Capítulo 14
Era a primeira vez que eu via Zayn desde o acidente. Eu deveria estar super feliz em vê-lo ou, ao menos, aliviada. Mas não estava. Eu deveria sair correndo para abraça-lo. Mas não corri. Eu devia, ao menos, sorrir para ele. Mas não sorri. Pelo contrário, eu lhe virei a cara. Mesmo que ele não estivesse olhando para mim. Mesmo que ele estivesse conversando com uma menina loira, alta e deslumbrante que eu julguei ser uma top model inglesa. Mesmo que eu estivesse morrendo de vontade de saber quem era a tal menina.
Eles conversavam baixinho, meio que sussurrando. Ele parecia estar tenso com o que a moça estava dizendo. O rosto dela estava sério e ela falava rápido. Foi uma conversa breve, mas que teve o maior impacto em mim. Queria saber quem era aquela menina linda que eu nunca tinha visto antes na vida, o porquê de Zayn parecer tão bravo e sério enquanto eles conversavam e, porquê diabos eu estava tão brava com essa conversa deles.
As aulas passaram e eu continuava com a imagem daquela conversa de Zayn e da loira na cabeça. O que será que eles conversavam tão ávidamente? Por que Zayn parecia tão preocupado? E quem, diabos, era aquela garota?
No almoço, com Louis, Harry e Bailey (ela e Harry já haviam terminado, pois, como ela dizia, ele “não era o seu tipo”). Estava meio distraída, mas logo que ouvi os meninos comentarem sobre a tal loira me sintonizei na conversa da mesa.
– Cara! Você viu aquela loira com o príncipe? Meu, que gata! – Harry exclamou.
Louis, que estava abraçado comigo, tomou um gole de água e respondeu:
– Hum, acho que eu vi. – dando de ombros. Foi um comentário casual, mas eu sabia que ele só tinha dito isso desse jeito porque estava comigo, e também sabia que ele tinha sim reparado (e muito!) na “menina nova”.
– Tive um tempo de francês com ela. Parece que o nome dela é Claire. Ela fala francês fluente, mas não é muito sociável. – Bailey disse, em tom de reprovação, enquanto retocava a maquiagem em seu pequeno espelho.
– Hum, não. Ouvi dizer que o nome dela é Elizabeth. – Harry disse, sorrindo – Nome de velha, mas eu curto.
Bailey deu de ombros.
– Se liga Hazza, ela anda com o Zayn, você acha que vai dar moral pra você? – ela disse, mordiscando seu precioso cupcake.
– Ah é, Bailey. Esqueci que só perdedoras me dão moral. – Harry deu uma mordida enorme no bolinho de Bailey, que revirou os olhos. Já meus olhos, no entanto, procuravam por uma só pessoa: Zayn. Precisava falar com ele. – E a Elizabeth, certamente, não é uma perdedora.
– O nome dela é Claire! – Bailey protestou.
Deixei a discussão de Harry e Bailey de lado e me foquei só em achar Zayn. Olhei para todos os lados e para todos os cantos. Mas não conseguia encontrá-lo. Será que ele havia deixado a escola? Também não via Elizabeth-Claire (ou seja lá como for o nome dela). Continuei procurando.
E o achei. Ele estava de pé, de costas para mim, do outro lado do salão.
– Vocês me dão licença? – dei um selinho rápido em Louis e saí andando pelo refeitório, deixando todos na mesa com cara de dúvida.
Quando o alcancei, o cutuquei nas costas e quando ele ameaçou se virar, comecei meu protesto:
– MALIK! Quem você pensa que é para não retornar nenhuma das minhas ligações? NENHUMA! Você tem ideia de como eu fiquei preocupa...- mas parei no meio da frase. Pois quando ele terminou de se virar, eu percebi que na frente dele estava sentada a loira da hora de entrada. Ela me olhou com dúvida e surpresa por um instante, e então abriu um sorriso estonteante e se levantou. Olhei para Zayn pedindo ajuda. Ele olhava pros lados e prendia os lábios, querendo soltar uma gargalhada daquelas.
