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Os Mistérios de Sodoma (Parte II)

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 1 • Introdução a Sodoma

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

  %Lot% saiu de Ur com Abraão e, devido à abundância de rebanhos de ambos, separou-se de seu tio, escolhendo as férteis, mas perigosas, planícies do Jordão. %Lot% fixou residência em Sodoma, um local marcado pela maldade. Ele foi feito prisioneiro e libertado por Abraão em um conflito anterior. A cidade de Sodoma e Gomorra com suas cores vibrantes e terras vivas, conhecida por sua extravagância e cheiro de perfume forte e até mesmo especiarias exóticas, mas também conhecida por sua falta de hospitalidade e crueldade, prendendo as pessoas viajantes dentro de camas esticadas e as matando, ou não dando abrigo ao povo de necessidade, entre eles, estava eu, %Palotis%.
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  Eu ainda não havia conhecido o Tito. Mas esta é minha história. Daqui, da varanda da minha casa, dá para ver as pessoas andando e se divertindo, enquanto eu, %Palotis%, sou infeliz. O motivo, as pessoas da cidade fizeram meu melhor amigo Segau terminar a amizade comigo. Pode parecer algo bobo, e é, mas observe. Se você tem alguém que considera seu melhor amigo e ele termina a amizade com você e isso resulta em você perder seu único irmão que morreu nesse embate, bem, não é algo bobo.
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  E aqui estou eu, %Palotis%. Minha irmã se chama %Edith%. %Edith% é muito diferente de mim, ela é extrovertida e até mesmo travessa. Eu sou mais reservada, quieta. Eu vejo como meu pai %Lot% e minha mãe %Ado% vivem. Eles não são felizes, mas um tem ao outro. Eles parecem perfeitos juntos. O povo da cidade é... intenso. Mas assim seguimos a vida. E sim, há meu tio Abraão, mas este vive com sua família na terra do Egito, perto de Canaã.
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  É assim que tudo começa... Minha casa é grande, rica, de certa forma. Tem janelas e portões vermelhos, mas áreas amareladas. Eu vivo aqui com minha irmã, %Edith%. Somos em três: Eu a mais velha, depois de meu irmão que morreu, Paltith a segunda, e %Edith% a terceira. Mas nossa vida não é comum, os homens da cidade costumam se divertir com outros homens. Brigamos por terras. Por exemplo, há algumas terras na planície de Admá, terras bem mais bonitas, elas são de direito de minha mãe, %Ado%. Mas só eu vejo que os irmãos de minha mãe querem essas terras para ganhar moedas de ouro. Mas eu, por minha vez, quero apenas a felicidade da minha mãe e honrar o que prometi a meu irmão enquanto ele ainda vivia.
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  Essas terras tornariam meus parentes poderosos, mas honrar minha mãe e meu irmão é maior que tudo isto... Há coisas bonitas na cidade, apesar de tudo, como o campo de esportes antigos que temos. Também há tavernas onde as pessoas comem e bebem, com seus pratos variados e um templo antigo onde há vários brinquedos para as crianças, mas se elas os usam mal, não é culpa das crianças nem dos brinquedos, mas sim da educação que tiveram, pois sim, nesses dias as pessoas são más. A verdade é que eu mesma não me reconheço...
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  Quando eu era criança, eu gostava quando meu pai, %Lot%, contava histórias sobre os antepassados do tio Abraão. Nós trocávamos conversas sobre essa época, com tanto fervor. Meu pai tinha a mesma fé de meu tio Abraão, entretanto, estou perdendo essa fé. Às vezes me pergunto se Deus realmente existe. E se existe, por que permite tal injustiça. Uma das vizinhas quase fora morta por ajudar um estrangeiro. Essa é nossa vida...
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  — Está mais calma hoje, %Palotis%? — pergunta meu pai %Lot%.
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  — Claro, pai — digo forçando um sorriso.
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  — Depois de ontem, sua mãe parecia assustada com seus berros.
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  — Foi só uma fase, pai. — Sorrio, mas a verdade é que não aguento mais viver em Sodoma. A cidade se tornou tão distópica com suas injustiças que tem se tornado difícil.
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  — Até eu me assustei — diz Paltith com seu habitual sorriso de deboche.
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  Volto meu olhar para o céu. Hoje ele parece nublado, como se fosse chover. As pessoas se dão a festas e costumes únicos na cidade, mas o céu parece traçar as morbidades dos rituais satânicos que tem por aqui. É uma cidade tomada pela imoralidade... Mas também é uma cidade que tem seus adjetivos. Não vou negar... Como por exemplo, alguns poucos parecem ter generosidade. Embora sejam poucas estas pessoas, elas existem.
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  Mas eu me pergunto, como será que meu tio Abraão está? Espero que bem. Eu vejo nas feições da minha mãe que está acostumada com sua vida aqui. Meu pai nem tanto. Minhas irmãs também. Eu também era para estar, mas às vezes contemplo os céus como se questionasse a vida... Por que as coisas são como são se existe algum Deus...? Por fim, espero que a vida seja mais do que tem sido por aqui.
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  O sacerdote de Baal diz que devemos enfrentar nossas dores e se dedicar ao templo, mas às vezes me pergunto, será que quem frequenta o templo de Baal e Moleque realmente estão se dedicando? Muitos criticam nossa família. Como será o futuro, me pergunto. Vamos ver...
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