A Jogada Perfeita


Escrita porAddie
Revisada/Editada por Natashia Kitamura


Capítulo Oito • %Evan%

  Acordei com a sensação de algo se movendo sob o lençol, um calor que não era o meu. Quando abri os olhos, a luz do luar cortava o quarto e %Hayes% estava ali, se esgueirando para mais perto, o corpo se moldando ao meu com uma facilidade irritante.
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  Ela achou que eu ainda estava apagado.
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  Lembrava vagamente do meio da noite, dela entrando no quarto e eu mandando ela dormir porque estava bêbada demais para qualquer coisa. Ela precisava aprender sobre limites.
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  — %Hayes%... — minha voz saiu como um rosnado baixo, ainda rouca de sono.
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  Ela deu um pulinho, o susto fazendo os olhos dela focarem nos meus. Ela estava só de calcinha e sutiã, a pele clara contrastando com o tecido. O cabelo castanho curto estava todo bagunçado contra o meu travesseiro, mas o olhar dela já estava afiado.
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  — Achei que você tivesse o sono mais pesado. — ela provocou, apoiando o queixo no meu peito, os dedos traçando o desenho dos meus músculos. — Eu ia te agradecer ontem à noite. Sabe, por me deixar ficar. Mas daqui a pouco você tem que levantar.
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  Ela deu um sorriso de lado, descendo a mão lentamente pela minha barriga, parando exatamente no elástico da minha calça de moletom.
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  Segurei o pulso dela antes que ela descesse mais, apertando de leve.
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  Senti a pulsação dela acelerar sob meus dedos.
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  — O jogo de sábado é em casa, %Hayes%. O treino mudou para a tarde. — respondi, vendo a surpresa brilhar nos olhos dela antes de ser substituída por pura malícia. — A gente tem a manhã inteira.
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  Ela não esperou eu terminar. Com um movimento ágil, ela se livrou do meu aperto e se arrastou para baixo. Senti o peso dela se posicionando entre as minhas pernas e meus dedos cravaram no lençol por instinto.
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  — O que você está fazendo? — perguntei, a respiração já falhando.
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  — O que eu queria desde ontem, %Vance%. — a voz dela veio abafada lá de baixo, carregada de deboche. — Mas você não deixou, aliás, obrigada. Sexo bêbado não é bem a minha praia.
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  Quando a boca dela finalmente me envolveu, o mundo lá fora deixou de existir. Não era como nada que eu já tivesse sentido antes. Mas %Hayes% não estava apenas tentando, ela sabia exatamente onde pressionar e o que fazer. Fechei os olhos com força, a cabeça afundando no travesseiro enquanto um palavrão baixo escapava da minha garganta.
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  Foi, sem a menor dúvida, o melhor boquete da minha vida, e o pior era saber que ela tinha plena consciência do poder que tinha nas mãos. Meus dedos encontraram o cabelo dela, segurando os fios curtos enquanto eu tentava ditar um ritmo que meu próprio corpo já tinha perdido. Ela sabia ser suja na cama.
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  — Porra, %Hayes%... — murmurei, o abdômen travando enquanto o ápice me atingia com uma violência que me deixou sem ar por longos segundos.
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  Ela subiu devagar, como uma gata que sabe que acabou de encurralar a caça. O sorriso de lado estava lá, e os olhos brilhavam com uma satisfação que me deixava com tesão. Segurei a nuca dela com força, enfiando os dedos naquele cabelo curto e bagunçado, e puxei o rosto dela para tão perto que nossas respirações se misturaram em uma só.
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  — Você tem o meu gosto na boca, %Hayes%. — rosnei baixo, a voz saindo grossa, quase uma ameaça.
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  Ela não desviou o olhar. Só passou a língua pelos lábios devagar, saboreando, me encarando com um desafio silencioso antes de sussurrar contra a minha boca.
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  — É o melhor gosto que eu já senti, %Vance%.
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  Eu não aguentei. Puxei ela para um beijo rápido. Nossas línguas se encontraram com uma fome que vinha acumulada desde o dia anterior. Senti o corpo dela tremer contra o meu, a calcinha de renda preta sendo a única barreira que eu estou prestes a destruir.
