
As Raízes de Sete Destinos
Escrito por Josie | Revisado por Lelen
Capítulo 1 — O Trem da Dor
¹ E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas,
² Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.
³ Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos.
⁴ Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama.
⁵ E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.
⁶ Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração.
⁷ E disse o Senhor: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.
Gênesis 6:1-7
E prendeu Deus ao dragão, a antiga serpente, a besta e ao falso profeta para que não mais enganasse as nações, porém... Porém tudo tem um início e por que não começar do início. De quando as coisas eram mais simples. Será que tudo era mais simples? Será que ainda não havia dor? E se havia, a dor era menos profunda? Será que nos primórdios do mundo, a dor conseguia ser mais maleável? Será que em meio a ela não havia pontes mais reflexivas? Sim, havia dragões naqueles dias.
Imagine dragões com formas humanas, jovens. Alguns podem ter sido bem inspiradores. A jovem ainda chorava. Mal havia se passado um ano desde que seu pai morrera, agora ela via o estado do mundo e seu próprio estado. Por que a vida tinha de ser assim? Por que as pessoas são deixadas? Por que ele, seu porto seguro, tinha que morrer? Por que a única pessoa que a entendia e até mesmo a aceitava tinha de partir? E por que isso a afetava profundamente? Ele morrera, mas a mãe ainda estava viva. Então por que doía tanto? No fundo a jovem sabia a resposta. Sabia que a única resposta era seu pai. Ele era o único que a apoiava, que mesmo às vezes repreendendo, fazia suas vontades sem hesitar. O único que parecia entender seus desejos mais sombrios e não julgar. Ele era a exceção dentre tantas pessoas... Será que era isso que aquela jovem tentava expor? A cada grunhido, a cada choradeira, a cada braveza, a cada ato de braveza, ela estava ali fazendo o pior gênero de reação que poderia ter. Mas alguém realmente podia culpa-la? Como culpar alguém que perdera tudo e agora carregava o resto dos cacos?
Ela era e era fraca...
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1692 A.C
E os olhos do Senhor percorreram todo o campo em busca de uma boa alma vivente, mas não havia muitas. As pessoas pararam de orar, pararam de entender, pararam de se solidarizar com a dor do próximo, o julgando como arrogante. E talvez ele fosse mesmo... Mas seriam os arrogantes inquebráveis? Eis a questão.
— E a infusão, com aromas de ervas devem faze-lo ficar bem logo — prometeu o sacerdote médico da corte.
— Tem certeza, doutor? — perguntou a jovem .
— Sim. E muitas orações aos deuses — disse o médico da corte saindo dali. O grande problema era que na época enquanto o Egito adorava outros deuses, a jovem adorava um único Deus. O Deus de Abraão.
Isso poderia ser um problema ou não dependendo do ponto de vista. A jovem via no pai alguém que ela amava e ela só queria que ele fosse salvo ou ficasse vivo. Ela não podia negar que a segunda possibilidade lhe agradava mais. Mas ela queria vê-lo bem e talvez, só talvez, se ele ficasse bem, ela estaria bem. Mas a cada dia o pai adoecia, e aquilo lhe entristecia. Ela sempre buscava em sua oração que o pai tivesse o coração convertido e se fosse para ele morrer, que morresse salvo. Para ela a segurança do pai era maior do que tudo. Era o pai quem sempre estava lá para ela. Era o pai que apesar de tudo, a compreendia. Vê-lo ali doente a despedaçava. Mas o mais despedaçador talvez não fosse exatamente isso. Ver seu melhor amigo que conhecera na casa de uma de suas amigas, chamado José feliz com a melhor amiga deles, Azenate, também não era a maior alegria da vida dela. Isso a fazia afundar. E quando ela achou que pudesse se recuperar, o pai morreu. O pai partira sem que ela pudesse se despedir. O que doía mais, ver o homem que você admirou partir ou simplesmente ver a reação dos outros em relação a você depois que seu herói partiu? Vejamos.
— Ela é tão...
— Ela merece.
— Ela se considera tão certa.
A dor era sua única ferramenta e talvez a dor fosse seu combustível. Por algum tempo, ela buscaria na dor a justiça que nunca teve. A justiça de saber que as pessoas responsáveis pelo resto da família a odiar ainda estavam por aí. O fato de ninguém entender ela a entristecia ainda mais e a forma de lidar com as diversas dores que lhe acumularam, era ser arrogante. Mas será que sempre seria assim...
