Ray Dias
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Sem curiosidades para essa história no momento!

ENTRE LOBOS E HOMENS

Capítulo Um – A chegada

  Quando era um pouco mais jovem e adolescente, sua melhor amiga, Bella, partiu da cidade de Phoenix. Foi morar com seu pai, em uma cidade que a própria detestava. , sempre otimista, muitas vezes dizia à melhor amiga que mudanças são importantes. Mudanças podem ser, muitas vezes, salvadoras. Mas para a atual, após alguns anos de experiências não tão felizes com mudanças de planos — as quais não foram planejadas —, esta visão otimista que ela outrora deu à sua amiga podia ser na verdade uma maneira de se enganar.
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   agora estava encarando um destino irreconhecível. Via-se no lugar de sua amiga, só que mais velha, formada, e com expectativas saudosistas de encontrar Bella. Mudanças, sejam elas salvadoras ou desastrosas, deveriam ser encaradas, e por isso não se apavorou com a grande diferença de cenário ao qual estava adentrando.
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  Forks. Uma cidadezinha terrível se comparada à Phoenix. Até mesmo para Isabella Marie Swan, que nunca fora fã do entusiasmo natural de Phoenix. , ao se deparar com o condado, jamais havia imaginado lugar tão monocromático.
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  Há três semanas ela havia chegado à cidade e conhecido Erick, quando o policial lhe ofereceu ajuda com a mudança ao passar em frente à sua nova casa. Erick não poderia evitar aproximação ao notar que alguém finalmente havia se mudado para Forks, e menos ainda ao notar que esta pessoa escolhera o pior bairro de toda a cidade.
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  As poucas semanas de convívio e “boa vizinhança” por parte do policial, foram o suficiente para que os dois se tornassem amigos. Ou um pouco mais do que isso. Estavam terminando de ajeitar a mudança de , e Erick, sempre cortês e gentil com ela, pediu licença para atender a um chamado de seu chefe.
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  Quando recebia as poucas notícias de Bella por e-mail, ela sempre citava a monotonia de Forks de uma forma exagerada. Talvez até fosse, mas o fato é que em cidades pequenas novos moradores tornam-se uma atração, e isso incomodava Bella. Não incomodaria , afinal, a mulher tinha uma maneira despojada de lidar com este tipo de atenção. Em algum momento distinto dos anos passados em que Bella trocava mensagens com , ela lhe citou poucas vezes um lugar chamado La Push. Lugar tal, que parecia à ter deixado sua amiga muito à vontade. Foram estas mensagens e esta fascinante curiosidade de que a levaram a ir conhecer Forks. Por fim, acabou mudando-se para aquela cidade por eventualidades da vida, mas não se esqueceu da tal praia de La Push e da tão falada Reserva Quileute que, aliás, estava ansiosa para conhecer.
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  Naqueles dias de recém-chegada, Erick contou para que a reserva indígena Quileute era muito antiga, talvez até mais antiga do que o próprio condado de Forks, notícia essa que fazia a moça imaginar que motivos teriam para que Bella houvesse suportado ou gostado daquele lugar, uma vez que era difícil pensar nela feliz ali. E na verdade, não conseguia assimilar nada que pudesse atrair Bella para uma reserva indígena.
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  Apesar da tarde fria de sábado, Erick não trabalharia e havia combinado com de saírem juntos, se não fosse um chamado de emergência do seu chefe, Charlie Swan. Só depois que Erick desligou sua ligação e contou à o nome do seu chefe, que a garota percebeu tratar-se do pai de sua melhor amiga antiga. Queria conhecê-lo, mas julgou que a iniciativa para isso deveria vir da própria Bella, por isso, quando Erick despediu-se em sua varanda, retornou à sua sala, pegou as chaves do seu carro e dirigiu até o endereço da casa do delegado Swan. Embora não tivesse o endereço, o próprio Erick lhe explicou onde ficava quando lhe informou que Charlie era seu único vizinho, alguns metros de estrada à frente.
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   estava ansiosa para reencontrar Bella, e ao chegar frente ao quintal da casa simples, seguiu cautelosamente a bisbilhotar. Subiu as escadas da varanda, bateu à porta de entrada. Bateu uma vez, duas vezes, três vezes, mas ninguém a atendia. espreitou as janelas fechadas, assim como as cortinas igualmente fechadas tentando observar o interior do imóvel. A casa dos Swan, apesar de organizada — não como se ali existisse uma família grande, e sim, organizada como se fosse inabitada —, de fato, estava vazia. estranhou, por não sentir resquício de uma presença viva ali, mas retornou para o seu carro e, sem ter muito o que fazer, afinal, ela não conhecia nada por ali e ninguém, a mulher dirigiu seguindo a estrada. Encontrou poucos transeuntes em seu caminho, e pediu-lhes indicações de como chegar à praia de La Push.
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  O lugar, apesar de inóspito e descolorido, apresentava um ar paradisíaco e sombrio. Algumas rochas grandes próximas ao mar, fincadas à areia da praia chamaram a atenção da jovem visitante, que decidiu ir até lá. Caminhando distraída, trombou em algo que mais do que a vista do mar, lhe chamou maior atenção. Um homem alto com peitoral largo, pele incendiada tanto na cor quanto temperatura, cabelos curtos escuros, a encarava surpreso a segurar os braços dela. Não seria surpresa que o rapaz não a tivesse percebido aproximar-se, pois ele realmente era enorme comparado a ela. ficou encarando de volta ao peitoral à sua frente — que a mesma julgou atraente —, hipnotizada. Ao notar a surpresa da mulher, o homem deu uma risada abafada e discreta, o que deixou suficientemente embaraçada ao ponto de não conseguir formular uma frase que fizesse sentido.
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  — Desculpe! Distraída com o mar, é lindo aqui… Não vi à frente — ela disse tudo muito rápido, sem ponto ou vírgula e denotando transparente seu constrangimento.
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  — Como? — O homem a olhou confuso e lhe perguntou, indiferente no olhar, mas sem parecer hostil e soltou-a.
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  — Ah… Eu estava distraída com a beleza do mar e não o vi se aproximando, me desculpe. — sentiu-se sufocada por sua vergonha, mas respirou fundo sem encarar diretamente o olhar à sua frente ao explicar-se. — Claro… La Push é realmente linda.
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  A voz dele, trovejante, mas também melodiosa, soou e então sorriu.
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  — Não se preocupe, na verdade a culpa é minha. Eu deveria olhar para baixo, você é relativamente pequena.
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  Por mais que sua voz não demonstrasse ofensa, sentiu-se insultada. Estava na defensiva e ainda que não costumasse ser grosseira, foi bem direta em sua resposta:
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  — Não te passa pela cabeça que você seja grande demais? Tipo, acima da média?
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  O homem não mentiu ao chamá-la de pequena, e compreendeu que a garota à sua frente e que ele julgou estar vermelha por raiva, e não mais vergonha, havia se ofendido. Sem sorrir ou demonstrar a menor simpatia, ele a olhou desculpando-se:
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  — Tem razão, me desculpe.
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  — Tudo bem… Me desculpe também — ela respondeu com um fraco sorriso.
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  Os dois, como se analisassem um ao outro, se mantiveram conectados aos olhos um do outro. Ele, que antes estava sério pela defensiva da mulher, suavizou a sua expressão e viu a chance de apresentar-se devidamente.
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  — Eu me chamo . — Estendeu a mão em direção a ele.
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  — Jacob Black — ele limitou-se a responder apertando a mão dela sem sorrisos extensos.
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  O nome dele não soava estranho aos ouvidos dela.
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  — Jacob Black?
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  — Sim. Você me conhece?
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   encarou Jacob, duvidosa e tentando se recordar do motivo pelo qual o nome dele era tão familiar a ela. Ele, por mais contido que se demonstrasse, havia ficado curioso com a maneira como a garota parecia o conhecer. Para Jacob, absolutamente, nunca houvera se deparado com olhos castanhos tão intensos e atrativos.
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  — Não diretamente, mas sinto já tê-lo escutado — ela o respondeu.
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  — Bom… Deve tê-lo ouvido por aí, todos nos conhecemos aqui em La Push — o rapaz respondeu displicente.
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  — Não. Não foi aqui. Eu acabei de chegar à cidade e é a primeira vez que eu venho a este lugar e até então, não esbarrei em ninguém além de você — respondeu sorrindo tímida com as mãos nos bolsos da própria calça.
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  Jacob observou os trejeitos curiosos e tímidos da mulher, e respirou fundo. Um silêncio torturante se estendeu e novamente o clima tenso se estabeleceu entre eles. Por mais que pudesse julgar que a razão para tal estivesse sob o frio local, e o clima ainda mais denso das nuvens misturadas ao ar e maresia, não era. O clima constrangedor se deu à presença forte e máscula de Jacob, que assim como , sentiu-se constrangido pela presença extrovertida e atraente da mulher. E tratando-se de “frio”, a falta de agasalhos em Jacob não passou despercebida por . Enquanto ela estava abarrotada de blusas grossas e quentes, ele estava sem camisa. E por mais que fosse pouquíssimo acostumada às baixas temperaturas, acreditou não ser normal que, mesmo um nativo, não estaria incomodado com a crescente rajada gelada de vento àquela praia. Sendo assim, julgou Jacob, à primeira vista, peculiar. Por sua vez, ela também se autojulgava dessa forma.
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  — Bem, de qualquer forma, seja bem-vinda à La Push, — Jacob respondeu rompendo o silêncio, e virou-se saindo de perto da visitante em despedida e sem nenhuma formalidade.
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  Apesar de ter sido educado, para , Jacob parecia apresentar uma personalidade rígida e antissocial. Com isso, ela começou a assimilar a razão pela qual Bella gostou tanto daquele lugar. Se as pessoas locais fossem antissociais como Jacob lhe pareceu, Bella, que era a pessoa mais antissocial que conhecia, certamente esteve confortável. E, como num estalo, um rompante de memória acometeu . Foi Bella quem falou do Jacob para ela, e observando boquiaberta o homem que se afastava devagar, deu alguns passos à frente e lhe gritou:
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  — Bella!
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  Rapidamente Jacob se virou com uma expressão de certa raiva e desconforto. Sem receio, se aproximou um pouco mais à medida que ele a encarou.
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  — Isabella Swan me falou sobre você! Eu sabia que o seu nome era familiar!
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  — Argh! Há quanto tempo ela falou sobre mim?
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  O resmungo ou rosnado de Jacob fizera estranhar sua reação, e ele se aproximou ainda mais. Estava desconfortável, curioso pela resposta, ansioso e seu corpo tremeu um pouco. Entendendo que não foi bem recebido o nome de sua amiga, limitou-se a empolgar-se menos e ser mais clara nas justificativas.
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  — Há alguns anos. Dois ou três… Não nos falamos há muito tempo, mas…
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  Antes que ela pudesse terminar de contar a ele sua relação com a antiga Swan, Jacob saiu apressado na direção dos pequenos rochedos atrás dela, e aos poucos correu adentrando a mata que parecia ser a mesma que margeava a estrada por onde dirigiu.
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   não compreendeu nada do que havia acabado de acontecer, mas deu de ombros e retomou o caminho às rochas que pretendia escalar para sentar-se e observar o mar. E assim o fez até que adormeceu involuntariamente ali. Quando a noite já se fazia apresentar, foi acordada educadamente por outro rapaz. Ele era alto e bonito, assim como Jacob e bastante parecido fisicamente. O frio gélido do mar chicoteou a face de numa brisa pesada, e os sussurros do vento e das ondas uivaram o princípio da noite. A moça, num rompante, sentou-se assustada, e sonolenta teve dificuldade de abrir os olhos. Sentia-se cansada e exausta ainda, devido ao trabalho daquela manhã em sua casa. Desde que se mudara, não havia descansado direito. O rapaz que a encontrara levemente a sacudiu pelos ombros e a chamando.
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  — Ei, moça! Você está bem?
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  Com certa dificuldade e preguiça abriu os olhos e pôde ver nitidamente o rosto dele, após algumas piscadelas. Um belo rosto com olhar profundo.
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  — Sim. Estou bem.
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  — O que faz aí a essa hora?
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  — Eu estava andando pela praia e me sentei nas rochas por um momento, mas não me percebi adormecendo… Quais as horas, por favor?
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  — É um pouco tarde. Beirando sete horas da noite.
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  — Certo! Preciso ir embora agora mesmo! — Alarmada, notou a escuridão e a lua fraca refletindo-se no mar. — Droga! Como vou encontrar o meu carro nessa escuridão?!
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  O rapaz, percebendo-a assustada, preparou-se para ajudá-la a retornar.
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  — Se acalme. Eu vou te ajudar. Primeiro temos que descer. Venha! — Ele estendeu a ela sua mão e guiou por entre as rochas.
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  Quando os dois já pisaram na areia firme, ele a encarou perguntando:
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  — Consegue ter alguma ideia de onde deixou o seu carro, moça?
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  — Não andei muito longe. Estava a uns dez metros das rochas quando encontrei Jacob, então logo à frente, perto da estrada…
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  — Jacob? Você o conhece?
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  — Não exatamente. Trombamos aqui e acabamos nos conhecendo.
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  — Certo… Vamos logo. — O rapaz sorriu e pegou a mão de pondo-se a puxa-la.
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  Ela não enxergava nada e não sabia como o rapaz podia ter um senso de direção tão bom. Logo, os dois chegaram ao lado do carro dela e respirou aliviada.
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  — Este é o seu carro? — ele perguntou.
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  — Sim. Mas como…? Enfim, obrigada!
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  Por mais confusa que estivesse, estava mais com frio e pressa de se aconchegar ao carro em segurança. Desistiu de ficar parada ali conversando e explorando perguntas ao estranho, já era tarde para ela estar naquela situação sendo uma completa novata na região, e ainda que o homem lhe tenha sido simpático e prestativo, precisava ir logo para casa.
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  — Consegue encontrar o seu caminho de volta? — ele perguntou quando a viu remexer sua bolsa atrás da chave do carro.
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  Ela então olhou à sua volta, a estrada reta, mas percebeu-se com incerteza sobre o caminho de volta. Ela havia chegado ali por indicações, e se estivesse mais claro talvez reconhecesse o lugar melhor.
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  — Sem querer abusar, eu ficaria grata se pudesse me explicar de verdade. — Ela sorriu e o rapaz riu da situação inusitada.
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  — Tudo bem… Se não se importar, eu posso te levar de volta dirigindo.
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  Poderia ser perigoso, afinal ela não o conhecia, mas não tinha muitas opções, mal sabia explicar seu endereço direito ainda. Ou aceitava a ajuda ou corria o risco de se perder na estrada e passar a noite dentro do próprio carro no meio do nada. A segunda opção a apavorava muito mais, e por mais errado que fosse, aceitou a ajuda.
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  — Claro que não me importo, na verdade eu fico muito grata.
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  Ele sorriu tranquilamente e ela lhe entregou a chave, o homem abriu o carro e os dois adentraram. A luz do automóvel deixou as características físicas do estranho ainda mais evidentes. Era tentador, não tanto quanto Jacob, mas perdia por décimos para ele. Para piorar a situação dela, o rapaz também estava sem camisa.
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   franziu o cenho, e de soslaio observou o rosto do homem se perguntando, silenciosamente, se as pessoas de La Push não teriam roupas. Ou se elas realmente não sentiam o frio absurdo do local. Aquele momento de surpresa por um corpo tão exposto, trouxe novamente a hipnose que ela experimentou ao se deparar com Jacob. Ao notar que a mulher estava muito calada e aparentemente assustada, o homem rapidamente estendeu sua mão na direção dela e se apresentou:
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  — É um prazer conhecê-la. Meu nome é Embry Call.
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  Indiscutivelmente simpático e bonito, com dentes brancos e afiados como de cães em um sorriso descolado, o rapaz deixou mais confortável ao se apresentar.
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  — . Muito obrigada pela sua ajuda — ela respondeu sorrindo simpática e um pouco sem graça.
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  — Não há de quê. Nota-se que você é nova na cidade. Lembra-se ao menos do seu endereço? — Embry riu divertido e brevemente desculpou-se pela piada. riu também, afinal, era inusitado que uma pessoa não soubesse voltar para casa.
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  — Então, Embry… Eu moro em um lugar bem inóspito aqui de Forks. Sabe a estrada Sul, saindo da cidade?
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  — Sim, estamos nela. — o encarou, confusa, e ele abafou uma risada divertida concentrando-se em ligar o motor, finalmente, enquanto lhe explicava: — Esta é a estrada Sul, nós estamos a oitenta quilômetros da saída da cidade. É uma estrada única.
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  — Sim, eu sei disso… — ela disfarçou tentando parecer menos ridícula. — Eu só queria te dizer para pegar a direção norte da estrada Sul.
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  E ao se dar conta da confusão que quase fizera para indicar sua casa, revirou os olhos sentindo-se patética.
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  — Você é engraçada… — O rapaz sorriu fofo para ela e manobrou em direção à estrada.
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  — Acho que estou mais para patética. — Ao ouvi-la, Embry lançou a um olhar de reprovação pelo que ela havia dito, mas ela não se importou e continuou: — Então… Sabe onde é a casa do delegado Swan?
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  — Você mora perto?
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  — Não muito, na verdade. Uns quinze quilômetros da casa dele.
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  — Eu sei onde é. Você mora no antigo bairro Kalil. — Ele a olhou curioso e espontaneamente perguntou: — O que te fez comprar uma casa em um lugar abandonado? Não sei se você sabe, mas é a única moradora de lá.
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  — É, eu percebi isso desde que cheguei. Infelizmente, foi o único bairro onde eu pude comprar uma casa. O fato de não ter habitação me fez pagar uma mixaria por ela. Mas por que o bairro é tão desabitado?
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  — Bem… Forks tem muitas lendas. Logo você saberá — ele respondeu tranquilo e mudou o assunto: — Então, , há quanto tempo chegou?
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  — Comprei a casa há quatro semanas, mas somente há três me mudei.
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  — E você mora sozinha?
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   ficou receosa em respondê-lo. Pensou ela que talvez não fosse adequado já que ele era um desconhecido, mesmo que já não lhe fosse tão estranho. Pelo menos ela sabia o seu nome e por onde poderia, supostamente, encontrá-lo. Ela, por fim, chegou à conclusão de que se fosse para ele lhe fazer algo ruim, aquela informação seria ridícula, já que ele a estava levando à própria casa. Uma atitude muito irresponsável da parte dela, mas não sentiu que Embry era alguém do qual ela devesse correr. Este sentimento, de estranheza e fuga, ela havia sentido brevemente por Jacob.
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  — Sim, mas Erick me faz companhia e estou providenciando um bom cão de guarda — ela respondeu-o.
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  — Eu sou um ótimo cão de guarda. — Ela não compreendeu e se assustou ao ver que o rapaz ria alto. — Piada interna… — justificou-se Embry e, ficando sério, falou: — Um dia, quem sabe, eu te explico?
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  — O que me denunciou?
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  A pergunta súbita de foi recebida com confusão e desconfiança por parte de Embry.
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  — Como?
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  — Quando você disse “nota-se que é nova na cidade”, o que me denunciou? Quero dizer… Foi só pelo fato de eu não saber onde estou, para onde vim ou vou? — Ela riu discreta e Embry lhe sorriu com ternura.
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  — Seria o suficiente. Mas na verdade quando eu disse isso, ainda não tínhamos descoberto que você está completamente perdida. Eu percebi pelo fato de nunca antes tê-la visto em La Push ou dentro da reserva. Eu, com certeza, não deixaria você me passar em branco.
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  O rosto de corou a fazendo perceber aquilo e estranhar, por ser algo muito incomum a ela.
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  — E eu percebi ainda mais, na verdade, primeiramente pela sua pele.
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  — Como assim?
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  — Com exceção de nós, os quileutes, os habitantes de Forks não são muito bronzeados.
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  — Ah… Isso é porque a reserva de vocês tem, privilegiadamente, uma praia em seus territórios?
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  — Hm… Não — ele murmurou sorridente. — Não sei se já percebeu, mas Forks não é um lugar muito quente e o Sol se esconde daqui.
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  — Mas ainda estamos no inverno — ela falou convincente.
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  — Ele se esconde. Você verá.
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  Os dois sorriram e logo, Embry animou-se mais para conhecer . Ela também, aos poucos, se sentiu mais tranquila para conversar abertamente com ele.
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  — De onde você vem, ? É bem diferente das garotas daqui, e vai perceber logo isso.
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  — Posso considerar isso um elogio?
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  — Com certeza. Os rapazes confirmarão o que eu digo — ele brincou.
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  — Eu venho de Phoenix — ela respondeu risonha.
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  — Hm… De onde disse conhecer Jacob?
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  — Da praia mesmo, eu não o conheço de fato. Uma amiga que me falou dele.
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  Embry deslumbrou-se com a novidade e sustentou um olhar sacana ao pensar de que amiga se tratava.
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  — Uma amiga, é?
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  Antes que ele pudesse perguntar mais coisas a , ela espontânea, adiantou-se nas perguntas.
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  — Você e ele são parentes?
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  — Hm… Na Reserva, a maioria de nós somos.
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  — São irmãos?
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  — Praticamente.
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  — Praticamente? Isso não soa muito afirmativo.
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  — Tem razão! — Ele riu. — Sim! Somos irmãos — Embry falou mais convicto, e percebeu que arqueava a sobrancelha em tom de dúvida, mas ele não deu muita importância àquilo. Ele apenas sorriu para ela, e fez a pergunta que coçava em sua língua. — Esta sua amiga… Qual o nome dela? Talvez eu a conheça.
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  — Com certeza deve conhecer! Pelos e-mails que ela me mandava, parecia que Bella estava quase se tornando uma moradora da Reserva! — respondeu animada e não notou quando Embry arregalou os olhos e empalideceu.
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  — Como disse que ela se chama?
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  — Isabella Swan. Ela é a filha do delegado Swan… Charlie, não é?
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  Embry se posicionou mais contido, e desconfiado observando as reações de a respondeu:
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  — Eu a conheci sim… Veio a Forks por causa dela?
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  — Quase isso. Talvez eu possa dizer que “praticamente” isso. Nosso último contato foi há uns três anos se não me falha a memória, e por e-mail. Desde que Bella se mudou para cá eu não a vi mais. Só nos comunicamos poucas vezes pela internet, ela deu uma sumida, sabe? Então eu mandava e-mails para ver se havia acontecido algo, e vez ou outra ela passou a me responder e enviar e-mails também. Muito raramente. Como terminei a minha faculdade no ano passado, e já que estava curiosa para conhecer a cidade que sequestrara Bella, vim aqui num rápido passeio. Conheci uma senhora simpática, que após algumas conversas me falou das oportunidades de emprego aqui para o meu cargo… Eu achei que mudar poderia ser uma boa coisa dessa vez, então juntei tudo o que eu tinha, e aqui estou. Quero rever a Bella, mas fui à casa dela e não a encontrei. Sabe onde posso encontrá-la?
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  — Não. Bella se mudou e há algum tempo ninguém mais a vê ou tem notícias dela na cidade.
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  — Nem mesmo o Charlie? — perguntou estranhando aquilo.
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  — Ele não gosta nem de falar sobre ela.
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  — Ela voltou a morar com a Renée?
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  — … A Bella se casou. Foi embora da cidade com a família do noivo. É como se ela nunca tivesse estado em Forks.
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  As últimas palavras de Embry… “Como se ela nunca tivesse estado em Forks” trouxeram um arrepio frio na espinha de que, sobressaltada, engoliu a saliva seca em sua boca.
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  — Jacob não pareceu confortável quando me ouviu falar o nome dela…
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  — Bem, é melhor você não falar mais nela. Pelo menos não com ele, é doloroso.
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  — Acho que seja sim, ele saiu correndo e rosnando.
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  — Rosnando? — Embry manteve o olhar fixo à estrada, mas estava intrigado com o que ouviu.
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  — Resmungando, é lógico. Mas… — começou a rir discreta. — Parecia mais um rosnado de lobo.
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  Com aquilo, Embry tornou-se constrangido e preocupado, mas sorriu para a fim de disfarçar que por pouco ela não havia descoberto o que não devia. À medida que ia contando tudo, Embry empalidecia um pouco mais e ela até percebeu, tendo ponderado algumas vezes se deveria ou não continuar o assunto.
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  — Hã, como posso dizer… — Ela notou as sobrancelhas de Embry unindo-se como se ele estivesse pronto para ouvir algo reprovador e com isso, ela ficou mais temerosa a falar: — Esquece!
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  — Fala! Pode falar, ele o quê? Ele fez algo?
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  — Não exatamente…
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  — E então? — Embry a interrompeu subitamente, deixando evidente o seu olhar aflito à mulher.
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   analisou-o preocupada sobre o que ele imaginou que ela iria dizer. O que Jacob poderia ter feito para deixar o garoto naquela apreensão?
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  — Me desculpe, afinal ele é o seu irmão, mas Jacob me parece ser antissocial e arrogante.
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  Embry aliviou-se por completo, suas mãos soltaram levemente o volante que apertavam, e seus braços, enrijecidos, aos poucos relaxaram.
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  — , Jacob é amargurado quando o assunto é a Bella. Ele foi apaixonado por ela, mas então, as coisas tomaram rumos diferentes… Ela deve ter comentado algo sobre isso com você, não?
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  — Não comentou, e nem comentaria. Bella nunca foi o tipo de garota que falava em namorados ou paixões. Mesmo com a sua única amiga.
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  — Única? — ele perguntou surpreso ao encarar .
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  — Bella é bem antissocial, e por isso eu achei que ela tivesse se sentido tão atraída por La Push. Foi a impressão que tive das pessoas do lugar, assim que esbarrei em seu irmão.
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  — Acho que não conheci a mesma Isabella que você. Ela era quieta, mas sociável do jeito dela.
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  — Com certeza a mudança para Forks transformou a personalidade da minha amiga. E La Push deve tê-la feito muito mais feliz do que o costume, eu presumo.
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  — Sim… Bella mudou muito por aqui, mas não acho que a Reserva a fez feliz. Eu diria, talvez, apenas confortável… — e Embry sorriram um para o outro, tímidos, e por fim haviam chegado à casa dela.
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  Com a conversa amena, mal perceberam o tempo passando. Embry estacionou ao lado externo da casa, paralelo no que seria a garagem e assim que desligou o motor, ele abriu a porta e desceu. Rápido, surgiu à porta de impedindo-a de descer sem sua ajuda. Seu cavalheirismo foi notado por ela, e a fez sorrir.
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   esqueceu-se de manter as luzes da varanda acesas ao sair, pois de fato não imaginou que voltaria àquela hora. Embry olhou em volta aos arredores da casa e, como se estivesse esperando algo acontecer, ele passou o próprio braço à frente do corpo de pedindo-lhe para esperar antes de entrar.
