
escrito por Ray Dias
O sonho de Lara sempre foi ser uma escritora de sucesso e um dia poder ser uma roteirista de um grande drama coreano. Por isso, ela se desafiou e, após terminar a sua faculdade de Educação Física, decidiu estudar roteiro na Coréia do Sul.
Os primeiros anos não foram nada fáceis! Mas no penúltimo ano do seu curso, ela pôde ver seu sonho se realizar.
Enquanto estagiava em uma empresa de mangás e um dia, Sang Chanyeol Chang, o seu sunbae na empresa, lhe deu a notícia que ela não sabia, mas iria mudar a sua vida. Lara não poderia imaginar, mas graças àquilo conheceria o amor da sua vida e se casaria com ele. E não, não era mais um cara comum como os seus ex-namorados da época de adolescência. Ele era nada menos do que um dos idols mais cobiçados da Coreia.
|| terça-feira 2 de fevereiro de 2016 às 15:00 - Comentários Fechados
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Na minha última coluna falei sobre como fazer o leitor mergulhar de cabeça na sua história com dicas de como construir uma cena. Aproveitando o gancho desse assunto, decidi complementar o tema com mais uma dica para melhorar a sua narrativa e dar ao leitor o que ele quer: a sensação de estar em outro mundo.
Vou continuar usando o exemplo da Angela, a nossa protagonista que deu de cara com o fantasma de sua tia. Vamos supor que, horas antes, Angela esteve no quarto de seu irmão bagunceiro.
“O quarto de Felipe era uma bagunça. Angela cansou de reclamar das tranqueiras jogadas no chão, então nem comentava mais. Talvez fosse melhor jogar tudo fora mesmo…
― Felipe, a mamãe quer falar com você sobre suas notas ― Angela disse, mas ele não tirou a cara do computador nem para fingir que estava preocupado.”Um “show, don’t tell” cairia bem, mas não podemos simplesmente jogar mais descrições do ambiente ao redor da Angela se já abusamos desse recurso. Então, por que não brincar com a interação do personagem com o mundo que você criou?
“― Felipe ― Angela chamou, empurrando com pé uma pilha de roupas sujas que impediam a porta de ser fechada. ― A mamãe quer falar sobre suas notas. Você tá indo muito mal.
O irmão não tirou os olhos do computador, então ela andou na ponta dos pés até a cama dele, desviando das tranqueiras jogadas no chão. Com as mãos afastou alguns fios e roupas para conseguir um espaço para se sentar. Mentalmente, ela prometeu jogar tudo fora de uma vez por todas.”Viu? Só brincando com a interação com o ambiente dissemos que Felipe é bagunceiro e relaxado, além de ter notas baixas, e que a Angela odeia bagunça e se importa com o desempenho do irmão na escola.
E veja só, de bônus, o leitor descobriu coisas sobre a personalidade dos personagens. Coisas que não vamos precisar dizer mais pra frente se a Angela, por exemplo, der de cara com uma bagunça que deixaram na casa dela depois de uma festa. Ou se o Felipe repetir o ano na escola.
Vinte palavras a mais nesse momento podem poupar cinquenta do próximo capítulo.
É isso pessoal! Lembrem-se de que nem todas as cenas precisam ser assim e que, acima de tudo, vocês devem se divertir com o que escrevem!
Coluna por Gabi
Olhei para ela, que tinha seus olhos fechados e um sorriso nos lábios. Quis beijá-los. Assim o fiz. Mais uma vez, a razão surgiu. Aquele não era um beijo cheio de luxúria. Havia outras coisas ali. Coisas que nunca havia visto antes.
A essa altura da vida, novidade nunca era uma coisa boa.
Weak {Outros, Restrita, Finalizada}
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