***
Meu bem às vezes diz
Que deseja ir ao cinema
Eu olho e vejo bem
— Recebeu notícias de José? — perguntou uma de suas amigas. — Está preso!
Que não há
Nenhum problema
E digo não, por favor
Não insista e faça pista
Não quero torturar
Meu coração
— Espero que ao menos Azenate esteja feliz!
Garota ir ao cinema
É uma coisa normal
Mas é que eu tenho
Que manter a minha
Fama de mau
Meu bem, chora, chora
E diz que vai embora
Exige que eu lhe peça
Desculpas sem demora
E digo não, por favor
Não insista e faça pista
Não quero torturar
Meu coração
Perdão a namorada
É uma coisa normal
Mas é que eu tenho
Que manter a minha
Fama de mau
E digo não
Digo não
Digo não, não, não
Digo não
Digo não
Digo não, não, não
Perdão a namorada
É uma coisa normal
Mas eu tenho que manter
A minha fama de mau
Tenho que manter
A minha fama de mau... Au! Au! Au! Au!
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NUCLEO ESPOSA DE POTIFAR
— A Azenate que esteja bem longe daqui, feliz com aquele traidor do José! E quanto a , sinto muito que esteja mal com o pai que se foi.
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Enquanto ouvia as pessoas falando dela, certa noite, perto da pascoa, decidiu mudar um pouco seu jeito de ser. Ela chorou pela última vez lembrando que as poucas pessoas que gostavam dela não estavam mais ali. Ao ouvir uma conversa da mãe com o tio, ela decidiu que mudaria sua vida. Seria ela mesma sem restrições. Pegou seu mais belo enfeite, sorriu para si mesma e prometeu que tudo ficaria bem e ela nunca mais seria a mesma...
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— Que milagre! Quer orar a rainha dos céus comigo? — perguntou a mãe de a filha.
— Sim, mãe, acho que precisamos — disse mais animada.
Mal sabiam as duas que tinha desejos reprimidos que nem mesmo ela sabia que existiam...
Capítulo 2 — A Juventude de
Você já se perguntou alguma vez na vida se você é um peso, ou algo que não vale nada? Como se você não fosse merecida de viver. Eles dizem “Lá vem a feiticeira” ou “Aquela garota é um peso”, mas será que as pessoas têm noção do efeito das suas palavras? E essa é a história de . De como ela se tornou quem se tornou. Às vezes, cometemos erros. Às vezes esses erros nos definem. Mas o que importa, é o que vamos fazer depois desse erro. Poderíamos colher bons frutos daqueles que te desprezam? Eu não sei, me diga você. precisou perder tudo para entender. A vontade de Deus era mais soberana que qualquer coisa. Então certo dia ela disse:
— Senhor tu és Deus, se tu podes, muda minha vida.
Ela não percebeu, mas um vento suave surgiu ao redor dela. Daquele dia em diante, passou a crer no Deus de Abraão. Ela passou seus dias tentando buscar a Deus e com o passar do tempo, todas aquelas vezes que a fizeram duvidar agora ela acreditava que seu Deus estava do teu lado. No dia seguinte, começou a orar com a mãe. Sua oração foi tão grande que chegou aos céus. E naqueles dias, José, que estava preso, foi libertado. E desvendou José o sonho do faraó. E o faraó disse a José:
— Seu nome não será José, mas sim Zafenate Paneia.
E José soube naquele mesmo instante que era quem estava orando por ele. E muito se envergonhou. Pois essa é a história de José e .
conheceu José em uma de suas visitas à casa de Potifar e sua esposa. José era um mero servo, mas via nele um amigo. Os dois começaram a conversar e, conversa vai e conversa vem, se tornaram melhores amigos. Então e José ficaram amigos de Azenate. E essa amizade foi evoluindo entre os três, até que José e Azenate desenvolveram sentimentos um pelo outro. se sentiu deixada de lado. E então, José passou a desprezar . Após algum tempo, o pai de morreu. ao invés de ter o apoio de José, o viu com Azenate.
Agora José estava casado com Azenate que tinha um filho, Manassés. E Azenate estava esperando mais um filho. José, vendo que errou com , decidiu tentar se consertar com ela. Mas viu como José preferia Azenate. José realmente amava Azenate e mesmo se sentindo grato pelas orações de , nunca a amaria. Mas tinha desejos por José. Desejos que nem mesmo ela compreendia. Um dia, José decidiu visitar a casa de .
— , eu vim te agradecer — disse ele. — Suas orações chegaram até o faraó. Eu estava na minha cela quando ouvi a voz do Senhor.
