Vincere


Escrita porHatakesaturn
Revisada por Lelen


Capítulo 19

Tempo estimado de leitura: 38 minutos

%Pietra% Alonso Perroni

  Mal consegui passar pelo jantar intacta, olhar para %Matteo% depois do que falei para ele era quase como se sentisse uma faca girando em meu estômago. Eu não sabia exatamente o que ele queria que eu dissesse, mas disse o que senti naquele dia, lembro de como eu entrei em pânico quando lembrei das palavras de Carolyn, fiquei tão apavorada que bebi para esquecer, para apagar meus pensamentos e talvez até matar aquela parte de mim que pensava tanto que meu meio-irmão seria algo além do que ele é.
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  Eu estava confusa e meio perdida.
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  Cheguei em meu quarto após o jantar de Natal e ainda segurava um copo com whisky, fui até a varanda para fumar e senti um alívio por estar sozinha. Longe dos olhares que me queimavam, dos que me julgavam e dos que me matavam por dentro um pouco mais a cada minuto. Depois de me sentir tonta e cansada o suficiente, deitei em minha cama e chorei, as lágrimas saíam sem dificuldade alguma e eu nem sabia o motivo de ter chorado copiosamente naquela noite.
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  Quando acordei pela manhã senti uma imensa vontade de vomitar e foi o que fiz, corri para o banheiro.
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  Tomei banho, me arrumei para o café e quando abri a porta, vi uma sacola de papel vermelha e linda no chão com meu nome, franzi o cenho e a peguei, voltando para dentro do quarto novamente. Abri o pacote com cuidado, vi uma caixa de veludo quadrada e abri. Um colar com uma peônia e três cobras em volta, conhecia esse símbolo, algo que pra nós, principalmente da Vincere, era tido como o símbolo de poder dentro da famiglia. Todos nós usamos o anel com a peônia e as cobras em nosso anelar, mas Otelo e %Matteo% sempre usam um broche do lado esquerdo do peito, papai deveria estar tentando me mostrar que, de uma forma ou de outra, eu também sou a prossima.
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  Sorri feliz pelo gesto.
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  Deixei a caixinha em cima da cômoda e assim que abri a porta novamente dei de cara com Beatrice. Franzi o cenho pela expressão dela não ser nada boa, olhei para baixo e ela tinha um celular em mãos. Deixei que entrasse no quarto e então virei para encará-la, fechando a porta atrás de mim.
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  — O que houve?
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  — Leia isso aqui. — Ela me entregou o celular no aplicativo de mensagens, comecei a ler e não entendi absolutamente nada. Olhei para ela novamente e balancei a cabeça em negativo. — Exatamente. São códigos, %Pietra%, alguém está trabalhando junto com a Carolyn.
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  — Esse celular é dela?
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  — Não era óbvio? — Ela sentou na minha cama e mordeu o lábio olhando para cima, como se pensasse em algo. — Pelo histórico, esse número liga sempre a mesma hora duas vezes por semana — explicou ela e eu comecei a rolar a conversa para cima.
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  — Cadê as mensagens antigas?
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  — Não tem nada, apenas as mensagens que a pessoa mandou depois que ela foi presa pela gente.
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  — Sem um padrão vai ser impossível decifrar isso… — Bufei em reclamação. Precisávamos de respostas e tudo que a gente recebia eram mais perguntas.
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  — Talvez a Giu consiga.
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  — Eu também tenho fé na nossa irmã, Bea, mas calma aí… são mensagens aleatórias demais…
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  — Temos que tentar…
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  Nos entreolhamos e a gente sabia que tínhamos que fazer isso, descobrir quem era que ajudava Carolyn, principalmente se fosse o intruso que estava na Vincere. Era a nossa chance de descobrir tudo, mas antes eu queria tentar arrancar algo daquela vagabunda. Chamei Beatrice para vir comigo, caminhamos pelo corredor em direção ao quarto dela, quando viramos, vi %Matteo% de costas e Luna bem à sua frente. Coloquei o celular em meu bolso de trás e continuamos nos aproximando deles.
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  — Tem certeza que ela não mandou nenhuma mensagem pra você?
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  — Sim, a última coisa que ela me disse foi que iria para Paris para as festas — falou Lu, disfarçando seu nervosismo, se ela ficasse ali mais alguns minutos %Matteo% perceberia.
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  — Luna! — chamei e ele virou para trás. — Estava procurando você, vamos… — Passei por ele e puxei minha irmã pela mão.
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  — Bom dia para vocês também.
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  — Ciao, %Matteo%. — Acenei com a mão para cima enquanto me afastava com minhas irmãs.
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  Quando chegamos ao quarto de Beatrice eu tranquei a porta e virei para Luna para perguntar:
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  — Ele caiu?
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  — Sim, mas quase não consegui esconder.
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  — Mais um pouco e Luna confessava tudo… Você é uma péssima mafiosa. — Beatrice revirou os olhos se jogando na cama.
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  — Vamos logo ao que interessa que eu tenho coisas a fazer.
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  Caminhei até o closet e o abri, vendo a megera amarrada na cadeira, fazia mais de uma semana desde o dia que ela me desafiou dentro da minha própria casa. Desde o dia em que ela me fez repensar tudo que se passava em minha cabeça sobre %Matteo%. Respirei fundo e puxei o celular do bolso, assim como tirei a mordaça de sua boca, ela me olhou com aquele ar arrogante que dava vontade de socar a cara dela, porém, iria me controlar.
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  — Pode explicar? — Mostrei a tela do aparelho para ela, no entanto, nenhuma mudança em sua expressão. — Estou esperando…
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  — Não faço a mínima ideia.
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  Minhas irmãs entraram no closet, ficando um pouco atrás de mim, aguardando alguma resposta, e acreditava que também pela minha aura maligna toda vez que eu estava olhando para aquela loira parisiense, elas estavam ali para evitar o pior.
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  — O celular é seu e não sabe? — Arqueei uma das sobrancelhas e ela deu de ombros. — Vamos ter que rastrear de onde vem, então…
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  — Que diferença faz pra vocês? — Ela alterou a voz, bingo, tinha algo ali. — Se tivessem provas que sou uma traidora já teriam me matado ou, no mínimo, contado para %Matteo% — falou como se fosse algo para se vangloriar, como se ela fosse mais importante para ele do que eu. — Ele iria acabar com essa loucura. — Empinou aquele nariz plastificado.
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  Eu ri em deboche, coloquei o celular em meu bolso e dei alguns passos ficando mais próxima dela, abaixei, deixando meu rosto quase colado ao dela enquanto ainda exibia meu sorriso mais perverso.
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  — Acredite… você não iria querer %Matteo% sabendo que suspeitamos de você. — Olhei bem nos olhos dela e continuei: — Na mão dele você já estaria sangrando em todas as partes do corpo, jogada em um chão sujo e exausta da tortura sem nenhuma piedade. E caso não falasse nada, no mínimo, já estaria com uma bala entre seus olhos. — Toquei o centro de sua testa com o indicador e a vi engolir em seco com os olhos arregalados. Aquilo fez eu me sentir bem e eu tinha um certo receio de quando esse tipo de coisa fazia eu me sentir assim. — Agradeça por sermos tão boazinhas com você.
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  Coloquei a mordaça nela novamente e saí do closet com minhas irmãs em meu encalço. Fechamos as portas e falei para elas darem o celular para Giulia descobrir de quem era aquele número. Precisávamos ter algum avanço nas nossas suspeitas, %Matteo% estava começando a desconfiar que algo estava acontecendo e se não tivéssemos provas a tempo, tudo isso iria acabar de um jeito que eu não queria.
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[...]

