A Jogada Perfeita


Escrita porAddie
Revisada/Editada por Natashia Kitamura


Capítulo Seis • %Evan%

  O treino foi um massacre. Eu joguei como se quisesse quebrar alguém, descontando na bola uma frustração que estava me deixando cego.
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  Depois de tomar um banho gelado, para tentar deixar meu corpo sob o meu controle. Saí de lá e fui para a aula de Análise de Dados. O aquecedor da sala estava no máximo, mas eu mal conseguia focar na aula. Ava sentou do meu lado, e tentou puxar um assunto sobre o grupo, mas eu nem ouvi. Até dois dias atrás, %Harper% era só a garota que me servia café com cara de poucos amigos. Agora? Agora ela era a única imagem que meu cérebro projetava.
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  Fechei o notebook antes da aula acabar e saí do prédio. O vento gelado me atingiu em cheio no pátio, e foi aí que eu a vi. %Harper% estava perto da biblioteca com um moletom preto, distraída conversando com outra garota. Caminhei em direção dela, parando perto o suficiente para que ninguém me escutasse além das duas.
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  — %Hayes%. Comigo. Agora.
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  Ela levantou os olhos, me medindo de cima a baixo com aquele sorrisinho que me dava vontade de beijar e sacudir ela ao mesmo tempo.
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  — O que foi, %Vance%? O treino foi tão ruim assim?
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  — Não fode, %Hayes%. Anda.
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  Não dei chance para ela reclamar. Fomos até o prédio de artes, em uma sala de materiais que eu sabia que estava vazia. Tranquei a porta e o silêncio caiu como uma tonelada. O cheiro de baunilha dela inundou o lugar, misturado com o cheiro de tinta.
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  Eu a prensei contra a porta. Fiquei a centímetros do rosto dela, sentindo o calor que ela emanava.
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  — Você gosta de testar o meu limite, não é? — Falei baixo, a voz saindo como um rosnado enquanto eu segurava a cintura dela por cima do moletom.
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  %Harper% soltou uma risada curta e levou as mãos até o meu peito, subindo devagar até a gola do meu próprio moletom.
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  — E você é fácil demais de testar, %Vance%. Achei que o capitão tivesse mais controle.
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  — Eu tinha. Até você começar com esse joguinho.
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  — Engraçado... — Ela sussurrou, inclinando a cabeça e deixando o hálito quente bater no meu pescoço. — Porque eu também não tive controle nenhum ontem à noite.
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  Eu congelei. Meus dedos cravaram no quadril dela.
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  — Do que você está falando?
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  — Eu cheguei no meu quarto, e terminei o que você começou na cozinha. — Ela confessou, a voz rouca e sem um pingo de vergonha. — Minha mão estava lá, mas eu só conseguia pensar na sua. Imaginei você me prendendo naquele balcão de novo. Foi do caralho.
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  Ouvir aquilo acabou com qualquer resquício de sanidade. O pensamento dela se tocando, enquanto pensava em mim, foi um soco no estômago.
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  — Você é uma desgraçada. — Falei, a voz falhando de puro desejo.
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  — E você está louco para acabar com essa conversa. — Ela retrucou, puxando meu rosto para baixo. — Vai ficar só olhando ou vai fazer alguma coisa?
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  Eu não esperei mais nada. Ataquei a boca dela a beijando da forma mais suja que podia. %Harper% retribuiu na mesma moeda, cravando as unhas na minha nuca enquanto eu a levantava pela cintura, prensando o corpo dela contra a porta. Eu precisava dela ali, agora, e não ia parar por nada.
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  Arrastei a %Harper% para longe da porta, prensando o corpo dela contra a parede no fundo da sala. Eu não ia arriscar o barulho entregando a gente para qualquer um que passasse no corredor.
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  Meus dedos se enrolaram no cós do jeans dela e eu puxei o zíper para baixo com uma pressa que eu nem reconhecia em mim. Baixei o suficiente para liberar o caminho, sentindo o tecido grosso embolar nos joelhos dela. %Harper% fez o mesmo comigo, as mãos dela tremendo enquanto puxavam minha calça para baixo até eu estar livre.
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  — Você não tem ideia do quanto esse piercing me tirou o sono. — sussurrei, a voz saindo um rosnado baixo.
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  A blusa preta dela estava erguida até o pescoço e o sutiã já não servia de barreira. Segurei o seio dela com firmeza, sentindo o coração dela martelar. Inclinei o rosto e envolvi o mamilo dela com a boca, sentindo a bolinha de aço do piercing bater contra os meus dentes. %Harper% soltou um gemido agudo, a cabeça jogada para trás.
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  Mesmo ofegante, ela não perdeu a chance de me alfinetar.
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  — Quantas... — ela arfou, as unhas cravando nos meus ombros — Quantas você já fodeu aqui nessa sala, %Vance%?
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  Eu ri baixo contra a pele dela. Eu sabia que ela estava jogando na minha cara o que todo mundo falava de mim, mas naquele momento, eu não conseguia lembrar o nome de nenhuma outra.
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  — Nenhuma que me desse tanto trabalho quanto você, %Hayes%. Agora cala a boca.
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  Passei a língua em volta do metal, sugando com força, sentindo ela estremecer inteira. Desci minha mão, deslizando os dedos por baixo da calcinha que afastei.
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  Ela estava encharcada. Quando enfiei dois dedos ali, ela deu um solavanco, o quadril se movendo por puro instinto contra a minha mão.
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  — Eu queria te levar pra minha cama, fazer isso durar horas. — murmurei, subindo o olhar para encontrar o dela. — Mas eu não conseguia esperar.