— Você não precisa me agradecer, José — disse .
— Mas eu queria tentar! — disse José do Egito. — Talvez pudéssemos recomeçar.
— Você me magoou muito, José — disse . — Não vai ser fácil compensar todo o mal que você me fez.
— Eu sei, mas eu gostaria de tentar — disse José educadamente.
— Não sei se posso...
— Por favor, — insistiu José.
— Vou pensar, está bem? — disse .
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E tornou-se José governador do Egito, como Vizir, e tomou para si uma esposa: O nome dela era Azenate, com a qual já estava casado e esperava seu segundo filho com ela. pensava em talvez dar uma chance a José. Mas um comentário dele que ela ouvira enquanto ele passava em uma carruagem vermelha, a fez perceber que José nunca a amaria de verdade. José a via como algo que ele devia se redimir, mas era com Azenate que ele era realmente feliz. Em meio a isso, devido a devoção de para com Deus, o povo ria-se dela.
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E naqueles dias, foi descoberto que a esposa de Potifar traiu o marido novamente e ela foi acusada de adultério. Fazendo com que ela fosse castigada.
E Azenate deu à luz mais um filho e o chamou de Efraim e a irmã de Efraim foi Raquel. Enquanto isso, ficava pensativa sobre o que esperar da vida no Egito...
Certo dia, sentiu uma presença divina perto de si. A presença divina soprou em seus ouvidos:
— Bem sabes que José não te ama, mas casa-te com ele. Pois do teu ventre nascerá um profeta, cujas palavras a recompensarão por todo teu sofrimento em relação a José.
ficou pensativa. Será que deveria ignorar seu orgulho e se casar com José? Ela tinha que tomar uma decisão.
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Após algumas semanas, acreditando que teria um filho que seria profeta e a recompensaria do que José havia lhe feito, decidiu dar uma chance para José. E assim se sucedeu estando José ajudando o Egito na época de fome, veio até ele buscar alimentos. E José a viu e disse:
— É bom te ver, ! Pensou a respeito do que eu te disse? — perguntou José.
— Sim, eu aceito me casar com você, José — disse .
José sorriu satisfeito. Passou horas conversando com , a fazendo se sentir especial. No ano seguinte, tomou José a por mulher. E assim chegou o dia de noite de núpcias deles. José beijou e a levou para os aposentos reais para iniciar a noite entre eles. José beijou e a deitou delicadamente na cama, até que começou a penetrar nela com força. E concebeu.
Aos poucos percebeu que José não era tão mau, ele tinha defeitos, é claro, mas também tinha qualidades. Era fervoroso na fé e tinha um lado divertido e carismático. Além de é claro ser leal. E após nove meses, deu à luz um filho homem:
— Seu nome será Nabis — disse com um sorriso.
E concebeu novamente e deu à luz outro menino, cujo nome era Meujael.
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“Quando Jacó soube que no Egito havia trigo, disse a seus filhos: ‘Por que estão aí olhando uns para os outros?’ Disse ainda: ‘Ouvi dizer que há trigo no Egito. Desçam até lá e comprem trigo para nós, para que possamos continuar vivos e não morramos de fome’.
“Assim dez dos irmãos de José desceram ao Egito para comprar trigo. Jacó não deixou que Benjamim, irmão de José, fosse com eles, temendo que algum mal lhe acontecesse. Os filhos de Israel estavam entre outros que também foram comprar trigo, por causa da fome na terra de Canaã.
“ José era o governador do Egito e era ele que vendia trigo a todo o povo da terra. Por isso, quando os irmãos de José chegaram, curvaram-se diante dele, rosto em terra. José reconheceu os seus irmãos logo que os viu, mas agiu como se não os conhecesse, e lhes falou asperamente: ‘De onde vocês vêm?’
“Responderam eles: ‘Da terra de Canaã, para comprar comida’.
“José reconheceu os seus irmãos, mas eles não o reconheceram. Lembrou-se então dos sonhos que tivera a respeito deles e lhes disse: ‘Vocês são espiões! Vieram para ver onde a nossa terra está desprotegida’.
“Eles responderam: ‘Não, meu senhor. Teus servos vieram comprar comida. Todos nós somos filhos do mesmo pai. Teus servos são homens honestos, e não espiões’.
“Mas José insistiu: ‘Não! Vocês vieram ver onde a nossa terra está desprotegida’.