  — Vamos almoçar, %Tita%? — Olhei para trás enquanto colocava meu brinco e vi Giulia na porta do banheiro. — Nossa, está se arrumando tanto para um almoço comum por quê?
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  — Eu vou sair depois. — Peguei um casaco de tricô terracota e vesti. — Nenhum avanço, Giu? — Continuei me arrumando enquanto ela me seguia pelo closet.
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  — Ainda não, mas podemos localizar o número se conseguirmos manter a pessoa no telefone por tempo suficiente.
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  — Da próxima vez eu ou a Beatrice atendemos e você faz o seu trabalho. — Peguei minha bolsa e coloquei a bota de salto grosso.
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  — Pode deixar. — Ela sentou na cama. — Pra onde vai?
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  — Deu pra monitorar minhas saídas, Giulia? Já basta o %Matteo%.
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  — Não perguntei por mal, credo. — Ela revirou os olhos e levantou, indo em direção à porta.
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  — Vou pra casa da Giovanna, Vince recebeu alta.
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  — Ótimo! Fico feliz que ele esteja bem…
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  — Vamos. — Passei por ela e abri a porta, caminhamos pelo corredor extenso e descemos a escada. Larguei minha bolsa na mesa do hall, como de costume, e fomos nos sentar à mesa, onde todos já se encontravam. — Desculpe a demora, papai.
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  — Tudo bem, princesa. Onde vai toda arrumada?
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  — Vou comemorar a saída do Vincenzo do hospital.
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  — Que bom, filha. — Ele acariciou meu ombro e pediu para os empregados servirem o almoço.
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  — Obrigada por ter ajudado no tratamento dele, pai.
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  — Tudo por você.
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  Sorri e virei para frente, vi %Matteo% me encarando, ele parecia receoso com alguma coisa, talvez até um pouco preocupado. Decidi ignorar quando meu pai pegou os talheres e todos nós fizemos o mesmo, dando início a nossa refeição. Eu estava sentindo uma aura vinda de %Matteo% que não estava dando para ignorar. Olhei para ele novamente, suas ações pareciam calculadas e ele mexia os olhos e balançava a cabeça como se estivesse discutindo com ele mesmo em sua cabeça.
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  O que porra estava acontecendo?
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  Terminei minha salada e peguei alguns legumes, batata gratinada e um pedaço de coelho. Cortei a carne e continuei comendo, devagar, apreciando o tempero de Marta, ela era uma cozinheira maravilhosa, agradecia meu pai todos os dias por ter trazido ela da Itália. Ouvi %Matteo% pigarrear e Otelo virar o rosto para olhá-lo.
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  — Preciso dizer que… — vi seus olhos irem até os meus e logo voltar ao meu pai — decidi me casar com Carolyn.
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  Senti um calafrio percorrer meu corpo inteiro e parecia que eu tinha esquecido como respirava. Aquilo não podia estar acontecendo. Por isso ele estava perguntando dela para Luna, por isso o receio de falar algo em minha frente, ver minha reação era algum divertimento para o sadismo dele? Meu pai ainda falava qualquer coisa animado, enquanto batia amigavelmente no ombro do meu meio-irmão, quando me levantei de supetão.
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  — %Pietra%? — Beatrice, ao meu lado, olhou para mim surpresa.
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  — Preciso ir.
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  Caminhei com pressa para não dar chance de ninguém perguntar nada, peguei minha bolsa e a chave, entrei em meu carro e saí dali. Eu estava correndo tanto que Ettore e Austin quase me perderam de vista na saída do bairro. Meu estômago estava embrulhado, meu coração batia forte e minhas mãos formigavam. Parei o carro no acostamento, meus seguranças frearam atrás de mim logo em seguida. Vomitei todo o almoço e assim que passei o dorso da mão pelo meu nariz senti as lágrimas.
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  — Ma che diavolo! (Mas que diabos!)
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  — Va tutto bene, signorina %Pietra%? (Está tudo bem, senhorita %Pietra%?) — perguntou Ettore ao se aproximar do meu carro.
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  — È tutto perfetto, non vedi? (Está tudo perfeito, não vê?) — Respirei fundo e dei a volta no carro.
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  — Perdono. (Perdão.) — Meu segurança me acompanhou e deu sua mão para me ajudar a subir no carro novamente. — Hai bisogno di acqua? (Você precisa de água?)
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  — No, ho bisogno di giudizio! (Não, eu preciso de juízo). — Peguei um lenço do meu porta-luvas e me limpei. — E una bottiglia di whisky. (E uma garrafa de whisky.)
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  — Posso organizzare. (Posso providenciar.)
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  — No, andiamo. (Não, vamos.)
