
escrito por Liv
A última lembrança de Akira é a de seu acidente, e quando acha que acordou do que se parece um sonho estranho, percebe que está em um lugar totalmente diferente de um quarto de hospital. Ao reconhecer o local, rapidamente ela encontra um espelho e para a sua surpresa, Akira tinha a mesma aparência da… vilã de um dos seus manhwas favoritos?!
Com essa nova realidade em suas mãos, a menina fará o que for necessário para mudar o seu destino e evitar o final trágico de Arabella Fiore, a vilã da casa Bellerose.
|| quarta-feira 13 de janeiro de 2016 às 01:37 - Comentários Fechados
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Alguma vez você já deu um duro danado para continuar um capítulo porque ele simplesmente não fluía? Seja lendo ou escrevendo, o problema nem sempre é a personagem ou a trama, mas sim a escrita.
Por exemplo, digamos que estejamos lendo uma história e de repente a personagem principal dá de cara com o fantasma da sua tia falecida:
“O fantasma apareceu na frente de Angela. Ela tremeu de medo ao reconhecer a tia que faleceu há dois meses.”
Esse trecho nos disse tudo que precisávamos saber: a aparição do fantasma e o medo de Angela, nossa pobre protagonista.
Porém, uma escrita assim não ajuda o leitor a se conectar com a personagem. Vamos melhorar esse trecho usando uma técnica chamada “Show, don’t tell” (“Mostre, não conte”):
“Uma figura estranha apareceu na frente de Angela, veias azuis saltavam de sua pele fina como papel encerado e olhos fundos arregalavam-se para ela. O rosto de sua falecida tia formava-se por trás dos cabelos negros emaranhados. Angela tropeçou para trás, suas pernas gritando por ajuda para mantê-la de pé. As mãos suadas dela agarram a cadeira, que serviu de apoio para seu corpo. Seu coração batia rápido demais e sua respiração falhava, tornando impossível para Angela reagir.”
Não fica bem mais fácil imaginar o fantasma, a reação de Angela e até saber que ela está morrendo de medo mesmo que a palavra “medo” não apareça? Então, seguindo esse exemplo, não diga que sua personagem está com vergonha, diga que ela desviou o olhar, que ela escondeu o rosto nas mãos, que ela riu olhando para o chão… Lembre-se, o seu leitor tem um cérebro, faça-o botar ele pra trabalhar!
Veja, eu não defini o “show, don’t tell” para vocês, eu mostrei no que ele consiste.
É legal também pensar nos cinco sentidos na hora de escrever uma cena. Há cheiros estranhos, um vento frio? Ou será que a personagem sentiu o sangue ferver quando o namorado saiu pra balada sem ela? Pensar nisso é divertido e vai ajudar a desenhar a cena na mente do leitor, mas cuidado, é sempre bom lembrar que NADA em excesso é bom. Exagerar no “show, don’t tell” pode deixar seu texto cansativo. Equilíbrio é a chave.
Então, divirta-se e deixe sua imaginação escorrer para o teclado do computador!
Coluna por Gabi
— Para de pensar tanto, Buttercup. — Ele a puxou para mais perto num abraço a encarando olhos nos olhos, ou mais ou menos isso, considerando a diferença de altura entre os dois. — A gente só demorou para estar aqui porque você pensa demais.
With Somebody Like Me {Outros, Finalizada}
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