“E eles disseram: ‘Teus servos eram doze irmãos, todos filhos do mesmo pai, na terra de Canaã. O caçula está agora em casa com o pai, e o outro já morreu’.
“José tornou a afirmar: ‘É como lhes falei: Vocês são espiões! Vocês serão postos à prova. Juro pela vida do faraó que vocês não sairão daqui, enquanto o seu irmão caçula não vier para cá. Mandem algum de vocês buscar o seu irmão enquanto os demais aguardam presos. Assim ficará provado se as suas palavras são verdadeiras ou não. Se não forem, juro pela vida do faraó que ficará confirmado que vocês são espiões!’ E os deixou presos três dias.
“No terceiro dia, José lhes disse: ‘Eu tenho temor de Deus. Se querem salvar sua vida, façam o seguinte: se vocês são homens honestos, deixem um dos seus irmãos aqui na prisão, enquanto os demais voltam, levando trigo para matar a fome das suas famílias. Tragam-me, porém, o seu irmão caçula, para que se comprovem as suas palavras e vocês não tenham que morrer’.
“Eles se prontificaram a fazer isso e disseram uns aos outros: ‘Certamente estamos sendo punidos pelo que fizemos a nosso irmão. Vimos como ele estava angustiado, quando nos implorava por sua vida, mas não lhe demos ouvidos; por isso nos sobreveio esta angústia’.
“Rúben respondeu: ‘Eu não lhes disse que não maltratassem o menino? Mas vocês não quiseram me ouvir! Agora teremos que prestar contas do seu sangue’.
“Eles, porém, não sabiam que José podia compreendê-los, pois ele lhes falava por meio de um intérprete.
“Nisso José retirou-se e começou a chorar, mas logo depois voltou e conversou de novo com eles. Então escolheu Simeão e mandou acorrentá-lo diante deles.”
Capítulo 3 — O Destino dos Irmãos de José
“Em seguida, José deu ordem para que enchessem de trigo suas bagagens, devolvessem a prata de cada um deles, colocando-a nas bagagens, e lhes dessem mantimentos para a viagem. E assim foi feito. Eles puseram a carga de trigo sobre os seus jumentos e partiram.
“No lugar onde pararam para pernoitar, um deles abriu a bagagem para pegar forragem para o seu jumento e viu a prata na boca da bagagem. E disse a seus irmãos: ‘Devolveram a minha prata. Está aqui em minha bagagem’.
“Tomados de pavor em seu coração e tremendo, disseram uns aos outros: ‘Que é isto que Deus fez conosco?’
‘Ao chegarem à casa de seu pai Jacó, na terra de Canaã, relataram-lhe tudo o que lhes acontecera, dizendo: ‘O homem que governa aquele país falou asperamente conosco e nos tratou como espiões. Mas nós lhe asseguramos que somos homens honestos e não espiões. Dissemos também que éramos doze irmãos, filhos do mesmo pai, e que um já havia morrido e que o caçula estava com o nosso pai, em Canaã.’
“Então o homem que governa aquele país nos disse: ‘Vejamos se vocês são honestos: um dos seus irmãos ficará aqui comigo, e os outros poderão voltar e levar mantimentos para matar a fome das suas famílias. Tragam-me, porém, o seu irmão caçula, para que eu comprove que vocês não são espiões, mas sim, homens honestos. Então lhes devolverei o irmão e os autorizarei a fazer negócios nesta terra’.
“Ao esvaziarem as bagagens, dentro da bagagem de cada um estava a sua bolsa cheia de prata. Quando eles e seu pai viram as bolsas cheias de prata, ficaram com medo. E disse-lhes seu pai Jacó: ‘Vocês estão tirando meus filhos de mim! Já fiquei sem José, agora sem Simeão e ainda querem levar Benjamim. Tudo está contra mim!’
“Então Rúben disse ao pai: ‘Podes matar meus dois filhos se eu não o trouxer de volta. Deixa-o aos meus cuidados, e eu o trarei’.
“Mas o pai respondeu: ‘Meu filho não descerá com vocês; seu irmão está morto, e ele é o único que resta. Se qualquer mal lhe acontecer na viagem que estão por fazer, vocês farão estes meus cabelos brancos descerem à sepultura com tristeza’.”
E voltaram os irmãos de José ao Egito, trazendo consigo o irmão Benjamin. E vendo que tratavam bem a Benjamin, José posou-lhe a chorar e revelou ser José irmão deles. E os irmãos de José muito se entristeceram ao ver que José estava vivo, mas uma faísca de esperança lhes surgiu. Quando José disse “Tragam meu pai até de mim”, e assim eles decidiram fazer.