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  — É melhor eu ir à frente, se não se importa. Está muito escuro. E bem… você sabe que estamos a sós, ou pelo menos devíamos estar. — Embry a encarou de uma forma que não dava a ela opções de negar, como uma ordem, e não o contestou. — Pode me dar a chave da sua casa?
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  — Um momento… — Ela procurou em sua bolsa o chaveiro de cãezinhos e assim que encontrou, o entregou ao rapaz, um pouco nervosa: — Aqui está.
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  — Desculpe, , parece que eu estou assustando você, mas eu só quero mesmo verificar se não há perigo para você. — Ele segurou as mãos dela de forma reconfortante. — Fique dentro do carro, está bem? Eu vou na frente, acendo as luzes da varanda e volto para te acompanhar.
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  — Certo…
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  Embry avançou cauteloso e o observou, até perceber que o rapaz aspirava o ar profundamente, como se buscasse farejar algo. E, óbvio, achou aquilo deveras esquisito. Embry manteve-se respirando fundo e contraído da cabeça até os pés, como em posição de guarda. Ele subiu os degraus da varanda, abriu a porta e entrou. Logo as luzes foram acesas pela casa, em todos os cômodos. notou que ele olhava realmente se a casa estava vazia e aquilo a deixou mais preocupada. Depois de poucos minutos, Embry retornou até ela e novamente abriu a porta do carro acompanhando-a até sua sala.
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  — Está tudo certo! Nem cheiro de… Quero dizer, nem sinal de perigo.
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  — Você aceita um café?
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  — Aceito, mas em outra ocasião. Agora eu preciso ir.
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  — É verdade, está ficando tarde… Espera, mas como você vai voltar?
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  — Isto não é problema! — Ele sorriu a ela, despreocupado. — Eu sou bem rápido e conheço bem a região. — Como se desse conta de que faltava algo, Embry ergueu as sobrancelhas e fitou por um instante e, duvidoso, lhe perguntou: — Onde está o tal Erick? Seu namorado… Você não disse que ele lhe fazia companhia?
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  — Ah, é! Bem, ele deve estar na delegacia. Talvez em casa… Ou talvez haja algum recado no meu telefone… Ele me faz companhia de vez em quando.
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   desconfiou que insinuar que Erick era seu namorado, foi uma estratégia de Embry para sanar a própria dúvida, então ela deixou clara a situação.
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  — Nós não somos namorados, só amigos.
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  — Se você quiser, eu posso ficar aqui. Claro, não quero que pense mal…
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  — Tudo bem, eu agradeço! Mas não é preciso, é melhor você ir… Pode ser arriscado, então volte com o meu carro, amanhã você traz de volta!
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  — Não precisa, . Eu agradeço.
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  — Tem certeza? Eu não vou precisar dele por hoje, e acho que não tem táxi aqui a esta hora e…
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  — , fique tranquila, eu tenho certeza. Não precisa se incomodar.
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  — Sendo assim eu te acompanho até lá fora.
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  — Sendo assim, você me acompanha até a porta da sala e tranca a casa toda, e descanse! Vou deixar meu telefone com você pode ser?
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  — Claro!
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   correu até o balcão que separava a sala e a cozinha, e pegou uma caneta e a agenda ao lado do telefone. Embry então anotou o seu número, e os dois trocaram sorrisos e olhares.
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  — Caso precise, pode me ligar a qualquer hora. E eu falo sério! Fico um pouco… Preocupado com você aqui sozinha… É muita loucura para quem acabou de te conhecer?
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  — De forma alguma, até porque se for, estamos ambos loucos. — Os dois ficaram se olhando sorridentes, até que Embry beijou a testa de , suave, passou uma das suas mãos pelo braço dela, e afastou-se devagar.
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  Ela o acompanhou até a porta apenas, e verificou todas as trancas da casa. A garota não queria admitir a ele, mas tinha medo de ficar sozinha ali desde que notou que seu bairro era realmente deserto. O bairro Kalil era um cenário ideal para um crime silencioso, e isso a fazia se arrepender aos poucos. recordou-se de Embry dizer-lhe que Forks tinha muitas lendas e, decidida, descobriria cada uma.
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  Enquanto se preparava para dormir, pensou em Bella e nas coisas que havia descoberto sobre a antiga amiga. Ela queria procurá-la, mas talvez fosse melhor não. Se Isabella havia feito questão de sumir sem dar explicações, pensou que talvez ela não fosse tão importante para sua amiga quanto pensou.
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  Aquilo de certa forma a magoava, mesmo após tanto tempo, mas sabia que precisava pensar em sua nova vida em Forks, organizar seus planos referentes à vaga de emprego que pretendia preencher pelo início da semana, como esperançava.
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  Com dificuldade, tentou dormir. Ficou observando o teto de seu quarto por muito tempo enquanto recordava o dia mais bacana que tivera ali desde sua chegada. Não sabia se pela linda praia da Reserva Quileut, ou por sua — aparentemente — nova amizade com Embry. Ficou decidindo se deveria telefonar para saber se ele havia chegado bem, mas concluiu que era melhor fazê-lo no dia seguinte pela manhã cedo. Sem dúvidas Embry era cativante e começava a achar que seria difícil andar distante dele. E aquilo significava muitas visitas a La Push.
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  Um tempo apegada bastante à praia. Bella tinha razão. Coisas maravilhosas estavam escondidas por lá.
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Capítulo Dois – Indo às Compras

  Na manhã seguinte, acordou bastante descansada. Devia isso ao cochilo nas rochas, que lhe aliviou um pouco a tensão daquelas semanas. Ela desligou o seu despertador do celular, e após ir ao banheiro realizar sua higiene, retornou ao seu quarto e arrumou sua cama grande. Abriu a janela de seu quarto, no segundo andar, para ventilar o ambiente e foi até a cozinha preparar seu café da manhã. Enquanto a água fervia em sua chaleira, pegou a agenda e discou o número de telefone de Embry. Estava quase desistindo quando uma voz trovejante atendeu a chamada.
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  — Alô? Bom dia, o Embry se encontra? — perguntou com a voz tímida e só ali percebeu que o relógio da cozinha marcava o horário das sete da manhã. Para ela já não era tão cedo, mas não sabia dizer se para a voz que a atendeu era igual. Uma pequena sensação de estar sendo inconveniente lhe surgiu.
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  — Ele está dormindo. Quem deseja falar com ele? — a voz trovejante respondeu.
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  — Hã… Desculpe-me por incomodar, mesmo! Eu não percebi o horário. Meu nome é , e só estou ligando para saber se ele chegou bem em casa ontem à noite. Fiquei preocupada.
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  O rapaz do outro lado da ligação ouvia atentamente às palavras da mulher enquanto era observado por um grupo de garotos à mesa do café. Ao notar que se tratava de uma garota procurando por Embry, ele segurou uma risadinha abafada, o que fez com que os demais ficassem curiosos.
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  — ? Ele chegou bem sim, pode ficar tranquila. E não há problema em ligar a esta hora, nós acordamos bem cedo aqui. O Embry é que deve estar exausto pela noite de vocês, por isso ainda não acordou. — A indireta quase indiscreta do rapaz ao mencionar o que e Embry teriam feito não passou despercebida por ela, assim como os burburinhos abafados do outro lado da chamada também não.
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  A voz trovejante tornara-se um sussurro que pedia “Shh! Fiquem quietos, parem com isso”. percebeu que o homem não estava sozinho, e agora mais pessoas tentavam descobrir ou faziam piadas em relação a ela e Embry. não entendia muito bem o que ela era para Embry ao ponto de gerar aquele pequeno tumulto, bem como não compreendia a razão para tanto alarde, mas sentiu-se ligeiramente envergonhada pela situação.
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  — Bem, de qualquer forma desculpe-me o incômodo. Com quem eu falo? — decidiu despedir-se logo.
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  — Sam Uley.
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  — Certo, Sam. Poderia dizer ao Embry que a amiga dele o telefonou?
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  — Claro, ! Mais algum recado?
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  — Não, não. Obrigada. — Assim que o rapaz despediu-se lhe dando bom dia, encerrou a ligação.
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  Do outro lado da cidade, na Reserva Quileute, onde Sam e outros garotos tomavam café à mesa, o assunto após aquela chamada não poderia ser outro: quem era e que ligação ela tinha com o descontraído Embry?
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   sorriu para o telefone à sua frente, e seguiu até o fogão onde a água para coar seu café já estava fervilhando. Sam era educado, ela pôde perceber, mas indagava-se se ele era outro irmão de Embry. A voz de Sam era forte, quase como a de Jacob, mas ele lhe parecia mais velho do que ambos. Talvez Sam fosse o pai deles? E claro, havia outros garotos! Ela notou imediatamente ao sentir que sua presença causou surpresa e leves sussurros debochados, e com isso, certamente deveriam ser adolescentes.
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  Enquanto fechava a garrafa térmica com café recém-coado e pegava uma xícara em seu armário para se servir, o celular de tocou estridente do outro lado do balcão da cozinha. Ela caminhou apressada pela sala seguindo o som até encontrá-lo jogado ao sofá. Erick estava a telefonando.
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  — Bom dia, ! Como você está? — Sua voz animada se fez ouvir logo que ela deslizou o ícone verde de chamada na tela.
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  — Bom dia, Erick. Estou ótima! Como foi a sua tarde ontem? — igualmente animada e sorridente, ela respondeu.
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  — Argh! Eu poderia tê-la passado com você, seria muito mais divertido! Só papéis e mais papéis! — O tom de voz contrariado era nítido no rapaz, bem como o arrependimento: — Desculpe por isso… Sei que havíamos combinado…
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  — Não tem que se desculpar. Foi um chamado de última hora, está tudo bem! Mas me diga, como você está?
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  — Bem, bem… E você, o que fez ontem?
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  Imediatamente, animou-se para contar a Erick a aventura de ir até a casa de Charlie e em seguida à reserva. Sentou-se ao banquinho alto de sua ilha simples na cozinha, e colocou a chamada em viva voz. Passou geleia em algumas torradas, embora não fosse muito de comer pela manhã, e narrou com voz nítida e animada suas novidades:
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  — Ah, Erick, foi ótimo! Você nem pode imaginar! Eu dirigi até a casa do senhor Swan, mas não encontrei Bella por lá. Com isso, já que não tinha muito o que fazer, eu fui à praia de La Push. É realmente um lugar lindo, apesar da paisagem mórbida causada pelo frio. Acabei passando horas observando a paisagem, e até tirei uma soneca nas pedras! Pense bem! — Ela riu. — Ah! E eu conheci um rapaz da Reserva Quileute chamado Embry Call. Você conhece?
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  — Conheço — respondeu menos animado do que . — Hm… Legal o seu passeio por Forks… E você e Embry se divertiram?
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  A falta de interesse e o resquício de desapontamento na voz do policial deixavam claro para que Erick não havia curtido muito a ideia de ela ter conhecido alguém da reserva. Ou, que talvez, Erick tivesse algum problema pessoal com o rapaz Call.
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  — Foi bem rápido, na verdade. Eu até que gostaria de ter passado mais tempo com ele, me pareceu uma ótima pessoa.
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   acreditava de fato que Embry fosse alguém bacana de se estabelecer laços, mas disse aquilo para instigar Erick a dizer algo contrário, assim teria certeza se o policial desaprovava a ideia de Embry ser seu amigo.
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  — Olha, , eu tenho que desligar agora… — A resposta, a fez erguer as sobrancelhas, surpresa. — Mas antes, eu quero te fazer um convite. Charlie Swan me convidou para uma pescaria, e mesmo que eu ache que não vá te agradar muito, não custa perguntar. Gostaria de nos acompanhar? Com direito a molinetes e anzóis?
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  Erick, mais do que certo de que ela aceitaria, falou diretamente e deu uma risadinha sem graça. havia notado que ele a chamou pelo seu nome todo, e desde que se conheceram e vinham se encontrando, o rapaz apenas a chamava de . Era uma maneira com a qual os dois iam ganhando mais intimidade e se aproximando, e ao perceber que Erick estava desconfortável com a ideia de Embry e ela se conhecendo, e confirmando que ele havia dado um suposto passo para trás na intimidade com ela, achou que aquela atitude teria algum significado.
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  — Seria quando? — ela perguntou referente à pescaria.
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  — Hoje.
  — Desculpe, Erick, mas eu vou recusar. Quem sabe outro dia? Tenho outros planos para hoje.
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  — Irá novamente à Reserva Quileute? — A reposta dele, como ela imaginava, confirmava que ele não gostava da reserva ou do que fosse relacionado ao lugar.
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  — Talvez, mas a minha urgência é outra. Bem… Eu tenho que ir, até mais, Erick.
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  — Até mais… Beijo… — ele despediu-se desanimado.
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  A mulher desligou a chamada e deu uma mordida grande em sua torrada. Estava realmente desconfiada pela reação do homem, e pensou que seria apropriado conversar com Erick em outro momento sobre a impressão que ela teve. Gostaria de entender os motivos por ele supostamente desaprovar La Push ou seus moradores.
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  Terminou o seu café da manhã e lavou a pouca louça que sujou e não demorou a subir aos seus aposentos para se arrumar e sair pela cidade. Ela precisava, e queria, encontrar Sue. Por isso buscaria informações sobre a mulher que lhe indicou o emprego na cidade. Infelizmente, não recordava o sobrenome daquela senhora, mas tinha uma ligeira certeza de não ser um nome muito comum. Acreditava que não havia muitas “Sues” em Forks, e menos ainda, outra com traços físicos como o da senhora que ela conheceu.
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  Abrindo o velho guarda-roupa de madeira embutido à parede do quarto, escolheu vestir uma calça jeans surrada no estilo boyfriend, uma camiseta branca simples e não se esqueceu da jaqueta jeans e o cachecol. O Sol estava dando sinais de luminosidade no céu, mas o clima “ameno” de Forks não se comparava nada com o que seria o clima “ameno” de Phoenix.
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  Desceu as escadas de forma apressada, pegou os seus itens pessoais espalhados na casa, como a carteira, os documentos, o celular e alguns drops de bala e jogou-os em sua bolsa que já estava à sua mão. As chaves do carro estavam penduradas ao lado da porta da sala, e as chaves da porta enfiadas à tranca, logo foram retiradas por ela e colocadas na tranca anterior.
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   caminhou até o seu carro dando uma observada aos arredores de sua, sempre solitária, casa e não demorou a entrar no automóvel. Jogou a bolsa para o banco do carona, afivelou os cintos e ligou o rádio sintonizando numa rádio local qualquer. Depois de manobrar pela saída de sua garagem aberta alcançando a estrada, dirigia cantarolando os acordes iniciais de uma música dos Beatles, que acabara de ser anunciada.
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  O Sol batia fraco no para-brisa e o reflexo nos olhos dela atrapalhavam um pouco. buscou vagamente seus óculos de Sol no painel do carro e não os encontrou. Olhou para o banco do carona e puxou a sua bolsa, cantarolando e tateando, no meio de suas coisas bagunçadas, se a caixinha dos óculos estava ali. Até que se recordou de deixá-la no porta-luvas, e se esticou para alcançar o botão de abertura do mesmo. Entre uma espiada e outra à estrada, desviou a sua atenção na busca pela caixinha entre a bagunça de papéis. Assim que a encontrou, com dificuldade abriu-a e puxou seu Chilli Beans os vestindo ao rosto. De repente, houve um estrondo antecedido de uma freada brusca e de duzentas batidas a mais aceleradas ao coração dela e que foi possível que a própria escutasse.
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   ergueu a cabeça devagar olhando à frente, as duas mãos coladas ao volante, a boca aberta em susto e os malditos óculos a poucos milímetros da ponta do seu nariz. Soltou o peso do corpo à poltrona e jogou a cabeça ao encosto do banco à medida que seus músculos relaxavam, e ela retomava a consciência do que havia acontecido. A garota praguejou alto, irritada e aliviada por estar bem e saber que o pequeno acidente havia sido puramente irresponsabilidade dela. Ela abriu a porta do carro, soltou-se do cinto e desceu desesperada observando o que havia acontecido ao seu automóvel. E como em cenas de filme americano, chutava o para-choque e gritava consigo mesma.
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  Poucos metros atrás, na estrada pelo caminho recém-percorrido por ela, vagarosamente um Rabbit vermelho se aproximava à cena do acidente. O carro foi estacionado atrás do carro de , com certa distância segura. A mulher bufava e foi até o interior de seu veículo batido para pegar a própria bolsa puxando as chaves da ignição, e procurou seu celular, quando notou a presença de outra pessoa perto de si. Para sua surpresa o homem que desceu do Rabbit parecia-lhe muito familiar, e de fato era. Jacob Black se aproximou devagar parando à frente dela, com as mãos à cintura observou o estrago feito.
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  — Tomando umas rasteiras da estrada? — ele perguntou olhando-a de lado, sem sorrir. E sua pequena frase irritou . Era para ser uma piada? Caso fosse, não deu certo.
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  A mulher estava estressada e entendeu a aproximação dele como uma afronta, já que o homem não lhe sorria solidário e ao menos a olhou ou perguntou se estava bem. Parecia mais reprová-la pelo acidente do que qualquer coisa.
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  — Na verdade não. Desviei a atenção enquanto dirigia. — Ainda olhando os estragos do próprio carro e decidindo não se importar com Jacob, o respondeu. Mordeu os lábios, pensativa e retornou ao interior do veículo tentando ligar o motor.
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  O ronco não estava como de costume e logo se constatou que o estrago era grande. O carro até poderia aguentar chegar à cidade, mas pensava se era melhor tentar levá-lo de volta para sua casa já que havia dirigido aproximadamente uns 10 metros. Recostou a cabeça desanimada ao volante, e escutou a voz trovejante de Jacob lhe perguntar:
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  — Por que fez isso?
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   levantou o olhar para ele, e o homem caminhou ainda sem a encarar, abaixando-se um pouco próximo ao carro para analisar melhor os amassados. Ela puxou a chave de novo da ignição e saiu de dentro do veículo, encarando Jacob que aguardava resposta.
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  — Ah, sei lá… Estava a fim de bater o carro numa árvore. Sabe como é, né? Tédio — ela respondeu revirando os olhos.
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  Jacob então desviou o olhar para ela, confuso e pensando um pouco respondeu:
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  — Vou supor que está sendo irônica.
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  Ele se levantou e caminhou para próximo de sem demonstrar expressão alguma em sua face.
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  — Tanto faz — a mulher respondeu enquanto discava o número de Erick em seu celular.
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  — Posso perguntar para quem está telefonando?
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  — Para um amigo, ele deve conhecer algum reboque ou mecânico.
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  — Abre o capô — Jacob ordenou puxando o aparelho celular da orelha de , desligou a chamada e em seguida o devolveu à dona.
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  — Você é mecânico? — ela perguntou sem se importar com o que ele havia feito, e puxou a trava do capô perto da porta do carro, Jacob observava o interior da “máquina” e fazia umas caras e bocas das quais podia imaginar que não seria boa coisa.
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  — Praticamente.
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  “Praticamente. Ótimo, um amador!” pensou ao ouvi-lo.
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  — Olha… Seu carro não vai mais a lugar nenhum sem alguns pequenos reparos.
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  — Tem certeza?
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  — Tenho.
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  — Dá para eu, pelo menos, empurrá-lo de volta para casa? Fica a…
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  — Vou rebocá-lo até lá para você — ele disse a interrompendo. — Entra aí.
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  Jacob deu as costas para e correu em direção ao seu Rabbit. Seguiu os procedimentos para engatar o reboque de um carro no outro e quando já ia, de fato, seguir para a direção do seu veículo, , que observava a tudo incrédula, lhe perguntou:
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  — Você vai me deixar explicar onde eu moro?
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  Havia caminhado até a frente do corpo de Jacob parando ali, séria e irritada, de braços cruzados. Não sabia dizer por que, mas Jacob a estava irritando com sua postura tão autônoma e desinteressada à presença ou ajuda dela.
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  — A uns dez metros. No casarão abandonado — ele respondeu com um sorriso ladino e uma sobrancelha arqueada em tom convencido.
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   virou-se de costas e afastava-se dele, olhando-o por sobre o ombro com expressão raivosa, enquanto caminhava em direção à porta do próprio carro. Abriu-a bruscamente e entrou no veículo, emburrada. Jacob sorria vitorioso observando a cena da mulher contrariada que se afastava, e viu seu sorriso sarcástico pelo retrovisor.
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  Enquanto Jacob guiava o próprio carro arrastando o de , a mulher ao seu volante controlava a direção de seu automóvel atrás do Rabbit. Ao chegarem à casa de , ela estacionou como pôde o carro em sua garagem — que na verdade não era uma garagem propriamente, mas sim um galpão lateral.
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  As casas de Forks eram bem diferentes das casas de Phoenix. Em Phoenix tudo era muito colorido, em Forks, monocromático; as casas de lá têm garagens anexadas às laterais da entrada, já em Forks, poucas casas têm garagem.
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  Depois que Jacob estacionou o carro dele de modo a auxiliar a estacionar o dela, ela saiu do carro e ele também. Jacob recostou-se à porta do seu Rabbit, e a mulher com as mãos nos bolsos traseiros da calça e sua bolsa atravessada ao corpo, se aproximou dele mais calma e agradecida.
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  — Deixe-me adivinhar… Táxi aqui é só em televisão, não é? — ela perguntou em tom de desânimo.
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  — Você pode esperar um ônibus — ele respondeu a observando, e sorriu irônico ao vê-la se animar: — Claro que… Não é muito comum passar algum por aqui.
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  E com a expressão de tristeza que não conseguiu segurar, Jacob riu abertamente em deboche a ela. Era a primeira vez que via-o rir ou sorrir. Não conseguia definir muito bem, porque era como se o rosto dele fosse travado. Como alguém que desaprendeu como se faz para alargar um sorriso bonito.
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  — Certo… Como vocês fazem por aqui? — perguntou curiosa.
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  — A maioria dos moradores de Forks tem seus próprios carros e quando eles não têm como ir à cidade, é comum pegarem carona. Sabe como é, todo mundo se conhece e uma mão lava a outra.
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   assentiu silenciosa num meneio de cabeça e sorriu para Jacob. Eles ficaram em silêncio se olhando até ela desviar o olhar para o chão e Jacob suspirar profundamente a encarando e dizendo:
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  — Eu poderia te dar uma carona já que estou indo à cidade. Mas…
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  — Mas?
  — Você não está sendo muito gentil com alguém que estava tentando te ajudar. Então você poderia reverter essa situação, não é?
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  — Não estou sendo gentil? Olha quem fala! — riu da petulância de Jacob, revirou os olhos e, levando suas mãos à cintura, encarou o chão.
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  Como se estivesse se preparando para ir contra seu próprio orgulho, ergueu a cabeça para o céu de olhos fechados, bufou fracamente e disse:
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  — Hm… Está certo! Senhor Jacob Black, poderia, por favor, me dar uma carona até a cidade? Eu ficaria muito grata. — Sorriu ela sem graça.
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  — Senhor Jacob Black? Muita formalidade, não?
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  — Certo, então, que tal… Jake? — O pequeno sorriso ladino que Jacob apresentava se desfez em uma linha rígida de desconforto.
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  — Então vamos. Não posso demorar e acredito que você esteja atrasada — ele respondeu voltando a ser rude e antissocial com ela.
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  Abriu a porta em que segundos antes estava parado, e posicionou-se ao volante esperando dar a volta ao carro e posicionar-se ao lado dele. Ela adentrou o carro, e estava surpresa pela postura do rapaz e permaneceu calada enquanto analisava a atitude dele. Pensava ela se seria transtorno de bipolaridade ou Jacob apenas não gostou do apelido que ela lhe dera. A mulher julgava que a maioria das pessoas apenas responderia que não gostaram, mas ele fora totalmente outro, enluvando novamente uma atmosfera de constrangimento entre os dois. Mas o que não poderia saber é que para Jacob, ouvir aquela garota o chamar de “Jake” lhe trazia à mente lembranças não tão doces.
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  Calados permaneceram por uma boa parte do trajeto, até que desviou o olhar da estrada pelo vidro de sua janela e encarou a face rígida e séria do homem ao seu lado que pensativo, porém tranquilo, não tirava os olhos das listras marcadas ao asfalto à frente.
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  — Jacob, por acaso você conhece alguma senhora chamada Sue? — ela perguntou quebrando o silêncio.
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  — Talvez. Por quê?
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  — Nada importante. Preciso agradecê-la, porém não consigo me recordar do sobrenome dela.
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  — Como ela é?
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  — Uma senhora morena de cabelos longos e escuros, muito simpática. Tem um sorriso acolhedor também.
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  — Muito esclarecedor. — Ele sorriu sarcástico olhando-a de modo desafiador.
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  — Ah, qual é!? Não devem ter muitas “Sues” por aqui!
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  — Sue Clearwater — Jacob respondeu sorrindo para ela. — Seria essa?
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  — Sim! — , animada, exclamou o fazendo assustar. — Desculpe, mas é ela mesma! Onde eu posso encontrá-la?
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  — Na Reserva. Desculpe a pergunta, mas… Pelo que quer agradecê-la?
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  — Graças a ela eu fui admitida no meu novo emprego.
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  — Sue é muito generosa. Você vai gostar de conhecê-la melhor.
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  — Tenho certeza disso.
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  Os dois sorriram um para o outro e notou, novamente, como Jacob era lindo. De uma beleza bruta, altamente atraente e máscula. Jacob também não era cego, e por mais que jamais fosse confessar aquilo, a primeira vez que se deparou com foi impossível não sentir seu estômago estremecer e a garganta embargar. Ela era linda, com seus cabelos longos ondulados e escuros, e com sua pele tão parecida com a dele na cor, mas fria como somente um morador normal de Forks poderia ser.
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  Ao retornar sua atenção para a paisagem do trajeto, tinha um turbilhão de pensamentos à cabeça, sendo a maior dúvida dela: o que Bella teria feito a Jacob para deixá-lo tão amargurado? Embry já havia lhe dito aquilo e a cada instante perto de Black, a garota podia notar ser verdade. A personalidade até então contraditória dele, para ela soava até engraçado. Ora Jacob era simpático, descontraído, lançando piadas de humor fraco que até a agradavam; ora, ele emburrava a face e se fechava como se ela não estivesse presente. De alguma forma, Jacob havia posto uma barreira entre eles. Uma barreira invisível que não os impedia de se ouvirem e conversarem um com o outro, mas impedia-lhes de se aproximarem. sentia-se incomodada com aquela inconstância, até mais do que ela poderia explicar.
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  O estridente som da campainha do celular dela se fez ouvir e, puxando o aparelho de sua bolsa, viu o nome de Erick ao visor. Atendeu à chamada despreocupada com a presença de Jacob, que disfarçadamente espreitava o assunto. Erick perguntou onde ela estava, a mulher respondeu que seguia a caminho da cidade na companhia de Jacob Black, e que em seguida iria até a reserva falar com Sue Clearwater. Ela poderia dar-lhe explicações maiores e mais detalhadas do que ocorreu, mas não era de ficar prestando satisfações às pessoas. Após ouvir o tom desgostoso de Erick ao se despedir dela e encerrar o assunto, ficou irritada por ter tido a chamada encerrada rudemente por ele.