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  Inverti as posições em um movimento brusco, prendendo ela contra o colchão com o meu peso. %Hayes% soltou gemido, e no segundo seguinte, as unhas dela cravavam nas minhas costas. Ela não teve pena; ela as fincou de uma forma que eu sabia que deixaria marcas.
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  Desci os beijos pelo pescoço dela, mordendo a pele macia logo abaixo da orelha, ouvindo o som da respiração dela falhar, se transformando em gemidos curtos. Minha mão livre desceu apertando sua cintura com força, marcando a pele clara antes de rasgar a calcinha de renda dela.
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  — %Vance%... — ela sussurrou, a voz quebrada, o corpo arqueando desesperado pedindo por mais.
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  — Shhh. Calma, %Hayes%. — murmurei, me afastando um pouco para olhar para ela. — A gente tem a manhã inteira, lembra? E eu vou garantir que você aproveite cada segundo.
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  Eu não ia ter pressa. Se ela queria jogar sujo, eu ia mostrar como se faz. Subi os beijos de volta, parando no colo dela, onde revelava uma constelação de pequenas sardas espalhadas pela pele clara. Eram marcas que eu não tinha visto na pressa de ontem e que agora eu estava descobrindo, uma por uma.
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  — Você tem sinais pelo corpo todo, %Hayes%... — murmurei contra a pele dela, traçando uma linha de beijos quentes e lentos de uma sarda a outra, descendo em direção mais baixo. — Eu vou decorar cada um deles.
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  Brinquei com a proximidade, sentindo ela tremer e se contorcer sob mim, antes de finalmente usar os dedos e a boca nela. Eu fui calmo, cruelmente lento. %Hayes% arqueou o corpo enquanto brincava com o clitóris dela. As unhas se cravando ainda mais fundo nas minhas costas, enquanto ela tentava abafar os gemidos no travesseiro.
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  Puxei o rosto dela para cima, forçando-a a olhar nos meus olhos enquanto eu a levava ao limite. O primeiro orgasmo atingiu ela como uma onda, fazendo o corpo dela travar e tremer violentamente. Eu não parei. Continuei o movimento, mantendo a intensidade, ouvindo-a implorar baixinho, sem saber se pedia para eu parar ou continuar.
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  — %Vance%, por favor... — ela arquejou, os olhos revirando.
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  Eu esperei ela voltar um pouco, apenas o suficiente para respirar, antes de levá-la ao segundo ápice, ainda mais intenso que o primeiro. %Hayes% gritou contra o travesseiro, o corpo relaxando em espasmos de puro prazer sob o meu comando.
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  Fiquei ali por um segundo, observando ela voltar a si, os olhos semicerrados, o peito subindo e descendo rápido, a pele suada e vermelha. Eu tinha dado a ela o que ela queria. Agora era a minha vez.
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  — Agora. — rosnei, alinhando meu corpo ao dela, sentindo a umidade que ela tinha deixado na minha pele. — eu vou te mostrar por que você nunca deveria ter provocado o capitão.
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  Prendi os pulsos dela acima da cabeça com uma das mãos, o olhar fixo no dela, queimando, e entrei nela com uma força, deixando a calma de lado e quase perdendo o controle. Não tinha ideia do que estava acontecendo comigo nesses últimos dias. Eu não posso dizer que não saio por aí transando igual a louco, porque estaria mentindo. Até porque eu tenho muitas garotas na minha mão, porém, a partir do momento que senti o gosto de %Harper% na minha boca, qualquer outra pessoa perdeu a graça.
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  Eu parecia não me importar muito com o som da cabeceira da cama batendo contra a parede. Eu não estava sendo gentil e %Hayes% não estava pedindo por isso. Cada vez que eu avançava, sentia a pressão das pernas dela se fechando com força ao redor da minha cintura, me prendendo naquele calor úmido que parecia que ia me engolir vivo.