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  Fechei a porta do carro e segui caminho para a casa de Giovanna. Eu não sabia o que tinha acontecido, mas eu senti algo que nunca havia sentido, eu precisava ser racional e entender o que tinha sido tudo isso. Contudo, aquele não era o momento, precisava estar focada em Vincenzo, comemorar a recuperação dele e fingir estar completamente bem por uma noite inteira.
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  Eu olhava para eles e sorria, mesmo estando com uma tempestade acontecendo dentro de mim. Era impossível não ficar feliz por eles finalmente assumirem e entenderem que deveriam estar juntos desde o colegial. Giovanna e sua teimosia foram um grande problema, Vince até tentou por algum tempo convencê-la de que deveriam ficar juntos, porém, tudo que ela queria era sem compromisso. Precisou nosso melhor amigo ficar doente para ela perceber a besteira que estava fazendo ao não se entregar de corpo e alma ao nosso barman preferido.
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  Foi muito agradável o nosso dia, cozinhamos juntos, como nos velhos tempos, enquanto a gente tomava várias garrafas de vinho. Nosso jantar foi delicioso e a conversa melhor ainda, fazia tanto tempo que não ficávamos juntos sendo apenas os bons amigos que éramos. Sem responsabilidades e preocupações, era bom aquela sensação de pertencimento, de estar em casa e de querer construir mais memórias com os meus melhores amigos. Eu amava eles, e amava ainda mais o fato de eles finalmente estarem juntos como um casal.
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  Acordei no sofá de Copolla sem saber o porquê, a claridade me incomodava, mas não tanto quanto o tilintar de louça que eu estava ouvindo. Olhei em direção a cozinha e vi os dois de costas, conversando baixinho enquanto faziam algo no fogão. Sentei no sofá e respirei fundo, me espreguiçando, peguei meu celular e tinha algumas chamadas e mensagens das minhas irmãs. Apenas bloqueei o aparelho novamente e decidi que não iria lidar com aquilo no momento.
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  — Bom dia, dorminhoca. — Vince me deu uma xícara com café.
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  — Achei que você já estaria na Fascino a essa hora — falou Giovana se aproximando.
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  — É, eu também. — Passei a mão pela minha testa e suspirei.
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  — Água e aspirina, Vince.
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  — Ele não tá na boate, Gio, pare de dar ordens, credo — reclamei.
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  — Se for por ela eu gosto de ser mandado, %Tita%, não me importo. — Vi ele dar um beijo na loira e sorrir.
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  — Ai, que nojo. — Peguei meu celular e levantei, indo em direção ao corredor. — Romance logo cedo…
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  Tranquei a porta do banheiro e fui olhar as mensagens das minhas irmãs, a maioria era perguntando por que eu tinha reagido daquela forma com o anúncio de %Matteo%, ou por que eu não contei onde Carolyn realmente estava para acabar com aquilo tudo. Era difícil explicar algo que nem eu mesma sabia, eram muitas perguntas e eu não tinha a resposta para nenhuma delas. Estava tarde, eram quase 14 horas e eu estava de ressaca, na casa da Giovanna, com a mesma roupa de ontem e sem querer ir para casa.
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  Tomei banho, pedi uma roupa emprestada da minha melhor amiga, comemos juntos e eu fui direto para a Fascino. Dei boa tarde aos meus funcionários, caminhei até o balcão do bar e sentei na banqueta. Cristian me olhou e sorriu, aproximando-se.
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  — Martini? — perguntou.
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  — Será que ele vai curar a ressaca que estou sentindo? — Pressionei os dedos em minha fonte.
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  — Eu gosto sempre de pensar que sim. — Eu sorri e confirmei com a cabeça, pedindo para ele preparar um.
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  Peguei meu celular na bolsa e respondi para as minhas irmãs: estou bem, só precisava sair dali antes que contasse tudo sobre a Carolyn. Precisamos investigar mais a fundo. Bloqueei a tela do celular e esperava que elas não notassem o quanto estava desorientada com toda essa situação. Seria difícil notar por mensagem, mas se tratando de Giulia, eu espero qualquer coisa, a garota é inteligente e observadora. Cristian colocou a taça em minha frente e beberiquei meu drink.
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  — Gostoso como sempre. — Ele deu um sorrisinho safado e eu ri. — Você também, Cris… Continua gostoso como sempre.
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  — Quem, eu? — Torci o lábio e cerrei os olhos com a cara de pau do ruivo. — Me sinto lisonjeado, %Pietra%. — Empinou o nariz perfeitamente esculpido e continuou secando os copos.
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  — Não seja cínico. — Sorri, brincando com Cris, até que escutei vozes alteradas na porta da boate e olhei com o cenho franzido. — O que está acontecendo? — Cristian saiu de trás do balcão e se colocou em minha frente. — Muito obrigada, Cris, mas acho que não precisa de tanto… — Parei de falar assim que vi alguns policiais e logo o detetive que me tirava do sério.