E as duas esposas de José, Azenate e , o apoiaram. E José aguardou o retorno dos irmãos que logo voltaram com Jacó. E José disse:
— Pai, estas são minhas esposas e meus filhos — e apresentou cada um deles. E abençoou Jacó a Efraim e Manassés e profetizou sobre o profeta que Nabis seria.
E José voltou sua atenção para . E habitou Jacó, também chamado Israel, no Egito na terra de Goshen. E Jacó deu sua filha Raquel a um dos filhos de seu irmão. E naqueles dias, Nabis, o filho de José e , começou a profetizar sobre o Deus que os criou na terra.
E morreu Azenate a primeira esposa de José. E José se lamentou por ela. E voltou sua atenção a , mas esta tinha uma vida amargurada achando que José nunca a amaria. José tentava provar seu amor a , mas era tarde demais. E morreu José e no mesmo dia. E aconteceu que muitos anos se passaram...
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Depois, levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José, o qual disse ao seu povo:
— Eis que o povo dos filhos de Israel é muito e mais poderoso do que nós. Eia, usemos sabiamente para com ele, para que não se multiplique, e aconteça que, vindo guerra, ele também se ajunte com os nossos inimigos, e peleje contra nós, e suba da terra.
E os egípcios puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. E edificaram a Faraó cidades de tesouros, Pitom e Ramessés. Mas, quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel. E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza; assim, lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo, com todo o seu serviço, em que os serviam com dureza.
E o rei do Egito falou às parteiras das hebreias (das quais o nome de uma era Sifrá, e o nome da outra, Puá) e disse:
— Quando ajudarem no parto as hebreias e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas, se for filha, então, viva.
As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes dissera; antes, conservavam os meninos com vida. Então, o rei do Egito chamou as parteiras e disse-lhes:
— Por que fizestes isto, que guardastes os meninos com vida?
E as parteiras disseram a Faraó:
— É que as mulheres hebreias não são como as egípcias; porque são vivas e já têm dado à luz os filhos antes que a parteira venha a elas.
Portanto, Deus fez bem às parteiras. E o povo se aumentou e se fortaleceu muito. E aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, estabeleceu-lhes casas.
Exodo 1
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E eis que esta é a história da família de Jetro ou Reuel. A mulher de Jetro devia ter seus 39 anos quando concebeu e deu à luz uma menina. E pôs o nome de nas terras de Midian, pois desta nasceria muitas nações. E doze anos depois, a esposa de Jetro tornou a conceber e deu à luz outra menina e a chamou de Séfora e as irmãs de e Séfora foram Ephorah, Ajolidoforah e Jethrodiadah. Depois disso, a mãe de e Séfora, parou de conceber por um tempo...
Capítulo 4 — Como Tudo Começou
Ele abriu os olhos. Ainda sentia como se seu corpo suasse, houvesse algumas feridas no corpo. Mas ali estava ele. Mas não era exatamente ele, e sim uma parte dele. Ao abrir os olhos estava em um corpo diferente. Era o ano de 2487 A.C. Ele observou tudo a seu redor, conseguia sentir que estava em uma casa. Parecia um barco. Seu pai, um homem mais velho, estava construindo um barco. Ele viu que as pessoas do lado de fora festejavam. Eles se davam a festas e casamentos.
Ele parecia ter dois irmãos mais novos, Japhet e Shem. Japhet tinha 26 anos e Shem 28. Nenhum deles ainda tinha esposas.
Ele viu que as pessoas da cidade comemoravam e celebraram as festividades do ano. Ele se sentia com vontade de saber mais detalhes sobre as festividades, mas sabia que tinha que ajudar o pai na construção do barco. Ele começou a ajudar. O homem mais velho agradeceu a ajuda, feliz pelo filho estar envolvido na fé. O pai explicou para o filho que aquela arca era para um dilúvio colossal, dilúvio este que devastaria toda a humanidade e apenas quem viveria era a família deles. Ele entendeu o que o pai disse, sentindo-se dividido. O que fazer, o que não fazer. Aquela época carregava uma estranheza. A cidade era florida e decorativa. Ele sabia que o dilúvio viria entre alguns anos, mas, segundo o pai, ainda faltava treze anos. Entretanto, seu irmão Japhet não perdera tempo. Ele logo tomou a jovem Adataneses por mulher.