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  Rasguei o pacote da camisinha com os dentes. Minhas mãos não estavam tão firmes, e isso estava me irritando. Eu a levantei, as costas dela deslizando pela parede até ela enroscar as pernas na minha cintura. Senti a ponta do meu pau roçar na entrada dela, onde o calor era quase insuportável.
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  — Olha pra mim. — ordenei.
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  Ela sustentou o olhar, as pupilas dilatadas, o cheiro de baunilha e suor dominando meus sentidos. Quando eu empurrei de uma vez, preenchendo cada centímetro dela, eu senti um aperto no peito que não tinha nada a ver com o esforço físico. O gemido que ela soltou foi abafado pelo meu beijo, profundo e desesperado, enquanto eu começava a me mover nela com uma força que eu não conseguia, e nem queria, controlar.
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  Eu não estava sendo gentil e ela muito menos. No momento em que eu empurrei com tudo, preenchendo o vazio que estava me deixando louco o dia inteiro, %Harper% soltou um gemido agudo que morreu na minha boca. Eu a beijei com força, sentindo o gosto metálico do meu lábio que ela tinha mordido antes. As unhas dela entraram fundo nos meus ombros, buscando algum apoio enquanto eu continuava me movimentando.
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  O impacto dos nossos quadris batendo um no outro ecoava naquela sala, um ritmo constante e pesado. Eu segurava as coxas dela com as mãos firmes, sentindo o tremor dos músculos dela sob a minha palma.
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  — %Hayes%... olha para mim. — rosnei, afastando o rosto só o suficiente para ver o estrago que eu estava fazendo.
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  Ela estava entregue, mas ainda tinha aquele brilho de deboche, como se estivesse adorando me ver perder a linha daquele jeito.
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  — Não... para... %Vance%... — ela arfou, a voz falhando, a cabeça jogada para trás batendo no reboco da parede.
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  Eu acelerei. O som da nossa respiração pesada. Minha mão subiu de novo para o seio dela, apertando o mamilo onde o piercing estava gelado contra a minha pele fervendo.
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  Eu sentia que estava no limite. Ela começou a tremer, o corpo todo teso, os gemidos ficando mais curtos e desesperados.
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  — Porra, %Vance%!
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  Eu dei as últimas estocadas, profundas e fortes, sentindo o corpo dela ter um espasmo violento. Ela arqueou as costas, cravando os dentes no meu ombro para não gritar o meu nome para o prédio inteiro ouvir, enquanto eu sentia o meu próprio climax me atingir como um soco. Bufei contra o pescoço dela, sentindo o coração dela martelar contra o meu peito em uma sincronia caótica.
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  Ficamos ali por longos segundos. Eu a mantive no alto, sentindo o peso do corpo dela relaxar contra o meu, antes de começar a descer lentamente.
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  Coloquei a %Harper% no chão devagar, mas não soltei a cintura dela até sentir que ela tinha firmeza nas pernas. O ar gelado da sala bateu na gente com força agora que terminamos, e vi ela estremecer.
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  Sem falar nada, eu me abaixei. %Harper% fez menção de puxar o jeans dela que estava embolado nos joelhos, mas eu segurei o pulso dela com suavidade, impedindo o movimento.
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  — Deixa que eu faço. — eu disse, a voz ainda rouca e pesada.
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  Me apoiei em um joelho e puxei o tecido grosso para cima, ajeitando as pernas da calça com cuidado antes de subir o zíper. Foi um gesto estranho, quase íntimo demais para o que a gente acabou de fazer, mas eu precisava que ela visse esse outro lado. Precisava que ela sentisse que, por mais que eu fosse o cara que pegava geral, com ela o cuidado era diferente.
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  %Harper% se apoiou no meu ombro, me observando de cima com uma curiosidade que ela não conseguia esconder. O deboche tinha sumido por um segundo, substituído por um olhar confuso.
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  — O capitão agora resolveu ser atencioso? — ela provocou, mas a voz estava fraca.
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  — Só não quero que você saia daqui com frio. — rebati, fechando o botão da calça dela,
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  Peguei o moletom dela no chão. E segurei para que ela passasse os braços, ajudando ela a se enfiar nele. Puxei o capuz e ajeitei a gola para cobrir o pescoço dela, sentindo a maciez da pele onde eu sabia que ia ficar uma marca. Meus dedos roçaram no queixo dela, obrigando ela a me encarar.
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  — Você está bem? — Perguntei, mantendo o tom baixo, quase carinhoso.
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  Ela deu aquele sorrisinho de lado, tentando recuperar a pose.
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  — Melhor do que você, %Vance%. Dá para ver que eu acabei com o seu resto de juízo.
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  — Você não tem ideia. — admiti, dando um passo para trás para me recompor também e me vestir.
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  Ela pegou o livro que tinha ficado num canto e caminhou até a porta. Parou com a mão na maçaneta e olhou por cima do ombro, a luz do corredor cortando o rosto dela.
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  — Não se acostuma, tá? Você ainda é um idiota.
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  — Um idiota que você queria que te fodesse na outra madrugada. — lembrei, vendo ela abrir a porta.
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  Ela não respondeu. Só deu uma piscadela rápida e saiu, sumindo no corredor como se nada tivesse acontecido. Fiquei ali sozinho por mais um minuto. O plano era fazer ela se apaixonar para eu ganhar a aposta, mas enquanto eu ajeitava meu próprio moletom, a única coisa que eu conseguia pensar era em como eu ia fazer para ter ela de novo o mais rápido possível
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Capítulo Seis
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