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  — Que grosseiro! — reclamou encarando o próprio celular.
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  — Aconteceu alguma coisa?
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  — Erick Jones. Isso que aconteceu! — Sua voz era realmente irritadiça.
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  — Espera… Ele? Você namora o Erick Jones?
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  Jacob também não lhe pareceu muito satisfeito com a notícia e frisou bem o nome do policial ao qual falavam.
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  — Por que pergunta?
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  — Embry não disse que você namorava, e muito menos com ele.
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  — Embry falou de mim, é? Quando?
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  — Esta manhã, quando Sam contou que você ligou. Foi impossível fugir às perguntas, eu estava por perto e acabei escutando o seu nome.
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  — Hm… Bem, Embry não poderia dizer nada já que eu não namoro mesmo, e muito menos o Erick. Ele é só um amigo.
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  — Ah… — Jacob murmurou desconfiado.
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  — Escuta… Vocês têm algum problema com o Erick?
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  — Digamos que ele tem um problema conosco.
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  — Hm… Posso saber qual é?
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  — Pergunte a ele. E se descobrir, me conte — ele falou dando de ombros e a informando: — Já chegamos à cidade.
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  — Parece que demorou, não é?
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  — Um pouco. — Ele sorriu abertamente.
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  Sim, novamente o sorriso de alguém que desaprendeu a sorrir e que fazia ter vontade de desvendar a vida de Jacob.
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  — Você vai fazer o que aqui? Sem querer ser intrometido.
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  — Compras para minha casa, e algo imediato para preparar de almoço.
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  — Bem, o mercado da família Carter é o mais barato e tem de tudo. Aconselho você a ir lá.
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  — Bem, obrigada, Jacob. Mesmo. Pelo carro, a carona e… — Ela paralisou observando os olhos escuros, semicerrados e atentos de Jacob a ela. — Pelas conversas.
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  Havia uma expressão de dúvida no rosto de porque eles não conversaram exatamente, apenas tiveram breves diálogos, era o que ela diria. Mas sua expressão facial e certo desconcerto em agradecê-lo, provavelmente soaram com graça para Jacob, que não segurou uma risada farta. Riu mesmo, divertido. E , ao se deparar com tão genuína atitude dele, corou admirada.
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  — Você acha que demora aí? — ele perguntou para ela e apontou o mercado.
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  — Não sei. Talvez uns vinte minutos se não houver fila…
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  — Se eu estiver por aqui te dou uma carona de volta. Pode ser?
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   sorriu satisfeita. Queria passar mais tempo com aquele Jacob tranquilo, e até não se importaria com um pouco do emburrado, amargurado e antissocial Jacob, se eles pudessem ter uma oportunidade de se conhecerem.
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  — Eu vou adorar — ela respondeu simpática e antes de sair pela porta, sorriu para ele despedindo-se: — Até mais. — Fechou a porta do carro dele após descer, e acenou com a mão pelo vidro da janela.
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  Ao dar as costas a ele caminhando em direção ao mercado, sentiu que sua face estava corada. Sorrindo simpática, ela olhava para trás por sobre o ombro de vez em quando. Quando viu que Jacob havia descido e se encostado à porta de seu Rabbit e não deixou de observá-la, a garota acenou novamente.
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  Entrou no mercado atenta às pessoas simpáticas que sorriam para ela como quem lhe dava boas-vindas. O mercado dos Carter, a julgar pelo pensamento de , era um mercado grande para Forks.
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  Enquanto ela comprava as coisas necessárias, também pensava na risada de Jacob minutos antes. Ali, pela primeira vez, ele demonstrou a gargalhada mais sonora e linda que já havia escutado. Os olhos dele se apertavam miudinhos e sua boca alargava-se mostrando seus dentes brancos e belos. Ele era como um sol escondido por nuvens. Todo o “bate-papo” entre eles passou pela mente de em flashbacks. Os momentos que ele travava como se lembrasse da barreira invisível que ele mesmo pusera entre ambos, e em outros, tão displicente, entregando suas minúcias sutis e encantadoras. Tudo compunha um cenário de memórias fotográficas recentes, e que faziam sorrir sozinha entre uma estante ou outra do mercado.
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  Quando chegou ao caixa de pagamento, percebeu que as pessoas a encaravam tanto que ela se sentiu obrigada a cumprimentá-las. Muito felizes, responderam de volta e conversavam com ela. Diziam-lhe o quanto ela iria adorar Forks, elogiavam como ela era bela e, claro, tocavam elogios à cor de pele linda que tinha. Uma senhora a perguntou:
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  — Você é a namorada do jovem Erick Jones?
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  Respondeu que não, que eles eram apenas amigos e que Erick a ajudou muito nas primeiras semanas de mudança. E a senhora respondeu:
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  — Erick é um excelente rapaz!
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   não evitou rir discreta da situação, pois pareceu que a senhora queria “promover” Jones. Quando a vez de na fila de pagamento chegou, um senhor aproximou-se se apresentando:
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  — Seja bem vinda, senhorita. Sou Junior Carter. Dono do mercado e patriarca da família.
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  Ele também a apresentou sua esposa, que era a senhora da pergunta sobre Erick, e os filhos, Scott e Peter.
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  — Pode contar conosco para o que precisar aqui na cidade.
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  — Muito obrigada, Senhor Carter. É muita gentileza de todos vocês, meu nome é .
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  — Desculpe-me, … Você é por acaso parente de algum quileute?
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  — Não senhor, mas… Por que pergunta?
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  — Você é bem bronzeada — disse Peter, o filho mais novo, olhando admirado para .
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  Embry estava certo quando disse “É bem diferente das garotas daqui, vai perceber logo isso (…). Os rapazes vão confirmar o que eu digo”. O irmão mais velho de Peter, Scott, chamou-lhe a atenção dizendo que ele estava sendo indelicado e Peter desculpou-se com .
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  — Tudo bem, Peter. Eu sou bronzeada mesmo, mas é porque eu venho da ensolarada Phoenix. Espero não perder essa característica, adoro o tom da minha pele. Acho de um dourado lindo.
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  — E é, querida — falou a senhora Eva Carter, mãe dos meninos.
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  — Com certeza, você é linda, — Scott se pronunciou e fez corar com o elogio tão direto.
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  Ao perceber que seus filhos não iriam mais falar nada, o Senhor Carter continuou sondando já que Peter interrompeu-o.
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  — Bem, , pergunto porque de fato você se parece uma quileute. Mas se não é parente de nenhum ainda, logo será. Estou enganado? — Ele sorria apontando para a porta e olhando de modo curioso para a jovem mulher.
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  Jacob andava de um lado a outro na porta do mercado esperando ela, até que ele olhou para dentro e viu que todos o observavam. Acenou sem graça e se direcionou à entrada do estabelecimento. Enquanto isso, se explicava:
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  — Jacob me deu uma carona apenas. Meu carro quebrou na estrada e nos conhecemos hoje. — Sorriu sem graça em resposta.
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  — Algo me diz que tem alguma coisa na reserva quileute esperando você, . Pode não ser Jacob, mas há algo ou alguém lá a sua espera.
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  Jacob, que acabara de se aproximar, ouviu toda a “premonição” de Carter, calado e sorrindo torto. Havia chegado e pegava as compras de enquanto o velho Sr. Carter falava. A resposta do senhor Carter ficou no ar, sem resposta. Após pegar todas as sacolas pesadas e com uma agilidade incrível, Black sorriu para a família do mercado, e cumprimentou-os.
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  — Bom dia, Carters.
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  Todos o responderam, Scott e Peter eram amigos de Jacob e deram um soco cúmplices em cada ombro dele.
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  — Sr. Carter, tem mesmo alguém esperando na reserva — ele disse sorrindo e despedindo-se de todos.
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  — Foi um prazer. Espero revê-los brevemente — disse e saiu seguindo Jacob.
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  Já no lado de fora do mercado, olhava discretamente para o vidro da vitrine com as mãos no bolso da sua jaqueta e todos ainda estavam os observando juntos. Jacob guardava as sacolas no banco traseiro do seu Rabbit e, virando-se para ela, parou na sua frente, sorriu e perguntou-lhe:
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  — Você quer ver Sue ainda hoje?
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  — Não sei se vai dar… Tenho que ir para casa. Ainda tenho que preparar o almoço e até chegar à reserva…
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  — Sue já te espera para o almoço — Jacob disse sorrindo e abrindo a porta de seu carro para entrar: — Vamos?
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  — Jacob… Eu não sei. Eu realmente pretendo falar com ela, mas tenho tanta coisa para organizar em casa…
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  — Seu namorado está te esperando para o almoço? — ele falava olhando para o lado como quem foge ao olhar nos olhos da mulher, ainda segurando a porta.
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  — Eu já disse que Erick não é meu namorado. E não, ele não está me esperando para nada. — Então, com sua resposta, Jacob encarou apontando com os olhos para o banco do carro, e ela logo aceitou ao convite: — Tudo bem! Mas eu não posso demorar!
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  — É… Estou sabendo.
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  Jacob bateu a porta ao fechá-la, fazendo se assustar levemente e pelo retrovisor ver que ele dava a volta no carro sacudindo a cabeça e sorrindo para o chão. Ele acenou para os Carter que ainda os espiavam.
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  — Cidades pequenas! — disse entrando no carro e sorrindo para .
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  — Sou a atração. Acontece muito por aqui?
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  — Já tem algum tempo desde a última grande atração. — Jacob pigarreou e ficou sério. A barreira estava erguida novamente.
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  Jacob não era de escutar músicas enquanto dirigia, e apesar de todo aquele silêncio incomodar muito , ela não se atreveu a pedir-lhe que ligasse o rádio. O caminho seguiu silencioso. Algumas vezes eles se olhavam e sorriam sem graça.
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   apreciou a paisagem durante todo o percurso e ao passar pela sua casa, Jacob perguntou se ela gostaria de parar para guardar suas compras. Ela concordou e ele estacionou na entrada. Jacob agiu da mesma forma que Embry na noite em que a trouxe em casa. Quando perguntou o que ele estava fazendo, respondeu-lhe: “Apenas verificando”. Tudo estava normal, como imaginava que estaria, mas a verdade é que algo havia de estranho. Jacob sabia, e Embry também.
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   abriu a porta de sua casa convidando o homem a entrar, e ambos carregavam algumas sacolas. Ela colocou as compras dela sobre o balcão ilha da cozinha, e indicou Jacob a fazer o mesmo. Assim que ele fez o que a mulher pediu, retornou ao carro para buscar o restante enquanto procurava as compras que eram de geladeira. Ao retornar, ele elogiou sua casa e foi a empurrando de volta para o carro assim que viu a mulher terminar de guardar os itens perecíveis.
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  — Céus, qual o seu problema?
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  — Você não vai querer perder as melhores partes, não é? — Ele sorriu novamente aquele sorriso solar e tímido.
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Capítulo Três – Descobrindo a Reserva

  Ao chegarem à reserva, muitas pessoas, muitas mesmo, estavam conversando alto e sorrindo uma para as outras. Os quileutes, para , lhe pareciam pessoas muito felizes. Ela avistou Sue colocando travessas em uma mesa enorme de madeira, esculpida à mão e que se encontrava ali no meio do que seria uma espécie de “pátio”, abaixo de um enorme carvalho. Era como um piquenique no meio da floresta.
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   adorava as cenas e lamentava apenas não estar com a sua câmera profissional, aquele cenário merecia registro. Seriam fotografias lindas. Até poderia sacar a câmera do smartphone e fotografar, mas acreditou ser invasivo, ofensivo e até estranho fazê-lo. Enquanto olhava-os de dentro do carro, aos poucos eles iam percebendo a presença do Rabbit vermelho estacionado e de duas pessoas dentro dele. Jacob então tocou o braço dela, como se quisesse a acordar de um sonambulismo.
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  — Você está bem?
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  — Ótima. É tudo tão perfeito aqui. — Ela sorria.
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  Todos do lado de fora ainda observavam curiosos, calados e sorridentes. Aquela recepção toda era para ou eles eram assim mesmo?
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  — Eu não trocaria esse lugar por nenhum outro no mundo — Jacob disse também admirando todos à sua frente.
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  — Certo, vamos! Já estamos parecendo dois loucos.
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  Jacob abriu a porta para ela descer, assim que ele se pôs ao lado de fora. Ao descer, avistou Embry vindo em sua direção de braços abertos e sorriso contagiante. Como um urso, ele a abraçou forte, arrancando dela gargalhadas.
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  — Ei, Embry! Não me envergonhe. Tem muitas pessoas aqui!
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  — Relaxa. Eles estão acostumados com a minha espontaneidade.
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   sorriu para o rapaz dando um soco fraquinho em seu ombro. As pessoas começaram a se aproximar e a se apresentar. Sue, sempre muito simpática e sorridente, abraçou a garota e a parabenizou pelo trabalho conquistado. retribuiu o gesto carinhoso.
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  — Eu quem devo agradecê-la, se não fosse por você eu não teria o emprego e nem estaria aqui!
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  — Nesse caso, viva a Sue! — Embry dizia alegre fazendo corar.
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  — Está apavorando-a, Embry. — A mesma voz trovejante que falara com ela ao telefone se pronunciou. — Seja bem-vinda, . Sou o Sam Uley. Já nos falamos, lembra?
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  — Sim, foi nessa manhã. É um prazer conhecê-lo.
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  — Olá , eu sou Billy Black. Venha, deve estar com fome.
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   observou ao Billy por um tempo enquanto o acompanhava. Percebeu que se tratava do pai de Jacob a supor pela idade e interação entre eles, porém, ela não observou nenhuma característica comum entre os dois. Talvez tivessem alguma, mas de fato naquele momento a mulher não conseguiria perceber.
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  Jacob estava sentado em um toco um pouco afastado da grande mesa, ao lado do carvalho gigantesco. Ele estava de costas para a mesa absurdamente grande e magnificamente esculpida à mão.
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  — Ei, , Jacob comportou-se direitinho com você? — Embry perguntou e todos riram, menos Jacob, que o olhou de soslaio.
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  — Bem, ele se comportou como deveria, eu acho — respondeu tímida, sorrindo fraco.
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  — Tudo bem, querida, esses meninos gostam de piadinhas, mas não acreditam quando dizem a eles que eles não têm a menor graça — disse Sue sendo abraçada em seguida por Jacob que havia se levantado. Ele disse a ela: “É por isso que eu te adoro, Sue”.
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  Black a olhou e sorriu sem graça; Sue olhou para ele e para a visitante discretamente.
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  — Posso ajudá-la? — ofereceu.
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  — Tudo bem, querida, Emily e as meninas já me ajudaram bastante. Fique à vontade. — Sorriu.
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  — Ok. — se sentiu inútil e paparicada, e odiava se sentir assim.
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  — Ei, ! — Embry gritou. — Vem cá! Tem uns bobões querendo conhecê-la!
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  — Você está transformando a garota em uma atração, Embry — disse Emily, sendo acompanhada pelas risadas de todos.
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  — Embry é muito animado. Não se preocupem, e depois, não pode ser pior do que foi no mercado dos Carter’s — ela atestou a fim de não ser o centro das atenções.
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  — Você é muito gentil — disse Emily.
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  Emily tinha uma cicatriz bem grande no rosto e evitava falar com olhando-a totalmente de frente. Talvez, por receio de alguma atitude da outra, contudo, fingiu não perceber as marcas.
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  — Obrigada, Emily, você também é. — Soltou uma risada divertida e isso deixou Emily mais à vontade.
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  Abraçando Embry de lado, a nova amiga do rapaz resolveu se soltar um pouco mais:
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  — E então, onde estão os bobões, Embry Call?
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  Todos riam. Embry apresentou-lhe mais alguns garotos da reserva, incluindo Quil Ateara, outro irmão. Em seguida foram almoçar assim que Billy os chamou e ajudou a organizar tudo depois da comilança. A mulher surpreendeu-se ao notar que os quileutes tinham mesmo um apetite e tanto.
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  Depois de um tempo, Embry convidou para descerem à praia. Naquela hora, Jacob surgiu ao lado dele e sussurrou: “Pode não ser uma boa ideia”. Então Embry disse em sussurro que não teriam problemas. Foram descendo em uma trilha escorregadia e com algumas pedras até a praia. caiu algumas vezes e a cada tombo, os dois se acabavam de rir. Como ela estava muito estabanada, ao chegarem à parte mais pedregosa, Embry parou.
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  — O que houve? — ela perguntou.
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  — Como você está? — arguiu Embry a encarando de cima a baixo.
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  — Apenas alguns hematomas. Nada grave, por quê? O que houve?
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  — Nesse caso, peço-lhe desculpas e licença, mas eu preciso fazer isto — dizendo aquilo, ele tomou-a em seu colo.
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  Com o susto agarrou-lhe o pescoço. Ele olhou para ela e a expressão de seu rosto era cômica, Embry começou a rir do semblante assustado e constrangido da mulher, até que ela começou a rir junto.
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  O quileute era muito rápido e ágil, conseguia andar sobre as pedras como se os seus pés já tivessem as medidas certas das duras figuras. Entre um pulo e outro, o casal conversava, embora sentisse um pouco de constrangimento com aquela situação.
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  — Está confortável? — ele disse zombeteiro.
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  — Bastante — E ela respondia sorrindo e encarando seu peitoral. — Obrigada pela carona. Você me livrou de alguns hematomas mais sérios e um longo tempo sem poder me sentar. — Embry gargalhava.
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  — Ah não — disse o rapaz após parar de rir.
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  — O que foi? — perguntou olhando para frente.
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  — Já chegamos. Infelizmente! — Embry a olhava atrevido e ela ainda não entendia a razão por ele lamentar o fim da trilha até a praia, até que ele explanou: — Estava me sentindo muito bem em carregá-la.
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  — Bem, pode fazer isso mais vezes se você quiser.
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  — Certo, então eu acho que eu deveria continuar, afinal nós vamos subir nas rochas para nos sentarmos e como você mesma disse, melhor evitar hematomas mais sérios.
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   sorriu, mas ficou apreensiva. Pensou que poderia não ser uma boa ideia já que carrega-la enquanto escalavam as rochas lhe parecia muito arriscado. Indagou se era a respeito das impetuosas ideias de Embry que Jacob falava antes dos dois descerem. Achou melhor afastar aqueles pensamentos e se concentrar em cair o mais seguramente possível. Embry conseguiu subir com ela nos braços sem o menor esforço, e , atenta a ele, tinha algumas perturbações em mente: Como ele conseguia ser tão ágil daquela forma? E por que ele estava tão quente? Aliás, desde a noite anterior, ela notara que a pele do rapaz parecia incendiada.
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  Ao sentir a brisa fresca do mar tocar-lhe a pele, ficou ainda mais curiosa em quais circunstâncias genéticas daquele povo permitia-lhes não estarem cobertos com suéteres. Forks não era quente apesar de estarem também em uma praia, e absolutamente todos os rapazes indígenas ali estavam descamisados.
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  Embry colocou-a sentada sobre as rochas mencionadas e logo se juntou a ela, sentando ao seu lado e beijando sua face.
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  — Você parece sentir frio — mencionou o rapaz ao sentir a pele gelada do rosto dela.
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  — Vamos confessar que está, de fato, frio. Vou fingir que você se veste de vez em quando.
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  — Eu me visto. Estou de calças, não é o suficiente? — Olhou-a travesso e rindo.
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  — Sério? Ok! Então me diga que todos na reserva não estão vestidos apenas por minha causa!
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  — É complicado… Basicamente nosso metabolismo deixa a nossa temperatura corporal acima da média — Embry falava como se fosse a coisa mais comum do mundo.
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   poderia começar a congelar a qualquer momento, tamanho era o frio que sentia e ele lá, com aquela vibe: “Eu sou hot, baby”. O problema seria com ela? Embry percebeu que não era uma situação muito comum para a mulher deparar-se com aquela desculpa. Na verdade, nos últimos tempos, ele vinha sentindo-se aquecer mais do que os demais irmãos. Na tentativa de inventar desculpas mais convincentes, ele continuou suas explicações sobre o fenômeno, sem que entregasse o seu segredo:
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  — Claro que nós sentimos frio e nos agasalhamos, mas também vivemos a vida inteira em Forks. Nós nos acostumamos ao clima ameno daqui. Provavelmente você está estranhando as baixas temperaturas para alguém que veio de Phoenix, como se estivesse no próprio Alasca! — Olhou-a de soslaio com um sorriso de canto zombeteiro.
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   sorriu e olhando para as pedrinhas abaixo de seus pés, fingiu acreditar enquanto seus pensamentos o contradiziam: “Sim, claro, eu e toda a cidade que viemos de Phoenix…”.
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  — Está com frio? — Por fim, perguntou a ela de modo amigável.
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  — Sim, e parece que o tempo está virando ainda mais — respondeu brincando com algumas conchinhas na rocha e contou-lhe: — Eu lhe telefonei mais cedo.
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  — Eu soube.
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  — Seus amigos estão enganados a nosso respeito.
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  — É, eu sei — justificou-se rindo. — Não ligue para eles, tá?
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  Embry abraçou a mulher aninhando-a em seu peito. Em seguida, pediu desculpas e perguntou se podia fazer aquilo, alegando que o abraço era apenas para que ela se esquentasse um pouco. Lógico que não recusaria, assentiu calada e colocou suas mãos nos bolsos da própria jaqueta. Um silêncio absurdo pousou naquela praia sendo desafiado pelo rumor das ondas furiosas.
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  — ?
  — Sim?
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  — Por que você disse lá em cima que nossas reações não poderiam ser piores do que foram no mercado Carter?
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  Ela ergueu a cabeça à altura do queixo de Embry para espiá-lo. O garoto fitava o horizonte com olhar enrugado, aquele olhar que molda rugas na testa.
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  — Não foi nada de mais, por quê? Eu ofendi o pessoal?
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  — Não. Só que… Eu falava sério quando perguntei se o Jacob havia se comportado. Ele é bem instável, sabe? Eu não fui o único a ficar apreensivo com o que ele poderia dizer a você, quando soubemos que ele a socorreu em seu carro e te traria para cá.
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  — O que ele poderia dizer ou fazer comigo para tanta preocupação? — perguntou curiosa.
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  — Não é nada ruim, mas é que… Jacob pode ser bem rude quando quer. E você é amiga da Bella…
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  — É eu já percebi. Não que ele tenha sido rude, mas Jacob é um mistério. Ao mesmo tempo em que ele se aproxima, ele se afasta. Não sei se não gosta de mim, se tem medo das pessoas ou os dois — falava voltando a olhar o mar e ainda abraçada com Embry. Ela não o soltaria por dois motivos: aquela situação era deliciosa e estava aconchegante e quente.
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  — Não acho que seja possível não gostar de você — Embry falou acariciando os cabelos dela. — Jacob vai se soltar assim que te conhecer melhor. Não se preocupe.
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  — Certo. — E se lembrando da pergunta, que parecia que ela tentava evitar, respondeu notando que começava a chuviscar: — Respondendo a sua pergunta… É que lá no mercado dos Carter insinuaram que o Jacob e eu tivéssemos algum tipo de relacionamento parentesco.
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  — Como assim?
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  — O Sr. Carter perguntou se eu era uma quileute, pois parecia muito pelo tom da minha pele. Quando eu esclareci tudo, ele viu o Jacob me esperando na porta do mercado e insinuou que se eu não era parente de alguém da reserva, em breve eu me tornaria. Então quando eu esclareci as coisas novamente, ele meio que… — parou de contar e começou a rir lembrando-se: — Profetizou que havia alguém me esperando aqui na reserva, ainda que não fosse o Jacob.
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  — Você deveria levar um pouco mais a sério as “premonições” do Sr. Carter. É só um conselho. Costumam funcionar.
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  A chuva tornava-se levemente maior e mais grossa.
  — Sério?
  — Bem, de fato esperávamos você aqui, não é? — Novamente Embry gargalhava divertido. O humor dele era contagiante!
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  — Seu bobo! Você entendeu! O Sr. Carter falou como se tivesse algum tipo de namorado para mim por aqui — a mulher disse voltando a erguer seu rosto para o queixo dele e falou de maneira óbvia.
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  — Talvez tenha. — Embry devolveu baixando o rosto dele a ponto de olhá-la nos olhos.
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  Suas faces estavam muito perto e a chuva começava a encharca-los. Embry pousou sua mão quente no queixo arredondado dela e os dois se beijaram. Um beijo calmo, tranquilo e harmonioso. A forma como Embry a prendia contra seu corpo era delicada, se sentia confortável para tocá-lo e abandonar-se nos braços musculosos e fortes do rapaz. Ambos pararam o beijo e começaram a rir pela cena adolescente de um casal aos beijos tomando chuva. Ele novamente colocou-a em seu colo, e ela o agarrou mais uma vez, dando risadas divertidas enquanto Embry fazia caretas fingindo não aguentar o peso dela.
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  — Ei, mocinha, esse beijo te engordou — disse piscando saliente.
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  — Esse beijo te enfraqueceu, você quis dizer! — sorria cada vez mais largo.
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  — É… Ou isso — concordou fazendo uma cara engraçada. — Agora vamos, já estamos muito molhados.
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  Subiram a mesma trilha pedregosa e ao chegar ao topo, ainda na mata e um pouco afastados do acampamento quileute, Embry a colocou no chão. Jacob estava ali ofegante e observava-os. Ao perceberem ele, desenrolou seus braços do pescoço de Embry.
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  — E aí, Jake? Aconteceu alguma coisa?
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   percebeu que a reação de Jacob ao ouvir Embry pronunciar aquele apelido foi bem diferente da forma como ele reagiu com ela. Era como se ele não ligasse, como se fosse indiferente ouvir aquele nome sendo dito por Call.
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  — Não. Eu só estava indo atrás de vocês. Parece que vem uma tempestade por aí.
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  — Tudo bem, nós estamos bem — Embry disse. — Vamos, a vai precisar se trocar.
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  Ela sorriu para Embry como se fossem duas crianças que haviam feito travessuras. Jacob deu-lhes as costas e saiu, enquanto o casalzinho o seguia. Já no grande pátio da reserva, saídos da mata, Jacob foi direto para a casa de Billy que estava sentado na varanda. Seu pai estranhou que o humor do filho parecia afetado e lhe direcionou palavras, mas Jake não ouviu. Apenas entrou molhado, sendo seguido por Billy.
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  Sue e Emily estavam deitadas em umas redes na varanda da casa de Sam e a maioria das pessoas que estavam na reserva já haviam ido embora. Junto com as senhoras, sentados na varanda, estavam Quil e Sam.