– Hum, Isabella essa é... – ele se concentrava para não rir. – a JhoJho.
– Jho? – perguntei. Não era Claire, ou Elizabeth?
A loira deu uma empurradinha em Zayn e estendeu a mão na minha direção.
– Muito prazer, eu sou a Jho. Jhovana, na verdade, mas... – ela deu à Zayn um olhar que eu julguei ser super íntimo. Hum... Aí tinha coisa. – o pessoal costuma me chamar de Jho.
Fiquei surpresa pelo nome alternativo dela e por seu sotaque francês super carregado. Depois que apertei sua mão, me surpreendi de novo. Seu aperto era forte, cheio de personalidade.
– Hum, oi. Eu sou a... –
– Maria Isabella. Já sei. Ouvi falar muito de você. – ela me interrompeu, dando uma olhada para Zayn. Percebi que ela olhava para ele a cada 5 segundos, parecendo trocar piadinhas particulares. Não gostei disso.
– É, essa sou eu. Mas pode me chamar de Bella. Porque, mesmo que o Malik tenha retardos mentais que o impedem de me chamar assim, a maioria das pessoas não tem tais problemas. O que eu imagino que seja o seu caso, Jho. – ela deu uma risadinha baixa, cobrindo a boca com a mão. Eu me virei para Zayn, com o dedo em riste para ele. – E de você, Malik, eu cuido depois.
Zayn me deu um sorrisinho torto que fez meu coração palpitar. Virei-me e comecei a andar.
– Hey, Payne! – ouvi-o chamar. Virei-me de novo e o vi dizendo:
– Gostei da aliança. – Zayn me deu uma pequena piscadela, virou-se, passou o braço pelos ombros de Jho, que acenou em um pequeno “tchauzinho” e foi-se embora.
Quando voltei para a mesa, todos me bombardearam com perguntas como “Você conheceu a menina nova?”, “Como é o nome dela?”, “Ela foi legal?”, “Ela é muito peituda?” (tinha que ser o Harry para perguntar isso), “Ela e Zayn estão juntos?”, “O que você achou dela?”. Bem, na verdade, eu realmente tinha gostado dela.
O resto das aulas passaram voando, com a escola inteira cochichando boatos cada vez mais exagerados da menina nova. Até que, na hora da saída, ela me surpreendeu vindo até mim e dizendo:
– Posso falar com você? Agora? – ela disse, seus cabelos ondulados loiro-platinados voando por causa do vento.
– Hum... Pode, Jho, claro. – disse, guardando meus livros no armário.
Ela pegou na minha mão e me conduziu até o lado de fora do colégio. Ficamos andando em silêncio por vários minutos, até que ela quebrou o silêncio.
– Escuta, queria saber se você realmente está feliz com Louis. – ela perguntou. Me assustou que ela soubesse o nome do meu namorado, mas logo percebi que eu namorava o segundo cara mais popular da escola, então ficou tudo bem.
– Ah, sim. Estou muito feliz, por quê? – ela ficou em silêncio por um tempo e depois respondeu.
– Olha, eu estou te perguntando isso por que... Por favor, não ache que eu estou querendo me intrometer na sua vida nem nada, okay? Só acho que... Você realmente devia dar uma chance ao Zayn, antes de ter certeza de que está realmente feliz.
Tá, isso me chocou legal. Como assim? Teria Zayn pedido à ela que fizesse isso?
– O Zayn te mandou aqui? – perguntei.
– NÃO! Pelo amor de Deus, ele não pode nem imaginar que eu estou aqui, senão... –
– Está ferrada... – interrompi-a.
– Exatamente... – andamos mais um pouco em silêncio, minha mente ainda tentando assimilar o que ela tinha dito. É claro que meu coração já havia assimilado, voltando a palpitar excessivamente quando me lembrava do seu sorriso, da sua gargalhada, do seu sorrisinho torto, das suas piscadelas....
– O que você é do Zayn, Jho? – tinha que perguntar, depois de muito andar.
Ela hesitou. Tossiu, e olhou para os lados.