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  — %Pietra% Alonso. — Levantei da banqueta, achando tudo aquilo muito estranho. — Está presa.
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  — O quê? — Eu ri com a possibilidade, enquanto os dois policiais se aproximavam de mim, porém Cristian não deixou eles chegarem perto, fazendo-os frear os pés. — Está me prendendo pelo que exatamente, Estevan?
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  — Por contratar imigrantes ilegais e consequentemente, provarei que isso tudo não passa de tráfico humano feito por essa sua boatezinha…
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  — Você só pode estar brincando… Está me acusando sem provas?
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  — Esses três contratos fazem parecer que eu vim sem provas, senhorita Alonso? — Ele mostrou três papeis em sua mão e não era possível que isso tivesse dado errado.
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  Como? Como fomos pegos em algo que fazemos há anos!? Usar o contrato de trabalho com as nossas boates era algo que fazíamos para trazer mulheres de outros países para prostituição. Não na minha boate, obviamente, já que não concordava muito com isso, mas eu não me metia nessa parte dos negócios do meu pai. Contudo, não participar não queria dizer que eu não soubesse ou não estivesse sendo conivente.
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  A prostituição era coisa antiga, nenhuma das mulheres era obrigada a vir e nem eram tratadas como produto. A Vincere dava casa, comida e roupas, além de elas virem sabendo com o que iriam trabalhar, porém, todos sabemos que pagamento por sexo é proibido por lei.
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  — Tá tudo bem, Cris. — Coloquei a mão em seu ombro e sorri para ele, que deu um passo para o lado. Virei de costas para os policiais me algemarem, ficando de frente para o meu barman e amigo. — Ligue para Beatrice. — Ele apenas acenou com a cabeça e eu sussurrei a última frase: — Diga para Ettore e Austin não me seguirem.
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  — Vamos logo, senhorita Alonso, não tenho todo o tempo do mundo — falou Estevan mais alto, fazendo os guardas me levarem.
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  Eu apenas tentava manter a calma, sabíamos o que não fazer nesses casos, fui todo o caminho calada e, quando me colocaram naquela sala horrorosa de interrogatório, não respondi nada. Eu iria esperar o advogado chegar e quando vi Lorenzo entrar pela porta respirei aliviada, agora, com o advogado da famiglia, eu estaria salva, inocentada de qualquer acusação e em breve sairia dali. Fiquei calada, apenas escutando meu advogado conversar com aquele imbecil do Estevan. A gente deveria ter dado cabo dele enquanto era tempo, agora ficaria muito suspeito se ele sumisse de repente. A não ser que acontecesse um acidente; sacudi a cabeça espantando pensamentos que eu tentava manter abafados.
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  — Eu preciso ouvir a senhorita Alonso. Ela tem que dar explicações, afinal, o nome da boate dela está no papel. — Olhei para o detetive, olhei para o papel em cima da mesa e inclinei meu corpo para ler.
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  — Eu não assinei isso.
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  — É o nome da sua boate.
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  — E daí? — Cruzei os braços. — Não tem a minha assinatura e nem a assinatura de nenhum dos responsáveis pela Fascino.
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  — Você quer me enrolar, senhorita Alonso? — Ele apontou no papel e disse: — Aqui tem o carimbo da sua boate.
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  — Bom, isso pode ser muito bem falsificado, assim como os passaportes das moças… — disse, dando de ombros e vi Estevan ficando possesso, aquilo estava até sendo divertido.
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  — Agora que você não tem mais argumentos ou provas para manter a minha cliente sob custódia, estamos indo.
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  — Você não pode-
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  — E caso impeça… — Lorenzo o interrompeu — será bem pior pra você, senhor Martinez.
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  Estevan esticou a mão nos dando passagem e eu queria sorrir, mas me contive, caminhei tranquilamente ao lado do meu advogado e ele e o detetive seguiram conversando qualquer coisa que eu já não dava mais atenção. Só conseguia pensar que eu queria ir para casa, apesar de saber todos os protocolos da Vincere a seguir, aquilo tinha me tirado do eixo.
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  — Está liberada, senhorita Alonso, mas acredito que nos veremos em breve. — Estevan esticou a mão para apertar a minha, mas fui surpreendida com %Matteo% entrando em minha frente.
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  — Duvido muito disso… — Meu meio-irmão me empurrou para fora da delegacia sem nem mesmo deixar eu falar nada.
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  Esse idiota achava que era dono da cidade, não era possível.
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%Matteo% Perroni

