|| quarta-feira 29 de janeiro de 2020 às 18:30 - 1 comentário
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Assim que começamos a planejar uma nova história, há certas coisas que devem ser estabelecidas para o bom andamento da escrita. A escolha do ponto de vista é uma delas e é essa que iremos nos ater agora.
Ao contrário do que se pode imaginar, o ponto de vista ideal não é necessariamente ditado pela escolha de flexão verbal. Pouco interessa se sua história será narrada em primeira ou terceira pessoa: o ponto de vista é moldado pelo narrador. Aliás, o narrador não é o autor. Ao menos, não necessariamente. De acordo com Raimundo Carrero, “o ponto de vista é a essência do narrador e, como o ponto de vista do narrador não coincide com o ponto de vista do autor, o narrador não é o autor”.
A primeira coisa a ser considerada é o que você quer contar e para quem. Temos um projeto hipotético chamado J e ele tem como alvo o público majoritariamente feminino. Quero que as leitoras se apaixonem pelo personagem masculino aos poucos junto com a protagonista, logo, escolho o ponto de vista dela, pois é o mais ‘cego’ em relação a ele; além disso, pode haver maior facilidade de identificação entre a mocinha e aquele que ler a história.
Ah, mas e se meu objetivo é mostrar o passado do protagonista? E se eu quiser desenvolvê-lo de forma mais ativa? É daí que a escolha de mais de um ponto de vista deve ser refletido.
Não é interessante trocar de POV apenas em um capítulo; se você deseja narrar o que mais de um personagem pensa, é interessante que a troca tenha um padrão. Capítulo sim, capítulo não, a cada 4 capítulos, metade da história… Está em suas mãos escolher a melhor sequência. Tal ordem facilita e dá ao seu leitor uma sensação de segurança, pois ele sabe o que esperar. Outra coisa importante: só reescreva a mesma cena que for realmente necessária ou traga uma informação nova para o leitor.
A escolha de diferentes pontos de vista devem ser ponderados a partir da necessidade. Se é imprescindível que o personagem X conte sua versão dos fatos ou narre algo que não acrescenta nada a história.
Há, porém, situações em que há mais do que dois personagens principais e diversas coisas acontecendo que devem ser contadas. Aconselho que use um narrador-observador, na terceira pessoa, onde a troca de pontos de vistas torna-se mais maleável; afinal, a troca constante de POVs podem deixar o texto cansativo e dificultar a memória do leitor para relembrar quem é quem.
Tem mais alguma dica para a escolha de ponto de vista? Alguma pergunta? Comente! Quer uma coluna sobre um tema específico? Mande sua sugestão. Com certeza vamos fazê-la!
Espero que o post tenha ajudado a tirar-lhe dúvidas. Até breve.
Coluna por Maraíza Santos
"As vantagens de uma parceria", aquela frase simples ficou ecoando na mente de Lucien durante bons instantes. Parceria? Que tipo de parceria? Se fosse o tipo que ele conhecia, simplesmente não poderia ser, afinal, ele já tinha uma parceira — embora o laço não tivesse se firmado completamente e sua parceira ainda não tivesse aceitado o vínculo.
A Fox With Two Tails {Livros, Corte de Espinhos e Rosas (ACOTAR), Finalizada}
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Gostei muito