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  — Para onde foram todos? — perguntou a Embry enquanto se aproximavam dos novos amigos.
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  — Acredito que para suas casas. — O rapaz apontou para o norte da mata da reserva: — Outras cabanas afastadas um pouco mais a frente.
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  Quando notaram os dois se aproximando, Quil e Sam se olharam e riram discretos entre si. Pela expressão do irmão, voltaria mais vezes à tribo. Sue, toda preocupada, entrou para pegar uma toalha e Emily puxou para dentro da casa também.
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  — Emily, eu vou molhar todo o assoalho — a visitante reclamou ao entrar.
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  — O assoalho seca! Já uma gripe… São litros e litros do chá caseiro da Sue, que apesar de ser uma ótima cozinheira e muito boa pessoa… Bem, é melhor você evitar aquele chá — ela disse sorrindo. — Vamos! Empresto algumas roupas a você.
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  — Obrigada. Você mora aqui então? — Sue apareceu entregando uma toalha à moça e sorrindo, em seguida foi à cozinha.
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  — Desde que Sam e eu nos casamos.
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  — Ora! Eu não sabia que vocês eram casados. Bem, formam um casal lindo, de verdade! — mostrou-se simpática entrando no quarto, embora ainda cautelosa.
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  — Obrigada. — Emily já se sentia muito mais confortável com e olhando para trás, notou-a na porta estática evitando entrar. — Ora, vamos! Entre. Não precisa se preocupar com o chão. — voltou a olhar seu guarda-roupa enquanto entrava tímida. Namorou um vestido e erguendo-o perguntou: — Esse está bom para você?
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  — Está mais do que ótimo!
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  — Não, é sério! Tenho outros, pode escolher se não te agradar.
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  — Esse é lindo, Emily. Está muito bom — a mulher afirmou com o vestido em mãos.
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  — Bom, então o banheiro é ali, pode trocar-se. Caso não lhe sirva, deixarei outros aqui na cama para você escolher. Vou descer e volto já.
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  — Certo. Obrigada.
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  A casa de Emily e Sam era acolhedora e linda. O tipo de casa que agradava muito à : cabaninha rústica, simples, feminina e alegre. A sua nova casa não estava assim tão perfeita. Precisava de algumas pinturas e reformas, e logo a recém-moradora conseguiria deixá-la totalmente ao seu gosto. Porém, o que fazia a cabana de Emily perfeita, na opinião de , era a sua localização. se encantou pela reserva, pela praia de La Push e irrevogavelmente pela vizinhança. Se o seu casebre fosse ali, com certeza seria perfeito!
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  O vestido caiu-lhe como uma luva. Um pouco justo pelo tipo de tecido, mas nada vulgar. sabia que sentiria frio, mas não recusaria uma gentileza e faria exigências!
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  Dobrou suas roupas molhadas e pegou seus sapatos, e ao entrar novamente no dormitório da quileute, os vestidos estavam lá como Emily dissera. Não encontrando a dona das roupas ali, decidiu chama-la para guarda-los. Abriu a porta do quarto e topou de cara com Embry. Ele enxugava os cabelos desgrenhados — tal como os cabelos de — e ainda estava sem camisa, com “a roupa” molhada.
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  — Uau! Alguém deveria dizer à Emily que esse vestido cai muito melhor em você do que nela.
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  — Obrigada — agradeceu encarando o chão visivelmente sem graça.
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  Emily apareceu atrás de Embry, mas não foi percebida pelos dois que ficaram se olhando.
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  — Vai se trocar, Embry! Antes que a Sue te veja ainda molhado e corra para preparar o chá. — Embry piscou para e saiu esfregando os cabelos em direção a outro quarto.
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  — Eu já ia te chamar. Pode guardar seus vestidos e muito obrigada, Emily! Acho que ficou bom, não é? — deu uma voltinha para ela.
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  — Sim, ficou ótimo! — Emily disse animada puxando-a de volta para o quarto: — E se disserem o contrário é só você olhar para o rosto do Embry e ficará certa disso! Vocês também formam um casal lindo. Fico muito contente por vocês. — A mulher soltou de uma vez suas teorias e abraçou deixando a outra confusa.
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  — Hãm… Eu agradeço, Emily, mas somos apenas amigos.
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  — Arrãm! Mais alguns beijos e tudo ficará certo! — A morena arregalou os olhos e a quileute gargalhou, explicando: — Ele não disse nada, eu só percebi que vocês voltaram diferentes. Me desculpe, ! Nem nos conhecemos direito, mas, por favor, me conte! — Emily dizia enquanto puxava a visitante para se sentar na cama dela.
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  — Ah, tudo bem. Vai ser bom ter uma boa amiga para contar segredos! — revelou e Emily batia as palmas como uma adolescente. — Foi só um beijo, um pouco antes de subirmos. Mas foi ótimo. Embry é… Como dizer… Hãm…
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  — Delicioso? — Emily falou e a olhou surpresa. — Bem, Sam é delicioso. Eu só dei um palpite.
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  — Acho que eu poderia dizer isso, mas não é a palavra certa… Só sei que eu me senti muito confortável com ele.
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  — Isso é lindo! — Emily disse sorrindo. — Olhe, desça com sua roupa. Sue vai colocá-la na secadora.
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  — Não é preciso, eu já vou embora. Antes que a tempestade me pegue.
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  — De forma alguma! Ficará aqui mais um pouco. Embry ou Jacob levam você para casa. Enquanto eu arrumo aqui, vai descendo, o café de Sue já está cheirando! Sente?
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   assentiu num meneio de cabeça. Abriu a porta do quarto e novamente esbarrou em Call. Ele a cobriu com um enorme casaco dele.
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  — É claro que ninguém vai se ligar que você é uma friorenta até começar a ficar roxa.
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  — Eu pensei a mesma coisa. Tenho sorte de você ser esperto, não é?
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  — É, eu sou esperto.
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  — Tenho sorte também de você estar por perto, certo?
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  — Você eu não sei, mas eu tenho muita sorte de tê-la aqui. — Embry segurou em seu queixo e, novamente, a garota perdeu o ar se imobilizando. Os dois beijaram-se mais uma vez, e foram interrompidos pela porta que se abriu, revelando Emily que fez uma careta engraçada por ter atrapalhado.
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  — Ah não! — ela disse quando viu que os dois se afastavam: — Continuem! Por favor, eu nem estou aqui! — Piscou e saiu rumo ao andar de baixo.
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  Desceram atrás dela, entregou as roupas a Sue e pegou uma bandeja e, depois de muito implorar para parecer útil, conseguiu convencê-la a deixar que servisse a todos.
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  Ao chegar à varanda, avistou que Jacob estava lá. Todos pegaram suas canecas e quando chegou a vez do rapaz, ele colocou a mão na dela, e, sem retirá-la da bandeja, começou a encarar os trajes que a garota vestia. Ergueu a sobrancelha em dúvida para ela, a respeito do casaco. Quil fez uma piada sobre “o defunto ser maior” e eles riram, então explicou que o moletom era de Embry. Sam zombou divertido: “Hummm… Já estão dividindo as roupas? Quanto até chegarem às escovas de dente?”. Embry não gostou muito da piada e jogou uma almofada no mais velho mandando-o se calar, ao passo que apenas sorriu bem pouco constrangida.
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  Ela passou o fim de tarde ali conversando com eles. Os meninos contando piadas e a garota, na maioria das vezes, rindo. Vez ou outra era instigada a contar alguma também e fazia certo sucesso. Até Jacob estava se divertindo.
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  Começou a chover mais forte e sentia ainda mais frio. Embry, ao perceber, a abraçou e aquilo gerou uma confirmação geral de que “algo” estava rolando. Nem ele e nem ela confirmaram nada de fato, porque não tinha nada a confirmar. Então, se pronunciou a eles sobre ter que ir embora, pois já era tarde.
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  Antes de obter qualquer resposta, Billy apareceu na porta da casa de Sam e chamou os garotos com certa urgência; Sue e Emily se olharam cúmplices. Ninguém notou que tinha uma atenção apurada ao que a rodeava, e tal como estavam, ela sentiu a todos apreensivos. Embry aproximou-se e disse a ela que precisaria sair com os rapazes, pois havia uma matilha de lobos solta na mata e eles deveriam afastá-los.
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  — Mas como vocês vão fazer isso? — perguntou um pouco preocupada.
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  — Tudo bem, nós estamos acostumados, eles sempre aparecem. Nós não os matamos porque é contra nossas tradições e regras quileutes. Todos ficarão bem. Relaxe — ele disse sorrindo. — Jake levará você de volta, tudo bem?
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  — Claro! — Ela sorriu de volta.
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  — Nos vemos depois? — Embry disse um pouco desconcertado.
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  — Se você não ligar, eu ligo — falou convincente.
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  — Eu vou ligar — disse e a beijou.
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  Aquilo foi suficiente para que os rapazes soltassem gritinhos de aprovação e zombaria.
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  Eles partiram mata adentro e Billy se aproximou da visitante do dia. Disse para não se preocupar, e que todos ficariam bem. Sue trouxe as roupas dela, secas, em uma sacola. Despediu-se de Emily e Sue, agradeceu imensamente pelo dia maravilhoso e Jacob acompanhou até o seu carro, abrindo a porta para ela. Os dois seguiram em silêncio durante todo o percurso, a menos por um pequeno diálogo.
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  — Esses lobos… — E antes que ela terminasse a pergunta, Jacob a interrompeu:
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  — Ficarão todos bem. Principalmente Embry, ele é sagaz. — E soou rude como Embry havia lhe dito.
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   percebeu que ele estava áspero, com cenho vincado em preocupação e se encolheu no banco do automóvel tamanho era o desconforto que sentiu. A voz de Jacob soava muito mais trovejante e bravia.
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  — Não se preocupe, . — Black a encarou, acuada, e pôs-se a parecer mais educado tentando amenizar o clima, porém, ofendida, nem mesmo olhou para ele.
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  A mulher continuou observando a mata à sua janela. No caminho eles se depararam com o carro de Charlie Swan. A viatura parou e Jacob estacionou no acostamento, ele desceu do carro e foi falar com Charlie. Conversaram uns pequenos instantes e logo voltaram aos seus cursos. Jacob não contou para a mulher o que havia sido dito e ela também preferiu não perguntar.
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  Ao chegar em sua casa, a tempestade estava alta com muitos relâmpagos e trovões. não parava de pensar nos rapazes no meio da floresta e do risco que corriam com os lobos e o mau tempo. Jacob seguiu aquele mesmo ritual de “verificar se tudo está bem” antes de permitir que ela descesse do carro; um ritual, para ela, desnecessário e assustador. Era como se, quando faziam aquilo, demonstrassem que ela corria sérios perigos. sentia medo, tudo parecia horrendo com o cenário do seu casebre isolado e a tempestade. As luzes fracas dos postes da rua se apagaram e ela abriu a porta de sua casa, tentando acender as luzes.
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  — Ótimo. Faltou energia — resmungou.
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  Jacob já havia notado e, com delicadeza, a instigou a entrar logo; em seguida, ele fechou e trancou a porta. Apesar de desconfortável, ela não o expulsaria de sua casa sem mais nem menos, o avisou que tinha algumas lanternas na cozinha enquanto ele ficava parado na sala. Depois que pegou e acendeu as lanternas, retornou para o cômodo onde ele estava lhe entregando um objeto, e então, eles ouviram um estrondo no telhado.
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  Jacob correu até as janelas e ficou imóvel e cauteloso observando do lado de fora. Enquanto procurava a caixa de interruptores ouviu um rosnado alto e próximo, depois um silêncio. A garota correu em direção à sala, onde Jacob estava e perguntou o que era aquilo. Ele falou que era um lobo na porta, mas que já havia ido embora.
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  Black se ofereceu para ficar com ela aquela noite, pois, sem energia e com lobos à solta, em uma casa isolada e aparentemente inabitada poderia ser perigoso que ela ficasse só. de fato estava apavorada e não pensou em recusar por nenhum momento. Levou Black ao quarto de hóspedes para que soubesse onde ficava e lhe entregou algumas roupas de cama.
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  Depois eles desceram, e Jacob se ofereceu para olhar a instalação elétrica. O interruptor geral ficava na cozinha, Black analisava-o com a lanterna e espalhou algumas velas acesas pela casa. Com um pouco de dificuldade, ela começou a guardar as compras que estavam sobre sua bancada e ele a impedira de guardar mais cedo. “Deixa isso, eu te impedi de guardar mais cedo então te ajudo assim que acabar por aqui”, Black disse. Então deixou tudo de lado e preparou um café rápido. Sentou-se na banqueta do balcão com a sua xícara de café, pousando a xícara dele ao lado da sua.
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  — Tudo bem, Jacob, acho que o problema foi geral. Senta aqui, seu café vai esfriar. — mordiscava uns biscoitos que conseguiu servir apesar do escuro.
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  — Você está certa. O problema não é na sua instalação, porém ela precisa de uma revisão — ele disse fechando a caixa e dirigindo-se para o banquinho ao lado da mulher, sentou-se de modo que os dois ficaram de frente um para o outro.
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  — Café a luz de velas. — Jacob ergueu a xícara para um brinde e sorriu sem graça, brindando de forma bem-humorada com ele:
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  — Ao escuro — ela disse.
  — Ao escuro? — Black riu confuso.
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  — Você consegue pensar em algo melhor para brindarmos? — Ela bebericou seu café amargo, o olhando por cima da xícara de uma forma travessa.
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  — À minha companhia, é lógico!
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  — Sua companhia? O que o faz pensar que isso é algo do qual eu deva brindar?
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  — Não gosta de ficar perto de mim?
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  — Eu? Imagine! Não sou o tipo de mulher que se retrai pelos outros. Pelo contrário, você é que não gosta muito de pessoas.
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  — Tudo bem, se você diz. — Jacob sorriu e continuou bebendo e comendo.
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  Continuaram conversando aleatoriamente coisas sem nexo. Para , qualquer coisa que ela conversasse com Jacob seria sem nexo. Ela o sentia tão distante, tão perto, tão igual a ela apesar de ver o contrário! Ele a confundia e isso não era nada, absolutamente nada, bom, tratando-se de um ser meticulosamente curioso como . Então a garota observou uma tatuagem no braço do rapaz e ficou olhando-a silenciosamente.
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  — É coisa de irmãos e clã — Black respondeu olhando para ela, de um modo frio.
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  — Ah… — disse envergonhada: — É muito bonita.
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  Ela estava sendo sincera, mas Jacob riu entre as narinas e abaixou a cabeça a fitar o chão. Levantou novamente a visão para o rosto da mulher à sua frente, de modo direto, enquanto fingia observar qualquer objeto na sala para escapar à encarada dele.
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  — Você é muito curiosa — ele disse fazendo com que voltasse a olhá-lo.
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  — É? Como sabe?
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  — Percebo as coisas. Isso eu percebi no dia em que nos conhecemos em La Push.
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  — Como?
  — Só percebi.
  Inteiramente enigmático. Um tipo intrigante de pessoa que toca em um assunto para depois distanciá-lo. Após beber duas xícaras de café conversando em quase silêncio com o galante Black, ela decidiu guardar as compras ou pelo menos aliviar o número de sacolas espalhadas na cozinha.
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  Levantou-se retirando as xícaras e levando-as à pia para lavar, porém Jacob interveio segurando em seu braço e dizendo amistoso: “Eu faço isso”. o respondeu com um sorriso e foi às sacolas; logo ele se pôs a ajudar.
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  Black estava completamente perdido na cozinha da casa dela, o que fez com que não contivesse uma boa risada ao vê-lo andar atrás de si com as coisas na mão pronto para entregá-las, batendo nos armários e esbarrando nas banquetas. Alguns itens ficavam em um armário alto, ela abriu a porta dele e com a lanterna buscou algo em que pudesse subir a fim de alcançar as prateleiras. Entretanto, Jacob se ofereceu para guardá-los dizendo que seria bom que ela evitasse acidentes, já que ele percebera que a garota tinha um declínio para tombos e fazia o tipo desajeitada.
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  Ouvindo aquilo, ela sorriu enviesada e decidiu não negar, virava-se para pegar algumas coisas sobre o balcão abaixo do armário alto e iria entregar a ele, mas a mão de Jacob foi mais rápida do que a dela. Ele estava atrás de e com sua agilidade surpreendente colocou os itens no armário. A mulher ficou meio presa entre ele e o balcão do armário, sentindo a proximidade dos seus corpos lhe causando um novo desconforto.
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  Quando ele havia terminado de guardar as coisas, pôde olhá-lo novamente, sem graça, estavam mesmo muito perto. Jacob se aproximou mais, ao ponto de sentir a sua respiração que começaria a se alterar a qualquer momento. Ela até pensou que ele a beijaria, porém, o rapaz apenas esticou o corpo para pegar uma última lata de conserva que estava mais distante sobre o balcão. permaneceu olhando para baixo quando ele a pegou e guardou e, fechando as portas, se distanciou dela.
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  — Acho que acabaram. Não vejo mais nenhuma sacola. — Jacob olhava em volta. — Se bem que, nessa iluminação…
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  — Sim, sim. Já guardamos tudo. — Ficaram se olhando em silêncio, as luzes da vela iluminavam suas faces de um modo terrorista e, quase em sussurro, perguntou:
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  — Você quer mais alguma coisa, Black?
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  — Não, obrigado, estou bem. E você, quer alguma coisa? — o rapaz respondeu sentindo a mesma aura palpável de tensão.
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  — Não… — ela disse absorta a olhá-lo, até recuperar os sentidos de vez: — Tá. Eu vou subir… Tomar um banho e descansar, mas fique à vontade!
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  — Eu também prefiro me recolher se você não se importa.
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  — Certo… — Ela ainda estava desconcertada, mas não conseguiu assimilar uma razão para aquilo.
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  Instantes antes estavam os dois falando como duas pessoas comuns e à vontade; e no outro, novamente se tratavam como se pisassem em ovos. Era culpa da barreira, talvez, a tal barreira que sentia que Jacob impunha entre eles e não a deixava esquecer.
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  — Pegue uma lanterna então. Apagamos as velas e se no meio da noite você quiser descer…
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  — Tudo bem — Black disse pegando o objeto e apagando as velas da cozinha de repente, deixando a ambos totalmente no escuro.
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  — Hã… Jacob, eu não enxergo — ao dizer isso, sentiu uma respiração muito próxima à sua. Ele estava em sua frente e muito, muito perto.
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  — Desculpe. — Pegou a mão dela, e acendeu a lanterna sob seus rostos.
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   sentiu certo medo, naquele momento ele parecia um psicopata, mas ao mesmo tempo — de forma contraditória — ela se sentia bem com ele. Jacob a guiou pelo caminho, ela pegou a própria lanterna e foram apagando as velas espalhadas nos outros cômodos. Subiram as escadas e ao chegar à porta do quarto da garota, os dois pararam.
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  — Bem, você conhece o caminho. — Ela apontou o quarto em que ele ficaria.
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  — Boa noite, . Durma bem. — E pela primeira vez, ele pareceu gentil.
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  — Você também. — sorriu alegre. Ele deu-lhe as costas, mas ela voltou a chama-lo permitindo a ele encará-la de novo. — Obrigada pela companhia e pelas compras… — disse fazendo uma das suas caretas ridículas.
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  E mais uma vez, ao notar como ela mesclava-se entre a desconfiança e a ingenuidade, Jacob Black lhe direcionou o sorriso travesso de quem não sabe sorrir. Lamentavelmente, começava a se apegar àquele sorriso.
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  — Não tem que agradecer por nada — falou voltando-se ao quarto.
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  Quando entrou em seu quarto, preparou-se para tomar banho pegando seus pertences e direcionando-se ao banheiro que ficava do outro lado do corredor. Não demorou naquela tarefa básica. No corredor, na parede de frente a ele, lateral à porta do banheiro havia uma janela pequena coberta com uma cortininha caipira. Ao sair do banho, distraída, deu de cara com uma figura alta e gritou assustada. Os reflexos dos relâmpagos que incidiam pela janelinha, iluminaram o rosto à sua frente. Era Jacob, e ele segurava a sua mão tentando a acalmar.
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  — Tudo bem, , sou eu. Só vim ao banheiro — falou a olhando assustado e aflito.
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  — Isso está parecendo um filme de terror! — a mulher resmungou, por fim, ofegante.
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  — Você está bem? — Jacob a analisava de cima a baixo.
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  — Sim. Agora sim.
  — Certo, então eu posso entrar?
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  — Claro.
  Desajeitados e ansiosos, os dois se esbarravam tentando passar um pelo outro até que Jacob parou, permitindo que a mulher, assustada, saísse primeiro. olhou para trás e ele já tinha entrado. Jacob ainda estava sem camisa, e novamente ela indagou-se da capacidade que os quileutes tinham em não sentir frio.
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  Tentou dormir com certa dificuldade, em seus pensamentos não saía a sensação e memórias recentes dos beijos e momentos com Embry. Pensou também naqueles rapazes lá fora, atrás de lobos. Pensou no tal lobo, que horas antes Jacob dissera estar na porta da sua casa. Pensou em Jacob e ela na cozinha, com as compras, com as velas, e finalmente na porta do banheiro. Tantos pensamentos a impediam de dormir; então desceu a fim de beber um copo de água e se acalmar.
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  Chegando à cozinha, a mulher viu um vulto passar pela janela do lado de fora, e decidiu se aproximar de forma imprudente e automática. Com passos leves e tímidos foi andando até a janela, até que um homem apareceu por trás dela, prendendo-a pela cintura e com outra mão silenciando-a. Era Jacob, de novo.
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  — Sobe! Eu vou lá ver — sussurrou.
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  Parecia nervoso e agitado, tinha uma feição enojada. teimou com ele, mas Black a convenceu. A morena subiu meia escada, então ele olhou na sua direção e apontou para que ela subisse de vez e, contrariada, ela o fez. No topo da escada espionou-o.
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  Jacob saiu, ouviu um rosnado forte por alguns minutos e depois silêncio. Quando decidiu descer para checar se Black estava bem, o quileute apareceu na sala. Trancou a porta, conferiu todos os trincos, foi à cozinha e demorou uns minutos. Quando ia atrás dele, Black apareceu com uma jarra de água e um copo. Pediu a ela que subisse e ela o obedeceu sem saber por quê. Jacob a seguiu até que pararam novamente no corredor.
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  — Jacob! — chamou-o como alguém que exige explicações.
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  Jacob abriu a porta do quarto dela entrando, e a mulher seguiu-o um tanto confusa e surpresa, o homem deixou em sua mesinha de cabeceira o copo e a jarra com água e os dois voltaram a se encarar. Ela, incrédula e curiosa.
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  — Os lobos estão agitados esta noite. E estão por perto, não sei bem por quê. Não se preocupe que ao raiar do sol eles somem.
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  — Lobos? — fez uma pausa, desconfiada e afirmou: — Escuta, o que eu vi foi um vulto humano.
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  — Bom, realmente era um lobo. Você deve ter se confundido.
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  — Jura?
  — Você não o ouviu rosnar para mim? — Jacob perguntou de modo esnobe.
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  — É… Eu ouvi. Como se livrou dele? — A mulher continuava duvidosa.
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  — Tinha uma vassoura perto da porta. Não será problema se não vier em bando. De qualquer modo, aqui dentro estamos seguros, ele não vai assoprar sua casinha como fez com os três porquinhos. — Black ironizou bem-humorado.
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  — Tudo bem.
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  Apesar de concordar com ele, fingia acreditar. Estava muito certa de que era um humano o dono daquela sombra, e não um lobo. Jacob saiu do seu quarto fechando a porta sorrindo e depois de tudo aquilo, a garota fechou os olhos para dormir. Com sucesso não conseguiu mais acordar, pelo menos, até o sol da manhã queimar o seu rosto.
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Capítulo Quatro – O Flagrante de Erick

  Amanheceu. escovou os dentes, sentiu o cheiro do café e desceu, Jacob estava na cozinha mexendo na geladeira e a garota encostou-se à bancada sorrindo.
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  — Bom dia, Black. — O indígena virou-se para ela e sorriu.
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  — Bom dia. Belo penteado.
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  — Desculpe te decepcionar, não sou como as donzelas de filme que acordam belas, maquiadas e penteadas — ela disse em um tom divertido pegando uma xícara e se servindo daquela bebida quentinha e cheirosa.
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  Jacob, fechando a geladeira e pousando o queijo no balcão, olhava para , quase que admirado, com um olhar indecifrável e um sorriso de canto tímido e ainda assim, ousado.
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  — Corrigindo: você só não acorda penteada e maquiada. A outra parte é verdade — falou pegando uma xícara.
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  Ela sorriu pelo elogio gentil que ele lhe fez e percebeu que Jacob tinha olheiras fortes, observou por sobre o ombro dele notando a camiseta que estava no sofá.
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  — Não dormiu ou dormiu no sofá?
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  — Dormi um pouco. Na cama, mas acordo cedo — falou preparando um sanduíche. — A propósito, perdoe-me por invadir sua cozinha e mexer em suas coisas.
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  — Ai, fala sério. Não tem que se desculpar. — Revirou os olhos e abanou as mãos ao respondê-lo.
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  — Bom apetite. — Jacob lhe entregou um sanduíche aparentemente apetitoso.
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  — Obrigada, Black, mas eu não sou de comer de manhã. Fique à vontade.
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  — Por isso está assim, um graveto.
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  — Acha mesmo que estou magricela? — perguntou desencostando seus cotovelos da bancada e dando uma volta para ficar ao lado dele.
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  — Se quiser ser forte como eu, trate de comer e não me fazer essa desfeita.
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  — Tudo bem, eu não quero ficar forte como você — a garota zombou dos grandes e extensos músculos dele.
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  Passaram os primeiros instantes do café da manhã comendo e conversando, e combinaram de que Jacob levaria o carro batido de para a reserva e faria os consertos necessários por um preço camarada. Black também se ofereceu para ajudar com a reforma da casa dela.
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  Após arrumarem a bagunça do café, ele prendeu o Munstang preto ao Rabbit vermelho dele e pegou sua camiseta e chaves. Na porta de casa, os dois se despediam quando outro carro chegou: uma viatura da delegacia. Erick desceu aproximando-se muito contrariado. pôde perceber que Jacob revirou os olhos ao vê-lo e tratou-o com desdém.
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  — Estou atrapalhando? — disse Erick com seu humor um pouco alterado.
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  — De forma alguma, eu já fiz tudo o que eu vim fazer — disse Jacob para o policial piscando para em seguida, claramente provocando Erick. — Eu já estava de saída.
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  — Então tenha um bom dia — Erick disse grosseiramente.
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  — Erick!? Qual o seu problema? — advertiu pela falta de educação.
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  Ele ignorou, subindo os degraus da varanda indo até ela e parando ao seu lado.