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  Minha mão, que antes prendia os pulsos dela, soltou para descer pelo corpo suado, agarrando a coxa dela e puxando-a ainda mais para cima, querendo eliminar qualquer espaço que sobrasse entre nós. Ela soltou um som rouco, uma mistura de gemido e rosnado, e as mãos dela voltaram para as minhas costas. Senti o ardor das unhas dela encontrando os cortes que ela mesma tinha feito.
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  — Olha para mim, %Hayes%. — mandei, a voz falhando enquanto eu mantinha o ritmo pesado.
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  Ela abriu os olhos, a boca entreaberta buscando ar. Ela estava completamente entregue. A cada estocada, eu via o prazer atingir o rosto dela, as sobrancelhas se contraindo, os lábios tremendo.
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  Eu estava chegando no meu limite. O aperto dela ao meu redor ficou insuportável, os músculos dela contraindo em volta de mim, e eu soube que ela estava indo de novo.
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  — Ai. Meu. Deus. — ela arquejou, abafando seu grito no meu peito.
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  Eu não segurei nada. Enterrei o rosto no pescoço dela, sentindo o cheiro de suor e pele quente, e deixei que o clímax me atingisse com a força de um soco. Descarreguei tudo, sentindo o corpo dela tremer em sincronia com o meu, os espasmos durando longos segundos enquanto a gente tentava lembrar como se respirava.
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  Fiquei ali, pesado sobre ela, ouvindo apenas o som das nossas respirações descompassadas e o coração dela batendo tão forte contra o meu peito que parecia que ia quebrar as costelas.
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  Me afastei devagar, sentindo o ar frio do quarto atingir minha pele suada, e me joguei de lado no colchão; eu precisava me livrar da camisinha, mas não sabia se teria força para isso. %Hayes% tombou a cabeça para o lado, me encarando com o cabelo grudado na testa e um rastro de satisfação que não deixava dúvidas de quem tinha sido uma boa foda.
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  — Você é um problema, %Vance%. — ela murmurou, a voz quase sumindo, fechando os olhos enquanto tentava recuperar o fôlego.
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  — Você quem invadiu meu quarto, %Hayes%.
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  O silêncio foi voltando aos poucos, substituído apenas pelo som das nossas respirações tentando entrar no eixo. Eu sentia o suor secando na minha pele e o ar gelado do ar batendo nas minhas costas.
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  %Hayes% se mexeu primeiro. Ela se afastou devagar, o corpo deslizando pelo colchão. Ela passou a mão pelo rosto, tirando os fios de cabelo grudados na testa, e me encarou com aquele olhar que ainda guardava um resto de adrenalina.
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  — Eu preciso de um banho. — ela murmurou, a voz rouca, quase um sussurro. — Se você quiser se juntar.
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  Ela começou a se levantar, mas antes que ela pudesse colocar os pés no chão, segurei o pulso dela. Não com força, mas o suficiente para ela parar e olhar para trás.
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  — %Hayes%.
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  — O quê, %Vance%? — Ela arqueou uma sobrancelha, aquele sorriso de lado querendo aparecer de novo.
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  — Sábado. O jogo é em casa. — falei, mantendo o olhar fixo no dela, sem deixar margem para brincadeira. — Eu quero você lá. Na arquibancada, na primeira fileira. E quero você torcendo por mim, entendeu?
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  Ela soltou uma risada nasalada.
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  — Torcendo? Você quer uma líder de torcida particular agora, capitão? Achei que você já tivesse fãs o suficiente.
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  — Eu quero você. — rebati, a voz firme.
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  Ela ficou em silêncio por um segundo, tentando ver se eu estava brincando. Quando percebeu que eu falava sério, ela deu um puxão leve e eu a libertei.
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  — Vou pensar no seu caso, %Vance%. — ela disse, caminhando em direção ao banheiro com aquele andar que me deixava maluco.
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  Ouvi a porta do banheiro fechar e, logo depois, o som do chuveiro. Fiquei encarando o teto, sentindo o peso do que tinha acabado de dizer. Eu nunca pedia para ninguém ir aos meus jogos. Mas, por algum motivo, a ideia de ganhar sem ela lá parecia errada.
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Capítulo Oito
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