
escrito por Ray Dias
O sonho de Lara sempre foi ser uma escritora de sucesso e um dia poder ser uma roteirista de um grande drama coreano. Por isso, ela se desafiou e, após terminar a sua faculdade de Educação Física, decidiu estudar roteiro na Coréia do Sul.
Os primeiros anos não foram nada fáceis! Mas no penúltimo ano do seu curso, ela pôde ver seu sonho se realizar.
Enquanto estagiava em uma empresa de mangás e um dia, Sang Chanyeol Chang, o seu sunbae na empresa, lhe deu a notícia que ela não sabia, mas iria mudar a sua vida. Lara não poderia imaginar, mas graças àquilo conheceria o amor da sua vida e se casaria com ele. E não, não era mais um cara comum como os seus ex-namorados da época de adolescência. Ele era nada menos do que um dos idols mais cobiçados da Coreia.
|| terça-feira 5 de abril de 2016 às 14:16 - Comentários
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Então você quer saber qual seria a melhor narrativa para escrever? Não há exatamente pontos positivos e negativos entre os vários tipos de narrativa, mas, claro, há aquela que tem tudo para fazer sua história funcionar. Portanto, eu vou ajudar você a perceber como a sua história precisa ser narrada.
PERSPECTIVA EM PRIMEIRA PESSOA – É uma conexão direta entre os leitores e o narrador. É bem mais fácil mergulhar em uma história quando estamos literalmente nadando na mente do personagem. Isso porque na vida real nós vivemos dentro das nossas próprias cabeças e esse tipo de narrativa é o melhor jeito de reproduzir essa sensação.
– Algo que pode ajudar muito dependendo da história é o fato de termos informação limitada. O leitor só vai saber aquilo que o personagem sabe. O que pode atrapalhar é que um personagem que está em todos os lugares e sabe de tudo pode ficar estranho, sabe?
– Um dos maiores problemas com a primeira pessoa é quando os leitores não se identificam com a personagem. Temos que tomar muito cuidado com isso, porque será uma história com os julgamentos de um único personagem e quando não gostamos do protagonista não vamos nos importar com o que acontece com eles, vamos? Claro que não.
– Você pode alternar o ponto de vista entre os personagens se quiser mesmo manter a primeira pessoa, mas olhe lá, tome cuidado para não fazer todos os dez narradores soarem do mesmo jeito, sim?
– Outra coisa que você não precisa fazer é colocar o personagem principal como narrador. Ora, nos convém escolhê-lo porque é ele que participa das aventuras, mas, dependendo da história, você pode brincar com isso escolhendo um narrador que possa contar a história do mesmo jeito.
PERSPECTIVA EM TERCEIRA PESSOA – É uma conexão mais distante entre o leitor e os personagens. A onisciência é uma possibilidade, você pode brincar com ela o quanto quiser. Se for sua intenção manter algo em segredo, você não precisa fazer com que o narrador saiba de tudo. Para mim há dois tipos de narradores em terceira pessoa:
1. Aquele que é distante dos personagens e que não parece estar contanto a história de perto. Exemplo:
Angela tremeu ao contato dos seus dedos gelados com os dele. De longe se via o sorriso envergonhado e enquanto Daniel olhava para frente, seu rosto foi ficando cada vez mais vermelho. 2. Ou aquele que até parece estar dentro da pele dos personagens. Exemplo:
Angela até tentou não tremer. O calor da mão dele era amedrontador. A vergonha lhe subiu pelo pescoço e transbordou por entre seus dentes quando ela sorriu e enquanto Daniel fingia não perceber, ela sentiu seu rosto ficando cada vez mais vermelho. “Tá, Gabi,” você me pergunta, “mas aonde você quer chegar?”
– Seguinte, com o narrador em terceira pessoa você pode brincar com isso. A sensação no primeiro trecho é bem menos íntima do que no segundo. Ou seja, não é porque você está na terceira pessoa que não dá para fazer algo tão pessoal quanto na primeira.
– Nessa narrativa, você pode fazer cenas em que a personagem que narraria na primeira pessoa não precisaria estar e tão pouco se encaixaria. Quantas vezes não lemos o clássico “Ai, amiga, fiquei com ele ontem!” “Nossa, amiga, me conta tudo!”? Porque todas as personagens tem uma amiga super aberta em relação às suas intimidades? Fazemos isso porque a narradora tem que descobrir cedo ou tarde.
– Ou seja, com a terceira pessoa você tem a chance de desenvolver personagens diferentes de maneira homogênea e esse desenvolvimento não vai ter nada a ver com quem o protagonista gosta ou não.
Well, é isso por hoje, espero ter ajudado vocês. Pense no que você quer transmitir com a história e qual das narrativas poderia te ajudar com isso. Como sempre não se esqueça do equilíbrio e de nunca deixar de se divertir com suas horinhas de escrita!
Coluna por Gabi
— Você passou por todos esses anos nos escuro, é normal achar que está sonhando ainda.
— E não estou? [...]
— Se estiver sonhando... — ela se aproximou de mim e me beijou novamente com suavidade. — Não o deixarei acordar.
I Need U {K-pop, BTS, Finalizada}
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