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  — , se precisar pode me ligar. Deixei meu telefone no seu quarto. — Erick se exaltou ao ouvi-lo e puxou a mulher para entrarem, mas se soltou e olhou reprovadora ao policial. — Vou analisar melhor seu carro e qualquer coisa eu te aviso.
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  — Certo, também pode me ligar quando quiser. Depois combinamos a reforma, pode ser?
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  — Com certeza! — Jacob disse animado.
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  Erick estava parado atrás da garota, de braços cruzados, observando a tudo muito contrariado. Black subiu os degraus se aproximando, parou à frente dela encarando-a; passou as mãos em seu rosto e deixou extremamente confusa com o gesto. Até que ele sorriu travesso e a mulher percebeu que ele pretendia irritar ainda mais a Erick. Então, segurando o seu queixo, Jacob beijou a face dela de um jeito demorado, em seguida a abraçou carinhosamente e piscou caminhando até seu carro.
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  Depois daquela cena, o policial adentrou a casa pisando fundo e bufando. , não gostando da atitude do homem, revirou os olhos e acenou para Jacob em despedida. Esperou que o carro se distanciasse para entrar e ao passar pela porta, se lembrou do que Jacob dissera sobre o lobo na noite anterior. “Havia uma vassoura ao lado da porta…”. percorreu o local com o olhar e não enxergou vassoura alguma. Não havia nada com o que ele pudesse defender-se de um lobo.
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  Erick estava na cozinha e distanciou a mulher de seus pensamentos com uma série de perguntas:
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  — O que ele fazia aqui? Ele dormiu aqui, não é? Tomaram café juntos? Fala, ! Explique-se! — dizia percebendo a recém-arrumação de um café da manhã a dois na cozinha.
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  — Em primeiro lugar, não devo explicações da minha vida a você — ela disse enraivecida com a arrogância de Jones.
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  — Ah não? E o que nós temos? — Erick perguntou se aproximando.
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  — Não temos compromisso algum um com o outro, Erick! Você é um amigo.
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  — Vai negar que existem sentimentos entre nós?
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  — De forma alguma. Mas eu não considero um ou mais beijos um compromisso. Pelo menos não sem um diálogo que nos leve a essa conclusão. Eu sempre deixei muito claro isso, Jones, que nós somos amigos.
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  — Considero isso o quê? Um ultimato de que você e esse quileute esnobe estão juntos?
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  — Não estamos juntos! E não fale dele e de nenhum outro quileute assim na minha frente! — esbravejou ofendida pelo tom utilizado pelo homem. Tentando se acalmar, explicou: — Jacob dormiu aqui sim. A energia acabou, estava escuro e a casa circundada por lobos!
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  — Lobos? Billy Black esteve na delegacia ontem à noite dizendo que haviam espantado novamente os lobos das proximidades de Forks!
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  — Sim, mas havia lobos aqui.
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  — Está vendo? Sempre tem alguma coisa errada! Os quileutes estão sempre atrapalhando com as tradições estúpidas deles! Atrapalha o serviço de todo o regimento e nada resolvem. Ninguém vai tirar da minha cabeça que eles são os causadores de todos os ataques que vêm acontecendo! Entende agora por que eu não gosto da ideia de você metida com eles? Eles não são boa gente, !
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  — Para! Para! Espere! Que história é essa? Que tradições? Que ataques?
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  — Esquece! Eu fiz plantão a noite toda e vim passar o dia com você, mas eu entendi que não significo nada, não é? Melhor eu ir para casa.
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  — Erick, pare com isso! — interpelou segurando as mãos dele. — Suba, tome um banho. Pode ir dormir um pouco se quiser. Eu preparo algo para você comer. Sem drama, ok? Somos amigos e não namorados. Você sempre soube disso.
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  — Está interessada em outra pessoa? Jacob? Outro cara de La Push?
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  Ela sabia que precisava ser sincera com ele. Em momento algum pretendia magoá-lo. Agiu errado não deixando as coisas totalmente claras, talvez. Erick e estavam ficando desde uma semana depois da sua chegada à cidade. Ela o adorava e queria muito tê-lo sempre por perto, mas as coisas estavam seguindo intensas e rapidamente. O beijo com Embry também a deixara muito confusa. Seu coração estava revirado, sua mente confusa e sua alma parecia ter fugido para outro lugar distante do seu corpo. Nada obedecia e a situação tornava-se sufocante.
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  — Erick… Tem outra pessoa da reserva sim.
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  — É! Depois de vê-lo sair daqui, não era de se assustar! — Ele bufava.
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  — Não é o Jacob!
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  — Isso ajuda muito! — Erick vociferou irônico com mágoa nos olhos e saindo violentamente.
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Capítulo Cinco – Os Segredos Começam

  Passaram-se três semanas e Erick não telefonava para ela, não mandava notícia nenhuma. Os Carter lhe perguntavam sobre ele, mas sempre inventava alguma desculpa. Scott Carter demonstrava interesse na garota e ela estava incomodada com aquilo. Ficou amiga tanto de Peter quanto de Scott. A rotina estava tranquila e as coisas seguiam em busca de um eixo. Embry e não estavam namorando, mas continuavam se curtindo. Apesar de gostar muito dele e de saber que era recíproco, ela sentia que faltava algo, e Embry também não demonstrava qualquer necessidade de firmarem algum relacionamento sério.
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  Sobre a reforma da casa dela, Jacob e Embry apareciam em sua casa duas vezes na semana, eles se empenharam mesmo em ajudar com a obra. E Charlie Swan passava em frente à casa de todos os dias na volta do trabalho, mas eles não se falavam até então, embora o delegado da cidade sempre lhe acenasse, educado. Algumas vezes, os garotos quileutes estavam lá e eles iam até Charlie para conversar. servia um café, mas não passavam dos cumprimentos “leis” da boa ética.
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  O Munstang ainda estava na reserva, nas mãos do instável Jacob Black. tivera que ir ao mercado pela semana e o único jeito era ir a pé e tentar encontrar uma carona para a volta ou, por força da raridade, um táxi. Então, saiu cedo de casa com um carrinho de feira. Andava tranquilamente na estradinha não muito fria mais, já que se aproximava o verão. Ela escutou um som baixo de carro e um “bip” de sirene. Olhando para trás viu que era uma viatura, imaginou ser Erick, mas pelo caminho que fazia, a probabilidade maior era de ser Charlie. E era. Ele foi diminuindo a velocidade, e ela diminuindo os passos.
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  — Bom dia, senhorita. Quer uma carona?
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  — Sr. Swan, eu não vou recusar. Poupará muito meu tempo.
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  Ele desceu do carro, pegou o carrinho de compras da garota guardando-o no porta-malas; abriu a porta do carona para que ela entrasse e seguiram parte do trajeto em silêncio. Ambos estavam desconfortáveis, até que Charlie iniciou um diálogo inesperado:
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  — Erick me falou que você era amiga da Bella. — E olhou apreensivo para .
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  — Sim. Há algum tempo. Estudamos juntas em Phoenix, mas depois que ela veio para Forks, nunca mais nos vimos e pouquíssimas vezes nos falamos.
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  — Já deve saber que ela não está mais aqui, não é?
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  — Sim, eu sei. — Muitas coisas gostaria de perguntar, mas evidentemente se calou: — Erick… Como ele está?
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  — Vocês não têm se falado?
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  — Briga boba. — Ela sorriu sem graça e desviou o olhar.
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  — É por causa dos rapazes da reserva, certo?
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  — Erick não aprova a minha convivência com os quileutes — ela explicou vazia olhando a mata pela janela, concluindo: — E nem tem um motivo decente para isso.
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  — Ele é um bom rapaz, . A birra dele com os quileutes está além de ciúmes. Erick é um policial muito dedicado e desconfia até da própria sombra.
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  — Sim, eu sei disso, mas isso não implica em ele desrespeitar as minhas escolhas.
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  — Ele só quer protegê-la. Ainda que não tenha percebido que o pessoal da reserva não é inimigo. — Ele fez uma pausa. — Você e Bella… Qual era o grau de amizade?
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   sorriu e vagueou por sua mente buscando na memória indícios daquela amizade antiga, surda, e aparentemente escondida já que aparentava que Bella nunca falara sobre ela com ninguém. Ninguém sabia da sua existência como amiga, única, aliás, de Isabella Swan.
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  — Bella não era o tipo de garota que sabia lidar com pessoas. Ela sempre foi muito reservada. Um dia eu a defendi de alguns garotos que a paqueravam… Não sei se o senhor sabia, mas ela sempre foi péssima em lidar com paqueras. Enfim, ficamos amigas. Melhores amigas. Eu cuidava de Bella o tempo todo e gostávamos da companhia uma da outra. Depois que ela se foi… Bem, a vida às vezes nos joga por rumos diferentes, não é? — disse com mágoa. amava Bella como uma irmã e sofreu por não encontrá-la, sofreu pelo afastamento repentino dela.
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  Ao sentir a mágoa de em sua voz, Charlie ficou emocionado, olhando para a jovem de forma paternal. sorriu em agradecimento, por notar a empatia de Charlie com seus sentimentos, ele a encarava com extrema ternura.
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  Ao chegarem à cidade, os dois desceram do carro e ele entregou a ela o seu carrinho de compras.
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  — Obrigado. Muito obrigado pela companhia, .
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  — Imagine, eu quem o agradeço.
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  — Espero que vá me visitar — Charlie pediu ternamente e ela, sorrindo sem graça, acenou afirmativa em um meneio de cabeça. — Sue me falou muito sobre você.
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  — Sue Clearwater? Não sabia que eram amigos…
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  — Somos noivos — ele disse feliz e envergonhado.
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  — Bem, de qualquer forma não haveria como eu saber ainda. Mas fico feliz, Sue é uma pessoa maravilhosa e o senhor com certeza também é. Vou querer acompanhar essa felicidade de perto! — a jovem recém-chegada falou amigável.
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  — E nós vamos querê-la por perto também. E, por favor, não precisa me chamar de senhor.
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  — Tudo bem, Charlie! — disse engraçada e os dois esboçaram um quase riso.
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  — Eu espero mesmo que você possa me visitar. Eu adoraria conhecer uma amiga de minha filha que… — Charlie suspirou deixando as palavras morrerem sem conclusão. — Enfim, estou ansioso para conhecê-la!
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  — Irei visitá-lo com certeza!
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  Ao entrar no mercado, Eva Carter e seus filhos, Peter e Scott, cumprimentaram , como sempre muito sorridentes. Ela seguiu em direção às suas compras parando em frente à prateleira de enlatados. Scott estava atrás dela e a surpreendeu:
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  — Posso ajudar, senhorita?
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  — Olá! Muito obrigada, Scott, mas eu não vou atrapalhar o seu serviço. Já estou familiarizada com o mercado — disse simpática, porém, na hora de pegar uma das latas da prateleira acabou derrubando mais algumas.
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  — Eu acabei de arrumar isso aí — Scott disse de olhos fechados, brincalhão, e desviando-se de observar a bagunça no chão. Não era grande, mas ainda assim, havia derrubado algumas latas e era uma situação muito chata.
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  — Eu disse que não atrapalharia seu serviço? Que mentirosa! — ela zombou se abaixando junto com ele para pegar os itens caídos. — Me desculpe.
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  — Tudo bem, pode deixar. Peter me ajuda com isso. — Scott sorriu se levantando e a fazendo levantar-se também.
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   continuou se desculpando e Scott sorria achando graça pelo constrangimento dela, até que outra mulher aproximou-se analisando aos dois, e soando soberba diante de :
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  — Olá Scott. — Sorria para ele e olhava a outra de esguelha.
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  — Olá! , essa é Daniela Parker. Dani, essa é — Scott falou apresentando as duas.
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   estendeu a mão e Daniela cumprimentou-a indiferente.
  — Sei quem ela é. É a namoradinha do “nosso” Erick Jones. — A mulher enfatizou a palavra “nosso” e olhou para Scott, convencida.
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  — Está enganada. Eu não sou namorada de ninguém.
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  — Hm… Nesse caso, é bem pior. — Daniela mencionou como uma ofensa, olhando grosseiramente para , que deu uma risadinha cínica em resposta.
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  — Foi um prazer conhecê-la, queridinha — zombou , sem passar mais tempo diante da tal Daniela. Ela deu um “soquinho” no ombro de Scott e sorrindo se despediu: — Até depois, Scott, mais uma vez me desculpe aí pela bagunça na sua prateleira organizada.
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  Daniela Parker na verdade não gostou muito de associar a Erick, ou até mesmo a Scott. Ela tinha sentimentos pelo policial e, apesar disso, era uma estranha que recém chegava ao condado, chamando atenção demais. Parker, não gostava nada de perder os holofotes. Igualmente a ela, também não gostou nada da forma como ela a tratou.
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  Se aproximando do caixa, viu que Peter organizava as latas que ela derrubou, e apesar do trabalho, ele cantarolava todo alegre. Peter tinha 20 anos e era muito engraçado. Scott conferia alguns preços das prateleiras em sua tabela de mão e aparentemente ignorava à Daniela que não parava de segui-lo. Eva Carter sorriu e iniciou um diálogo com .
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  — Como está, ?
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  — Muito bem, obrigada. E por aqui, senhora Eva?
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  — Tudo como sempre! Junior falou que você está atendendo na farmácia agora!
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  — Sim, mas só de vez em quando. Continuo com os trabalhos de pesquisa no laboratório.
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  — E está gostando de trabalhar para os irmãos Vincent?
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  — Sim, o emprego é ótimo! Já saí do período de experiência e agora sou contratada. Estou muito feliz.
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  — Parabéns! Eles quase não aparecem por aqui, mas são ótimas pessoas.
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  — Sim! Sim! Muito simpáticos.
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  — Olha, não pude deixar de perceber o que houve ali — Eva disse apontando para o corredor onde derrubou as latas: — Não ligue para a senhorita Parker.
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  — Ah, imagina! Eu costumo ignorar essas coisas — falou sorrindo.
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  — Me desculpe por entrar nesse assunto, mas… Meu Scott está bastante encantado com você. — A senhora a olhou como se esperasse alguma resposta que a jovem provavelmente não daria.
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   sentiu-se como se estivesse naqueles comerciais de festa surpresa, onde os balões estão suspensos esperando a hora de serem jogados em cima da vítima com muitos aplausos depois.
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  — Eu gosto muito do Scott, ele é muito divertido e solícito. Um grande amigo! — disse sorrindo sem encarar Eva, mas então olhou para a mulher, sem ação. Eva ainda a encarava aguardando algo mais. — Bem, eu nem sei o que dizer, senhora Carter… Eu só posso agradecer o carinho.
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  — , você tem sido o assunto de muitos rapazes na cidade. É comum por ser nova por aqui. Eu temo que Scott se apegue muito a você, e apesar de saber que você não faz nada para que ele crie esperanças, eu gostaria que deixasse claro o que sente por meu filho. Já falei para ele que você tem muito apreço pelos quileutes.
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  Parecia um crime ser amiga ou gostar dos quileutes. se incomodava com o fato de que aquilo sempre vinha à tona, com um peso maior do que, a ela, realmente havia.
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  — Hã… Senhora Eva, eu realmente não permiti que o Scott criasse expectativas. Porém, eu deixarei mais claro para ele sobre a nossa amizade. Não quero magoá-lo e adoro muito estar com ele. Prezo nossa amizade. Assim como também prezo pela minha amizade com os quileutes.
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  — Não precisa se explicar, querida, apenas estou dizendo isso para que esteja preparada quando ele decidir falar de sentimentos com você.
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   despediu-se da senhora pegando suas compras, ainda pensando no motivo ilógico pelo qual a senhora Eva dissera aquelas coisas. Proteger o filho de desilusões? Poderia ser, mas ainda assim, não havia necessidade daquela abordagem naquele momento. Chegando à porta de saída do mercado, a moto de Jacob estava estacionada beirando a calçada na frente dela. olhou para os lados o buscando, mas avistou Seth Clearwater distraído.
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  — Seth?
  — Ei, ! — Ele veio andando em sua direção. Seth só tinha 20 anos de idade, mas era tão lindo quanto seus irmãos de tribo. — Te ajudo com as sacolas!
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  — É a moto de Jacob? — ela perguntou admirando aquela bela motocicleta, um pouco velha, mas admiravelmente conservada.
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  — É sim! Estive na sua casa, mas como estava tudo fechado imaginei que você estivesse aqui na cidade. Embry me falou uma vez que você costuma fazer compras as quartas e eu associei as datas. — Seth sorria muito alegre, como sempre. — Jake me pediu para te buscar e deixou que eu viesse no “bebê” dele.
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  — Pilotando na moto do Black? Que honra, hein! — piscou fazendo aos dois rirem, e, pela confiança de Jacob nele, Seth sorriu orgulhoso. — Mas, o que ele quer comigo?
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  — Seu carro está pronto.
  — Já? Que rápido. Tem o quê… — Ela parou de falar, pensativa, contando o tempo mentalmente e, espantada, proferiu: — Umas quatro semanas que eu o bati?
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  — Jake tem esse hobby e ele andou se empenhando no seu carro dia e noite. Na verdade, ele tem se empenhado com seu carro, sua casa… Há tempos não o víamos assim. — Seth olhou para ela com ternura.
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  — Hm… Bom, eu vou, mas e as compras?
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  Scott apareceu para pegar umas caixas que estavam na porta do mercado e ao ver Seth, foi cumprimentá-lo.
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  — Rapaz! Você não para de crescer? — Carter disse olhando-o e rindo para os amigos que conversavam na porta do mercado.
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  Aqueles dois se conheciam desde muito novos, Scott estudou com os meninos da reserva com a mesma faixa etária de Jacob. Peter e Seth estudaram juntos também, sendo os mais novos.
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  — Nem de crescer, nem de ser lindo — Seth respondeu e sorriu zombeteiro.
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  — Ei, Scott, vocês fazem entregas? — perguntou.
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  — Sim, mas hoje estamos sem moto e não dá para eu ir fazer as entregas. Peter também não, afinal, é um risco, ele pode não chegar vivo ou inteiro. — Fez uma pausa, rindo descrente. — Por que perguntou?
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  — Preciso ir à reserva com Seth, mas de moto e com essas compras, não dá. Eu posso deixá-las aí e pegar depois?
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  — De jeito nenhum. Eu te dou uma carona até sua casa, de lá você segue com o Seth.
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  — Mas você disse que não poderia fazer entregas… — Seth tirou as palavras da boca de .
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  — Sim, entregas, no plural. Uma saída rápida não tem problema. Vou pegar o meu carro, esperem aqui — o rapaz disse sorrindo e saiu.
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  — Ora, ora… Scott Carter tão solícito para a “nova diva da cidade” — Seth falou fazendo a mulher rir.
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  Eles seguiram conforme combinado deixando as compras de em casa; ela despediu-se de Scott brevemente e o agradeceu, então partiu com Seth rumo à reserva. Sue foi a primeira a ser cumprimentada por , assim que chegaram à reserva. Ao seu lado estava uma mulher morena de cabelos curtos, e com um semblante nada amigável.
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  — Esta é Leah, minha filha mais velha, . Ela está fazendo faculdade de medicina um pouco distante e nos visita quando pode — disse Sue, muito feliz.
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  Leah cumprimentou-a de maneira discreta, arredia. A garota começou a achar que havia algo errado com ela, já que era a segunda mulher no dia que a tratava com desdém. Sempre escutou que tinha uma beleza única, invejável, mas nunca fora tratada com tamanha indiferença – ousaria dizer até rivalidade – por outras mulheres. As pessoas em Forks eram assim tão desconfiadas?
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  — Jacob já voltou, mãe? — Seth perguntou.
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  — Não, nem Paul e nem Sam. Vamos entrar, ! Seth, guarde a moto!
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  Leah entrou à cabana de sua família, e Sue puxou educadamente para a sua casa e as duas puderam conversar sobre a carona que Charlie havia dado à . A senhora Clearwater ficou feliz por saber que Charlie e encontraram-se e conversaram, ela sabia da relação de com Bella; e também sentiu-se vaidosa ao saber que ele havia mencionado o noivado com ela. Contou à moça que iniciaram um relacionamento sete anos atrás, após o falecimento do pai de Seth e Leah, que inclusive, tal como Billy, era um grande amigo de Charlie. Sue explicou que inicialmente foi uma situação difícil, que ela sentia culpa pela memória do esposo, mas com o apoio de Seth ela conseguiu lidar com as dificuldades impostas também por Leah.
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  Leah não cogitava a ideia desse casamento e nem apoiava, pois imaginava que ela e Bella deveriam se tornar mais próximas com isso. E a quileute, não gostava nada, nada, de Isabella Swan. Para era um tanto estranho ouvir o modo como as pessoas falavam da sua antiga amiga, alguns com tanto remorso e decepção; outros como um tabu. E desde que chegara a Forks, para ela, falar de Bella também se tornava um feito incômodo. Quase como se… O passado estivesse se apagando aos poucos…
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  As duas permaneceram conversando, até que Jacob apareceu ao lado de Paul, Sam e Billy.
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  — Ora, ora! está de volta! — disse Paul sorridente.
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  — Olá, rapazes.
  — Estou incluído no “rapazes”? — Billy perguntou também surgindo à varanda da casa de Sue.
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  — Claro que sim! — Sorriu largo fazendo os meninos e Sue também sorrirem, e Leah ainda estava distante e séria.
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  — Fico lisonjeado — Billy respondeu simpático. — Hora do meu chá. Usarei sua cozinha, Sue! — A mulher assentiu risonha e Billy empurrava sua cadeira para dentro da cabana, com uma lata de ervas no colo, antes de entrar totalmente, ofereceu: — Aceita uma xícara, ?
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  — Sim, claro.
  A mulher não notou que antes de dar sua resposta a Billy, Seth, Quil, Paul, Sam e inclusive Jacob, acenavam reprovadores para ela e quando a garota aceitou a bebida, todos eles abaixaram a cabeça fazendo cara feia. Jacob cruzou os braços e olhou para numa troca de olhares rápida, e sorriu. Poderia jurar, apesar de conhecê-la há algumas semanas, que ela não se incomodaria com o paladar singular de seu pai. Aquela era a primeira vez que Black sorria para ela tão espontaneamente.
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  Uma das preocupações de era o sumiço de Embry que não lhe telefonava ou visitava há alguns dias, portanto, ela aproveitou a ocasião para perguntar sobre ele. Os rapazes disseram que Embry havia ido para o extremo sul de Silverdale, uma cidadezinha um pouco maior que Forks e um pouco mais colorida, que fazia divisa com outros centros urbanos e era mais próxima da rodovia federal de Seattle. Segundo Black, Embry estava visitando uns amigos antigos da tribo.
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  Enquanto os demais continuavam conversando, observou Leah agindo naturalmente com Seth e Quil. Aquilo a intrigou um pouco, pois, por mais reservada que Leah fosse, sua reação de repulsa destinada a si demonstravam um afastamento proposital. O que Leah poderia ter contra ? Notando os olhares analíticos da moça, Jacob se aproximou discretamente dela e tocou-lhe o braço com o seu, ao lado da garota.
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  — Ela vai te aceitar. Ela é assim mesmo, leva um tempo — informou ao capturar a atenção de para si.
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  Jacob começava a trincar aos poucos a barreira invisível que havia entre eles, deixando a mulher mais confortável também. Não que ela sentisse medo de Jacob, até porque “assustador” não era a palavra que combinava com uma figura bonita, galante e sinceramente amigável como a dele. Mas o incômodo que aquela barreira de distância impunha a ela, para soava como uma injustiça. Havia algo em Jacob que a fazia querer desvendá-lo, estar perto e criar laços, contudo, toda vez que o quileute erguia um muro, se entristecia. Era como a criança que quer muito tocar o leão, mas precisa contentar-se com o vidro protetor de um zoológico. Jacob parecia mesmo uma fera solitária e aprisionada.
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  — Então já acabou com o conserto do meu carro? — Ela desconversou após sorrir em agradecimento pelas palavras anteriores dele.
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  — Pois é, eu tenho um dom — disse e sorriu convencido.
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  Jacob não percebeu, mas desde que a conheceu e vinha convivendo com a mulher – ainda que muito pouco –, ele reaprendia a esboçar sorrisos, mesmo tímidos.
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  — Vamos, está lá no galpão — chamou-a, se levantando e andando para fora da cabana. Enquanto caminhavam, recordou-se do que havia escutado minutos antes e resolveu zombar da moça. Olhando para ela com curiosidade, perguntou: — Quer dizer que pilotar a minha moto é uma honra, senhorita?
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  — Seth te contou?
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  — Era segredo? Ele não é muito bom com segredos, já aviso.
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  — Não, não era. Mas sim, para ele é uma honra.
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  — Você pilota?
  — Sim.
  — Depois de ver o que fez com seu carro… Céus, você deve ser uma suicida em cima de uma moto. — Riu discreto.
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  — Ei! Qual é!?
  — Pobre moto… — Jacob ainda se divertia zombador, e lhe deu um soco no braço a fim de que ele parasse: — Ai! Nem doeu, sua fracote!
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  — Pode zombar! Só porque é maior do que eu.
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  — E mais forte.
  — Anormalmente, mais forte — ela respondeu.
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  — E mais bonito também. — Continuou a provocando.
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  — ‘Tá legal, aí você já está sonhando! — zombou de volta.
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  — Estou? — Jacob a encarou surpreso como se o fato de ser lindo fosse a coisa mais óbvia do mundo.
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  — Claro! Você é bonito, mas aí dizer que é mais do que eu? Quem andou te enganando? O Billy ou a Sue?
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  — É, tem razão, podemos concordar que você é muito linda — falou sério e fez uma pausa pensativa, pigarreando ao dizer: — Mas temos de convir que eu também não sou nada mau. Se fosse um ranking, nós dividiríamos o pódio.
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  — Certo, entraremos em acordo: Eu sou linda e você é legal. — Apesar do elogio dele deixando-a animada por saber que ele a achava uma mulher bonita, esboçou desinteresse ao provocar de novo.
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  Os dois haviam chegado à porta do galpão em que provavelmente o carro dela estava, quando Jacob perguntou-lhe:
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  — Preparada para ver isso?
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  — Preparada sempre e para tudo.
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  Ele empurrou a pesada porta de correr do galpão, permitindo que mais luz entrasse ali além das claraboias do telhado, e avistou seu Mustang novinho em folha. Duvidou inclusive se aquele era o mesmo carro.
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  — Uau. Esse aí não é meu carro! Tem certeza que não trocou? Posso verificar o chassi?
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  — Bom, eu dei uma polida e um trato na pintura também, ficaria um trabalho porco se eu mexesse apenas na frente batida… — Jacob olhava o carro admirado com o que havia feito.
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  — Black… Não sei se com os meus salários de bióloga e farmacêutica eu conseguirei pagar po… — Black não a deixou terminar, interrompendo-a antes que viesse falar de mudanças no preço:
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  — Garota, o que tínhamos combinado era um preço camarada! E eu não sou de quebrar as minhas promessas. Foi um passatempo cuidar do seu Mustang, o pagamento combinado já é o justo. Não se preocupe com isso.