  Eu estava mesmo receoso, era uma decisão que eu não queria tomar, mas depois de %Pietra% ter falado que sentiu medo de mim, tudo ruiu. Eu sempre fiz questão de fazer de tudo para ela ter raiva de mim, não queria que ela sentisse medo, medo é algo muito profundo, latente, um sentimento que te deixa em alerta para lutar ou se defender. Não queria que ela precisasse se defender de mim, não queria que ela olhasse para mim e sentisse perigo. Escutar aquilo tinha sido cruel até para mim, a sensação que me tomou naquela noite, o desapontamento comigo mesmo de ter deixado chegar naquele ponto, foi devastador.
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  Eu precisava me afastar dela.
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  Eu precisava deixá-la em paz.
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  Eu precisava pensar como um maldito Perroni.
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  Então, mesmo sem conseguir entrar em contato com Carolyn, eu sabia que ela queria casar comigo, afinal, ela tentava demais, parecia sempre mais disposta do que eu a fazer dar certo, seja lá que relação estranha fosse essa. Quando informei que iria casar, eu não esperava que %Pietra% fosse simplesmente levantar e sair da mesa de almoço sem dar a mínima explicação e me deixar com o olhar inquisidor do meu pai em cima de mim.
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  Eu estava fodido.
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  E eu sabia disso no momento que meu pai me chamou no escritório. Seu rosto estava impassível, mas eu sabia que algo o incomodava, aprendi a ler meu pai ainda muito jovem para evitar as penitências do treinamento. Eu não podia desapontá-lo ou teria o que merecia. No geral sempre fui muito observador nas expressões humanas, era um atributo necessário na tortura, por isso eu era tão bom no que fazia.
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  — Tem algo que queira me contar, %Matteo%?
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  Aquela pergunta soou como se ele soubesse de alguma coisa, mas eu conhecia meu pai o suficiente para saber que ele estava querendo me encurralar para descobrir o que eu sabia que escondia.
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  — Não, deveria ter? — devolvi de maneira desleixada e sentei na cadeira em frente à sua mesa. Ele apenas me olhou com a sobrancelha grossa arqueada, parecia não acreditar em sequer uma palavra do que eu falava e errado ele não estava, afinal, eu estava mentindo na cara dura. Contudo, enquanto ele não fizesse uma pergunta direta, eu poderia contornar a situação.
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  — Por que sua irmã saiu daquela forma?
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  — Como eu vou saber, pai? — Dei de ombros e ele levantou, foi até o canto da sala, onde tinha uma mesinha com bebidas, serviu dois copos com whisky e me alcançou um.
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  — Quero que descubra, nunca vi %Pietra% fora de si, é a mais centrada das irmãs, não podemos perder a racionalidade dela.
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  — Farei isso. — Virei a dose e levantei, virando de costas para sair da biblioteca.
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  — E %Matteo%… — Virei, olhando para ele novamente. — Espero que você não tenha nada a ver com isso. — Apenas acenei com a cabeça e saí dali.
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  Caminhar parecia algo que eu tinha esquecido, como eu conseguia fingir algo que me deixou tão desnorteado? %Pietra% foi imprudente ao sair daquele jeito, a reação dela foi pior do que eu esperava. Tinha chegado num ponto que eu não fazia a menor ideia do que passava pela cabeça dela. Não seria fácil apenas seguir em frente, ignorar o que aconteceu como se não fosse nada, porque às vezes eu achava que tinha sido tudo.
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  %Pietra% tinha me deixado quebrado.
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  Não só meu pau.
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  Não só minha mente.
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  Minha vida parecia quebrada.
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[...]