O casamento entre Japhet e a jovem Adataneses parecia uma boa união, capaz de fazer com que eles se tornassem frutíferos e desse linhagem a essa nova geração. Entretanto, eles haviam acabado de se casar. Adataneses ajudava Japhet a cuidar dos animais. E foi assim que em 2486 A.C, nasceu a primeira filha de Japhet e Adataneses, Medeia. Junto com Medeia, nasceu Adataneses. Um ano depois, em 2485 A.C, nasceu Shushan e seu irmão Gomer.
Em 2484 A.C, Shem também procurava esposa. Num dos dias, que andava na cidade, avistou uma jovem. Seu nome era Cesarianoah. Cesarianoah tinha pele morena, mas era jovem e bonita. Ela parecia ter uma crença no Deus do misticismo. Ele se encantou com a visão dela. a levou para sua casa e ela se tornou sua esposa.
E Shem tomou Heidi. Os filhos de Shem foram: Elam, Arfaxade, Lud, Arã e Assur. Os filhos de Japhet foram: Magog, Gomer, Tubal, Madai, Medeia, Mesech e Tiras. E a esposa de deu à luz duas filhas em decorrer de alguns anos: o nome da primeira era Egito e o nome da segunda Isis. se apegava mais a Egito.
Egito era o tipo de filha que todos adorariam ter. Uma criança alegre, divertida, gostava de brincar, sempre trazendo frescor para a vida de . Egito era uma garota que também acreditava no Deus da Reencarnação, mas isto não a tornava descrente, ela tinha sua fé. Egito era a irmã mais velha, porquanto tinha que cuidar da menor. Mesmo em uma época primitiva, Egito gostava de falar em um sotaque diferente.
— Você é o deleite e a alegria desse mundo, Egito, embora muitos um dia podem não te entender — disse para si mesmo.
Conforme a pequena Egito crescia, sua fé se desenvolvia. Sua irmã Isis por sua vez, era mais alegre também, mas com um dom espiritual. Diferente da irmã, ela tinha um ímpeto mais brava. Ela gostava de ajudar a cuidar do irmão mais novo, Cush. Ela detinha um lado sorridente e espontâneo, mas era mais de observar. Isis tinha pele morena também. Ela era uma garota que gostava de se divertir, podendo ser considerada como uma jovem que ainda descobrira sua fé exata. Deus ainda trabalharia no destino das duas irmãs. Naqueles dias, no ano 4 da vida de Cush, doze da vida de Egito, e décimo da vida de Isis, a esposa de deu à luz mais um filho:
— Seu nome será Canaã — disse . — Pois bendito dentre todos os meus filhos serás.
Mas naquele mesmo dia, Satã, o caído, percebeu que e seus filhos eram diferentes do que imaginava, e logo começou a pensar em uma forma de tê-los para si. Deus protegeria Egito e Isis, mas permitiu que Satã tentasse e o bebê, Canaã. Satã apareceu na figura de um anjo caído jovem e bonito e procurou saber do que gostava. Ele notou a desunião entre e sua esposa e viu que tinha desejos proibidos.
— Venha comigo, , posso lhe mostrar a beleza do mundo.
tentava resistir, mas Satã, com sua beleza, decidiu investir ainda mais, seduzindo-o. E assim, viu a nudez do pai incentivado por Satã. se arrependeu no mesmo instante, não queria ver o pai nu bebendo na vinha, mas Satã o fez cair em tentação. E assim Noé disse:
— Maldito seja Canaã, que Deus abençoe Shem e Canaã também lhe seja servo. Que Deus prospere Japhet nas tendas de Shem, seu irmão, e Canaã também lhe seja servo.
E vendo que seu filho foi amaldiçoado, se desesperou. Isis e Egito tentaram intervir, mas naqueles dias, após o dilúvio, quando filhos começavam a nascer para Japhet e Shem, então foi embora de sua casa. Ele levou consigo sua filha mais velha, Egito de 17 anos, sua filha mais nova, Isis de 15 anos, Cush de seis, e Canaã de dois anos. Ele e sua esposa deixaram a terra de seu pai, Noé, e com seus filhos foi se estabelecer em uma terra diferente. E disse:
— O nome dessa cidade será Egito em nome da filha mais velha.