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  — Certo, mas você não fez promessa alguma para mim, Jacob.
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  — . Você pode deixar eu te mimar um pouco? Já tem algum tempo que eu não conserto uma máquina foda como essa! A gente pode combinar de, além da grana, você não sair batendo o carro por aí, que tal? Afinal, é a minha obra de arte ali.
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  Segurava a capa do carro e deixou-a em um canto ao se aproximar da mulher com todas aquelas justificativas. A expressão dele não era de alguém que estava brincando e, na cabeça de apenas uma frase se repetia:
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  — Você quer fazer mimos a mim? Posso saber que papo é este agora?
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  — Considere um pedido de desculpas por toda a minha grosseria quando nos conhecemos.
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  — Não. Eu não posso aceitar isso, Jacob! — ela falou apontando o próprio carro.
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  — Quer deixá-lo comigo? — Jacob arregalou os olhos sorrindo fraco.
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  — Não. Lógico que não! Tira o olho do meu carro, posso no máximo te deixar dirigi-lo às vezes, mas não aceito aquele orçamento que você deu! Mexeu em mais coisas do que o combinado, então eu vou pagar. O meu valor justo.
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  — Nesse caso, me vejo obrigado a recusar.
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  Os dois permaneceram naquele debate por menos tempo do que duraria, graças a Seth os chamando e avisando que Billy a procurava. Jacob assentiu e, apontando um dedo para ela, afirmou que aquela história de preços e consertos não seria discutida mais. passou os dedos na lataria do automóvel com um sorriso maravilhado e os olhos brilhando de felicidade. Ela era apaixonada por aquele carro e estava radiante com o resultado entregue.
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  Ao chegarem à varanda da casa de Billy, o cadeirante estava lá com um sorriso simpático no rosto e uma caneca na mão. Quil, Paul, Leah, Seth, Sam, Emily e Sue observavam de onde antes e Jacob estavam: a cabana ao lado.
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  As cabanas dos quileutes eram uma de frente para a outra, em um formato circular no seu espaço reservado da mata. Eles dividiam-se em grupos dentro da reserva. Eram todos integrantes de uma só tribo, porém o grau de parentesco influenciava nas separações. Um exemplo nem tão claro era a família de Quil, que morava mais ao norte da reserva, então viviam em outro ponto da reserva as famílias Call, Ateara, Magwire e Koto. No Sul da reserva, que ironicamente compunha a entrada dela dado o acesso à estrada, as famílias Black, Clearwater e Ulley. Apesar disso, Quil residia com Embry e Paul na cabana de Sam. Jacob residia com o pai na mesma cabana, mas todos eram uma só família.
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   não entendia as razões para os rapazes morarem juntos ao invés de Quil e Embry estarem com suas famílias primárias, mas adotou como explicação aquela história de Embry dizer que era “praticamente” irmão dos meninos. Portanto, por uma amizade ou escolha, ele e Quil decidiram morar com Sam. Em todo caso, para ela ainda era confuso compreender aquele papo de “clãs”, sendo que a reserva inteira era uma única tribo: quileutes.
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  Pegou o chá estendido amigavelmente por Billy e notou que todos estavam, seja na varanda de Sue ou dos Black, encarando-a apreensivos. Ela começava a observar a bebida procurando algum problema aparente. Leah olhou para de maneira desafiadora e a garota ouviu os comentários dela com um dos rapazes:
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  — Ela não vai conseguir beber — Leah afirmou firme para Paul ao seu lado.
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  — Caso dez dólares com você como consegue — ele respondeu.
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   arqueou a sobrancelha encarando a xícara com a bebida escura de cheiro tão forte como fumo e grama recém-cortada.
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  — Você consegue — Jacob sussurrou ao ouvido dela, e destinou-se a sentar ao lado do pai em seguida.
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  Billy entregou outra caneca com a bebida para o filho, e só então, compreendeu do que se tratava tanta expectativa: apenas os Black conseguiam beber aquele troço de aparência e cheiros duvidosos.
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  — , o que achou do seu carro? — disse Billy muito simpático, mais do que o de costume.
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  Ela encarou o senhor que lhe lançava um olhar de desafio, diante do sorriso simpático. Por um breve instante, enxergou semelhanças entre o rosto dele e de Jacob, além é claro, de sentir o tom de quem achava que ela desistiria do chá.
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  — Perfeito demais. Mesmo para mim — ela disse e os três riram.
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   fez que ia levar a caneca à boca, tão desafiadora ao encarar os dois Black, quanto eles com ela. O restante da plateia continuava encarando a cena apesar de disfarçarem com conversas sutis entre eles. A mulher começou a rir e, por fim, soprou o chá afastando a fumaça e foi sentar-se em um banquinho rústico e muito bonitinho em frente à cadeira de Billy. Tomou então o primeiro gole do chá e ouviu Paul comemorar contra Leah, mas a mulher rebateu quase rosnando para ele, alto o suficiente para que escutasse:
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  — Um gole? Isso não foi beber o chá! Espere, Paul, você me deverá dez dólares!
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  — Jacob que fez. Não é maravilhoso? — Billy soou orgulhoso pelo filho, atraiu de novo a atenção de para si, ao apontar um dos banquinhos que a mesma se sentou, admirando.
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  — Pai… — Jacob resmungou revirando os olhos.
  — É sim, um trabalho muito delicado. Você tem muitos dons não é, Black?
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  — Nada de mais, .
  — Bom, eu não conseguiria — ela disse dando de ombros.
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  — Qualquer dia ele te ensina, — Billy afirmou sorridente.
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  — Se ela quiser, pai, não imponha… — Jacob bebia vagarosamente seu chá olhando-a por cima da caneca com a sobrancelha arqueada.
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  Aquilo lhe soou também desafiador e não recusava desafios ou aventuras. Uma de suas qualidades e defeitos.
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  — Eu vou adorar! — respondeu a mulher.
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  — Agora beba seu chá, senão vai esfriar mais. Ou não quer? — Billy perguntou, divertido com a premissa de que uma simples caneca de chá se tornou um ritual de aceitação da intrusa aos quileutes.
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  As conversas cessaram na cabana ao lado e o silêncio dominou a floresta. podia escutar o cricrilar dos grilos e algumas risadinhas dos meninos. Jacob a encarava confiante, tão confiante como ela mesma não poderia confiar, e lhe pareceu que se tratava de um ritual.
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  — Vou encarar como uma missão ou um ritual de chegada à tribo — afirmou risonha erguendo a caneca na direção dos Black, e depois, em direção aos demais que ainda observavam curiosos, com sorrisos divertidos e piscou especialmente para Paul.
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  Suspirou e virou a bebida em um gole maior que o outro. O gosto era péssimo, mas o azar de Leah era não saber que tinha o hábito de bebidas fortes e amargas, e o chá de Billy, por mais que parecesse coado com a meia de um ogro de montanhas vulcânicas, não era diferente de qualquer chá forte demais, escuro demais e amargo demais. virou outros goles da bebida que já havia esfriado o suficiente.
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  Ouviram-se os gritos dos garotos quileutes ecoando o nome dela como um coro de final de campeonato, outros gargalhavam, e ainda havia alguém entre eles praguejando um grande nojo pela bebida. Se quisesse saber um dia como se sentiam os heróis das batalhas com gladiadores, soubera naquele instante. Não pode deixar de se divertir com tudo aquilo e começou a rir trocando olhares engraçados com Billy e Jacob.
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  — São 10 pratas, Leah! — Paul ria com a mão estendida para a outra.
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  Leah bufou batendo na mão do rapaz de forma violenta e os dois trocavam olhares em silêncio, de repente ecoou-se uma risada geral só entre os rapazes. Como se tivessem escutado uma piada.
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  — Billy trapaceou. Aquele não era o mesmo chá de esterco que ele bebe! — Leah resmungou apontando incrédula para Billy.
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  O mais velho respondeu ameno:
  — Deixe de ser irritante, Leah, eu não trapaceio. Você quer experimentar para tirar a prova?
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  — Não vou engolir bosta de vaca. — A mulher saiu brava para dentro da sua cabana e Paul a seguiu.
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  — , não é esterco, não se preocupe — Seth gritou do outro lado, gargalhando da reação da irmã. — Só é um chá de mato ruim para caramba!
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  Billy deu de ombros e deixou sua caneca num banquinho ao seu lado. Puxou a carteira do bolso de sua camisa de flanela, e encarou Black com certa decepção ao entregar a ele cinco dólares.
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  — Entendi agora. Alguém mais apostou por aqui? — falou olhando a todos, sorrindo em falso tom de ofensa.
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  — Valeu, . O velho não queria me pagar essas cinco pratas há algum tempo — Jacob disse colocando a mão sobre o ombro do pai que riu desanimado.
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  — Você é corajosa. Gostei ainda mais de você — Billy comentou: — É das minhas!
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  — Espero não ter mesmo bebido bosta de vaca fervida em água. — arqueou a sobrancelha e Billy riu fartamente como Jacob.
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  — É uma bebida de ervas medicinais que Sue e eu cultivamos. Eu tomo há muito tempo, desde que tinha a idade de Jacob. Meu avô passou para o meu pai, que passou para mim. É de fato um ritual quileute.
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  — Apenas os quileutes mais fortes e líderes natos dão conta de beber isso — Jacob falou alto provocando aos outros garotos.
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  — É amarga e picante. O gosto picante tem um fundo que me lembra o de um tempero que eu utilizo muito. O que são essas ervas?
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  — Ocimum Basilicum e Aloe Vera. Como bióloga deve conhecer, não?
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  — Claro! Babosa e Manjericão. Conheço muito. As propriedades nutricionais do manjericão e da babosa são excelentes. Grandes remédios. Principalmente o Aloe Vera que cura ferida interna, previne tumores, reduz colesterol e outras infinidades de propriedades!
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  — Babôssa? Mândiéricao? — Billy perguntou com sotaque carregado por não conseguir pronunciar as palavras em português como .
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  Foi ali que ela notou a curiosidade no semblante dos Blacks, pelo idioma português dominado por ela, bem como os nomes desconhecidos das ervas.
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  — Bem, acho que vocês podem saber um pouquinho mais sobre mim. — Ela sorriu enquanto eles se encontravam atenciosos.
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   convidou os outros que estavam na cabana de Sue para se juntarem a eles, e ouvir a sua história.
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  — Só falta o Embry… Mas depois eu conto a ele! — Suspirou e começou a narrar: — Eu não conheci a minha mãe, ela faleceu no parto e o meu pai conviveu pouco tempo comigo. Mas enquanto ele era vivo, nós chegamos a fazer uma viagem à terra de nossos ancestrais, como ele mesmo dizia. No Brasil. Meu avô não nasceu lá, mas o meu pai sim. Algum tempo depois da morte do meu avô, o meu pai voltou para os Estados Unidos. Nessa viagem que fomos juntos, eu conheci um pajé da nossa tribo. E então, eu também tenho sangue indígena… — ela contou como se fosse uma surpresa e estava repleta de orgulho de sua história.
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  — Eu desconfiava — Billy falou sendo assentido por Sue.
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  Todos estavam interessados em ouvir mais sobre , em especial, Jacob que a encarava intrigado.
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  — Pois é… O meu pai foi nascido na tribo Bororo ou também chamada de Coxiponé. E o meu avô nascido por descendentes americanos da tribo Cheyenne que, infelizmente, é uma tribo extinta hoje. — Billy e Sue se entreolharam curiosos. — Fomos à tribo Coxiponé no Brasil e, conhecendo um pajé amigo dele, eu aprendi muitas coisas lá. Inclusive sobre plantas de cura. Foi onde me interessei por biologia.
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  — Seu avô era um Cheyenne? — Jacob perguntou.
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  — Pouquíssimas vezes minha tia e eu conversamos sobre essas coisas. Não tenho certeza se ele era Cheyenne ou apenas conviveu com eles. Ela disse uma vez que ele passou muito tempo em outra tribo. E que nessa outra tribo fora onde ela nasceu e viveram até os cinco anos de idade dela, depois todos foram para o Brasil. Já meu pai nasceu lá.
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  — Sua tia? — Quil perguntou confuso.
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  — O meu pai faleceu quando eu tinha 12 anos, então eu fui criada pela minha tia Pearl. Aos dezesseis anos, por curiosidade e nostalgia das memórias últimas com meu pai, eu voltei à tribo no Brasil. Quase morri, diga-se de passagem, porque não me reconheciam, e eles têm alguns conflitos territoriais que não facilitam em nada a convivência com estrangeiros. São um povo desconfiado por natureza. Na ocasião, eu convivi um pouco mais com o pajé e aprendi um pouco mais sobre as ervas, plantas, curandeirismo…
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  — Essa tribo aonde o seu avô passou um tempo até a sua tia nascer… Você não sabe mais nada sobre isso?
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  — Não me lembro de muita coisa, Sue. Eu era mais nova quando minha tia me contou, e raras vezes nós voltamos a falar do assunto. Mas engraçado… — iria falar alguma coisa, porém foi interrompida por Sam que se levantou bruscamente atraindo toda a atenção.
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  Ele olhava para o vazio à frente. Jacob se levantou em seguida imitando os gestos dele e logo todos os meninos fizeram o mesmo. Parecia uma hipnose. Billy estava apreensivo e disse forte e sério “Entrem!” e os meninos seguiram-no. Leah também foi atrás.
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   ficou naquela varanda sem entender muita coisa, quando Emily e Sue chamaram sua atenção para uma conversa. Ela não percebeu o que as mulheres diziam e nem mesmo respondeu, pois olhava para dentro da casa de Billy ansiosa e curiosa.
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  Todos os meninos vieram novamente à varanda e olharam aflitos na direção de . Encaravam uns aos outros silenciosos. Sue levantando-se, disse que iria tirar os biscoitos que assava do forno e traria para todos, mas os garotos não falavam nada e Billy puxou uma conversa aleatória da qual não conseguia entender nada. Ela apenas olhava para os meninos. Todos visivelmente nervosos e aflitos. Os músculos enrijecidos, olhares ansiosos.
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  Quil, por natureza, era o mais estressado ou nervoso; ele sempre ficava inquieto e parecia explodir. Seth tocou o ombro dele, como se lhe pedisse para se controlar. Então encarou Jacob, que passou do estado de “desinibido” para “altamente fora de aproximação”. Aquela barreira que ela começava fervorosamente a odiar, se reergueu.
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  — Então, , o que achou do chá? — Seth pronunciou para tentar descontrair um pouco o clima.
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  — Fichinha — ela respondeu sem muito humor, mas arrancando fracos risos.
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  Diante da situação que ela notava ser apreensiva, pediu licença e permissão a Billy para levar as xícaras à cozinha da casa dele, mais do que rapidamente ele agradeceu e permitiu. Lógico, ela não queria se afastar, mas sabia que era por sua causa que nada estava sendo pronunciado. Aquela foi uma retirada estratégica.
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  Leah, assim que voltou de dentro da casa, estava distante da varanda. De repente, ela bufou e saiu correndo, havia entrado na mata como um furacão. Algo ali estava intrigando muito a jovem , e esta impressão não era surpresa. Na verdade, os quileutes, desde que ela topara com Jacob na praia, tornaram-se uma espécie de necessidade para . Ela sentia como se precisasse ficar perto e não era apenas por Embry ou qualquer outra coisa. Ela se sentia confortável com eles. Ousaria dizer até… Parte deles.
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  Lavou as xícaras muito atenta aos burburinhos que se esforçava em ouvir. Assim que acabou, ela foi dando passos calmos e silenciosos até a varanda de volta. Talvez a vissem e se calassem ou, na melhor das hipóteses, estariam tão concentrados na conversa que não notariam a sua chegada. Batata.
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   chegou próxima à porta e escutou Sam exclamando baixo:
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  — Ela não pode saber! Embry precisa de ajuda agora!
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  — O que houve com Embry? O que eu não posso saber? — impulsiva, se intrometeu.
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  Jacob pegou em seu braço guiando-a para onde estava o carro dela. Ele mantinha-se sério, de humor afetado e como se fosse explodir de raiva.
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  — Jake! Calma aí! — Paul dizia.
  — Eu resolvo isso! — Jacob gritou para eles arrastando para o galpão.
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  — Black, me solte agora! O que você está pensando? Está me machucando, seu louco!
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  Jacob nada disse, apenas soltou-a aflito por não perceber o que estava fazendo. Entrou com ela no galpão e puxou a imensa e pesada porta do lugar. Pegou as chaves do Mustang no seu bolso e as entregou.
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  — Tá. Estou sendo expulsa. Entendi! Só que não saio daqui sem saber o que está acontecendo com Embry! — parecia uma ursa raivosa.
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  — Não, ! — Black estava nervoso, mas não bravo, apenas nervoso com algo. — Você não está sendo expulsa. Não queremos que pense isso. — Pousou as mãos no rosto dela fazendo-a olhá-lo nos olhos. — Desculpe ter machucado você.
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  — Então o que foi tudo isso? — A mulher estava confusa e estressada por ser culpa dele a deixar daquele jeito, tão irritada e frustrada.
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  — Eu não posso lhe explicar direito. É coisa de clã. Embry está bem, apenas saiba disso.
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  — Coisa de clã… Entendo, eu não tenho esse direito mesmo… Peça desculpa aos outros pela minha intromissão.
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  —
   deu as costas a ele entrando em seu carro e saindo da reserva sem olhar para trás. Avistou Seth correr até Jacob que, já no meio da floresta, olhava o carro partindo. espiou pelo retrovisor Black sair olhando por cima do ombro, devagar. Ela chorava. Não esperava ser tão íntima deles, mas achou que merecia alguma consideração, afinal, ela não pediu nada além de notícias de Embry.
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  O que estava acontecendo com ele que ela não poderia saber? Entretanto, de uma coisa ela tivera certeza: se Embry considerasse-a como dizia, ela acabaria sabendo das coisas.
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Capítulo Seis – Lobos à Porta de Casa

  Algum tempo se passou desde que saiu revoltada da reserva; ela não passava por lá e não recebia notícias de ninguém, nem mesmo de Embry. Diante de sua chateação por ter sido tratada por Jacob daquela forma, e por sentir-se excluída dos fatos, adiantou parte do dinheiro da sua poupança a fim de pagar os serviços de Black. Apesar de saber que não deveria mexer naquela poupança, pois estava juntando capital para o projeto do seu laboratório, a mulher não queria enrolar mais para findar aquele assunto do reparo de seu carro. Num primeiro momento, a sua mágoa contra os quileutes desconsiderou o fato de que nenhum deles tinha obrigação de inteirá-la aos seus assuntos, e só depois de um tempo que notou sua insensatez. Entretanto, ela não poderia desconsiderar a mágoa por parte de Jacob, pela forma como ele a tratou, tampouco pelo descaso de Embry em lhe mandar notícias.
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   estava contente com o trabalho na farmácia, embora fosse algo de meio período, mas seu foco era o laboratório dos irmãos Vincent. Como uma excelente bióloga pesquisadora que se enveredou na farmacologia natural, o ambiente químico era o que ela mais gostava de atuar. Quando viera para Forks, os irmãos Vincent foram muito solícitos com ela pelos dois empregos: como químico-farmacêutica no laboratório Vincent’s Co, e como farmacêutica responsável na Drogaria H&J. Sue tivera alta participação na contratação de , uma vez que ela foi quem a apresentou aos patrões.
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  Eles contaram à que Sue foi a responsável, tempo atrás, por algumas descobertas de ervas locais aos irmãos Vincent, que trabalharam em um novo projeto de flora medicinal a partir dessas plantas. Esse novo composto medicinal que eles criaram, com a ajuda dos conhecimentos indígenas de Sue, rendeu-lhes muito prestígio no âmbito da ciência e, lógico, o início de carreiras de sucesso no ambiente fármaco. Para , trabalhar com os dois irmãos foi uma tacada de sorte do destino, e claro, com a ajuda de Sue a quem ela seria eternamente grata já que, sem a ajuda dela os primeiros passos de para aquela cidade não seriam dados.
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   ainda não compreendia tão bem como foi fácil para eles a aceitarem nos empregos dada apenas à recomendação de Sue — que em contrapartida também não a conhecia —, mas ao perguntar em um dia que conversava com Julian Vincent, ele lhe contou que Sue dissera-lhes que tinha ótimos pressentimentos por desde o momento em que ela, visitando a cidade, a abordou para uma conversa sobre o lugar. Sue nunca comentara com ela sobre essas ótimas impressões.
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  Julian havia dito aquilo um pouco depois do episódio em que havia saído da reserva, chateada. A mulher sentia que devia desculpas por aquela situação; à Emily, Sue e até mesmo a Seth, que sempre lhe soou tão ingênuo.
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  Estava no laboratório fazendo a distribuição dos químicos nas cápsulas a pedido de uma nova encomenda de Julian e Hernando quando os mesmos chegaram:
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  — Bom dia, — disse Julian.
  — Bom dia, Julian. Eu aguardava-os mais tarde. — Ela o olhou e procurou o outro irmão, continuando seu trabalho e sorriu para ele: — Hernando não veio?
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  — Veio sim, está descarregando uma caixa. O que faz aqui tão cedo?
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  — Tenho andado tensa, e trabalhar me faz bem… Ocupar a mente.
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  — Não tem receio de sair da sua casa às cinco horas sozinha? É um pouco escuro, não? — Nesse momento Hernando chegou dando-lhe bom dia. respondeu a ele e continuou a conversa com Julian sem distrair-se das cápsulas.
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  — Hm… Nos primeiros dias eu estive mesmo receosa com os lobos. Eles têm acampado na entrada da minha casa, eu acho, sinto pelo cheiro…
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  Quando ouviram o que ela dissera, os irmãos se viraram para ainda mais interessados e curiosos.
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  — Mas eu acredito que essa minha movimentação matutina tem afastado eles.
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  — Tenha cuidado, . Ouvimos relatos bem sérios sobre os ataques.
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  — Acredite, Hernando, eu tenho escutado muito mais.
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  — Se refere ao Erick, certo? — Hernando sorriu sugestivo. — Ouvimos falar que você e o policial prodígio estão juntos.
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  — Na verdade não estamos juntos. Apenas saímos algumas vezes, mas não só ele fica me dizendo para ter cuidado com os ataques. A cidade não fala de outra coisa, então é difícil não escutar os casos dos clientes.
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  Terminando seu trabalho, se encaminhou aos armários do laboratório para pegar as caixas de dispensação. Dispensando as cápsulas e bulas, ela entregou os pedidos a eles, enquanto os irmãos trabalhavam no outro lado do laboratório.
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  — Rapazes? Aqui está o pedido das cápsulas de ácido valérico.
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  — Obrigado, , pode deixar na recepção?
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  — Claro. Vocês querem mais alguma coisa ou posso ir para a farmácia?
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  — Na verdade, nós gostaríamos de conversar com você. Pode nos esperar um pouco? — Hernando disse.
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  — Sim.
  Ela não tinha ideia a respeito de que assunto os dois Vincent teriam com ela, por isso, caminhava até a recepção, ansiosa. Pegou sua bolsa e tirando o jaleco, dobrou-o e guardou na bolsa. Já agitava as chaves do seu carro na mão, claramente nervosa, quando Julian e Hernando chegaram e os três se sentaram ao sofá da recepção vazia para conversarem.
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  — Temos uma proposta a você, . — Hernando, sempre muito direto, iniciou o diálogo.
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  — Está difícil e corrido para Hernando e eu sairmos de Seattle para vir à Forks apenas dirigir os pedidos a você e lidar com a administração da farmácia. Nosso laboratório não é aberto ao público, servindo apenas para que você faça as formulações. Então temos pensado em transformá-lo em uma sede de um novo projeto.
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  — Temos trabalhado com cosmetologia e perfumaria. Nosso laboratório em Seattle tem crescido e pensamos em focar apenas nesses estudos. Temos muitos planos.
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  — Portanto, a área medicinal é algo que aos poucos nós iremos nos desligando. Porém, você é ótima com tudo isso e não podemos findar com a farmácia, já que somos o principal fornecedor de fármacos da cidade.
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  — Então propomos a você que gerencie a farmácia e fique com ela em horário integral. Quanto ao laboratório, não há necessidade de continuar nele, pois, como dissemos estamos estudando se enviamos alguma equipe para cá ou simplesmente o transformamos em uma loja com nossos produtos já concluídos. O que você acha?
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  — Bom, eu desejo muita sorte a vocês! Acredito que terão muito êxito com a cosmetologia, a última amostra do creme que me apresentaram é realmente muito boa. Agora… Eu realmente não esperava por isso.
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  — , confiamos muito em você. E no seu trabalho, é claro, por isso não queremos perdê-la.
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  — E eu fico honrada e sempre muito agradecida. Vocês deram um impulso fora de sério para mim aqui em Forks. Porém, a farmacologia não é o meu foco. Eu lhes disse isso no início, não me levem a mal.
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  — De forma alguma. O que te incomoda nisso tudo? — Hernando disse simpático como sempre eram os dois irmãos.
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  — Não é questão de incomodar. Longe disso. Acontece que eu tenho estudos de biologia próprios e o fato de ter seguido farmácia é justamente para o desenvolvimento desses estudos. Com isso, assumir a farmácia em tempo integral seria um pouco inviável para mim. Há algum problema em Steve continuar comigo?
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  — Não — eles disseram olhando-se e sorrindo juntos. — Mas você assume a gerência da farmácia para nós?
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  — Bem, eu não vejo problema com isso, Julian.
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  — Ótimo! Nós mandaremos a documentação toda para você ler e analisar se quiser. Não muda muita coisa, apenas não precisaremos mais vir aqui tratar de alguns assuntos. Você fará por nós. Ah, e obviamente nós ajustaremos o seu salário de acordo com o novo cargo.
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  — Sim. Mas… Quanto ao laboratório… Vocês poderiam me emprestá-lo enquanto não tomam alguma decisão sobre ele? — perguntou um pouco temerosa da reação deles.
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  — Emprestar? Posso perguntar para o quê? — Hernando pareceu calmo assim como Julian.
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  — Justamente por esses estudos que citei. Eu ainda não tenho todo o dinheiro para iniciar a construção do meu pequeno laboratório e seria de muito auxílio que eu pudesse continuar tendo acesso a ele.
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  — Bem, … É um assunto delicado. — Julian pronunciou-se. — Você poderia nos dizer quais são esses estudos?
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  — Estudos com plantas medicinais. Não é nada absurdo, apenas meu prosseguimento com o que venho desenvolvendo dentro da farmacologia homeopática.
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  — Nesse caso não vejo problema, desde que nós possamos acompanhar os resultados enquanto estiver utilizando o nosso laboratório. Apenas por formalidades, se é que entende. Não queremos nos envolver nos seus estudos. Fique tranquila com isso — Julian afirmou olhando para Hernando.