  — %Matteo%! — Ouvi o grito e virei, vendo Beatrice no fim do corredor. — %Matteo%… %Pietra% foi presa.
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  — Como?
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  Meu pai tinha ido para a Itália de manhã cedo. Com a nova filial da Victoria vindo para a Espanha, Otelo precisava quase que estar em dois lugares ao mesmo tempo. Almocei tranquilamente com minhas irmãs, a indomável nem estava em casa e confesso que aquilo tinha me incomodado um pouco. Achei que o dia iria ser calmo depois de tanto fritar meu cérebro a noite inteira pensando, tentando entender o que tinha dado nela pra reagir daquele jeito, inclusive, a algo que ela mesma sugeriu. E agora essa, presa…
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  — Cristian me ligou, Estevan levou a %Pietra% por tráfico ilegal de imigrantes.
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  — Como esse filho da puta… — Massageei minha testa e suspirei. — Chame Filippo e peça para ele pegar o carro. — Virei e fui em direção ao meu quarto pegar meu celular e minha arma. Eu iria fazer com que ele se arrependesse de ter se metido com ela.
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  Expliquei para Beatrice que ela deveria ficar em casa, logo eu estaria lá com %Pietra%, ela não iria passar nem uma noite naquele lugar; eu não deixaria. Entrei no carro e Filippo entrou do outro lado, Nero estava dirigindo e eu virei para o meu primo.
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  — Eu disse pra você resolver esse problema.
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  — Eu paguei quem precisava, parece que o susto tem que ser maior a esse detetive teimoso.
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  — Já que chegou a essa conclusão sozinho, faça com que esse desgraçado ande na linha, antes que eu mesmo coloque uma bala na cabeça dele!
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  — Si, %Matteo%.
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  Nero estacionou em frente à delegacia e eu desci, ajeitei meu terno e subi degrau por degrau, sentindo meu sangue ferver a cada minuto que eu enxergava o lugar que %Pietra% estava sendo mantida presa. Aquela espelunca, cheia de marginais e nada elegante, aquilo não chegava aos pés do chão que ela merecia pisar e ela não deveria nunca ter tido o desprazer de conhecer aquele lugar. Cheguei no balcão e olhei bem o guardinha que estava ali sentado.
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  — %Pietra% Alonso.
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  — Está em interrogatório.
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  — Infelizmente — olhei para a pequena placa de metal, grudada naquela farda horrorosa —, senhor Miguel, eu estou com pressa.
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  — Senhor Perroni. — Olhei para o lado ao ouvir meu nome. — Deve ser meu dia de sorte, dois de vocês na minha delegacia. — Estevan mantinha um sorriso presunçoso no rosto e minha mão chegou a coçar para apertar o gatilho na cara desse otário.
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  — Estou só de passagem, Estevan. — Fui em direção a ele. — Onde está %Pietra%?
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  — Tá sendo difícil interrogá-la, acho que vai demorar…
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  — Escuta aqui seu-
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  — %Matteo%. — Respirei fundo e trinquei os dentes, enquanto o advogado da família mantinha sua mão em meu ombro. — Tudo bem, senhor Martinez? Eu sou o advogado da %Pietra%, Lorenzo Rossi, e o senhor não poderia mantê-la em interrogatório sem um advogado.
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  — Claro. — Ele sorriu cínico, intensificando ainda mais o meu ódio por ele. — Por favor, me acompanhe, senhor Rossi.
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  Estevan se distanciou e Lorenzo virou para mim, pedindo para eu me acalmar que ele resolveria. Precisei sentar naquela sala de espera e me controlar para não invadir aquela sala e tirá-la de lá. Eu estava com ódio líquido correndo pelas minhas veias, minha vontade era arrebentar a cara daquele cretino daquele detetive. Enviei mensagem para Filippo, pedi para que resolvesse com os de cima o quanto antes. Se meu pai descobrisse que ela estava ali, eu não queria ser Estevan e nem ninguém naquela delegacia, não queria nem mesmo ser eu, pois algo sobraria para mim, definitivamente.
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  Depois de quase 40 minutos, vi %Pietra% saindo com Lorenzo, ela não tinha me visto, estava totalmente aérea a qualquer coisa que não fosse nosso advogado e o detetive. Levantei e me aproximei para ouvir a conversa.
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  — Está liberada, senhorita Alonso, mas acredito que nos veremos em breve. — Ele tentou apertar a mão dela, mas entrei em sua frente, encarando fundo nos olhos daquele detetive medíocre.
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  — Duvido muito disso… — %Pietra% se assustou ao me ver, no entanto, nem deixei que reclamasse, não ali, coloquei a mão em suas costas e a guiei para fora da delegacia. Ela podia gritar comigo o quanto quisesse dentro do carro, a caminho de casa, seja lá onde fosse, mas não ali.
