se meu pai nos obrigar? - ele falou.
  Olhei-o nos olhos dessa vez, o pânico crescendo no brilho de seu olhar.
  – Zayn, não vamos pensar nisso agora, okay? Vamos só aproveitar. Não vale a pena sofrer por antecipação.
  Caminhamos mais um pouco em silêncio. Nossas respirações e as buzinas dos carros eram os únicos sons que eu ouvia.
  – Bella, preciso te levar à um lugar. Posso?
  Olhei para Zayn. Olhinhos brilhando de excitação.
  – E, onde seria esse lugar? – falei.
  – Surpresa. Agora vem. – ele me pegou pelas mãos e me levou até a avenida. Lá pegamos um táxi. Ele escreveu o endereço num pedacinho de papel, sem deixar que eu visse e o entregou para o motorista.
  Passou-se, mais ou menos, 15 minutos até que chegamos ao tal local.
  Era o teatro da escola.
  Eu assustei, e depois fiquei confusa. O que Zayn teria planejado?
  – Venha cá.
  Ele subiu as escadarias do teatro e eu me perguntei o que ele estaria pensando. Na frente da porta principal, estava a lista com os nomes para o show de talentos da Califórnia. Era um dos mais famosos show de talentos dos Estados Unidos inteiro. Todo ano, uma celebridade julgava. Esse ano, era Katy Perry. Minha diva. A minha maior inspiração.
  – Tem uma caneta? – Zayn perguntou. Peguei uma da bolsa e entreguei a ele. Já pensando no que ele iria fazer em seguida. Era a cara de Zayn se inscrever num negócio desse, só para aproveitar seus últimos dias na América. E, cá entre nós, o garoto realmente cantava super bem.
  Mas, para a minha surpresa, ele escreveu “Maria Isabella Payne” na linha e logo ao lado, completou “cantando Let Me Love You”. Let Me Love You. A primeira música que ele cantou para mim.
  – Está louco? – tentei pegar a caneta da mão dele para riscar meu nome daquela lista, mas ele foi mais rápido e a jogou longe. O encarei, brava. – Está me devendo uma caneta novinha.
  Ele só riu e me beijou.
  – Pronto, está feito. Maria Isabella Payne vai cantar “Let Me Love You” no show de talentos amanhã.
  Ele riu de novo, mas eu não achei a menor graça. Todo mundo dizia que eu cantava maravilhosamente bem. Minha mãe, meu irmão, meus professores, Niall, Harry, Bailey, todos. Até mesmo Zayn. Contudo, só tinha um problema. Eu não achava isso.
  – Ah, qual é, Bells? Você canta super bem! – ele falou, me abraçando.
  – Engraçadinho. Você canta, eu não. – dei-lhe uma risada irônica.
  Nós começamos a descer a escadaria do teatro. Eu, arrasada, pois sabia que teria que cantar amanhã na frente da minha maior diva que, vamos combinar, tem o maior vozeirão. Zayn, feliz da vida, nas alturas, realmente alegre por ter ganhado essa. Ah, ele me paga.
  – Todos cantamos, bebê, a diferença está em quem canta bem e quem não! – ele deu uma piscadinha e saiu correndo quando eu quis bater nele.
  Depois disso, Zayn me levou até em casa, abraçado comigo, levando tapas e beijos pelo caminho. Era uma noite agradável na Califórnia. Não estava frio, mas também não estava aquele calor. Decidimos dar uma andada pela praia.
  – Me diz, por que você tem medo do mar? – ele perguntou.
  – Oras, simples, por que eu não sei nadar. – respondi, enfiando meus pés na areia.
  Zayn tirou a camiseta, do nada, e eu fiquei olhando para ele com uma cara de “O que, diabos, você está fazendo?“.
  – Zayn? Você bebeu? – perguntei.
  Ele riu e pegou na minha mão.
  – Nade comigo.
  Dessa vez foi a minha vez de rir. Nossa, Jesus, como alguém pode ser tão fisicamente perfeito com esse abdômen definido, esses ombros largos, esse peitoral, esses bíceps... Ah, deixa pra lá.
  – Acho que você bebeu algo, Malik. Acabei de falar que eu tenho medo do mar. – disse à ele.
  Zayn chegou pertinho de mim e me abraçou pela cintura.
  – Mas é disso que uma relação é feita. De superar seus próprios medos. – os olhos dele brilhavam. Mais do que o normal. Não sei se vocês perceberam, mas eu tenho uma terrível mania de fazer tudo o que ele quer quando seus olhos brilham desse jeito.
  – Ah, é? E qual medo você superou comigo? – disse, provocando-o.
  – O medo de ser eu mesmo. – ele disse, e me beijou. E então me senti flutuando. Não, não por causa da paixão, mas sim por que o filho da mãe me levantou do chão e começou a me carregar para o mar. Mas eu não estava mais com medo. Com Zayn, senti que era invencível. Não tinha mais medo algum. E só daí percebi o que ele tinha falado. Estar em uma relação é, com o outro, superar as dificuldades e os medos. Juntos. Meu medo do mar tinha-se ido.
  Mesmo quando afundamos, não tinha mais medo. Não me sentia mais sem ar. Meu ar estava ali. Bem do meu lado. Zayn não me largara, nem por um minuto sequer. Eu estava segura. Eu estava com ele. Por isso que quando chegamos à frente da minha casa, horas mais tarde, eu agradeci à ele com um beijo.
  – Obrigada pela melhor noite de todas! – abracei-o.
  – Fico feliz que tenha gostado, minha princesa. Vai ser a primeira de muitas! – ele sorriu daquele jeitinho que eu amava e me beijou de volta.
  – Boa noite. – subi as escadinhas do meu portão e abri a porta. Antes de fechá-la, pude ouvi-lo dizendo:
  – Boa noite, minha Bella, eu te amo.

Capítulo 25
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