– Sou uma... amiga da família. – ela disse. Algo naquela frase não me convencera. – Olha, Bella, eu quero ser sua amiga, okay? Quero que você saiba que pode contar comigo para tudo. E que, sobre Zayn, confie em mim, ele vale muito a pena. Dê uma chance à ele e você não vai se arrepender. Mas, por favor, não conte à ninguém que tivemos essa conversa, okay? – ela implorou.
Encarei aqueles olhos verdes e disse:
– Sim, é claro que não contarei.
Ela sorriu e me abraçou:
– Agora somos amigas, não somos?
Pensei, mais uma vez, na imagem da conversa dela e de Zayn hoje de manhã. Como os dois foram tão sérios e como Zayn parecia tão preocupado.
Abracei-a de volta e sussurrei em seu ouvido, sobre os cachos loiros:
– Sim, Jho. Agora somos amigas.
Semanas Depois
Para a minha maior surpresa eu e Jho realmente ficamos amigas. Ela era muito divertida e eu adorava conversar com ela. Além do mais, seu sotaque francês sempre me fazia rir.
Enquanto minha relação com Jho ficava cada vez melhor, minha luta com Zayn ia de mal a pior. Os jantares voltaram a ser um saco, ele voltara a me ignorar e, dessa vez, eu não me importava.
Niall estava quase saindo do hospital e eu ia visitá-lo todos os dias. Nossas conversas eram sempre as mesmas, mas, mesmo assim, eu amava me sentar perto dele e acariciar seus cabelos loiros como eu fazia desde meus 8 anos. Acho que nunca haveria cabelo mais macio e gostoso do que o de Niall. Desde que o conheci, sempre fui apaixonada pelos seus fios dourados. E, muitas vezes, quando ele estava irritado ou nervoso com algo, eu o deitava em meu colo e passava horas brincando com seus cabelos. Sempre foi Niall. Eu era tão feliz por ainda ter meu melhor amigo! Era como se ele fosse viver para sempre agora. Aliás, eu o fiz prometer que viveria por mais umas centenas de anos, sem sustos. Niall era meu porto seguro, meu lugar de descanso, minha caixinha de música que me fazia relaxar. Por isso, enquanto me dirigia para o hospital, nessa tarde, um sorriso e um alívio alcançou meu coração.
Ao chegar na clínica, descobri que Niall estava com mais uma visita, então tive que esperar. Enquanto aguardava, perguntei à mim mesmo: “Quem seria a visita?”. Vinha aqui à semanas, e Niall só recebia visitas minhas, de seus pais e de Bailey. B. tinha ido à Chicago para um velório de uma tia distante e os pais de Niall estavam muito ocupados se arrumando para um jantar com um parente da Irlanda que, acidentalmente, estava trabalhando por aqui. então, quem seria a sua visita?
Fiquei procurando nomes na minha cabeça. Louis? Harry? Algum parente? Mas, nem me ocorreu que a visita poderia ser...
– Zayn? O que está fazendo aqui? – perguntei, surpresa.
Ele só me olhou e deu uma piscadela. Abaixando a cabeça, foi-se embora.
Hum, me ignorando... Como sempre.
– Pode entrar, Srta. Payne. – a recepcionista disse.
Levantei-me depressa. Queria ver Niall, queria perguntar à ele o que Zayn havia dito.
Quando entrei no quarto, outra surpresa. Niall estava chorando.
– Niall? Niall, o que foi? – corri até ele o mais depressa possível.
Suas pequenas mãozinhas estavam escondendo seu rosto, que estava vermelho. Eu abaixei suas mãos, subi na cama e abracei-o, de modo que sua cabeça estava encostada em meu ombro e seu rosto enfiado no meu pescoço. Ele chorava sem parar e eu quis matar Zayn. Ele tinha feito algo... Ele tinha dito algo... FILHO DA MÃE!
Minha raiva era grande demais, sentia que se eu largasse Niall, provavelmente correria atrás de Zayn e o estrangularia. Não teria piedade, o mataria sem pensar duas vezes. Nunca odiei tanto uma pessoa em toda a minha vida. Minhas mãos tremiam, e eu não conseguia falar. Tudo por causa do ódio que estava sentindo.