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  Chegamos na rua e Filippo segurava a porta do carro para que nós entrássemos. %Pietra% entrou e eu vi Lorenzo se aproximando, fazendo com que eu esperasse ainda do lado de fora.
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  — Trate tudo a respeito disso comigo, tudo bem?
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  — Sim, senhor Perroni. — O advogado acenou e saiu andando pela calçada.
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  — Você realmente precisa estar em todos os lugares ao mesmo tempo? — falou %Pietra% assim que entrei no carro.
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  — Nero, saia do carro — ordenei e ele obedeceu. — Foi presa, %Pietra%, o que queria que eu fizesse?
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  — Beatrice é uma bocuda!
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  — Ela ligou para o nosso advogado, não era isso que queria?
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  — E avisou você de brinde. — Ela cruzou os braços e bufou.
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  — Acha que quero ter que vir tirar você da cadeia? — Ela seguiu impassível olhando para a frente. — Acha mesmo que foi fácil me controlar para não estourar a cabeça daquele imbecil?
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  — Não seja tão exagerado, Lorenzo resolveu rapidinho. — Vi as orbes verdes revirarem.
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  Puxei seu queixo lentamente com o indicador e polegar e a fiz olhar para mim, seus olhos arregalaram. Eu estava sem um pingo de paciência, não tinha como, não diante daquela pose arredia que %Pietra% sempre mantinha.
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  — Você nunca deveria ter que pisar em uma delegacia e, se depender de mim, nunca mais vai.
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  Ela riu debochada e disse:
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  — Nós somos da Vincere, %Matteo%, você acha mesmo que pode impedir que isso aconteça?
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  — Eu não acho, %Pietra%, eu faço. — Soltei ela para baixar o vidro, acenei para Nero e Filippo entrarem e partimos para casa.
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  Não imaginei que a discussão se estenderia o caminho inteiro, cada vez mais eu sentia tudo engasgado em minha garganta, eu queria falar tudo, mas não podia, não em frente ao nosso primo e Nero. Aquele assunto era pessoal, pessoal demais. Assim que Nero estacionou, nós descemos e entramos em casa, %Pietra% seguia irritada, brigando sozinha, já que vim calado apenas ouvindo.
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  Assim que subimos a escada, eu a puxei pelo braço e sussurrei em seu ouvido:
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  — Já que está tão falante, vamos conversar.
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  — Me solta, %Matteo%!
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  Empurrei ela para dentro do meu quarto e tranquei a porta. Virei para ela e perguntei de maneira séria:
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  — Por que fez aquilo ontem?
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  — Aquilo o quê?! — Ela cruzou os braços.
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  — Você sabe do que eu estou falando, %Pietra%! — Caminhei até ela, ficando frente a frente. — Você disse para eu casar com Carolyn e fez aquela cena em frente ao nosso pai?
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  — Eu… Eu não… — Vi ela engolir em seco e me virei de costas com a mão na cintura e pressionando a ponte do nariz. — Não fiz cena alguma, só precisava sair.
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  — Vai continuar a negar algo que até nosso pai percebeu?
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  — O quê? — Ela se sobressaltou. — O que o papai falou?
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  — Pediu para saber por que você estava agindo desse jeito! — gritei.
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  — Estou do mesmo jeito de sempre! — Ela caminhou em direção à porta. — E me deixa em paz, temos outras pessoas na famiglia para resolver assuntos banais.
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  — Você ser presa é um assunto banal? — perguntei, irritado.
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  — Você já viu quem somos? — Ela virou para mim e abriu os braços, como se mostrasse onde estamos. — Quem é a nossa famiglia, %Matteo%?
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  — Isso não quer…
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  — Isso quer dizer que nós somos o crime — ela me interrompeu. — Ser presa não é nada! Para de ser neurótico.
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  — Você sempre minimizando tudo…
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  — %Matteo%, me esquece! — Ela girou a chave e saiu do quarto batendo a porta.
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  Dei alguns passos e me joguei na cama, soltando o ar pelo nariz, sentindo meu corpo quente de raiva e ao mesmo tempo as palavras dela ecoavam em minha mente.
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  — Estou sendo neurótico?
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[...]

