Droga de Realeza


Escrita porIsabella Redivo
Revisada por Andressa


Capítulo 20

  Niall narrando
  Olha, eu juro que não foi por querer. Quero dizer, eu nem queria que isso acontecesse, mas eu não acho que seja uma coisa tão ruim assim... E vocês? O que acham? Se apaixonar por alguém que você nunca conversou na vida é ruim? E não contar à sua melhor amiga sobre isso é ruim? Entendam-me, não é que eu não queira contar à Bella que eu estou apaixonado (pelo menos eu acho que estou. Pesquisei no Google e os sintomas batem...) é que ela já tem tantos problemas! E já estava sofrendo tanto com o negócio da traição de Louis que eu não queria perturbá-la com mais uma coisa inútil. Não que meu amor por Gabi seja algo inútil. Eu não acho inútil. Ou talvez seja. Ah, sei lá. Querem saber como aconteceu? Tá, eu conto.
  *2 semanas antes*
  – Hum, desculpe? – perguntei. Era a primeira vez que acordava com uma menina completamente estranha em meu quarto de hospital. Mal sabia eu que era aquela menina que eu iria querer ao meu lado pelo resto da minha vida.
  – Ai, desculpa! Eu não... Não queria acordar você... – ela se desculpou e arrumou os óculos na ponta do nariz.
  – Imagina, eu só... Hum, eu... Conheço você? – perguntei. Se meus olhos não estivessem embaçados e eu pudesse ver como ela realmente se parecia...
  – Hum, acho que não. Eu... Eu não sou da Califórnia. Estou aqui pela... Pela minha mãe. – ela disse, hesitando. Provavelmente chateada em ter que contar sua história para alguém que não a conhecia.
  – Ah, okay. E... Bem, o que você tá fazendo no meu quarto? – perguntei, mas logo depois quis me matar, pois minhas palavras tinham soado muito rudes. Ah, que legal Niall, ótimo jeito de se começar uma conversa com uma garota. Se bem que ela estava me vendo realmente acabado, não tinha muita diferença.
  – Ah, é. Desculpa, eu... Eu já vou embora. – e antes que eu pudesse protestar pedindo que ela ficasse, ela foi-se embora. Algo naquela menina me intrigou e eu passava horas imaginando como seria seu nome. Seria algo como Ashley? Brittany? Ou algo mais original como Valentina? Laura? Seus cabelos compridos e cacheados e seus olhos cobertos por óculos desajeitados apareceram em meus sonhos por várias noites, mas eu ainda não tinha visto seu rosto claramente.   Até que um dia ela voltou lá. E parecia que o céu estava sorrindo de novo.
  – Ai, que ódio. Sempre entro no seu quarto achando que é o da minha mãe. Me desculpa, de novo. É que ela estava aqui antes... Daí eu vivo confundindo. – dessa vez meus olhos colaboraram e eu pude analisá-la direito. E me surpreendi. Era simplesmente a menina mais exótica e linda que eu já havia visto. Era diferente daqueles rostinhos perfeitos que a Califórnia mostrava. Seus cabelos castanhos tinham algumas mechas coloridas, que revelavam uma época rebelde talvez? Eles corriam com vários cachos enormes e lindos até a metade da cintura. Ela era mignon e delicada, seus olhos azuis meio violeta, como o crepúsculo, eram misteriosos e diferentes, escondidos por uns óculos que pareciam desajeitados em seu pequenino rosto. Suas roupas eram medíocres, mas em nenhum momento eu julguei que ela estava mal vestida. Ela era linda. E ela transformou o meu mundo. Antes que eu pudesse dizer algo como “Hum” ou “Ah” ou “Sem problemas” me vi perguntando à ela:
  – Como é seu nome?
  Ela piscou, surpresa. Logo corou, uma graça. Fiquei surpreso ao ver como gostava de vê-la sorrir.
  – Gabriela. – ela falou e saiu correndo. E meu mundo se resumiu em um nome só. Gabriela. Um nome que eu nunca tinha imaginado. Nunca tinha pensado, mas que combinava tão bem com ela e sua personalidade única... Gabriela... Aquele nome aparecia em meus sonhos e em meus pensamentos a todo o momento. Eu simplesmente não conseguia evitar. Queria saber mais sobre ela. Queria vê-la mais. Queria tocar seus lindos cabelos cacheados e olhar aqueles olhos de perto. Mas ela nunca mais voltou. E eu estava ficando preocupado. Ah, Niall, deixa de besteira, ela só devia ter decorado onde ficava o quarto da mãe. Ou, melhor ainda, sua mãe podia ter deixado o hospital... Uma frase de Gabriela lhe veio à cabeça: “Eu não sou da Califórnia. Estou aqui pela... Pela minha mãe”. Então, se sua mãe já tivesse deixado o hospital, ele nunca mais a veria? Um desespero tomou conta de mim e eu me perguntei de onde veio àquela sensação calorosa que pulsava dentro de mim.
  *dias de hoje*
  Pois é, foi assim que eu conheci a Gabi, como gostava de chamá-la. Desde aquele dia, nunca mais tinha visto ela, até que voltei à escola. E percebi que ela não havia deixado a Califórnia. Pelo contrário, ela, agora, estudava comigo. Na verdade, estudava do meu lado na aula de álgebra. Minha primeira impressão foi que ela não se lembrava de mim. Mas, quando meu olhar se cruzou com o dela, tive certeza que não. Ela ainda se lembrava de mim. E eu, definitivamente, me lembrava dela. Não só dela como da sensação incrível que sentia toda vez que encarava aqueles olhos violeta debaixo daqueles óculos desajeitados que a deixavam ainda mais charmosa e exótica. Sim, eu estava mesmo apaixonado por ela. E não havia nada que eu pudesse fazer quanto a isso.

Capítulo 20
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