– Ni-Niall... Ele... Ele te fez alguma coisa? O que ele disse? Me diz, NiNi. Me diz o que ele falou pra você. Ele te machucou? AH, É HOJE QUE EU MATO O MALIK! ESTOU TE AVISANDO, É HOJE! – eu gritava e, a cada palavra minha, Niall se sacudia mais.
– Nã-Nã-Não f-foi e-ele, Bella... – Niall gaguejava. – E-ele n-não disse n-nada.
Sua voz estava fraca e eu fiquei preocupada. Como assim, ele não tinha falado nada? Niall estava protegendo-o?
– Niall, você não precisa proteger ele, ele não vai te machucar mais. Só conta pra mim o que ele te falou. Tá? – lágrimas corriam pelo meu rosto e eu percebi que estava chorando. Tratei de enxugá-las depressa e encarei os olhos de Niall. Que, um dia, foram verdes, mas que agora... Eram uma vermelhidão.
– E-Eu disse. F-Fui e-eu que o ma-magoei. Eu n-não q-queria, Bella. Não q-queria o ma-magoar. Mas ele... Ele... – Niall voltou a se enfiar no meu pescoço e suas lágrimas me banharam. Niall tinha magoado Zayn? Seria essa a razão dele ter parecido tão triste quando saiu? O que Niall teria dito? Conhecia-o há muito tempo, e sabia muito bem que ele não era capaz de fazer mal à uma formiga que o tivesse picado. Lembrava-me, muito bem, de uma vez que Niall chorou por que uma abelha tinha lhe picado e falecido, logo depois. Agora, essa mesma pessoa estava me dizendo que tinha magoado alguém? Tinha algo muito estranho nessa história.
Esperei pacientemente até que ele se recuperasse. Aos poucos suas crises de choro foram se esgotando, esgotando até que se esgotaram de vez. E ele já estava pronto para me contar tudo.
– Então, me diz. O que aconteceu? – perguntei, preocupada que ele fosse voltar a chorar.
– Bells, você está chorando. – ele respondeu, sorrindo. E eu sabia que ele tinha voltado ao normal.
– É sua culpa, engraçadinho – enxuguei as lágrimas na manga da camisa. – Mas, me conta. O que houve entre você e Zayn?
– Bem, ele veio aqui... Me pedir uma coisa. – Niall desviou o olhar. Seu rosto estava sombrio.
– Coisa? Que coisa? - ele não respondeu. Segurei seu rosto em minhas mãos e o forcei a olhar pra mim. – Que coisa, NiNi?
– Você.
PÁRA TUDO? FOI ISSO MESMO O QUE EU ENTENDI? ZAYN TERIA VINDO AQUI PARA ME PEDIR A NIALL? COMO SE EU FOSSE UM TROFÉU? COMO SE EU FOSSE UM... OBJETO? UMA COISA DESCARTÁVEL?
– Como assim, Niall? Ele veio me pedir? Pra você? Como se eu fosse um... Brinquedo? É isso mesmo? – minhas mãos tremiam de raiva.
Niall se desesperou.
– Não! Não, Bella, não é isso! Calma, deixa eu te explicar tudo direito. – ele respirou fundo – Eu nem imaginava que o Zayn ia aparecer por aqui, então, quando a recepcionista disse que eu tinha uma visita, achei que fosse você. Que você tivesse vindo mais cedo! Mas quando o vi, fiquei realmente confuso. Ele começou a falar umas paradas aí, do tipo “Eu tenho que te pedir um favor!” e uns negócios parecidos. Mas quando ele falou de você, eu perdi o controle.
– O que foi, exatamente, que ele te disse sobre mim? – perguntei.