  Eu estava cansado, depois de tantos Delanteras interrogados eu não iria interrogar um bostinha vendedor de drogas qualquer, já bastava o idiota que tentou matar %Pietra% ser um mero mandado pela concorrência. Mandei Nero fazer o serviço e esperei do lado de fora, sentado em uma cadeira na varanda da nossa casa de campo. Fumava meu cigarro, esperando pacientemente, ouvindo os gritos do homem de onde estava. Nero era sanguinário, sempre foi, era bom ter alguém assim para te dizer o que é demais, pois se ele, que beirava a psicopatia, achasse algo extremo, eu sabia que deveria controlar melhor a situação.
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  Filippo surgiu pela porta, trazendo um copo de whisky para mim, entregou-me o copo baixo e eu beberiquei o líquido âmbar. Aproveitava a brisa e o ar puro do campo, fazia tempo demais que não ficava apenas contemplando a natureza.
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  — Nero conseguiu arrancar dele. — Apenas olhei de canto de olho, aguardando o restante da informação. — Ele era apenas uma distração para o verdadeiro Delantera se infiltrar na Vincere.
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  — Então o infiltrado está aqui na Espanha! — Soquei a mesa fazendo o copo bambear. — Enterre esse filho da puta. Vivo.
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  — Sim, %Matteo%. — Vi ele sumir das minhas vistas.
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  — Quando eu te achar, Luca, você vai desejar não ter nascido… — Peguei o copo e tomei o restante da bebida.
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  Assim que saímos da casa, tentei mais uma vez ligar para Carolyn, o celular dela chamava até cair. Era impossível que nada tivesse acontecido, a garota tinha sumido já fazia três semanas, nem uma mísera mensagem depois do Natal. Achei que ela voltaria para o ano novo, mas nem isso. Eu estava preocupado pelo simples fato de que minhas irmãs odiaram a mulher, tirando Luna, e elas estavam esquisitas. Era tão errado eu desconfiar delas, mas estava difícil não o fazer, principalmente depois daquele rompante de %Pietra% na mesa do almoço.
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Capítulo 19
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Lelen

Gzus, o timing todo errado pra Pietra falar e pro Matteo decidir sobre casamento, aí surge a polícia toda errada também (mentira, ela tá certa, mas pqp)…
E eu acho que se essa coisa da Carolyn é séria, ela tinha o plano perfeito em mãos se não fosse tão descuidada. Ela se infiltraria na surdina na família e, se quisesse, arruinaria ela por dentro sem ninguém nem saber. O Matteo já tava ali e o Otelo também não sabia nem o que atingiu ele (nem que tinha sido atingido –‘), tava na mão, mas a arrogância do ser humano, né 🙄🙄
Vamos ver o que nos aguarda agora, né…

hatakesaturn

Impressionante como tinha a faca e o queijo na mão e foi pega por um descuido, burra né, amg? Pediu pra ser descoberta, onde já se viu fikr conversando sobre um assunto desses como se fosse a dona da casa? 🤪 Pediu por isso…

Ray Dias

Preciso de mais pelo amor de Deus

hatakesaturn

Vem muito aí, amg hahahahaa

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