Ele começou a construir a cidade de Egito com os caídos e logo, o Egito começou a prosperar. Isis e Egito não viam, entretanto, a cidade de Egito como algo bom, quando começou a se acender uma fé em Isis. Isis começou a perceber que Deus queria paz e não guerra, amor e não trevas, felicidade e não satanismo. Um caminho aplainado e não um caminho desenfreado. Isis começou a profetizar sobre os caminhos de Deus, ensinando que o verdadeiro caminho de Deus era aquele em que os homens viviam em paz uns com outros. E foi tida como uma jovem sabia. Sua irmã mais velha, Egito, se impressionou com as palavras da irmã e se viu dividida entre a verdadeira fé e a outra. por sua vez, passou a acreditar nas palavras de Isis, que começava a se tornar um farol para as pessoas daquela época.
Capítulo 5 — A Descendência de Egito
E naqueles dias a esposa de teve mais dois filhos: ao primeiro chamou de Mitzraim, e o segundo de Put. Tinha Canaã dez anos quando isso aconteceu. Isis, naqueles dias, começou a profetizar sobre o mal da humanidade e que a humanidade estava se desviando dos caminhos de Deus, pois Japhet e Shem entraram em guerra e os filhos de Japhet tentavam tomar as filhas de Shem a força como esposas e fazer guerra para conquistar poder nas cidades, mas Shem não via aquilo como algo bom.
via seus filhos crescerem, Egito parecia ter amadurecido um pouco e Isis se tornou ainda mais devota. E vinte anos se passaram... Egito agora estava comprometida com seu irmão Mitzraim, era uma forma de continuar o legado com supremacia sanguínea. Os dois se casaram e tiveram dois filhos: Pathrusim e Casluhin. E à filha mais nova foi dada o nome de Ahmira.
— Ela é linda — disse Mitzraim para Egito.
— Ela parece com tu — disse Egito com um sorriso.
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E os anos se passaram... Cush se casou com uma das filhas de Shem e ela deu à luz um filho e o chamou de Ramah. E Egito e Mitzraim tentaram criar bem seus filhos, embora Ahmira fosse diferente de todas as outras crianças. E , seu avô, viu algo em Ahmira, algo que ele não sabia identificar. E foi assim que Isis se tornou uma profetiza enquanto cada um dos filhos de tiveram esposas. E a mulher de Cush morreu naqueles dias e Cush se casou com Ahmira, tendo Nimrod. Naquele mesmo ano, um filho nasceu a Put, filho de . Naquele mesmo ano, com 380 anos, morreu.
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LITEIRA DE JOSÉ DO EGITO
— Não fala isso, mãe — disse Raquel à mãe, Azenate. — Toda vez que eu ver esse Jó pastor de ovelhas, vou ter enjoo.
— Minha filha, não fala isso — disse Azenate.
— E a sua outra esposa, pai? — perguntou Efraim para o pai, José. — Ela não veio com você por quê?
— está descansando, vocês sabem, mais uma gravidez — disse José com sua pele morena. — Mas eu e Azenate viemos.
— Espero que seja mais um menino — disse Manassés. — Ou o pai iria querer que viéssemos aqui para dar uma das irmãs a outro pastor de ovelhas.
— Manassés — disse Azenate em tom reprovador.
— Chega! Vocês vão casar com quem eu quiser, fazem parte da descendência de Abraão, portanto vão se casar com a descendência de Abraão.
— Então é por isso? — perguntou Manassés. — Que nos trouxeram aqui?
— Nem pensar, pai, eu já disse que vou me casar com Meritaten — disse Efraim.
— Meus filhos, o que seu pai diz é importante — disse Azenate.
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se perguntava: por quê? Por que agora que já estava avançada em dias, Deus abençoou seu ventre? Ela queria entender, mas não conseguia. Deus lhe tirou seu pai, depois seus dois únicos filhos e agora ela estava grávida novamente. Seria que uma benção ou uma maldição?
O Egito havia se tornado grande. Os egípcios haviam se tornado próximos da família de José que vivia em Goshen, e dos filhos de José que viviam no Egito. Mas agora que Manassés e Efraim, seus enteados, haviam ido com Raquel, a filha de José, e Azenate para Goshen, para o casamento de Raquel e Jó, neto de Jacó, não sabia dizer se deveria comemorar ou lamentar. Estava grávida e Deus a havia abençoado, mas por que seu pai, descendente de , havia morrido? Ela sentia falta dele, ele era o único que a entendia.
José do Egito a respeitava, mas ele não a amava. O amor era para Azenate. Ela começou a sentir enjoos diretos. via a chuva e como ela era poderosa, sempre trazendo novos ventos ao Egito. O Egito era governado pelo faraó ainda, mas ela e José eram respeitados pelo faraó, assim como Azenate. E foi assim que seis meses depois, começou a sentir as dores do parto. Ela pediu à sua serva Adalia para ajudá-la no parto. Com a ajuda de Adalia, nasceu uma menina.