– Ele disse que eu precisava te convencer a ficar com ele. Porque você estava sendo egoísta e não estava vendo os dois lados do assunto. Ele disse que vocês poderiam parar uma guerra juntos! Que várias pessoas estariam salvas se você aceitasse ficar com ele. Mas eu não acreditei nele e disse que ele era um egoísta. Que ele nunca teria o seu amor, Bella. Nunca! Que, não importava a razão que ele estivesse propondo, não me interessava essa maldita guerra, eu não ia vender a minha melhor amiga! Que eu nunca, nunca mesmo, te trairia desse jeito. E disse também que era pra ele ter vergonha de ser assim, que você estava feliz e também estava satisfeita. Disse a ele que uma pessoa como ele nunca seria amada. Não por você.
Eu sinceramente queria beijar, abraçar, apertar, morder, agarrar Niall nesse momento. Ele sempre fora meu herói, meu melhor amigo. Mas enfrentar alguém desse jeito, falar isso para alguém por mim! Lágrimas vieram à meus olhos, e eu não as segurei. Comecei a chorar. Eu amava Niall. Eu sempre amei, meu irmãozinho, meu melhor amigo. Meu pai.
– Bella, eu não vou te vender! – ele disse, também voltando a chorar. Nós nos abraçamos e eu chorei em seus ombros. Nosso amor era tão grande, tão especial, que ultrapassava essa barreira do namoro. Eu nunca namoraria Niall, entendam isso. Do mesmo jeito que Niall nunca me namoraria. Por que nosso amor era muito grande para essas proporções.
– Mas, eu fiz errado Bella. E é por isso que eu estava chorando. Zayn não quer te usar. Ele se importa com você. Ele ama você. – Niall sussurrou. – Depois que eu disse todas essas coisas horrorosas e mais um monte de palavrões pra ele, ele começou a chorar, dizendo que sabia disso. Sabia que tinha te perdido pra sempre. Mas que estava desesperado, porque ele não queria mais brigar. Ele me disse que estava cansado dessas briguinhas que não levam à lugar nenhum. Disse que só queria que você fosse feliz, e que ele sabia que você era feliz com Louis, por isso te ignora. Por isso que finge que você não existe. Ele quer que você continue odiando-o para que você continue sendo feliz com Louis. O coração dele está partido. Tão partido que me fez chorar. Ele está sofrendo muito! Eu nunca o imaginei assim! Imaginava-o fazendo as meninas sofrerem, imaginava-o partindo corações. Mas, na realidade, ele é só um menino muito solitário, que nunca foi amado de verdade! Você não tem obrigação de amá-lo Bella, e eu não vou te vender por pena dele! No entanto, ver como ele realmente é... Isso partiu meu coração. Me fez ver o quanto eu sou feliz por ter você! – Niall revelou.
Não sei por que, como ou onde. Mas uma luz dentro de mim pareceu acender ao ouvir aquelas palavras. Percebi que era orgulho. Orgulho de mim mesma. Eu sempre soube que ele era assim. Desde a primeira vez que olhei bem dentro de seus olhos, minha alma o reconheceu. Eu não acreditava em Deus, ele também não. Eu acreditava em amor, ele também. De certo modo, o destino sempre esteve ligando minhas ações com as dele. Desde o momento que nascemos. Nossos destinos foram selados. Nossas almas, interligadas. Eu sempre pertencera à Zayn. E ele sempre pertenceu à mim. O momento em que nossos olhares se cruzaram não foi só uma coincidência, foi destino. Minhas mãos formigavam e eu precisava vê-lo. Precisava pedir desculpas à ele. Precisava pedir que ele me perdoasse. Precisava, precisava, precisava...
– Nialler, me desculpe, mas eu preciso ir... – falei. Niall abriu um sorriso.
– Vai conversar com o Malik, não vai? – ele perguntou. Eu sorri de volta pra ele e lhe dei vários beijinhos na bochecha.
– Vou. Eu te amo. Mais tarde eu volto. Durma enquanto isso! – gritei, já saindo pela porta. Ouvi, de longe, ele gritando de volta.
– Eu te amo mais! Juízo, princesa!
Eu amava Niall. Demais. Mas eu também amava Zayn. Demais. Mas... Eu também amava Louis. Ih, fudeu.