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  — Eu também não — Hernando disse sorrindo.
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  — Eu sou imensamente grata.
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  Eles despediram-se sob o acordo de que recebesse os papéis para a análise e formalização da proposta, e ela seguiu para seu carro. O laboratório ficava na parte de trás do centro de Forks, uma parte menos movimentada, não isolada. Os irmãos Vincent, que haviam se esquecido durante a conversa, entregaram a ela um convite antes que a mulher saísse do local.
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  No caminho até a farmácia, pôde ver os Carter cumprimentando-a do mercado. A localização da loja deles era próxima à loja dos Vincent. Na verdade, o centro de Forks tinha os seus pequenos estabelecimentos próximos, com exceção da escola municipal e da delegacia que não se enquadravam naquele aglomerado de comércios. Educada, os cumprimentou de volta com um sorriso largo em seu rosto e avistou que Daniela Parker estava na porta do mercado, ao lado de Peter. Foi notório ver o desgosto na face dela.
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   nunca foi de preocupar-se com repulsas alheias, mas começava a achar aquilo um tanto quanto precipitado. O que, afinal, ela teria feito contra Daniela? Seria pela revelação que Eva lhe prestou ao dizer que Scott interessava-se por ela? Seria por seu envolvimento com o Erick? Que razão Parker tinha para encará-la como se fosse sua própria inimiga? Um lampejo de outra ideia surgiu em sua mente: seria por sua relação antiga com Isabella Swan? Bella parecia ter deixado mágoas em algumas pessoas da cidade, o que deixava ainda mais intrigada. Pensando sobre tudo aquilo, ela também pensou em Erick… Ele de fato desaparecera de seus dias.
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  Talvez ela devesse procurá-lo? Ou manter-se apenas distante conforme o espaço imposto por ele? Eram muitas as dúvidas de em relação à expectativa e curiosidade que algumas pessoas da cidade tinham sobre ela. Durante aqueles tempos em que ela estava mais presente à cidade, e mais afastada da reserva, pôde evidenciar o quanto ela estava mexendo com as pessoas da cidade. Murmúrios sobre o que ela teria vindo fazer ali passavam ligeiros aos seus ouvidos com frequência, e pareceu que ser “amiga” de Bella não era mesmo um bom presságio.
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  Abriu as portas da farmácia e pendurou sua bolsa na saleta aos fundos notando que algumas caixas tinham chegado, e supôs que os irmãos Vincent teriam as deixado ali antes de irem ao laboratório naquela manhã. Enquanto ela se preparava para levá-las ao mesmo quarto dos fundos, Scott apareceu na porta da farmácia.
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  — Bom dia, ! — ele disse escorado na porta.
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  — E aí, Scott! Bom dia — ela respondeu indo cumprimentá-lo, e recebeu um abraço forte.
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  — Como você está, ?
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  — Estou bem e você?
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  — Um pouco mais calmo. Hoje estou mais absolvido do mercado! Ganhei uma folga! — Ele riu.
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  — Pobre Peter. — olhou para o semblante gentil à sua frente, por sobre os olhos iniciando o sistema do balcão.
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  — Ah, pois é. Acredita que ele quis um pagamento extra por me cobrir hoje? — Scott se aproximou do balcão e ficou bem próximo olhando as tarefas de com seu queixo escorado em suas mãos.
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  — Hm… E o que ele pediu em troca? Alguns telefones? — sorria fazendo insinuações sobre as garotas que viviam correndo atrás de Scott, “o bom partido” da cidade.
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  — Na verdade… — Scott pôs-se a rir tampando o rosto com as mãos. De um jeito muito fofo, vale citar. — Ele está me fazendo um grande favor. Pediu o telefone da Daniela.
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  — A Parker?
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  — Sim.
  — Ela é a fim de você? — perguntou mais interessada parando de digitar no teclado.
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  — É sim. Por quê?
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  — Acho que agora entendo por que ela não me engole.
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  — Está falando precisamente do quê? — Scott ficou sério e de certo modo, esperançoso com a insinuação escutada por .
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  — Acho que… Ela me vê como uma ameaça.
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  — Qualquer uma dessa cidade deve te ver como uma ameaça. Você tem tudo para isso.
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  — E posso saber o porquê?
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  — Algumas garotas correm atrás daqueles que consideram bons partidos da cidade. E você é uma forasteira que tem tudo para atrapalhar os golpes do baú.
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  Aquela era a primeira vez que a sinceridade de Scott regada a elogios para a deixava constrangida.
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  — Mas acha que Daniela aceitaria sair com Peter? — ela disse sorrindo em dúvida.
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  — Não. Mas acho que ela faria qualquer coisa para chegar a mim de alguma forma.
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  — Entendi. — Os dois começaram a rir. — Deve alertar o Peter, não acha?
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  — Ele é novo, mas não é bobo. Sabe muito bem de tudo isso.
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  Scott se ofereceu para ajudá-la com as caixas que ela tinha que guardar. Enquanto ele as carregava, limpou a farmácia, atualizou o sistema e em seguida ele se despediu dizendo que aproveitaria o dia em outra cidade. Ela lhe desejou boas diversões e na porta da loja, Scott a abraçou apertado beijando seu rosto demoradamente. Lógico, aquilo foi o suficiente para que Parker e companhia pudessem olhar para ela, de onde estavam, com sangue nos olhos.
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  A manhã correu tranquila como sempre. Poucos clientes a serem atendidos; um movimento sutil na rua… E lia e escrevia suas anotações — como era hábito quando as tarefas de seu expediente já haviam sido feitas e ela ficava com horas sobrando —, tentando se concentrar. Mas em sua mente a culpa por saber que não havia sido gentil com Sue, Emily, Seth e até mesmo Billy e os outros garotos na reserva estava a incomodando. Portanto, assim que ela fechou seu caderno de pesquisas e procurou terminar uma tarefa que havia se esquecido no computador da loja, decidiu telefonar para a matriarca Clearwater.
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  Logo que a atendeu, Sue disse que estava preocupada com a moça. Gostaria de ter telefonado, mas ao mesmo tempo quis dar-lhe o espaço que era pressuposto. desculpou-se pelo modo tempestivo com o qual saiu da reserva e pela forma grosseira que se manteve distante. Confessou que estava chateada com todos, mas em seguida compreendeu que os assuntos deles não eram os assuntos dela. Sue nada disse, o que deixou a ainda mais certa de que queria ser uma deles mais do que uma “visitante” e amiga. Ela sentia o desejo de ser parte do clã, um desejo, aliás, irreconhecível que nela despertava-se pouco a pouco, e assustava . Sue lhe perguntou quando ela voltaria para vê-los, e esquivou-se numa desculpa de estar ocupada. A verdade é que estava evitando encontrar-se com Black, e ainda mais com Embry que lhe demonstrou mínima consideração. Contudo, convidou Sue a ir vê-la quando quisesse e pediu para falar com Seth.
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  — Você está com raiva de mim? — E, direto sem rodeios ou voz amargurada, Seth atendeu à chamada com claro sentimento de culpa.
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  — Não, Seth, isso seria impossível. Eu queria ver você inclusive…
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  — Sério?
  — Pode vir à farmácia?
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  — Claro! Eu pego a moto do Jake e chego rapidinho!
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  — Não! Quero dizer… Não diz a ele que vem me ver, pode ser?
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  — Segredinho nosso, gata — Seth disse com uma voz propositalmente sexy que nem sabia que ele teria, mas compreendeu estar rodeada de um bom humor do garoto.
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  — Ah! Seth, a sua mãe preparou umas plantas da reserva para mim. Então não se esqueça de trazer as mudinhas, por favor.
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  — Cuidado com essas plantas, hein… — Seth zombou dando uma risada sutil.
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  — São apenas as mudas de babosa e manjericão que o Billy utilizou no chá, é bem difícil achá-las por aqui, mas o Billy tem um cultivo próprio.
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  Aquelas plantas eram o novo objeto de estudo de , que atribuiu ao universo uma boa coincidência de logo Billy, logo ali na reserva quileute, ela as encontrar.
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  Assim que Seth chegou à cidade, estacionou animado em frente à farmácia e sorriu abertamente para . Queria ter ido visita-la, mas sua mãe o impedia dizendo que era melhor dar a ela o próprio tempo.
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  — Ei, pequeno Clearwater! Estava com saudades suas! — ela confessou se aproximando dele e o abraçando.
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  — Não sou tão pequeno assim, ! — ironizou arqueando a sobrancelha com seus pequenos olhos apertadinhos num sorriso. — E nós também sentimos a sua falta! Deveria ter aparecido!
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  — Eu estive ocupada…
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  — Mentirosa! — A acusou. — Você está evitando o Jake. Ele foi rude, mas não tinha a intenção de te magoar,
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  — Não importa, não é para justificar a ele que eu te chamei… — deu de ombros e puxou um envelope do bolso de trás de sua calça e o entregou a Seth. — Entregue nas mãos de Black, por favor. É o dinheiro do conserto do Mustang.
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  — Então você só queria um garoto de entregas… Para trazer plantas e levar dinheiro… — reclamou.
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  — Não só isso, eu também queria ver este rostinho lindo! — riu apertando as bochechas do rapaz. — Me faça esse favor, vai? Eu não quero vê-lo por enquanto, mas quero menos ainda ficar devendo dinheiro.
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  Seth suspirou assentindo e guardando o envelope no bolso de seu agasalho.
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  — Tudo bem, mas ele vai recusar. E pior: vai vir até você! Escreve o que eu estou dizendo, eu conheço o Jake! Ele é mais transparente do que você imagina.
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  Seth se despediu a abraçando e convidando novamente para voltar à reserva quando quisesse, porque ninguém havia ficado magoado com ela.
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  — Você tem notícias do Embry? — ela perguntou, antes que ele ligasse a motocicleta, e Seth ficou sério. A expressão de ansiedade e preocupação tomando-lhe o rosto. não precisou ouvir o que quer que fosse. — Deixa para lá, seu rosto já disse tudo. Entendi o recado do Embry…
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  — , desculpe, mas…
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  — Esquece, Seth! — Ela sorriu amenizando sua fala ao interrompê-lo. — Não vamos envolver outras pessoas na nossa amizade, ok? Se o Embry quer ficar longe, então eu ficarei. Dele, não de você. Prometo.
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  Clearwater tentou esboçar um sorriso, mas a sua expressão de seriedade se mantinha. Ele trocou um cumprimento de soco à mão dela, e engatou a moto, partindo sob os acenos distantes da garota.
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  Ao chegar a hora do almoço, esperou por Steve para a troca de turnos; assim que ele chegou ela voltaria para casa, mas quando daria partida em seu carro, a viatura da polícia parou na lanchonete badalada da cidade. Avistou Erick sair dela sozinho e o seguindo, trancou o seu carro e foi até ele.
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  A lanchonete tinha uma daquelas sinetas que fazem barulho quando se abre as portas. Não estava vazia e todos olharam para a entrada a fim de ver quem chegava, inclusive Erick, que, sentado à mesa, a olhou de soslaio, o policial enrijeceu da postura ao rosto quando a encarou.
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  — Erick. Como você está?
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  — Bem. E você?
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  — Também… Será que eu posso me sentar?
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  — Eu não posso demorar, . — Ele desconversou.
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  — Eu não pretendo alugar você por muito tempo — ela disse já se sentando e Erick permaneceu sério e desconfortável. — Até quando vamos ficar sem nos falarmos, Erick?
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  — O que você quer, ?
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  — Conversar com você. Mas aqui não é hora e nem lugar. Quando podemos nos ver?
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  — Vai estar em sua casa hoje à noite?
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  — Como todas as noites. — Assim que ela o respondeu, ele se afeiçoou de uma expressão de sarcasmo.
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  — Passo lá — falou seco, frio e voltando-se à garçonete, ignorando a mulher à sua frente.
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  — Até mais então. — despediu-se e levantou-se saindo irritada de dentro da lanchonete.
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  Abriu a porta do carro com raiva de Erick. Ele precisava ser tão ridículo, tão imaturo? O que ela fizera a ele para ser tratada com tanto desdém?
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  Pensando sobre aquilo com a sua cabeça encostada ao volante, achava aquela atitude de Erick um exagero. E a culpa também era do próprio por ter se iludido. Contudo, algo lhe ecoava que de um jeito ou outro, sendo culpa diretamente dela ou não, havia magoado os sentimentos de alguém e aquilo devia desculpas. É assim que funciona: você tem que mandar o orgulho pular do barco para a humildade navegar nele.
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  Horas depois, em sua casa, foi replantar as novas mudas que Sue havia lhe dado, depois cuidou do seu jardim da frente. Ao pôr do sol, com o relógio marcando aquilo que deveria ser um fim de tarde, guardou seus aparatos de jardinagem e tomou um banho. Desceu já vestida com um moletom e uma camiseta dos Ramones ansiosa para ler o convite que Vincent havia lhe dado.
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  O convite consistia em um jantar na casa de Hernando, às 20 horas no fim de semana próximo, em sua casa em Seattle. sentiu-se honrada e imaginou que aquele jantar seria algo sofisticado apenas pela aparência do convite. Bebericando um pouco de suco na cozinha, ela escutou um estrondo de tábuas caindo aos fundos.
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  Os lobos continuavam rondando a sua casa durante aqueles tempos e ela sabia disso pelo cheiro. Algumas noites, os uivos eram bem fortes como se eles estivessem se comunicando. identificou que um deles dormia à porta de entrada, pois todas as manhãs havia pelos em seu tapete. Já estava acostumada a barulhos como aqueles, mas pensava, a cada vez que percebia a presença dos animais selvagens: “Será que os quileutes sabem que lobos ainda estão rondando minha casa?”.
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  A considerar as atitudes dos rapazes, ou melhor, de Black quando soube dos lobos, ela poderia jurar que seria um fato preocupante para eles. Mas os quileutes não a procuraram e não davam notícias sobre Embry, muito menos sobre aquele assunto. Eles estariam caçando-os como naquela vez? Eles estariam tentando controlá-los? E seria por isso que os lobos estavam acampando em suas terras: por serem expulsos do território da reserva? E quanto aos ataques humanos? Se eles fossem mesmo perigosos, os quileutes a deixariam sem aviso sobre aquilo?
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   colocou o copo na pia após aqueles pensamentos e pela primeira vez desde que chegou ali, fizera algo impulsivo em relação àqueles barulhos: abriu a porta da cozinha e foi aos fundos da casa. Naquela hora do dia, geralmente era quando os lobos chegavam, mas não pensou nisso. Ela pensava em Embry. Na última vez que eles se viram antes dele sair para caçar. Quando se deu conta do que estava fazendo, ela já estava no meio do quintal dos fundos sem nada nas mãos e longe da porta da cozinha. O que quer que pudesse vir a acontecer ali, ela precisaria ser ágil.
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  Algo se mexia nos arbustos da floresta que dava para o fundo da sua casa, e mais uma vez, impulsiva, deu passos à frente. Onde ela estava com a cabeça? De repente, uma buzina soou na entrada da casa, tirando-a daquele transe de curiosidade e deixando-a ser tomada pelo desespero do que havia feito. correu para dentro de sua casa de novo e, caindo na realidade do que havia feito, imaginou se algo terrível tivesse lhe ocorrido. Aleatoriamente, em sua mente, pensava como pôde ser maluca de comprar aquela casa abandonada com fundos para uma floresta, em um lugar que ninguém habitava. No mesmo instante, indagou-se silenciosa, se era hora de ter um cão de guarda, mas rapidamente percebeu ser a maior besteira fazer aquilo. Imaginou a loucura que seria ter um cão de guarda em uma casa cercada de lobos!
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   não poderia saber, ouvir e nem notar a presença de estranhos nos arbustos que a vigiavam no momento em que surgiu corajosa, movida a uma curiosidade fatal.
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  — Ela é louca! Não, não, ela é corajosa muito corajosa!
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  — Ela não sabia o que estava fazendo.
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  — Sim, mas, mesmo assim, cara, ela sabe dos lobos! Achei que ela iria para os arbustos.
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  — Anda, vem. Vamos ver quem chegou aí.
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Capítulo Sete – Onde estará Embry Call?

  Na entrada da sua casa, assim que saiu pela porta, viu Charlie indo até ela acompanhado por Erick.
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  — Boa noite, !
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  — Ei, Charlie, que surpresa! — disse lhe dando um abraço.
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  — Vim saber como estava, afinal, não tenho notícias de você há tempos.
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  — Ah, eu estou bem, tenho trabalhado bastante.
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  — Sue está preocupada. Você não aparece mais na reserva há quase um mês.
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  — Ela é adorável. Diga que você me viu inteira. Ela não acredita pelo telefone.
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  — Certo, eu digo sim. — Ele sorriu e deu outro abraço na jovem, cobrando: — Precisamos marcar um almoço de fim de semana lá em casa, hein?
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  — Ah, com certeza, estou devendo-lhe isso e eu não gosto de dívidas.
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  — Eu te ligo, querida. Até mais. Até amanhã, Erick.
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  — Eu vou aguardar o telefonema. Até mais, Charlie. Abraços a todos.
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  Charlie entrou na viatura e olhou para Erick sorrindo amigável; convidou-o para entrar, mas novamente passou um olhar meticuloso pelos arredores, os arrepios que tivera nos fundos de sua casa a amedrontaram como há algum tempo não acontecia. Erick chamou pelo seu nome, já de dentro da sala dela e ela entrou.
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  Após fechar sua porta, novamente em algum ponto escondido de sua varanda, os indivíduos que a espiavam se manifestaram:
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  — Certo, cara, vamos nessa. O policial está aí.
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  — Sim, vamos. Escuto os outros nos chamarem.
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  Assim que observou o rosto preocupado e desconfiado de , Erick também percebeu imediatamente o nervosismo dela.
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  — Está tudo bem, ? Está pálida… Parece nervosa.
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  — Antes de vocês chegarem eu estava lá no fundo e tive impressão de ter algo na mata… — Rapidamente ele empunhou sua arma e seguiu para a cozinha até os fundos.
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  — Erick… — chamou e foi atrás dele.
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  Erick caminhou em direção à moita, espreitou o arbusto e se manteve parada sob a porta dos fundos sem nada dizer. Nada havia ali, Erick adentrou um pouco mais à frente da mata e, olhando em volta sem nada pressentir, deu meia volta até . Acariciou seu rosto já à frente da mulher na varanda perguntando se ela estava bem. assentiu agradecida e eles entraram à cozinha.
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  — Sente-se. Vou preparar um jantar.
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  — Não posso demorar. Tenho compromissos, .
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  . Ouvir Erick chamá-la pelo seu nome e de forma tão áspera mutilava a sua consciência. Orgulho perverso o dela, que em todos os momentos impróprios se voltava contra si. O que há cerca de minutos parecia uma trégua com a preocupação dele, ao ouvi-lo dizer seu nome pronunciado como ele o fez, puxou-se de volta à situação real. Havia o chamado para ela pisar no seu próprio ego e lhe pedir perdão, ainda que não aceitasse estar errada.
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  — Um café então?
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  — Pode ser. — Ele sentou, incomodado por estar ali.
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   trocou olhares com Erick e pela expressão dele, talvez tenha clamado uma bandeira de paz pela sua forma de encará-lo. Ela estaria disposta a mostrar-lhe como, de repente, os dois soavam como dois estranhos e sem necessidade. Rapidamente Erick tentou puxar algum assunto.
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  — Então você não vai à reserva há quase um mês?
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  — Sim. Tenho andado ocupada.
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  — Ou se cansou de brincar de índio.
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  — Como é? — pronunciou pousando a xícara que segurava ao balcão, estupefata pelo tom utilizado por ele.
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  — Eles te excluíram, não é? — Erick a olhava convincente e piedoso. — Eu te avisei, ! Os quileutes não são boas pessoas! Eles nunca irão te aceitar, por mais linda, interessante e parecida com eles que você seja! São apenas índios egoístas com seus rituais extremamente suspeitos!
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  — Eu não te chamei aqui para pedir a sua opinião. Eu te chamei para pedir desculpas, Erick.
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  — Sei disso. E é por isso que te falo assim. Por que mais você me pediria desculpas a não ser por eu estar certo sobre esses índios estúpidos?
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  — Índios estúpidos?! — gritou. — Eu te chamei aqui para conversar sobre a forma como eu te magoei, seu idiota! E não por causa de quileute algum, mas sim por ter expressado mal os meus sentimentos por você! Erick! Você é tão babaca! Te ouvindo agora acho que eu nem deveria pedir desculpas a você! Estou aceitando um erro que não cometi!
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  — Não cometeu? Como você é hipócrita, . Você começa a se envolver com um índio atropelando nós dois e o errado sou eu?
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  — Cala a boca! Eu não atropelei nada. O que nós tínhamos? Saímos duas vezes e ainda assim você nunca deixou claro que pretendia algo sério. Eu me interessei pelo Embry assim como você poderia ter se interessado por qualquer outra!
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  — Ah, por favor, você quer que eu peça desculpas? — estava assustada por estar diante daquela parte mimada do homem e que ela não conhecia. Estava triste por ver que o que interessava para ele não era o bem-estar da sua relação, mas a briga infundida dele com os quileutes.
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  — Não. Não quero suas desculpas, Erick. Sabe por quê? Porque você quer que eu me desculpe por gostar de pessoas as quais você odeia sem motivos, e não por tê-lo magoado. Sua birra não é por mim. É por eles.
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  — Você não sabe o que fala. — Erick começou a rir ironicamente e muito nervoso. — Você defende aqueles marginais!
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  — Eles não são marginais! — gritou novamente, já avançando para cima de Erick entre tapas e socos infantis.
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  Ele até podia estar certo sobre ter sido excluída, mas ela ainda defenderia os quileutes! Era culpa da maldita sensação de se sentir uma deles! E sabia que não deveria julgá-los por seus segredos, afinal ela nada conhecia sobre eles.
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  — Eu preciso realmente ir. Minha namorada me espera e não quero mais perder tempo com você. — Erick frisou bem a palavra “namorada” segurando os braços de , na tentativa de afastá-la dele, com olhar desprezível.
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  — Melhor você ir mesmo. Mas antes que saia… Eu peço desculpas a você por ter alimentado involuntariamente uma ilusão sobre nós. Somente por isso.
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  — Se é do meu perdão que você precisa para viver… Eu te perdoo.
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  — Não! Eu tenho a minha consciência tranquila, minhas desculpas são apenas um favor que lhe faço, já que a sua consciência é surda e cega suficientemente ao ponto de te fazer não aceitar os seus defeitos.
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  — Não preciso da sua aceitação ou favores, . É você quem precisa daqueles índios… Olha para você. Totalmente dependente deles.
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  Ele estava certo. sentia uma necessidade de estar com as pessoas daquela tribo, daqueles ares, daqueles olhares e, urgentemente, dos seus mistérios. Ela não seria falsa em retrucar contra aquilo, mas precisava ainda saber de uma coisa…
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  — Por que você pronuncia a palavra “índios” com tanto desprezo?
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  — Porque este é o único sentimento que tenho por eles. Desprezo.
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  — Cuidado com isso. O sentimento que você tem é preconceito racial… E logo, o seu chefe será um deles. Não deveria repensar um pouco isso que você chama de “desprezo”?
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  — Se o senhor Swan não sabe escolher as suas esposas, eu não tenho nada a ver com isso, mas não tenho a menor obrigação de ser simpático com essa gente.
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  — Essa gente… — repetiu da mesma forma com que ele pronunciou, a fim de entender o que ela ouvia e presenciava. Em sua mente, aquela reação dele era tão absurda quanto nojenta. Que Erick era aquele? Fora por culpa sua que aquele ódio todo veio à tona ou ela estaria sendo muito prepotente?
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  — Até a vista, . Jessica já deve estar preocupada com minha demora.
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  — Adeus, policial Erick.
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   pode perceber com o susto que ele levara, que tratá-lo por “policial Erick” mostrou claramente o imposto distanciamento. Apesar da pose, parecia que Erick sofria com aquilo. Ele se aproximou dela e o olhava decepcionada. O policial ainda tivera a audácia de acariciar o rosto da mulher, antes de sair despedindo-se:
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  — Se cuida, . Eu só quero o seu bem, e essa gente… Enfim, você não precisa se misturar com um povo tão desprezível… — Ele beijou sua testa e quando já estava na porta, o chamou.
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  — Só para você saber… Eu sou filha de indígenas. — Erick então olhou para ela inexpressivo e saiu parecendo mais atordoado.
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   sentiu-se péssima com o que havia escutado. O olhar de superioridade, o preconceito com o povo indígena, e a ferida que aquilo lhe causava… Ela nunca havia sido julgada por ser uma descendente indígena, mas… Só de presenciar aquele ataque feito de Erick a respeito dos quileutes… estava com ódio. O que os garotos e o restante do povo da reserva não teriam ouvido de Erick, ou de outras pessoas da cidade que pensassem como ele? Ela mal esperou a viatura dele sair da entrada de sua casa, e fechou a porta trancando-a. A água para o café estava quase seca, então optou por utilizá-la apenas para uma caneca de chá. Um forte chá de capim limão.
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  Algumas horas depois da partida de Erick, os quileutes estavam na reserva discutindo sobre uma ação importante do clã.
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  — Ela vai ficar bem, Jacob. Não precisa ir!
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  — Pai, eu vou. Paul, Seth! Vocês vêm comigo?
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  Eles olhavam para Jacob, indecisos. Billy insistira naquela ideia de que Jacob deveria ficar fora daquilo tudo, mesmo sendo aquela uma noite aturdida para os quileutes.
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  — Eu vou com ele, Billy! — disse Seth.
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  — Leah também pode ir, Paul e Quil ficam comigo, Billy — Sam também ordenou passando confiança ao patriarca Black, que às vezes agia como se Jake ainda tivesse 16 anos.
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  Aquilo irritava Jacob de uma forma imensurável! Ele estava prestes a retomar a liderança do clã, embora não houvesse verbalizado a respeito com os outros, e seu pai ainda o tratava como um alfa problemático.
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  — Certo, então vamos antes que a princesinha fique em apuros — disse Leah em tom esnobe.
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  Os lobos saíram sob os olhares preocupados dos outros e ouviram os urros altos do perigo, olharam para trás preocupados, mas receberam a aprovação de Sam que lhes gritou:
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  — Vão! Nós damos conta disso! — Sam gritou e saiu sendo seguido para a mata junto com o restante da matilha.
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  — Não sei por que estamos nisso! Ela não corre perigo!
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  — Leah! Você ouviu o que Billy disse. — Seth brigava com a irmã, e realmente a garota estava dando nos nervos de Jacob ao agir daquela forma. Leah fazia com que ele se recordasse de tempos atrás. Tempos infelizes.
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  — Jacob… E o policial? — perguntou Seth preocupado.
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  — Ele não deve estar mais lá.