— Seu nome será Vanessa, pois na minha juventude eu deveria ter te tido.
E segurou a bebê nos braços. Ela era parecidíssima com , mas tinha os toques de José.
Quando José e Azenate voltaram ao Egito depois de um ano, o Egito estava diferente. José apresentou Sera, a esposa de Efraim, para e tentou tratar Sera bem. José ficou encantado em conhecer sua única filha viva com , Vanessa.
— Obrigado por me dar a Vanessa, — disse José do Egito satisfeito e feliz.
— Na velhice tive uma filha — disse .
— A senhora não é velha — opinou Sera com diversão.
— Obrigada, mas minha idade não diz isso — disse com um sorriso triste.
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No ano seguinte, Sera, a esposa de Efraim, deu à luz um menino, Shutelah. Dois anos depois, nasceu Beriah. E naqueles dias faleceu Azenate, a primeira esposa de José, e ela tinha mais de cem anos quando morreu. E no ano seguinte, José começou a ver o valor de e viu que ela sempre esteve presente em sua vida. Mas ela guardava mágoas dele.
Capítulo 6 — A Introdução ao Prequel de
José tentava fazer com que fosse recompensada pelos anos de desprezo, mas nada parecia cativar . E após dez anos, também morreu, com 127 anos. O mundo mudou. Deuses foram construídos. Pessoas passaram a adorar deuses. Os hebreus que viviam no Egito, passaram a ser escravizados por 400 anos. Não havia vestígio da pequena Vanessa, pois ela havia morrido há alguns anos. Jó e Raquel também morreram. Mas a nova geração de pessoas que viviam no Egito era dividida em classes. Havia o faraó e suas rainhas, havia os nobres egípcios, os comerciantes egípcios, assim como havia aqueles hebreus que eram escravizados no Egito. Eles foram escravizados por um bom tempo por faraós que não conheciam Deus.
E naqueles dias, da relação entre Jochebed e Amram, nasceu Arão, Moisés e Miriam. E Moisés foi adotado pela filha do faraó, a princesa do Egito. Mas a história não é somente deles. Mas também dela, ou melhor, delas. O pai delas era Jetro o midianita. era a mais velha, Séfora a segunda, a terceira se chamava Marien. A quarta, Adira. A quinta Eporah, a sexta Jaque e a sétima, Diadah. As sete filhas de Jetro cresceram em meio ao rebanho do pai em Mediam.
a mais velha sempre ajudava uma das irmãs a tirar água do poço. Era a mais velha, dentre todas elas, sendo exatamente a mais velha, com mais de doze anos avançado. E sucedeu que quando elas se tornaram jovens, no ano 30 da vida de Moisés, estavam as sete filhas de Jetro participando de um festival na aldeia, mas não estavam se divertindo. Então, voltaram a casa de seu pai.
— Como foi o festival, meninas? — perguntou Jetro.
Cada uma das sete meninas parecia ter algo a dizer. Mas permaneceu calada. Sua roupa amarela com seus cabelos loiros se destacava. Naqueles dias, em Mediam, muitos estavam em guerra. Era a famosa guerra dos caídos, ou melhor os ogros. As pessoas corriam de um lado para o outro, ameaçando umas às outras. e Séfora faziam de tudo para cuidar das irmãs. Mas isso não era possível, não com a guerra. Então, um dia estavam elas no campo, quando pastores começaram a ameaça-las, e Moisés, o hebreu egípcio, as defendeu. Mesmo arredia, Séfora parecia encantada, enquanto ficou pensativa.
— Moisés parece um nome egípcio — sussurrou .
— Vamos, meninas — disse Séfora.
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Assim que chegaram, Jetro pediu que as sete filhas trouxessem o visitante Moisés até ele. E Moisés habitou com as sete filhas de Jetro por um tempo. Certo dia, ouviu as pessoas da vila fazendo comentários sobre ela que ela não gostava e desapareceu. Momento de tensão... Alguns anos se passaram...
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E havia, naqueles dias, um faraó no Egito. Ele oprimia todo o Egito, fazendo os hebreus escravos. Ele seria conhecido como o Faraó do Êxodo. E assim o faraó, vendo que os hebreus eram muitos, aumentou a opressão dos escravos. E a família de Moises muito se preocupava com ele. E Moisés voltou para o Egito para anunciar as dez pragas do Egito.

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