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  — Como sabe? Eles podem estar juntos. — Leah continuava sendo irritante diante daquilo tudo. Black controlou-se para não a morder e, notando a raiva dele, a outra loba se calou.
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  — Ainda que ele esteja lá nenhum deles está fora de perigo. — concluiu inteligentemente, Seth.
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  Em sua casa, bebia seu chá e já mais calma pela discussão recente, ela ligou o computador para procurar desvendar algumas das suas dúvidas, até que seu telefone tocou a interrompendo.
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  — Boa noite, . É o Steve.
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  — Boa noite, Steve, aconteceu algo?
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  — Não. Primeiramente, parabéns pela promoção, senhora gerente.
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  — Ah, obrigada. Não muda muita coisa.
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  — Certo… — Ele riu.
  — E então, me ligou apenas para dar os parabéns?
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  — Não… Você vai ao jantar dos Vincent?
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  — Claro, já é neste fim de semana, certo? — Conferiu pegando o convite e lendo o dia e horário. — E você?
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  — Sim, também irei. Que tal se fôssemos juntos?
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  — Acho ótimo! Até porque eu não sei andar muito por Seattle.
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  — Eu passo aí às oito horas então, pode ser?
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  — Se importa se nós formos com meu carro?
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  — Não. Por mim tudo bem.
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  — Até lá então, Steve, e não se esqueça: qualquer problema com a loja, você pode me ligar.
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  — Entendido, chefinha — Steve disse brincalhão e os dois encerraram a chamada.
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  Voltando ao seu laptop, digitou nas pesquisas do Google “Bairro Kalil, Forks” e ficou abismada com a quantidade de manchetes e notícias trágicas envolvendo o nome de Forks. Notícias sobre mortes misteriosas, rituais sobrenaturais, ataques a turistas, campistas e alpinistas que não obtiveram respostas a não ser suspeitas de provirem de animais selvagens desconhecidos. Contudo, sobre o bairro Kalil ela precisou de uma procura mais detalhada e sua resposta fora que ali, exatamente ali naquele bairro inóspito, muitos destes corpos foram encontrados.
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  Então era aquilo que preocupava a todos: morava em um cemitério antigo. E se ali ocorreu a maioria dos ataques, ela estava mesmo correndo muito perigo! Por isso nenhuma outra casa, nenhuma outra alma habitava os arredores e, consequentemente, esta era a razão do preço baixíssimo pelo qual ela pagou naquele casebre.
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  Assustada e evitando aqueles pensamentos tenebrosos de filme de terror, fechou o aparelho e reuniu suas coisas, subindo ao seu quarto para tentar dormir, porém, os lobos pareciam cada noite mais agitados e naquela, precisamente, ela temia mais do que todas as outras. Nunca pensou tanto em Embry e Jacob como naquela noite. Em consequência disso, tivera um sono conturbado e sonhou com eles.
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  Ao amanhecer após toda a preparação matutina rotineira, não havia mais sinais de perigo, mas ainda sentia uma estranha premonição que a fazia arrepiar. Havia uma aura muito fria em torno de si, suspeitando ser apenas um pavor provocado pelo que havia lido na noite anterior, ela decidiu que não buscaria mais informações naquele dia. Exausta, sem ter dormido direito, não iria realizar suas pesquisas laboratoriais também.
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  Seguiu à porta para sair em direção ao seu turno da farmácia e avistou um envelope conhecido no chão, passado por baixo de sua porta. Ela o pegou e abrindo a porta para enfim sair, nem mesmo precisou abrir o envelope para reconhecê-lo ou conferir o que estava dentro. Havia um bilhete pregado nele dizendo: “Nada de pagamentos, esse foi o combinado”. Black devolvera seu dinheiro. entrou em seu carro, desanimada com o fato de ter que insistir naquilo.
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  Já na cidade, ela estacionou em sua vaga de sempre e mal pôde acreditar quando avistou Jacob Black saindo do mercado. Antes mesmo de olhar para a loja, trancou o carro e correu até o quileute:
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  — Black! — gritou ao vê-lo subir na motocicleta irrevogavelmente perfeita. — Espera!
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  Jacob olhou para ela retirando o capacete, ainda sentado. se encaminhou até ele parando bem em frente ao corpo que refletia exaustão e nenhuma postura elegante sobre as duas rodas.
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  — Bom dia. Parece cansado.
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  — Bom dia. Realmente preciso de um bom descanso. O que aconteceu? — Ele respondia desatento a ela, sem querer lhe dar muita atenção, mas arregalou os olhos ao ver que ela lhe estendia novamente o envelope.
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  — Não vou aceitar.
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  — Ora, Black. Não dificulte as coisas. O combinado foi um pagamento justo.
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  — Eu não quero. Você não pretende montar seu laboratório? Guarde-o para isso.
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  — Como sabe disso? — Ele abaixou a cabeça como se tivesse falado demais.
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  — Hm… Sue e eu estivemos conversando sobre você.
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  Black tinha uma particularidade: quando não gostava do assunto ou não queria falar, ou ainda quando não queria estar em alguma situação, mas era obrigado a isso, ele conversava sem olhar para a pessoa. Ficava analisando em volta com o olhar vincado e as sobrancelhas juntas. E não percebeu naquele momento, mas achava aquele um dos gestos engraçados e sexys de Jacob Black, dentre tantos outros que só notaria muito tempo depois.
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  — Conversando sobre mim. O quê? E por quê?
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  — Nenhum motivo direto. Ela apenas comentou que você planejava isso. Então pegue seu dinheiro de volta.
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  — De qualquer forma eu insisto.
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  — Façamos assim… — Ele estava cansado demais para discutir. — Você fica me devendo um favor. — Concluiu já se preparando para partir.
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  — Não, espera, Black… — Ele depositou um beijo na testa dela e piscou para ela se preparando para dar a partida da moto. — Jacob!
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  — , não. Depois nós conversamos. Preciso mesmo ir.
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  — Está tudo bem? Por que essas olheiras tão fortes? Você não tem dormido. O que está acontecendo? É com o Embry?
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  — Está tudo bem — ele disse e saiu veloz.
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  Mais uma vez sem notícias, sem vestígios, sem explicações. Se ficasse pensando nas coisas que vinham ocorrendo, surtaria. Então a garota decidiu pensar no jantar dos Vincent, no que vestiria para ir.
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  A farmácia sempre monótona pelas manhãs, decidiu surpreender. Primeiramente com a visita insossa de Jessica Parker. Infeliz a coincidência de ser irmã de Daniela? Bom, coincidências como essas eram muito comuns em Forks.
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  — Bom dia — disse.
  — Um remédio para dor de cabeça — a outra respondeu de forma diretiva, séria e deixando notório que educação não era o forte dela.
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  — Alguma preferência?
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  — Não.
  — O Aimovig custa dezoito dólares, caixa com vinte comprimidos. Temos o genérico.
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  — Esse mesmo. E os testes de gravidez ficam onde?
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  — Algum laboratório específico?
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  — Não. Pode ser qualquer um. — pegou um dos mais vendidos e entregou a ela.
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  — São vinte e oito dólares no total.
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  — Aqui está. — Jessica estendeu o dinheiro para , de forma esnobe.
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  — Boa sorte. — Em igual tom, disse sorridente olhando para o exame.
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  — Obrigada. Erick vai ficar muito feliz! Eu tenho certeza da gravidez.
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  Parker esperava atingir com aquela informação, mas a atendente continuava sorrindo falsamente simpática, o que deixou Jessica um tanto impaciente e respondeu:
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  — Sei que tem. Espero que ele fique mesmo feliz!
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  Após a visita nada agradável de uma, veio a visita da outra, porém Daniela nada consumiu. Apareceu tempestiva e exigindo informações:
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  — Bom dia, em que posso ajudar?
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  — Onde está o Scott?
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  — Oi? Por que eu deveria saber?
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  — Sei que você está de caso com o meu Scott, sua mulherzinha!
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  “Ah fala sério!” foi o que pensou, já entediada e, de certa maneira, se segurando para não responder à altura.
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  — Não sei onde ele está, primeiramente porque não tenho nenhum caso com ele, depois porque ao contrário do que você deseja, ele não me deve satisfações, e terceiro… Não perca seu tempo. Scott com certeza deve estar fugindo de você como sempre. Aliás, deveria perguntar à mãe dele em qual setor ele estaria. É no mercado que Scott trabalha e não na farmácia.
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  — Sua ridícula! Não se atreva a meter-se com Scott! — Enraivecida, Daniela invadiu o balcão da farmácia tentando entrar na sala reservada. — Scott! Scott!
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   a impediu, entrando em sua frente e assim que percebeu que aquilo só pioraria a situação, ela fez questão de acompanhá-la por cada cômodo da loja. Ao ver que estava surtando, Daniela saiu sem dizer mais nada. Com o nariz bem empinado. E para piorar o fatídico dia de maus encontros de , Erick também apareceu pela farmácia um pouco mais tarde naquela manhã.
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  — Bom dia, . Estou um pouco enjoado, o que você tem aí?
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  — Você tomou café?
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  — Sim.
  — Tem sentido esses enjoos com frequência?
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  — Um pouco. Nada muito contínuo.
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  — Eu sugiro que você passe no posto ou no hospital. Não posso vender nada sem receita.
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  — Eu não posso, . Aliás, eu sempre tomo uns comprimidos para enjoo, me dê esses mesmo. O nome é… — Ele retirou um papel do bolso. — Bromoprin.
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  — Erick, eu não sou médica. Não posso vender esse tipo de medicamento sem receita. Você terá que ir ao médico ou conseguir uma receita.
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  E de repente, sem o menor preparo da parte dela, Erick a assustou. Ergueu a cabeça encarando o teto e, apressado, deu a volta no balcão da farmácia parando à frente de , um tanto impulsivo, e a puxou pela cintura. Enlaçando um de seus braços no corpo dela e com uma das mãos em sua nuca, beijou tão desesperadamente como se a melhora dele dependesse daquilo, sem aviso prévio ou consentimento. ficou tão sem ação que não reagiu. Enquanto era beijada, torcia mentalmente para que ninguém visse aquilo.
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  Ao partir o beijo e separar seus corpos, o encarou com medo, dúvida, raiva, surpresa e revolta. Desferiu um tapa ao rosto do homem, e antes que abrisse a boca para iniciar uma discussão do quanto aquilo foi errado, Erick saiu. Ao deparar-se com o olhar raivoso da mulher, sua mente pareceu elucidar como quem se dava conta do ato grave cometido. Não se beija e nem se toca em uma mulher sem o seu consentimento. Covarde, talvez, Erick fugiu.
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   permaneceu ali estatelada, sem qualquer esclarecimento do que havia ocorrido. Erick não voltou naquela manhã e, acabado o turno de trabalho, a garota de Phoenix foi novamente para casa. À tarde, continuou suas pesquisas e realizou uma limpeza doméstica. Embora sua casa sempre estivesse organizada e de certo modo limpa, ela quis ajeitá-la com mais afinco.
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  Ao tardar da noite tudo continuava normal. É absurdo declarar um bando de lobos, muitos uivos e rosnados como “normal”, porém, aquela era a realidade corriqueira da mulher que se espantaria se por acaso não encontrasse sinal de seus “amiguinhos” por ali, tamanha era a conformidade que ela já apresentava pela presença dos animais. Entretanto, foi ao acordar que toda a “falsa calmaria” da mente de obteve algumas de suas respostas. Ela acordou mais cedo do que o de costume e ao passar em frente à janela da sala, resolveu dar uma espiada. Afastou sua cortina e avistou pernas estendidas de alguém que estava escorado à sua porta. O susto era inevitável! Antes de abrir, agiu com sensatez e olhou novamente pela janela.
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  Black. Jacob Black. Ele dormira na sua porta! Mas por quê? Quando pensou em abrir, ela pôde avistar a figura de Quil Ateara indo em direção a ele. Ela rapidamente fechou as cortinas e se escondeu de modo que pudesse ainda os vigiar. Quil acordou Black e os dois saíram correndo em direção à estrada. Jacob, ainda sonolento, olhou para trás, se certificando de que estava tudo certo e de que não estaria acordada.
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  Aquilo a deixou raivosa e abismada. Uma chuva de perguntas e preocupações iam passando em sua mente: Por que ele estaria ali? E há quanto tempo? Mas e os lobos? Erick estava certo em dizer que os quileutes domavam e treinavam os lobos para atacar as pessoas? E o pior de todos os pensamentos: os lobos estariam a cercando por causa dos quileutes? E Embry? O que aconteceu com ele? Por que ela não tinha respostas sobre ele? Por que ele se afastou tão repentinamente?
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  Enquanto ela se preparava para mais um dia buscando frustrada, se acalmar, a sua mente vagueava nas lembranças das vezes que estivera com Embry. O almoço na tribo, o passeio na praia, o beijo nas rochas, o corredor da casa de Emily, o casaco dele, e finalmente a caça aos lobos. Ela não o viu mais, nem seu sorriso, nem seu olhar, nem ouviu a sua voz. Embora ele fizesse falta, o que sentia por Embry era superficial! Não de um jeito pejorativo, mas como se ela apenas se preocupasse com ele por tê-lo como um bom amigo, um companheiro. Sempre estivera certa de que não o amava, afinal, ela nunca foi o tipo de garota sonhadora que em um beijo se declarava apaixonada pelo homem da sua vida. achava tal comportamento insano e estranho. Ingênuo. Contudo, ela tinha muita consideração por Call e curtia estar com ele. Até porque, eles estavam iniciando algo muito bacana. queria seguir em frente com ele, mas como? Como se ele não demonstrava querer o mesmo? Como se eles vinham sendo afastados por aquele desaparecimento estranho? Como, se Black tomava mais espaço nos seus pensamentos com suas atitudes misteriosas do que o próprio desaparecimento de Embry? Céus! Black não deveria ter tanto espaço assim! Que droga! Ele tornava-se um tormento.
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   se vestiu tão rapidamente que se existisse um concurso, o tempo vitorioso seria o dela. Pobre do seu carro! Engasgaria com o tanto que a mulher ia acelerar para chegar naquela reserva. E assim o fez. Ao chegar à reserva, estacionou-o de qualquer jeito e deixou o motor ligado, inclusive. Ela personificava em seu corpo e semblante a raiva, o desespero e o medo. Sentimentos mistos, os quais ela não controlava naquele momento.
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  Ainda que Billy estivesse em casa, não deixaria de agir como agiu. Abriu de súbito a porta da cabana dele e adentrou buscando o quarto de Black. Um dos quartos estava arrumado, e nem sinal de Billy na casa. Encontrou outra porta semicerrada e avistou Jacob Black deitado em sua cama. Vestia apenas uma boxer e tinha o corpo perfeito descoberto. Embora a visão fosse tentadora, os sentimentos que havia na alma da mulher, no momento, eram bem maiores.
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   avançou para perto dele e começou a bater no rapaz gritando para que ele acordasse. De repente Jacob segurou os punhos dela e girou-a em sua cama, se colocando por cima de . Segurava-a com as suas pernas fortes, e com suas mãos largas e grandes imobilizava as mãos da mulher sobre o próprio abdômen.
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  — O que é isso, ?! — disse desesperado.
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  — Calado! Explique-me agora o que você fazia na porta da minha casa! Por que dormiu lá, Jacob? — gritava.
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  Com o escândalo, Billy, Sue, Paul e Quil apareceram no quarto de Jacob os deixando constrangidos com a situação. Paul e Quil deram risadas discretas e espantadas. se contorcia tentando se desvencilhar de Jacob que lutava contra ela, ainda vencendo e a deixando imóvel por seu corpo. Enquanto eles gritavam um com o outro e resistiam entre si, as pessoas presentes olhavam sem nada entender.
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  — ! O que faz aqui? — disse Billy finalmente.
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  — Eu quem quero saber por que Jacob dormiu na porta da minha casa e o que ele fez ou faz com os lobos à noite! — gritou ela, enfurecida e Sue tapou a boca com as mãos, assustada pela dedução rápida de , então todos ficaram sérios.
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  — Jacob! — Billy gritou com o filho lhe dando sinais de desaprovação.
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  — O que foi? Ela quem invadiu e começou a me agredir!
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  — Não é isso! — Billy disse colocando a mão sobre as têmporas, impaciente. — Saia de cima dela e vá se vestir! — O pai olhou para ele como se tratasse da coisa mais óbvia.
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  — Ah. Claro! — Jacob soltou o corpo da mulher e se levantou bastante constrangido, pedindo a Sue: — Desculpe, Sue.
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  Abriu o guarda-roupa de um jeito atrapalhado e puxando uma bermuda vestiu-a. ainda o encarava séria escorada na cama dele.
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  — Será que pode olhar para lá? — ele disse.
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  — Eu vou acabar com você se não começar a se explicar logo! — esbravejou ela para ele desconsiderando a presença de outras pessoas.
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  — , se acalme, querida — pediu Sue.
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  Fazendo o que ela pedia, a mulher ajeitou a roupa em seu corpo, se levantou desculpando-se com todos, inclusive com Billy por invadir a casa dele.
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  — Tudo bem, . Melhor, você e Jacob conversarem, nós estaremos lá fora. Acalme-se — Billy falou e antes de sair olhou sério para Jacob deixando claro ao filho que resolvesse a situação com cuidado.
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  — Ei, gatinha feroz, poderia me emprestar a chave do carro? Você deixou o motor ligado lá fora. — Paul se manifestou brincalhão à mulher que sorriu sem graça e jogou as chaves para ele.
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  — Até mais, . Tenha paciência com o nosso amigo — disse Quil abraçando-a e sorrindo travesso para a figura irritada de Jacob.
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  Depois que todos saíram, Black sentou-se em sua cama. Esfregando a face e encostando os cotovelos nos próprios joelhos depositou as mãos no queixo a encarar a figura da mulher que tentava o intimidar com o olhar.
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  — Estou esperando suas explicações, Black.
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  — Precisava mesmo disso tudo?
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  — Limite-se às explicações.
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  — Estou pensando.
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  — Está pensando? Ora, faça-me o favor! Diz logo, Black! O que fazia lá? — Ele ergueu um pouco o corpo a encarando sério, mas ainda sentado.
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  — Eu estava vigiando sua casa.
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  — Como é?
  Jacob a puxou pela mão indicando para que se sentasse ao seu lado na cama. Virou-se para ela e continuou a falar olhando profundamente o castanho urgente dos seus olhos:
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  — É tão complicado, … Você não faz ideia de como eu gostaria de contar tudo o que sei, mas não posso. Eu estava te protegendo. Passei todas as noites possíveis dormindo à porta da sua casa.
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  — Black… Não insulte minha inteligência. Lobos rondam minha casa todas as noites, e todas as manhãs têm pelos espalhados pela varanda! Quer me convencer de que dormiu do lado de fora com eles?
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  — Lembra-se quando os rapazes saíram para espantar os lobos?
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  — Lógico.
  — É que… Nós conseguimos controlá-los…
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  — Certo, mas eles estiveram nervosos uivando noites e noites, agitados! Ora, Black! Eu não sou idiota! — Parando um instante para raciocinar, teve uma ideia acerca do que escutara. — Erick é quem esteve certo o tempo todo!
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  Soltou-se das mãos de Black, que seguravam as suas enquanto ele lhe explicava sua historinha, e saiu do quarto, ainda mais furiosa. Billy, sentado na varanda, notou que as coisas não foram bem feitas por seu filho, quando passou e quase derrubou Sue com uma bandeja de café. Black surgiu correndo até a mulher, pedindo para que ela o esperasse e o ouvisse um pouco mais; foi aí que parou de respirar. Parou de pensar. Todo o seu corpo parou, sentia-se letárgica como se o sangue corresse em suas veias em câmera lenta. Embry estava saindo da casa de Sam. Embry estava lá!
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  — O quê? — sussurrou.
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Capítulo Oito – Quem, ou o que, estão escondendo?

  — O quê? — sussurrou , ainda chocada por ver a figura de Embry por ali.
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  Uma mão forte segurou o seu braço. Era o braço forte de Jacob que a virou para ele e, segurando seu rosto para encará-lo, começou a explicar:
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  — Acalme-se. Eu tenho muitas coisas para te falar. Vamos até o galpão?
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  — Há quanto tempo? — ignorou Jacob e disse correndo até Embry indagando-o pela resposta.
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  A mulher, mentalmente torcia para que ele a respondesse: “Agora há pouco, e assim, ela poderia acreditar que não estava sendo enganada. Todos estavam parados assustados, e olhavam para a figura do quileute e da mulher frente a frente.
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  — Não faz muito tempo desde que voltei, , você precisa se acalmar.
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  — Me acalmar, Embry? Me acalmar?! — gritou ela. — Você não tem ideia de como eu tenho tentado me acalmar desde que você desapareceu! Tem uma cidade inteira me odiando por sei lá… Eu existir! Tem um policial enchendo a minha cabeça de coisas a respeito de todos vocês, nas quais eu os defendo sem nem mesmo conhecer nada de cada um! Lobos selvagens circundam a minha casa o tempo todo! Descobri que eu moro em um lugar perigoso, aliás, descobri que Forks é um lugar perigoso! Escolhi um lugar terrível para viver! Você desaparece e ninguém me dá notícias! Black dorme na porta da minha casa e fica inventando coisas sem nexo, e de repente, como se nada acontecesse, você está aqui na minha frente! E está bem!
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   levou as mãos à testa, como se tentasse evitar a dor de cabeça pelo estresse repentino, e ainda mais nervosa, ela se aproximou de Embry lhe apontando um dedo ameaçador, e o rapaz deu um passo para trás, tão assustado quanto todos os outros ao ouvir ela gritando em sua direção:
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  — Me acalmar é o que eu venho tentando fazer todo esse tempo! Estou sozinha nessa cidade monótona tentando entender o mínimo, ou apenas me conformar em não procurar respostas! E de repente Isabella Swan é a pior conexão que me aconteceu na vida! Eu estava preocupada com você! Achei que tínhamos alguma amizade, ao menos, e você desapareceu e não me deu mais notícias principalmente depois de beijar a minha boca e me fazer crer que estava sendo incluída entre vocês! Então não peça para eu me acalmar, Embry Call!
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  No pátio florestal em que todos eles estavam, nenhum pio de ave era escutado, no mínimo o farfalhar das folhas nas copas das árvores era ouvido. Os quileutes encaravam , muito espantados por não saberem de todas as coisas que vinham acontecendo a ela; por não saberem tudo aquilo o que ela sentia e os únicos olhares confortantes que a mulher recebeu no meio de todos eles, surpreendentemente, foram de Leah Clearwater e Emily.
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   saiu correndo de volta para o seu carro sem dar tempo de Embry responder. Sue e Charlie, contudo, sem que ela percebesse, haviam se aproximado caminhando até ela e parando ao seu lado; seguraram em seu braço de forma tenra. Charlie, respeitosamente e um tanto culpado por saber que a presença de na cidade era culpa de Bella, a abraçou como um pai.
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  — Billy! — Sue gritou para ele com a voz embargada, de um modo suplicante ao notar a morena recebendo o abraço do delegado, com suas expressões de quem segurava um choro de decepção.
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  — … O que eu posso fazer por você? — Charlie chorava a olhando preocupado.
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  — Apenas me desculpe pela forma como eu falei da Bella… É só que…
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  — Não tem que me pedir desculpas por isso. Eu te entendo. — Charlie a interrompeu de justificar-se e os dois se abraçaram de novo.
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  Enquanto o senhor Swan e estavam dialogando brevemente, Jacob iniciou uma pequena discussão com o pai e Sue, na varanda. A matriarca Clearwater pedia para que os Black falassem em tom baixo, e então reparou a situação os olhando furtivamente, incompreensiva.
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  — As coisas vão se esclarecer, eu te prometo! — Charlie lhe garantiu. — Você terá que ser forte e esperar um pouco mais. Confia em mim?
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  A morena de cabelos longos e ondulados não sabia explicar o motivo, mas confiava em Charlie, e num momento cúmplice entre eles, soltaram-se do abraço e ela concordou com o que Charlie perguntou. Billy se aproximou pedindo para que ela ficasse por lá aquele dia, pois segundo ele, teria muito a conversar e ouvir. Reticente, encarou o redor. Os quileutes estavam todos a encarando esperando uma resposta, e da varanda dos Black, Jacob e Sue, lado a lado, eram os mais apreensivos para que ela dissesse que sim.
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  Então eles haviam decidido contar-lhe tudo o que ela quisesse saber? Explicariam os lobos e o sumiço de Embry? Ela não sentia que sim, porém, ao encarar Charlie, o delegado meneou a cabeça como se a aconselhasse a ficar. fez sinal positivo para Billy, e sacando o seu celular do bolso da calça, se afastou para telefonar e perguntar a Steve se o rapaz poderia a cobrir no seu turno de trabalho. Felizmente, ele poderia.
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  Jacob se aproximou e parou à frente da mulher, calado, cabisbaixo e triste. Charlie se afastou entrando na casa de Sue, e a Clearwater junto a Emily se aproximaram para abraçar , sorridentes e envergonhadas. Uma vergonha que não achou que as mulheres devessem sentir, mas Embry deveria. Seth também tentou a reconfortar com um sorriso e um “Que bom que está aqui” sussurrado em seu ouvido. Leah apenas sorriu de longe. Pelo menos alguma coisa estava evoluindo para melhor. Embry se aproximou e estava visivelmente abatido, cansado, bem mais forte fisicamente e não parecia ser mais o mesmo que conheceu há semanas.
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  — Desculpe. Eu não estive bem — ele disse.
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  Os dois se encararam silenciosos por um tempo e, deixando as lágrimas escorrerem em seu rosto, após segurar por todo aquele instante, então o abraçou. Jacob, que ainda estava parado perto deles, deu alguns passos para trás e virou-se de costas para o casal.
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  — Seu idiota — disse a Embry enquanto o apertava. — Por que não me mandou notícias? Eu estive tão preocupada!
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  Assim que se soltou dele e abriu os olhos, ela se afastou de Embry e o notou observando Jacob. Ela olhou para Black, e no mesmo momento ele virou-se de novo de frente para eles, como se tivesse sido chamado e sua expressão era muito irritada. Entre ele e Embry parecia haver algum debate por seus olhares, ou talvez, pensamentos, mas pensou ser apenas uma impressão sua. Até porque, ninguém era capaz de conversar por olhares e mentes, não é? Ela pressentiu uma estranheza no ar entre os dois, deduzindo que talvez estivessem também brigados.
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  — Eu não queria que se preocupasse. Só tentamos te proteger… — Embry disse por fim ao retomar o olhar para ela.
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  Mas aquele que estava diante dela, não era o mesmo Embry. Era visível que ele não estava bem, não sorria, não tinha o mesmo brilho nos olhos, nem a mesma alegria.
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  — O que houve com você? — perguntou, cuidadosa e acariciando o rosto do rapaz.